Categoria: Todo Terreno

  • Apresentação oficial do Dakar 2027 marcada para 5 de maio em Paris

    Apresentação oficial do Dakar 2027 marcada para 5 de maio em Paris

    A apresentação oficial do Rali Dakar 2027 terá lugar no próximo dia 5 de maio de 2026, em Paris, naquele que será o único evento do Dakar Tour realizado na Europa. O encontro está agendado para decorrer entre as 11h00 e as 17h00, no Institut du Monde Arabe, situado na 1, rue des Fossés-Saint-Bernard, Place Mohammed-V, no centro da capital francesa.

    Durante o evento será revelado o percurso completo da 49.ª edição do Dakar, incluindo detalhes sobre as etapas e o traçado geral da prova. A organização irá também promover uma reunião informativa destinada aos chefes de equipa, além de workshops de formação dirigidos às categorias Rookies, Original by Motul e Classic.

    O programa contempla ainda momentos de interação com membros da equipa organizadora, permitindo esclarecer questões técnicas e logísticas relacionadas com a edição de 2027. No final da apresentação, serão oficialmente abertas as inscrições para a próxima edição da mítica prova de todo-o-terreno.

    Com esta apresentação em Paris, o Dakar reforça a ligação histórica à Europa, concentrando num único evento continental a divulgação dos detalhes da próxima edição daquela que continua a ser uma das competições mais exigentes e emblemáticas do desporto motorizado mundial.

  • Esc Online Baja Montes Alentejanos reduz percurso, mas mantém espetáculo no arranque do CPTT

    Esc Online Baja Montes Alentejanos reduz percurso, mas mantém espetáculo no arranque do CPTT

    A meteorologia adversa obrigou a organização da Esc Online Baja Montes Alentejanos a proceder a alterações no percurso da edição deste ano. Face às condições atmosféricas, o traçado foi reduzido para um total de 330 quilómetros, distribuídos por um setor seletivo de 110 quilómetros que será percorrido por três vezes ao longo do fim de semana.

    O habitual Prólogo mantém-se agendado para sexta-feira, 27 de fevereiro, servindo de aperitivo competitivo para as equipas. No sábado, 28 de fevereiro, disputar-se-ão dois setores seletivos, ficando o terceiro e último reservado para domingo, 1 de março, encerrando assim a prova alentejana.

    Apesar das alterações impostas pela chuva, o arranque do Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno | AM48 promete manter o nível competitivo elevado que caracteriza a modalidade. Com máquinas de topo, pilotos experientes e jovens talentos prontos a dar espetáculo, estão reunidas as condições para um início de época intenso, exigente e com verdadeiro ADN de todo-o-terreno.

  • Nuno Matos regressa ao CPTT com ambição renovada numa época histórica

    Nuno Matos regressa ao CPTT com ambição renovada numa época histórica

    Nuno Matos está de volta ao Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno para a temporada de 2026, iniciando um novo capítulo com objetivos claros: mais consistência, maior regularidade e presença assídua na luta pelos lugares cimeiros. Depois de um ano anterior marcado por contratempos, o piloto encara esta época com uma abordagem mais estratégica, apostando na fiabilidade como base para resultados sólidos.

    “O principal objetivo passa por fazer uma época mais consistente. Sabemos que o ritmo está lá, mas no todo-o-terreno é fundamental conseguir juntar fiabilidade. Queremos estar regularmente na luta pelo top 10 e terminar as provas”, afirma Nuno Matos, que volta a formar dupla com o experiente navegador Ricardo Claro. A meta é simples e objetiva: transformar velocidade em resultados e construir uma campanha sustentável ao longo do calendário.

    O campeonato volta a percorrer várias regiões do país, com destaque para a mítica Baja Portalegre 500, prova emblemática e sempre especial para o piloto. A temporada arranca no final de fevereiro, com a Baja Montes Alentejanos, primeiro teste de um ano encarado com foco total desde o arranque.

    2026 assume ainda um simbolismo muito particular: Nuno Matos celebra 30 épocas ininterruptas no todo-o-terreno, 20 anos desde o primeiro título nacional (T8) e 10 anos após se ter sagrado Campeão Nacional Absoluto. No currículo somam-se cinco títulos nacionais — três em T8, um em T2 e um em T1 e Absoluto — além da conquista internacional da Taça FIA de Bajas (T2). “Continuar competitivo ao fim de tantos anos dá-me ainda mais motivação”, sublinha o piloto, que inicia esta nova época determinado a escrever mais um capítulo numa carreira de excelência.

  • Fernando Barreiros soma sete anos de títulos e aponta ao Mundial com ambição reforçada para 2026

    Fernando Barreiros soma sete anos de títulos e aponta ao Mundial com ambição reforçada para 2026

    Desde o regresso à competição, em 2019, Fernando Barreiros construiu um percurso impressionante no todo-o-terreno, acumulando mais de uma dezena de títulos nacionais, ibéricos, europeus e mundiais ao longo de sete temporadas consecutivas.

    O piloto de Loures iniciou esta nova fase com a conquista da Taça Ibérica na categoria T2, em 2019, abrindo caminho para uma sequência de resultados de relevo. Em 2020 destacou-se no Africa Eco Race, onde terminou em terceiro da Categoria T2 e segundo na Classe T2 Diesel, reforçando a sua projeção internacional.

    Nos anos seguintes, os êxitos sucederam-se: vice-campeão de Espanha de Todo-o-Terreno (T2), vencedor do Troféu Terras do Grande Lago Alqueva, Campeão Ibérico, Vice-Campeão Nacional e vencedor da Baja Portalegre 500 na categoria T2. Em 2023 foi vice-campeão europeu, somando vitórias e pódios, e em 2024 voltou a destacar-se na Categoria Stock ao conquistar a FIA European Cup for Cross-Country Bajas, além de nova Taça Ibérica.

    Já em 2025, Barreiros alcançou o estatuto de vice-campeão da FIA World Cup for Cross-Country Bajas na Categoria Stock, num ano em que voltou a vencer no Alqueva. Um percurso marcado por consistência, competitividade e forte trabalho de equipa.

    “Regressei a esta modalidade de que gosto tanto e todos os anos tenho conseguido alcançar títulos. Em 2025 demos o passo de ir para o campeonato do mundo de Bajas, mas começámos tarde e isso comprometeu o resultado final. Ainda assim, ser vice-campeões é bastante positivo”, sublinha o piloto. Barreiros destaca ainda o papel fundamental dos patrocinadores, equipa de assistência e navegadores no sucesso alcançado.

    Para 2026, a ambição mantém-se elevada, mas com novos objetivos estruturais. “Seria importante ter o apoio de uma marca, porque sabemos que um carro oficial tem um valor competitivo diferente. Gostávamos de ter um carro melhor para correr entre os melhores. O nosso tem-nos dado muitos títulos, mas neste momento está abaixo das viaturas do campeonato do mundo.”

    O piloto pretende repetir a presença no Mundial de Bajas, desta vez com um projeto mais competitivo, mantendo igualmente em aberto a possibilidade de disputar o Campeonato da Europa. A presença na Baja da Grécia surge como um dos objetivos em estudo para a nova temporada. Depois de sete anos de sucesso contínuo, Fernando Barreiros prepara-se para um novo capítulo, com o claro propósito de dar mais um passo em frente na elite internacional do todo-o-terreno.

  • António Maio conclui estreia no Africa Eco Race com top 6 absoluto e balanço muito positivo

    António Maio conclui estreia no Africa Eco Race com top 6 absoluto e balanço muito positivo

    António Maio completou com sucesso a sua estreia no Africa Eco Race no dia em que a caravana da prova deixou a Mauritânia e entrou no Senegal. A etapa contou com 476 quilómetros, dos quais 131 foram disputados ao cronómetro, num percurso exigente do ponto de vista da navegação e da gestão de ritmo.

    Aos comandos da sua Yamaha Ténéré, o heptacampeão nacional terminou a etapa com o 8.º tempo absoluto, sendo 6.º classificado na classe +650 cc. Com este resultado, António Maio fechou a 17.ª edição da mítica maratona africana na 6.ª posição da classificação geral Moto e em 5.º lugar na classe +650 cc, alcançando um desempenho de grande relevo numa prova disputada pela primeira vez.

    À chegada a Mpal, o piloto português fez um balanço muito positivo da sua participação. “Correu tudo bem. Estamos aqui com a família Yamaha, que alcançou uma grande vitória, com quatro motos no top-5 da classe +650 cc. Hoje não era dia para atacar, era dia para gerir. O percurso tinha muita navegação, notas curtas, muitos caminhos e muitos controlos de velocidade. Era fácil perder muito tempo e a missão está cumprida”, explicou.

    António Maio destacou ainda o carácter da prova e a satisfação com o resultado alcançado: “Dentro daquilo que foram os problemas que tivemos, acho que foi muito bom. O Africa Eco Race mostrou ser uma prova divertida, dura e o meu balanço é claramente positivo. Amanhã será apenas um dia de consagração.”

    A 17.ª edição do Africa Eco Race encerra com a tradicional etapa em torno do Lago Rosa, em Dakar, uma das imagens de marca da prova. A curta especial, com cerca de 22 quilómetros, já não conta para a classificação geral, mas simboliza o encerramento oficial do Africa Eco Race 2026.

  • António Maio sobe ao quinto lugar da geral após etapa exigente em Ouad Naga

    António Maio sobe ao quinto lugar da geral após etapa exigente em Ouad Naga

    António Maio voltou a estar em evidência na décima etapa da 17.ª edição do Africa Eco Race, numa jornada particularmente exigente disputada com partida e chegada em Ouad Naga. A especial contou com 470 quilómetros cronometrados, num percurso complexo que combinou longas secções de dunas, zonas rápidas e extensos troços arenosos.

    Aos comandos da sua Yamaha Ténéré, o heptacampeão nacional concluiu a etapa na quinta posição, resultado que lhe valeu igualmente o 5.º lugar na classe +650 cc, naquela que é a sua estreia na mítica maratona africana. Com este desempenho, António Maio ascende ao 5.º posto da classificação geral da categoria Moto e ao 4.º lugar da classe +650 cc, reforçando a sua posição entre os protagonistas da prova.

    No final da etapa, o piloto português fez um balanço positivo de um dia marcado por grandes dificuldades. “A etapa de hoje foi muito dura, completámos cerca de 40 quilómetros sempre em trilhos de dunas. Nas primeiras atasquei e perdi algum tempo, mas consegui retomar”, explicou. António Maio referiu ainda as dificuldades causadas pelo pó e pela navegação: “Entrei numa zona com muito pó e tive de parar para deixar baixar a visibilidade. Tentei manter o ritmo e a concentração para não cometer erros. No refueling apanhámos uma nota complicada, mas consegui identificar o ponto e seguir até ao final.”

    Apesar do desgaste acumulado, o piloto mostrou-se satisfeito com o resultado. “Estou feliz com o desempenho de hoje e o objetivo é terminar bem classificado. A mecânica também começa a acusar o esforço e por isso é importante gerir bem a corrida para evitar problemas”, sublinhou.

    A prova prossegue amanhã com a 11.ª etapa do Africa Eco Race, num dia marcante em que a caravana deixa a Mauritânia e entra no Senegal. O percurso terá um total de 476 quilómetros, dos quais 131 serão cronometrados, numa jornada que poderá revelar-se decisiva para as contas finais da classificação geral, agora com a meta cada vez mais próxima.

  • António Maio sobe ao pódio na Africa Eco Race e recupera posições na geral

    António Maio sobe ao pódio na Africa Eco Race e recupera posições na geral

    António Maio conquistou hoje um lugar no pódio na décima etapa da 17.ª edição do Africa Eco Race, após uma jornada particularmente exigente disputada entre Aidzidine e Ouad Naga, na Mauritânia.

    A etapa contou com 426 quilómetros cronometrados, percorridos num traçado dominado por trilhos em areia, pequenas dunas e zonas rápidas, colocando à prova a consistência e a capacidade de gestão dos pilotos. Aos comandos da sua Yamaha Ténéré, o heptacampeão nacional completou a especial sem dificuldades de maior, assegurando o terceiro lugar absoluto na etapa e o segundo posto na classe +650 cc.

    Este resultado evidencia a grande experiência e regularidade de António Maio, mesmo tratando-se da sua estreia na mítica maratona africana. Com este desempenho, o piloto português recupera a sexta posição da classificação geral da categoria Moto, mantendo-se igualmente no quinto lugar da classe +650 cc.

    No final da etapa, António Maio fez um balanço positivo do dia, apesar de alguns percalços: “A etapa de hoje foi muito variada. Começámos com dunas onde, uma vez mais, atasquei, mas felizmente perdi pouco tempo e depois fiz o resto das dunas sem problemas. A seguir apanhámos uma zona rápida entre dunas e aí senti-me bem. Entretanto apanhei muito fesh-fesh e acabei por cair, mas não foi nada de mais.”

    O piloto lamentou ainda o tempo passado no pó, que condicionou o ritmo, mas mostrou-se confiante para o que se segue: “Foi pena ter tido de andar muito tempo no pó porque sinto que poderia ter feito um resultado ainda melhor. Amanhã é uma etapa muito importante, porque vai ser a última que vamos disputar na Mauritânia. A terceira posição é muito boa para partir, pois assim não vou ter de abrir pista. De resto está tudo a correr bem e estou motivado para continuar o bom trabalho que tem sido feito até agora.”

    A prova prossegue amanhã com a décima primeira etapa, disputada com partida e chegada em Ouad Naga, naquela que será a última jornada do Africa Eco Race em solo mauritano. O percurso é apontado como um dos mais duros desta edição, combinando dunas, zonas rápidas e longos troços arenosos, mas também como um dos mais belos e decisivos para as contas finais da prova.

  • António Maio supera etapa atribulada na Africa Eco Race e mantém posições na geral

    António Maio supera etapa atribulada na Africa Eco Race e mantém posições na geral

    António Maio voltou a enfrentar um dia particularmente exigente na 17.ª edição do Africa Eco Race, numa etapa disputada com partida e chegada ao bivouac de Aidzidine. A jornada contou com 415 quilómetros cronometrados, marcados por uma combinação dura de travessias de wadis, setores acidentados, areia mole e dunas, colocando à prova a resistência física dos pilotos e a fiabilidade das máquinas.

    O piloto português viveu vários contratempos logo nas fases iniciais da especial. “Foi mais uma etapa com alguns incidentes. Ao quilómetro 40 apanhámos uma secção de dunas de areia mole e a moto acabou por ficar presa. Fiquei lá bastante tempo, tive ajuda de um piloto, mas gastei muita energia a tentar tirar a moto”, explicou António Maio no final da etapa.

    Poucos quilómetros depois, a situação repetiu-se. “A moto voltou a ficar presa na areia, mas desta vez consegui libertá-la mais rápido. Depois tentei ganhar ritmo e andar rápido, mas como um azar nunca vem só, fiquei sem embraiagem. Tive de fazer uma boa parte do percurso com a embraiagem gripada e nas zonas mais técnicas era complicado andar rápido”, acrescentou.

    Apesar das dificuldades mecânicas e do desgaste físico acumulado, António Maio conseguiu evitar problemas de maior e manter a concentração até ao final da etapa. “Felizmente não tive incidentes mais graves e continuo focado em terminar esta corrida com o melhor resultado possível”, sublinhou.

    Aos comandos da sua Yamaha Ténéré, o piloto português terminou a etapa na 11.ª posição da classificação geral, sendo 6.º classificado na classe +650 cc, resultados que lhe permitem manter as posições que ocupava após a oitava etapa desta maratona africana de todo-o-terreno.

    A prova prosseguiu hoje com a nona etapa, que ligará Aidzidine a Ouad Naga, num total de 491 quilómetros, dos quais 426 serão cronometrados, através de um percurso maioritariamente composto por trilhos em areia e pequenas dunas, onde a navegação exigirá grande consistência e concentração.

  • António Maio penalizado por problemas de combustível na etapa mais longa do Africa Eco Race

    António Maio penalizado por problemas de combustível na etapa mais longa do Africa Eco Race

    O Africa Eco Race voltou a mostrar toda a sua exigência na sétima etapa da edição de 2026, disputada entre Chimi e Aidzidine, com 462,08 quilómetros integralmente cronometrados. António Maio esteve perto de lutar por um resultado de topo, mas um problema mecânico nos depósitos de combustível da sua Yamaha Ténéré acabou por comprometer a prestação do piloto português.

    O heptacampeão nacional de todo-o-terreno rodava a bom ritmo e mantinha-se competitivo até cerca do quilómetro 200, momento em que a etapa mudou completamente de rumo. Uma falha na transferência de combustível entre depósitos obrigou António Maio a parar em plena especial, resultando numa perda de tempo muito significativa.

    “Foi uma etapa azarada. Até ao km 200 correu tudo bem, mas a meio da especial fiquei sem gasolina. Detetei que a gasolina não estava a passar de um depósito para o outro e tive de parar para tentar resolver o problema. Com isto perdi muito tempo”, explicou o piloto português.

    Apesar de conseguir chegar ao reabastecimento e retomar a prova, Maio viu-se forçado a baixar o ritmo para garantir que chegava ao final da especial. Ainda assim, os problemas voltaram a surgir já nos quilómetros finais.

    “A 30 km do fim fiquei outra vez sem gasolina. Tentei gerir o andamento para conseguir terminar, mas foi de facto difícil e a sorte não esteve do nosso lado”, acrescentou.

    As dificuldades mecânicas traduziram-se numa queda na classificação, com António Maio a perder uma posição tanto na geral como na sua classe. À entrada para a oitava etapa, ocupa agora o 7.º lugar absoluto e a 5.ª posição entre as motos com mais de 650cc.

    O bivouac mantém-se em Aidzidine, onde os pilotos preparam já uma das jornadas mais decisivas da prova. A etapa seguinte contará com 415 quilómetros cronometrados, num percurso particularmente variado e exigente, com travessias de wadis, zonas muito acidentadas e, numa fase posterior, o regresso à areia e às dunas. Um dia de grandes contrastes que promete colocar à prova a resistência, a navegação e a estratégia de todos os concorrentes.

  • António Maio mantém 6.º lugar à geral na entrada na Mauritânia do Africa Eco Race

    António Maio mantém 6.º lugar à geral na entrada na Mauritânia do Africa Eco Race

    António Maio cumpriu a sexta etapa da 17.ª edição do Africa Eco Race, jornada que marcou a entrada da caravana na Mauritânia. Ao volante da sua Yamaha Ténéré, o heptacampeão nacional de todo-o-terreno percorreu os 590 quilómetros que ligaram Dakhla a Chimi, dos quais 153 foram disputados ao cronómetro, mantendo o 6.º lugar da classificação absoluta e a 4.ª posição entre as motos com mais de 650 cc.

    Apesar de um setor seletivo muito rápido, a etapa revelou-se particularmente exigente ao nível da navegação, agravada por novos problemas com o sistema Stela, que voltaram a condicionar o desempenho do piloto português, integrado na Yamaha Rally Team. António Maio terminou a especial com o décimo melhor tempo, numa jornada longa e desgastante.

    “Foi uma etapa muito rápida, com cerca de 150 quilómetros de especial, mas infelizmente voltámos a ter problemas com o Stela. Está a ser uma situação complicada e os responsáveis pelo equipamento estão agora a substituir toda a cablagem, porque acreditamos que a origem do problema seja essa”, explicou o piloto à chegada a Chimi.

    Maio destacou ainda as dificuldades acrescidas da navegação, sobretudo por ter partido cedo na ordem de arranque: “Fui o quarto a sair e aqui os rodados quase não se veem, o que nos obriga a navegar praticamente sozinhos. A especial era rápida, com alguma areia, pequenas dunas e lombas que exigiam muita atenção. Foi também um dia muito longo, com quase 500 quilómetros até à fronteira e uma travessia entre Marrocos e Mauritânia que demorou imenso.”

    Apesar dos contratempos, o piloto português mantém-se confiante para as próximas jornadas: “Espero que o problema do Stela fique resolvido, porque parto de décimo e teremos uma especial longa, o que pode ser uma boa oportunidade para melhorar a classificação.”

    A sétima etapa, que liga Chimi a Aidzidine, será totalmente cronometrada ao longo de 462 quilómetros, prometendo um verdadeiro teste de navegação. Trilhos pouco marcados, mistura de areia, erva-camelo e zonas fora de pista vão exigir decisões estratégicas constantes, com a linha férrea a assumir um papel fundamental antes das primeiras travessias de dunas da Mauritânia, bastante diferentes das encontradas em Marrocos.