Categoria: Velocidade

  • DS TECHEETAH teve mais uma jornada difícil em Diriyah. Felix da Costa 10º

    A DS TECHEETAH teve mais uma jornada difícil em Diriyah, com um pódio à vista para António Felix Da Costa, que acabou por não acontecer devido a uma penalização, e que o levou a terminar na 10º posição. O seu companheiro de equipa Jean-Éric Vergne teve de mudar de bateria na sequência de um incidente ao início da manhã, forçando-o a partir praticamente do fundo da grelha, mas acabou por terminar em 8º. A segunda corrida da sexta temporada teve uma primeira metade bastante emocionante, com António no comando do grupo de qualificação. Dando o máximo no seu DS E-TENSE FE20, o piloto português falhou por pouco a super pole e arrancou em 5º, encetando uma espetacular recuperação até à 2ª posição, antes da penalização.
    RIYADH STREET CIRCUIT, SAUDI ARABIA – NOVEMBER 23: Antonio Felix da Costa (PRT), DS Techeetah during the Diriyah E-prix II at Riyadh Street Circuit on November 23, 2019 in Riyadh Street Circuit, Saudi Arabia. (Photo by LAT Images)
    No final, António Félix da Costa, 10º afirmou que “mesmo sem obter os resultados que queríamos, há muitos aspectos positivos a retirar deste fim de semana. Ser o mais rápido nos treinos livres, obter uma boa qualificação, recuperar posições em prova, até ao segundo lugar e lutar pela vitória na corrida, são provas mais do que positivas de que temos um bom andamento e um propulsor eficiente. Demonstra também que contamos com uma boa e eficaz arma para enfrentar esta longa e competitiva temporada. Infelizmente, tive uma penalização devido a um incidente no início da corrida que, em minha opinião, foi impossível de evitar. No entanto, estou muito confiante e ansioso pela próxima corrida.”
    RIYADH STREET CIRCUIT, SAUDI ARABIA – NOVEMBER 23: Jean-Eric Vergne (FRA), DS Techeetah, DS E-Tense FE20 during the Diriyah E-prix II at Riyadh Street Circuit on November 23, 2019 in Riyadh Street Circuit, Saudi Arabia. (Photo by Sam Bloxham / LAT Images)
    Já para Mark Preston, Team Principal da Equipa DS TECHEETAH “O António esteve muitíssimo bem na corrida, e merecia repetir a sua vitória aqui no ano passado. Ambos os pilotos mostraram bem as nossas potencialidades e que temos um andamento forte; o Jean-Éric chegou mesmo a ultrapassar dois carros de uma só vez, por duas vezes durante as últimas voltas, por isso, neste aspeto, não estamos preocupados. Uma vez que sabíamos que o Jean-Éric ia arrancar lá de trás, os engenheiros desenharam uma estratégia do tipo tudo ou nada, e que deu frutos no final. Embora fosse mais confortável sair daqui com mais pontos, a verdade é que todos os pontos contam e é sempre bom ir acumulando pontuação. Temos pela frente uma longa temporada e sabemos que dispomos de muitas oportunidades para recuperar na classificação do campeonato”.
  • 250 Km do Estoril: Group 1 Portugal, emoções, alegrias e tristezas em duas horas de corrida

    O Group 1 Portugal encerrou este domingo a temporada de 2019 com os tradicionais 250 Km do Estoril, que já são uma tradição para equipas e pilotos desta competição. As duas horas de corrida promovem as incertezas no resultado até ao final, até porque os moldes da corrida fogem às regras daquilo a que os pilotos do Group 1 Portugal estão habituados.

    A sessão de qualificação desenrolou-se bem cedo, com uma bela manhã de sol e foi o Ford Escort RS 2000 do trio Diogo Lopes/Martins/Soares com o tempo de 2:05.303, a ser o mais rápido, seguido da dupla Dias Pedro/Pereira, com uma diferença de apenas 0,125 centésimas em Ford Escort idêntico. Não que isso interesse muito numa prova de duas horas, mas é a previsão para uma fantástica corrida. A terceira posição da grelha foi conseguida por outro Ford Escort RS 2000, com a dupla Vieira/Cruz e estas três equipas dominam também a categoria H81-2000.

    O primeiro dos H81-Max foi o atual líder da categoria, o potente Jaguar XJS V12 que habitualmente é pilotado apenas por André Castro Pinheiro, mas que desta vez tem o talentoso piloto Francisco Sande e Castro para dividir o volante, a ocupar a quinta posição da grelha. Francisco Sande e Castro que pilotou um carro similar nos anos 80 e é como um regresso ao passado para o piloto Sande e Castro. Nesta categoria, o segundo mais rápido na sessão de qualificação foi o Ford Capri MKIII V6 dos irmãos Fresco, que desta vez também trazem o companheiro Rui Salgado. Na terceira posição dos H81-Max estão Nunes/Dal Maso em Porsche 924 Turbo a apenas 0,28 centésimas dos seus precedentes.

    Nos H81-1600, são os Golf GTi a dominar os primeiros lugares, com os pilotos Carlos e Nuno Matos a serem os mais rápidos, em segundo a tripla Gaspar/Amara/Ferreira e no terceiro qualificaram-se Cerveira Pinto/Pedro Liberal, todos praticamente dentro do mesmo segundo.
    Na H71-1600, o mais rápido foi o Alfa Romeo Giulia de João e Miguel Ribeiro, mas terá o BMW 1600 Ti de Paulo Antunes/Pinto Abreu no seu encalço.

    Na Production Cup, dos nove Datsun 1200 a alinharem nesta prova, os mais rápidos foram Freitas/Magalhães, a dupla que leva o líder da categoria e em segundo surge a parelha Santos Mendonça/Neto, com os terceiros a serem Pinto Abreu/Rebelo Martins, prometendo uma corrida muito animada face aos tempos muito próximos.

    O Troféu Mini apresentava na “Pole Position” a tripla Sales/Salvada/Cavaleiro e Silva, seguido de Affonso/Veiga e de Rêgo/Leal mas a luta entre os sete magníficos Mini promete ser animada.
    Nota também para o Ford Escort RS 2000 do pai e filho Gaspar, que não rodou na qualificação por problemas técnicos, mas que é sempre um forte candidato aos lugares cimeiros e vai partir do último lugar da grelha.

    Corrida de duas horas decidida nos últimos 5 minutos 

    Depois de uma manhã solarenga, nada fazia prever o início da corrida para os 250 km do Estoril do Group 1 à chuva. A verdade é que na partida para a última corrida do ano, caía uma chuva miudinha que deixava antever um início complicado em termos de aderência, mas a mestria e o cuidado acrescido dos pilotos conscientes que estão no início de uma prova de duas horas, fez com que a partida corresse sem incidentes.

    O Ford Escort RS 2000 de Dias Pedro/Pereira ganha a dianteira ao Ford idêntico de Diogo Lopes/Martins/Soares, que saía da Pole Position, com outro Ford Escort RS 2000, da dupla Vieria/Cruz logo atrás. O Golf Gti do trio Gaspar/Amaral/Ferreira faz um bom arranque e sobe ao quarto lugar, afirmando-se ainda mais líder da categoria H81-1600 e relegando o Ford Escort RS 2000 de Macedo/Gago para quinto e o Jaguar XJS V12 de Castro Pinheiro/Sande e Castro para sexto, este último que continuava a liderar a categoria H81-Max. Logo de seguida vinham dois VW Golf GTi, os segundo e terceiro da categoria H81-1600, o primeiro de Carlos Matos/Nuno Matos e o outro de Cerveira Pinto/Pedro Liberal. Os dois gladiadores da H71-1600 arrancavam juntos, o Alfa Romeo Giulia de João e Miguel Ribeiro e o BMW 1600 Ti de Paulo Antunes/Pinto Abreu e seguiam em luta direta, enquanto na Production Cup, o Datsun 1200 conduzido por Freitas/Magalhães mantinha-se líder da categoria, mas com outro Datsun de Posser/Guedes no seu encalço, sendo Santos Mendonça/Neto os terceiros. No Troféu Mini, o equilíbrio era o que se esperava, com o modelo de Affonso/Beirão da Veiga na frente da luta a três com Dal Maso/Carvalhosa e Sales/Salavada/Cavaleiro e Silva, com constantes trocas de posições até este último se atrasar nesta luta e deixar os outros dois sozinhos, mas sempre com o Mini de Rego/Leal à espreita, que aos 20 minutos de corrida já rodava junto dos dois primeiros. Mais atrás, o trio Sales/Salvada/Cavaleiro e Silva fazia o Mini recuperar posições depois do deslize em pista e na Production Cup o Datsun 1200 de Posser/Guedes ascendia à liderança da categoria. Lá na frente, tudo igual, com o Ford Escort RS 2000 de Dias Pedro/Pereira a liderar, o Golf GTi de Gaspar/Amaral/Ferreira em quarto a liderar a categoria H81-1600 e o Jaguar XJS V12 de Castro Pinheiro/Sande e Castro a comandar os H81-Max.

    Depois da primeira paragem e quando ainda faltava mais de uma hora para o final da corrida, o Ford Escort RS de Diogo Lopes/Martins/Soares assalta a liderança da prova e remete o Ford Escort idêntico de Dias Pedro/Pereira para o segundo posto. O VW Golf Gti de Gaspar/Amaral/Ferreira beneficiava das condições meteorológicas adversas para subir a um fantástico 3º lugar da geral e consolidar a posição de líder na categoria H81-1600. O Jaguar XJS V12 de Castro Pinheiro/Sande e Castro mantinha-se no sexto lugar a liderar a categoria H81-Max, com o Porsche 924 Turbo de Nunes/Dal Maso em segundo e o Ford Capri MKIII V6 dos irmãos Fresco em terceiro. É por esta altura que o Golf Gti de Carlos e Nuno Matos entra nas boxes, quando era 3º dos H81-1600 para abandonar a corrida. Na Production Cup, o líder mantinha-se o Datsun 1200 de Posser/Guedes, agora com Santos Mendonça/Neto no seu encalço e Pinto Abreu/Rebelo Martins no terceiro lugar. Na animada luta entre os Mini, a dupla Rego/Leal era agora líder, com Affonso/Beirão da Veiga logo atrás, seguidos por Dal Maso/Carvalhosa sempre muitos junto. Enquanto isso, nesta altura o Mini de Borreguero/Ferrão/Marques perseguia-os. Mais atrás, a dupla Neves/Santos e Sales/Salavada/Cavaleiro e Silva digladiava-se pela melhor posição entre eles.

    A abertura da segunda janela para troca de pilotos cria uma azáfama incrível nas boxes e o líder do momento Ford Escort RS 2000 de Dias Pedro/Pereira são os primeiros a parar. Com tanta ocorrência ao pit lane gera-se trânsito para os reabastecimentos, numa altura em que o Jaguar XJS V12 de Castro Pinheiro/Sande e Castro, líder da categoria H81-Max entra nas boxes e não volta a sair devido a ao sobreaquecimento dos travões. O Datsun 1200 do líder da classificação da Production Cup, Francisco Freitas, também entra nas boxes e um problema elétrico não o deixa regressar à pista, deitando por terra a vitória final na categoria.

    No final desta segunda janela o Ford Escort RS 2000 de Dias Pedro/Pereira mantém-se a liderar o pelotão, com o suspeito do costume, o outro Ford Escort idêntico de Diogo Lopes/Pereira em sua perseguição. O terceiro desta categoria H81-2000 era mais um Ford Escort RS 2000 de Vieira/Cruz que seguia agora na quinta posição. O Porsche 924 Turbo de Nunes/Dal Maso assume a liderança da categoria H81-Max e segue em sexto lugar, com o Ford Capri MKIII V6 dos irmãos Fresco/Salgado em segundo da categoria, mas a sensação do momento é o Golf GTi de Gaspar/Amaral/Ferreira que ocupa a terceira posição e lidera a categoria H81-1600, com o outro Golf Gti de Cerveira Pinto/Pedro Liberal em segundo da categoria, ainda que mais atrasado.

    Na Production Cup é o Datsun 1200 de Santos Mendonça/Neto que passa a ser o líder, com a dupla Pinto Abreu/Rebelo Martins na segunda posição e Mourato Gordo/Rodrigues a surgirem no terceiro posto desta disputada categoria. Nos Mini, o líder passava a ser a parelha Affonso/Beirão da Veiga, que não podia relaxar já que continuava a ter em sua perseguição duas duplas: Rego/Leal e Dal Maso/Carvalhosa, sempre com parcas diferenças entre si.

    Mas é na entrada na terceira e última janela de troca de pilotos que continua a haver mais surpresas. A corrida às boxes dá-se novamente em grande número ao mesmo tempo e a azáfama entusiasma todos os que observam os movimentos de carros e equipas no pit lane. Quando se fecha o tempo desta última janela de oportunidade, as condições atmosféricas, com a chuva que teima em não parar de cair, deixam a pista com algumas armadilhas e com uma condução difícil. É notória a luta dos pilotos com os bólides e também que alguns aumentam os seus tempos por volta, mas o Ford Escort RS 2000 de Dias Pedro/Pereira é cada vez mais líder. Esperava-se um desfecho tranquilo para os dois pilotos, mas uma penalidade de Stop & Go por incumprimento do tempo de paragem, a 10 minutos do final da corrida faz com que, a apenas 4 minutos do final e depois do cumprimento do castigo por parte  desta dupla, o Ford Escort RS 2000 de Diogo Lopes/Martins/Soares assuma a liderança da prova e as duas últimas voltas foram de tirar o fôlego, com os dois Ford Escort RS 2000 a disputar a prova até ao último metro. Acabou por ser o trio Lopes/Martins/Soares a levar a bandeira de xadrez em primeiro mas com uma vantagem de menos de dois segundos para Dias Pedro/Pereira. Com este resultado, Diogo Lopes e Filipe Martins sagram-se vencedores da categoria H81-2000 do Group 1 Portugal. Os terceiros a cortar a meta e também terceiros da categoria H81-2000 foram Vieira/Cruz e logo atrás cruza a meta o Golf Gti de Cerveira Pinto/Pedro Liberal, que num volte de face na categoria H81-1600, acabam por vencer por apenas um ponto esta categoria com a vantagem de apenas um ponto para Madalena Gaspar, que corta a meta em segundo.

    Na H81-Max é o eficaz Porsche 924 Turbo de Nunes/Dal Maso a vencer, com o espetacular Ford Capri MKIII V6 dos irmãos Fresco e Rui Salgado a ser segundo, mas o título desta categoria já não fugiu a André Castro Pinheiro com o seu Jaguar XJS V12. Enquanto isso, o Alfa Romeo Giulia de João e Miguel Ribeiro acabam por vencer a luta com o BMW 1600 Ti de Paulo Antunes/Pinto Abreu na categoria H71-1600 e levam também a coroa desta categoria.

    Na concorrida Production Cup, Santos Mendonça/Neto vencem de forma consolidada a prova, mas é a dupla Pinto Abreu/Rebelo Martins, que corta a meta em segundo lugar a fazer a maior festa, já que Tomás Pinto Abreu se sagra vencedor da categoria com este resultado, mas não sem antes apanharem um susto quando o vidro do seu Datsun 1200 se começa a embaciar e levam um Drive Through na fase final devido a tempos de paragem, o que fez aproximar perigosamente a dupla Posser/Guedes que cruza a meta em terceiro lugar da categoria.

    No competitivo Troféu Mini, a emoção também esteve ao rubro até ao final. Os vencedores da corrida foram Affonso/Beirão da Veiga, embora os segundos classificados na prova Rego/Leal, tenham vendido caro este triunfo, mas quem mais sorriu foi a dupla Dal Maso/Carvalhosa, que foram os terceiros a cortar a meta, mas que com este resultado levam o titulo de vencedor do Troféu ao jovem Guilherme Dal Maso.
    À parte do Troféu Mini, o Mini Cooper do trio Maciel/Aniceto/Lourenço terminou em 23º lugar, no meio da comitiva do Troféu e venceu a categoria 1052.

    Para Diogo Ferrão “é um orgulho ter pilotos e equipas tão bem preparadas como as que temos no Group 1 Portugal, pois mesmo com estas condições climatéricas adversas não houve situações complicadas em pista. Nada fazia prever este desfecho depois de uma manhã de sol, mas só veio provar a excelente qualidade de pilotos que temos. Também não posso deixar de frisar que praticamente todas as categorias entraram para a última corrida com a classificação final em aberto e quase todas tiveram um desfecho diferente do que se esperava nos últimos cinquenta minutos de corrida, o que não deixa de ser fantástico e prova, mais uma vez, a competitividade desta grelha. No final, é um prazer enorme ver a satisfação dos pilotos e que mostram vontade de regressar para mais uma edição dos 250 km do Estoril, que este ano foi uma montanha russa de emoções”.

  • GT4 South European Series : fim de festa molhado com vencedor habitual e últimos títulos atribuídos

    A primeira temporada das GT4 South European Series chegou ao fim este domingo no Autódromo do Estoril, com duas corridas bastante disputadas, em que as condições atmosféricas tiveram um papel relevante e em que a dupla Miguel Cristóvão/Francisco Abreu voltou a estar intocável. Este final de festa serviu também à celebração da Veloso Motorsport como Campeã de Equipas e de Francisco Carvalho como Campeão da categoria AM Cup.

    A primeira corrida da competição apoiada pela Betano Portugal foi disputada logo pela manhã, estando a pista ainda húmida da noite, mas isso não impediu Francisco Carvalho de realizar um arranque fulgurante, ascendendo ao comando ao passar pelo meio dos Mercedes-AMG GT4 da Bullitt Racing, pilotados por Stephen Pattrick, que alinhou na pole-position, e Ian Loggie, segunda posição da grelha de partida.

    Entretanto, Miguel Cristóvão iniciava a sua recuperação, ganhando uma posição a Mariano Pires, debilitado fisicamente devido a uma amigdalite, terminando a primeira volta na terceira posição a pressionar o segundo lugar de Ian Loggie, passando-o na travagem para a Curva 1, na segunda volta. Francisco Carvalho tinha já uma vantagem de mais de dois segundos sobre o piloto do Mercedes-AMG GT4, evidenciando um ritmo fortíssimo aos comandos do seu Porsche Cayman GT4 da Veloso Motorsport.

    O vencedor da Pro-Am Cup, na companhia de Francisco Abreu, apontou o seu objectivo para o carro de Zuffenhausen e foi-se aproximando lentamente do líder da corrida, alcançando-o quando estavam decorridas nove voltas. Na seguinte, o piloto de Cascais saiu bem da Parabólica, assumindo o comando na travagem para a Curva 1.

    Miguel Cristóvão passou a ganhar vantagem para Francisco Carvalho, entregando o Mercedes-AMG GT4 número oitenta e oito a Francisco Abreu com uma liderança muito confortável para os seus perseguidores. O piloto da Madeira imprimiu um ritmo avassalador, assinando pelo caminho a volta mais rápida da corrida, para assegurar a sexta vitória da temporada do duo.

    O Porsche Cayman GT4 acabaria por se atrasar na classificação geral, devido a um problema com o limite de velocidade na via das boxes quando Fábio Mota entrou em pista, mas ainda assim, o piloto de Vila Nova de Gaia levaria o carro germânico até ao quinto lugar da geral, vencendo entre os concorrentes da Am Cup.

    A luta pelos restantes lugares do pódio da Pro-Am Cup foi uma questão entre os homens da Bullitt Racing, uma vez que o Ginetta G55 GT4 da ABM Grand Prix sofreu uma penalização de um Stop & Go de três segundos devido uma infracção no seu Pit-Stop, tendo César Machado visto a bandeira de xadrez no quarto lugar.

    Andy Meyrick, no Mercedes-AMG GT4 #33, saiu das boxes no terceiro posto, lançando-se na perseguição ao seu companheiro de equipa, Callum McLeod. Os dois carros da formação espanhola lutaram ao longo de diversas voltas pelo segundo lugar, acabando Andy Meyrick, que faz equipa com Stephen Pattrick, por subir a segundo a três voltas do final, ficando Callum McLeod, juntamente com Callum Illott, no degrau mais baixo do pódio.

    Na GTC Cup, Marmaduke Hall e Edward Moore sentiram problemas no motor do seu Ginetta G50 GT4, que falhava, acabando por ser Jemma Moore a vencedora, estreando-se no degrau mais alto do pódio e afirmando-se como a mais jovem triunfadora na ainda curta história das GT4 South European Series.

    Pela parte da tarde disputou-se a segunda corrida do fim-de-semana e última da temporada. Com a chuva e o nevoeiro a fazerem-se sentir no Autódromo do Estoril, o pelotão saiu para a pista atrás do Safety-Car. Porém, visto que as condições de segurança não estavam reunidas, a direcção de corrida chamou todos os carros ao pitlane e aguardou que melhores condições atmosféricas se fizessem sentir. A troca de pilotos foi feita sob bandeira vermelhas e apenas houve treze minutos de tempo de qualidade de corrida. Pouco depois do recomeço o Ginetta G55 GT4 da ABM Grand Prix, o carro que tinha saído da pole-position, foi forçado a abandonar com problemas técnicos.

    Para o último “sprint” da temporada, Cristóvão, que herdou momentaneamente a liderança, perdeu dois lugares, um para o Mercedes-AMG de Pattrick e outro o Tockwith Motorsports de Hall, mas o piloto local recuperou logo de seguida o lugar perdido e fugiu rumo ao sétimo triunfo consecutivo da temporada.

    Num final de corrida realizado sob condições muito difíceis, Loggie e Pattrick viram as bandeiras de xadrez no segundo e terceiro posto da classe Pro-Am.

    O triunfo na AM Cup voltou a ficar nas mãos da dupla Carvalho/Mota que teve a particularidade da dupla do Porsche da Veloso Motorsport ter terminado a corrida no segundo posto da geral. Esta dupla vitória permitiu a Francisco Carvalho superar na tabela de pontos da categoria AM Cup o rival CO Jones, tornando campeão da categoria no cair do pano.

    Resolvidos os problemas no seu carro, os campeões da classe GTC, Moore e Hall, celebraram mais um triunfo na categoria GTC, superando a jovem piloto Jemma Moore que arrancou do pitlane e já com uma volta de atraso.

    Com os resultados deste fim-de-semana, a portuguesa Veloso Motorsport sagrou-se Campeã de Equipas, com 111 pontos, contra 79 pontos da britânica Tockwith Motorsports e 58 pontos da francesa ABM Grand Prix.

  • 2 novos campeões e 3 grandes corridas marcam 2º dia do Super Seven by Toyo Tires no Estoril Racing Festival

    Apesar dos triunfos de J.J. Magalhães e Francisco Villar, Pedro Salvador sagrou-se campeão entre os 420R, enquanto Bernardo Bello arrebatou em pista a S1600 Pro

    Num dia impróprio para cardíacos, os pilotos do pelotão nacional e da 7 Race Series viveram três corridas (duas para os 420R e duas para os S1600 portugueses, que numa ocasião cada dividiram o espaço em pista com o plantel da 7 Race Series) muito contestadas que voltaram a demonstrar a excelente fase vivida pelo Troféu.

    CORRIDA 1

    Na primeira contenda, e a repartir o asfalto ainda húmido do Circuito do Estoril com os 420R britânicos, Bernardo Bello voltou a deixar em evidência a sua rapidez à chuva. Além de conseguir acompanhar alguns dos Caterham mais potentes, superou à geral os concorrentes ingleses da sua categoria, terminando também com isso à frente de Francisco Figueiredo, Luís Filipe Oliveira e Rodrigo Nunes Almeida.

    Apesar do erro de Pedro Lacerda que resultou no seu abandono e no pião de Miguel Couceiro, o piloto do Caterham nº 22 (Couceiro) conseguiu apanhar Pedro Falé e receber, à frente deste e por apenas 0,5s, a bandeirada de xadrez graças a uma corrida combativa. Falé, por seu turno, admitiu falta de confiança no carro perante as condições do piso.

    Na classe Business, Bruno Martins travou uma boa batalha com Frederico Brion Sanches, enquanto José Kol Almeida fez uma corrida de gestão a pensar nas contas do campeonato, ciente de que é mais forte quando a pista se encontra seca. Na estreia com as cores da Atomic-Mageltech, Fernando Costa terminou na 4ª posição.

    CORRIDA 2

    Deixando de fora os seus pares na S1600, a segunda corrida do dia ficou marcada por um combate sem tréguas entre os pilotos portugueses e britânicos da 420R. Em excelente forma ao longo de todo o fim-de-semana, Francisco Villar suportou durante muito tempo os ataques de Richard Ainscough, David Henderson, Lee Wiggins e Phil Jenkins, co-adjuvado por Diogo Tavares e J. J. Magalhães — três pilotos em grande forma.

    Mas um erro do piloto da Speedy Motorsport apoiado pela LxWay Auto na derradeira volta da corrida, admitido com grande fair-play pelo próprio, fez com que Villar perdesse o triunfo à geral, embora ainda tivesse cruzado a linha da meta no 1º posto.

    No entanto, a sua entrada em pista após esse momento foi considerada “perigosa” pelo Colégio de Comissários Desportivos, penalizando, assim, o piloto com a adição de 30 segundos ao seu tempo de corrida. Tal fez com que Villar perdesse o triunfo na ‘secretaria’, caindo para o 4º posto da geral e dando o triunfo a J.J. Magalhães, o 2º posto a Ricardo Rajani e elevando ao pódio Gonçalo Lobo do Vale — um prémio inesperado, mas merecido para três pilotos que deram espetáculo ao longo da corrida.

    No 5º posto entre os portugueses, Luís Calheiros Ferreira ficou à frente do regressado Luís Lisboa, com este a travar uma bonita luta com o irmão, Duarte, durante grande parte da corrida. Atrás dos pilotos terminou classificado Diogo Tavares, à frente de Paulo Costa, Tiago Sousa, Daniel González-Vallinas, Rui Silva e Nuno Afonso.

    CORRIDA 3

    Com o plantel de portugueses juntos em exclusivo pela 1ª vez, o Super Seven by Toyo Tires viveu a mais emocionante das corridas deste Sábado. Motivado pelo andamento evidenciado até esta fase e com vontade de recuperar o triunfo que podia ter sido seu na corrida anterior, Francisco Villar travou uma grande batalha com Diogo Tavares e José Carlos Pires na fase inicial da prova entre os 420R, sempre perante a ameaça de J.J. Magalhães e Ricardo Rajani.

    A entrada do safety-car, motivada por óleo espalhado na reta da meta e oriunda do carro Pedro Falé, que acabou por desistir — viria a agrupar ainda mais o pelotão. E foi no seu reinício, a cerca de 8 minutos do fim, que o piloto da Speedy Motorsport conseguiu amealhar uma pequena vantagem, decisiva para o 1º triunfo de 2019. Atrás de Villar, Diogo Tavares e José Carlos Pires protagonizaram um recital de ultrapassagens com vantagem para o primeiro, enquanto J.J. Magalhães teve de ‘suar’ muito para superar Ricardo Rajani, em ótima forma ao longo de todo o fim-de-semana.

    No 7º lugar, Luís Calheiros Ferreira terminou muito próximo deste grupo e à frente de Nuno Afonso e os irmãos Duarte e Luís Lisboa, que assim inverteram posições neste curioso despique familiar. Logo depois surgiram Daniel González-Vallinas, Tiago Sousa e Ricardo Guedes. Tal como o primo David, Sérgio Saraiva foi obrigado a desistir, resultado de um toque noutro concorrente.

    Apesar de não se encontrar ao volante nesta última ronda à conta de uma lombalgia, Pedro Salvador garantiu já o título nos 420R, coroando uma época de estreia ao mais alto nível no Super Seven by Toyo Tires.

    Nos S1600 Pro, a luta foi ainda mais emocionante, com um Luís Filipe Oliveira completamente desgastado fisicamente à conta de uma caída de moto a superar no photo-finish o novo campeão da categoria, Bernardo Bello. Uma luta bonita dentro e fora da pista, com muito respeito entre estes dois pilotos ao longo de toda a temporada, e que com este resultado contribuíram, também, para um final emotivo da tarde de Sábado.

    De regresso aos pódios após Jerez de La Frontera, Miguel Couceiro voltou a saborear o champanhe do 3º lugar, à frente de Francisco Figueiredo, Pedro Lacerda e António Nunes Almeida.

    Já na S1600 Business, volte-face também na parte final da corrida, com Frederico Brion Sanches a liderar durante muito tempo a prova, mas a ser superado nos instantes finais por José Kol Almeida. Bruno Martins completou o pódio, à frente de Fernando Costa e deixando tudo em aberto nesta categoria.

    Para Tiago Raposo Magalhães, viveu-se no 2º dia do Estoril Racing Festival “um ambiente espetacular entre pilotos, equipas, familiares e amigos, com três corridas de cortar a respiração e muita adrenalina para o público presente”.

    “O formato sprint das corridas do Super Seven by Toyo Tires no Estoril Racing Festival tem sido um sucesso e é com o mesmo entusiasmo que encaramos as três corridas que se realizarão amanhã, convidando, desde já, o público a comparecer em massa no Circuito do Estoril”, completa o CEO da CRM Motorsport.

    Informamos ainda que pode acompanhar todas as informações a respeito desta prova em www.crm-motorsport.com, e igualmente no Facebook e Instagram, através dos endereços www.facebook.com/CRMMotorsportPT e www.instagram.com/crm_motorsport.

    Resultados Corridas 1, 2 e 3:

    http://circuitoestoril.alkamelsystems.com

    Programa Estoril Racing Festival, 22-24 Novembro 2019

    Domingo, 24 de Novembro 2019

    10H00-10H25: Corrida 4

    11H50-12H15: Corrida 5

    13H15-13H40: Corrida 6

  • Condições atmosféricas criam incerteza nas qualificações

    ronda do Autódromo do Estoril das GT4 South European Series, tendo as posições das grelhas de partida ficado definidas nos últimos instantes de cada uma das sessões.

    As equipas e pilotos encontraram a pista molhada da chuva que caiu durante a noite, mas com o vento e o sol a querer romper as nuvens, a tendência era para que o asfalto da histórica pista portuguesa secasse, levando a que todos os pilotos optassem por pneus slicks.

    Todos não, uma vez que os homens da Bullitt Racing montaram borrachas para chuva e acabou por ser a escolha certa na primeira sessão, dado que a pista demorou mais tempo a secar do que o antecipado. Stephen Pattrick acabou por aproveitar da melhor forma a boa escolha estratégica da sua equipa para colocar o seu Mercedes-AMG GT4 na pole-position, batendo Ian Loggie, que também beneficiou da decisão acertada da formação sediada em Espanha. Para Pattrick, esta pole deixou-o “Estou muito satisfeito com a pole-position. A pista estava molhada, mas a secar, no entanto, tomámos a decisão certa de colocar pneus de chuva. Apesar do asfalto estar muito escorregadio, conseguimos a pole-position e estou muito satisfeito.

    Penso que amanhã a pista estará seca, o que será muito bom. Temos um jogo novo de slicks, portanto, estamos ansiosos. É uma pista fantástica, é a primeira vez que aqui estamos, estivemos a aprender, estamos muito entusiasmados e esperamos ter corridas bem-sucedidas amanhã.”

    Francisco Carvalho foi um surpreendente terceiro mais rápido, apesar de ter montados pneus slicks no Porsche Cayman GT4 da Veloso Motorsport, assegurando igualmente a pole-position da Am Cup. Mariano Pires esteve em bom plano, colocando o Ginetta G55 GT4 da ABM Grand Prix na quarta posição, apesar das dificuldades, superiorizando-se a Miguel Cristóvão, que levou o Mercedes-AMG GT4 da Veloso Motorsport até ao quinto lugar da grelha de partida.

    Os dois carros da Tockwith Motorsports ficaram nas posições seguintes, tendo Marmaduke Hall levado a melhor face a Jemma Moore na luta pela pole-position da GTC Cup, apesar de não ter ficado satisfeito com a sua performance.

    A segunda qualificação disputou-se logo de seguida e as dúvidas quanto aos pneus a usar permaneceram.

    Os homens da Bullitt Racing mantiveram as borrachas de chuva, sendo acompanhados por Francisco Abreu, uma vez que a Veloso Motorsport resolveu mudar de estratégia no que diz respeito ao Mercedes-AMG GT4 da dupla que já conquistou o título da Pro-Am Cup.

    O piloto da Madeira liderou os acontecimentos nos momentos iniciais, mas a pista foi secando progressivamente e, nos instantes finais, César Machado, com pneus slicks no Ginetta G55 GT4 da ABM Grand Prix, assinou uma volta canhão, assegurando a pole-position ao bater o seu rival por quase dois segundos. Contente afirmou que “foi um pouco às escuras! A pista estava molhada tanto na Q1 como na Q2 e o Mariano (Pires) e eu arriscámos na perspectiva desta secar, dado que o tempo parecia estar a melhorar. Se a pista realmente secasse estaríamos em vantagem na parte final e assim foi. No início tive bastantes dificuldades, o asfalto ainda se encontrava muito molhado e quem estava com pneus de chuva estava bastante mais rápido, mas estava confiante de que, mais tarde poderia tender a nosso favor. Estou muito contente com mais uma pole-position, este ano.

    Para a corrida, prognósticos, só no fim do jogo (risos). Este circuito não é muito favorável ao Ginetta, perdemos muito para os Mercedes, mas vamos tentar minimizar a nossa desvantagem e tentar realizar bons turnos de condução, com boas trocas de pilotos. Vamos lutar pela vitória, sabemos que não será nada fácil, mas vamos tentar conquistar um triunfo no último fim-de-semana da temporada”.

    Andy Meyrick, em Mercedes-AMG GT4, assinou o terceiro crono, seguido de Edward Moore, Ginetta G50 GT4, que separou os dois carros da Bullitt Racing e garantiu uma vez mais a pole-position da GTC Cup. Fábio Mota levou o Porsche Cayman GT4 da Veloso Motorsport até ao sexto lugar, pole-position da Am Cup, superiorizando-se a Jemma Moore que ficou no sétimo posto.

    Ambas as corridas de amanhã terão transmissão no Porto Canal. Assim, a primeira será difundida a partir das 10h40 de domingo, em directo, e a segunda das 23h30, em diferido, do mesmo dia. Serão igualmente transmitidas em directo através do Facebook e do Youtube da competição, tendo a segundo o seu início às 16h15.

  • Qualificações desafiantes para Francisco Abreu

    Francisco Abreu teve qualificações desafiantes para as provas da ronda do Autódromo do Estoril das GT4 South European Series, mas mostra-se confiante para as corridas que se disputam amanhã.

    O piloto da Madeira chegou ao mais antigo circuito permanente português já com o título deste ano no bolso, mas nem por isso se mostra acomodado, estando determinado em lutar pelos triunfos no derradeiro evento da temporada.

    O dia amanheceu com a pista molhada, fruto da chuva da madrugada, colocando diversas dúvidas a pilotos e equipas quanto aos pneus certos a escolher para o exercício.

    Com a pista, aparentemente, a secar rapidamente, Miguel Cristóvão foi para a qualificação com pneus slicks, mas a escolha acabou por se revelar desacertada, uma vez que o asfalto do traçado português nunca chegou a secar verdadeiramente.

    Assim, o colega de equipa de Francisco Abreu ficaria no quinto lugar, um bom resultado, muito embora não tenha estado na luta pela pole-position.

    Para a segunda sessão de qualificação, que define a grelha de partida para a segunda corrida, a escolha foram pneus de chuva e no início tudo parecia correr bem ao piloto do Funchal, que figurava confortavelmente no topo da tabela de tempos.

    Contudo, a pista continuou a secar e, nos momentos finais, os slicks passaram a revelar-se mais competitivos, acabando por um dos carros com pneus para seco por ascender ao primeiro lugar, relegando Francisco Abreu para o segundo posto final.

    Ainda assim, o piloto do Mercedes-AMG GT4 da Veloso Motorsport assumia uma postura positiva, apesar de não ter conseguido manter a pole-position. “Foi uma sessão difícil no que diz respeito à escolha de pneus, devido às condições atmosféricas! Acabámos por andar sempre com os pneus errados. Ainda assim, mostrámos que podemos ser competitivos e o segundo lugar que obtive é um bom resultado, até por que este ano, por um motivo ou por outro, as pole-positons têm-nos escapado”, afirmou Francisco Abreu.

    O jovem da Madeira está confiante de que poderá prosseguir a senda de bons resultados que tem vindo a assinar com Miguel Cristóvão, estando determinado em terminar a temporada com mais vitórias. “Arrancamos para a primeira corrida de quinto e para a segunda de segundo, portanto, penso que estamos em boa posição de lutar pelo pódio, de preferência, pelo degrau mais alto. Amanhã, deverá estar pista seca e já mostrámos que somos muito competitivos aqui, portanto, temos de executar de forma perfeita para podermos alcançar os nossos intentos”, afirmou com confiança Francisco Abreu.

    Ambas as corridas de amanhã terão transmissão no Porto Canal. Assim, a primeira será difundida a partir das 10h40 de domingo, em directo, e a segunda das 23h30, em diferido, do mesmo dia. Serão igualmente transmitidas em directo através do Facebook e do Youtube da competição, tendo a segundo o seu início às 16h15.

  • Fábio Mota em estreia de progressão no Estoril

     Fábio Mota protagonizou uma estreia prometedora nas GT4 South European Series, que teve lugar no Autódromo do Estoril durante as qualificações desta manhã, assinando uma boa progressão aos comandos de um carro que lhe era desconhecido.

    O piloto de Vila Nova de Gaia chegou à quinta e última etapa da competição organizada pela Race Ready sem nunca ter pilotado o Porsche Cayman GT4 da Veloso Motorsport e, com a pista molhada, mas com tendência a secar, as condições não eram as ideais para realizar uma rápida aclimatização ao GT de Zuffenhausen.

    Francisco Carvalho registou o terceiro tempo da primeira qualificação, que define a grelha de partida para a primeira corrida, ao passo que Fábio Mota assinou o sexto registo numa sessão em que a incerteza quanto aos pneus a usar era ainda maior, tendo ambos usado slicks.

    No final, o gaiense mostrava-se satisfeito com a sua performance, muito embora considere que poderia ter feito ainda melhor. “Foi uma qualificação difícil, dado que a pista estava muito difícil. Saí de slicks, mas havia muitas zonas ainda bastante molhadas. Fui evoluindo progressivamente ao longo da sessão, a minha melhor volta saiu na última e facilmente conseguiria melhorar mais dois segundos. Estou a conhecer o carro e cada me sinto mais à-vontade com ele”, apontou Fábio Mota.

    O piloto do Porsche mostra-se confiante para as corridas de amanhã, esperando continuar a sua progressão para conquistar resultados de relevo. “Tenho ainda de fazer a mão ao carro, mas penso que amanhã poderei estar ainda mais forte. O Francisco arranca para a primeira corrida e eu para a segunda e penso que poderemos conquistar classificações interessantes”, conclui Fábio Mota.

    Ambas as corridas de amanhã terão transmissão no Porto Canal. Assim, a primeira será difundida a partir das 10h40 de domingo, em directo, e a segunda das 23h30, em diferido, do mesmo dia. Serão igualmente transmitidas em directo através do Facebook e do Youtube da competição, tendo a segundo o seu início às 16h15.

  • A Volkswagen foca a sua estratégia desportiva na mobilidade eléctrica

    A Volkswagen está a concentrar a sua estratégia desportiva na mobilidade eléctrica. A clara ênfase nos carros de corrida totalmente eléctricos será apoiada pela despedida dos compromissos apoiados pela fábrica, usando motores de combustão interna.

    O papel de pioneiro tecnológico da marca alemã continuará sendo assumido pelo carro de corrida eléctrico ID.R, que estabeleceu marcos importantes para a mobilidade eléctrica com recordes em Pikes Peak (EUA), Nürburgring (D), Goodwood (GB) e Tianmen (CN)

    Além disso, a Volkswagen Motorsport desenvolverá novos conceitos motorsport para a família ID, com base no Kit de acionamento eléctrico modular (MEB), no qual serão baseados vários veículos de produção eléctrica.

    “A Volkswagen Motorsport abriu novos caminhos com o ID.R e, com seus recordes em todo o mundo e demonstrou o enorme potencial do acionamento eléctrico. Agora é a hora do próximo passo para o futuro: no automobilismo, a Volkswagen está decididamente comprometida com a mobilidade eléctrica e vai terminar com os compromissos apoiados pela fábrica usando motores de combustão interna ”, afirmou o Dr. Frank Welsch, membro do Conselho de Administração. da marca Volkswagen, responsável pelo desenvolvimento técnico. “Além do ID.R como pioneiro tecnológico, o MEB será no futuro o segundo pilar relacionado à produção no programa desportivo da Volkswagen”.

    Do mesmo modo, o programa desportivo para clientes da Volkswagen Motorsport também será electrificado. A primeira etapa envolverá diferentes disciplinas, com plataformas e tipos de veículos a serem examinados e avaliados. Paralelamente, a produção do Golf GTI TCR para a pista expirará no final de 2019, e um sucessor baseado na nova geração não será oferecido. O atendimento ao cliente e o fornecimento de peças de reposição serão garantidos a longo prazo.

    O Polo GTI R5 continua sendo parte integrante da oferta desportiva para clientes da Volkswagen Motorsport e continuará sendo produzido para as equipes de clientes. A base de Hannover será responsável pelo suporte contínuo ao cliente, fornecimento de peças de reposição e competitividade do Polo. As participações em competições apoiadas na fábrica com o Polo GTI R5 não serão mais realizadas.

  • GT4 South European Series: final de temporada num palco histórico


    As GT4 South European Series terminam no próximo fim-de-semana a sua temporada de estreia e nada melhor que ter o histórico Autódromo do Estoril como palco, onde o automobilismo registou páginas de ouro, esperando-se mais duas corridas plenas de emoções.

    Em pista a emoção voltará a ser profunda com um trio de Mercedes-AMG GT4 a lutar entre si e com um Ginetta G55 GT4, na Pro-Am Cup, uma batalha ente um Porsche Cayman GT4 e um Aston Martin Vantage GT4 na Am Cup, ao passo que na GTC Cup serão três Ginetta G50 GT4 a discutir as honras.

    Miguel Cristóvão e Francisco Abreu, em Mercedes-AMG GT4, asseguraram a Taça Pro-Am no Algarve, a ronda anterior, com dois triunfos, mas chegam ao Estoril determinados em sublinhar que a temporada que assinaram não foi obra do acaso e olham para as vitórias como forma de terminar bem a época deste ano.

    No entanto, Mariano Pires e César Machado tudo farão para dificultar a tarefa do duo do carro germânico, procurando regressar às vitórias aos comandos do Ginetta G55 GT4 da ABM Grand Prix, depois do triunfo que conquistaram em Jarama.

    Mas os protagonistas da temporada de estreia da competição apoiada pela Betano terão forte oposição da parte da Bullitt Racing, que volta a marcar presença com os seus dois Mercedes-AMG GT4 que foram presença assídua na GT4 Europe Series.

    Numa das máquinas de Estugarda estarão Stephen Pactrick e Andy Meyrick, ex-piloto oficial da Bentley Racing, que conquistaram dois segundos lugares no Algarve, e Ian Loggie e Callum McLeod, que ostenta na sua carreira títulos da European F3 Open e da Fórmula Ford Britânica, que asseguram um pódio na primeira corrida da pista situado nos arredores do Portimão.

    A Am Cup tem ainda por decidir quem será o “Campeão”, tendo como protagonistas Francisco Carvalho e CO Jones.

    O piloto da Guarda regressa às GT4 South European Series aos comandos de um Porsche Cayman GT4 preparado pela Veloso Motorsport que dividirá com Fábio Mota, uma estreia na competição. Francisco Carvalho tem cinquenta pontos no seu nome, estando a trinta e seis pontos de CO Jones, quando estão ainda cinquenta em disputa.

    O piloto inglês volta estar aos comandos de um Aston Martin Vantage GT4 do Team Virage, tendo como colega de equipa Freddie Hunt, e chega ao Autódromo do Estoril como o principal candidato a levar a Taça Am no domingo à tarde.

    Na GTC Cup, Marmaduke Hall e Edward Moore tem já no seu currículo o título deste ano, mas depois de terem evidenciando um andamento de elevado nível ao longo da temporada, tendo-se batido com carros bastante mais recentes, olham para o fim-de-semana do Autódromo do Estoril como mais uma possibilidade para mostrarem o respectivo talento.

    O duo inglês terá a concorrência do Ginetta G50 da Plemar Sport de Juan Reina, que deu muito boa conta de si no Algarve e de Jemma Moore, que sozinha aos comandos de um carro semelhante da Tockwith Motorsport será a representante feminina nesta ronda das GT4 South European Series.

  • Troféu Mini leva 8 carros aos 250 KM do Estoril e insere-se na grelha dos Group 1

    Decisão do título na última corrida da temporada, com os participantes a partilharem o carro em prova de duas horas.

    É já neste fim-de-semana de 22 e 23 de novembro que decorrem os 250 KM do Estoril e onde o Troféu Mini tem a sua última entrada em pista para esta temporada. São oito equipas dos pequenos e irreverentes modelos que entram em cena no domingo (dia 23), logo cedo pelas 08h00, altura em que irão realizar a sessão de qualificação, com a corrida de duas horas marcada para o mesmo dia às 14h00, pelo que não há desculpas para não vir ver os Mini em ação.

    O jovem Guilherme Dal Maso lidera o Troféu com 117 pontos, mas terá mesmo que terminar a corrida num dos lugares cimeiros se quiser ser o vencedor, ou esperar que o segundo classificado João Cavaleiro e Silva, com 90 pontos, não termine a prova. Nelson Rêgo é o terceiro com 72 pontos e logo atrás vem Miguel Sales, com 60 pontos, todos em posição de disputarem lugares mais altos na classificação final do Troféu. Já Cláudio Mota, apesar de não ter feito o Troféu na globalidade, teve uma excelente prestação na ultima prova e será um dos mais rápidos em pista.
    No entanto a generalidade das equipas não vem procurar a vitoria, mas sim aprenderem e divertirem-se conduzir os fantásticos Minis, competir pelas suas posições em equipas normalmente formadas por amigos.

    Paulo Santos estreia-se nas provas automóveis enquanto os experientes Ernesto Portugal e Tiago Marques vão guiar pela primeira vez um Mini Cooper. Também de destacar, os vários Pilotos que recentemente guiaram pela primeira vez um Mini, como o Brasileiro Guillerme Affonso, o Espanhol Francisco Borreguero e os Portugueses João Neves e Manuel Ferrão que vão agora repetir a experiência nesta corrida onde é tão necessário velocidade pura como estratégia para alcançar um bom resultado.

    Diogo Ferrão, responsável da Race Ready, está entusiasmado com o final de temporada deste Troféu, até porque “temos um conjunto de novos pilotos a entrar no troféu, pois existiram uma serie de compras no “mercado dos Minis” que acompanhamos de perto. Os 250KM são a prova perfeita para os pilotos se começarem a habituar aos carros e a preparar a próxima época numa prova mais longa onde podem fazer mais quilómetros”.