Categoria: Velocidade

  • Álvaro Parente disputa Campeonato Europeu de GT

    Álvaro Parente disputará este ano o GT World Challenge Europe Endurance Cup aos comandos de um Bentley Continental GT3 da K-PAX Racing, equipa com quem foi Campeão nos Estados Unidos da América.

    A bem-sucedida formação norte-americana resolveu este ano dar o salto para a mais importante competição europeia dedicada a carros de GT, que tem como prova maior as 24 Horas de Spa-Francorchamps, onde representará oficialmente a Bentley Motorsport e a sua escolha para liderar um dos seus carros recaiu no português.

    Álvaro Parente volta a representar as cores da equipa da Califórnia, com quem conquistou o título de 2016 do Pirelli World Challenge, tendo como colegas de equipa aos comandos do Bentley Continental GT3 #9 Andy Soucek e Jordan Pepper, piloto oficial da Bentley Motorsport. A K-PAX Racing colocará ainda um segundo carro para Maxime Soulet, Jules Gounon e Rodrigo Baptista.

    O piloto do Porto mostra-se bastante satisfeito por regressar à Europa com a estrutura que lhe permitiu conquistar tantos sucessos nos Estados Unidos da América. “É fantástico poder voltar ao GT World Challenge Europe Endurance Cup com a K-PAX Racing, uma equipa que me permitiu vencer um título e tornar-me no piloto com mais vitórias do GT World Challenge America. Sinto-me em casa e sinto que posso fazer a diferença e estou entusiasmado e desejoso para que a temporada tenha o seu início”, afirmou Álvaro Parente.

    O GT World Challenge Europe Endurance Cup – que anteriormente era conhecido como Blancpain Endurance Cup – será disputado ao longo de cinco etapas, sendo a mais importante as 24 Horas de Spa-Francorchamps.

    Esta competição, conhecida por ser o Campeonato da Europa de GT Endurance, é uma das mais competitivas do mundo, uma vez que todos os construtores do mundo dos Grande Turismo colocam os seus pilotos oficiais em pista na ânsia de bater os seus adversários.

    O português, apesar de reconhecer a validade da oposição, considera que poderá estar na linha da frente ao longo da temporada deste ano do GT World Challenge Europe Endurance Cup. “Será um novo ambiente para a K-PAX Racing, mas já mostrou que é capaz de se bater com as melhores equipas do mundo, portanto, estou confiante. O Bentley Continental GT3 já provou ser um carro vencedor e, no Andy e no Jordan, terei dois colegas de equipa muito competitivos. Para além disso, farei equipa com o Andy pelo terceiro ano consecutivo e estamos determinados em continuar com a nossa habitual performance vencedora. Os nossos adversários são muito fortes, mas vamos trabalhar arduamente e penso que poderemos estar entre os candidatos aos lugares da frente durante a época”, sublinhou Álvaro Parente.

    A temporada do GT World Challenge Endurance Cup terá o seu início em Monza, nos próximos dias 17 a 19 de Abril, e estender-se-á até Setembro, terminando com uma prova em Nurburgring, 4 a 6 de Setembro.

  • Nova competição-teste GT Winter Series dá o tiro de partida para 2020

    A competição GT Winter Series é uma série de corridas de pré-temporada com um total de três corridas em dois meses em alguns dos mais bonitos circuitos de Espanha e Portugal. Pensada para pilotos de toda a Europa, que pretendem treinar de forma a estarem melhor preparados para competir ao melhor nível na nova temporada de 2020. A GT Winter Series tem início no Autódromo do Estoril.

    Foi já em dezembro de 2019 que os participantes da GT Winter Series se juntaram em Ascari para realizarem duas sessões de Track Day. Durante esta reunião, também foi possível treinar e simular os procedimentos da corrida. Agora é tempo de competir, com a primeira corrida a ter lugar no Autódromo do Estoril.

    A organização está a cargo do experiente organizador de Track Days Alemão Gedlich Racing. A empresa reúne anualmente mais de 30 dezenas de GT modernos na Península Ibérica para que as equipas possam testar convenientemente.

    De forma a assegurar que a preparação e a organização decorrem de forma conveniente, o promotor desta série, a Gedlich Racing, delega a gestão desta experiência na Race Ready, dirigida por Diogo Ferrão, que organiza há vários anos competições em Espanha e em Portugal e que será parceiro da Gedlich Racing, ficando a Race Ready responsável pela boa gestão do evento.

    A GT Winter Series está estruturada nos meses de inverno, mas em localizações onde a meteorologia é o mais amena possível nesta estação do ano, especialmente para alguns pilotos que vêm de países da Europa onde o inverno é bastante mais rigoroso. Esta série possibilita que os pilotos participem em duas corridas de 25 minutos, mas ao mesmo tempo podem desfrutar de mais 12 horas de tempo de pista nos Track Days disponibilizados, acumulando experiência e diversão ao volante. O formato atual desta série consiste em duas corridas de sprint, com o início das corridas a ser no formato de partida lançada.

    Com oito categorias de veículos, a GT Winter Series cobre toda a faixa de modelos de competição. Podem participar todo o tipo de Turismos e Grande Turismos sempre com classificações independente para os veículos clássicos.

    Mais informações no regulamento provisório que se encontra na pagina oficial da competição em www.gt-winter-series.com.

    Calendário GT Winter Series 2020:

    4/15 dezembro 2019 Arranque da Pré-Temporada Ascari/ES (Trackday)

    23/24 janeiro 2020 – Circuito do Estoril/PT

    29/30 janeiro 2020 – Autódromo de Portimão/PT

    04/05 março 2020 – Motorland Aragón/ES

  • Álvaro Parente faz balanço positivo do Roar

    Álvaro Parente concluiu ontem o Roar Before the 24, tendo reunido boas informações ao longo dos três dias de testes na Daytona International Speedway, que serão bastante úteis para a corrida de 24 horas do final do mês.

    O piloto do Porto regressa este ano à clássica norte-americana – as 24 Horas de Daytona – aos comandos de um Acura NSX GT3 Evo da Heinricher Racing with Meyer Shank Racing que divide com Misha Goikhberg, Trent Hindman e A.J. Allmendinger.

    O português chegou à pista da Florida sem conhecer a nova evolução do carro japonês, mas isso não o impediu de dar o seu contributo para o desenvolvimento das melhores afinações para o NSX número cinquenta e sete.

    Álvaro Parente acabaria os três dias de testes como o mais rápido na sétima e última sessão, que se realizou no domingo ao final da tarde. Contudo, o piloto do Porto não embandeira em arco, estando consciente de que terá uma oposição muito forte. “O nosso carro estava bem equilibrado e rápido, o que nos deixou muito satisfeitos e esperançados para o fim-de-semana das 24 Horas de Daytona. Porém, sabemos que os nossos oponentes não mostraram o seu verdadeiro potencial e vamos ter de estar ao nosso melhor nível no final do mês”, apontou o português.

    Trent Hindman foi o responsável pela qualificação do Roar Before 24, que definem as boxes para as 24 Horas de Daytona, dado ser obrigatoriamente o piloto menos graduado a realizá-lo, tendo assegurado o quarto lugar.

    Álvaro Parente mostrou-se satisfeito com o trabalho realizado ao longo do fim-de-semana e com o regresso à estrutura da Meyer Shank Racing. “Penso que a readaptação à equipa foi muito rápida e de imediato começámos a trabalhar nas melhores afinação para o Acura. Não sabemos como estão de facto os nossos adversários, mas julgo que estamos competitivos, temos bons pilotos, um bom carro e uma boa equipa. Vamos ver como decorre o evento dentro de três semanas”, sublinhou o português.

    As 24 Horas de Daytona tem o seu início às 18h35 de 25 de Janeiro e terminará no dia seguinte à mesma hora.

  • Álvaro Parente começa Ano Novo em Daytona

    Álvaro Parente inicia já no próximo fim-de-semana a preparação da sua temporada de 2020 do IMSA SportsCar Championship com uma sessão de testes em Daytona tendo em vista as míticas 24 Horas de Daytona.

    Com a entrada do novo ano, o piloto do Porto regressa às pistas internacionais para participar no tradicional Roar Before the Rolex 24, aproveitando para tomar contacto pela primeira vez com o Acura NSX GT3 Evo da Meyer Shank Racing (MSR), conhecer o seu novo colega de equipa, Misha Goikhberg e reencontrar Trent Hindman e AJ Almendinger, pilotos que reforçarão o carro número cinquenta e sete na clássica da Flórida.

    Ao longo de três dias – sexta, sábado e domingo – a formação de Álvaro Parente e os seus adversários estarão em pista a preparar a corrida de vinte e quatro horas que terá o seu início no dia 25 de Janeiro às 18h35.

    O piloto do Porto está focado no trabalho que tem pela frente, procurando encontrar a forma de chegar à corrida do final do mês bem-preparado. “Desta vez já conheço o circuito, a MSR e o carro, apesar de ser uma evolução da versão com que competi em 2018, portanto, posso concentrar-me em trabalhar com a equipa para termos um Acura NSX GT3 Evo competitivo para as 24 Horas de Daytona. É também uma forma de conhecer o meu colega de equipa para a temporada, o Misha, o que ajuda a acelerar processos”, afirmou Álvaro Parente.

    Apesar de o esperar muito trabalho ao longo dos três dias, o português mostra-se entusiasmado com o seu regresso a uma das pistas mais carismáticas do mundo. “É um prazer poder voltar a estar em Daytona – é uma pista única e o ‘banking’ é impressionante. Vamos ter muito que fazer, mas iniciar o ano com o Roar é fantástico. Vamos ter ainda a qualificação para definir a localização das boxes, o que será uma excitação extra”, concluiu Álvaro Parente.

  • 2020 com novidades no Iberian Historic Endurance

    Valência será a grande novidade, num ano de regresso a Pau. O calendário realça a consolidação da presença nos melhores circuitos da Europa.

    O Iberian Historic Endurance, criado com o mote “Relaxed Historic Racing”, revelou o calendário provisório de 2020 e novidades ao nível técnico para o futuro. O alinhamento de provas está dividido em 3 distintas partes, consoante as estações do ano.

    Aproveitando o bom tempo do sul da Europa, o Historic Endurance tem marcado para 1 de Março, na reta final do período invernal, um fim-de-semana de testes e as 2 primeiras corridas da temporada no regresso a calorosa cidade de Valência e ao evento “Racing Legends” que conta com uma concentração de mais de 900 carros, motas e mesmo camiões clássicos! A sessão de inverno termina com a segunda edição do “Exclusive Testing”, dois dias de testes exclusivamente para automoveis Classicos e que na primeira edição contou inclusivamente com 4 Formula 1.

    A segunda parte da temporada, durante a primavera, começa da melhor maneira, com o regresso ao imperdível “Jarama Classic”, um dos circuitos preferidos dos Pilotos de Clássicos e que está perfeitamente colocado no centro da Península Ibérica, sendo de fácil acesso a todas as equipas. Este ano como novidade, as equipas participantes em Jarama, podem seguir para o mítico Grand Prix de Pau, conseguindo assim num transporte, fazer 2 corridas seguidas. O Grand Prix de Pau é um circuito que dispensa apresentações e que nas 4 edições em que o Iberian Historic Endurance o visitou, sempre esgotou as grelhas de partida. Continuando em grelhas de partida esgotadas, o HE termina a segunda parte do calendário nas 3 Horas de SPA. Posicionadas no final de Junho, em sintonia com os maiores dias do ano, o evento tem conseguido captar o imaginário das equipas e nas ultimas 3 edições recebemos equipas de mais de 80 equipas de 20 países diferentes numa grande festa.

    Após o descanso de verão, o Historic Endurance regressa para a ultima parte da temporada (o Outono) e arranca logo com o “Estoril Classic”.
    Já um caso de sucesso entre equipas e público, o evento irá manter as provas do HE, assim como a corrida de Formula 1, recebendo como novidade também as provas da Peter Auto. O melhor de 2 mundos que só será possivel no Estoril.
    Novamente, de forma a aproveitar os transportes comuns, no fim-de-semana seguinte iremos logo para Jerez de la Frontera. Jerez terá muitas novidades em 2020, inclusive recebendo os Formula 1 Clássicos e tornando-se um evento de Clássicos internacional.
    Por último, a competição irá terminar como habitualmente nas divertidas 250KM do Estoril em 20/21 de Novembro. Uma prova onde a componente de resistência e estratégia ainda estão mais em evidencia.

    A organização apresentou novidades a nível técnicos. Desde o inicio do Iberian Historic Endurance, à oito anos atrás, que as especificações técnicas dos Porsche 911 3.0 e Ford Escort RS1600 foram limitadas para equilibrar prestações com os restantes carros. Agora em 2020, de forma reequilibrar as prestações e tornar os andamentos mais similares. Estes modelos serão adicionalmente penalizados com mais peso e limitação ao nível dos pneus.
    O Iberian Historic Endurance continuará a apostar no BRM Index de Performance, que apoia os carros mais antigos, com menor cilindrada. Em 2019 carros tão variados como um Austin Healey Sebring, Mini Cooper S, Ford Anglia, Ford Cortina Lotus e Porsche 356.
    Também a “Gentlemen Driver Spirit” categoria para Turismos até 2000cc até 1965 e carros até 1300 continuará a crescer com mais um Ford Cortina Lotus, um BMW 1800 TI e dois Alfa Romeo Giulia a juntarem-se ao grupo de carros participante. Em 2019, foram 9 a média de carros desta categoria que participaram e em 2020 com estes novos carros esperamos ainda subir este número.

    Para Diogo Ferrão, responsável máximo pelo Iberian Historic Endurance: “Em 2020 teremos um novo desafio. As alterações técnicas irão tornar as corridas ainda mais divertidas, com mais carros no mesmo segundo.
    O Calendário foi também mais espaçado. Se tantas equipas estrangeiras vêm ao sul da Europa e fazem 2 ou mais eventos sem levarem os carros de volta ao pais de origem, as equipas Ibéricas com carros bem preparados que nada devem às equipas do norte de Europa, também terão a oportunidade para competir em dois fim-de-semanas seguidos e só pagando um transporte.

  • Estreia de Henrique Chaves catapulta-o para grande clássica

    Henrique Chaves estreou-se este ano nas competições de GT, tendo impressionado pela sua rapidez e consistência, o que se traduziu na luta pelo título do International GT Open até à última corrida. A temporada de 2020 promete ser ainda mais entusiasmante para o jovem de Torres Vedras, que tomará parte numa das grandes clássicas do desporto automóvel.

    Esta foi a tua temporada de estreia no mundo dos GT e foste muito bem-sucedido. Aparentemente, a tua adaptação foi boa e rápida, de que modo te preparaste para enfrentares este novo mundo?
    Henrique Chaves: “Gostava de responder a esta pergunta dizendo que a preparação passou por muitos quilómetros de testes, mas a verdade é que esses foram bastante reduzidos. Contudo, fiz a preparação que faço independentemente dos testes. Vendo corridas, analisando ‘onboards’, analisando telemetria, falando com engenheiros para perceber que carro tenho em mãos e acima de tudo como optimizar a sua performance. Para além, disso há sempre o trabalho de ginásio que me mantém com a condição física para conduzir estes carros da forma mais o confortável possível.”

    Tiveste uma longa e intensa época, em que lutaste consistentemente pelas posições cimeiras. Que balanço fazes do teu ano?
    Henrique Chaves: “O balanço é positivo. Para ser sincero não acredito que alguém no início da temporada acreditasse que eu no meu primeiro ano nos GT ia ter um ano assim. Depois da primeira ronda do campeonato isso mudou, acredito. Ainda assim, eu esperava mais – sei o que trabalhei e sei o que estava ao meu alcance, mas neste desporto há coisas que não dependem de nós e, quanto a isso, não há nada a fazer.”

    Depois uma temporada em que te mostraste muito competitivo, existem momentos positivos e menos bons. Podes apontar quais foram os aspectos positivos e negativos do ano?
    Henrique Chaves: “O momento menos positivo acredito que foi a Taça das Nações. Tínhamos andamento para trazer pelo menos uma medalha para Portugal, mas a sorte não esteva do nosso lado.
    Os aspectos positivos foram a vitória em Monza a fechar o campeonato, por tudo o que envolve, seja ganhar em Monza e subir aquele pódio que tantos ambicionam, seja por termos garantido o Top-3 no campeonato, que era sem dúvida um dos nossos objetivos. Em termos mais pessoais, um aspecto positivo foi o fim-de-semana de Red Bull Ring, no qual andei bastante bem, conseguindo a primeira fila na qualificação e a volta mais rápida da corrida.”

    Após a tua estreia nos GT, quais são os teus planos para o futuro e qual o projecto para 2020?
    Henrique Chaves: Os planos passam pelos GT, pela Teo Martin Motorsport e pela McLaren, sendo que o projecto passa por ganhar o GT Open em 2020. Irei também participar nas 24 Horas de Spa-Francorchamps, contudo, devido ao facto de ainda não estarem definidos os meus parceiros, estabelecer um objectivo é ainda prematuro. As restantes corridas do GT World Endurance Cup estão ainda em cima da mesa, mas de momento não há confirmação.”

    Agora que estamos a chegar à época natalícia, de que forma esperas passar o Natal e entrar no Novo Ano?
    Henrique Chaves: “É uma época que costumo passar com família e amigos e vai ser com certeza mais uma época natalícia fantástica.”

  • Savora Racing vence entre 118 pilotos e 29 equipas na reedição de sucesso dos 500 km do Estoril!

    Ao volante de um Porsche Cayman GT4, Pedro Marreiros, Paulo Pinheiro e Carlos Alonso levaram a Savora Racing assistida pela Veloso Motorsport ao 1º lugar da geral e da categoria “Mais de 1600 c.c.” Angariação de mais de 40 novos pilotos, que escolheram os 500 km do Estoril para a sua estreia no automobilismo, motiva a Organização para fazer mais e melhor a 6 de Dezembro de 2020, data já confirmada para a reedição do formato

    É este o balanço da prova realizada no Circuito do Estoril, que decorreu ao longo de 5 horas e com o bonito número de 100 voltas cumpridas em ambiente de festa, depois de proporcionar a mais de 40 pilotos a sua estreia no automobilismo no meio de uma salutar competição entre 29 equipas que não quiseram faltar a este desafio.

    Após um início atribulado, motivado pela forte chuva que se abateu sobre o mais emblemático dos circuitos permanentes nacionais, a corrida acabaria por decorrer sem grandes constrangimentos, embora o safety-car tenha entrado por quatro vezes durante a prova.

    O pole-sitter Pedro Marreiros, que dividiu a condução do Porshe Cayman GT4 nº 911 da Savora Racing com Paulo Pinheiro e Carlos Alonso, ainda teve um contratempo inesperado depois de sofrer um furo na 1ª volta da corrida. Forçada a dirigir-se às boxes e caindo, com isso, para a cauda do pelotão, a equipa assistida pela Veloso Motorsport precisou, ainda assim, de apenas 23 voltas para recuperar um comando que não mais viria a largar.

    PRÉMIO MERECIDO

    A dar boa réplica na categoria “Mais de 1600 c.c.”, o Team 888 composto por Francisco Gonçalves, Rui Gonçalves, Pedro Gomes, Gonçalo Gomes e Daniel Moreira terminou em 2º na classe e em 3º da geral, à frente do Renault Clio nº 55 inscrito pela Comval Racing e tripulado por Nuno Magalhães, Nuno Oliveira, João Mestre e Tiago Allen, que fechou o pódio da categoria.

    Realizando uma prova fantástica, o Caterham 420R nº 20 preparado pela BCM Sports chegou a ocupar a liderança à geral da corrida até ser suplantado pelo carro mais potente da Savora Racing, concluindo a corrida em 2º da geral e 1º da categoria “Seven 420R”.

    Um prémio mais do que merecido para Daniel González-Vallinas, Tiago Sousa e André Matos, triunvirato que superou o quinteto composto por Luís Calheiros Ferreira, Nuno Santos, Diogo Sousa e Luís Filipe Oliveira no outro Caterham 420R em prova e que contou com preparação da CRM Motorsport.

    Na categoria reservada aos “Kia Picanto GT Cup”, o duo formado por Orlando Batina/Sérgio Azevedo travou durante quase toda a corrida uma grande batalha com o nº 11 da Speedy Motorsport e o nº 18 da Garagem 275.

    No final, a equipa nº 16 (Batina/Azevedo) acabaria mesmo por superar o quinteto formado por João Aguiar-Branco, Rafael Lobato, Marco Rodrigues, Fernando Cordeiro e Luís Liberal, seguindo-se outro grupo de ‘cinco magníficos’ liderado por Hugo Marcos, que contou desta feita com a presença dos amigos Gonçalo Marques, Elton Sequeira, António Cristas e Bernardo Bello.

    Na categoria “1600 c.c.”, novo triunfo para a estrutura da Comval Racing, desta feita a bordo do Seven nº 66 conduzido por Stéphane Picciotto, Álvaro Pinto, Rodrigo Santos e Luís Leal. Travando uma batalha muito interessante, o quarteto superou o Caterham nº 10 da BCM Sports tripulado por José Kol Almeida, Afonso Almeida, Jorge Miguéis e Ricardo Miguéis.

    Embora a 50 minutos do fim da prova o azar tenha escamoteado a excelente prestação conseguida até ao momento pelo Fiat Uno de nº 48 da equipa Paulo Patrício, ninguém pode retirar o mérito do Punto nº 40 inscrito por João Sousa e Nélson Silva na categoria “FEUP”. A dupla cruzou a linha da meta em 1º lugar, seguida pelo Uno nº 47 de Miguel Iglésias, Thomas Hilgers, Márcio Sena e Paulo Dias e do nº 43 de João Barroso, Pedro Pinto, Simplício Taveira e Filipe Ferreira.

    SEM MÁCULA

    Com um extraordinário desempenho nas primeiras duas horas da corrida, socorrendo-se de um andamento muito certinho, boa estratégia e da chuva que se abateu sobre a pista para camuflar as diferença de andamento contra carros de categorias mais potentes, o nº 34 de Carlos Barbosa, Mário Silva, Pedro Perino, Carlos Rodrigues e Pedro Serrenho não deu hipóteses na categoria “Até 1000 c.c.”, chegando a rodar em 7º da geral.

    O 17º lugar final e 1º da classe da G’s Competizione acaba por ser parco face à prestação demonstrada, com os seus pilotos a realizarem uma prova sem mácula em que superaram o nº 33 da Chronolive Racing, composto por Daniel Marques, Delfim Simões, Flávio Fernandes, Sofia Frazão e Nuno Ricardo Alves, e ainda o nº 32 de José Carvalhosa, Duarte Farinha, Guilherme Dal Maso, Guilherme Afonso e Piero Dal Maso, dando à Smart Bloc uma bonita recompensa pelo sua adaptação ao volante de dois carros ao longo da corrida.

    Já na categoria “Accent”, o nº 51 composto por Fernando Campos Ferreira, José Filipe Nogueira, José Archer e Miguel Cancela de Abreu triunfou numa prova onde o nº 50 de Francisco Calheiros também foi vítima do azar, acabando por terminar na 2ª posição da classe, juntamente com os colegas Duarte Amaral, Martim Franco, Francisco Carvalho e Duarte Franco.

    A encerrar os festejos do pódio, destaque para o nº 53 de António Machado, Hermano Sobral, Rui Martins, António Posser Andrade, José Maria Machado e António Rosa.

    Salientando o ambiente único que se viveu nos 500 km do Estoril, Tiago Raposo Magalhães deixou a promessa de que o evento irá regressar com argumentos reforçados em 2020:

    “Foi uma prova em que todos foram vencedores e não existiram vencidos. Cinco horas de muita animação, 100 voltas cumpridas, mais de 40 estreantes e um total de 118 pilotos repartidos por 29 equipas em condições do piso muito difíceis.”“Penso que não podíamos pedir mais para um ano de estreia e para uma prova que acabou por ser lançada sem aviso no final desta temporada. Com a confirmação da 2ª edição by CRM Motorsport e o Motor Clube do Estoril a 6 de Dezembro de 2020, e com o feedback que já recebemos dos pilotos e equipas, tenho a certeza de que regressaremos mais fortes no próximo ano, reforçando o espírito ‘club racing’ que, em 1ª instância, nos levou a reconduzir o formato”, concluiu.

  • Álvaro Parente regressa ao IMSA com a Acura

    Álvaro Parente volta a representar a Acura através da Heinricher Racing em 2020, tomando parte no IMSA SportsCar Championship, a principal competição de endurance dos Estados Unidos da América.

    O português foi um dos protagonistas do campeonato de 2018 aos comandos de um Acura NSX GT3 inscrito na classe GTD pela Meyer Shank Racing, tendo vencido a prova de Laguna Seca e alcançado pódios, um dos quais nas 24 Horas de Daytona, na campanha em que permitiu a Katherine Legge, a sua colega de equipa, conquistar o vice-título.

    Na próxima época o piloto do Porto volta a defender a cores do construtor nipónico integrado na Heinricher Racing, que terá a estrutura técnica da Meyer Shank Racing (MSR), fazendo equipa com Misha Goikhberg, um canadiano de origem russa, que tem sido presença assídua no IMSA SportsCar Championship na classe dedicada a protótipos.

    A temporada de 2020 do campeonato norte-americano terá o seu início com as 24 Horas de Daytona, de 22 a 26 de Janeiro, estendendo-se até 10 de Outubro, com a prova de Petit Le Mans, ao longo de dez evento, estando o português entusiasmado com o regresso à competição. “Em 2018 tive com a MSR a minha primeira experiência no IMSA e com a equipa e aprendi algumas pistas que ainda não conhecia, portanto, tudo era muito novo para mim. Foi um ano muito bem-sucedido desde o início e gostei muito de trabalhar com todos. Estou muito motivado e satisfeito por poder voltar ao IMSA SportsCar Championship, desta vez com a Heinricher Racing, e contar com o apoio da MSR”, apontou Álvaro Parente.

    Para a próxima temporada volta a ter à disposição de um competitivo Acura NSX GT3 preparado pela Meyer Shank Racing e mostra-se determinado em melhorar os impressionantes resultados que conquistou em 2018, contando com o apoio do seu colega de equipa. “Todos na equipa são talentosos e ambiciosos. Terminámos as 24 Horas de Daytona em segundo, mas estou apostado em subir um degrau. Para além disso, a MSR é a Campeã em título e isso deixa-me ainda mais motivado. O Misha é um piloto experiente e acredito que os dois poderemos ser uma dupla muito competitiva durante a temporada”, concluiu Álvaro Parente.

  • Peugeot ‘rebela-se’ no Mundial de Resistência

    A PEUGEOT e a REBELLION decidiram conjugar esforços para enfrentar o desafio do Campeonato do Mundo FIA de Resistência (FIA WEC) e das 24 Horas de Le Mans.

    A partir de 2022, as duas entidades irão focar-se na sua paixão conjunta pela competição automóvel, nos sucessos alcançados por ambas na disciplina e nos seus pedigrees desportivos e tecnológicos para disputarem a nova categoria de resistência “Hypercar”, recorrendo a potência híbrida.

    Esta associação é impulsionada pela determinação conjunta de tornar bem-sucedido o compromisso da PEUGEOT nas corridas de resistência e a mudança da REBELLION para a nova era deste campeonato de prestígio.

    Pelo lado da marca de Sochaux, Jean-Philippe Imparato (CEO da PEUGEOT) afirmou que “A PEUGEOT esteve por detrás de alguns dos momentos mais memoráveis das corridas de resistência, seja com as suas motorizações a gasolina ou a diesel. Hoje estamos a focar a nossa atenção para uma nova aventura assente na tecnologia híbrido-eletrificada. Estamos muito satisfeitos por ver que o nosso anúncio de participação neste campeonato foi recebido tão calorosamente, em especial porque esta mudança de direção emocionante, em termos desportivos e mecânicos, irá acompanhar o lançamento dos modelos Peugeot Sport Engineered. Estou muito entusiasmado com este programa e por irmos trabalhar associados a um grande parceiro. A paixão comprovada da REBELLION, a busca pela perfeição e as credenciais de performance encaixam-se perfeitamente com os valores da PEUGEOT, de padrões exigentes, design acutilante e emoção.” Já Jean-Marc Finot, Diretor da PSA Motorsport, anunciou que “O programa arrancará em 2022 e estamos extremamente satisfeitos por nos juntarmos a um dos grandes nomes das provas de resistência. A experiência da REBELLION Racing no FIA WEC será um enorme trunfo para criar a equipa mais forte possível para este nosso programa, como se comprova pela recente vitória da equipa em Xangai.”

    Alexandre Pesci, Presidente da REBELLION Corporation afinou pelo mesmo diapasão dando conta da sua convicção de que “a paixão comum a ambas as empresas fala por nós. Juntos, iremos construir um carro e uma equipa para competir no que promete ser um campeonato deveras disputado, e estabelecer novos recordes de sucesso em conjunto.”

    A equipa técnica irá definir as linhas mestras do projeto, em janeiro de 2020, altura em que a Peugeot Sport e a REBELLION Racing estarão a definir a estrutura de toda a equipa.

  • Última prova do ano do Troféu Mighty Mini decidiu o vencedor

    Foi necessário esperar até à última prova do ano, que se realizou este fim-de-semana no Autódromo do Estoril, para descobrir o vencedor do Troféu Mighty Mini. Foi debaixo de chuva intensa que os bravos do Troféu se lançaram para a derradeira prova do ano, os 250 km do Estoril, a corrida que habitualmente encerra a época desta competição e que tem a duração de duas horas, obrigando a paragens nas boxes para troca de pilotos e reabastecimento. É também a prova que obriga a que os pilotos dividam o carro entre os dois a quatro pilotos, o que acabou por trazer a esta prova 17 pilotos. Com as táticas do jogo de boxes a ter uma importante fatia no resultado desta corrida, a rapidez e a consistência são sempre argumentos de peso.

    O Mini de Miguel Sales/Rui Salvada/João Cavaleiro e Silva saiu na frente, com a dupla Guilherme Affonso/Lourenço Beirão da Veiga na segunda posição e Nelson Rego/Alexandre Leal no terceiro posto, enquanto o líder do Troféu Mini, Guilherme Dal Maso, que fazia parelha com José Carvalhosa, saía da quarta posição. Nas primeiras voltas assiste-se a uma luta a quatro, com todos os quatro Minis a passarem pela liderança. No decorrer deste primeiro turno louco, o Mini dono da pole position de Sales/Salvada/Cavaleiro e Silva atrasa-se numa dessas discussões e na tentativa de recuperar o tempo perdido faz um pião acabando por perder o contacto direto com os outros três. Na frente, os Mini com Rego/Leal, Affonso/Beirão da Veiga e Dal Maso/Carvalhosa promovem uma espetacular luta a três, alternando consecutivamente a liderança, praticamente em cada volta.

    Nem as paragens nas boxes, para trocas de pilotos e reabastecimento faziam descolar este trio, o que deu sempre animação e emoção à corrida do Troféu Mini. No segundo turno vimos o Mini de Affonso/Beirão da Veiga conseguir ganhar uma pequena vantagem para os restantes enquanto o Mini de Borreguero/Ferrão/Marques com as cores da Gulf, era agora 4º e recuperava tempo para o “pelotão da frente”, enquanto Sales/Salvada/Cavaleiro e Silva se debatiam mais atrás com Neves/Santos pela quinta posição. As paragens nas boxes para o terceiro turno voltavam a lançar a luta a três lá na frente com um espetáculo de condução sensacional e que fazia vibrar o público e quem assistia a prova pelo live streaming da competição.

    No final, o jovem Guilherme Dal Maso, que acabou por terminar no terceiro lugar, foi quem mais sorriu ao sagrar-se vencedor do Troféu, mesmo sem vencer esta dura prova de duas horas com José Carvalhosa como companheiro de equipa.  A vitória nestes 250 km do Estoril foi justamente entregue ao brasileiro Guilherme Affonso, que se estreou este ano no Troféu e que fez equipa com o reconhecido piloto Lourenço Beirão da Veiga, o que só vem enaltecer a competitividade do Troféu, mas também o andamento equitativo entre todos. No segundo lugar dos 250 km do Estoril do Troféu Mini ficaram Nelson Rego e Alexandre Leal, que foram também terceiro e quarto no troféu, respetivamente. João Cavaleiro e Silva manteve o segundo lugar do Troféu ao terminar esta prova em sexto, repartindo o carro com Miguel Sales e Rui Salvada, que foram quarto e sexto, respetivamente. João Neves e Paulo Santos foram os quartos nesta prova que foi apenas a segunda prova de automóveis do primeiro e a primeira prova do segundo. Já Francisco Borreguero, Manuel Ferrão e Tiago Marques foram os sextos classificados devido a um furo, mas orgulhosos de terem conseguido a volta mais rápida entre todos os Mini.

    O Troféu Mighty Mini encerra a época em crescimento de adeptos e Diogo Ferrão afirma que “foi um prazer conduzir este Troféu Mini durante 2019 e continuar a cativar pilotos para este troféu de diversão e aprendizagem. De destacar que todos os carros terminaram os 250Km, o que mostra a resistência das mecânicas de origem dos carros. Com cinco novos pilotos a comprarem carros na segunda parte do ano, queremos incrementar a grelha e tornar este fantástico grupo de pilotos ainda maior, fazendo crescer esta família Mini que é apaixonada por corridas”.