A NM Racing Team chega à ronda final do Supercars España com motivos para acreditar. A equipa espanhola está na luta directa pelos títulos da GT4 Pro-Bronze e da GT4 Bronze, e encara a ronda do Circuito de Jerez como o grande palco das decisões.
A formação de Barcelona, como acontece há já longos anos, disputa o Supercars Endurance com três Mercedes AMG GT4 inscritos em três divisões diferentes, GT4 Pro, GT4 Pro-Bronze e GT4 Bronze, sendo uma das grandes protagonistas da época. Nil Montserrat, chefe de equipa e figura central na estrutura catalã, faz um balanço francamente positivo de uma temporada em que a NM Racing Team consolidou o seu estatuto como uma das forças de referência do panorama ibérico de velocidade.
“Este era claramente o objectivo do ano, ter um carro em cada divisão e competir nas três frentes”, começa por afirmar, prosseguindo: “sabíamos que não seria nada fácil, porque cada dupla tem o seu próprio objectivo, e isso obriga-nos a estar a 110% focados na luta por três campeonatos diferentes. O balanço é muito positivo, temos cumprido com vitórias e pódios em todas as divisões”.
Ao longo do ano, o Supercars España tem revelado um patamar de competitividade que Nil Montserrat não hesita em considerar o mais elevado de sempre. “O nível é altíssimo, tanto de equipas como de pilotos. Sem dúvida, estamos a viver o ano mais forte do campeonato, o que coloca o Supercars Endurance como uma das competições GT4 mais competitivas da Europa”, sublinhou o líder da formação que participa também nas GT4 European Series.
A NM Racing Team tem sido protagonista destacado em duas divisões particularmente intensas. Na GT4 Pro-Bronze, Guillermo Aso e Filip Vava lideram com apenas dois pontos de vantagem sobre Nuno Afonso e Alexandre Areia, no Toyota GR Supra GT4 EVO2 da Gianfranco Motorsport, e cinco sobre Orlando Batina e Sérgio Azevedo, no Toyota da Batina Racing. Já na GT4 Bronze, Ricardo Costa, também em Mercedes-AMG GT4 da equipa espanhola, ocupa o topo da tabela com 108 pontos, mais onze do que Francisco Carvalho e Vasco Oliveira, ao volante de um Aston Martin Vantage AMR GT4 preparado pela Racar Motorsport.
Para Nil Montserrat, este duplo protagonismo traduz a força e a maturidade da estrutura. “Estamos a liderar em Pro-Bronze com o Guillermo e o Filip, que estão a fazer uma grande temporada, e também na Bronze, onde o Ricardo Costa tem feito um excelente trabalho no seu ano de estreia com o Mercedes AMG. Como se vê pela classificação, o equilíbrio é máximo. Os nossos principais adversários são os Toyota e os Aston Martin, e acredito que o título se vai decidir apenas no último fim-de-semana. Temos um grande desafio pela frente”, apontou o espanhol.
O chefe de equipa recorda a dupla formada por Max Huber e Tomás Granzella, inscrita na GT4 Pro, que vive o seu primeiro ano na competição. “Não se pode esquecer que o Max e o Tomás estão na sua época de estreia e já subiram ao pódio da divisão. Crescem em cada corrida e acredito que estarão ainda mais fortes nesta parte final da época, com a experiência que acumularam”, assegurou Montserrat.
A ronda decisiva do Supercars España 2025 terá lugar no Circuito de Jerez, um traçado que Nil Montserrat conhece bem, mas onde não acredita que exista qualquer vantagem caseira. “Sinceramente, não penso que isso nos dê vantagem. Jerez é um circuito muito familiar para todas as equipas do Supercars Endurance, mas é um traçado que nos agrada imenso e que conhecemos muito bem. Vamos dar o máximo para lutar pelas posições de honra nas três divisões e terminar o ano da melhor forma possível”, garantiu o homem forte da NM Racing Team
À beira do desfecho da competição espanhola, o tom é de confiança, mas também de realismo. “As diferenças são mínimas e qualquer detalhe pode decidir um campeonato. É precisamente esse equilíbrio que torna o Supercars España e o Iberian Supercars tão apaixonantes. Chegamos a Jerez com tudo por decidir e com a ambição de sair de lá campeões da competição espanhola”, concluiu Nil Montserrat.
O Supercars España encerra a temporada de 31 de Outubro a 2 de Novembro, no Circuito de Jerez, numa ronda que contará igualmente para o Iberian Supercars e para o Campeonato de Portugal de Velocidade, que terminarão as respectivas épocas no Autódromo do Estoril no final do próximo mês.
Este fim-de-semana, de 11 e 12 de outubro, realiza-se a última jornada do Campeonato Norte Americano de Resistência (IMSA) com a realização das 10h de Petit Le Mans em Road Atlanta.
Filipe Albuquerque junta-se a Ricky Taylor e Will Stevens numa corrida, que embora não tenha grande peso em termos de resultado no campeonato, é muito importante para os pilotos da Wayne Taylor Racing. Os três estão determinados em fechar a época com chave de ouro e esquecer os altos e baixos que foram vivendo ao longo do ano, logo, lutar pela vitória é o objectivo.
A prova que marca o encerramento do ano é uma das que Albuquerque mais gosta e a qual ainda não teve o prazer de vencer: “É uma das minhas corridas preferidas, provavelmente aquela em que mais desfruto, mas também aquela que mais dissabores me dá. Independentemente disso entro sempre em pista com a moral elevada e determinado em dar o melhor e conseguir ultrapassar todas as adversidades. É uma corrida longa e onde tudo pode acontecer. Espero que este ano, que não estamos a lutar pelo título, que tenhamos melhor sorte”, começou por referir o piloto de Coimbra.
Apesar do ano atípico em termos de resultados, Filipe sabe que o Cadillac tem melhorado a sua performance significativamente e que o segundo lugar na última corrida é prova disso: “Temos evoluído em termos de andamento. Estamos mais eficazes e mais capazes de lutar pela vitória. Neste momento não estamos a lutar pelo título por isso não temos nada a perder. Podemos arriscar e é isso que vamos fazer. Queremos muito vencer. Seria a melhor forma de terminar um ano que nem sempre foi feliz”, rematou Filipe Albuquerque que neste momento em termos de campeonato ocupa a quinta posição da classificação geral.
As 10h de Petit Le Mans arrancam no Domingo pelas 18h, hora portuguesa, com transmissão em direto na Sporttv 5.
Miguel Cristóvão regressa às European Le Mans Series para competir na etapa do Autódromo Internacional do Algarve, palco da sua vitória na categoria LMP3 em 2024, com o intuito de defender as cores portuguesas na mais importante prova de resistência disputada no nosso país.
O piloto de Lisboa regressa a uma categoria que conhece bem novamente aos comandos de um Ligier JS P320 da Eurointernational, a equipa com a qual competiu em 2022 no evento luso e no de Spa-Francorchamps.
Miguel Cristóvão reencontra, assim, um ambiente familiar, mas terá pela frente um desafio exigente, depois de quase um ano afastado da categoria, regressando para enfrentar um pelotão altamente competitivo, acompanhado por dois novos colegas de equipa, o francês Fabien Michel e o mexicano Ian Aguilera.
Num momento em que está a disputar o Iberian Supercars aos comandos de um Porsche Cayman CS RS da Veloso Motorsport que divide com Patrick Cunha, Miguel Cristóvão torna ao palco da sua mais recente vitória internacional com uma motivação clara de representar o automobilismo português ao mais alto nível. “Vai ser um regresso muito especial, mas também desafiante”, começou por referir. “Estive praticamente um ano sem competir em LMP3 e, num campeonato com o nível das European Le Mans Series, isso pesa. No entanto, é um enorme prazer voltar a estar presente e poder defender as cores portuguesas perante o nosso público. Portimão é uma pista que me traz excelentes recordações, e competir em casa, com o apoio dos adeptos, tem sempre um significado especial”.
O piloto sublinha ainda que, apesar de conhecer bem a estrutura técnica da Eurointernational, o contexto competitivo é completamente novo. “Conheço a equipa e sei da sua competência, mas terei dois novos colegas de equipa, o Fabien Michel e o Ian Aguilera, com quem será importante criar uma boa sintonia desde o início. São pilotos rápidos e experientes, e juntos queremos tirar o máximo do carro. Será uma corrida longa e exigente, tendo como objectivo representar Portugal da melhor forma e lutar por um bom resultado num dos campeonatos mais fortes do mundo nesta categoria”, concluiu Miguel Cristóvão.
As 4 Horas de Portimão realizam-se entre os dias 16 e 18 de Outubro no Autódromo Internacional do Algarve.
Coube ao Iberian Historic Endurance as honras de encerrar a nona edição do Estoril Classics, com os espectaculares e carismáticos carros de Turismo, GT e protótipos até 1976 a oferecerem à entusiasmada moldura humana presente no Autódromo do Estoril uma corrida animada e repleta de pontos de interesse.
Num dos eventos mais aguardados do ano – afinal, trata-se de um dos maiores eventos de clássicos de competição a nível mundial -, no início da tarde de sábado, o numeroso pelotão, ostentando o emblema da Liqui Moly, disputou a sessão de qualificação que definiu a grelha de partida para a corrida de 50 minutos.
Christian Oldendorff, que trocou o seu Alfa Romeo Giulia TZ2 por um igualmente espectacular Ford GT40, registou o melhor tempo do treino cronometrado e partilhou a primeira linha da grelha com o Porsche 911 3.0 RS de Carlos Brízido/Miguel Lobo, os mais rápidos da classe H-1976. A segunda linha foi ocupada pelo belga Olivier Muytjens, em Ford GT40, e por britânico Tom Canning, ao volante de um Ginetta G10, ao passo que atrás de si alinharam o Chevrolet Corvette LS8 da dupla Pedro Bethencourt/Jorge Nogueira Pinto e o pequeno protótipo de construção inglesa Merlyn MK4 de Carlos Barbot/Filipe Vieira de Campos.
Pelas 17h15 de domingo, num fim de semana de bom tempo e temperaturas aprazíveis no concelho de Cascais, os quarenta e cinco carros — o número máximo autorizado neste circuito de Grau 1 da FIA — alinharam na grelha de partida para uma corrida com forte componente estratégica, decorrente da obrigatoriedade de paragem nas boxes.
Christian Oldendorff fez um bom arranque, ao passo que o Porsche de Carlos Brízido/Miguel Lobo teve um início de corrida bastante mais cauteloso, ficando a oposição ao pole-position a cargo de Olivier Muytjens. Na segunda volta, devido à entrada do Safety-Car para retirar um carro imobilizado na pista, o pelotão reagrupou-se. No recomeço, o Ginetta de Tom Canning, o Jaguar E-Type de Rhea Sautter/Andrew Newall, o Corvette de Pedro Bethencourt/Jorge Nogueira Pinto e o Merlyn de Carlos Barbot/Filipe Vieira de Campos iam mantendo o público ao rubro numa batalha a quatro, ao passo que mais atrás infindáveis lutas e trocas de posições iam modelando a classificação.
Ainda na primeira metade da contenda, Olivier Muytjens acabou por se atrasar na classificação, devido a um pião na Curva 1, e o Corvette sucumbiu. Com o tempo de prova a passar, a corrida estabilizou-se naturalmente com o GT40 de Christian Oldendorff na frente, seguido pelo Ginetta de Tom Canning e o Jaguar de Rhea Sautter/Andrew Newall. Logo atrás, o Porsche de Carlos Brízido/Miguel Lobo, o elegante 275 GTB de Andreas Rolner/Pierre Alain Thibaut e o E-Type de Laurent Jaspers mantinham o interesse do muito público num duelo de gigantes da indústria automóvel: Porsche, Ferrari e Jaguar.
A corrida desenrolou-se sem percalços até às paragens nas boxes, que iriam alterar ligeiramente a anatomia da corrida, mas sem comprometer o interesse, dado que os concorrentes mais rápidos iniciaram a fase de dobragens, que em nada foi fácil devido às diversas trocas de posições no meio do aguerrido, mas muito correcto, pelotão.
Se Christian Oldendorff geria agora a sua corrida, Olivier Muytjens recuperava até ao terceiro lugar, ao passo que o Porsche de Carlos Brízido/Miguel Lobo, que não parecia saciado com o primeiro lugar entre os H-1976, ultrapassava o “Big Cat” de Rhea Sautter/Andrew Newall, que passava a defender-se do carro semelhante de Laurent Jaspers, com este último a levar a melhor, assumindo a liderança dos H-1965 à 15.ª volta.
Um Safety-Car nos momentos finais da corrida antecipou o final competitivo da prova. Christian Oldendorff, que fez a volta mais rápida, foi o primeiro a ver a bandeira de xadrez, mas uma penalização de 40 segundos por não ter cumprido o tempo mínimo de paragem nas boxes custou-lhe a vitória. O jovem Tom Canning, a correr com um clássico pela primeira vez, sagrou-se vencedor, cortando a linha de meta com três centésimos de segundo de avanço sobre Olivier Muytjens, que no final da prova reconheceu que, em condições normais, seria muito difícil lutar pela vitória devido a problemas de alimentação no seu carro. Estes três intervenientes selaram o pódio dos SC & GTP. Ainda dentro desta categoria, Carlos Barbot/Filipe Vieira de Campos terminaram fora dos lugares do pódio, mas obtiveram um meritório quinto lugar da geral, ao passo que o Lotus Seven de João Mira Gomes/Nuno Afoito, que teve vários duelos interessantes ao longo da corrida, foi o sétimo.
Após uma contenda a subir posições, Laurens Jaspers foi o quarto a cruzar a linha de meta, sendo promovido a terceiro, e triunfou na categoria H-1965, tendo sido acompanhado no pódio por Rhea Sautter/Andrew Newall e por Brice Pineau, no Shelby Cobra Daytona da HY Racing.
Carlos Brízido/Miguel Lobo conquistaram uma indiscutível vitória nos H-1976. João Santos e José Carvalhosa, também com um Porsche 911 3.0 RS, foram segundos classificados, o melhor resultado desta dupla no Historic Endurance, enquanto Robin Ellis, em Porsche 911 2.8 RSR, completou os lugares do pódio.
Nos H-1971, o domínio inicial foi dos carros de Turismo, neste caso dos Alfa Romeo GT AM, com quatro unidades da marca de Arese na cabeça deste renhido pelotão. No final, Henry Wegener foi o mais forte e o único que não perdeu posições, superando o Porsche 911 2.5 ST do trio Piero Dal Maso/Guilherme Dal Maso/José Carvalhosa. O lugar mais baixo do pódio foi ocupado, graças a uma boa estratégia de corrida e paragem nas boxes, por Carlos e Nuno Matos, no Porsche 914/6 GT.
Na Gentlemen Driver Spirit (GDS), que engloba todas as viaturas equipadas com motores até 1300 cc e todos os carros de Turismo até 2000 cc, Nuno Nunes tinha ritmo para levar o seu Porsche 911 SWB a um triunfo confortável, fruto de uma condução irrepreensível, mas um “Drive Through” relegou-o para o segundo posto. João Neves e Francisco Gonçalves, que vinham a fazer uma corrida muito interessante, ombreando com carros teoricamente mais rápidos, não desperdiçaram a oportunidade e obtiveram um triunfo justo. O terceiro posto foi bastante disputado, com Vincent Tourneur, também em Porsche 911 SWB, a levar a melhor sobre o trio constituído por Rui Bevilacqua/António Magalhães/Nuno Veiga, em Alfa Romeo Giulia Ti Super.
Como não há prova do Historic Endurance sem a classificação do Index de Performance, que é calculada com base num coeficiente aplicado a cada modelo, onde se valorizam os carros mais antigos e de menor cilindrada, Fabiano Vivacqua Jr, em Porsche 365 B, celebrou o seu primeiro triunfo na competição da Race Ready, recebendo um magnífico exemplar do prestigiado relojoeiro Cuervo y Sobrinos — a única marca relojoeira suíça com um legado genuinamente latino. O pódio desta classificação, que premeia aquele que consegue extrair o máximo rendimento da sua máquina, ficou completo com Rui Bevilacqua/António Magalhães/Nuno Veiga, os vencedores desta classificação em 2024, e João Neves e Francisco Gonçalves.
Depois da grande festa do Estoril Classics, que teve 40 mil espectadores ao longo de quatro dias, a mais prestigiada competição de carros clássicos do sul da Europa ruma ao Algarve Classic Festival, de 24 a 26 de Outubro, para quatro corridas que prometem animar o rejuvescido evento algarvio. Com a lista de inscritos do Historic Endurance a ultrapassar as setenta inscrições, a grelha de partida, da competição de referência para carros de Turismo e GT até 1976, será dividida em duas: Historic Endurance 1 e Historic Endurance 2.
O terceiro e último dia do Estoril Classics 2025 foi o culminar perfeito de um fim-de-semana de pura celebração do automobilismo. As bancadas voltaram a encher-se no Autódromo do Estoril e o paddock fervilhou de entusiasmo, num ambiente de consagração com 40.000 espectadores ao longo de quatro dias.
O rugido dos motores ecoou sem tréguas, compondo a banda sonora de um museu vivo que se moveu em alta rotação. O público vibrou com máquinas lendárias como o Lola T70, o De Tomaso Pantera ou o Porsche 908/3, protagonistas de corridas intensas que evocaram as grandes páginas da história do desporto motorizado.
A demonstração de Fórmula 1, integrada nas comemorações dos 75 anos da categoria máxima, voltou a emocionar os espectadores, encerrando o evento com a mesma reverência e espanto que o marcaram desde o primeiro dia. Contudo, foi a corrida do Classic GP, para monolugares de Fórmula 1 até 1986, que levou o público ao rubro.
Classic GP: Toriba domina a corrida final
A segunda corrida do Classic GP ofereceu vinte minutos de drama, velocidade e intensidade. O britânico Steven Brooks, em Lotus 91, partindo da pole-position, viu-se surpreendido no momento da largada e caiu para terceiro. O japonês Yutaka Toriba, Williams FW07C, assumiu de imediato o comando, impondo um ritmo fortíssimo.
Brooks ainda recuperou momentaneamente o segundo posto, mas problemas técnicos no seu Lotus obrigaram-no a recolher às boxes na sétima volta, abandonando depois do triunfo de ontem. Atrás, Steve Hartley subiu a segundo caminhando para um bom resultado aos comandos do McLaren MP4/1 ex-John Watson, enquanto Jonathan Holtzman, Lotus 87B, subiu a terceiro, resistindo à investida de Dan Gore, Tyrrell 010, até à bandeira de xadrez.
No final, vitória incontestável do nipónico Toriba, coroando um fim-de-semana em que demonstrou velocidade e consistência apresentando um excelente cartão de visita, e ainda agradeceu em português ao público pelo apoio.
O triunfo da diversidade e da história
As restantes categorias, organizadas pela Peter Auto, proporcionaram um desfile de emoções e contrastes. Na 2.0 Litre Cup, dedicada aos Porsche 911 de dois litros idênticos aos que dominaram os circuitos nos anos 1960, a vitória coube à dupla Vincent Kolb / Max Moritz, após uma exibição de consistência e ritmo.
No Classic Endurance Racing 2, reservado aos protótipos e GT de 1972 a 1981, Maxime Guenat levou o Lola T286 de 1976 à vitória, num verdadeiro hino à velocidade, superiorizando-se ao seu pai, Dominique Guenat, em TOJ SC303 de 1978. No degrau mais baixo do pódio ficou a dupla Tony Sinclair e Nick Padmore em Lola T292 de 1973.
Já no Classic Endurance Racing 1, o triunfo foi para Armand Mille, num Lola T70, depois de resistir à pressão impiedosa do ex-piloto de F1, Jan Magnussen, pai de Kevin Magnussen, que, em equipa com Chris Ward, recuperou várias posições e terminou a menos de dois segundos do vencedor após uma última volta electrizante também aos comandos de um imponente protótipo da marca de Eric Broadley.
A Lotus voltou a demonstrar a sua supremacia entre os desportivos anteriores a 1966, assinando um pódio na The Gentlemen Challenge totalmente dominado pela marca britânica. Kyle Tilley, ao volante do Lotus XV de 1960, repetiu o triunfo de sábado com uma exibição de classe e consistência. Jakob Viggo Holstein, em Lotus 15 de 1959, terminou na segunda posição, enquanto Serge Kriknoff, com um elegante Lotus XI 1500 de 1956, completou o trio vencedor, numa corrida que celebrou o génio técnico e estético de Colin Chapman.
Maxime Guenat voltou a brilhar no Estoril Classics, triunfando de forma convincente na Heritage Touring Cup, categoria que revive o espírito indomável dos grandes carros de turismo das décadas de 1970 e 8190. Ao volante de um potente Ford Capri RS3100, o piloto suíço dominou uma corrida vibrante, repleta de ultrapassagens e sons que fizeram ecoar a era dourada do turismo europeu. Atrás dele, Armand Mille, também em Capri RS3100 Cologne, manteve a pressão até final, enquanto Yvan Mahé, num BMW 3.5 CSL de andamento consistente, completou o pódio.
O programa terminou com uma excelente corrida do Iberian Historic Endurance, vencida pelo alemão Christian Oldendorff, ao volante de um Ford GT40, que na sua terceira tentativa com este carro triunfou no Estoril Classics. O jovem britânico Tom Canning, na sua primeira prova ao volante de um clássico — neste caso, um Ginetta G10 —, foi o segundo classificado, superando Oliver Muyjens, também ao volante de um Ford GT40, num “sprint” final em que os dois terminaram separados por três centésimas de segundo.
Foi um dia de encerramento à altura da reputação do evento: corridas emocionantes, ritmo elevado e um público que viveu cada momento com a paixão de quem reconhece estar diante da história em movimento.
O Classic GP, integrado no programa do Estoril Classics, apresentará em 2025 a melhor lista de inscritos de sempre, reunindo alguns dos carros emblemáticos da história da Fórmula 1 para celebrar os 75 anos da disciplina. O evento volta a transformar o Autódromo do Estoril num autêntico museu vivo, onde a história da modalidade é reconstituída com fidelidade histórica.
Do Surtees TS9 de 1971 ao Tyrrell 012 de 1983, a grelha de vinte e seis carros percorre doze anos de evolução que moldaram a Fórmula 1 moderna. É um verdadeiro desfile de soluções técnicas: monocoques de alumínio, motores atmosféricos que rugem até regimes vertiginosos, a revolução do efeito de solo e, já no final deste período, a transição para os primeiros materiais compósitos. No Estoril, esta metamorfose tecnológica será sentida na pista, num espetáculo em que cada carro é testemunho de uma época de ousadia e engenho.
Um dos monolugares a destacar é o Lotus 78 de 1977, inscrito por Marc Devis, o carro que revolucionou a aerodinâmica ao introduzir os túneis venturi para gerar efeito de solo. Este modelo foi o precursor do Lotus 79, com o qual a equipa britânica conquistou os títulos de 1978, consagrando Mario Andretti como campeão do mundo.
Seguem-se dois exemplares que marcaram o início da era dourada da Williams. O FW07B de 1980, que será conduzido por Mark Hazell, deu à equipa de Grove o seu primeiro título de construtores e de pilotos, este através de Alan Jones. O seu sucessor, o FW07C de 1981, estará também em pista, pilotado por Yutaka Toriba, uma máquina que prolongou a competitividade da equipa.
Outro marco tecnológico presente no Classic GP será o McLaren MP4 de 1982, inscrito para Steve Hartley, o primeiro Fórmula 1 a utilizar um chassis monobloco inteiramente em fibra de carbono, inovação que redefiniu os padrões de segurança e performance da categoria.
Finalmente, o Tyrrell 012 de 1983, pilotado por Ian Simmonds, encerra esta sequência histórica. Este foi o último carro a vencer um Grande Prémio com o lendário motor DFV Cosworth, quando Michele Alboreto triunfou no Grande Prémio de Detroit.
Com uma grelha que inclui ainda Ligier, Shadow, Arrows, Surtees e outros modelos que marcaram gerações, o Classic GP oferece uma oportunidade única para ver e ouvir ao vivo as máquinas que escreveram algumas das páginas mais memoráveis do desporto.
Os motores vão rugir logo na sexta-feira, 3 de Outubro, com treinos-livres e qualificação, realizando-se a primeira corrida no sábado, às 17h05, e a segunda no domingo, às 14h05.
A entrada para a bancada da recta da meta será gratuita, mas o acesso ao Paddock é limitado e sujeito a bilhete. A venda decorre online até às 23h59 do dia 2 de Outubro e, se ainda existirem ingressos, poderão ser adquiridos nas bilheteiras do Autódromo entre 3 e 5 de Outubro, das 09h00 às 18h00.
Os bilhetes de Paddock têm o custo de 20 € para sexta-feira, 35 € para sábado ou domingo e 60 € para o passe válido para os três dias. Estes ingressos dão acesso às áreas reservadas do paddock, permitindo acompanhar de perto a preparação dos carros e viver o ambiente singular dos bastidores. As crianças até aos 15 anos terão entrada gratuita no paddock, desde que acompanhadas por um adulto portador de bilhete válido.
A temporada do Supercars Endurance caminha para o seu epílogo e, em Jerez, a próxima etapa, decidem-se os títulos do Supercars España, sendo inúmeros os candidatos aos títulos, o que promete momentos de grande emoção de 31 de Outubro a 2 de Novembro.
Na etapa andaluza o pelotão da mais importante competição da Península Ibérica terá grelhas divididas, tendo os GT4 uma só para si, ao passo que a GTC e os Touring Cars terão outra, o que tornará as lutas pelos ceptros ainda mais interessantes. Desta feita, debruçamo-nos sobre a situação pontual das categorias GTC e Turismos, e respectivas divisões, e a perspectiva de grandes lutas e de jogos de estratégia é entusiasmante.
Campeonato GTC – Tudo em jogo e poucas certezas
A luta pelo ceptro da GTC afunilou-se a três protagonistas principais, embora haja ‘outsiders’ à espreita de um deslize. No topo da tabela pontual, surge Rui Miritta (Monteiros Competições, Porsche 911 Cup), com 94 pontos e uma vitória obtida em Portimão que cimentou a candidatura. Em Jerez, o português, pode adoptar o ‘modo gestão de risco’ – para defender sua vantagem pontual, e evitar um erro que poderá valer tanto como arriscar tudo pela vitória. Mas conhecendo o português, dificilmente não irá à Andaluzia para juntar mais dois triunfos ao seu pecúlio e, assim, assegurar o seu segundo ceptro no Supercars España.
A dupla Alba Vázquez / Alfonso Colomina (McLaren Barcelona – SMC Motorsport, McLaren 570S GT4) segue a doze pontos do topo, com 82. Não venceram ainda este ano, mas têm sido muito consistentes nas três rondas já realizadas, o que lhe poderá permitir virar o jogo a seu favor, muito embora tenham de, obrigatoriamente, bater Rui Miritta.
Logo atrás, com 80 pontos, também com trunfos claros, estão Ángel Santos / Alejandro Iribas (Chefo Sport by Petrogold, Ligier JS2R). Foram os grandes dominadores de Jarama, onde assinaram dois triunfos que os recolocaram no encalço do título. Se repetirem em Jerez a execução clínica de Jarama, obrigam Miritta e a dupla do McLaren a reagir sob pressão.
Entre os que ainda podem sonhar, mas precisam que os três primeiros encontrem dificuldades, destacam-se Duarte Camelo / Pompeu Simões (Speedy Motorsport, Porsche Cayman CS), que estiveram ausentes da ronda de Jarama, com 64 pontos com o triunfo na segunda corrida de Portimão no seu registo e Marcus Fothergill (Tockwith Motorsports, Porsche 911 Cup) com 55. Também António Almeida (Tockwith Motorsport, Ginetta G55), na sua primeira temporada em carros de GT, chega a Jerez com possibilidades matemáticas graças ao triunfo em Valência, mas, na prática, dependerá de uma combinação improvável de resultados alheios.
Jerez promete uma luta directa entre Miritta, Vázquez / Colomina e Santos / Iribas pelo título absoluto da GTC. Os restantes perseguidores terão de capitalizar quaisquer contratempos do trio da frente.
Divisão GTX – Duelo espanhol com portugueses à espreita
A GTX chega ao Circuito de Jerez com tudo por decidir e com a perspectiva de uma batalha intensa pelo ceptro. Após Valência, Alba Vázquez / Alfonso Colomina e Ángel Santos / Alejandro Iribas como principais candidatos ao sucesso, com 93 e 87 pontos, respectivamente; todos os demais entram para o fim-de-semana como ‘outsiders’ à espera de um passo em falso das duas duplas do topo.
Alba Vázquez / Alfonso Colomina construíram a vantagem numa temporada de consistência, tendo iniciado a temporada com uma vitória. Para Jerez, o duo do carro inglês não poderá jogar na defesa, dada proximidade dos seus perseguidores.
Ángel Santos / Alejandro Iribas apresentam um pacote competitivo muito distinto. O duo da Chefo Sport foi devastador em Jarama, onde venceram ambas as provas. Chegam a Jerez com 87 pontos e se repetirem a execução do evento de Madrid, o título pode estar ao seu alcance.
Numa posição menos favorável está o jovem português Henrique Moura Oliveira, inscrito pela Monteiros Competições num BMW M4 GT4 (F82), com 73 pontos. Sem vitórias até aqui, mas com alguma consistência precisa de um fim-de-semana praticamente perfeito para forçar as contas e conquistar triunfos, voltando em Jerez a fazer o equipa com Rúben Silva, o seu habitual colega de equipa . Com os mesmos pontos está a dupla Duarte Camelo / Pompeu Simões. O duo que compete com um Porsche Cayman CS da Speedy Motorsport e já conhecem o sabor da vitória, com triunfos na segunda corrida de Portimão e na segunda de Valência, o que comprova a sua rapidez. Para poderem sonhar com o título necessitam de outro golpe de autoridade para transformar possibilidade em probabilidade.
A Tockwith Motorsports tem por perto a sua armada com os Ginetta G55 de Steve Kirton / Jonathan Elsworth a totalizarem 72 pontos, e os estreantes Gracie Mitchell / Luca Staccini somam 69. Ainda nenhuma das duplas venceu, mas a regularidade de pódios significa que qualquer turbulência dos líderes os coloca na luta do título.
António Almeida, também num Ginetta G55 da Tockwith Motorsports, e vencedor da primeira corrida de Valência, está mais longe (57 pontos), mas as suas esperanças encontram-se matematicamente vivas, apesar de não ter competido na prova de Jarama.
Em suma, a coroa da GTX vai decidir-se numa grande luta a dois – Vázquez / Colomina versus Santos / Iribas — com Henrique Moura Oliveira e Camelo / Simões prontos a aproveitar qualquer contratempo desse par. Num domingo com duas corridas e quatro pontos extra disponíveis, uma pole-position ou uma volta mais rápida pode ser o detalhe que escreve a última linha da temporada.
Divisão Cup – Miritta parte em vantagem
A Cup chega ao Circuito de Jerez com um enredo de alto drama: dois pilotos separados por 26 pontos vão discutir o título num domingo que vale 54 pontos, entre corridas e pole-positions e voltas mais rápidas em corrida. O campeonato está, por isso, em aberto, mas a margem de manobra é curta para quem persegue.
No comando está Rui Miritta, com 132 pontos. O piloto português construiu esta vantagem com uma sequência notável: vitórias nas duas corridas de Portimão, novo triunfo em Jarama e diversas pole-positions e voltas mais rápidas. Em Valência, voltou a vencer, consolidando uma liderança que o coloca no papel de favorito à entrada para a ronda decisiva. Para Miritta, Jerez não é apenas gestão, uma vitória na primeira corrida poderá bastar para fechar matematicamente o campeonato.
O último adversário capaz de travar o líder é Marcus Fothergill (Tockwith Motorsports, Porsche 911 Cup) com 106 pontos. O britânico soma uma vitória importante em Jarama e pódios sucessivos que lhe permitem chegar à ronda final com esperança. Para reverter os vinte e seis pontos de desvantagem, Fothergill precisa de um domingo quase perfeito, ajudado por um deslize de Miritta numa das corridas.
Os restantes pilotos da Cup estão já fora do raio prático do título. Ángel Lanchares (Lan GP Racing, Porsche 911 Cup) ocupa o terceiro posto com 71 pontos, depois da vitória na primeira corrida de Valência. Esta é a dupla mais próxima dos dois primeiros, mas sem possibilidade de os alcançar em termos matemáticos. Ainda assim, será um protagonista a ter em conta, capaz de roubar pontos decisivos aos dois da frente.
Vítor Costa (Monteiros Competições, Porsche 911 Cup), com 69 pontos, e Dave Bennet, 62, que faz equipa com Marcus Fothergill, são ainda candidatos a um lugar no pódio do campeonato, estando o terceiro posto de Ángel Lanchares em risco
Tudo aponta, assim, para uma disputa de alto nível entre Miritta e Fothergill, num duelo de Porsches, em que a mínima falha pode decidir o título.
Campeonato Turismo – Batalha da juventude
A Categoria Turismo chega ao Circuito de Jerez com seis jovens talentos da FPAK Junior Team, ao volante dos Ginetta G40 preparados pela Monteiros Competições, a separar-se por diferenças mínimas na classificação. A época foi uma lição de aprendizagem para estes pilotos, que ao longo do ano foram alternando companheiros de equipa e partilhando os três carros da formação.
No topo, Tomás Martins lidera com 93 pontos, depois de uma época marcada por consistência e vitórias em Portimão e Jarama. Martins tem margem, mas não pode relaxar: um mau resultado na primeira corrida de Jerez pode colocar o título em aberto até à bandeira de xadrez da segunda.
O seu principal rival é João Faria, segundo classificado com 87 pontos. Faria assinou uma época de grande regularidade, pontuando alto em todas as corridas e vencendo em Jarama. Se voltar a evidenciar a performance em Jerez que mostrou até agora, tem argumentos para roubar o título ao líder.
Também Tomás Gomes, com 80 pontos, está matematicamente na luta. Gomes foi um dos mais rápidos da temporada, com uma vitória na primeira prova de Portimão e presença constante no pódio, e precisa de um fim-de-semana irrepreensível para se colocar na disputa.
Logo atrás, Martim Romão (75 pontos) pode não ter vencido ainda, mas soma pódios sucessivos que o mantêm na discussão. O cenário é semelhante para Rodrigo Vilaça (57) e Diogo Castro (56), que precisam de um domingo quase perfeito e de uma combinação de resultados favorável para se intrometerem na luta direta.
A situação na Divisão TC é um espelho da própria classificação geral dos Turismos. Tomás Martins lidera com 100 pontos, seguido de João Faria (92) e Tomás Gomes (83), com Martim Romão (80) ainda dentro do alcance matemático do título. Rodrigo Vilaça (64) e Diogo Castro (59) precisam de um domingo perfeito para se manterem na equação. Tal como na geral, as margens são curtas e cada ponto extra – uma pole-position ou uma volta mais rápida – pode transformar a luta pelo título num verdadeiro duelo à décima de segundo no Circuito de Jerez.
Tudo aponta para um fecho de temporada vibrante. Se Martins vencer a primeira corrida, poderá chegar à segunda em posição de ‘match-point’; se Faria ou Gomes reduzirem a diferença para menos de cinco pontos no domingo de manhã, o campeonato poderá decidir-se com os pontos da pole-position ou da volta mais rápida. Jerez promete um braço-de-ferro de uma geração que promete carreiras interessantes.
A composição das duplas de pilotos para o fim-de-semana de Jerez ainda não é conhecida, podendo o seu escalonamento ter impacto nas possibilidades de alguns deles.
O Circuito de Jerez será o palco de todas as decisões, numa ronda que conta igualmente para o Iberian Supercars e para o Campeonato de Portugal de Velocidade. De 31 de Outubro a 2 de Novembro, será na Andaluzia que se conhecerão os campeões de 2025 do Supercars España.
A Art of Speed viveu um fim de semana de excelência no Autódromo do Estoril, reforçando a sua posição de destaque no Campeonato de Portugal de Velocidade e Legends 1300. Frederico Formiga venceu as duas corridas da Stock Cup, consolidando a liderança e ficando mais perto de conquistar o ceptro nacional.
Na primeira prova, o piloto da formação conimbricense esteve envolvido num duelo emocionante com o seu principal rival. A corrida foi intensa até ao limite, com várias trocas de posição, ficando decidida apenas na penúltima volta, quando Formiga conseguiu impor o seu ritmo e garantir o triunfo.
Na segunda, mostrou andamento superior desde as voltas iniciais, controlando os acontecimentos e rubricando uma nova vitória. Um resultado que confirma não só a sua forma competitiva, mas também a performance do Honda Jazz e a eficácia da preparação da equipa de Coimbra.
O balanço colectivo foi igualmente positivo: Frederico Castro regressou em grande ao pódio com dois terceiros lugares ao volante do Rover 25, enquanto Sinan Nasirli conquistou dois quartos postos que o aproximam dos lugares cimeiros da Stock Cup. Já João Castanheira estreou o Alfa Romeo MiTo, um projeto promissor que se destacou pelo potencial competitivo e pela estética apelativa.
A diversidade da formação ficou ainda patente na participação da dupla Paulo Mota / José António (Citroën C1) e nas estreias de Eduardo Marques e Tomás Bastos, reforçando a vertente formativa que distingue o projecto Art of Speed.
“Foi um fim de semana muito positivo. As vitórias colocam-nos numa posição favorável para a última ronda, o Castro regressou às corridas e logo aos pódios, o Sinan mostrou evolução e o novo Alfa Romeo confirmou o potencial que esperávamos. Foi especial ver a equipa unida, com regressos e novas caras. Este é o espírito da Art of Speed. Agora é tempo de preparar a etapa final e lutar pelo ceptro da Stock Cup”, destacou Frederico Formiga, responsável máximo da equipa.
A decisão do Campeonato de Portugal de Velocidade e Legends 1300 terá lugar novamente no Autódromo do Estoril, nos dias 22 e 23 de novembro, numa derradeira ronda onde serão atribuídos todos os títulos da temporada.
Ação total na C1 Eurocup. O Circuito do Estoril, que recebeu este fim de semana a penúltima jornada da época, foi palco de 2 corridas em que os pilotos e equipas do troféu fizeram da competitividade e imprevisibilidade os ingredientes por excelência. Uma prova em que o troféu, organizado e promovido pela Motor Sponsor e que reúne em pista os emocionantes e irreverentes C1, integrou a categoria City do CPVCL 1300 da ANPAC.
Num momento em que a época entra na fase decisiva, os 8 C1 – PRO (2); AM (3); C1 NEW (3) – e 9 pilotos presentes protagonizaram corridas que fizeram as delícias dos adeptos. Uma jornada em que Pedro Antunes, com o C1 nº 86 da WallUp WoodLab, foi o piloto mais rápido de todo o pelotão nos treinos cronometrados.
Um ritmo que o piloto manteve na corrida 1, em que assinou uma vitória que lhe permitiu reforçar a liderança da classe, comentando no final: “Alcançámos uma vitória importante, apesar de alguns problemas de pneus. Vamos ver como corre a próxima corrida para a equipa”. No segundo lugar ficaria Ricardo Cruz, ao volante do C1 nº 18 da Motofil.
A Wallup WoodLab voltaria a sorrir nesta jornada, ao vencer a corrida 2, desta feita com Jorge Passanha aos comandos do C1 nº 86. “Correu tudo bem, apesar de alguns toques na discussão de posições que tanto eu como o C1 nº 5 podíamos ter evitado, mas são corridas e às vezes acaba por acontecer”, referiu o piloto. Já Ricardo Cruz levaria a Motofil ao segundo pódio do fim de semana, ao ser segundo.
Na AM, Luís Alcino segurou o triunfo nas duas corridas da jornada, aos comandos do C1 nº 80 da T3 Racing: “Foi um fim de semana interessante, com duas provas onde tinha um carro em que o feeling foi melhor que nas provas anteriores. O balanço é muito positivo.” O segundo posto da AM foi alcançado, em ambas, por Simplício Taveira, no C1 nº 97 da ST Car Racing, com Pedro Cruz, no C1 nº 88 da T3 Racing, a fechar o pódio das duas corridas, ao ser terceiro.
A C1 NEW viu Afonso Inácio reforçar a liderança da classe, piloto que rubricou dois triunfos este fim de semana, ao volante do C1 nº 5 da Gold Limousine Team: “Foram duas boas corridas, mas acho que em ambas tinha capacidade para conseguir ainda melhor. Mas em breve, em outubro, estamos de volta ao Estoril.” Daniel Monteiro, no C1 nº 78 da T3 Racing, seria foi segundo na corrida 1, com o estreante António Tavares, da Monteiros Competições, a assinar um terceiro lugar na corrida 1 e um segundo posto na corrida 2.
Finda a penúltima jornada da época, André Duarte, responsável pela relação com Pilotos e Equipas da C1 Eurocup, realça: “Tem sido uma temporada bastante competitiva, com um plantel que tem proporcionado corridas emotivas e empolgantes de acompanhar, e um fabuloso ambiente entre todos os pilotos e equipas da C1 Eurocup, alinhado com o espírito que fez nascer o troféu e o mantém até hoje”, acrescentando: “Dentro de um mês estamos de volta ao Estoril para a jornada mais aguardada da época, com a prova em que se decidem os títulos em cada classe. Por isso, este é apenas um até já. Obrigado a todos e vemo-nos em breve!”
A quarta ronda da Porsche Sprint Challenge Ibérica 2025, disputada no Circuito de Navarra, encerrou-se este domingo com a aguardada Endurance Race. A prova de 50 minutos, que introduz a variável estratégica da paragem obrigatória nas boxes, acabou por ser marcada pelo domínio de Manuel Alves (LOB Motorsport).
Alves confirmou o favoritismo da sua pole position e conquistou uma vitória sólida. Contudo, a corrida ficou também marcada pela recuperação impressionante de Dylan Pereira (AF & V Motorsport) e pela luta intensa em todas as categorias.
Arranque forte de Alves e primeiras voltas animadas
Na largada, Manuel Alves arrancou limpo e imediatamente abriu espaço para os perseguidores. José Barros (AF & V Motorsport) manteve-se em segundo, enquanto Alejandro Barambio (GT Corse) segurava o terceiro posto. Mais atrás, o espanhol Jorge Ramírez (RGB Racing Team) e Nuno Inocêncio (Monteiros Competições), líder da Categoria 1, defendiam-se dos ataques de um pelotão numeroso.
O ritmo de Alves cedo se revelou imbatível: volta após volta, o piloto português foi aumentando a vantagem, chegando a ter mais de cinco segundos sobre Barros antes da abertura da janela de paragens obrigatórias.
Estratégias dividem-se nas boxes
Entre os 20 e os 30 minutos de prova abriram-se as boxes e as estratégias começaram a pesar. A LOB Motorsport manteve Manuel Alves em pista durante o tempo máximo permitido antes da paragem, apostando em dar-lhe pista livre. Já a AF & V Motorsport arriscou, colocando de imediato Dylan Pereira ao volante do carro que partilha com André Fernandes, esperando que a velocidade do luso-luxemburguês fizesse a diferença. A GT Corse defendeu também a sua posição, com Borja Garcia a substituir Barambio e a ascender rapidamente ao segundo lugar.
Com todos já de regresso à pista, Manuel Alves continuou a dominar, mas atrás de si a entrada de Pereira mudou o equilíbrio da corrida: com ritmo de qualificação em plena prova, o piloto da AF & V Motorsport começou a recuperar lugares de forma sucessiva, rodando consistentemente em 1m47s altos.
Final em crescendo e vitória controlada
Apesar do andamento fortíssimo de Pereira, a diferença acumulada por Alves na primeira metade foi suficiente para lhe garantir o controlo. O piloto da LOB Motorsport não se deixou pressionar e geriu a vantagem até à bandeirada, garantindo nova vitória na Categoria 2 e reforçando a liderança do campeonato.
Atrás dele, a luta pelo pódio foi intensa. Borja Garcia assegurou para o carro principal da GT Corse o 2.º lugar, resistindo à “remontada” de Dylan Pereira que, mesmo assim, recuperou até um admirável 3.º posto. José Barros terminou em 4.º, enquanto Jorge Ramírez levou o carro ao 5.º lugar final.
Francisca Queiroz (LOB Motorsport) continua a ser a grande referência feminina. A piloto portuguesa voltou a brilhar a solo numa corrida de longa distância aos comandos do seu 992 GT3 Cup, terminando no 9.º lugar absoluto e vencendo novamente a Ladies Cup.
Nos Porsche 991 GT3 Cup, a Categoria 1 voltou a ter um nome incontornável: Nuno Inocêncio (Monteiros Competições). Sempre rápido e consistente, o piloto português resistiu às armadilhas da gestão estratégica e cruzou a linha de meta no top 10 absoluto, conquistando mais uma vitória clara na classe. Pablo Hernández (Fenix Racing) foi o 2.º classificado, a uma volta do vencedor.
A 5.ª e penúltima ronda da Porsche Sprint Challenge Ibérica será disputada no Circuito de Jerez de la Frontera, nos dias 1 e 2 de novembro.