Álvaro Parente disputa este fim-de-semana a primeira ronda da Indian Racing League, uma competição de monolugares cuja primeira etapa de 2023 se disputa no próximo fim-de-semana e está determinado em marcar a sua estreia na India com um triunfo.
O piloto do Porto tem vindo a marca o panorama das corridas de GT há anos, com diversos títulos na categoria e a vitória nas 12 Horas de Bathurst, mas foi também um dos nomes mais entusiasmantes nos monolugares, vencendo em todas as categorias por onde passou, inclusivamente na GP2 Series, a precursora da actual Fórmula 2, onde se estreou com um triunfo.
Agora, graças ao convite da organização da Indian Racing League, Álvaro Parente regressa aos monolugares para realizar meia temporada da mais importante competição da Índia. “Não esperava voltar a este tipo de carros, mas fiquei muito entusiasmado com este convite e gostaria de agradecer à organização por confiar em mim para realizar as duas primeiras provas da temporada. Estou determinado em dar o meu melhor e lutar pele lugares do pódio e pela vitória”, afirmou Álvaro Parente, que estará aos comandos do Wolf W08 da Hyderabad Blackbirds.
A primeira prova disputa-se no Madras International Circuit, Chenai, o que adensa o conjunto de novidades que esperam o português, mas isso não o atemoriza. “Será tudo novo, a competição, o carro, o circuito, a equipa, portanto, temos muito trabalho pela frente. Mas penso que podemos chegar a um bom nível competitivo rapidamente e estar na luta pelas posições cimeiras. Vou dar o meu máximo e tentar marcar este regresso aos monolugares com um bom resultado, muito embora a oposição seja forte”, concluiu Álvaro Parente.
O programa oficial da prova que abre a Indian Racing League tem o seu início na sexta-feira, estendendo-se até domingo. O piloto português realizará a sua qualificação e a sua corrida no sábado.
O Circuito do Estoril recebeu este fim-de-semana a derradeira ronda do Campeonato Nacional de Velocidade 2023. Esta prova – quarta da temporada neste circuito – ficou marcada por períodos de chuva, maioritariamente no dia de sábado. De destacar que a corrida a cargo do experiente Motor Clube do Estoril, contou ainda com os pilotos do Campeonato do Mundo de Sidecar FIM.
Gonçalo Ribeiro, 2º classificado na classe Superstock 600 à chegada ao Estoril, não podia facilitar nesta derradeira jornada, de forma a manter o vice-campeonato. O principal objetivo da equipa LST Motorsports passava por garantir a vitória em ambos os dias de prova.
No sábado, o piloto lousadense garantiu o melhor tempo da qualificação à chuva. Já na primeira corrida da tarde e com o circuito praticamente seco, Gonçalo Ribeiro mostrou um excelente andamento, vencendo pela segunda vez esta temporada.
Já no domingo, nova qualificação à chuva, no entanto o piloto Lousaestradas não conseguiu a pole. Com o terceiro lugar na grelha de partida, Gonçalo Ribeiro imprimiu um bom ritmo ao longo da corrida e no final das 15 voltas, cruzava a meta no primeiro lugar.
“O fim-de-semana correu bastante bem. Apesar de já não ter hipóteses de lutar pelo título, queria muito terminar com vitórias. Sabíamos que ia ser um fim-de-semana difícil, com zonas da pista bastante escorregadias e onde poderíamos deitar tudo a perder. Fechei o campeonato com duas vitórias, senti-me bem na mota e a equipa está toda de parabéns. Quero aproveitar para agradecer a todos os patrocinadores pelo apoio esta temporada” concluiu Gonçalo Ribeiro.
Depois de um campeonato exigente na categoria Superstock 600, o saldo acaba por ser francamente positivo. Três vitórias em corrida e a conquista do vice-campeonato por parte do piloto Gonçalo Ribeiro.
Depois de ter arrecadado a ‘pole position’, Manuel Espírito Santo subiu ao lugar mais alto do pódio na jornada de Magny-Cours das European Ultimate Cup Series.
O jovem piloto português foi protagonista na corrida, tendo conseguido chegar à vitória na última volta da prova decorridas que estavam quatro horas de competição. Resultado que permite a consolidação do primeiro lugar nas contas do campeonato quando falta disputar uma prova para o final da temporada.
A fazer equipa com George King e Viacheslav Gutak no Ligier #14 do Team Virage, a vitória era o único resultado que satisfazia o trio. Lideraram grande parte da prova, mas quando Manuel Espirito Santo recebeu o carro estava a 35 segundos do primeiro lugar e de tudo teve que fazer para recuperar a desvantagem:
ESPIRITO SANTO Manuel (pro), Team Virage, Ligier JS P320 – Nissan, portrait during the Road to Le Mans 2023 on the Circuit des 24 Heures du Mans from June 7 to 9, 2023 in Le Mans, France – Photo Paulo Maria / DPPI
“Felizmente que a equipa nos proporcionou um carro fantástico que me permitiu rodar nos limites e recuperar toda a desvantagem. Na última volta tinha de atacar a liderança e foi o que fiz. Encetei a ultrapassagem, infelizmente o meu adversário não me deixou espaço e tivemos um toque. Fiz o que tinha de fazer e estava onde devia estar. Consegui controlar e cruzei a linha de meta no primeiro lugar. Não é desta forma que gosto de ganhar corridas, mas nenhum piloto se dá por vencido e eu não fui excepção”, disse o piloto português.
Na liderança da tabela classificativa, Manuel Espírito Santo parte para o último confronto a 24 e 25 de Novembro em Le Castellet: “Determinado em trazer para casa o título de campeão. Estamos na frente e temos carro e equipa para fazer novamente uma boa corrida e concluir a época com uma vitória”, rematou.
A temporada de 2023 da Cars & Vibes Cup chegou ao fim com um fim de semana de pura emoção. O troféu, promovido e organizado pela Motor Sponsor que assinalou o regresso aos grandes palcos nacionais das emblemáticas máquinas nipónicas, encerrou com chave de ouro, com os títulos a decidirem-se na última jornada, no Autódromo Internacional do Algarve, numa edição marcada por corridas intensas, estreias a vencer e em que a competição apresentou a melhor grelha da sua história.
Uma jornada em que estavam em jogo os títulos de ambas as classes e que todos os pilotos e equipas queriam vencer. O primeiro contacto oficial em pista teve lugar com os treinos cronometrados, realizados na sexta-feira, 27 de outubro. Uma sessão onde o equilíbrio foi nota dominante, com Raul Delgado, que faz equipa com Estevão Oliveira, a rubricar o melhor tempo da PRO ao volante do Honda Civic Type-R nº 155 da LOB Motorsport. Uma pole position alcançada com uma diferença de apenas 0.134s para a segunda melhor marca, assinada pelo piloto da Brivel Sport, Filipe Ferreira, no Honda Civic Type-R nº 150, numa sessão marcada pela ausência de Eduardo Leitão, na sequência de problemas de caixa de velocidades registados no Honda Civic Type-R nº 151 durante os treinos livres.
Também na classe AM o equilíbrio esteve no centro da ação, com Joel Reis, no Honda Civic Type-R nº 157 assistido pela J. Santos Competição, a fazer o melhor tempo, com Miguel Porto, no Honda Civic Type-R nº 160 da VentilAQUA assistido pela AMSport e partilhado com Paulo Lopes Porto, a distar apenas 0.169s. Uma mostra de rapidez que deixava tudo em aberto para as duas corridas do fim de semana, com o primeiro duelo a estar agendado para a manhã de sábado, 28 de outubro. Uma corrida 1 em que Raul Delgado e Filipe Ferreira, líder da PRO à chegada à ronda algarvia, se destacariam na frente. Um duelo que acabaria por sorrir ao piloto da LOB Motorsport, que aos comandos do Honda Civic Type-R nº 155 assinaria a terceira vitória da época, seguido de Filipe Ferreira, segundo classificado com o Honda Civic Type-R nº 150.
Um pódio fechado pelo Honda Civic Type-R nº 170 pilotado pelo estreante Carlos Silva e assistido pela By Dias, com Eduardo Leitão, vencedor do troféu na PRO em 2022, a levar o seu Honda Civic Type-R nº 151 assistido pela Gianfranco Motorsport ao quarto lugar final.
Um triunfo em que Raul Delgado destacou: “Fomos surpreendidos pelo facto de a pista estar com o piso molhado, o que nos obrigou a adotar uma toada mais cautelosa, para evitar incidentes, principalmente na fase inicial, em que há sempre maior aglomeração de todo o pelotão. No final, acabámos por vencer, por isso correu tudo bem.”
Na AM, Miguel Porto, no Honda Civic Type-R nº 160, alcançaria o primeiro posto após o arranque, ao superar o Honda Civic Type-R nº 157 de Joel Reis na curva 1.
Um momento que viria a traçar o resultado final, com Miguel Porto a segurar a primeira posição e a estrear-se a vencer no troféu, seguido de Joel Reis, segundo classificado, e César Tavares, que levou o Honda Civic Type-R nº 159 da VentilAQUA assistido pela AMSport à terceira posição, seguido do estreante José Cidrais, quarto classificado aos comandos do Honda Civic Type-R nº 154 assistido pela Gianfranco Motorsport. Já Duarte Trindade acabaria por ter uma estreia inglória no troféu, com problemas técnicos no Honda Civic Type-R nº 169 assistido pela Best Choice a inviabilizarem a participação do piloto nas duas corridas do fim de semana.
Miguel Porto, que assinou o seu primeiro triunfo na Cars & Vibes Cup, salientou: “Alcancei uma vitória, algo que ainda não tinha conseguido e estou muito feliz por isso. Fiz uma boa primeira volta, consegui ultrapassar cerca de 8 carros no arranque e rodar em alguns momentos junto de pilotos da classe PRO, o que também me deixa muito contente. É um grande resultado para terminar a época.”
Já para este domingo, 29 de outubro, estava reservado a derradeiro desafio da época, que assinalava o cair do pano sobre a temporada de 2023 da Cars & Vibes Cup, a corrida 2. Uma ronda disputada sob a forte chuva que se fez sentir no traçado algarvio e que elevou os níveis de dificuldade para pilotos e equipas. Uma corrida intensa ao cronómetro, na qual Nuno Dias, no Honda Civic Type-R nº 170, e Eduardo Leitão, no Honda Civic Type-R nº 151, acabariam por alternar na liderança durante a contenda, com Nuno Dias a ascender ao comando de forma definitiva no decorrer da última volta, afirmando no final: “Após um bom arranque cheguei a primeiro, mas acabaria por ser superado pelo Eduardo Leitão e pelo Estevão Oliveira. No entanto, na sequência da luta entre ambos, acabei por me conseguir aproximar e na última volta chegar a primeiro e vencer, o que me deixa muito satisfeito.” O terceiro lugar ficaria nas mãos de Estevão Oliveira, no Honda Civic Type-R nº 155.
Na quarta posição, e com sabor a triunfo, terminaria Filipe Ferreira, piloto que ao volante do Honda Civic Type-R nº 150 encerrou a época com a conquista do título da classe PRO na Cars & Vibes Cup 2023. Um resultado num ano em que assinou 4 vitórias e terminou em 9 ocasiões no pódio: “O objetivo era encarar a época sem pressão e tentar lutar sempre pela vitória em todas as corridas. Consegui estar sempre rápido, numa classe muito competitiva, com pilotos bastante experientes como o Eduardo Leitão e o Raul Delgado, que estabeleceram um nível que me fez crescer e aprender. Estou muito feliz por ter terminado a época com a conquista do título na PRO, algo que supera completamente as expectativas que tinha no início do ano.”
Já na classe AM, o triunfo na corrida 2 viria a ser carimbado pelo Honda Civic Type-R nº 157 de Joel Reis, que destacou: “Esta corrida foi uma aventura. Foi a minha primeira corrida verdadeiramente à chuva, consegui adaptar-me e o carro esteve sempre bem. Gostei bastante da experiência e é sempre bom vencer.”
Na segunda posição ficaria o Honda Civic Type-R nº 160 pilotado por Paulo Lopes Porto e partilhado com Miguel Porto, equipa que desta feita fechou o ano com a conquista do título da classe AM na Cars & Vibes Cup 2023. Uma temporada que Paulo Lopes Porto resumiu: “O balanço da época é positivo. O nosso objetivo inicial não era ganhar, mas sim participar e dar o nosso melhor. Viemos para o troféu com o intuito de nos divertirmos e de dar a oportunidade a um conjunto de pessoas que gostam de carros de competir. E isso foi cumprido. No global, a experiência foi bastante boa e apesar de não mudarmos a nossa abordagem, ficar em primeiro é naturalmente bom”. Uma corrida 2 em que Carlos Oliveira seria terceiro classificado, no Honda Civic Type-R nº 159, seguido de Carlos Barbosa, quarto classificado no Honda Civic Type-R nº 154.
A jornada de Portimão assinalou assim o fecho de época da Cars & Vibes Cup 2023. Uma temporada que Ricardo Leitão, gestor operacional da Motor Sponsor e responsável pela relação com Pilotos e Equipas, enaltece: “Termina agora uma época que demonstrou uma vez mais que a Cars & Vibes Cup é uma fórmula de sucesso. Um ano em que a competição teve 11 vencedores diferentes em corridas, que recebeu estreantes em todas as jornadas e em que a imprevisibilidade e o equilíbrio foram sempre o mote de cada evento. Ao mesmo tempo, proporcionámos um calendário com a presença em 3 fabulosos traçados, Vila Real, Portimão e Estoril, palcos de excelência para uma grande época ao cronómetro, em que os títulos foram decididos só na última jornada, o que demonstra a competitividade do troféu, disputado com um modelo que continua a apresentar um compromisso entre custo/benefício imbatível, o Honda Civic Type-R. Parabéns aos vencedores e muito obrigado a todos os pilotos e equipas pela presença e contributo, dentro e fora de pista, para a fantástica temporada da Cars & Vibes Cup 2023.”
Um ano depois de ter começado a competir nas pistas do European Le Mans Series Bernardo Pinheiro irá em 2024 competir na categoria LMP3 na mesma série que serve de ante-câmara para as 24 Horas de Le Mans. Segundo classificado na Ligier European Series em 2023 ao volante do Ligier JSP4 com as cores do Team Virage o portimonense irá em 2024 alinhar nas grelhas de partida da classe LMP3 ao volante do Ligier com as cores da equipa que integrou este ano, sendo mesmo o primeiro piloto a ser anunciado pela estrutura criada em 1998 e por onde passaram enquanto academia de preparação nomes sonantes como Sergio Perez, Vitaly Petrov ou Giedo Van der Garde.
A performance evidenciada ao longo do primeiro ano de competição, as suas capacidades técnicas e toda a evolução revelada atraíram as atenções de muitas equipas e naturalmente que perante todo o potencial revelado os responsáveis da formação com sede em Valência não tiveram dúvidas em convidar Bernardo Pinheiro para se juntar a eles em 2024 com o objectivo de lutar pela corôa na classe.
‘O Bernardo era o ‘benjamim’ da equipa e em poucos meses surpreendeu-nos a todos ao tornar-se num sólido candidato a vencer em todas as corridas. Foi isto que nos levou a decidir enfrentar este desafio em conjunto e competir a tempo inteiro no European Le Mans Series no seu segundo ano de competição. É um desafio grande mas muito inspirador.’ Afirma Philippe Gautheron, o director técnico da equipa e fundador da mesma que conta já com diversos títulos no seu palmarés e que tem no piloto do Autódromo Internacional do Algarve a sua primeira contratação face a 2024.
Para Bernardo Pinheiro…‘Subir ao European Le Mans Series é um passo grande mas estamos preparados para o fazer e vamos encarar o desafio com a mesma vontade e energia com que estivemos em pista em 2023, um ano que foi também de aprendizagem das pistas e de todo o ‘paddock’. A equipa é competitiva, tem muita experiência e vai com toda a certeza ajudar-me nesta estreia no European Le Mans Series e nas corridas com quatro horas de duração.’
Logo após o final da temporada Pinheiro esteve ao volante do seu novo carro durante o Rookie Test promovido pela organização do campeonato e onde voltou a sentar-se ao volante do chassis Ligier equipado com o motor Nissan V8 com 455 cavalos que é comum a todos os carros que alinham na categoria na European Le Mans Series.
‘O Rookie Test foi positivo, para mim não foi uma novidade conduzir o LMP3 pois já tinha realizado uma corrida com esse carro em Navarra ao longo do ano, mas foi bom voltar a ter essas sensações, muito diferente do Ligier JSP4 com que competi em 2023. Foram dois dias onde acima de tu procurei melhorar a minha condução e ‘encaixar’ o mais possível todas as diferenças face ao JSP4, utilizámos sempre pneus usados porque o que queríamos mesmo era fazer o maior número de quilómetros possível.’
O piloto algarvio – que ainda não tem colegas de equipa definidos – irá competir em 2024 em seis provas distintas, entre elas o final de época no Autódromo Internacional do Algarve, provas às quais se junta o prólogo a realizar antes da ronda inaugural na Catalunha. Novidade no calendário será a penúltima prova do ano no circuito de Mugello, uma estreia no alinhamento da European Le Mans Series.
Calendário 2024 8 e 9 de Abril: Prólogo Barcelona (Espanha) 14 de Abril: 4 Horas de Barcelona (Espanha) 5 de Maio: 4 Horas de Le Castellet (França) 7 de Julho: 4 Horas de Imola (Itália) 25 de Agosto: 4 Horas de Spa-Francorchamps (Bélgica) 29 de Setembro: 4 Horas de Mugello (Itália) 19 de Outubro: 4 Horas de Portimão (Portugal)
A época de estreia do jovem piloto Rodrigo Seabra na Fórmula Aquila 1000 não poderia ter terminado de melhor forma. O piloto de somente 12 anos consegue o título de Vice-Campeão Rookie num campeonato exigente e que colocou à prova todas as suas capacidades de adaptação e de se bater com pilotos mais experientes.
Ao Top 2 conseguido soma o sexto lugar no Campeonato Júnior e a certeza de que ser o mais jovem do pelotão não diminuiu as suas capacidades: “Estou muito contente com o desfecho final. Foi um ano exigente: a adaptação aos formulas depois de anos no karting, a circuitos que desconhecia por completo e a uma realidade muito diferente do que estava habituado. Ser o mais novo em pista no início levou-me a ter algumas cautelas, mas desde cedo percebi que não me podia deixar intimidar. E fui trilhando o meu caminho, a fazer a minha aprendizagem e os resultados começaram a surgir. E a partir daí foi sempre em crescendo até chegar aqui. Estou muito feliz e grato a todos aqueles que tornaram esta participação possível”, começou por referir.
Concluída que está a época e a somar resultados ao seu palmarés, chega agora a altura de avaliar o que ficou para trás e procurar as melhores soluções para o futuro: “Tenho cada vez mais a certeza que é isto que gosto e quero fazer no futuro”, concluiu Rodrigo Seabra que vai agora centrar-se nos estudos antes de voltar de novo à competição.
Beatriz Correia estreou-se no Circuito de Jerez em provas de velocidade em circuito, fazendo equipa com o seu pai, José Correia, aos comandos de um Cupra TCR, ao passo que a sua irmã, Gabriela Correia, correu a solo no Mercedes AMG GT4 da JC Group Racing Team inscrito na GT4 Bronze.
A jovem, de apenas dezasseis anos, evoluiu com segurança ao longo dos três dias do evento, subindo por duas vezes ao pódio da divisão TCR. A piloto de Braga teve na sua passagem por Jerez um enorme desafio, uma vez que as condições climatéricas, com chuva e muito vento, sobretudo na segunda corrida, não ajudaram em nada a sua adaptação.
Ainda assim, Beatriz Correia mostrou-se muito agradada com a forma como tudo correu: “foi a primeira vez que corri em pista, mas o traçado foi fácil de decorar, muito embora, quem tenha mais experiência tenha vantagem, uma vez que é muito técnico. Gostei do circuito e, mesmo sendo a minha primeira prova, correu bem”.
Terminar a temporada do Iberian Supercars Endurance no Autódromo do Estoril com ambos os carros, é uma possibilidade para a JC Group Racing Team.
Manuel Gião foi um dos grandes protagonistas do fim-de-semana do Circuito de Jerez, onde se realizou a terceira ronda do Iberian Supercars Endurance, conquistando dois excelentes segundos lugares.
O piloto da RACAR Motorsport tinha para a segunda visita a Espanha da competição um novo colega de equipa, havendo, portanto, grande expectativa quanto aos resultados que a nova dupla do Mercedes AMG GT4 branco poderia alcançar na pista andaluz.
As qualificações correram bem a Manuel Gião e a Roberto Faria, tendo ambos estado na luta pela pole-position, acabando no terceiro posto da grelha de partida para as duas corridas do evento, o que abria a possibilidade de duas subidas ao pódio.
Na primeira prova, o piloto de Vila de Rei perdeu uma posição no arranque, mas rapidamente começou a ganhar posições, ascendendo a segundo na quinta volta para passar a ganhar tempos aos líderes. Roberto Faria prosseguiu a recuperação face ao primeiro classificado, mas a chuvada que caiu na ponta final da prova acabou por deixá-lo fora do seu alcance, garantindo ainda assim um excelente segundo lugar para a dupla da RACAR Motorsport.
A segunda corrida foi disputada com muita chuva e o piloto brasileiro manteve a sua posição, mas perdeu muito tempo na traseira do segundo classificado, o que permitiu aos líderes fugir, que garantiram uma vantagem de cerca de cinco segundos. Quando ascendeu ao segundo posto, Roberto Faria começou a recuperar face aos comandantes, entrando nas boxes no escape do primeiro classificado. Manuel Gião continuou ao ataque, mostrando-se mais rápido que o seu oponente. A ultrapassagem mostrou-se mais difícil de concretizar, terminado a corrida no segundo posto a um segundo e meio dos vencedores, apesar de ter um handicap dois segundos superior à equipa vencedora.
Após o fim-de-semana, o piloto da RACAR Motorsport mostrou-se satisfeito com os resultados conquistados. “Estivemos sempre na luta pelos primeiros lugares, desde as qualificações até às corridas e tínhamos até ritmo para vencer qualquer umas das provas. O Roberto, que se estreava em corridas de GT, foi muito rápido e a equipa esteve muito competente ao longo de todo o fim-de-semana. Em conjunto, foi o nosso melhor evento da temporada”, afirmou Manuel Gião.
Com a ronda de Jerez concluída, o piloto de Vila de Rei está agora no terceiro posto do Campeonato de Pilotos GT4 Pro, podendo ainda se sagrar Campeão, ainda que seja uma possibilidade muito remota. O piloto da RACAR Motorsport sublinha que a prova andaluz evidencia a evolução de toda a estrutura e está optimista para as provas finais de temporada. “Tivemos um início de temporada difícil e a chegada do Roberto é um claro passo em frente para toda a equipa. Será muito complicado revalidar o título, mas estou confiante de que voltaremos a ser competitivos no Estoril e o nosso objetivo é terminar a temporada com dois triunfos”, concluiu Manuel Gião.
A ronda do Autódromo do Estoril, que terminará a temporada do Iberian Supercars Endurance e do Campeonato de Portugal de Velocidade, será realizado entre os dias 24 e 26 de Novembro.
O Kartódromo Internacional do Algarve está no centro das atenções do mundo do karting. Palco das finais mundiais IAME o circuito junto ao Autódromo Internacional do Algarve acolhe durante toda a semana mais quase 400 pilotos de todo o globo para aquela que é a grande festa final promovida pelo reconhecido construtor italiano de motores para karting, a IAME.
Vindos dos quatros cantos do planeta e numa gigantesca comitiva de cerca de 4000 forasteiros que se instalaram em Portimão desde o passado fim-de-semana, as cerca de quatro dezenas de pilotos ocupam os 1530 metros de perímetro do traçado algarvio durante toda a semana, com as decisivas finais a realizarem-se no Sábado – 27 de Outubro – no culminar de uma semana de intensa actividade em pista com as diversas sessões de treinos – livres e cronometrados – e as diversas mangas de qualificação a realizar já a partir desta quarta-feira dia 25 de Outubro.
Em pista estarão quatro categorias distintas: X30 Mini com 112 pilotos inscritos; X30 Júnior com 97 presenças; X30 Sénior com 138 inscritos e X30 Master com 43 concorrentes a manifestarem o seu desejo em alinhar na competição, todos eles a prometeram empenho total e grandes momentos de competição num dos traçados mais desafiantes em solo europeu, reconhecido pelo seu equilíbrio entre zonas rápidas e lentas que apuram a pilotagem e exigem o máximo de pilotos e máquinas.
34 portugueses em pista
No imenso pelotão que enche por completo o ‘paddock’ do Kartódromo Internacional do Algarve as cores portuguesas serão defendidas por 34 pilotos divididos pelas quatro categorias em competição.
17 serão os defensores da ‘armada lusitana’ entre os pilotos da X30 Sénior, cabendo a defesa da honra portuguesa a Miguel Silva, Afonso Barata, Rafael Rajani, Martim Romão, Henrique Oliveira, João Dinis, Pedro Cachada, Diogo Castro, Santiago Ribeiro, Frederico Peters, Francisca Queiroz, Francisco Macedo, David Gonçalves, Filipe Rodrigues, Tomás Teixeira, Diogo Pinto e Max Radeck, este último a fazer mesmo a sua estreia na classe.
Entre os Júnior serão sete os pilotos a envergar orgulhosamente as cores de Portugal: Santiago Alves, Afonso Azevedo, Gabriela Teixeira, Martim Meneses, Tomás Gomes, Bernardo Pinto e Martim Marques. Na X30 Mini, Portugal conta igualmente com sete pilotos em competição: Jan Rodrigues, Vicente Capela, Guilherme Morgado, Afonso Lopes, Gustavo da Silva, Francisco Correia e Romeu Mello. Nos Master serão três os pilotos ‘da casa’, sendo a nção anfitriã representada por Pedro Paxiuta de Paiva, Rui Chagas e Tiago Gonçalves.
Apesar das dificuldades, Fábio Mota teve uma prestação muito positiva no Circuito de Jerez, onde se realizou a terceira etapa do Iberian Supercars Endurance em condições muito difíceis.
O piloto de Vila Nova de Gaia esperava estar competitivo na pista espanhola, uma vez que as características do seu traçado poderiam ser menos prejudiciais para o Ginetta G55 GT4, que não tem o potencial técnico para se bater com as máquinas mais recentes. Disputadas com a pista seca, as limitações do carro inglês ficaram evidentes nas qualificações com Bruno Pires, que realizou a primeira, e Fábio Mota, disputou a segunda, a conseguirem assegurar o décimo posto em ambas.
Porém, as corridas, realizadas no domingo, com a pista a ficar molhada devido à muita chuva que se abateu sob o sul de Espanha, as perspectivas melhoravam, uma vez que nestas condições as diferenças entre os carros ficam esbatidas.
Na primeira prova, com a chuva ameaçadora, mas a pista ainda a exigir slicks, Bruno Pires estava muito competitivo, tendo recuperado até sexto, mas na sétima volta sofreu um furo, caindo para décimo oitavo, o que atrasou definitivamente a equipa da Tockwith Motorsports. Durante o seu turno, Fábio Mota, a uma volta dos pilotos da frente, pouco podia fazer, tendo ainda que se haver com uma chuvada que dificultou a sua vida, cruzando a linha de meta em décimo sexto, sétimo da divisão GT4 Pro.
Na segunda prova da jornada, o gaiense realizou um ‘stint’ de grande nível com a pista alagada. O piloto da Tockwith Motorsports chegou a oitavo encostado ao sétimo classificado, sendo notoriamente mais rápido, mas sem o conseguir ultrapassar dado este ter uma velocidade de ponta substancialmente superior à alcançada pelo Ginetta G55 GT4 de Fábio Mota. Com uma boa paragem nas boxes e uma boa ponta final de Bruno Pires, a dupla do carro da Tockwith Motorsports cruzou a meta num excelente quinto posto da geral e da divisão GT4 Pro.
No final do fim-de-semana, Fábio Mota fazia um balanço positivo. “Este circuito era menos difícil para o nosso carro, mas ainda assim havia uma diferença grande para as máquinas mais recentes, como se pôde ver nas qualificações. Nas corridas, com a chuva, a diferença foi menor, mas não tivemos muita sorte na primeira, com um furo. Na segunda tudo correu melhor, com a chuva que se abateu sobre o circuito! No meu ‘stint’ estava muito forte e estava mais rápido que o Mercedes AMG do Gillermo Aso, mas a maior potência deste impediu-me de o ultrapassar. O quinto posto é um excelente resultado e, provavelmente, o máximo a que podemos aspirar com o Ginetta, tendo em vista as suas limitações técnicas”, sublinhou o piloto de Vila Nova de Gaia.
Fábio Mota aponta o bom trabalho realizado por toda a equipa, o que foi determinante para o bom resultado na segunda corrida. “O nível competitivo do campeonato, entre os primeiros, é muito elevado e tudo tem de estar perfeito para podermos conquistar um bom resultado. Na primeira corrida tivemos o azar do furo, mas na segunda penso que todos nós operámos num nível muito elevado, mas em circunstâncias normais, o pódio está fora do nosso alcance, dada a diferença de competitividade entre o nosso carro e os mais recentes. A chuva diminui um pouco a diferença, mas não a anulou. Vamos continuar a dar o nosso melhor e a trabalhar para podermos aproveitar qualquer oportunidade que possa surgir”, concluiu o gaiense.