Categoria: Velocidade

  • Daniel Teixeira: “o balanço é naturalmente positivo, alcançámos todos os objetivos”

    Daniel Teixeira: “o balanço é naturalmente positivo, alcançámos todos os objetivos”

    Daniel Teixeira era um candidato aos títulos de Turismo esta temporada, mas num ano difícil, enfrentar uma consistente oposição oriunda de Espanha deu um sabor muito especial aos ceptros que conquistou.

    Depois de em 2022 ter conquistado o título de TCR do Iberian Supercars Endurance e de ter perdido o do Campeonato de Portugal de Velocidade na última prova, o piloto da JT59 Racing Team estava determinado em fazer o pleno este ano.
     
    Daniel Teixeira já mostrou ser um dos valores seguros do panorama ibérico de Velocidade, assinando performances notáveis que, por vezes, o deixam em situação de lutar com carros de divisões de prestações mais elevadas.

    No entanto, o piloto com origens transmontanas alinha com uma estrutura sem os meios de equipas maiores, o que, não deixando de ser um desafio, evidencia que mesmo formações de menores dimensões, podem vencer no Iberian Supercars Endurance e no Campeonato de Portugal de Velocidade. “O maior desafio para mim passa sempre por tentar ‘com menos fazer mais’, isto é, com uma estrutura quase familiar, lutar contra equipas altamente profissionais e com carros bastante mais recentes do que o meu”, sublinha Daniel Teixeira.

    Em larga medida, o grande opositor do piloto da JT59 Racing Team foi a fiabilidade do seu Cupra TCR, o que se traduziu em alguns abandonos que custaram pontos valiosos nas contas dos campeonatos em liça. Apesar dos seus excelentes resultados sempre que conseguia ver a bandeira de xadrez, um oponente inesperado, mas muito consistente, começava a emergir, levando a decisão dos títulos para o último evento da temporada, a Estoril Season Finale by NAPA, voltando a pairar sobre a equipa dirigida por Joaquim Teixeira, o pai de Daniel, as frustrações de 2022, quando o título do Campeonato de Portugal de Velocidade TCR lhe fugiu no último instante.

    “Entendo que o maior adversário é sempre aquele que mais perto fica em termos de contas do campeonato, daí que este ano tenham sido o Borja (Hormigos) e o Héctor (Hernández). Foram sempre muito consistentes ao longo da época, o que levou a decisão dos títulos dos Turismos até à última ronda”, afirmou Daniel Teixeira.

    A grande força do duo espanhol, aos comandos de um BMW M240i Racing da Autoworks Motorsport, era precisamente a consistência, uma das pechas de Daniel Teixeira devido a questões técnicas no seu Cupra TCR. No entanto, no fim-de-semana do Estoril, onde todas as decisões foram tomadas, o carro espanhol não deixou o mal o transmontano, conquistando os ceptros de Turismo do Iberian Supercars Endurance e do Campeonato de Portugal de Velocidade, assim como os títulos da divisão TCR de ambos os certames.

    Foi uma época em pleno e isso já seria um motivo para tornar 2023 num ano especial para Daniel Teixeira, mas o sentimento acabou por ser mais forte, dado o seu pai, Joaquim Teixeira, ter passado por alguns problemas de saúde que condicionaram as suas funções no seio da equipa que comanda.

    “É sempre um motivo de orgulho e satisfação para todos na JT59 Racing Team, trabalhámos muito ao longo de toda uma época, sobretudo o meu pai que é o grande responsável por tudo isto, mesmo num ano complicado como este de 2023, tudo fez para que os nossos objectivos fossem atingidos”, sublinhou o campeão de turismo em título, que acrescenta: “o balanço é naturalmente positivo, alcançámos todos os objectivos aos quais nos propusemos, e vencemos 6 das 7 corridas que terminámos, entre os Turismos, pelo que fazer melhor seria difícil”.

    Sem dúvida alguma que Daniel Teixeira é um homem orgulhoso com os títulos alcançados este ano em circunstâncias, por vezes, muito complicadas mesmo a nível pessoal, mas o sentimento de conquista e de dever cumprido não o impede de olhar já para a próxima temporada. Depois de ter enriquecido o seu palmarés com os títulos deste ano, o objectivo para a próxima temporada de Daniel Teixeira é bastante claro: “gostaria de estar novamente presente em 2024, para defender os títulos que conquistámos. Acredito no trabalho que está a ser feito neste campeonato pelos seus promotores/organizadores, e os resultados estão à vista, com grelhas fantásticas quer em termos de quantidade, mas mais importante ainda, em termos de qualidade”.

    E para poder materializar uma campanha de defeso dos títulos, o trabalho começa já. “Estamos a trabalhar para reunir os apoios necessários para me manter em atividade, e se isso acontecer, o meu desejo é voltar a ser competitivo como temos sido nos últimos anos”, concluiu Daniel Teixeira.

    A JT59 Racing Team pode não ter os recursos de outras estruturas mais bem financiadas, mas faz tudo o que está ao seu alcance para elevar o seu piloto nas lutas de um pelotão que se revela cada vez mais competitivo, respondendo Daniel Teixeira com prestações de grande nível, sendo uma evidência que as duas partes se apoiam simbioticamente uma na outra – um claro caso em que soma das partes é maior que o todo.

  • Dois Alpine A424 e o alinhamento completo de pilotos em Portimão

    Dois Alpine A424 e o alinhamento completo de pilotos em Portimão

    A Alpine Endurance Team deslocou-se esta semana a Portimão para a última sessão de testes do ano antes de iniciar a época Hypercar 2024. Esta foi a primeira sessão de testes com dois Alpine A424 e os seis pilotos oficiais recentemente anunciados.

    No total: dois dias de corrida dedicados ao desenvolvimento com mais de 3.000 km percorridos (1.443 km para o carro #35 e 1.562 km para o #36), sem problemas técnicos suficientemente significativos para atrasar a conclusão do programa de trabalho.

    Pela primeira vez, a presença dos seis pilotos do alinhamento de 2024 permitiu às equipas técnicas trabalharem no cockpit, nos processos de reabastecimento, nas mudanças de piloto, nas boxes e nos procedimentos de garagem.

    Os dois dias de testes foram uma excelente oportunidade para desenvolver o pacote aerodinâmico homologado, alternando entre trajectos curtos e longos, com cada piloto. O objetivo foi melhorar as configurações do carro e do motor, mas também a interação dos vários sistemas, bem como a gestão da energia e do combustível.

    Para além disso, a sessão permitiu, também, continuar a trabalhar na gestão dos pneus e avaliar os diferentes compostos propostos pela Michelin.

  • Álvaro Ramos e Fernando Soares: dupla improvável que chegou aos títulos

    Álvaro Ramos e Fernando Soares: dupla improvável que chegou aos títulos

    Álvaro Ramos e Fernando Soares têm backgrounds bastante diferentes, mas a sua reunião aos comandos do Aston Martin Vantage AMR GT4 operado pela Araújo Competição traduziu-se numa temporada impressionante que culminou na conquista de títulos.

    Ao longo da época, o duo do ‘carro do James Bond’ conquistou no Iberian Supercars Endurance seis triunfos na categoria GTC e sete na divisão GTX, tendo celebrado no Autódromo do Estoril tanto o ceptro da categoria como da divisão.
     
    No Campeonato de Portugal de Velocidade, os títulos ficaram na posse de Álvaro Ramos, uma vez que Fernando Soares não tomou parte na ronda de Vila Real. Nesta competição a dupla conquistou três triunfos na categoria GTC e cinco na GTX, somando-se ainda as duas vitórias de Álvaro Ramos no evento transmontano. Os dois pilotos formaram uma dupla formidável que se revelou quase imbatível em pista perante uma concorrência que foi crescendo e ficando mais forte ao longo do ano.

    No entanto, o percurso de ambos até se encontrarem aos comandos do espectacular Aston Martin Vantage AMR GT4 operado pela Araújo Competição foi bastante distinto. “A motivação para entrar nas corridas de automóveis começou logo em pequeno com uma grande paixão por automóveis. Em 1990 tive a possibilidade de participar no Campeonato de Nacional de Ralis de Iniciados com o meu amigo Nuno Rodrigues da Silva num MG Metro. A partir daí nunca mais parei, mas nos últimos anos centrei a minha actividade nos clássicos”, apontou Fernando Soares.

    Por seu lado, Álvaro Ramos teve um percurso completamente diferente. Tal como o seu colega de equipa, a paixão pela velocidade e pelo automóvel estava bem presente em si, mas a forma como chegou à competição foi distinta, mas que começa a ser comum entre os ‘Gentlemen Drivers’. “Em 2017 comecei a fazer uns ‘track-days’ com os meus carros desportivos. Num desses ‘track-days’ tive um grave acidente no Autódromo do Estoril, destruindo um Ferrari novo devido a uma falha no sistema de travagem. Compreendi, então, por experiência própria, que os desportivos não são ‘feitos’ para uma utilização mais intensiva em pista. Comprei então um carro de corrida para fazer ‘track-days’ e, mais tarde, fui evoluindo para a participação em corridas, depois da pandemia”, revelou Álvaro Ramos, sendo um exemplo para outros entusiastas de ‘track-days’, mostrando que é possível dar o salto para o desporto e vencer.

    O caminho distinto como chegaram ao mundo do automobilismo não foi um impedimento numa relação profícua, tendo a boa relação entre os dois sido um factor determinante para que o sucesso fosse alcançado ao longo da temporada. Álvaro Ramos, que o ano passado perdeu os títulos em liça no último evento da temporada, realizado no Autódromo do Estoril, admite que as qualidades de Fernando Soares foram preponderantes para o desfecho de 2023: “no ano passado fui Vice-Campeão. Para aspirar a vencer o campeonato de 2023 tinha que ter um novo parceiro ‘Gentleman Driver’ que fosse mais rápido do que eu, com ‘boa onda’ e com quem pudesse aprender. Para esta temporada comprei um Aston Martin, um carro mais competitivo, e a escolha do parceiro ficou naturalmente feita – só poderia ser o Fernando Soares. Foi perfeito a convivência. Estou-lhe muito agradecido”.

    Para Fernando Soares fazer equipa com Álvaro Ramos foi um prazer, sublinhando as capacidades do seu colega, que permitiram criar uma dupla coesa e rápida, construindo assim as qualidades necessárias para que os títulos fossem uma realidade: “gostei muito de fazer equipa com o Álvaro e penso que formámos uma equipa competitiva e regular, o que foi determinante para conquistar os títulos”.

    A dupla mostrou-se forte e consistente ao longo da temporada, vencendo a maior parte das corridas em que participou. No entanto, surgiram alguns desafios pelo caminho que foram sendo superados. “O maior desafio da temporada foi, sem dúvida, acabar uma corrida à chuva com pneus slicks, em Jerez de la Frontera, foi, inegavelmente, um momento complicado, um grande desafio, que conseguir superar com uma vitória na GTX e o segundo posto na GTC”, afirmou Álvaro Ramos.

    Fernando Soares, por seu lado, estava à espera de dificuldades na luta pelo título da categoria, mas com o andar do campeonato, percebeu que a dupla que formava com Álvaro Ramos, potenciada pelo Aston Martin Vantage AMR GT4 preparado pela Araújo Competição, poderia ser um ‘player’ na luta pelo ceptro. “Inicialmente, conseguirmos triunfar na nossa divisão, GTX, parecia ser um desafio enorme. Mas, com o esforço de toda a equipa, apoiados num carro muito competitivo, começámos a sonhar em vencer também a categoria GTC, o que conseguimos”, afirmou. Álvaro Ramos tinha passado em 2022 pela frustração de perder o título na última prova, o que deu um sabor especial à conquista dos títulos deste ano – da categoria GTC e da divisão GTX tanto no Iberian Supercars Endurance como no Campeonato de Portugal de Velocidade – apontando o esforço de toda a equipa como um ingrediente fundamental para alcançar os objectivos: “sou muito competitivo, logo para o meu ego foi muito bom. E é a prova que, com trabalho e a ajuda das pessoas certas, conseguimos ultrapassar metas que inicialmente pensamos não ser possível alcançar”.

    Por seu turno, Fernando Soares admite que acrescentar os ceptros de Iberian Supercars Endurance, na categoria GTC e divisão GTX, teve um sabor especial por ter sido obtido aos comandos de um Aston Martin: “foi fantástico, principalmente porque já tinha títulos nos clássicos, e ganhar com a marca que eu mais gosto foi bastante importante”.

    O sucesso desta dupla, com caminhos completamente distintos até que todas as condições estivessem reunidas para poderem conquistar os títulos das competições mais importantes de Península Ibérica e de Portugal, demonstra que, com os ingredientes certos, pilotos oriundos das corridas de clássicos e ‘condutores de track-days’ podem dar um salto bem-sucedido, criando o sonho em muitos ‘colegas’ seus que ambicionam competir no Iberian Supercars e Campeonato de Portugal de Velocidade.

  • Pompeu Simões ganha as duas corridas de Jerez de La Frontera e conquista o título na Carbon Neutral Cup

    Pompeu Simões ganha as duas corridas de Jerez de La Frontera e conquista o título na Carbon Neutral Cup

    Pompeu Simões ficará na história como o primeiro campeão da Carbon Neutral Cup, organizada pela CRM Motorsport.

    Depois dos resultados apurados no Autódromo do Estoril, Pompeu Simões ficou a apenas três pontos da liderança da Carbon Neutral Cup. Abriam-se, assim, oportunidades para que o piloto de Braga pudesse lutar pela vitória nesta primeira edição da competição organizada pela CRM Motorsport.

    Pompeu Simões preparou-se física e mentalmente para este derradeiro embate ciente da dificuldade que tinha pela frente, mas igualmente crente na possibilidade de ser campeão. Contas feitas, precisava de terminar na frente dos seus adversários ou, mais simplesmente, ganhar as duas corridas.

    As duas sessões de qualificação não correram da melhor forma, mas os dois terceiros lugares funcionaram como motivação extra. E a verdade é que nas corridas, Pompeu Simões adaptou-se, perfeitamente, ao traçado de Jerez e contando com um Kia Ceed espetacularmente preparado e afinado pela Speedy Motorsport, cumpriu a sua missão.

    Venceu as duas corridas do programa da Carbon Neutral Cup e sagrou-se, com toda a justiça, vencedor da competição, gravando a letras de ouro o seu nome no historial deste troféu que, infelizmente, não terá segunda edição. Assim sendo, Pompeu Simões ficará na história da Carbon Neutral Cup como único vencedor da competição organizada pela CRM Motorsport.

     “Naturalmente muito feliz com este resultado apurado, aqui, em Jerez. Lembrar que tenho apenas quatro anos de competição automóvel e volvido esse tempo estou a celebrar um título de campeão! Foi uma temporada dura que começou bem, mas tive de me prepara física e mentalmente para este último embate, depois dos resultados do Estoril. É verdade que estava atrás dos meus adversários, mas sabia que era possível e vim para Jerez com a firme disposição de vencer. Era essa a minha determinação e, felizmente, correu tudo da melhor maneira e estou muito feliz por poder colocar o troféu de campeão na vitrine de troféus lá de casa. Neste momento feliz não posso deixar de agradecer à minha família que sempre esteve do meu lado e acreditou, comigo, que era possível ganhar. Depois, agradecer a todos os meus patrocinadores que tornaram possível esta conquista. Muito obrigado a todos. Finalmente, uma palavra de apreço para a organização da Carbon Neutral Cup e um muito obrigado à Speedy Motorsport pelo excelente trabalho feito ao longo do ano.”

  • Pompeu Simões vai lutar pelo título da Carbon Neutral Cup em Jerez

    Pompeu Simões vai lutar pelo título da Carbon Neutral Cup em Jerez

    Última jornada da Carbon Neutral Cup realiza-se no Circuito de Jerez de la Frontera que será o palco para a decisão da vitória final na competição da CRM Motorsport. Pompeu Simões estará presente ao volante do Kia Ceed GT preparado pela Speedy Motorsport. O piloto de Braga tem como objetivo continuar senda vitoriosa do Estoril e lutar pela vitória na Carbon Neutral Cup.

    O piloto bracarense está entusiasmado com a possibilidade de lutar pelo título da competição organizada pela CRM Motorsport, depois dos resultados apurados na penúltima jornada da competição disputada no Autódromo do Estoril.

    Recordamos que Pompeu Simões rubricou dois pódios que se traduziram numa vitória e num segundo lugar. Contas feitas às pontuações do fim de semana do Estoril, Pompeu Simões tem uma curta desvantagem de somente três pontos para a liderança da Carbon Neutral Cup.

    Atentos à subida de forma do piloto, já vencedor de duas corridas esta temporada, e à regularidade exibida nos treinos e nas corridas, é perfeitamente realista pensar na luta pelo título. Para isso, Pompeu Simões preparou-se afincadamente no período que mediou entre o fim de semana do Estoril e o de Jerez.

    A confiança está em alta e confiado no excelente nível de preparação do Kia Ceed da Speedy Motorsport: “É verdade que as conjugações de resultados do Estoril deram-me mais confiança e ainda maior motivação para procurar o título da Carbon Neutral Cup. Porém, é um entusiasmo contido e sempre dentro daquilo que deve ser o respeito pelos nossos adversários. Vamos tentar fazer o nosso melhor, confiando, sempre, na excelência da Speedy Motorsport para me colocar nas mãos um carro competitivo. E sim, vamos lutar pelas vitórias e por este título, contando com a ajuda dos meus patrocinadores, essenciais para estar nesta posição, e da família e amigos.”

    Recordamos que as corridas da Carbon Neutral Cup são transmitidas em direto no canal de YouTube da CRM Motorsport.

  • Grelha recorde nas 24H C1 Portimão

    Grelha recorde nas 24H C1 Portimão

    A maior prova de sempre da C1 Eurocup está a chegar. Dias 9 e 10 de dezembro, o troféu promovido e organizado pela Motor Sponsor, que reúne em pista os irreverentes e emocionantes C1, apresenta a maior grelha de uma prova nacional esta época e o melhor plantel da sua história, com 54 viaturas e 254 pilotos presentes na jornada de encerramento da temporada de 2023, disputada no Autódromo Internacional do Algarve.                             

    Um fim de semana que se assume como um verdadeiro ‘duelo das nações’, com 9 países representados: Portugal, Alemanha, Bélgica, Dinamarca, França, Moçambique, Países Baixos, Reino Unido e Suíça. Em números, 36 estruturas portuguesas e 18 internacionais vão lutar pelo triunfo nas classes PRO (20), AM (12), GEN1 (11), UK (8) e BE (3).

    Uma edição que conta com um total de 15 equipas em estreia absoluta na C1 Eurocup. Entre a comitiva internacional, o principal destaque vai para o Reino Unido, que apresenta 8 novas formações: JWBird Motorsport (3), McMillan Motorsport (2), BPC Motorsports (1), Pro Alloys Racing (1) e Haz Bin Racing (1). Também a Dinamarca surge no rol de novidades com a BM Sport DK (2).

    Entre o plantel luso, são 5 as equipas a militar pela primeira vez no troféu: Silva Motorsport Team, Motofil, Just4Fun e duas formações coordenadas por António Félix da Costa, a AFC Revival e a AFC StartUP, piloto que se apresenta pela primeira vez na C1 Eurocup, juntamente com família e amigos: “Vai ser um fim de semana a fazer o que mais gosto: corridas. E, desta vez, num ambiente mais relaxado, em que posso juntar amigos e família nos carros. Poder vê-los a sentir a adrenalina de uma corrida de 24H vai ser espetacular. Vamos divertir-nos. Quero agradecer à Motor Sponsor e ao João Batista pela ajuda a preparar esta prova.”

    Ao cronómetro, as 24H C1 Portimão assumem contornos de decisão, com os títulos da temporada em jogo, num evento em que as pontuações valem 1,5x. Na PRO, a luta pelo triunfo na classe envolve 9 estruturas, embora nem todas dependam exclusivamente de si. A liderança na classe é partilhada entre a Central Mensageiro e a T3 Racing, que se encontram em igualdade pontual, seguidas da WallUp WoodLab, que dista apenas 2 pontos. Uma discussão pelo título que conta com a Tzi Designs Racing Team, Monteiros Competições, Lumio Studios e Torres Racing Team, a par da Qualytent/Gianfranco Motorsport e Mastermuv.

    Um equilíbrio igualmente vivido na AM, com 6 formações com hipóteses matemáticas de chegarem ao título na classe. O favoritismo é assumido pela OF Motorsport, que partilha a liderança com a Slow Motion, seguida da Gianfranco Motorsport e B. Primus – Motorsport. Uma discussão na luta pela vitória da classe que inclui a G’s Competizione, Famaconcret Racing Team e ST Car. Na GEN1, o título será disputado a 3, entre a líder Termolan, a By Dias e a 888 Motorsport.

    A ação tem início na manhã de sábado, 9 de dezembro, com pilotos e equipas a terem oportunidade de realizar 2 sessões extra de treinos privados, num total de 2H de tempo de pista. Segue-se o primeiro contacto oficial ao cronómetro, com 30M de treinos cronometrados, que antecedem a muito aguardada jornada de 24H, com início agendado para a tarde do mesmo dia.

  • Toyota regressa às pistas pelas mãos da Speedy Motorsport

    Toyota regressa às pistas pelas mãos da Speedy Motorsport

    A maior prova de que o Iberian Supercars Endurance e o Campeonato de Portugal de Velocidade estão a surfar uma onda de sucesso é o facto de continuarem a surgir novos carros. Para além do Porsche que a Speedy Motorsport estreou no Autódromo do Estoril, pelas mãos de Bruno Pires, a equipa nortenha terá uma nova máquina em 2024 – um Toyota GR Supra GT4 EVO.

    A máquina japonesa foi lançada no final do ano passado e estreada em pista em 2023, tendo rapidamente demonstrado a sua competitividade, ao vencer o título da GT4 France na classe Silver, para além de conquistar dois triunfos nas GT4 European Series, também na Silver. O carro com o motor de seis cilindros em linha biturbo e uma silhueta bem distinta poderá ser um dos grandes contendores durante a próxima temporada.

    Com a presença do Toyota nas provas do Iberian Supercars e Campeonato de Portugal de Velocidade, ficarão a estar representadas sete das doze marcas com carros de acordo com o regulamento GT4, ficando apenas a faltar a Alpine, a Chevrolet, a Ford, a Lotus e a Nissan.

  • Jorge Rodrigues Patrick Cunha recordam o ano do título

    Jorge Rodrigues Patrick Cunha recordam o ano do título

    Jorge Rodrigues e Patrick Cunha protagonizaram este ano uma temporada de elevado nível no Iberian Supercars Endurance e no Campeonato de Portugal de Velocidade, tornando-se Campeões da GT4 Bronze em ambas as competições.

    A dupla de Braga apostou tanto na competição de dimensão ibérica como na portuguesa com o intuito de conquistar os respectivos ceptros da divisão, partilhando um sofisticado Audi R8 LMS GT4 preparado pela competente Veloso Motorsport.

    Ao longo de uma temporada de cinco eventos que visitaram os principais circuitos da Península Ibérica e de Portugal, Jorge Rodrigues e Patrick Cunha evidenciaram uma competitividade impressionante, conquistando sete triunfos em dez corridas perante uma oposição forte e aguerrida. Um dos muitos pontos altos do duo foi a sua vitória à geral na ronda da 52ª edição do Circuito Internacional de Vila Real. Jorge Rodrigues e Patrick Cunha realizaram uma prova impressionante, batendo toda a concorrência que, tal como se verificou ao longo de todo o ano, era forte e numerosa

    Também o evento final, que se realizou no Autódromo do Estoril no final de Novembro, a dupla que defendeu as cores da Veloso Motorsport viveu emoções fortes. Com um ritmo elevadíssimo, capaz de se baterem pelos triunfos à geral, tanto Jorge Rodrigues como Patrick Cunha assumiram uma abordagem pragmática, gerindo as duas corridas de modo a assegurar os pontos necessários para conquistar os ceptros de GT4 Bronze do Iberian Supercars Endurance e do Campeonato de Portugal de Velocidade.

    No final, a estratégia do duo do Audi R8 LMS GT4 dava frutos, conquistando ambos títulos e tornando-se Campeões de Portugal de Velocidade GT4 Bronze e do Iberian Supercars Endurance GT4 Bronze.

    Jorge Rodrigues sublinha a extraordinária época do duo, que se traduziu nas conquistas do título de velocidade mais importante de Portugal e da Península Ibérica: “Foi uma temporada longa e desafiante, com adversário muito fortes que nos obrigaram a dar o nosso melhor e a superar-nos. No final da época todo o nosso esforço foi recompensado e conquistámos os títulos. Para isso foi determinante a Veloso Motorsport, que trabalhou intensamente para nos dar um carro fiável e performante ao longo de todo ano, e claro os nossos patrocinadores que tornaram esta conquistas uma realidade”.

    Patrick Cunha aponta que foi uma temporada com algumas dificuldades, mas que foram superadas a caminho da conquista do Iberian Supercars Endurance e do Campeonato de Portugal de Velocidade . “Foi uma época muito desafiante não só porque os nossos adversários eram muito fortes, mas também porque o nosso carro apresentou algumas dificuldades que nos impediam de explorar todo o seu potencial. A Veloso Motorsport de tudo fez para resolver a questão e antes da prova de Vila Real encontrou uma solução para a questão. A partir daí fomos muito competitivos, andámos sempre na luta pelas melhores posições dos GT4, e entre os carros da GT4 Pro. Aquele triunfo em Vila Real, num circuito tão especial, foi um momento muito único. Foi um ano fantástico, com a conquista do título nacional, vinte anos depois do meu primeiro, e é uma honra para mim estar ao lado do Jorge neste momento, em que se sagra Campeão de Portugal pela primeira vez. Quero agradecer aos meus patrocinadores e a todos aqueles que me apoiaram ao longo de 2023”.

  • Filipe Albuquerque regressa ao European Le Mans Series com a United Autosports

    Filipe Albuquerque regressa ao European Le Mans Series com a United Autosports

    Filipe Albuquerque está de regresso ao European Le Mans Series em 2024 com a United Autosports. O piloto português que venceu o Campeonato em 2020 regressa em força, com o intuito de revalidar o título que tantas alegrias lhe trouxe.

    Filipe junta assim ao seu programa desportivo no Campeonato Norte Americano de Resistência (IMSA), o ELMS e mostra-se bastante satisfeito por isso: “Estou muito feliz por voltar ao European Le Mans Series com a United. Estou a tornar-me repetitivo porque há oito épocas consecutivas que estou com a equipa e isso mostra bem a força do nosso relacionamento profissional. É sempre um privilégio estar com uma equipa vencedora e que me proporcionou nos últimos anos o melhor que há nas corridas: vitórias e títulos”, começou por explicar.

    Participar no ELMS tem ainda um sabor mais especial porque vai permitir a Filipe Albuquerque voltar a competir em Portugal: “A última corrida da época realiza-se em Portimão e não há corridas melhores do que aquelas que fazemos perante o nosso público. Estou muito entusiasmado por voltar a um campeonato que conheço tão bem e focado em lutar pelo título”, rematou o piloto de Coimbra.

    O ELMS começa em Barcelona a 6 de Abril, passa depois por Spa-Francorchamps, Paul Ricard, Mugello e Imola. Finaliza a época a 19 de Outubro em Portimão.

  • Corrida emotiva dos 250 km do Estoril encerrou a temporada 

    Corrida emotiva dos 250 km do Estoril encerrou a temporada 

    Integrado no programa do Estoril Endurance Festival, disputou-se a prova que fecha a temporada do Iberian Historic Endurance, os 250 km do Estoril, assistindo-se a uma corrida plena de interesse em que os vencedores foram descobertos já perto da bandeira de xadrez.

    O dia competitivo do Historic Endurance no Autódromo do Estoril começou com a qualificação e, com a pista em condições difíceis, foi bastante disputada com diversas equipas a passarem pelo topo da tabela de tempos.

    No final, o Porsche 911 3.0 RS dividido por Carlos Brizido e João Pina Cardoso levaram a melhor sobre Pedro Bastos Rezende, ambos em carros semelhantes da classe H-1976, por apenas 0,268s. Apesar do asfalto se apresentar húmido, mas com tendência para secar, dificultando a tarefa dos pilotos, registou-se um enorme equilíbrio, ficando os quatro primeiros separados por uns inexpressivos 0,481s.

    Neste grupo ficou ainda o Porsche 911 2.8 RS de Paul Daniels e Markus Palttala e o ágil Lotus Elan 26R de Carlos Barbot e Diogo Matos, ficando estas duas equipas a dividir a segunda linha da grelha de partida.

    Foi por esta ordem que os quatro primeiros e o restante pelotão alinhou ao estilo clássico do arranque para as 24 Horas de Le Mans – pilotos de um lado da pista e carros do outro, estacionados em espinha pela ordem da qualificação – para a esperada prova dos 250 km do Estoril.

    Antes da partida simbólica, houve ainda tempo para a Fanfarra dos Bombeiros de São Pedro de Sintra descrever a longa grelha de partida ao som de instrumentos de precursão, marcando ritmo para uma prova que viria a ser emocionante e disputada, ao passo que a imponente a Taça da prova apoiada pela PowerSHIELD adornava a linha de meta.

    O primeiro líder do pelotão foi o Porsche de Carlos Brizido e João Pina Cardoso que arrancou bem da pole-position, ao passo que a oposição de Carlos Barbot e Diogo Matos se diluiu logo à quarta volta, com o abandono do sofisticado Lotus Elan 26R.

    Ao longo das duas horas de prova, foram diversos os líderes, tendo Hipólito Pires e Tiago Raposo Magalhães chegado a passar pelo comando após as paragens nas boxes. No entanto, duas penalizações acabaram por atrasar a dupla do Porsche 904/6 irremediavelmente, ganhando, ainda assim, a classe H-1965 frente ao Shelby Cobra Daytona de Brice Pineau e Olivier Muytjens, acabando P-A Forsvall em Lotus Elan no derradeiro lugar do pódio desta contenda.

    Foi então que Jesus Fuster e Jorge Lopez assumiram o comando da corrida, dando ideia de que poderiam manter-se lá até à bandeira de xadrez. As esperanças do duo do Porsche 911 3.0 RS esfumar-se-iam numa penalização por ter ultrapassado na zona de trabalho da via das boxes numa das vezes em que parou para realizar um ‘pit-stop’.

    A dupla espanhola do carro alemão cruzaria a linha de meta em terceiro da classe H-1976, acompanhando Pedro Bastos Rezende na subida ao pódio, tendo este sido o primeiro a cruzar a linha de meta com uma prestação que aliou a consistência e imaculada na gestão de boxes, o que lhe permitiu levantar a desejada e imponente Taça dos 250 km do Estoril.

    Com uma corrida limpa e sem cometerem erros, Paul Daniels e Markus Palttala, dois pilotos que passaram pelo Campeonato do Mundo de Endurance (WEC), viram a bandeira de xadrez no segundo posto, ficando classificados na mesma posição na classe H-1976.

    Paulo Lima, no seu majestoso Ford GT40, era também candidato a levantar a imponente e espectacular Taça do evento, mas algumas penalizações impediram-no de o fazer, vencendo, contudo, a classe GTP & SC, deixando para trás João Mira Gomes e Nuno Afoito, no seu Lotus 7 que venceu esta prova em 2014, e assinando a volta mais rápida da corrida.

    Pai e filho, Stéphane Rey e Mathias Rey, em Crossle 7S, ficaram no degrau mais baixo do pódio desta classe, muito embora a longa distância dos dois primeiros.

    Nos H-1971 também se viveu uma luta intensa pelo triunfo entre o Alfa Romeo GTAm de Pedro Gonçalves, Manuel Melo e João Sardinha e um carro da marca de Arese semelhante de Rafael Cerveira Pinto e Carlos Dias Pedro, acabando por ser esta dupla a levar a melhor ao se impondo aos seus adversários desta corrida.

    Vítor Costa, sem conseguir alcançar as rápidas máquinas italianas, levaria o seu Lotus Elan até ao degrau mais baixo do pódio desta classe, no seu primeiro pódio da temporada.

    Nuno Nunes em Porsche 911 SWB, foi o mais forte na classe Gentleman Driver Spirit (GDS), onde a Garagem João Gomes monopolizou as posições do pódio, sendo acompanhado na subida ao pódio por Michel Mora, num carro semelhante de Weissach, e pela dupla Piero dal Maso/José Carvalhosa. No entanto, até poucos minutos antes da corrida terminar era o piloto francês quem estava na primeira posição, mas um “drive through” colocou-o no segundo posto da classe. Na mais importante classificação da mais prestigiada competição de clássicos do sul da Europa, o Index de Performance, que oferece um fabuloso e exclusivo relógio Cuervos y Sobrinos, viveu-se uma enorme batalha, acabando por ser o Alfa Romeo Giulia Ti Super de Rui Bevilacqua, António Magalhães e Nuno Veiga por se impor perante o Lotus Elan do sueco P-A Forsvall e o BMW 1800 Ti SA de Alberto Velez-Grilo e Luís Sousa Ribeiro.