Categoria: Velocidade

  • José Carlos Pires e Francisco Abreu contam como foi o caminho do título do GT4

    José Carlos Pires e Francisco Abreu contam como foi o caminho do título do GT4

    Para José Carlos Pires, Francisco Abreu e a Speedy Motorsport, a participação no Iberian Supercars e Campeonato de Portugal de Velocidade em 2023 representava um salto para o desconhecido. Apesar de todos os desafios, o trio, assente num carro completamente novo e muito competitivo, conquistou os títulos que disputava.

    Este ano José Carlos Pires e Francisco Abreu abraçavam um novo repto para as respectivas carreiras, participando na mais importante competição da Península Ibérica.

    Os dois pilotos nunca tinham feito equipa e, para aumentar a incógnita para uma época que se adivinhava exigente, tinham ao seu dispor o novíssimo BMW M4 (G82) GT4, lançado para este ano pela marca de Munique, ao passo que a Speedy Motorsport, pela primeira vez, tomava parte no Iberian Supercars Endurance e no Campeonato de Portugal de Velocidade.

    José Carlos Pires aponta, precisamente, o tamanho da montanha que toda a equipa e pilotos tinham de escalar: “no início esperava uma temporada com desafios, competitiva, em que eu tinha de me habituar a um carro com mais de 1500kg de peso e mais de 400cv, algo em que nunca tinha competido de forma regular em toda a minha carreira. Esperava um leque de pilotos experiente a partilhar a pista connosco e nós não sabíamos como estaríamos a nível de competitividade global: pilotos, equipa e carro! Esperava também um piloto forte, como é o caso do Francisco, para meu colega de equipa”.

    Francisco Abreu afina pela mesmo diapasão do seu parceiro aos comandos da máquina bávara, muito embora sublinhe o facto de a Speedy Motorsport se estar a envolver no Iberian Supercars e no Campeonato de Portugal de Velocidade lhe dava garantias fortes.

    “Bom, no início esperava, desde logo, um campeonato competitivo com muitos carros e adversários à altura. Tudo era novo para mim. A Speedy Motorsport era uma equipa nova. Não conhecia o Zé Carlos nem o BMW M4 (G82) GT4, mas conheço o Pedro Salvador há muitos anos e sabia que se ele me contactasse seria para um projecto vencedor. Tenho acompanhado a Speedy Motorsport desde a sua nascença, portanto, quando aceitei o desafio, esperava um campeonato duro, mas com condições de lutar pela vitória. Senti que era um bom momento, aceitar este desafio na minha carreira”, sublinhou o piloto madeirense.

    Desde cedo que o duo do BMW M4 GT4 da Speedy Motorsport se mostrou competitivo, com duas pole-positions no primeiro fim-de-semana da temporada, que teve como palco o Autódromo Internacional do Algarve, mas isso não aconteceu sem contrariedades, algumas das quais inerentes à própria competição.

    “O pouco tempo em pista com o BMW para o colocar a 100% foi um desafio. Era um carro novo, do qual não tínhamos histórico, o que nos obrigou a aprender ao longo de toda a temporada… até à última corrida, no Estoril. No Estoril, fomos quase de certeza, e também devido ao BoP, um dos carros menos competitivos da grelha. O Estoril era a etapa do campeonato em que não se podia ‘deitar pontos fora’ e não podíamos falhar”, apontou José Carlos Pires.

    Francisco Abreu, muito embora admita que o BoP foi um factor na performance do carro da Speedy Motorsport e o ‘handicap’ para a segunda corrida um que não ajudou a equipa, prefere enaltecer como toda a estrutura foi ultrapassando todas as contrariedades durante uma temporada muito selectiva: “não foi fácil lutar contra o ‘handicap’ de dez segundos da segunda corrida e o equilíbrio do carro para cada tipo de pista. Acertar o equilíbrio do BMW, que contou com sucessivas penalizações de BoP ao longo do ano, foi um grande desafio, mas que ultrapassámos na perfeição, mesmo sem experiência com este carro. Estou muito feliz com os dados que acumulámos e com a eficácia com que fomos evoluindo ao encarar cada fim-de-semana. No final da temporada estávamos muito penalizados, ao nível da potência, do peso e da altura do carro”.

    O cenário para uma temporada disputada em que todos os pontos seriam determinantes estava montado, tendo os Campeões deste ano em Nuno Pires, o irmão de José Carlos, e Elias Niskanen, o campeão de 2022, os grandes adversários, num título que se decidiu apenas na última corrida da época.

    José Carlos Pires admite que as contingências das corridas acabaram por ser determinantes para o desfecho final: “o Nuno Pires e o Elias Niskanen foram sem dúvida os nossos grandes rivais, pela competitividade e regularidade que os dois mostraram desde o início, no Algarve. Nós, no Algarve, a primeira corrida do ano, que tínhamos um carro muito competitivo, perdemos valiosos pontos que nos fizeram sofrer na temporada toda (n.d.r.: não puderam alinhar na pole-position para a primeira corrida por terem apanhado os semáforos da via das boxes fechados e na segunda corrida sofreram um toque logo na primeira travagem). Por outro lado, a Lema Racing tinha um carro muito competitivo no Estoril, talvez o melhor de todos naquele fim de semana, e foi onde fizeram menos pontos (n.d.r.: sofreu um toque na segunda corrida quando liderava que os atirou para o abandono na segunda corrida)… Por vezes é assim!”

    Francisco Abreu concorda com o seu colega de equipa, apontando Nuno Pires e Elias Niskanen como adversários muito fortes, assentes numa estrutura que conhece bem o seu carro. “A Lema Racing é uma das melhores equipas da Europa. São uma equipa que já conta com muitas dezenas de milhares de quilómetros com o Mercedes AMG GT4 e sabíamos que não nos iam deixar uma tarefa fácil. Foram adversários à altura e na última prova, no Estoril, tínhamos alguma margem para defender e foi isso que fizemos. Conseguimos o objectivo de sermos Campeões de Portugal de Velocidade, outra vez, e vencer o Iberian Supercars Endurance”, frisou o madeirense.

    Estas duas duplas protagonizaram uma batalha pelo título ao longo de toda a época, o que criou um final de temporada, tendo o Autódromo do Estoril como palco, entusiasmante, tenso e com volte de faces dramáticos, um desfecho de antologia.

    A intensidade com que lidaram foi bem patente nos protagonistas, mas isso só dá ainda mais valor às conquistas do duo do BMW M4 (G82) GT4. “Eu gosto, quase sempre, mais da viagem do que somente do destino! O que retiro de 2023 foi a aprendizagem de trabalhar com a Speedy Motorsport num carro e projecto novos, um colega de equipa com quem gostei de partilhar o carro, as disputadas qualificações e as batalhas e ultrapassagens que adorei e aconteceram em pista. O título no final é resultado de um processo de trabalho de pilotos, equipa, dedicação e exigência de todos – puxámos uns pelos outros! A experiência que tínhamos na última corrida do Estoril como equipa levou-nos a que, com um carro inferior ao que tínhamos no Algarve, fizéssemos um bom trabalho e pontuássemos bastante mais!”, sublinhou José Carlos Pires.

    Para Francisco Abreu, para além do seu valor inerente, este ceptro tem um sabor muito especial: “tem um significado muito grande para mim. É um título que marca os vinte anos da minha carreira, desde o início, nos tempos no Kartódromo do Faial, onde comecei em 2003, aos dias de hoje e que é o quarto título consecutivo na Península Ibérica. Sinto-me aliviado e quero deixar este título a todos os que me acompanham desde sempre: família, amigos e patrocinadores”.

    Depois do retumbante sucesso deste ano, José Carlos Pires coloca o foco em defender o campeonato, em 2024, reconhecendo que é necessário dar um passo em frente, dado que a concorrência estará desejosa de suplantarem os campeões. “Os planos para 2024 são continuar a fazer GT4, o mais provavelmente no Iberian Supercars e Campeonato de Portugal de Velocidade. A ideia é defender o título, claro, e sermos ainda mais fortes e consistentes do que em 2023”, enfatizou o piloto do BMW da Speedy Motorsport.

    Por seu lado, Francisco Abreu admite ainda alguma incerteza quanto ao passo seguinte da sua carreira, mas sublinha que em equipa que ganha, não se mexe: “neste momento não tenho planos. Se surgir a oportunidade gostava de voltar para defender o título, se possível, de novo com a Speedy Motorsport e com o José Carlos, mas não sei o que me espera. Todos os anos é assim nesta altura do ano. Espero conseguir montar um projecto que seja, de novo, vencedor”.

    Num plantel que tem vindo a crescer de qualidade, assistiu-se a um duelo entre a experiência e a novidade, acabando por serem os estreantes a levar a melhor, evidenciando que, se um projecto for bem delineado e colocado em prática de forma consistente, poderá ser competitivo desde início no Iberian Supercars e Campeonato de Portugal de Velocidade.

  • Série documental “Mustang Endurance” mostra o desenvolvimento do GT3 da Ford

    Série documental “Mustang Endurance” mostra o desenvolvimento do GT3 da Ford

    Enquanto a equipa Ford Performance se prepara para um dos seus anos mais decisivos de que há memória, a equipa do Mustang GT3 tem estado a preparar-se para a primeira grande corrida de 2024, as Rolex 24 at Daytona (designação oficial; vulgo 24 Horas de Daytona). 

    Ao longo do processo, as câmaras tiveram acesso total aos bastidores, permitindo a captação de todos os detalhes dos testes, um resultado agora expresso na série documental intitulada “Mustang Endurance”.

  • Historic Endurance aposta em seis provas em 2024

    Historic Endurance aposta em seis provas em 2024

    Com mais de uma década a escolher os melhores circuitos e a procurar os melhores eventos, a Race Ready vai manter a aposta na continuidade, com o Iberian Historic Endurance a apresentar em 2024 um calendário com seis grandes eventos em cinco circuitos icónicos do automobilismo mundial que têm em comum o facto de um dia terem recebido Grandes Prémios do Campeonato do Mundo de Fórmula 1. 

    Depois da paragem de Inverno, a temporada arranca nos dias 5 e 6 de Abril, com o “Exclusive Test Day”, no Autódromo do Estoril, naquela que é uma excelente oportunidade para pilotos e equipas realizarem um primeiro treino de preparação e testarem os seus carros de Turismo ou Grande Turismo até 1976.  

    A primeira corrida de 2024 será num dos maiores palcos do automobilismo mundial, o Circuit de Spa-Francorchamps, na Bélgica. As tradicionais 3 Horas de Spa têm sido nos últimos anos o evento com o maior número de inscritos da temporada, pois o seu traçado, com mais de sete quilómetros de extensão, permite receber até 80 equipas numa prova até três horas de duração. 

    Depois do regresso ao Circuito de Jerez em 2023, o Historic Endurance continuará a encabeçar o evento de Jerez de la Frontera. O evento andaluz vai realizar-se mais cedo em 2024, o que significa que o pelotão do Historic Endurance irá acelerar no asfalto do circuito, que um dia foi renomeado em homenagem ex-motociclista espanhol Ángel Nieto, no fim de semana de 25 e 26 de Maio. 

    A competição mais prestigiada de clássicos do sul da Europa chega à sua metade com a participação no Jarama Classic. O evento organizado em parceria com o Circuito de Madrid Jarama RACE, já se converteu numa das provas mais esperadas da temporada, juntando o desafio traçado do primeiro circuito permanente espanhol ao calor da moldura humana que todos os anos comparece para apreciar a beleza destas máquinas de outros tempos.  

    A segunda metade da temporada tem início no primeiro fim de semana de Outubro, com a presença obrigatória no Estoril Classics, um evento que já se afirmou no calendário mundial. O Historic Endurance continuará a ser a única competição ibérica a ter o privilégio de alinhar no Estoril Classics, sendo este um evento em que há sempre mais inscritos do que lugares disponíveis.  

    A visita anual ao Autódromo Internacional do Algarve, um circuito muito acarinhado pelos pilotos, irá desta vez acontecer no final de Outubro, num regresso do Historic Endurance ao programa do Algarve Classic Festival.  A temporada chega ao seu final com a 12ª edição dos 250 km do Estoril, nos dias 29 e 30 de Novembro. A “clássica de resistência” já se tornou a grande celebração de final de época. 

    Diogo Ferrão (CEO da Race Ready): “Para 2024 vamos manter os mesmos ingredientes que fizeram do Iberian Historic Endurance uma das melhores competições da Europa, oferecendo o máximo de prazer e diversão aos pilotos e equipas. Com o passar dos anos vamo-nos habituando aos bons momentos que passamos e só damos falta deles quando eles desaparecem. Temos que dar valor aos fantásticos circuitos e eventos que temos presentemente e não os considerar como ‘dados adquiridos’. Caso tenham a possibilidade, não deixem para ‘outro dia’ a oportunidade de participar, ou voltar a participar, nas fantásticas provas que compõem o calendário de 2024 e que ficarão para sempre na nossa memória.” 

    Calendário de 2024 
    05/06 Abril – Exclusive Test Day – Autódromo do Estoril 🇵🇹 
    26/27 Abril – Spa 3 Hours – Circuit de Spa-Francorchamps 🇧🇪 
    25/26 Maio – Jerez de la Frontera – Circuito de Jerez 🇪🇸 
    15/16 Junho – Jarama Classic – Circuito de Madrid Jarama RACE 🇪🇸 
    05/06 Outubro – Estoril Classics – Autódromo do Estoril 🇵🇹 
    26/27 Outubro – Algarve Classic Festival – Autódromo Internacional do Algarve 🇵🇹 
    29/30 Novembro – 250 km Estoril – Autódromo do Estoril 🇵🇹 

  • Miguel Cristovão: “O balanço de 2023 é positivo porque mostrámos rapidez e consistência”

    Miguel Cristovão: “O balanço de 2023 é positivo porque mostrámos rapidez e consistência”

    Miguel Cristóvão não teve uma temporada fácil este ano nas European Le Mans Series, tendo um conjunto de contrariedades impedido que concretizasse o seu elevado potencial em resultados palpáveis. Ainda assim, as suas performances foram suficientes para impressionar uma das equipas mais fortes do plantel.

    No início da temporada, o que esperavas de 2023?
    Miguel Cristóvão: Esperava ter uma época em que pudesse confirmar que poderia lutar pelas vitórias e tentar terminar o campeonato nos dois primeiros lugares. O primeiro objetivo foi concretizado em todas as corridas, mas, por vários motivos, não conseguimos o segundo.

    Qual foi o maior desafio da temporada?
    Miguel Cristóvão: As European Le Mans Series são muito profissionais e têm equipas muito bem preparadas. Para os pilotos Bronze é um grande desafio porque temos que fazer turnos de duas horas, o que, fisicamente, é esgotante. Temos que saber aproveitar as ultrapassagens muito bem, para manter sempre um ritmo muito forte e regular, sendo que o Safety-Car deve ser parte importante das tácticas das equipas.

    Qual foi o melhor momento e o momento mais despontante da temporada?
    Miguel Cristóvão: Os melhores momentos foram o segundo lugar em Barcelona e em Spa, tendo ficado muito perto da vitória. O meu andamento à chuva em Portimão foi também um momento alto, quando em duas horas levei o carro de sétimo a primeiro, lugar em que o entreguei aos meus colegas de equipa. Estava com um andamento muito forte e muito mais rápido que os meus adversários. O pior momento foi também em Portimão, onde, por vários azares, não ganhámos as duas corridas.

    Que balanço fazes da temporada?
    Miguel Cristóvão: O balanço é positivo porque mostrámos muita rapidez e consistência, que são as condições mais importantes para ganhar neste campeonato. Infelizmente, o azar acompanhou-nos grande parte da época ou não fosse o carro número 13 (risos).

    Já tens os teus planos definidos para 2024. O que te levou a manter-te nas European Le Mans Series, mas agora com a COOL Racing?
    Miguel Cristóvão: Depois de, em 2023, mostrarmos que podemos ganhar, a competitiva COOL Racing fez-me o convite para fazer parte da sua equipa, tendo também o Manuel Espírito Santo como colega. O objetivo é conquistar o título com a equipa que ganhou os dois últimos campeonatos.

  • Carrera Los 80 mantém aposta ibérica de 4 provas em 2024

    Carrera Los 80 mantém aposta ibérica de 4 provas em 2024

    A Carrera Los 80, a competição verdadeiramente ibérica que visa colocar em pista alguns dos carros mais marcantes das corridas de Turismo dos anos 1980s e de Grande Turismo de 1976 a 1993, vai manter os mesmos moldes e o mesmo número de provas em 2024. 

    O formato de semi-endurance implementado em 2023 foi uma aposta ganha, com cada evento a ser composto por duas corridas de 40 minutos, com uma paragem obrigatória nas boxes, permitindo assim equipas formadas por um ou dois pilotos.

    Não sendo este um campeonato e não existindo uma classificação no final do ano, a Carrera Los 80 pauta por ser uma competição em que pilotos que nela participam o fazem com o intuito de desfrutarem da condução dos seus carros de competição num ambiente competitivo, mas acima de tudo camaradagem e desportivismo.

    Para os fãs e público em geral, a Carrera Los 80 oferece a oportunidade de rever em pista algumas das máquinas que escreveram a história do automobilismo no período que antecedeu a mudança de século, tanto provenientes de troféus monomarca como dos campeonatos nacionais.

    O calendário da temporada de 2024 será formado por quatro provas em quatro dos mais carismáticos circuitos da Península Ibérica – dois em Espanha e dois em Portugal.

    A época começa com o Exclusive Test Day no Autódromo do Estoril a 5 e 6 de Abril, onde as equipas podem escolher um dos dias para afinar e testar a sua viatura antes da temporada começar. Depois do dia de testes agendado para os dias 5 e 6 de Abril, no Autódromo do Estoril, a temporada arrancará no último fim de semana do mês de Maio, no programa de históricos do Circuito de Jerez, continuando em Espanha a 15 e 16 de Junho, no Jarama Classic, um dos eventos mais aguardados do ano no circuito dos arredores de Madrid pela sua moldura humana. 
    A competição continua na segunda metade do ano em Portugal, com a presença no Algarve Classic Festival, a 26 e 27 de Outubro, para terminar no fim de semana do Endurance Racing Festival, a 30 de Novembro.
    Para Diogo Ferrão (CEO da Race Ready): “Em 2023 quisemos dinamizar o conceito da Carrera Los 80. Conseguimos reunir alguns dos mais atractivos carros de Turismo e GT dos anos 1980 e princípios dos anos 1990 existentes na Península Ibérica, mas sabemos que ainda há muito trabalho a fazer para conseguirmos ter as grelhas mais preenchidas. No entanto, estamos confiantes que tal será possível em 2024, pois como podemos ver em outras competições da Race Ready, demora sempre algum tempo a uma boa ideia chegar ao seu máximo potencial. Em 2023 participarem 42 viaturas diferentes nas 4 provas que realizamos. Em 2024, o objetivo será conseguir reunir todas as viaturas que participaram em 2023 na mesma grelha de partida!”

  • Manuel Gião: “perdemos o título, mas ganhámos uma equipa”

    Manuel Gião: “perdemos o título, mas ganhámos uma equipa”

    Manuel Gião chegava à temporada de 2023 como campeão do Iberian Supercars Endurance e do Campeonato de Portugal de Velocidade, esperando defender os seus ceptros. No entanto, um conjunto de contrariedades impediram-no de se bater pelos títulos deste ano, muito embora tenha evidenciado competitividade. Ainda assim, o piloto de Vila de Rei aponta a conquista de um bem maior.

    Quais eram as tuas expectativas para a temporada de 2023, com a tua participação no Iberian Supercars Endurance e no Campeonato de Portugal de Velocidade?
    Manuel Gião: Sinceramente, esperava lutar pelos títulos. Sabia que 2023 iria ser ainda mais competitivo devido à entrada de novas equipas e pilotos internacionais. Tinha um Mercedes AMG GT4, que é um dos carros mais competitivos da categoria, um excelente companheiro de equipa, que era o Carlos Vieira e uma boa equipa, a RACAR Motorsport. Depois, tive ainda outro colega de equipa muito forte, o Roberto Faria, que veio da FIA Fórmula 3, e foi extremamente rápido assim que entrou em pista. Tínhamos tudo para discutir os primeiros lugares em todas as corridas, mas diversas contrariedades técnicas impediram-nos de lutar pelos nossos objectivos, muito embora tivéssemos performance para isso.

    Foi notoriamente uma temporada difícil para ti, mas qual foi o maior desafio da temporada?
    Manuel Gião: Não foi propriamente um desafio, penso que 2023 a sorte não esteve do meu lado. Recordo que na segunda prova em Jarama arrancava da pole-position e, quando liguei o carro para me posicionar na grelha de partida, a bomba de gasolina não funcionou. Enfim, foi um ano em que me aconteceu este tipo de situações, mas quando estávamos em pista lutámos sempre pela vitória.

    Qual foi o melhor momento e o momento mais despontante da temporada?
    Manuel Gião: O melhor momento foi a vitória na GT4 Pro, em Vila Real, que foi sem dúvida o evento do ano em termos de espectadores, organização e espectáculo. Foi uma corrida dura, com um ritmo elevado, mas conseguimos ser os mais fortes. O último fim-de-semana, no Estoril, onde ainda tinha matematicamente possibilidades de discutir o título do Campeonato de Portugal de Velocidade foi difícil de gerir. Estávamos muito competitivos e seguros de que poderíamos estar, uma vez mais, na luta pelas vitórias, como já acontecera em Vila Real e em Jerez, mas nem sequer saímos da boxe, devido a problemas de alimentação. Foi muito frustrante e um final desapontante para uma época muito desafiante.

    Que balanço fazes da temporada?
    Manuel Gião: Foi uma temporada com altos e baixos, tendo a RACAR Motorsport e eu aprendido muito com os problemas sucedidos durante este ano. Por vezes, aprendemos mais com as situações menos conseguidas, para que no futuro não se repitam. A RACAR Motorsport é uma equipa que teve um crescimento e um desenvolvimento muito grande este ano e para 2024 vai estar muito forte em várias frentes, tanto a nível ibérico como europeu. Perdemos o título, mas ganhámos uma equipa mais experiente e coesa.

    Quais são os teus planos para 2024?
    Manuel Gião: Para 2024 espero voltar a participar no Iberian Supercars e no Campeonato de Portugal de Velocidade, dado que estes são os campeonatos mais importantes da Península Ibérica. 

  • Tomás Pinto fechou época na Madeira

    Tomás Pinto fechou época na Madeira

    O “jovem lobinho” da Famaconcret Racing Team foi até à “Pérola do Atlântico” disputar a Taça da Madeira de Karting. O piloto da Régua viveu um fim-de-semana difícil, mas onde voltou a ostentar toda a sua competitividade.

    Depois de uma época positiva no Campeonato de Portugal Rotax, Tomás Pinto decidiu rumar até à Ilha da Madeira para enfrentar o forte pelotão local, alinhando na edição 2023 da Taça da Madeira de Karting.

    Com duas dezenas de participantes, a categoria Sénior Max apresentava-se como uma das mais competitivas. Tendo pela frente os 1040 metros da pista do Kartódromo do Faial, Tomás Pinto conseguiu rodar com tempos entre os mais rápidos, apesar do seu desconhecimento do traçado e tendo como oponentes pilotos habituados a competir na pista madeirense.

    Por outro lado, alguns problemas na afinação do seu CRG, impediram que pudesse estar na luta pelos lugares da frente, concluindo no 13º posto.

    Tomás Pinto resume esta ultima prova da época como tendo sido “um fim-de-semana bastante atribulado, com alguns pequenos problemas pelo meio, que nos deu bastante dificuldade,mas conseguimos resolver sempre tudo e recuperar lugares ao longo das corridas… Quero agradecer em especial ao meu pai por tornar tudo isto possível, e em especial também ao meu amigo Luís Silva, líder do Famaconcret Racing Team, por todo o apoio, ajuda e companheirismo ao longo do fim de semana. Agradecer também a minha equipa Dino MotorSport, ao Dino Nobrega e ao Rui Filipe Ribeiro que tudo fizeram para que o kart estivesse sempre à altura”.

  • GT4 Winter Series chega no início de 2024

    GT4 Winter Series chega no início de 2024

    Uma nova competição está prestes a iniciar-se na Península Ibérica e dá pelo nome de GT4 Winter Series.

    Se a GT Winter Series, que vai entrar na sua quarta época, é já um nome reconhecido no panorama das corridas do sul da Europa, na próxima temporada vão fazer-se acompanhar pela GT4 Winter Series. Ambas as competições são promovidas pela Gedlich Racing, com a gestão desportiva a cargo da Race Ready, e partilham o mesmo calendário de seis provas, entre Janeiro e Março de 2024, em circuitos de topo em Portugal e Espanha.

    A GT4 Winter Series é uma competição oficialmente licenciada pela SRO que assenta nas regras internacionais da categoria GT4 e usa o seu logótipo oficial. Com pneus Pirelli e um “Balance of Performance” (BoP) oficial, a GT4 Winter Series está preparada para satisfazer as exigências profissionais dos pilotos que ambicionam competir na classe GT4, assim como servirá de rampa de lançamento de equipas na categoria.

    Todos os seis eventos do calendário são compostos por duas sessões de qualificações, duas corridas de 30 minutos cada e uma de “endurance” de 60 minutos. A organização também garante a possibilidade da realização de dois dias de testes antes do evento, com um tempo de pista de cerca de 280 minutos.

    Cada carro pode ser conduzido por um ou dois pilotos, sendo que pilotos categorizados pela FIA como “Gold”, “Silver” e “Bronze” estão autorizados a participar. Para além das categorias PRO, PRO/AM e AM, para os carros homologados como GT4, existirá também uma classe separada para os Porsche Cayman GT4 CS.

    O uso de pneus Pirelli é obrigatório e a quantidade de pneus novos é limitada para manter os orçamentos em linha com o espírito da competição.

    Também novidade para 2024 será a introdução da Prototype Winter Series (PTWS), competição que tem um acordo com o Automobile Club de l’Ouest (ACO) para acolher os protótipos da categoria LMP3. Esta competição terá quatro provas – Estoril, Portimão, Aragón e Barcelona – no próximo ano e destina-se a equipas e pilotos que desejam preparar as temporadas do European Le Mans Series (ELMS) ou da Le Mans Cup.

    Todas as corridas decorrem no programa de eventos da GT Winter Series, que, no futuro, será apenas para carros FIA GT3 ou oriundos dos vários troféus monomarcas (Cup e Challenge).

    CALENDÁRIO

    13/14 Janeiro – Estoril 🇵🇹

    20/21 Janeiro – Portimão 🇵🇹

    10/11 Fevereiro – Jerez 🇪🇸

    17/18 Fevereiro – Valência 🇪🇸

    02/03 Março – Aragón 🇪🇸

    09/10 Março – Barcelona 🇪🇸

  • Ford anuncia pilotos oficiais do Mustang GT3

    Ford anuncia pilotos oficiais do Mustang GT3

    Ben Barker, Chris Mies, Dennis Olsen, Andy Priaulx e Frédéric Vervisch juntam-se aos pilotos já anunciados Joey Hand, Dirk Müller, Harry Tincknell e Mike Rockenfeller na equipa Ford Performance Mustang GT3 para a temporada de resistência de 2024.

    Mies e Vervisch conduziram no passado sábado o novo carro de competição no Daytona International Speedway, em preparação para a “Rolex 24 at Daytona” (vulgo “24 Horas de Daytona”), prova que terá lugar em janeiro de 2024 e onde irão completar as formações da equipa Ford Multimatic Motorsports, com Mies a juntar-se a Tincknell e a Rockenfeller no Mustang GT3 #64 e Vervisch a conduzir o Mustang GT3 #65, dividindo-o com Hand e Müller.

    Daytona irá marcar a estreia oficial do novo Ford Mustang GT3 nas competições de resistência, modelo que assume o protagonismo numa altura em que a icónica insígnia “Mustang” celebra o seu 60º aniversário. A partir de Daytona, o Mustang irá competir em seis dos sete continentes do planeta, em circuitos lendários como Le Mans e Interlagos.

    Para além do empenho oficial no campeonato IMSA, conduzido pela Ford Multimatic Motorsports, os pilotos de fábrica dos modelos de competição irão apoiar os programas de clientes do Mustang GT3 em todo o mundo, abrangendo as disciplinas IMSA GTD e GT World Challenge Europe e o Campeonato do Mundo FIA de Resistência (WEC).

  • Single Seater Series: o fecho de um ciclo

    Single Seater Series: o fecho de um ciclo

    Após 4 anos, a Motor Sponsor fecha o ciclo enquanto promotor das Single Seater Series. Um percurso em que o organizador português desenhou uma estratégia que permitiu fazer renascer o troféu.

    Sob a gestão da Motor Sponsor, a competição deixou de se chamar Fórmula Ford e voltou a designar-se Single Seater Series. Foram admitidos na grelha fórmulas com asas, o que ampliou as opções de participação para as equipas e permitiu trazer para as pistas carros que estavam parados.

    Por outro lado, foi criada a Fórmula Mais, que permitiu às equipas evoluírem os seus fórmulas das classes PT e ZT, aumentando a potência e colocando-lhes asas. Outra das medidas tomadas foi a criação do time attack, que abriu a possibilidade de um maior número de pilotos poder estar em pista, testar diferentes monolugares por evento e de novos rostos terem um contacto com a modalidade. Em todas as provas as boxes passaram a ser incluídas gratuitamente na inscrição, sem custo extra para pilotos e equipas.

    As provas passaram ainda a ter uma cobertura mediática alargada, com entrevistas exclusivas aos participantes e conteúdos nas redes sociais Facebook e Instagram com o acompanhamento de cada fim de semana de corridas, a par de “livestream” em alguns eventos.

    Medidas que Ricardo Leitão, gestor operacional da Motor Sponsor e responsável pela relação com Pilotos e Equipas, frisa: “A prova algarvia foi a última da Motor Sponsor enquanto promotor do troféu. Um evento que encerra um capítulo no qual realizámos sempre um trabalho constante no sentido de procurar soluções e de melhorar a competição, tornando-a mais atrativa, estando para isso em contacto permanente com as equipas, a quem agradecemos toda a colaboração e disponibilidade.”

    Um percurso sobre o qual André Marques, responsável máximo da Motor Sponsor, refere: “Queremos agradecer às equipas, que sempre nos ajudaram, e a todos os que estiveram connosco ao longo destes anos. Herdámos um troféu que tinha 3 fórmulas e despedimo-nos com uma grelha de 18, a melhor dos últimos anos, e por isso com o sentimento de dever cumprido. É um ciclo que se fecha, e no qual tentámos sempre fazer o nosso melhor em prol da competição. A todos, muito obrigado.”