Arranca já no próximo fim-de-semana o programa de corridas 2024 no Autódromo Internacional do Algarve. A honra do primeiro evento desportivo do ano cabe à cada vez mais popular GT Winter Series, campeonato promovido pela Gedlich Racing e que no seu quinto ano de existência volta ao traçado do Algarvepara uma das suas seis etapas no calendário.
Com corridas divididas entre os dias de Sábado (20 de Janeiro) e Domingo (21 de Janeiro) a competição promete ser bastante intensa como em anos anteriores e as lutas pelas vitórias bastante renhidas entre os pelotão das três categorias em pista (GT4, Protótipos e GT), todas elas com corridas em separado.
O acesso ao paddock e à bancada principal será gratuito para todos os que queiram acompanhar ao vivo a primeira competição do ano realizada no Autódromo Internacional do Algarve.
Lema Racing foi uma das grandes protagonistas da temporada de 2023, conquistando o título de Campeã de Equipas no Campeonato de Portugal de Velocidade e no Iberian Supercars Endurance, estando determinada em defender em 2024 os seus ceptros.
A equipa da Eslovénia chegava a 2023, depois de ter sido instrumental na conquista do título de pilotos da categoria GT4 Pro de 2022, tendo Manuel Gião e Elias Niskanen se sagrado campeões após um duelo intenso com Fernando Navarrete e Gonzalo De Andrés, que partilharam um McLaren 570S GT4 da SMC Motorsport.
Para a temporada passada a Lema Racing redobrava a sua aposta, inscrevendo dois Mercedes AMG GT4 – um na GT4 Pro para Elias Niskanen, que defendia o seu título, mas com um colega novo, Nuno Pires (um estreante), e outro na GT4 Bronze para Luís Calheiros e Paulo Macedo, que se debutavam, também, no Iberian Supercars Endurance e no Campeonato de Portugal de Velocidade.
Desde cedo que os pilotos da equipa liderada por Jaka Marinšek se envolveram na luta pelos lugares cimeiros e, enquanto o duo inscrito na GT4 Pro mostrou ser um dos grandes protagonistas da temporada, lutando pelo título até à última corrida da temporada, a dupla a competir na GT4 Bronze foi capaz de se impor como uma contendora aos lugares do pódio da sua divisão.
A competitividade dos dois Mercedes AMG da Lema Racing deixou Jaka Marinšek extremamente orgulhoso: “são muitas as boas memórias, uma delas é a primeira corrida de Portimão, quando o Paulo (Macedo) e o Luís (Calheiros) ficaram no pódio da divisão Bronze na primeira prova que fizeram connosco. Outra é a vitória do Nuno (Pires) e do Elias (Niskanen) na segunda corrida de Jerez. Foi um triunfo duro para eles e uma motivação extra para toda a equipa antes do último evento, e foi também a primeira vitória deles depois do primeiro fim-de-semana, em Portimão”.
O líder da Lema Racing aponta que a temporada de 2023 do Iberian Supercars Endurance e Campeonato de Portugal de Velocidade revelou uma evolução da competição a todos os níveis, tanto em qualidade como em quantidade, sublinhando que é a plataforma certa para a sua equipa. “Foi uma temporada desafiante, com muitos pilotos e equipas de qualidade. O campeonato cresceu muito e estamos muito satisfeitos por correr lá”, afirmou Jaka Marinšek, que ainda assim deixou escapar alguma frustração com o desfecho do campeonato: “no final, os sentimentos são contraditórios – vencemos o Campeonato de Equipas, o Paulo (Macedo) e o Luís (Calheiros) terminaram em terceiro na divisão GT4 Bronze, mas, infelizmente, um erro de julgamento de um competidor custou-nos o título de GT4, com o Elias (Niskanen) e o Nuno (Pires). Mas por vezes as corridas são assim e congratulamos o Francisco Abreu e o José Carlos Pires pelo título de pilotos”.
Na última prova da temporada, a segunda corrida da ronda do Estoril, Nuno Pires liderava a corrida e parecia estar em condições de assegurar o ceptro da GT4 para si e para o seu colega de equipa, Elias Niskanen. Porém, um toque de um adversário acabou por atirar as aspirações da dupla e da Lema Racing por água abaixo, no que foi o momento mais baixo da temporada para Jaka Marinšek: “perder o Campeonato de Pilotos, depois do grande ritmo que eles demonstraram na segunda corrida do Estoril, com outro carro a atirar para fora de prova o Nuno, foi muito duro”.
Apesar da frustração, o responsável da estrutura que assegurou o título de equipas está já de olhos postos no futuro e este ano terá um terceiro carro em pista, o Audi R8 LMS GT4 que competiu na última prova da temporada de 2023 pelas mãos de Arturo Melgar and Ignacio Cabezas. “Temos muitos planos para 2024, mas é seguro que queremos continuar no Iberian Supercars e no Campeonato de Portugal de Velocidade com dois Mercedes AMG GT4 e, também, com um Audi R8 LMS GT4! O plano é manter a maior parte dos nossos pilotos de 2023, dado que fizeram um trabalho fantástico e estão ansiosos por dar um passo em frente na próxima temporada”, sublinhou Jaka Marinšek
A Lema Racing mostrou desde a sua chegada aos campeonatos organizados pela Race Ready que está em pista para batalhar pelas melhores posições e vencer, um objectivo que mantém para 2024. “Queremos lutar por pódios, vitórias e campeonatos com todos os carros que inscrevermos, manter uma boa relação com os nossos pilotos e ter um bom ambiente na equipa, o que é muito importante para nós”, concluiu Jaka Marinšek.
No ano em que fez 16 anos de idade, Tomás Pinto juntou a mais uma época d aprendizagem no Campeonato de Portugal Rotax, a sua estreia nos automóveis. O “jovem lobo” de Peso da Régua quer continuar a melhorar em 2024, época em que representará o Famaconcret Racing Team.
No início da temporada, o que esperava de 2023?
No início de 2023 o meu objetivo era fazer uma boa época nos karts, a cada corrida tentar obter os melhores resultados. No início da época troquei de equipa e não me arrependi nada de o ter feito, pois a Dino Motorsport conseguiu sempre tornar o meu kart bastante competitivo e sempre rápido como eu queria. No meio do ano 2023, o meu amigo Luís Silva fez-me uma proposta para eu fazer pela sua equipa as 24h de C1 em Dezembro. Eu fiz 16 anos em setembro e lá fui para a minha primeira corrida de carro. Um ano em cheio!”.
Qual foi o maior desafio?
O maior desafio da temporada foi sem dúvida alguma a corrida dos C1, porque para além de ser a minha primeira prova num carro de corrida foi numa prova de 24h, um prova totalmente diferente das que eu faço, pois é uma resistência e não um sprint. Tive de me habituar às trocas de pilotos, tive de me habituar a conduzir a noite, ao longo tempo de condução e perceber as melhores estratégias da equipa na gestão do carro. Foi uma experiência inesquecível e que me fez crescer muito como piloto”.
Qual foi o melhor momento e o momento mais despontante?
O melhor momento da temporada foi também na corrida dos C1. Tinha feito apenas 10 minutos do meu turno da noite e o motor partiu!… Quando cheguei a boxe estava bastante triste e a minha equipa, Luís Silva, Catarina Silva, Luís Silva Jr, Hélder Marques, Joana Silva, Sara Carvalho, Ana Claudia, João Silva e o meu pai, Nuno Pinto – faço questão de mencionar todos, porque eles não me deixaram baixar os braços – tudo fizeram, juntamente com a equipa técnica da A. Miranda Competições para recuperar o carro. Conseguiram montar o motor muito rápido, eu voltei para a pista e foi dos melhores momentos de sempre. Dei tudo e consegui fazer os tempos dos pilotos da frente, incluindo ter feito o terceiro melhor setor até então. Ultrapassei muitos carros e consegui sempre manter o ritmo durante o turno de hora e meia. O Luís Silva, nas boxes, puxou por mim, até ficou sem voz e fez com que os meus bons tempos saíssem. Nunca ninguém pensou que ia conseguir isto, nem eu, dado que era a minha primeira vez no carro, mas consegui surpreender toda a gente e não deixei ficar mal a minha equipa.
O pior momento da temporada foi na corrida de karting em Portimão, onde tive bastantes problemas com a afinação do kart e estive envolvido em alguns acidentes que danificaram bastante o kart, mas nunca baixei os braços e consegui levar o kart até ao fim, tendo recuperado 9 posições na última manga”.
Que balanço faz da temporada?
Para mim foi uma temporada muito positiva, consegui ser rápido, evoluir significativamente a cada corrida. No Troféu Rotax éramos sempre cerca de 40 pilotos em pista, havia sempre bastante confusão nas partidas e muita competitividade nas qualificações, pois quase todos os pilotos rodavam no mesmo segundo o que tornar exigente a condução em pista. Estou feliz com o que fiz nas três provas em que participei. Diverti-me muito ao longo do ano, descobri pistas novas, fiz muitos amigos e acho que esta temporada vai ficar marcada para mim pela estreia nos carros desta maneira, para mim foi fantástico. Logo a seguir aos C1, ainda foi possível ir até à Ilha da Madeira, para fazer a Taça de Karting da Madeira. Não conhecia a pista, mas, ao fim do segundo dia já estava a rodar no tempo dos pilotos da frente. Infelizmente, problemas mecânicos impediram-me de fazer um melhor resultado, mas foi uma excelente experiência. Quero agradecer ao meu pai por todo o apoio, conselhos e ajuda que me deu ao longo deste ano. Ele é incrível no apoio e nos conselhos que me dá!”.
Já tem os seus planos definidos para 2024?
Em 2024 vou alinhar pela Famaconcret, Racing Team. A época está já praticamente definida, mas cabe à equipa fazer o anúncio. O meu compromisso para 2024 é com o Luís Silva, líder da estrutura e ele é que vai decidir o que eu vou fazer. Acho que vai ser um ano fantástico, cheio de novidades e vou tentar sempre ser rápido e cumprir os objetivos como piloto e para a equipa”.
A Single Seater Series, a única competição de monolugares em Portugal, vai regressar em 2024 ao universo das competições da Race Ready, com quatro provas e oito corridas no Autódromo do Estoril e no Autódromo Internacional do Algarve.
Dando continuidade ao trabalho realizado nos últimos anos, os monolugares com asas continuarão a ser aceites na competição, mas todos os fórmulas sem asas irão igualmente conservar o seu espaço dentro dos eventos da Single Seater Series, com condições especiais e respectivas classes. Com o objectivo de evitar uma escalada de custos, os Tatuus Fórmula Renault 2.0 até 2009 e os Fórmula 4 da primeira geração (Gen 1) servirão como bitola do tecto de performance.
O calendário de 2024 irá contemplar quatro provas nos dois circuitos permanentes de Portugal. A temporada arranca no Autódromo Internacional do Algarve, no fim de semana de 6 e 7 Abril, juntando-se ao programa do Iberian Supercars / Campeonato de Portugal Velocidade a 14 e 15 de Julho, no Estoril Summer Party, no Autódromo do Estoril.
A Single Seater Series voltará a acompanhar as competições da Race Ready no Algarve Classic Festival, nos dias 26 e 27 de Outubro, e no Estoril Endurance Festival, a prova de encerramento da temporada, no fim de semana de 30 de Novembro e 1 de Dezembro.
Todos os eventos irão contemplar um treino livre e uma sessão de qualificação, ambos de 25 minutos, e duas corridas, ambas com a duração de 15 minutos. O facto de fazerem parte dos fins de semana organizados pela Race Ready é a garantia de que pelo menos uma corrida será transmitida em directo em Live Streaming.
Diogo Ferrão (CEO da Race Ready)deu “as boas-vindas de volta à Single Seater Series em 2024. É uma competição que tem um significado especial para a Race Ready e que encarna o espírito do ‘club racing’ na sua plenitude. Não haverá outra competição em Portugal cujo preço/performance seja tão bom e que proporcione um tão grande prazer de condução. Contamos com a experiência do Fernando Mayer Gaspar e do Jorge Domingues, que assumirão o papel de relação com as equipas, para elevar a Single Seater Series a um novo patamar.”
Calendário de 2024:
05/06 Abril – Autódromo Internacional do Algarve
14/15 Julho – Autódromo do Estoril
26/27 Outubro – Autódromo Internacional do Algarve
Este sábado começa a 10.ª temporada do campeonato do mundo mais ‘eletrizante’ do planeta. Eurosport emite a jornada da cidade do México este sábado em direto no E2 às 19:30h. António Félix da Costa corre pela Porsche.
É já este sábado que arranca na cidade do México, a 10.ª temporada do Campeonato do Mundo de Fórmula E, e vai poder seguir toda a ação em direto no Eurosport ao longo de 2024. A época abre com uma jornada no Autódromo Hermanos Rodriguez, um traçado no qual os pilotos terão de cumprir 36 voltas ao circuito com uma extensão de 2.6 quilómetros.
Esta edição do Mundial promete novamente grande emoção, com 11 equipas, assim como um grupo com 22 dos melhores pilotos do mundo que competem em 16 corridas em 10 países diferentes, grande parte delas em circuitos citadinos. Portugal volta a estar representado em grande nível, com António Félix da Costa ao volante de um Porsche. Para além desta marca, estão presentes outros construtores como a Maserati, a Jaguar, a Nissan e a DS.
Apostado em renovar o título mundial que já conquistou em 2020, António Félix da Costa mostra-se confiante para a nova temporada. Depois de um primeiro ano de adaptação à forma de trabalhar da marca e ao monolugar elétrico, o piloto luso revelou muito otimismo após os treinos realizados em Valência.
“Os testes foram muito positivos e estou ansioso pelo início da época. Estamos consideravelmente mais fortes do que nos testes do ano passado e fizemos enormes progressos. Isso é um ótimo sinal. Aprendemos muito e vamos implementar tudo isso para que possamos chegar ao México com um carro vencedor”, afirmou o piloto, que terminou o último campeonato na 9.ª posição.
O Mundial de Fórmula E está em constante evolução e os modelos de 3.ª Geração introduzidos em 2023 tornaram o campeonato ainda mais competitivo e ecológico. Os monolugares 100% elétricos são mais leves, têm uma potência de 350 kW (470 cv) chegando até aos 322 Km/h, têm um chassis mais pequeno, o dobro da capacidade de regeneração e mais 40% de energia usada na corrida oriunda da regeneração dos travões. Além disso, os pilotos têm agora mais um ano de experiência e conhecimento com estas novas máquinas. Espera-se por isso que as corridas desta temporada sejam ainda mais espetaculares.
O Estoril Endurance Festival, no pretérito mês de Dezembro, ficou marcado pela estreia de uma nova equipa no universo das competições da Race Ready. A RodaClássica colocou em pista dois BMW 325i E30 na prova de encerramento de temporada da Carrera Los 80.
A RodaClássica, o braço desportivo da empresa de restauro de automóveis clássicos, com sede em Viseu, alinhou no evento do Autódromo do Estoril com estes dois 325i E30 – um em especificações Grupo N e outro em especificações Grupo A – para as duplas Carlos Tavares/Jean-Marc Finot e François Wales/Jean-Philippe Imparato, obtendo resultados bastante prometedores na sua estreia na Carrera Los 80 e nos 250 km do Estoril.
“A prova do Estoril respondeu totalmente aos objetivos da RodaClássica, visto tratar-se da primeira saída competitiva destes dois carros e tendo em conta que três dos quatro pilotos correrem neste circuito pela primeira vez”, explicou Carlos Tavares, o mentor deste projecto. “Em cinco corridas durante o fim de semana, fomos quatro vezes ao pódio. E podia ter sido ainda melhor, não fosse uma «embrulhada» da nossa parte com os reabastecimentos na prova dos 250 km”.
As duas máquinas de Munique, preparadas nas instalações da RodaClássica, estiveram à altura deste primeiro desafio. “Os carros não tiverem qualquer tipo de problema de fiabilidade e nem sequer andamos com pneus novos”, reconheceu Carlos Tavares que acrescentou que “pelo que nos foi transmitido pelos nossos pilotos e clientes, ficaram encantados com esta experiência, ao nível de prova, dos carros e da assistência técnica por parte da RodaClássica. Aproveito esta oportunidade para agradecer toda a gentileza de que fomos alvo da parte da organização, mas também dos outros concorrentes que manifestaram disponibilidade e abertura para partilhar connosco todos os esclarecimentos necessários.”
Para a temporada de 2024, a equipa espera marcar presença em eventos organizados pela Race Ready com os seus 325i E30, estando estes disponíveis também para aluguer no quadro de uma assistência técnica completa por parte da RodaClássica. Em termos desportivos, num futuro a curto e médio prazo, a RodaClássica não quer ficar por aqui e tem ambições de expandir, até mesmo para fora velocidade.
“Existe a intenção de alargar as actividades de Historic Racing Services e tudo dependerá da satisfação dos nossos clientes atuais que através do ‘boca a boca’ poderão trazer outros clientes para esta actividade”, esclarece Carlos Tavares. “Neste sentido, vamos também alargar a nossa « frota » de carros para aluguer com um Peugeot 504 Ti Safari e um Fiat 124 Sport Spider preparados para Ralis Históricos de Regularidade. Obviamente, também temos capacidade e apetite para restaurar completamente veículos históricos de competição”.
A Carrera Los 80, a competição verdadeiramente ibérica que visa colocar em pista alguns dos carros mais marcantes das corridas de Turismo dos anos 1980s e de Grande Turismo de 1976 a 1993, será composta por quatro eventos em 2024, dois em Portugal e outros dois em Espanha, com a primeira prova marcada para o Circuito de Jerez, no fim de semana de 25 e 26 de Maio.
Calendário de 2024
05/06 Abril – Exclusive Test Day – Autódromo do Estoril 🇵🇹
25/26 Maio – Jerez de la Frontera – Circuito de Jerez 🇪🇸
15/16 Junho – Jarama Classic – Circuito de Madrid Jarama 🇪🇸
26/27 Outubro – Algarve Classic Festival – Autódromo Internacional do Algarve 🇵🇹
30/01 Nov/Dez – 250 km Estoril – Autódromo do Estoril 🇵🇹
A Quinta da Pacheca foi o cenário idílico da gala de Encerramento da 1ª época da novel Porsche Sprint Challenge Ibérica, competição com a chancela oficial da marca alemã e promovida pela P21 Motorsport.
A FPAK Junior Team de velocidade foi um sucesso retumbante em 2023, tendo dado a oportunidade a jovens pilotos de se estrearem na mais importante competição de Portugal, uma aposta que é renovada este ano.
Em 2023, seis jovens – Duarte Camelo, Duarte Pinto Coelho, Gabriel Caçoilo, Henrique Cruz, Lourenço Monteiro e Mariana Machado – tomaram parte em três das quatro provas do Campeonato de Portugal de Velocidade aos comandos de três Ginetta G40 GT5, partilhando a pista com alguns dos melhores pilotos da Península Ibérica, e não só.
Para além da experiência em pista, as esperanças do automobilismo nacional aprenderam ainda todo o processo de afinação de um carro de corridas, passando pela análise de telemetria, oferecendo-lhes uma visão global das exigências da competição de pista.
Duarte Camelo regozijou-se com a sua participação na equipa dinamizada pela entidade federativa. “A iniciativa da FPAK foi uma das mais incríveis do automobilismo nacional. É fantástica, superorganizada e consegue proporcionar aos jovens pilotos uma experiência na categoria de velocidade onde estão pilotos e carros incríveis. Além disso, melhora-nos enquanto pilotos seja qual for a modalidade de onde vimos”, afirmou o jovem que em 2023 se sagrou Campeão de Portugal de Ralicross na Divisão 1 do Nacional 2RM e ficou em segundo lugar na divisão TC do Campeonato de Portugal de Velocidade, acrescentando: “sem dúvida que, tanto pelo formato como pela rotatividade de pistas e equipas, é a melhor forma de jovens pilotos ganharem gosto pela modalidade, como foi o meu caso, que adorava ter a oportunidade de repetir a experiência quem sabe num campeonato com mais provas ainda”.
Henrique Cruz, o Campeão de Portugal de Karting X30 de 2022, reforça a oportunidade que foi oferecida. “Este programa, a meu ver, foi bastante interessante, pelo facto de ajudar os jovens e talentosos pilotos que temos em Portugal, abrindo portas para o mundo do automobilismo que devido aos seus custos nem sempre é acessível”, afirmou o piloto que se estreou na competição automóvel, ficando em sexto lugar na divisão TC do Campeonato de Portugal de Velocidade.
O carro escolhido para a FPAK Junior Team, o Ginetta G40 GT5, é também um motivo para a evolução dos pilotos que dão os primeiros passos na Velocidade, uma vez que é um pequeno GT com uma relação peso/potência muito performante. “Já conhecia o carro, mas não tinha ideia de como era a sua condução. É engraçado, rápido e que requer que estejamos com os reflexos apurados para as reações que tem em pista, tornando sempre uma aventura cheia de adrenalina conduzi-lo”, sublinhou Duarte Camelo.
Por seu lado, Henrique Cruz aponta a facilidade com que se adaptou ao irreverente e performante carro inglês, graças ao seu comportamento consistente. “O Ginetta é um carro fácil de guiar ao qual me adaptei bastante rapidamente, chegando ao fim da temporada com o sentimento de estar ao mesmo nível de todos os concorrentes”, afirmou o jovem piloto, que falhou a sua estreia no Campeonato de Portugal de Velocidade devido a uma indisposição física.
Estes dois jovens pilotos evidenciam a validade do FPAK Junior Team, assim como Duarte Pinto Coelho que, depois de ter impressionado aos comandos dos Ginetta G40 GT5, já testou um Mercedes AMG GT4 da Racar Motorsport, estando a trabalhar para dar o salto para os GT4.
Os interessados em participar na iniciativa da FPAK, tomando parte no Campeonato de Portugal de Velocidade de 2024, poderão apresentar as suas candidaturas até ao dia 12 de Janeiro de 2024.
Filipe Albuquerque voltou a ser distinguido, desta vez pelo Sportscar365 como o Piloto do Ano 2023 nos GTP – Grand Touring Prototype.
Após uma temporada de grandes desafios sobretudo pela incerteza da nova era GTP no IMSA WeatherTech SportsCar Championship, o piloto português foi dos que mais sobressaiu ao longo de todo o ano. Não foram precisas vitórias, nem títulos para que Filipe fosse reconhecido como o melhor piloto em pista e a isso se deve a sua inigualável determinação e sobretudo profissionalismo.
Ao enfrentar contratempos ao longo da temporada que ainda assim lhe conferiu novo título de vice-campeão, o piloto de Coimbra mostrou resiliência, contribuindo significativamente para escrever a narrativa da temporada que culmina agora com mais esta distinção.
“Estou mais uma vez muito grato por ver o meu trabalho reconhecido. Não consegui títulos, mas recebo toda esta consideração por parte daqueles que são verdadeiros especialistas na matéria. É muito gratificante saber que nada foi em vão. Esta distinção é fruto do trabalho de toda a equipa e só nos motiva a querer fazer mais e melhor para a próxima época que está prestes a começar”, referiu Filipe Albuquerque.
Este reconhecimento enaltece as características de Filipe Albuquerque, mas também coloca o automobilismo português num patamar de destaque pelo mundo.
Henrique Chaves viu o seu esforço de anos no automobilismo recompensado com a assinatura de um contrato de piloto de fábrica da Aston Martin. O jovem de Torres Vedras olha para trás e aponta alguns episódios que foram determinantes para alcançar um dos grandes marcos da sua carreira.
Quando foi que sentiste que estavas no radar dos construtores e, concretamente, da Aston Martin? Henrique Chaves: Penso que o que me colocou no radar foi, basicamente, o ano 2022, quando tive a oportunidade de correr com a Aston Martin. Obviamente, que toda a minha carreira e as prestações que tive ao longo de anos provaram que poderia ter as qualidades para ser piloto de fábrica da Aston Martin. Mas 2022 foi muito importante, assim como a vitória em Le Mans, claro.
O que consideras ter sido determinante para que tenhas conseguido alcançar este marco na tua carreira? Henrique Chaves: Para alcançar este marco, foi preciso muito trabalho. Obviamente, tenho uma equipa por trás de mim que me ajudou, que me apoiou bastante e acreditou em mim, sem a qual teria sido possível chegar aqui. Penso que foi todo esse apoio e obviamente o trabalho diário seja, físico, psicológico, mental, preparação da corrida em termos de análise de dados, que me ajudou, no fundo, a alcançar este marco na minha carreira.
Se tivesses de apontar uma corrida como teu cartão de visita, qual escolhias? Henrique Chaves: Penso que Le Mans, claramente, dá sempre um destaque especial no currículo de um piloto, não é? Mas seguramente que houve várias prestações que, provavelmente resultaram neste olhar mais atento da Aston Martin e em especial, este ano, as 24 Horas de Spa, prova em que consegui recuperar do vigésimo oitavo lugar na grelha de partida para quarto com todos os ‘top-guns’ das outras marcas em pista. Portanto, acredito que esta prova foi um bom cartão visita. Também, por exemplo, a corrida sprint em Misano, em que consegui ultrapassar o Porsche em situações muito difíceis, com andamentos muito iguais, mas foi uma ultrapassagem muito bem conseguida. Mas no fundo, é um conjunto de prestações. Obviamente que um construtor não se baseia apenas numa só coisa, baseia-se num conjunto de várias coisas. E, claro, é de realçar também o facto de não me envolver em acidentes, e de não ter um impacto directo nas corridas que não terminámos. Portanto, penso que isso tudo pesa numa decisão de um construtor em contratar um piloto.
O que significa para ti seres agora piloto de fábrica da Aston Martin? Henrique Chaves: Isto é o alcançar de um sonho que sempre foi um dos meus objectivos – tornar-me piloto profissional, fazer disto a minha vida. Felizmente, a Aston Martin contratou-me, viu algo em mim e está a dar-me essa possibilidade.
Quais são os teus objetivos enquanto piloto de fábrica da Aston Martin? Henrique Chaves: Tenho simplesmente de justificar a confiança que depositaram em mim e continuar esta relação durante muitos anos, dado que o meu objectivo sempre foi estar ligado a uma marca. Este é o meu foco, manter uma relação longa e próxima com a Aston Martin. Portanto, terei de trabalhar para que me desejem manter e fazer parte desta família.