Piloto polivalente, tem assumido uma carreira bem sucedida na Montanha e nos Ralis, sendo ainda um dos líderes do projeto MNE Sport.Veio até ao Motorsport Hoje para conversar sobre a sua carreira com o jornalista Joaquim Amândio Santos, com especial destaque para o título de Vice-Campeão de. montanha entre os Legends.As imagens são de José Bernardo Coelho e a edição de Armando Leitão.
Fez uma época de 2020 simplesmente notável. No primeiro ano em que enfrentou a “tempo inteiro” o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, António Rodrigues ousou exigir um papel entre os protagonistas principais e levou o seu BRC CM 05 Evo aos títulos de vice-campeão nacional absoluto e da categoria Protótipos.
O médico dentista de Santa Marta de Penaguião é o convidado de Joaquim Amândio Santos, num episódio com imagens de José Bernardo Coelho e edição de Armando Leitão.
Miguel Cristóvão sagrou-se Campeão das Ultimate Cup Series, ao terminar em segundo a corrida realizada em Paul Ricard, a derradeira da temporada.
Depois de uma qualificação marcada por problemas eléctricos, o português, na companhia de Julian Wagg e Julien Falchero (que substituiu este fim-de-semana Alessandro Ghiretti), arrancava do nono posto da grelha de partida, o que não estava de acordo com as suas aspirações, que passava por selar o título deste ano com mais um pódio.
A posição na grelha de partida, porém, não atemorizou Miguel Cristóvão que rapidamente começou a recuperar posições, terminando a primeira volta no quinto posto. A sua recuperação não se ficou por aqui, tendo continuado a ganhar lugares com um ritmo rápido e consistente. Com uma boa estratégia de corrida para as quatro horas de prova, o português realizou um longo turno de condução de mais de uma hora e meia, o que lhe permitiu entregar o Ligier JS P3 número oitenta e oito da Team Virage a Julien Wagg no segundo posto.
O piloto suíço continuou a rodar num ritmo forte, o que permitiu que, depois, Julien Falchero pudesse atacar o líder nos momentos finais da prova. No final das quatro horas de prova, o Ligier número oitenta e oito via a bandeira de xadrez no segundo posto a apenas três segundos dos vencedores, depois de ter chegado a estar a mais de trinta. A excelente prestação do trio onde pontifica Miguel Cristóvão acabou por selar o Campeonato de Pilotos deste ano das Ultimate Cup Series, o que permite ao português sagrar-se Campeão em dois anos consecutivos, ainda que em competições distintas (em 2019 foi Campeão das GT4 South European Series).
“Foi uma corrida dura! Arrancámos muito de trás, mas com um bom ritmo e consistência, consegui ir recuperando com algum cuidado nas ultrapassagens, dado que o mais importante era o campeonato e não queríamos arriscar. Subimos até segundo e, depois, os meus colegas de equipa estiveram também muito bem e foi por muito pouco que não conseguíamos a vitória. Mas o mais importante estava garantido, o título”, afirmou com satisfação Miguel Cristóvão.
Este foi um desfecho para o qual o piloto português trabalhou desde o início da temporada num ano que, como todos sabemos, apresentou desafios inesperados. “Foi uma época muito exigente! Todos nós na equipa tivemos de ter muitos cuidados para evitarmos ser infectados com o novo coronavírus e, para além disso, tive de preparar-me muito bem fisicamente, uma vez que estes carros, os LMP3, são muito exigentes. Mostrámos desde a primeira prova muita competitividade frente a pilotos muito fortes e este resultado é o reconhecimento de todo o trabalho desenvolvido. Foi um ano fantástico para o automobilismo português e é um orgulho muito grande poder ter contribuído. Agora é tempo de celebrar aquele que é o título mais importante da minha carreira”, Concluiu Miguel Cristóvão.
Os testes oficiais para a Temporada 7 do Campeonato do Mundo de Fórmula E da FIA, realizados de 28 de novembro a 1 de dezembro no Circuito Ricardo Tormo, em Valência, Espanha, foram muito animadores para a equipa DS TECHEETAH.
Esta primeira sessão do ano permitiu que pilotos e equipa verificassem a relevância da estratégia definida e testassem todo o software, bem como o hardware, em situações reais de competição. Ao contrário dos traçados urbanos em que normalmente se realizam as corridas de Fórmula E, Valência é uma pista com características de um circuito tradicional, pelo que poderá ser menos fácil comparar os desempenhos registados com as das formações adversárias. Mas a equipa pôde proporcionar aos seus engenheiros e pilotos as melhores ferramentas com vista à nova temporada.
No rescaldo das sessões, António Félix da Costa, Campeão FIA
de Fórmula E 2019/2020, afirmou que “foram três dias de testes muito
bons. Avaliámos um amplo leque de programas, de soluções que queríamos testar,
e chegámos a algumas boas conclusões sobre alguns deles, algo muito importante
pois irão ajudar-nos durante a nova época. Estivemos muito competitivos, tendo
em conta que recorremos à mecânica da Temporada 6. Vamos agora desligar um
pouco, desejar a todos um Feliz Natal e um Feliz Ano Novo e aguardar por um
2021 que desejo seja bem melhor e mais saudável para todos. Vemo-nos em
Santiago para as duas primeiras corridas da época.”
VALENCIA CIRCUIT RICARDO TORMO, SPAIN – NOVEMBER 29: Antonio Felix da Costa (PRT) DS Techeetah, DS E-Tense FE20 leads Jean-Eric Vergne (FRA) DS Techeetah, DS E-Tense FE20 during the Pre-Season Testing at Valencia Circuit Ricardo Tormo on Sunday November 29, 2020 in Valencia, Spain. (Photo by Andrew Ferraro / LAT Images)
Já Jean-Éric Vergne, seu companheiro de
equipa, realçou que“fizemos um
bom teste aqui em Valência e estou muito feliz com o trabalho alcançado.
Tínhamos um plano bastante rigoroso e conseguimos encontrar algumas soluções realmente
interessantes, que nos irão ajudar a colocar-nos em destaque na nova temporada.
Sinto-me mais confiante à entrada desta época no que estava há um ano, e – literalmente
– mal posso esperar por começar a correr, não vejo a hora de chegar a Santiago.
Mas, antes de mais, iremos ter uma pausa de férias, já que a equipa realmente
merecia algum tempo livre, pois trabalharam o ano todo sem parar.”
A nova temporada tem arranque marcado para os dias 16 e 17 de janeiro de 2021. Será uma dupla ronda em Santiago do Chile, mas o calendário ainda está dependente da aprovação final por parte do Conselho Mundial da FIA.
Que época de sonho está a protagonizar o piloto do NJ Racing Team! 3 provas realizadas no Campeonato de Portugal de Montanha, 2 pódios absolutos, 3 pódios entre os protótipos e 2 vitórias na Divisão B. tudo isto na primeira época que faz a tempo inteiro.
A serra da Arrábida recebeu a 3ª prova da temporada 2020 do CPM JC Group. Estando nós já nos meses do ocaso deste atribulado ano, a prova assumia uma importância extrema para as contas do campeonato, sendo uma espécie de “mata mata” no que concerne às contas dos títulos em discussão.
António Rodrigues apresentava-se “a combate” com o habitual BRC CM 05 Evo da NJ Racing Team e preparado pela FR Power, pronto para dar continuidade ao excelente campeonato que tem ostentado. O piloto dentista chegava a Setúbal com o foco na defesa dos lugares ocupados nas diversas frentes pontuais em que está envolvido: 2º na tabela classificativa dos campeonatos absoluto e de Protótipos e líder da Divisão Protótipos B.
O traçado da Rampa PÊQUÊPÊ Arrábida voltava
a ser para o piloto “uma novidade e a mudança constante que se deu nas
condições meteorológicas ainda dificultou mais a aprendizagem do percurso, mas,
curiosamente, senti-me bem logo desde a primeira subida. Gostei do desenho da
rampa e rapidamente cheguei a uma afinação que me deu garantias para poder
rodar forte”.
E foi exatamente isso que o piloto da NJ Racing fez. Ao longo da jornada inaugural de sábado, rodou consistentemente entre os três primeiros e, quando chegou a hora de atacar os 3100 metros do percurso na primeira das três subidas a contar para a classificação, António Rodrigues esteve muito rápido e colocou na tabela de tempos o segundo melhor registo absoluto, ficando também logo na liderança da Divisão Protótipos B.
No domingo, o piloto ainda apanhou um susto. Nas subidas de treinos, tentou “arrancar sem acelerar em demasia, para as rodas não patinarem e o carro foi abaixo nas duas ocasiões. Felizmente, corrigi essa forma de partir e nas duas subidas de prova já não voltaria a suceder!”. Na segunda subida, com a pista completamente molhada, voltou a rubricar o 2º melhor registo e cedo se percebeu que seria praticamente impossível desalojar António Rodrigues desse lugar de honra no que concerne à classificação final. O piloto até passou para o comando da classificação geral provisória, mas não valorizou tal porque era fruto “da desistência nessa subida do José Correia, devido a um toque. Tinha perfeita noção que se o Zé colocasse a Osella pronta para a terceira subida, voltaria ao comando, tal é a diferença competitiva entre a barchetta dele e o meu BRC, para além dele também ser um excelente piloto”.
Este segundo pódio absoluto da carreira deixou António Rodrigues “sem palavras. Quando comecei esta primeira época a tempo inteiro neste fantástico campeonato, jamais me passou pela cabeça que estaria agora a comemorar esta sucessão de grandes resultados. O meu objetivo passava por conhecer as rampas, ganhar experiência e desfrutar da condução de um protótipo, sem enjeitar dar o meu melhor”. A realidade encarregar-se-ia de colocar o piloto duriense perante outros voos e agora “tudo pode acontecer. Estou numa excelente posição para acabar o campeonato no pódio absoluto e dos protótipos e para vencer a Divisão B. Fica a faltar a Rampa de Boticas que, espero eu, se irá realizar e quero dar à minha equipa, à minha família e aos meus patrocinadores esta tripla prenda. Será uma recompensa que eles merecem e que coroará esta época que jamais esquecerei!”.
O Campeonato de Portugal de Montanha JC Group tem ainda mais uma prova aprazada para a corrente época. Se tudo correr normalmente, apesar das restrições que vão ser impostas pelo estado de emergência, Boticas receberá o epílogo competitivo do ano, nos próximos dias 21 e 22 de novembro.
A Hyundai Motor Company anuncia o lançamento do Re:Style 2020, uma abordagem criativa para a moda sustentável reciclando materiais descartáveis da produção de automóveis em produtos comercializáveis fruto da colaboração com artistas líderes em design ecológico.
Com base no sucesso de 2019, a coleção de moda do Re:Style 2020 foi criada em parceria com marcas de moda de renome e em tendência como a Alighieri, E.L.V. DENIM, Public School, pushBUTTON, Richard Quinn e Rosie Assoulin. Estes parceiros com pensamento inovador foram selecionados por partilharem a visão da Hyundai em encontrar mais formas sustentáveis de criar os produtos que gostamos. Cada um está-se a juntar ao objetivo da Hyundai em colaborar entre indústrias de forma a impulsionar a inovação no design e estilo de vida sustentável. A Hyundai Motor revela a coleção através de um formato digital com o intuito de assegurar a segurança das pessoas perante a pandemia global.
Com
uma grande variedade de produtos como jóias, macacões, coletes de trabalho,
malas, entre outras peças de vestuário concebidos com materiais descartáveis
da produção automóvel, o evento irá começar no dia 13 de outubro,
exclusivamente na loja pop-up da Selfridges em Londres e na respetiva loja online.
O evento também estará alinhado com o Project Earth, uma campanha
sustentável simbólica gerida pela Selfridges. As vendas irão angariar fundos
para o British Fashion Council’s Institute of Positive Fashion.
O Re:Style 2020 resulta do reconhecimento de que embora a
maioria dos materiais, tais como o ferro e metais não ferrosos, sejam
atualmente reciclados como parte do processo de desmantelamento de veículos,
ainda existem alguns materiais como o couro, vidro e airbags que acabam em
aterros sanitários.
“Na Hyundai Motor entendemos que o consumo ético e
preocupado com o ambiente está a ganhar importância por parte dos nossos
clientes no mundo pós COVID-19. Através do Re:Style 2020 queremos oferecer
outra forma da Hyundai Motor ajudar os clientes a desfrutar do estilo de vida
sustentável que aspiram,” afirmou Wonhong Cho, Vice Presidente Executivo e
Diretor Global de Marketing da Hyundai Motor Company. “Ao demonstrar que
materiais descartáveis podem ser reinventados em produtos de valor, a Hyundai
Motor pretende encorajar a que mais indústrias vejam o desperdício como uma
oportunidade criativa de trabalhar para uma futura melhor eficiência
sustentável ambiental e económica.”.
Em linha com a visão da Hyundai, “Progress for Humanity”, o Re:Style tem como objetivo encorajar a colaboração entre indústrias para promover novos pensamentos e inovação no design e estilo de vida sustentável. Ao fazê-lo, a empresa reinventa novas possibilidades para o desperdício como um exemplar para as melhores práticas globais em sustentabilidade e economia circular.
Num regresso esporádico ao campeonato, João Fonseca (SilverCar EF10) dominou a seu belo prazer a segunda prova da temporada 2020 do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. A jogar em casa, não deu veleidades à forte concorrência que enfrentou e foi sempre o mais rápido nas subidas a contar para a classificação final.
A história desta Rampa da Serra da Estrela Covilhã merece ser contada de
forma mito mais alargada do que apenas remetendo para os excelentes contornos
competitivos que ostentou. Realizada debaixo de fortes restrições, impostas
pelo plano de contingência da prova e em obediência estrita à diretrizes da
DGS, a rampa revelou o melhor da cidadania por parte das centenas de pessoas
envolvidas no evento e dos milhares de espetadores que não quiseram perder o
regresso do campeonato. O comportamento do público, ao longo dos dois dias de
competição, tocou as raias do irrepreensível, colaborando com o CAMI, clube organizador,
que, por seu lado, esteve ao mais alto nível, erguendo uma prova exemplar.
Na entrevista relâmpago que concedeu após ter feito a descida de
consagração, entre o topo da rampa e o parque fechado, debaixo de fortes e contínuos
aplausos, João Fonseca não conseguiu conter a emoção. O piloto do Sporting
Clube da Covilhã tinha acabado não só de voltar a vencer “em casa”, mas também
de ter assinado uma exibição colossal, estando sempre uns furos acima da sua
forte concorrência na luta pelo triunfo absoluto, a que juntou a vitória na
Divisão A dos Protótipos.
Os 3 tempos obtidos nas subidas oficiais de prova pelo piloto do SilverCar EF10 foram todos muito abaixo daquilo que os restantes candidatos ousaram alcançar, terminando a rampa com um avanço muito significativo e, por isso mesmo, João Fonseca assumia que “estou a viver um momento de profunda emoção. Este ano tinha decidido estar parado, por motivos pessoais e profissionais, mas o chamamento para correr em casa foi demasiado forte. Nas primeiras subidas tivemos alguns percalços com o SilverCar mas depois consegui rodar forte e chegar a mais uma vitória muito saborosa na minha carreira”. O piloto, que não está inscrito no CPM JC Group para poder pontuar, não tem planos para correr mais este ano, mas não enjeita “voltar em 2021, se conseguir apoios para montar um projeto credível e competitivo. Pode ser que esta vitória agite as águas!”.
José Correia chegava à Serra da Estrela muito motivado com a vitória de Murça e a consequente liderança absoluta do campeonato. O piloto do Osella PA2000 EVO2 enfrentou problemas na bateria da “barchetta” durante a jornada de sábado, mas conseguiu recuperar no domingo, registando excelentes tempos nas duas subidas de prova do programa e reclamando o 2º lugar da geral na prova, que correspondeu à competição máxima para o campeonato, sendo agora o grande candidato aos títulos absoluto e de protótipos.
O pódio ficou fechado com António Rodrigues (BRC CM EVO 05). O piloto que
está a fazer a sua primeira época a tempo inteiro na Montanha, esteve sempre
forte e competitivo, sem demonstrar qualquer fragilidade por nunca ter competido
na Serra da Estrela. A sua presença no pódio e o triunfo na Divisão B dos protótipos,
foram a merecida recompensa para a sua exibição.
Logo atrás de si, Joaquim Rino (BRC CM EVO 05) conseguiu juntar ao 5º
lugar da geral o 2º posto na Divisão B e voltou a provar que continua muito
competitivo.
Ausente da jornada de sábado, devido à sua participação no Rali Vidreiro,
Vítor Pascoal (Porsche 991 GT3 CUP) nãos e sentiu pressionado por ter de assinar
dois tempos nas únicas duas subidas de prova que poderia realizar e cedo se
percebeu que, em condições normais, assinaria mais uma vitória na sua categoria,
o que viria a acontecer e de forma imperial. O piloto, que também garantiu o 5º
lugar da geral, chegou ao fecho da prova com uma vantagem de 8,4 segundos sobre
o seu colega de equipa Pedro Silva (Porsche 997 GT3), piloto que também participou
com as mesmas limitações de Pascoal, porque também alinhou no Vidreiro. O pódio
dos GT ficou completo com Pedro Marques Porsche 991 GT3 CUP).
Ricardo Gomes (Tesla P100D) continuou a evoluir a sua máquina americana e
está a realizar tempos cada vez mais interessantes com o único GT elétrico a
competir em Montanha, inscrito numa categoria própria, designada VEM.
Nos Turismos, destaque para as vitórias de Luís Nunes (Ford Fiesta ST R5) na categoria e na Divisão 2, com o piloto de Valpaços a coroar a sua exibição com um excelente 6º lugar à geral.
Já Joaquim Teixeira (Cupra TCR) triunfou na Divisão 4, sendo ainda 2º da Categoria e 7º da geral, realizando uma excelente prestação e num traçado menos vantajoso para o seu bólide espanhol.
Gabriela Correia está cada vez mais forte e “trata por tu” o seu Seat Leon
Supercopa MK3. Desta feita e mercê de um fim-de-semana sempre em crescendo,
dominou a Divisão 3, foi 3ª da Categoria e reclamou um lugar dentro do Top 10
absoluto, terminando no 10º lugar. Notável.
Igual a si próprio, Parcídio Summavielle (Renault Clio R3) saiu da Serra
da Estrela com mais uma vitória na Divisão 1 e, mesmo limitado face a adversários
com carros muito mais competitivos, voltou a provar todo o seu talento,
terminando bem perto dos dez primeiros. Já merece aparecer com outros
argumentos, leia-se, outro carro mais competitvo.
Quem também brilhou na Serra da Estrela, foi Alberto Pereira e o seu Honda Integra Type R. O edil de Mesão Frio foi sempre muito rápido e venceu com naturalidade a Categoria Legends, saltando para o comando do campeonato e mostrando ser um dos grandes candidatos ao título.
Nesta prova, foi secundado por José Carlos Magalhães (BMW M3) e por Raúl Delgado (Alfa Romeo 156 Twin Spark), 2º e 3º respetivamente e autores de prestações muito positivas e sem erros ao longo de todo o fim-de-semana.
Nos Clássicos, não existiu qualquer dúvida quanto ao triunfo. Flávio Sainhas
(Ford Escort MKI) dominou de fio a pavio e continua invicto no comando da geral
particular deste campeonato. Foi secundado por Carlos Fava, num VW 1303.
Quem está cada vez mais seguro e solto na condução do seu Peugeot 106 é o jovem vimaranense Francisco Milheiro. Foi rei e senhor da taça reservada aos 1300cc, rodando muito acima do ritmo de Rui Gama (Peugeot 106), 2ºclassificado e de Eva Laranjeira, autora de uma corrida muito interessante, aos comandos do seu Fiat Uno 45S, que lhe granjeou uma ida ao pódio, mercê do 3º lugar alcançado. Na competição dos clássicos com cilindrada igual, José Pedro Figueiredo (Datsun 1200) venceu com toda a naturalidade, na frente de Domingos Fernandes (Autobianchi A122 Abarth).
Uma palavra para o gesto da organização e de todos os presentes no início
da cerimónia de pódio, ao respeitar um minuto de silêncio em memória da malograda
co-piloto Laura Salvo, vítima de um acidente durante o Rali Vidreiro.
Os sete meses de “fome” competitiva dão agora lugar a uma pequena “fartura”, pois o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group vai ter a sua terceira prova da época já no próximo fim-de-semana, com o Demoporto a assumir as rédeas da edição 2020 da Rampa da Penha Paisagem Protegida.
O Targa Clube volta às lides organizativas da modalidade e leva para a estrada este novo rali, nos dias 28 e 29 de novembro, o Rally Resende Douro Verde: A prova fará do Campeonato Centro de Ralis, contando ainda para o 3º Desafio Kumho Asfalto, Centro e Norte.
Será o primeiro evento que a agremiação portuense
realizará em 2020, depois do cancelamento de várias provas que estavam
previstas para este ano devido à pandemia de Covid-19.
“Já tínhamos Resende em mente há muito tempo. E de
facto aqui há condições magníficas para realizar uma prova desta natureza, e
quando as pessoas têm força de vontade tudo se concretiza. Viemos encontrar uma
grande recetividade junto do município e na pessoa do seu presidente, Garcês
Trindade”, começou por salientar Fernando
Batista, o histórico dirigente do Targa Clube, que destacou ainda o facto de
ser “a primeira prova que, esperamos nós, vamos organizar este ano, já
que as anteriores foram todas canceladas”. Além disso também sublinhou
a colaboração desde logo disponibilizada pelo Clube de Automóveis de Caldas de
Aregos na pessoa do seu presidente Casimiro Peralta, pois “toda a ajuda é
bem-vinda. São várias as centenas de pessoas, que cada um no seu posto,
desempenham um papel imprescindível para que o rali se realize. Destacando a
importância do apoio municipal, das forças de segurança e sanitárias, “sem as
quais é impossível realizar um evento desta natureza”, Fernando Batista
apontou também a importância que o automobilismo pode desempenhar para a
promoção de uma região como a do Douro intermédio, onde se insere Resende.
O dirigente do Targa também chamou a atenção para o
protocolo sanitário em que o automobilismo nacional se está a destacar,
enviando uma palavra de apreço à Federação Portuguesa de Automobilismo e
Karting, que se fez representar na apresentação do avento. “Imagino a
dificuldade que estará a ser dirigir este desporto numa altura de pandemia como
esta”.
Ni Amorim confirmou essa mesma dificuldade ao fazer lembrar que é com imenso esforço que vai ser possível realizar este ano menos de um terço das provas realizadas no ano passado. “Não passará de uma centena, devido às enormes limitações que tivemos. Mas também posso dizer que tenho testemunhado um grande rigor nas medidas de segurança sanitária, pois para além de ver pessoas de máscara nas classificativas de ralis até agora os casos de Covi-19 neste desporto têm sido zero”. Para o líder federativo, isso mostra “o rigor que temos tido ao nível da segurança”, reiterando que a modalidade “não se pode dar ao luxo de um novo confinamento. Não resistiremos, como aliás a economia do país também não”.
Já o autarca de Resende, Garcez Trindade, destacou a forma como o Targa Clube se empenhou na prova e na tradição que a região tem no desporto motorizado: “Basta ver que as perícias que temos tido no concelho. E a ideia é que a tradição se mantenha, pois é um polo dinamizador do turismo e da economia local. Faço minhas as palavras do Fernando Batista ao dizer que espero que a prova se venha a realizar na data prevista, e que não haja imponderáveis de natureza sanitária que nos impeçam de a fazer”.
O Rally Resende Douro Verde vai para a estrada a 28 e 29 de novembro e consta de sete classificativas em pisos de asfalto; duas passagens pelos troços de Resende/Enxertado, Miomães/S. Romão e Canizes/S. Cristóvão e uma por S. Martinho de Mouros/Paus. Terá cerca de 60 quilómetros contra o cronómetro, incluídos num percurso total a rondar a centena e meia.
O jovem piloto assinou uma magnífica exibição na prova do Campeonato Norte de Ralis integrada no Rali Fafe Montelongo e, com mais um triunfo, reforçou a liderança no campeonato.
O programa reservado ao CNR integrava seis especiais de classificação, todas disputadas durante o dia de sábado. A segunda passagem pela especial de Anjos, correspondente à quinta a percorrer, viria a ser neutralizada, ficando o percurso contra o cronómetro reduzido a cerca de 50 quilómetros. As condições meteorológicas, que foram variando ao longo do dia, tornaram-se um fator importante nas lutas pelas posições cimeiras.
Ainda com piso seco, a primeira
classificativa viu a dupla espanhola formada por Óscar Palomo e José Bouzas levar
o seu Peugeot 208 Rallye 4 à liderança, num troço em que foram secundados pelas
equipas que assumiam o maior favoritismo: Lucas Simões e Simplício Gonçalves Mitsubishi
Lancer Evo IX) foram segundos e Fernando Peres/José Pedro Silva (Mitsubishi
Lancer Evo IX) terceiros, respetivamente, a 2,2 e 3,6 segundos.
A liderança da equipa espanhola
seria de pouca dura pois, logo na segunda especial, um toque retirou-lhes todas
as aspirações, caindo para o fundo da tabela.
A chuva fez a sua aparição logo
de seguida e, paralelamente, começou o “recital” de Lucas Simões que viria a
vencer todas as restantes especiais, arribando a Fafe, no fecho da prova, com quase
minuto e meio de vantagem sobre Peres, que também assinou uma boa exibição e
garantiu preciosos pontos na luta pelo campeonato, onde é o piloto da Peres
Competições é segundo.
Augusto Costa vence nas duas rodas e alcança pódio absoluto
O pódio absoluto do Campeonato Norte de Ralis em Fafe ficou completo com a presença de Augusto Costa e Susana Silva. A dupla do Peugeot 208 VTI voltou a rubricar uma exibição muito positiva, chegando a liderança das duas rodas motrizes na penúltima especial e provando que a prova do Demoporto tinha de ser encarada com um misto perfeito de rapidez e cautela, para ultrapassar todas as armadilhas do terreno e das condições meteorológicas.
João Andrade e Sérgio Paiva (Citroen Saxo) terminaram no quarto posto da geral, sendo segundos nas duas rodas motrizes, categoria que veria Miguel Carvalho e António Reis (Peugeot 306) assegurarem o terceiro posto. O Top 5 absoluto ficou fechado pela dupla Nelson Silva/José Janela, muito consistentes na condução do Mitsubishi Lancer Evo VI com que alinharam no rali.
O Campeonato Norte de Ralis vai regressar agora aos pisos de terra. A quinta prova do ano será o Rali Terras D’aboboreira, que será disputado nos dias 30 e 31 de outubro.
Num regresso esporádico às lides do Campeonato Centro de Ralis, o campeão de 2019 esteve “intratável” aos comandos do Mitsubishi Lancer EVO IX que partilhou com Luís Morgadinho. A vitória da geral da edição 2020 do Constálica Rallye Vouzela dá-lhes motivação extra para a próxima refrega do CPR, já dentro de quinze dias, na Marinha Grande.
2020 nem está a ser um ano muito
positivo para Fernando Teotónio e Luís Morgadinho. Tendo decidido nesta época
levar as cores do Macambi Racing Team de volta às lides do Campeonato de Portugal
de Ralis, apontando à reconquista do título entre os RC2N, a dupla tem enfrentado
várias vicissitudes, que vão desde problemas mecânicos em Fafe, a um toque na
Madeira e um rali menos bem conseguido no Alto Tâmega, cabendo ao Rali de
Castelo Branco honras de exemplo único de sucesso total, correspondendo à única
vitória que possuíam esta época, à chegada a Vouzela.
Nas garagens da Domingos Sport ficava
o EVO X que tem sido utilizado no CPR, com a escolha a recair no EVO IX que
tantas alegria deu na caminhada triunfal de 2019, cumprida por Teotónio e
Morgadinho a caminhos dos títulos no Centro e nos Desafios Kumho Asfalto, Terra
e Centro.
A dupla que, na antevisão da prova, assumiu que encarava o Constálica Rallye de Vouzela como um teste de algumas soluções novas para o rali Vidreiro, não se limitou a cumprir o “trabalho de casa”. Depois de um arranque tímido, alcançando apenas o 5º melhor tempo na especial de arranque, decidiram “abrir o livro”: na PEC 2 não se limitaram a vencer, rodando a um nível completamente inacessível para os restantes candidatos à supremacia, chegando ao fecho dos 13,5 quilómetros de Penoita 1 com 15,1 segundos de vantagem sobre a dupla que mais perto conseguiu rodar. Mais de um segundo por quilómetro(!), que lhes permitiu saltar diretamente para a liderança, que reforçaram de forma definitiva nas PEC 3 e 4, que fechavam a parte da manhã, preparando-se para defender na ronda final uma farta vantagem, já então superior a 2º segundos.
Cederam 1,8 segundos na 5ª
especial, mas decidiram fechar o rali com “chave de ouro”, voltando a voar
baixinho na derradeira classificativa, onde assinaram a quarta vitória em classificativas,
selando assim uma vitória tão justa quanto imperial.
“Esta vitória aparece no
momento certo. Estávamos mesmo a precisar de um triunfo para reforçar o nosso
moral, numa época que não nos está a correr de feição”, confessava no
final o piloto. Já sobre a forma como correu o rali, Fernando Teotónio assumiu “um
início mais cauteloso, não tendo ficado satisfeito com o tempo na 1ª PEC.
Depois, atacamos a fundo e a vantagem que obtivemos na segunda especial,
praticamente decidiu o rali, pois saltamos para o comando e já com uma vantagem
forte. Continuamos num ritmo intenso e chegamos a uma vitória que é totalmente
justa. Que seja um bom prenúncio para o Vidreiro!”.
Com a dupla vencedora numa caminhada
que cedo se tornou solitária, a caminho da glória, o duelo mais vincado
aconteceu pelo segundo lugar.
Mas mesmo aqui, a dupla formada por Luís Mota e Alexandre Ramos dominou os acontecimentos. Colocaram mesmo o seu Mitsubishi Lancer EVO IX no comando do rali, ao vencerem a especial de arranque, caindo para o segundo lugar logo na classificativa seguinte e cedo percebendo que não teriam andamento para ombrear com os futuros vencedores, seus habituais adversários no CPR. Atingiram o final a 27,1 segundos dos vencedores e com uma vantagem de 5,1 segundos sobre Armando Carvalho e Ana Santos, terceiros da geral no fecho do rali, depois de mais uma prova exemplar na condução do Mitsubishi EVO V.
Para a dupla líder do campeonato,
este foi um rali muito importante para consolidar as já firmes lideranças das
competições em que estão incluídos, já que o 3º lugar na geral correspondeu à
recolha do máximo pecúlio pontual, já que nem Teotónio nem Mota estão inscritos
no CCR.
A dupla triunfou ainda nas contas
da Divisão 1 do 3º Desafio Kumho Portugal, que tinha em Vouzela uma jornada a
contar para os Desafios Asfalto e Centro. Nestas contas particulares da
excelente competição organizada pela ASR Tyres, representante ibérica dos pneus
coreanos, a equipa Pedro Silva/Nuno Rodrigues da Silva (Peugeot 206 GTi) venceram
na Divisão 2 Kumho.
Por falar em duas rodas motrizes,
a vitória nesta competição particular foi parar às mãos de mais uma equipa que
utilizou o Constálica Rally Vouzela para ganhar ritmo para o Vidreiro.
Vindos da Marinha Grande, Ernesto
Cunha e André Couceiro, realizaram uma prova de grande nível, nesta segunda saída
do piloto com o novo Peugeot 208 RALLY 4. A já reconhecida rapidez do piloto está
a ganhar consistência. Em Vouzela forma sempre os mais fortes, tendo mesmo alcançado
tempos entre os três primeiros da geral, em três das seis classificativas.
Não estando inscritos no campeonato,
deixaram o caminho aberto para José M. Gomes e Pedro Vaz, em Ford Fiesta,
voltarem a vencer neste particular das contas do CCR, sendo segundos no rali,
entre os 2R2L.
A fechar este pódio virtual, uma
dupla endiabrada reclamou o 3º posto. Vindos de Norte, Jacinto Oliveira e Sérgio
Aguiar voltaram a ser muito fortes e constantes, levando ainda o Renault Megane
ao Top 10 absoluto.
Carlos Matos triunfou entre os X5
Paralelamente à prova do CCR, o
Constálica Rally Vouzela contou, como é apanágio das provas dos campeonatos
zonais, com uma competição para carros não admitidos na regulamentação dos
mesmos.
A dupla formada por Carlos Matos e Ricardo Faria dominou os acontecimentos, aos comandos de um belo Peugeot 208 T16 R5, repetindo assim o feito de 2019. Mais rápidos nas duas primeiras especiais, viram os outros 3 candidatos, que se apresentavam no rali com viaturas R5, a deitarem a toalha ao chão, entre a 2ª e a 4ª PEC.
Num ano simplesmente catastrófico,
André Cabeças e Bino Santos voltaram a desistir na fase inicial de uma prova, devido
a um despiste na 2ª PEC, que colocou o Citroen DS3 fora de combate. Tinham sido
os terceiros mais rápidos na especial de abertura.
A 4ª PEC ditaria a desistência de
Luís Rocha e de Alfredo Barros.
O primeiro, acompanhado pelo
navegador Rui Raimundo, começou forte, sendo 2º nas PEC’s 1, 2 e 3, mas saído de
cena logo a seguir, com problemas no Ford Fiesta R5 MKII.
Já Barros, com Pedro Alves a
ditar as notas, deu um toque na mesma especial, danificando uma suspensão do
Citroen C3 R5 com as cores da Cacio e optou pelo abandono. De destacar que o
simpático piloto paredense logrou vencer a terceira especial e revelou um
andamento muito interessante na prova.
Com tudo isto, seriam os dois
Renault Clio inscritos a reclamar os restantes lugares no pódio de honra.
A equipa formada por João Marcelino
e Nuno Ribeiro foram mais rápidos na estrada, mas uma penalização de 10 minutos
atirou-os para o 3º posto, cedendo assim o 2º lugar à dupla Rui Custódio/André
Bastos.
Uma palavra final para a organização do GAS – Gondomar Automóvel Sport, que se revelou competente e montou um rali com uma boa estrutura e um programa bem delineado, com especiais interessantes e competitivas e um horário muito bem estruturado.