Categoria: Videos

  • Peugeot anuncia “le Mans Hypercar”

    Por ocasião da 88ª edição das 24 Horas de Le Mans, a marca francesa, em parceria com a Total, deu oficialmente início ao seu projeto conjunto de um “Le Mans Hypercar” (LMH), um novo regulamento que antevê uma nova era para a classe rainha das corridas de resistência, espelhando a transição energética de ambas as empresas.

    https://youtu.be/IbeBwNoywIk

    “Le Mans é o ‘Santo Graal’ do desporto automóvel”, refere Jean-Philippe Imparato, diretor da marca. “É a corrida que define quem é o vencedor e não o contrário. Para nós, essa realidade está representada em 3 vitórias, mas também no muito esforço, sofrimento, alegria e um incrível espírito de equipa com a Total, com quem celebramos, em 2020, 25 anos de colaboração entre as nossas duas empresas.”

    A escolha da categoria LMH foi ditada por vários critérios, incluindo o de uma certa liberdade em termos aerodinâmicos. Isto permite integrar os códigos estéticos da marca com o apoio do Design Peugeot. Esta colaboração já arrancou e permite, por ocasião da presente edição das 24 Horas de Le Mans 2020, desvendar um conjunto de esboços reveladores das primeiras linhas de design e introduzir os princípios fundamentais e regulamentares, em termos de dimensões.

    Para o efeito, iniciou o desenvolvimento de um Hypercarro híbrido eletrificado, cujo design icónico terá a assinatura “Neo Performance”.  Após o lançamento das várias fases de estudo para a arquitetura geral, o conceito de aerodinâmica e a escolha da arquitetura do motor, seguir-se-ão a definição final da estrutura elétrica e do conceito da cadeia de tração híbrida. Todos os departamentos técnicos da PEUGEOT Sport estão envolvidos nestes processos.

    Segundo Olivier Jansonnie, Diretor Técnico do Programa WEC, da PEUGEOT Sport, “O carro terá, assim, tração integral e, conforme exigido pelo regulamento, um motor elétrico com uma potência máxima de 200 kW no trem dianteiro. O nível total de potência será o mesmo de um carro 100% térmico de duas rodas motrizes (500 kW, cerca de 680 cv), mas dividido entre os dois eixos. Comparado com o que conhecemos atualmente em LMP1, o carro estará mais próximo dos modelos de estrada, ou seja, com mais peso e maiores dimensões (5 m de comprimento, contra os 4,65 m, e 2 m de largura, contra os 1,90 m)”.  Salientou ainda que “Este regulamento é muito diferente também porque integra um ‘BoP’ (Balance of Performance). Obviamente que estabelece certos limites, mas também abre muitas possibilidades técnicas de desenvolvimento, principalmente nas formas gerais, desde que não se exceda uma determinada performance aerodinâmica global, a aferir num túnel de vento à escala real (1:1) e que fará parte do ‘BoP’.”

    A PEUGEOT Sport está assim a desenhar uma nova trajetória energética reforçada com o lançamento da sua linha Peugeot Sport Engineered, modelos de estrada híbridos, de elevada performance, já materializada no novo Peugeot 508.

  • Motorsport Hoje: Pedro Santos e Bia Pinto

    MOTORSPORT HOJE: 1ª Temporada – Episódio #71

    https://youtu.be/d6NuNrTomlE

    Fomos até Leiria para conhecer melhor uma das duplas que tem estado em destaque no Campeonato Centro de Ralis e no 3º Desafio Kumho Portugal.

    Pedro Santos e Beatriz Pinto formam uma dupla que tem granjeado a admiração de todos pelo andamento e capacidade de lutar pelos lugares cimeiros.

    A entrevista é conduzida pelo jornalista Joaquim Amândio Santos, num trabalho que conta com imagens de Pedro Monserrate, sonoplastia de Paulo Seabra e produção de Armando Leitão.

  • Rali Alto Tâmega: 2º lugar entre os RC2N soube a pouco a Teotónio e Morgadinho

    Fernando Teotónio e Luís Morgadinho levaram o Mitsubishi EVO X do Macambi Racing Team ao 2º lugar final no Rali Alto Tâmega, entre os concorrentes da Categoria RC2N. A quarta prova do Campeonato de Portugal de Ralis acabou por valer mais pelos pontos amealhados do que pela posição alcançada.

    À partida para a quarta prova do Campeonato de Portugal de Ralis, Fernando Teotónio e Luís Morgadinho estavam seguros quer dos objetivos, quer dos obstáculos a ultrapassar. O resultado negativo da Madeira, quer em termos pontuais, quer pelos estragos causados pela saída de estrada, forçava a dupla a encarar a prova transmontana com as cautelas devidas, quer pela necessidade plena de pontuar forte, para não perder o comboio do título, quer para voltar a ganhar níveis de confiança que lhes permitisse colocar na estrada todo o seu talento e rapidez.

    Com vidas profissionais muito preenchidas, piloto e navegador não conseguiram agendar qualquer teste no período que mediou as duas provas, tornando ainda mais importante, como nos disse Luís Morgadinho, navegador e Team Manager, pouco antes da partida, utilizar “o primeiro dia de competição para nos situar quanto ao andamento e à confiança. Esta tem sido uma época agridoce, alternando bons resultados com desistências e chegamos a esta prova com a noção de que a sua importância ganhou novos índices. Terminar é obrigatório e ganhar algo importante”.

    Nas duas especiais do primeiro dia, Teotónio e Morgadinho rodaram abaixo dos limites e terminaram a jornada no 2º lugar entre os RC2N. Para o piloto, foi “um arranque muito abaixo do que queremos e sabemos fazer. Entramos no rali sem “feeling” e demoramos a encontrar um bom ritmo. Nada a dizer do Mitsubishi Lancer EVO X que a Domingos Sport nos entregou: como sempre, está impecável”.

    No segundo e último dia de prova, que contemplava mais quatro especiais, a equipa viu-se na necessidade de optar entre aumentar o ritmo e tentar chega à vitória ou assegurar a 2ª posição e pontuar forte. A segunda escolha acabou por imperar e, como diz Fernando Teotónio, sabiam que “seria difícil recuperar a diferença para os líderes. Então optamos por uma toada segura, garantindo o 2º lugar e os pontos. Como já temos dois resultados em branco, tínhamos obrigatoriamente de pontuar se queríamos manter as possibilidades de lutar pelo título.

    O balanço acaba por ser positivo pois amealhamos pontos. O 2º posto não era o que desejávamos e queríamos obter, mas um dia inicial abaixo do que podemos e sabemos fazer condicionou completamente o resultado”. Já Luís Morgadinho lembrou que “chegamos aqui ainda condicionados psicologicamente pelo que nos aconteceu na Madeira. Este foi o resultado possível e agora é olhar em frente. Há mais ralis e mais campeonato!”

  • Fernando Peres domina CNR no Rali Alto Tâmega

    Aos comandos do Mitsubushi EVO IX da Peres Competições e navegado por José Pedro Silva, o consagrado piloto do Porto dominou por completo a refrega competitiva, vencendo as quatro especiais disputadas pelo pelotão do Campeonato Norte de Ralis. A prova do CAMI Motorsport foi a terceira da temporada Norte.

    Foi um regresso perfeito ao “local do crime”. O campeão portuense tinha conquistado a primeira vitória absoluta da sua carreira no então Nacional de Ralis, na edição de 92 do Rali Alto Tâmega e logo na estreia com um Grupo A (Ford Sierra Cosworth 4X4), pela margem de 1 segundo(!) face a Jorge Bica (Lancia Delta Integrale 16V).

    Afastado agora das lutas do CPR, nem por isso Fernando Peres deixa de dar continuidade à sua longa e farta carreira, continuando a demonstrar uma competitividade notável. Nesta edição, assinou uma exibição a roçar a perfeição e impôs o Mitsubishi nos quatro troços cronometrados do percurso, chegando ao pódio final com uma vantagem de quase minuto e meio sobre toda a concorrência.

    Já com o troféu no bornal, Fernando Peres dava conta “da enorme satisfação que senti em voltar a esta prova. O rali correu-nos bem e a vitória é um prémio fantástico, que quero dedicar ao nosso chefe de equipa Luís Dias, que não pode estar presente!”. Quanto a planos para a discussão do CNR, sendo de destacar que a dupla saltou para a segunda posição do campeonato, muito perto dos líderes, o piloto da Peres Competições não tem “nada definido em termos de calendário. Possivelmente iremos a Vila do Bispo, pois estamos com saudades de um rali de terra. Mais para a frente, veremos o que ainda iremos fazer a Norte”.

    O 2º lugar absoluto foi conquistado com toda a justiça pela dupla Gaspar Pinto/Bernardo Gusmão. Este excelente resultado, que também é uma grande operação pontual na luta pelo título absoluto do CNR, é ainda somado à vitória da equipa na Divisão 1 do Desafio Kumho Portugal.

    E o feito deu-se apesar de esta ter sido mais uma prova com problemas nos travões do Mitsubishi EVO VIII, que condicionou, uma vez mais, a possibilidade de rodarem num rimo mais forte que está perfeitamente ao seu alcance.

    Augusto Costa foi o mais forte nas duas rodas motrizes

    O último degrau do pódio seria reclamado pela dupla que mais brilhou entre as que se inseriam na luta particular das duas rodas motrizes. Sempre rápidos e eficazes aos comandos do Peugeot 208 VTi R2, Augusto Costa e Susana Silva conquistaram o seu segundo pódio consecutivo à geral e estão a assinar uma época notáve nas exibições e nos resultados.

    Quem não teve qualquer sorte do seu lado foi o líder do campeonato. Lucas Simões chegava ao Alto Tâmega invicto e era, com toda a lógica, apontado como grande favorito. O jovem piloto de 22 anos, navegado por Simplício Gonçalves, entrou bem no rali e estava a impor um andamento forte no troço inaugural, quando, cerca de 10 quilómetros depois da partida, o Mitsubishi Lancer Evo IX se desligou inesperadamente. Apesar de várias tentativas, a dupla de pilotos só conseguiu colocar o carro em funcionamento vários minutos depois, mas nos troços seguintes viria a passar pelo mesmo problema, com o Mitsubishi a desligar-se várias vezes. Sem baixar os braços, Lucas Simões e Simplício Gonçalves concentraram-se em chegar ao final do rali e, assim, manterem o comando do campeonato.

    Pedro Serôdio e Fernando Sousa levaram o seu Peugeot 206 ao 4º lugar, apostando num andamento rápido e sem falhas. Logo atrás, o 5º posto foi assegurado pela dupla Miguel Carvalho/António Reis (Peugeot 206, que reclamaram ainda o triunfo na Divisão 2 Kumho.

    Chegaram ao fim da prova 16 das 25 equipas que alinharam integradas no CNR.

  • Alto Tâmega 1990: O adeus da Diabolique

    O Rali Alto Tâmega, que entre 1983 e 1992 fez parte, ininterruptamente, do Campeonato de Portugal, foi palco de um marco histórico: a última prova da equipa Diabolique, antes do fecho de portas. Estávamos em Setembro de 1990 e a equipa portuense estreava o novíssimo Ford Sierra Cosworth 4X4 no rali transmontano. A Guerra do Golfo eclodira no mês anterior, criando alguma instabilidade a nível mundial, e acabou por contribuir para o final da equipa mais vitoriosa de sempre dos ralis portugueses.

    Fonte: Santos Rally Channel

    A dupla Joaquim Santos/Miguel Oliveira trocava o “velho” Sierra RS Cosworth de duas rodas motrizes pelo novíssimo Sierra 4×4, a última arma da Ford no Mundial, para a penúltima prova da temporada, na tentativa de contrariar o domínio de Carlos Bica e do Lancia Delta Integrale 16V. A Diabolique entra nesse Rali Alto Tâmega com o pé direito, já que Santos foi o mais rápido no primeiro troço, mas logo a seguir uma saída de estrada coloca-o fora da luta pela vitória, ao perder quase um minuto. De resto, a competitividade do Sierra 4X4 face ao Lancia também não impressionara em demasia o patrão da equipa.

    Joaquim Santos concluiu o rali na quarta posição, a 1m27s do vencedor Carlos Bica, que festejou em Vidago a conquista do “tri”, ao bater António Coutinho (Toyota Celica GT-4) por 41 segundos. “Ainda antes do Rali Alto Tâmega, o Udo Kruse, administrador da Ford Lusitana, a propósito da Guerra do Golfo, confidenciou ao Miguel Oliveira que, face aos efeitos da instabilidade económica resultante daquele conflito, não tinha a certeza se tanto a Ford [norte-americana] como a Castrol [inglesa], duas empresas oriundas de países bastante comprometidos com aquela situação de guerra no Médio Oriente, continuariam a apoiar a Diabolique no ano seguinte. Com o campeonato decidido no fim do rali transmontano, o doutor decidiu que já não iríamos à última prova, no Algarve, e pouco depois entendeu avançar para a extinção da equipa”, recorda Joaquim Santos, ainda hoje o piloto com maior número de vitórias em ralis do campeonato principal: 39.

    Embora preferisse os pisos de terra, Joaquim Santos confessa que se sentiu sempre como peixe na água nas classificativas de asfalto do Rali Alto Tâmega. “Basta ver que sou o piloto com maior número de vitórias, para se entender que sempre gostei do rali transmontano. Lembro-me, até, de um ano ter vencido por uma diferença muito pequena, 1 ou 2 segundos. O último troço era o de Boticas e eu tinha apenas um 1 segundo de vantagem para o adversário com quem discutia a vitória, julgo que um dos pilotos da Renault, Inverno Amaral ou Manuel Mello Breyner. Chovia copiosamente e eu lá me ia ‘segurando’ nas bermas, sempre na expetativa de que algo pudesse correr mal. Mas valeu a pena arriscar daquela maneira, pois vencei o rali”, contou-nos o piloto de Penafiel, sobre o momento “quente” e decisivo ocorrido na edição de 1987, quando bateu Manuel Mello Breyner, então no Renault 11 Turbo da equipa Renault Galp, por… 2 segundos.

    No próximo fim de semana, ao fim de 28 anos, o Rali do Alto Tâmega regressa, pela mão do CAMI Motorsport, ao Campeonato de Portugal, sendo ainda pontuável no Campeonato de Portugal GT de Ralis, Campeonato de Portugal de Clássicos de Ralis, Campeonato Norte de Ralis, Peugeot Rally Cup Ibérica, Challenge R2&YOU e 3º Desafio Kumho Portugal.

  • Rali do Alto Tâmega: casa cheia no regresso ao CPR

    O Rali do Alto Tâmega, quarta prova do Campeonato de Portugal de Ralis, que o CAMI Motorsport organizará este próximo fim de semana, vai ter lotação esgotada em termos de inscritos, já que foram recebidos 81 pedidos. A lista de inscritos oficial será divulgada esta terça-feira e incuirá a “nata” das equipas que disputam as 7 competições que estarão em ação na prova.

    Com a “morte” anunciada do Rali dos Açores, elevou-se ainda mais a já farta importância que estava assumida pela quarta tirada do CPR 2020.

    A região do Alto Tâmega torna-se assim o ringue privilegiado de mais um “mata mata” entre os principais candidatos ao cetro nacional absoluto e aos restantes títulos em discussão. Mais de meia centena (51) dos pilotos inscritos são do Campeonato de Portugal de Ralis, incluindo GT e Clássicos, sendo importante assinalar que nesta sua prova de estreia a Peugeot Rally Cup Ibérica terá nada menos que 16 equipas participantes com os novos 208 R4, entre equipas portuguesas e espanholas.

    “Só podemos estar satisfeitos e orgulhosos com esta lista de inscritos e direi mesmo que melhor seria quase impossível, atendendo à nova realidade que estamos a viver. O CAMI sente-se recompensado pelo trabalho e empenho, em parceria com os municípios de Chaves, de Boticas e os nossos restantes parceiros, para colocar a região do Alto Tâmega no lugar que merece através de um evento desportivo de referência. Estamos conscientes da responsabilidade acrescida que temos sob os ombros e apenas prometemos dar o nosso melhor para que o rali, no próximo fim de semana, alcance o êxito que todos desejamos”, disse Nuno Loureiro, presidente do CAMI Motorsport.

    Para além do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), o rali é pontuável ainda no Campeonato de Portugal GT de Ralis, Campeonato de Portugal de Clássicos de Ralis, Campeonato Norte de Ralis, Peugeot Rally Cup Ibérica, Challenge R2&YOU e para o 3º Desafio Kumho Portugal, nas suas vertentes Asfalto e Norte.

    Recorde-se, entretanto, o horário da prova:

    SÁBADO (29 agosto)

    Partida (Parque Nadir Afonso)          15h30

    PEC 1 – Alto Tâmega (15,06 Km)      16h10

    PEC 2 – Chaves (18,72 km)                16h53

    Final: Parque Nadir Afonso                18h35

    DOMINGO (30 agosto)

    Partida (Parque Nadir Afonso)          09h00

    PEC 3 – Chaves/Boticas 1(19,40 km) 09h48

    PEC 4 – Boticas 1 (14,23km)              11h09

    PEC 5 – Chaves/Boticas 2                  13h15

    PEC 6 – Boticas 2 – POWER STAGE   14h36

    Final (Parque Nadir Afonso)              15h39

  • Pedro Almeida/Hugo Magalhães e João Barros/Jorge Henriques brilham e vencem no Rali de Mesão Frio

    A prova de reabertura do Campeonato Norte de Ralis foi emotiva e levou muito público que, de forma ordeira, assistiu a um espetáculo bem montado pelo Clube Automóvel da Régua. João Barros (Citroen C3 R5) voltou a ser o mais rápido e, a exemplo de 2019, reclamou a vitória no grupo X5, enquanto o jovem Pedro Almeida colocava o Peugeot 208 Rallye 4 no palmarés da prova, vencendo a geral no CNR. Destaque ainda para o recorde de equipas participantes: 74 estiveram à partida.

    Já são 5 as vitórias consecutivas da “The Racing Factory” nos ralis nacionais. 2 por Armindo Araújo no CPR, duas por Miguel Nunes no CPR e no CRM e agora foi a vez de Pedro Almeida dar à estrutura liderada por Aloísio Monteiro e Justino Reis mais um triunfo numa geral. Pelo andar da carruagem, a equipa ainda vai ter de mudar o nome para “The Victory Factory”!

    O piloto famalicense, navegado por Hugo Magalhães, chegou à liderança da prova na 3ª PEC, que venceu, a exemplo do que sucederia nas especiais seguintes, onde reclamou sempre o triunfo. No fecho da prova, tinha cimentado uma liderança que se cifrou em 32,3 segundos de vantagem sobre Lucas Simões e Simplício Gonçalves.

    Esta dupla, que esteve em Mesão Frio com um Mitsubishi Lancer EVO IX, voltou a rubricar uma excelente exibição e o resultado alcançado permitiu-lhes cimentar a liderança absoluta do Campeonato Norte de Ralis.

    No fecho da prova, Pedro Almeida mostrava-se “muito contente por ter vencido uma prova à geral, mas, acima de tudo, satisfeito por termos vindo a este fantástico rali cumprir quilómetros preciosos na adaptação ao carro, preparando assim da melhor maneira o Rali Alto Tâmega, onde, daqui a 15 dias, começaremos a nossa participação na Peugeot Rallye Cup Iberica”. O craque nortenho salientou ainda que “ao longo do rali, fomos alterando muitas coisas no carro e, sobretudo na secção final, durante a tarde de domingo, ficamos muito satisfeitos com o comportamento do Peugeot”. Pedro Almeida quis ainda realçar “o excelente rali que a organização montou. Já tinha aqui corrido há 4 anos e esta prova começa a provar poder um dia dar o salto para o nacional”.

    O 3º lugar final seria obtido pela dupla formada por dois grandes campeões: Fernado Peres e Filipe “Fifé” Fernandes. Tripulando o Mitsubishi Lancer EVO IX da Peres Competições, os dois fizeram um rali em crescendo e foram premiados com o último degrau do pódio, a 1:12.9 da dupla vencedora.

    Uma palavra totalmente justa para a exibição da dupla local formada pelos irmãos Alberto e Adriano Pereira. Aos comandos do Mitsubishi Lancer EVO VII da Clínica Oftalmológica das Antas, o edil de Mesão Frio e o seu navegador assinaram uma “faena” impressionante, pulverizando os tempos entre o CNR na 1ª e na 2ª especial, assumindo uma justa e espetacular liderança até, já na 3ªPEC (Cidadelhe), sofrerem uma saída de estrada, que os forçou a desistir.

    O incidente em nada mancha a sua exibição extraordinária, que tem de ser realçada, como destacada tem de ser a enorme contribuição que Alberto Pereira dá, enquanto Presidente da Câmara Municipal de Mesão Frio, à realização da prova e à sua crescente importância no panorama nacional.

    Já quanto às contas do 3ª Desafio Kumho Portugal, que tinha aqui uma prova a contar para os Desafios Norte, Centro e Asfalto, vitórias de Hélder Miranda/Rui Teixeira (Seat Ibiza na Divisão 2 e de Gaspar Pinto/Bernardo Gusmão (Mitsubishi Lancer EVO IX) na Divisão 1. De realçar que alinharam em Mesão Frio 25 equipas com os pneus coreanos, numa demonstração de vitalidade da competição organizada pela ASR Tyres.

    Barros repete dose de 2019 e domina X5

    Em cada prova em que vemos João Barros competir, voltamos a pensar quanto injusto é para os ralis nacionais este fantástico piloto não estar a “tempo inteiro” no campeonato maior. Acompanhado desta feita pelo experiente Jorge Henriques, o piloto da Fibromade deu mais um recital de condução no exigente asfalto mesãofriense, sendo sempre o mais lesto e voltando a triunfar nesta prova nas Portas do Douro.

    8 especiais no cardápio e 8 vitórias para a dupla do Citroen C3 R5, chegando ao fecho com a vitória no grupo X5 e o troféu de equipa mais rápida de todas quantas participaram no rali, chegando ao pódio final com um sentimento de “muita felicidade por ter podido andar tão rápido, num rali que gosto muito e que nos permitiu ganhar ritmo para o Alto Tâmega. Quero realçar que adoro estas especiais e que a organização esteve, uma vez mais, ao mais alto nível. Destaco ainda ter conseguido baixar os tempos que tinha feito em 2019, sentindo estar cada vez mais adaptado ao Citroen. Foi um magnífico rali!”.

    Atrás de si, cedo Vítor Pascoal e Ricardo colocaram o Porsche 911 GT3 CUP (991) na segunda posição deste duelo particular. O bicampeão nacional da Categoria RGT terminaria a 1:34.2 de João Barros, tendo também aproveitado a prova para preparar a próxima prova do campeonato principal, a exemplo do que sucedeu com os terceiros classificados, os seus colegas de equipa Pedro Silva/Alexandre Rodrigues, que colocaram o Porsche 997 GT3 no 3º posto deste Grupo X5, depois de uma luta muito interessante com os irmãos António Cruz Monteiro/Ana Cruz Monteiro, quartos classificados, aos comandos do Peugeot 208 T16 R5 da equipa LPM Grupo NOV.

    56 equipas lograram arribar ao palanque de fecho deste 9º Rali de Mesão Frio. No final, era geral a opinião de que foi alta a bitola organizativa do Clube Automóvel da Régua e do Município de Mesão Frio, tal como, diga-se em abona da verdade, já nos habituaram no passado.

    Joaquim Amândio Santos

    Fotos: Pedro Monserrate Lopes/Veddacom

  • Motorsport Hoje: Team LPM Grupo NOV

    MOTORSPORT HOJE 1ª Temporada – Episódio #68

    No programa de hoje, vamos ao encontro da dupla de irmão António Cruz Monteiro / Ana Cruz Monteiro, que defendem as cores do Team LPM Grupo NOV.

    É aos comandos de um Peugeot 208 T16 R5 que têm brilhado nos ralis e eventos de exibição, comparticipações de relevo e demonstrado andamento para outros voos.

    A entrevista foi conduzida em Leiria, pelo jornalista Joaquim Amândio Santos, num programa que contou com edição de vídeo de Armando Leitão, fotografia a cargo de Pedro Monserrate e a sonoplastia assegurada por Paulo Seabra.

  • Ford Mustang Mach-E 1400: 1.400 cv, 100 por cento eléctrico!

    A Ford apresentou o Mustang Mach-E 1400, um foguete da estrada 100 por centro eléctrico, demonstrativo do quanto se pode alcançar em termos de performance, sem recurso a uma única gota de combustível fóssil.

    Surgindo na sequência do Mustang Cobra Jet 1400, proposta igualmente 100 por cento eléctrica, de 1.400 cavalos de potência (1.419 CV), apresentada há uns meses, este Mustang Mach-E é único, fruto dos sete motores eléctricos que o equipam, bem como da elevada downforce associada, mostrando-se pronto para entrar em competição, em circuito, nas rectas de drag Racing ou em acções do tipo gincana, ou ainda em qualquer lugar onde possa demonstrar como a propulsão eléctrica permite explorar a extrema performance Mustang.

    Desenvolvido com a colaboração da RTR, tendo como base de partida um Mustang Mach-E GT branco, este protótipo pretende, também ele, alcançar o mesmo patamar de potência máxima na ordem dos 1.400 CV (1.419 CV). O chassis e a mecânica operam em conjunto, permitindo inúmeras configurações, inigualáveis em qualquer outro veículo.

    “É chegado o momento perfeito para aproveitar a tecnologia eléctrica, aprender com ela e aplicá-la ao nosso portfólio de produtos”, afirmou Ron Heiser, Engenheiro-Chefe do Programa Mustang Mach-E. “O Mustang Mach-E vai ser divertido de conduzir, tal como acontece com todos os restantes Mustang que o precederam, mas o Mustang Mach-E 1400 será completamente insano, graças aos esforços da Ford Performance e da RTR”.

    O Mustang Mach-E 1400 é o resultado de mais de 10.000 horas de colaboração entre a Ford Performance and RTR, com o objectivo de se alcançar uma ponte entre o que um veículo eléctrico pode, de facto, fazer, e o que os respectivos clientes tendem a acreditar que consegue.

    “Estar ao volante deste carro mudou completamente a minha perspectiva sobre o que podem atingir os conceitos de potência e binário”, afirmou Vaughn Gittin Jr., fundador da RTR Vehicles, Campeão de motorsport e profissional da diversão ao volante. “Esta experiência não se compara com nada que já se tenha imaginado, excepto, talvez, uma montanha-russa magnética”.

    O Mustang Mach-E 1400 tomou forma sem seguir quaisquer regras. As equipas de design da Ford e da RTR recorreram a muitas das mesmas ferramentas que a Ford utiliza nos seus modelos de competição e programas de produção. A aerodinâmica foi optimizada em termos de forma e localização, focada em condutas de arrefecimento, splitter frontal, difusores e asa traseira.

    O Mustang Mach-E 1400 integra um total de sete motores, mais cinco do que o Mustang Mach- E GT. Três estão ligados ao diferencial dianteiro e quatro ao diferencial traseiro, encontrando- se sobrepostos, recorrendo-se a um único eixo de transmissão para fazer a ligação aos diferenciais, solução que permite múltiplas afinações, que permitem configurar a viatura para qualquer tipo de condução, do drifting até às corridas de alta velocidade em circuito.

    O chassis e a mecânica foram configurados de modo a permitir que a equipa investigasse os diferentes layouts e os seus efeitos nos consumos e performance da energia, incluindo os três tipos de tracção, traseira, integral e dianteira. O set-up para Drift e Track têm afinações completamente diferentes à frente, integrando braços de controlo e mudanças de direcção para permitir ângulos de condução extremos, em drifting. A entrega da energia pode ser dividida uniformemente entre a frente e a traseira do modelo, ou a 100 por cento para um lado ou para o outro. O downforce está desenvolvido para suportar mais de 1.000 kg de carga, a uma velocidade de 257 km/h.

    Prevista está a estreia do Mustang Mach-E 1400 numa prova da série norte-americana NASCAR como teste adicional para o desenvolvimento de novos materiais. O capô é feito de fibras compósitas orgânicas, alternativa de baixo peso à tradicional fibra de carvão que reveste o restante veículo.

    A Ford está a investir mais de 11.500 milhões de dólares, a nível mundial, no domínio dos veículos eléctricos, estando o seu primeiro modelo global – o Mustang Mach-E – disponível para encomenda em Portugal a partir do início do próximo ano. A entrega das primeiras unidades Mustang Mach-E 100 por centro eléctricos aos clientes europeus está agendada para o início do próximo ano.

  • Hyundai apresenta projeto inovador na área da mobilidade sustentável

    A Hyundai apresentou hoje um inovador projeto na área da mobilidade sustentável: “Blue. The Future is Hyundai.” O projeto 360o abrange diversas áreas e inclui uma plataforma digital que pretende educar o consumidor para a eco mobilidade e esclarecer todas as dúvidas sobre este tema – a Blue Academy.

    5 de junho, o Dia Mundial do Ambiente, foi a data escolhida pela Hyundai Portugal para o lançamento do seu projeto diferenciador na área da ECO Mobilidade: “Blue. The Future is Hyundai.” Este projeto pioneiro 360o da marca engloba várias iniciativas e tem como principal objetivo assumir um papel ativo na formação do público em geral e apoiar a sociedade na transição para uma mobilidade mais sustentável.

    Ricardo Lopes, COO da Hyundai Portugal referiu, na apresentação deste projeto “Na Hyundai, não esperamos pelo futuro, construímo-lo aqui e agora. E, por isso, queremos partilhar com a sociedade tudo o que sabemos sobre ECO Mobilidade e que é o resultado de um longo caminho de pesquisa, experiência e inovação. Há mais de 20 anos que a Hyundai investe nesta área e, por isso, podemos hoje dizer que somos líderes na ECO Mobilidade ao sermos a única marca a disponibilizar viaturas que incorporam cinco tipos de motorizações eletrificadas diferentes – 48 volts Hybrid, Hybrid, Plug-in Hybrid, Electric e Fuel Cell. Fomos pioneiros no desenvolvimento da tecnologia e queremos ser pioneiros também ao liderar este movimento junto da sociedade. Este projeto é, antes de mais, um compromisso que assumimos para a formação do público em geral para a mobilidade sustentável. Enquanto líderes, acreditamos que é um papel que nos cabe assumir.”

    No âmbito deste projeto, a Hyundai apresentou também a Blue Academy, um espaço digital onde todas as perguntas sobre ECO Mobilidade têm uma resposta e que pretende ser a primeira fonte de informação para todos os clientes que pensam comprar um automóvel eletrificado. Neste espaço, para além de informação sobre as várias tecnologias e diferenças entre si, os consumidores poderão também encontrar simuladores que lhe permitirão saber qual a solução de mobilidade mais adequada para o seu tipo de utilização, simuladores de tempos de carregamento e até de poupança, onde poderão calcular quanto irão poupar na realidade ao utilizar uma viatura com tecnologia eletrificada.

    Esta plataforma pretende também esclarecer todas as dúvidas relacionadas com o carregamento das viaturas elétricas, rede de carregamento, legislação em vigor e incentivos à compra. Em resumo, responder tudo o que o cliente precisa de saber antes de comprar um carro elétrico e durante a sua utilização. Muitos destes conteúdos contarão com o contributo dos parceiros Hyundai, alguns dos principais players não só na área da mobilidade eletrificada em Portugal – como EDP, Galp, Mobie e UVE (Associação Utilizadores de Veículos Eléctricos) – mas também noutras áreas de negócio como, por exemplo, a ABAE (Associação da Bandeira Azul da Europa), a Cetelem e a Universidade de Coimbra.