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  • João Sousa termina Rali Além Mar Santa Maria ‘à porta’ do top 10

    O piloto da JC Motorsport/JPGS ENI, acompanhado pelo experiente navegador Valter Cardoso, esteve em plano de evidência na prova do Campeonato dos Açores que se disputou na ilha de Santa Maria, ao terminar na 11ª posição absoluta.

    A participação na prova açoriana deveu-se a um convite da organização e João Sousa e Valter Cardoso foram para este 40º Rali Além Mar Santa Maria com “grande expetativas, muito embora não soubéssemos muito bem o que esperar. Queríamos sobretudo concluir e evitar percalços, sabendo que o desconhecimento das especiais era um grande handicap face à esmagadora maioria dos pilotos presentes”.

    O piloto do Peugeot 206 S1600 também estava ciente que em prova estavam equipas que, para além de conhecedoras do terreno, estavam bem apetrechadas. “Havia vários carros de tração integral, incluindo R5 e R4, pelo que não seria fácil conseguir andar perto deles”, concluindo que” “andamos dentro das nossas possibilidades e penso que de forma muito satisfatória. O nível competitivo foi muito alto e logramos estar sempre no primeiro pelotão da classificação geral”.

    De facto, João Sousa e Valter Cardoso sentiram as naturais dificuldades de quem descobre uma prova pela primeira vez, mas aos poucos foram ganhando ritmo, e estiveram a um pequeno passo de terminarem no top ten. O que até nem era o aspeto mais importante desta participação.“O nível é muito bom. Gostei muito da prova. O nosso andamento foi melhorando de classificativa para classificativa, e no final conseguimos o 11º lugar à geral e a vitória no grupo X1.9. Fiquei com a intenção de regressar, pois além de ter gostado da organização, também apreciei a forma como tudo decorreu”, acrescentou o piloto e engenheiro da JC Motorsport que não enjeita “participar ainda este ano em mais um ou dois ralis, mas sempre dependendo da minha disponibilidade e da JC Motorsport, pois temos felizmente muito trabalho pela frente!”.

  • Rali Além Mar Santa Maria: Nelson Silva quer repetir a experiência

    Na sua estreia na prova do Campeonato dos Açores disputada na ilha de Santa Maria, respondendo a um convite que lhe foi endereçado, o piloto de Viana do Castelo descobriu uma nova realidade e uma prova que apresentou desafios bem diferentes, que superou de forma positiva.

    O 40º Rali Além Mar Santa Maria foi uma completa novidade, tanto para Nelson Silva como para José Janela, com a prova insular a ser encarada com o intuito de “ganhar experiência, fazer quilómetros” aos comandos do Mitsubishi Lancer Evo VI, tendo em vista “o Rali de Mesão Frio, e procurar desfrutar ao máximo. Queríamos sobretudo terminar”.

    O ‘timming’ não permitiu muito tempo para reconhecimentos e treinos, pelo que no primeiro contacto a sério com a estrada, aconteceu o primeiro percalço. “Na segunda passagem pelo ‘shakedown’ queimou a embraiagem. Ficamos na iminência de abandonarmos antes do rali ter começado”, explica o piloto vianense. Mas logo aí os Açores e, em especial as gentes da ilha de Santa Maria, provaram ser de uma índole muito diferente, uma vez que quando Nelson Silva quis resolver o seu problema e, na primeira ‘porta a que bateu’, encontrou a solução. “Quero desde já agradecer ao Rui Borges, que rapidamente se prontificou a mandar vir uma embraiagem de São Miguel por avião e a foi buscar ao aeroporto”, conta o piloto minhoto.

    “Confesso que quando vi um stand com Mitsubishi lá dentro nem hesitei. Fui logo ver se podia resolver o assunto. E acertei em cheio”, diz Nelson Silva que também elogia a forma calorosa como foi tratado. Se o primeiro dia de rali tinha começado mal, parecia que iria terminar melhor. Parecia, porque a realidade não foi bem assim, como faz questão de contar Nelson Silva: “Logo na primeira especial demos um toque numas pedras e danificamos duas jantes. Não pudemos continuar. Tivemos que abandonar. Felizmente a equipa técnica da JC Motorsport fez um trabalho magnífico e pudemos voltar no segundo dia em super rally”, embora já com a possibilidade de um resultado de relevo completamente arruinada.

    “Foi pena, pois acho que tínhamos condições para conseguirmos um resultado interessante, muito embora o objetivo não fosse esse. Fosse terminar e fazer quilómetros”, analisa o piloto de Viana do Castelo, que graças aos amigos locais teve condições para regressar no segundo dia de prova.

    “Mais uma vez, e graças ao esforço de várias pessoas foi possível voltar, fazer quilómetros e terminar, ainda que em 26º lugar, para além do triunfo no grupo. Foi uma experiência única, que nunca sonhei ter. Mas valeu a pena”, considera Nelson Silva.

    O piloto ficou cativado pela prova: “Vimos paisagens que nunca vimos nos ralis que fazemos no continente. As pessoas são amáveis e prestáveis, desde a organização que disse que esperava por nós para termos o carro pronto no parque fechado para o segundo dia (não foi preciso), até ao restaurante, que se prontificou a levar-nos comida ao parque de assistência. Verdadeiramente incansáveis. E tudo isto nos deixa com vontade de cá voltarmos”. A dupla da JPGS/ENI volta já as suas atenções para o próximo rali, com este a ser “a doer”.

    Envolvidos na luta pelos lugares cimeiros do Campeonato Norte de Ralis e pelo triunfo nos Desafios Kumho Asfalto e Norte, Nelson Silva e Janela querem rodar forte e entre os melhores no Rali Município de Mesão Frio, que se disputa a 28 e 29 do corrente mês de Agosto.

  • Álvaro Parente satisfeito com o teste para Le Mans

    Álvaro Parente realizou ontem o “test day” oficial das 24 Horas de Le Mans, que se realizou no circuito de La Sarthe, e, muito embora sinta que exista ainda trabalho pela frente, o dia do seu regresso à pista francesa foi muito positivo.

    O português não tomava parte na clássica francesa desde 2017, voltando este ano aos comandos de um Porsche 911 RSR da HubAuto Racing – uma estreia, uma vez que nunca tinha competido com um carro da histórica marca alemã. Este domingo, o piloto de Porto e os seus colegas de equipa, Dries Vanthoor e Maxime Martin, estiveram na mítica pista gaulesa, assim como a generalidade dos restantes pilotos e equipas, para realizar o dia de testes que visa preparar as míticas 24 Horas de Le Mans.

    Sem que a principal motivação para a jornada de trabalhos fosse os tempos, os pilotos e técnicos da HubAuto Racing foram experimentando e validando soluções ao longo das oito horas de actividade em pista com o intuito de encontrar uma afinação que deixe o Porsche 911 RSR rápido e consistente para a prova de 24 horas que tem o seu arranque no próximo sábado às 15h00, Hora de Lisboa.

    “De manhã rodei pouco, mas da parte da tarde fiz um turno duplo e, posteriormente, mais algumas voltas. Sinto-me cada vez mais à-vontade com o carro, mas ainda tenho alguma margem de progressão e vou trabalhar para que esteja o mais bem-adaptado possível ao Porsche. Quanto ao comportamento do carro, está muito bom, mas falta-nos alguma velocidade de ponta relativamente aos Porsche oficiais. Vamos ver o que podemos fazer quanto a isso para que na quarta-feira possamos estar numa situação ainda mais confortável”, afirmou Álvaro Parente.

    No final do dia, o carro da Hubauto Racing figurava no sexto posto da tabela classificativa dos GTE Pro, mas os tempos não eram a preocupação de Álvaro Parente e os seus colegas de equipa. “Não tínhamos como objectivo realizar voltas de qualificação, antes rodar de forma consistente e avaliar estratégias de corridas e o comportamento dos pneus. Estamos satisfeitos com os resultados, mas podemos ainda melhorar e agora vamos analisar todos os dados que reunimos para na quarta-feira estarmos ainda mais competitivos” concluiu o português.

    A actividade em pista recomeça na quarta-feira com os treinos-livres e qualificações, programa repetido na quinta-feira. A sexta-feira é um dia de descanso para que pilotos e equipas estejam prontos para a corrida de 24 horas, que terá o seu início no sábado, dia 20, às 15h00, Hora de Portugal Continental.

  • Artur Silva domina por completo o Desafio Kumho em Santa Maria

    O piloto do Citroen Saxo Cup venceu e convenceu na segunda prova do Desafio Kumho Açores 2021, logrando ainda conquistar um top dez na 40ª edição do Rali Além Mar Santa Maria, terceira prova do Campeonato de Ralis dos Açores.

    A bela Ilha de Santa Maria foi palco da segunda jornada da competição reservada aos pneus Kumho. Para ditar o resultado final, os pilotos tinham pela frente 5 especiais, correspondentes à dupla passagem pelos 5,80 kms de Ginjal/Anjos, no primeiro dia do rali e pelo triplo confronto com os 12,1 kms de Santa Bárbara/Almagreira, já na segunda jornada da prova organizada pelo Clube Asas do Atlântico.

    Uma vez mais, foram 5 as equipas que se apresentaram à partida para disputar a competição, neste que é o ano de arranque do Desafio Kumho nos Açores, que acompanha as provas que contam para o TRRA- Troféu Regional de Asfalto dos Açores.

    Entre o plantel, destaque máximo para Artur Silva e Paulo Jesus. Tripulando um bem preparado Citroen Saxo Cup, a dupla “limpou” a tabela de tempos Kumho nas cinco especiais, construindo assim uma vitória tão justa quanto sólida e que, no final dos 47,9 quilómetros. Não satisfeitos, juntaram a esta vitória um quinto posto no TRAA e um robusto 10º lugar absoluto.

    De volta às contas Kumho, fica o realce para a vantagem de 59,4 segundos construída pela dupla vencedora sobre Décio Gonçalves e Emanuel Barcelos, também aos comandos de um Saxo Cup. Para a equipa, este segundo posto foi precioso, pois permitiu-lhes consolidar a liderança do 1º Desafio Kumho Açores, após terem vencido a ronda inaugural.

    O 3º lugar final e respetiva subida ao pódio coube a mais uma dupla que confiou nos Citroen Saxo Cup. Ricardo Silva, navegado por Rui Valadão, ainda deu luta a Décio Gonçalves na fase inicial e, mesmo tendo de ceder nessa refrega pelo 2º posto, assinou uma exibição muito sólida, premiada com o 3º lugar Kumho, estando agora nessa posição da tabela pontual.

    Ricardo Moura e Fábio Pereira foram sempre muito consistentes na condução do seu Peugeot 206 RC, logrando conquistar um bom 4º lugar em Santa Maria recolhendo assim preciosos pontos.

    Entre as equipas da “armada” do Desafio Kumho Açores nesta terceira jornada do campeonato açoriano, apenas a dupla Francisco Costa/Luís Faria (Peugeot 206 RC) claudicou e logo no dia inaugural. Um problema mecânico afetou-os ainda na segunda especial do rali e foram forçados a desistir logo após concluírem a PEC, sem possibilidades de retomarem no dia seguinte da prova.

    O Desafio Kumho Açores terá a sua terceira jornada no Além Mar Rali Ilha Lilás 2021, agendado para os dias 17 e 18 de setembro.

  • WRC: Thierry Neuville garante vitória ‘em casa’

    Foi preciso chegar ao seu país natal para Thierry Neuville finalmente alcançar a sua primeira vitória do ano no Campeonato do Mundo de Ralis.

    Em Ypres o piloto da Hyundai dominou os acontecimentos, ainda que não de forma esmagadora, já que o seu colega de equipa Craig Breen valorizou o triunfo com uma forte oposição, ainda que no último dia o irlandês tenha ‘levantado o pé’ para garantir que terminava na segunda posição. Isso explica o meio minuto que no final o separou do vencedor.

    Ainda assim Neuville não andou a fundo neste último dia de prova, longe disso, assumindo que só atacaria na derradeira especial, a Power Stage, devido aos pontos suplementares que confere no campeonato. Só que o belga se quedaria pela terceira marca nessa segunda passagem pelo troço de Francorchamps, onde o mais rápido foi Ott Tanak. O estónio teve este domingo a sua melhor prestação de toda a prova, pois só não ganhou a primeira das quatro classificativas desta última jornada, onde o mais rápido foi Kalle Rovanpera.

    O finlandês da Toyota soube tirar partido de algumas dificuldades sentidas pelo seu companheiro de equipa Elfyn Evans para lhe ganhar a terceira posição, terminando seis segundos e meio à frente do galês, que assim se teve de contentar com o quarto posto final.

    Sébastien Ogier sofreu um furo na segunda especial do dia que não lhe permitiu alterar a quinta posição que ocupava no começo do dia, pelo que apenas lhe restou tentar ganhar a Power Stage. Objetivo que falhou por dois segundos, pois Tanak esteve muito forte hoje.  

    Ainda assim pontos importantes para o Campeão do Mundo e líder do campeonato, enquanto o estónio da Hyundai sai da Bélgica com um sexto lugar que fica aquém das suas expetativas. Atrás dele a luta dos WRC2 decidiu-se favoravelmente para o líder da véspera, Yohan Rossel, que no Citroën C3 Rally2 acabou por se impor por mais 51 segundos a Pieter Cracco, em Skoda Fabia R5, já que Sébastien Bedoret ficaria pelo caminho, ao abandonar na terceira especial do dia.

  • Álvaro Parente começou o programa “Le Mans”


    Álvaro Parente disputa este ano as 24 Horas de Le Mans e começa já no próximo domingo a redescobrir o traçado de La Sarthe e a preparar a mítica corrida de endurance.

    O português regressa este ano à maior clássica de resistência do mundo, depois de ter participado pela última vez em 2017, competindo aos comandos de um Porsche 911 RSR da HubAuto Racing que dividirá com Dries Vanthoor e Maxime Martin.
    No próximo domingo o piloto do Porto tomará parte no dia de testes oficial que estará aberto a todas as equipas e marca o início da semana do mítico evento gaulês, sendo esta a derradeira oportunidade para ultimar todos os detalhes antes da prova.

    Consciente do desafio que representa uma prova como as 24 Horas de Le Mans, Álvaro Parente tem vindo a realizar um programa de preparação intenso e completo que engloba diversas áreas relevantes para o evento. “Tenho vindo a realizar uma preparação física muito intensa, para recuperar deste período de inactividade, muito embora tenha sempre mantido um treino consistente, e estou seguro de que estou pronto para enfrentar uma prova tão exigente como Le Mans, a este nível. Já rodei com o Porsche 911 RSR, num teste de dois dias realizado pela equipa, o que foi muito bom para reentrar no ritmo e conhecer o carro. Temos ainda o ‘test-day’ no domingo, o que nos permitirá encontrar um bom entrosamento entre todos os pilotos e a equipa. Estou confiante de estaremos bem preparados para toda a semana de La Sarthe”, afirmou o português que tem no seu currículo triunfos como nas 12 Horas de Bathurst ou na ronda do Mónaco da World Series by Renault Apesar de toda a preparação, Álvaro Parente prevê uma semana cheia de desafios, uma vez que estará envolvido na intensa luta da classe GTE, que habitualmente é a mais disputada da prova.

    O português está consciente de que terá de enfrentar as diversas equipas oficiais presentes, com todo o seu poderio, mas sublinha que ele e a HubAuto Racing têm também as suas virtudes e têm um objectivo claro. “Será uma prova muito dura, uma vez que somos uma equipa privada a lutar contra as formações oficiais. Mas temos também os nossos trunfos… Temos um bom trio de pilotos – o Maxime venceu a prova o ano passado e o Dries é piloto oficial da Audi – a equipa está muito motivada e é perceptível o desejo de fazer bem em todos os membros. Vamos focar-nos na corrida, encontrar boas afinações para tornarmos o nosso carro rápido e consistente, aproveitar as oportunidades e evitar problemas para chegarmos à tarde de domingo com um bom resultado”, sublinhou Álvaro Parente.

    Depois do test-day oficial, realizado neste domingo, a actividade em pista recomeça na quarta-feira com os treinos-livres e qualificações, havendo um dia de descanso na sexta-feira, para que pilotos e equipas descansem para a corrida de 24 horas que terá o seu início no sábado, dia 20, às 15h00, Hora de Portugal Continental.

  • Filipe Albuquerque quer voltar a vencer em Le Mans

    Filipe Albuquerque já está em França onde irá disputar as emblemáticas 24h de Le Mans no próximo fim-de-semana de 21 e 22 de Agosto. Ao volante do Oreca da United Autosports, o piloto português espera repetir o feito do ano passado e subir, pelo segundo ano consecutivo, ao lugar mais alto do pódio entre os LMP2 naquela que é considerada uma das provas mais duras e exigentes do automobilismo mundial.

    Filipe que venceu este ano as duas jornadas que disputou do Campeonato do Mundo de Resistência (FIA WEC) enfrenta o desafio do ano com motivação e determinação acrescidas: “Estamos num excelente momento no WEC, com duas vitórias. Para além disso, a vitória em Le Mans o ano passado coloca-nos numa boa posição para repetir o feito. Queremos muito ganhar, mas também sabemos das dificuldades que vamos ter de enfrentar: mais carros, mais concorrência e factores externos que não podemos controlar. Mas são todas estas dificuldades que tornam esta prova ainda mais interessante a todos os níveis”, começou por explicar.

    A dividir a condução do Oreca #22 com Phil Hanson e Fabio Scherer, Filipe está ciente que tem consigo uma excelente equipa: “Os meus colegas são muito bons. O Fabio é um estreante, mas tem evoluído muito bem e estou certo que se vai adaptar a Le Mans facilmente. O pré-teste vai permitir-lhe conhecer o traçado, ao mesmo tempo que vamos avaliar o carro com as novas configurações de Le Mans. Há todo um processo a fazer nos próximos dias. Com o profissionalismo de todos, vai tudo correr bem”, continuou.
     
    “Não tenho dúvida que somos o trio mais competitivo. Mas, numa prova como esta, a competitividade dos pilotos não é suficiente, a fiabilidade da máquina e evitar incidentes próprios deste tipo de corrida são factores principais. É sem dúvida a corrida mais importante do ano e por isso temos de fazer tudo muito bem feito e assegurar que a vitória se repete. É nisso que estamos focados”, rematou Filipe Albuquerque.
     
    O programa das 24h de Le Mans será longo. Começa este Domingo, 15 de Agosto, com o pré teste. Depois, na quarta-feira, dia 18 terão lugar as sessões de treinos livres e na quinta a qualificação. A corrida arranca no sábado pelas 15h e terá transmissão em directo no Eurosport.

  • Toyota quer fazer história em Le Mans

    A TOYOTA GAZOO Racing pretende defender a sua coroa e fazer história na 89ª edição da icónica corrida de resistência – as 24 Horas de Le Mans que irá decorrer a 21 e 22 de Agosto 2021.

    Após três vitórias consecutivas em Le Mans com o seu TS050 HYBRID, este ano a equipa estreia no Circuito de la Sarthe o novo hipercarro – o GR010 HYBRID e está determinada em continuar a senda de vitórias. Os campeões mundiais em título, Mike Conway, Kamui Kobayashi e José María López, no Toyota GR010 HYBRID # 7, sofreram um desgosto em Le Mans nos últimos anos, devido a problemas mecânicos vendo assim goradas as suas hipóteses de vitória, apesar de dominarem boa parte da corrida em 2019 e 2020. A equipa de pilotos do carro # 7 chega à maior corrida do ano após terem vencido, o mês passado, as 6 Horas de Monza.

    Sébastien Buemi e Kazuki Nakajima, no entanto, tiveram um percurso notável, vencendo em La Sarthe, três vezes consecutivas, incluindo o triunfo do ano passado ao lado de Brendon Hartley. O trio do Toyota GR010 HYBRID #8 lidera a classificação dos pilotos após vitórias nas 6 Horas de Spa-Francorchamps e nas 8 Horas de Portimão.

    Com o dobro de pontos para o Campeonato Mundial de Resistência (WEC – World Endurance Championship) da FIA de 2021 a ser atribuído aos pilotos, Le Mans é importante na batalha pelo título mundial. A TOYOTA GAZOO Racing detém uma vantagem de 30 pontos sobre a Alpine após três das seis corridas do WEC, enquanto a equipa do Toyota # 8 lidera a classificação dos pilotos apenas a seis pontos dos seus companheiros do Toyota # 7.

    Além de procurar conquistar a sua quarta vitória consecutiva em Le Mans, a edição de 2021 marca a décima vez que a Toyota corre em La Sarthe com um carro eletrificado com a tecnologia híbrida. Nas nove tentativas até o momento, a equipa já conquistou três vitórias, cinco “pole position” e terminou no pódio um total de nove vezes. Este ano, enfrenta o hipercarro da Scuderia Cameron Glickenhaus, que inscreve dois carros, assim como da Alpine, que participa com um carro LMP1 evoluído da época anterior. Mas o desafio de Le Mans vem da natureza extenuante da mítica corrida francesa, bem como dos rivais em pista.

    Com cerca de 25.000 mudanças de velocidade, 4.000 km em aceleração máxima e mais de 2 milhões de rotações das rodas numa corrida normal de 24 horas, Le Mans é um verdadeiro teste de resistência. Os preparativos para o desafio começaram em outubro de 2020, quando o GR010 HYBRID foi testado pela primeira vez em Portugal, em testes secretos no Autódromo Internacional do Algarve (AIA), desde então, mais oito testes foram feitos para otimizar o desempenho e a fiabilidade do carro, além das três corridas do WEC. A etapa final da jornada acontecerá no próximo domingo, o único dia de teste oficial no Circuito de la Sarthe de 13.626 km.

    Dois dias de preparação intensa levam a cinco horas de treino e uma sessão de qualificação na quarta-feira 18 de agosto. Quinta-feira 19 de Agosto há mais cinco horas de treinos, antes e depois da sessão de 30 minutos da Hyperpole às 8h da noite de Portugal continental, quando a TOYOTA GAZOO Racing irá procurar conseguir a sua quinta pole position consecutiva para as 24h de Le Mans.
     
    A 89ª edição das 24 Horas de Le Mans terão início às 15h de sábado, diante de uma multidão de 50.000 pessoas, enquanto 62 carros e 186 pilotos seguem os passos das lendas, somando as suas próprias histórias a uma corrida que aconteceu pela primeira vez em 1923.

  • Decisões da Fórmula E acontecem em Berlim

    As duas derradeiras provas do Campeonato do Mundo FIA de Fórmula E vão decorrer em Berlim no mesmo desativado aeroporto de Tempelhof, mas desta feita utilizando o traçado em sentido contrário ao de anos anteriores – agora contrário ao sentido dos ponteiros do relógio.

    O circuito berlinense terá as mesmas 10 curvas num percurso desenhado nas placas de cimento, mas agora com uma variante alongada, de modo a proporcionar mais oportunidades de ultrapassagem, situada no último setor do traçado, criando cinco curvas adicionais.

    Segundo os responsáveis pela prova, as modificações contribuem para que a corrida seja retardada em hora e meia, e a primeira vez que a prova é aberta ao público desde a corrida do Mónaco, que também teve venda de bilhetes a um número limitado de espetadores, e também desde que em Puebla (México) foi dado acesso a trabalhadores essenciais em tempo de pandemia.

    Em Londres alguns convidados VIP também tinham sido autorizados. No caso da capital alemã, nos dois dias estão previstos 10.400 espetadores, que terão de respeitar os protocolos preconizados pelas autoridades sanitárias, como testes Covid, certificados de vacinação e distanciamento.

    Nyck de Vries (Mercedes EQ) chega a Berlim na frente do campeonato, seis pontos à frente de Robin Frijns (Enevision Virgin), sendo que a Enevision Virgin lidera o campeonato e equipas, numa prova que marcará a despedida da disciplina por parte da BMW e da Audi, sendo que a Andretti Autosport continuará como cliente da marca de Munique em 2022, o último ano do monolugar Gen2, enquanto a marca dos quatro anéis continuará a fornecer motores à Enevision Virgin.

    O bicampeão Jean-Eric Vergne está na oitava posição do campeonato, depois de dois abandonos nas três primeiras provas. O companheiro de equipa de António Félix da Costa pareceu este ano voltar aos seus melhores momentos, mas isso acabou por não se confirmar e é agora uma ‘carta fora do baralho’ na ronda berlinense.

  • Ernesto Cunha satisfeito com exibição na Madeira

    Foi com sucesso e satisfação que Ernesto Cunha e Rui Raimundo cruzaram a meta do Rali Vinho da Madeira. Prova que, apesar de não ser pontuável para o Campeonato de Portugal de Ralis 2RM, figurava no calendário da equipa, mostrou-se desafiante, imprevisível, mas recompensadora.

    A dupla arrecadou o 5º posto na classe RC4 e leva para casa um reconhecimento de “Fair Play” pela comunicação social local, após ceder uma peça suplente do seu carro a uma equipa adversária num ato de desportivismo.

    Ernesto cunha mostra-se satisfeito com a prestação e assinala o ritmo positivo: “No primeiro dia de prova, o rali começou com tempo chuvoso, mas durante a tarde virou completamente para um calor intenso, algum nevoeiro e pisos com zonas molhadas. Esta imprevisibilidade repetiu-se no segundo dia, fazendo com que a nossa prestação fosse uma grande aprendizagem nestas condições desafiantes. Tudo correu dentro das nossas espectativas e sem sustos, pelo que o sentimento de satisfação é o que fala mais alto neste momento.”

    “O objetivo era rodar e conhecer melhor as classificativas locais, pois apesar desta prova não fazer parte do nosso campeonato, queremos voltar a disputá-la numa das próximas edições. Saímos da Madeira com um grande conhecimento adquirido e com novo ritmo para as próximas provas”, refere o piloto do Peugeot. 

    Com uma excelente jornada de aprendizagem em condições tão específicas, a EFC Rally Team aponta armas para a sua próxima prova já no início de setembro: o Rali da Água Alto Tâmega.