O piloto de Regilde começou com o ‘pé direito’ a sua participação na 10ª edição da prova organizada pelo Clube Automóvel da Régua, ao impor-se na especial noturna que ‘abriu’ esta quarta ronda do Campeonato Norte de Ralis.
As 55 equipas
presentes à partida para este segundo evento de asfalto da temporada do CNR
tiveram pela frente neste primeiro dia os 5,17 km da especial de Santo André,
que depressa confirmou Adruzilo Lopes e Paulo Silva como os grandes favoritos a
repetirem o êxito conseguido na prova anterior em Famalicão. A dupla do
Mitsubishi Lancer Evo IX ganhou 1,1 segundos aos segundos mais rápidos – por
sinal os melhores duas rodas motrizes – Augusto Costa e Susana Silva, muito
velozes no Peugeot 208 VTi.
Igualmente em
destaque neste ‘aperitivo’ noturno de sábado foi Alberto Pereira. O edil de
Mesão Frio, acompanhado por Gonçalo Carvalho no Honda Civic Type-R, gastou só
mais 1,5s que o vencedor da classificativa, partindo para a jornada de domingo
a somente quatro décimas do segundo classificado.
O 4º e 5º lugar
foram para mais dois Peugeot 208 R2, tripulados, respetivamente, por Pedro
Silva, 4º e comandante da Divisão 1 do Desafio Kumho e Luís Morais, que fechou assim
o Top cinco.
Uma palavra de
destaque para a mesãofriense Sónia Pereira que “voou baixinho” com o seu Mitsubishi
Lancer EVO VII, terminando esta primeira seção num brilhante 6º lugar da geral.
Notável para uma piloto local que só compete de fora esporádica!
Saliência também
para a atuação de Miguel Carvalho e António Reis, que ocupando o nono posto da
‘geral’ no Peugeot 26 GTi, comandam a Divisão 2 do Desafio Kumho, num primeiro
dia em que não participaram os três concorrentes inscritos na prova extra.
Pela negativa o
destaque vai para o ‘balde de água fria’ que constituiu a penalização de
Fernando Peres, já que o piloto portuense do Mitsubishi Lancer Evo IX,
penalizou por atraso 7 minutos, colocando-o claramente fora da luta pela
primazia no rali.
De referir que amanhã domingo, segundo e último dia do rali, as hostilidades começarão cedo, após as nove da manhã e incluirão as restantes sete especiais de classificação, num total de 56,81 kms contra o cronómetro.
Após o excelente terceiro lugar nas 24h de Spa-Francorchamps, a dupla Portuguesa, Miguel Ramos e Henrique Chaves do Lamborghini #77 da Barwell Motorsport, focam-se agora em Brands Hatch na luta pelo titulo na Pro-AM da Sprint Cup.
Com seis das dez provas do Campeonato já disputadas, Ramos e Chaves mantém-se na luta pela Sprint Cup. O Pódio conseguido na dura prova de 24 horas em Spa há quatro semanas, é um excelente tónico para a luta pelo título na Pro-AM. Sendo a penúltima das provas da Sprint Cup, é muito importante não desperdiçar as oportunidades, mas acima de tudo manter tudo em aberto, até porque os quatro primeiros estão separados por apenas oito pontos.
Os líderes com 71,5 pontos são Valentin Pierburg e Dominik Baumann (no Mercedes-AMG #20), que têm sido muito regulares durante todo o ano, pressionados pelos Portugueses Miguel Ramos e Henrique Chaves no Lamborghini #77 com apenas 3 pontos de atraso. Mas estes últimos, não se podem distrair, pois estão a ser bastante pressionados com a curta vantagem de apenas 0,5 pontos, para Alex West e Jonny Adam no Aston Martin Vantage #188. Ou seja, uma luta ao rubro em perspetiva até porque os quartos classificados, Louis Machiels e Andrea Bertolini (no Ferrari 488 #52), estão dentro da janela dos oito pontos de diferença para o líderes e todos eles já se mostraram capazes de lutar pela vitória em qualquer circuito.
Para Miguel Ramos, “após a mais longa das provas, voltamos agora ao formato Sprint com duas corridas de uma hora. Brands Hatch é um circuito muito interessante, foi palco do Grande Prémio de Inglaterra de Fórmula 1 durante vários anos e já lá corri por duas vezes, tendo em ambos os anos subido ao Pódio com um terceiro lugar em 2012 e um segundo em 2011. Ainda não tive a felicidade de vencer em Brands Hatch, vamos ver como nos corre agora, passados quase dez anos desde a ultima vez. O Campeonato está muito interessante e nós estamos na luta pela Pro-AM a 3 pontos dos líderes, mas também estamos a ser pressionados pelos terceiros, pois só temos apenas meio ponto de avanço. Enfim, as contas fazem-se mais tarde, para já é momento de luta e aproveitarmos o bom carro que a Barwell sempre nos tem disponibilizado ao longo do ano”.
A Fanatec GT World Challenge pode ser seguida ao vivo no YouTube ou através da APP Oficial para IOS e/ou Android, disponível na App Store ou Google Play.
O piloto do Mitsubishi Lancer Evo VII disputa no Rali Município de Mesão Frio a sua terceira prova da época e a primeira em pisos de asfalto, pelo que promete adotar uma toada cautelosa, sem deixar de pensar no CNR e no Desafio Kumho Norte.
Tendo a seu lado Daniel Rodrigues como
navegador, Henrique Rodrigues vai para a prova do Clube Automóvel da Régua
determinado a alcançar um bom resultado, tanto em termos absolutos – pois é
quarto no Campeonato Norte de Ralis – como no 4º Desafio Kumho Portugal, onde vai
defender o 3º posto no Desafio Kumho Norte.
O piloto do Mitsubishi Lancer Evo VII está
no seu ano de regresso aos ralis, depois de mais de uma década de ausência, mas
depressa ‘desenferrujou’, sendo a prova disso os resultados conseguidos já esta
temporada. “Fizemos ralis entre
2006 e 2009 e interrompemos as nossas participações até este ano”,
explica Henrique Rodrigues, que decidiu “voltar em 2021, pois já era
muita a vontade de voltar a competir. Depois de muita ponderação, escolhemos
como objetivos disputar o CNR e o 4º Desafio Kumho Portugal, porque nos pareceu
o mais apropriado para as nossas possibilidades e aspirações dos nossos
parceiros”.
É claro que a comparência em Mesão Frio,
nesta quarta tirada do CNR e dos Desafios Kumho Norte e Asfalto, tem também
muito a ver com os resultados desportivos que o piloto tem conseguido. “O
campeonato está a correr bem, muito melhor do que as nossas espectativas
iniciais, pois estivemos muitos anos parados, sem fazer nada e o principal objetivo
para este ano era e ainda é conseguirmos perceber o que poderemos fazer nos
próximos anos. No entanto, os resultados têm aparecido e agora que estamos na
luta pelos lugares de honra quer do CNR quer do Desafio Kumho Norte, vamos à luta,
fazendo sempre o melhor e andando o mais rápido que nos for possível, sabendo
que o essencial passará sempre por conhecer cada vez melhor o carro e aprender
a conduzi-lo, pois é a primeira vez que conduzo um quatro rodas motrizes”,
explica.
“Neste momento somos
quartos classificados no CNR e terceiros no Desafio Kumho Norte. Só fizemos
ainda ralis em terra, não fomos a Famalicão e estamos atrás de bons pilotos,
com carros ótimos e bem mais experientes. O que nos deixa muito satisfeitos
quanto às nossas participações até ao momento”, faz questão de salientar
Henrique Rodrigues.
Apesar dos bons resultados alcançados nas duas
provas de terra que realizou, o evento do próximo fim-de-semana é encarado pelo
piloto com alguma prudência, uma vez que se disputa numa superfície diferente: “A
abordagem ao Rali Município de Mesão Frio vai ser cautelosa, pois não fizemos
nenhum treino no asfalto com o carro. Não faço ideia de como se comporta este
Mitsubishi Evo VII no asfalto e também não conheço o rali. Pelo que vamos com
uma toada calma e de aprendizagem, numa perspetiva de conhecer melhor o carro,
não aspirando a um grande resultado à partida, no entanto vamos andar o melhor possível
e ir vendo onde nos posicionamos na classificação. Um lugar bem dentro do top
dez absoluto seria positivo”.
No Rali Município de Mesão Frio o Mitsubishi Lancer EVO VII de Henrique Rodrigues volta a estar aos cuidados de Carlos Matos, da Matos Competições, equipa “em quem depositamos a nossa confiança, pelo trabalho e dedicação que tem vindo a fazer com o carro e comigo”, destaca o piloto. Henrique Rodrigues também destaca o facto de, relativamente às duas primeiras provas do CNR não haver “nenhuma evolução no carro para esta mudança da fase de terra para asfalto. Não foi feita nenhuma melhoria, apenas o carro foi todo revisto e alterado para este tipo de piso”.
Por último o piloto deixa um agradecimento ao seu navegador, Daniel Rodrigues pela “dedicação que também tem tido neste projeto e aos meus parceiros, indispensáveis para conseguir montar esta época. Os bons resultados que estamos a obter são a forma de lhes agradecer todo o apoio”.
Numa época consagrada ao Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, o piloto de Fafe decidiu quebrar essa rotina e participar no Rali Município de Mesão Frio. Uma forma de ‘matar as saudades’ das provas de estrada, que já não disputa há vários meses e para as quais atualmente tem menos disponibilidade.
Este
ano dedicado às provas de rampa, Cláudio Batista sempre teve um gosto especial
pelos ralis, que não disputa desde 2020, sobretudo devido aos seus afazeres
profissionais. “Os ralis retiram-me muito tempo, obrigando-me a uma
semana para preparar cada um deles. Tempo que não tenho devido à empresa. Daí
ter apostado na Montanha, que é ao fim-de-semana e não exige tempo de
preparação. É só chegar e correr”, explica.
A ideia de disputar o Rali Município de
Mesão Frio teve muito a ver com o facto de, entre as várias provas do
Campeonato Norte, ser uma prova que conhece: “Desde o Rali Fafe Montelongo
do ano passado que não faço ralis. Mesão Frio é um rali que conheço bem, muito
embora tenha algumas novidades. A maior parte dos troços agradam-me, pois são
muito desafiantes, muito técnicos e não perdoam erros. A prova é disputada num
local magnífico e tem sempre uma excelente organização”.
Este regresso de Cláudio Batista aos ralis
faz-se com um copiloto novo, por força das circunstâncias. “O meu
habitual navegador testou positivo a Covid-19, e por isso tive de recorrer ao
Diogo Costa, que é filho de um navegador experiente”, explica o piloto
minhoto.
No Rali Município de Mesão Frio as
expetativas do piloto do Citroën DS3 R1 são apenas as de concluir a prova do
Clube Automóvel da Régua: “Vou sobretudo com o intuito de me divertir.
‘Matar saudades’ dos ralis. Não tenho quaisquer objetivos a nível de resultado,
até porque, à imagem do que sucede na montanha, o meu carro não se adequa a
qualquer categoria. Assim chegar ao fim será aquilo que pretendo nesta prova, desfrutar
e aproveitar para ganhar ritmo depois da paragem de verão”.
Sobre a possibilidade de fazer mais ralis para além da prova duriense, Cláudio Batista não a exclui, muito embora pretenda focar-se muito em rematar o melhor possível a sua temporada no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group: “Não digo que não possa disputar mais algum rali este ano. Talvez tenha de descansar um pouco da competição, para depois me dedicar totalmente a Boticas e concluir de forma positiva a minha época na Montanha. Está a ser muito positiva e, mesmo perante adversários de grande valor e com carros muito mais competitivos, estamos na luta por um top quatro final na divisão e tudo faremos para o alcançar em Boticas, na última prova do ano”, conclui.
Adruzilo Lopes e Fernando Peres chegam a Mesão Frio separados por apenas 5 pontos na tabela absoluta do Campeonato Norte de Ralis e assumem favoritismo na discussão da vitória. Mas, para além do seu duelo particular, esta dupla de campeões nacionais vai enfrentar forte oposição na 10ª edição do Rali Município de Mesão Frio.
Estamos prestes a abrir as Portas do Douro para receber novamente a fina flor dos ralis a norte. E para comemorar o 10º aniversário do evento do Clube Automóvel da Régua, nada como um desafio ainda mais aliciante, quer pelas alterações introduzidas no percurso, quer pela lista de inscritos que junta uma enorme qualidade à quantidade recorde de equipas que querem estar presentes na prova construída em pleno Douro Vinhateiro.
No total o rali terá
uma extensão de 121,98 quilómetros, dos quais 61,98 são em provas especiais de
classificação e 60 em ligações. Quanto a novidades, o troço de Barqueiros conta
com duas novas chicanes a meio do percurso, para além de uma zona nova, que
anteriormente era realizada na especial noturna, terminando no Miradouro do Imaginário.
Quanto ao carácter competitivo desta jornada, a expectativa é muito alta. Até ao momento, só dois pilotos lograram vencer no CNR em 2021: Adruzilo Lopes, em Vieira do Minho e Famalicão e Fernando Peres, no Rali Terras D’Aboboreira. Os dois chegam a Mesão Frio separados por apenas 5 pontos no campeonato e vão de certeza “espremer” tudo dos seus Mitsubishi Lancer EVO IX na batalha pela primazia, luta onde não estarão isolados, dado que o pelotão da prova do Clube Automóvel da Régua apresenta muitos e bons candidatos aos lugares do pódio absoluto.
Desde logo, o vianense Nelson Silva, terceiro no campeonato, que está cada vez mais rápido aos comandos do seu Mitsubishi Lancer EVI VI, o mesmo sucedendo com Henrique Rodrigues (Mitsubishi Lancer EVO VII), quarto da tabela pontual, neste seu regresso às lides dos ralis. De volta está também o Mitsubishi Mirage de Tiago Almeida que quererá se imiscuir no combate, com o mesmo foco a ser assumido por Luís Mota, num EVO VII e Alexandrino Dinis que utilizará um EVO IX.
Nas duas rodas motrizes o campeonato está também ao rubro. Após as três primeiras provas, Luís Morais (Peugeot 208 VTI R2) e João Andrade (Citroen Saxo) estão empatados no comando da tabela, mas, com toda a certeza, não passará só por eles o protagonismo da jornada nas Portas do Douro, com a competição particular dos 2RM a estar muito aberta.
Com os rapidíssimos
208 VTI R2 da marca francesa de Sochaux estarão ainda em Mesão Frio Augusto
Costa, Manuel Pereira, Luís Martins e Pedro Silva, juntando-se à luta o Citroen
Saxo do veloz Filipe Teixeira e o Peugeot 206 GTi de mais um dos nomes em
destaque, Miguel Carvalho. Apostando em modelos da Renault, olhos postos nas perfomances
de Jacinto Oliveira, num Megane e nos Clio RS de Viana Martins e Hélder Silva.
Uma palavra para a
presença de dois pilotos “da casa” muito “especiais”: os irmãos Alberto Pereira
e Sónia Pereira vão alinhar nesta 10ª edição. O edil mesãofriense utilizará o
Honda Civic Type R com que tem brilhado no Campeonato de Portugal de Montanha
JC Group, enquanto a sua irmã estará ao comando do Mitsubishi Lancer EVO VII
com que recentemente venceu a prova regional integrada na 6ª Rampa de Santa
Marta.
A 10ª Edição do Rali Município de Mesão Frio incluiu, como habitualmente, uma prova extra. Um trio de respeito apresenta-se à partida. O favoritismo vai para o Citroen C3 R5 de Carlos Martins, que medirá forças com o sempre rápido Carlos Fernandes (Peugeot 208 Rally 4), entrando também na luta o Renault Clio RS R3T de José Loureiro.
Dado o atual
contexto pandémico, a organização, em conjunto com as autoridades, coloca em
prática um protocolo sanitário rigoroso. que, entre outras medidas, exige a
apresentação de certificado de vacinação, ou a realização de teste ou
apresentação de teste negativo a Covid-19 realizado menos de 72 horas antes da
prova a todos os participantes e envolvidos no Rali. O controlo do parque de
assistência será feito mediante credenciais e cada equipa terá direito a oito
pessoas naquela área.
PROGRAMA (CNR)
SÁBADO (28 agosto)
21:00 – Partida – Av. Conselheiro Alpoim,
Mesão Frio
PEC 1 – Santo André (5,17
km)
21:10
21:58 – Final da 1ª Secção: Av. Conselheiro
Alpoim, Mesão Frio
DOMINGO (29 agosto)
09:00 – Partida – Av. Conselheiro Alpoim,
Mesão Frio
PEC 2 – Barqueiros 1 (7,56
km)
09:36
PEC 3 – Cidadelhe 1 (9,60
km)
10:04
11:12 – Reagrupamento EM
108
PEC 4 – Barqueiros 2
11:28
PEC 5 – Cidadelhe 2
11:56
12:20 – Reagrupamento Av.
Conselheiro Alpoim, Mesão Frio
PEC 6 – Cidadelhe 3 13:30
PEC 7 – Barqueiros 3
14:15
PEC 8 – Oliveira (5,33 km)
14:48
16:50 – Chegada: Av Conselheiro Alpoim –
Mesão Frio
Entrega de Prémios (De acordo com as normas da DGS)
Consolidar o pódio absoluto no campeonato Norte de Ralis e reforçar a liderança no Desafio Kumho Norte, eis as duas “presas” na mira de Nelson Silva, na abordagem ao Rali Município de Mesão Frio, quarta tirada 2ª doer” da época do piloto de Viana do Castelo e que decorre já no próximo fim-de-semana.
A época de 2021 está a correr sob o signo do êxito para Nelson Silva e José Janela. Como tal, a dupla do Mtsubishi Lancer EVO VI com as cores da JPGS/ENI apresenta altos índices de confiança e motivação para o rali do Clube Automóvel da Régua que, uma vez mais, utiliza as desafiantes e deslumbrantes estradas de asfalto nas encostas do Douro. Terceiros classificados na geral absoluto do Campeonato Norte de Ralis, após as três primeiras provas (Vieira do Minho, Terras D’Aboboreira e Famalicão), Nelson Silva e José Janela querem voltar aos resultados de topo, depois de um resultado abaixo das expectativas na tirada famalicense.
Nesta 10ª edição do Rali Município de Mesão
Frio a aposta volta a ser no mesmo Mitsubishi Lancer Evo VI que utilizaram no
evento do Team Baia. “Vamos participar com o mesmo carro que Famalicão,
que nos dá toda a confiança. Foi feito um profundo trabalho de manutenção e
também fizemos alguns ajustes a nível da eletrónica. A JC Motorsport não poupou
esforços para colocar o carro nas melhores condições”, explica.
Agora, é dar tudo na estrada pois “para
Mesão Frio o nosso objetivo passará por lutar por um lugar dentro do top cinco
e arrecadar maior número pontos para o campeonato”, assume o piloto
vianense, que destaca ainda a importância de “fazer tudo para vencer na
batalha particular da Divisão 1 do Desafio Kumho e, dessa forma, consolidar a liderança
da tabela pontual nesta competição”.
O piloto vianense considera Mesão Frio como “um rali especial porque há um ano atrás foi a minha estreia com o José Janela e também é o primeiro rali que eu repito desde que me iniciei na competição”. Nelson Silva expressa também o seu desejo da sua evolução também se traduzir em resultados: “Em comparação com o ano anterior espero um resultado bem melhor para podermos festejar o nosso primeiro aniversário da melhor forma e dar assim continuidade a esta época que tem sido excelente”. No total o Rali Município de Mesão Frio terá uma extensão de 121,98 quilómetros, dos quais 61,98 são em provas especiais de classificação e 60 em ligações.
Álvaro Parente não pôde terminar a 89ª edição das 24 Horas de Le Mans, devido a problemas técnicos, mas faz um balanço positivo do seu regresso à mais importante corrida de endurance do mundo.
A equipa do piloto português conseguira assegurar a pole-position da GTE Pro, batendo as formações de fábrica, mas o piloto do Porto sentia que em prova tudo seria mais difícil e complicado, o que acabou por se confirmar. A maratona de vinte e quatro horas teve o seu início com a pista molhada e depois de duas voltas de Safety-Car, na confusão, Maxime Martin, que realizou o primeiro turno de pilotagem, não evitou um pião, caindo muitas posições.
Rapidamente ficou evidente que a máquina da HubAuto Racing não conseguia acompanhar o andamento dos outros concorrentes da GTE Pro. Quando Álvaro Parente pegou no Porsche 911 RSR número setenta e dois, no final da tarde, estava já no oitavo posto da classe e com duas penalizações devido a limites de pista e a uma ultrapassagem sob situação de Safety-Car. O português andou no máximo das capacidades do material ao seu dispor, assinando um turno duplo rápido e consistente, mas era difícil recuperar posições. Ao longo da noite, o carro da HubAuto Racing subiu a quinto, graças aos problemas dos carros que rodavam à sua frente, mas as 7h30 da manhã, a seis horas e meias da bandeira de xadrez, com Dries Vanthoor ao volante e pouco antes de ser substituído por Álvaro Parente, problemas técnicos colocaram a equipa fora de prova.
Após a corrida, o piloto português estava desapontado e conformado. “Como já esperava, estávamos sem andamento para poder acompanhar os nossos adversários. Demos o máximo enquanto estivemos em prova, fiz bons ‘stints’, mas era impossível ir mais além. Face ao cenário em que estávamos, terminar teria sido um bom prémio para todos na equipa, mas acabámos por ter de abandonar”, sublinhou Álvaro Parente.
Apesar de todas as contrariedades e o desapontamento da corrida, o piloto do Porto retira pontos positivos do seu regresso a La Sarthe, onde não corria desde 2017. “Competir em Le Mans é sempre fantástico. É uma prova de sensações fortes, daquelas em que todos os pilotos querem competir. Quando entro numa corrida, o meu objectivo é vencer, mas desta feita era muito complicado e tinha isso em mente. Dei o meu máximo e era muito complicado fazer melhor. Foi importante voltar a Le Mans, competir com um Porsche e conhecer a HubAuto Racing. Portanto, apesar do abandono, faço um balanço muito positivo da minha participação nesta prova”, concluiu Álvaro Parente.
Nove “especiais” de classificação, sendo uma noturna (super-especial), totalizando 65,25 quilómetros ao cronómetro, fazem parte da estrutura do Rali da Água – CIM Alto Tâmega, a quinta jornada do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) que o CAMI Motorsport vai colocar na estrada nos próximos dias 4 e 5 de setembro próximo.
“Montámos
a prova procurando um figurino que combinasse competitividade com segurança e,
nesse contexto, tenho a certeza que a mesma será do agrado das equipas
participantes”, sintetiza Jorge
Castanheira, diretor do rali que continuará a ter o seu centro nevrálgico em
Chaves, com o secretariado no Museu Nadir Afonso e o Parque de Assistência no
Aeródromo local. As principais novidades, para além da mudança do nome, numa
estratégia da Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega que visa promover a
região como território de água e bem-estar, são o regresso de uma
super-especial noturna, designada Memorial Claudino Romeiro – em homenagem a
este dirigente federativo falecido em outubro passado –, no centro da cidade
flaviense, e ainda a introdução de uma nova classificativa: Carvalhelhos.
De
resto, a estrutura da prova é muito semelhante à da edição anterior que já foi
merecedora de elogios pela esmagadora maioria das equipas. Em termos
desportivos, volta a integrar, também, o calendário da espanhola Copa Suzuki
Swift 2021. O Rali da Água – CIM Alto Tâmega é ainda pontuável no Campeonato
Norte de Ralis, Campeonato de Clássicos de Ralis, Campeonato GT de Ralis,
Campeonato Júnior de Ralis, Campeonato de 2 Rodas Motrizes, Challenge R2 &
You, KIA RC e Desafio Kumho.
Os pilotos do Campeonato Norte de Ralis competem apenas no domingo – o primeiro concorrente sai para a estrada 5 minutos após o último concorrente do CPR –, disputando as classificativas de CIM-Alto Tâmega 1, Carvalhelhos, Boticas/Vidago 1, CIM-Alto Tâmega 2 e Boticas/Vidago 2.
PROGRAMA (CPR)
SÁBADO
(4 setembro)
08:00/09:30 – Free Practice
10:30/11:00 – Qualifying Stage
11:40/12:10 – Shakedown
12:45 – Escolha da ordem de Partida (hangar do Aeródromo
de Chaves)
16:30 – Partida (Parque Nadir Afonso)
PEC 1 – Alto Tâmega (12,9 km) 17:30
PEC 2 – Termas de Chaves (15,8 km) 17:51
18:28 – Final no Parque do Nadir Afonso
20:24 – Partida do Parque Nadir Afonso
PEC 3 – Memorial Claudino Romeiro (2,45 km) 21:00
22:08 – Final da 1ª etapa no Parque Nadir Afonso
DOMINGO (5
setembro)
08:45 – Partida do Parque Nadir Afonso
PEC 4 – CIM-Alto Tâmega 1 (14,65 km) 09:37
PEC 5 – Carvalhelhos 1 (10,35 km) 10:33
PEC 6 – Boticas/Vidago 1 (12,80 km) 11:05
11:53/12:08 – Reagrupamento no Parque Nadir Afonso
12:17/12:47 –Parque de Assistência (Aeródromo de
Chaves)
PEC 7 – CIM-Alto Tâmega 2 13:16
PEC 8 – Carvalhelhos 2 14:12
14:40/15:20 – Reagrupamento em Boticas (Central de
Camionagem)
PEC 9 – Boticas/Vidago 2 (POWER STAGE) 15:29
16:23 – Pódio final na Biblioteca Municipal de Chaves.
Teve lugar este fim-de-semana a 89ª edição das 24 horas de Le Mans, na qual António Félix da Costa foi um dos representantes lusos e aquele que mais possibilidades tinha de ter vencido esta carismática prova.
Desde a sessão de qualificação ficou bem evidente o excelente ritmo de António Félix da Costa no circuito de la Sarthe, em Le Mans. O piloto obteve a pole position na classe LMP2, deixando o 2º mais rápido a 0.5 seg, numa volta canhão do piloto Português. Na corrida AFC voltou a brilhar, num turno de condução inicial exímio, onde abriu uma diferença de mais de trinta segundos para a concorrência. Tudo apontava para uma animada luta pela vitória, mas um problema técnico ao inicio da noite, retirou qualquer hipótese ao piloto luso de conquistar a vitória nesta edição das 24 horas de Le Mans.
Ainda assim, e apesar desse percalço, que fez o carro nº 38 da JOTA perder cerca de sete voltas, caindo nessa altura para o fundo da classificação geral, António Félix da Costa, Anthony Davidson e Roberto Gonzalez não baixaram os braços, iniciando uma grande recuperação, encurtando a diferença o vencedor, para terminar no 8º lugar da categoria LMP2. No meio de tudo isto coube ao piloto luso de 29 anos a tarefa de conduzir cerca de onze das 24 horas, mostrando-se o líder do carro nº 38.
\No final António Félix da Costa referia que “claro que estamos tristes porque sentimos desde o inicio que tínhamos carro e andamento para lutar pela vitória, mas Le Mans é isto mesmo, alegrias, desilusões, suor, lágrimas, uma corrida única que todos querem ganhar e que tem um sabor especial. Do nosso lado fica a certeza que demos tudo, nunca deixámos de lutar, mesmo com o problema que nos fez perder sete voltas. Fui chamado pela equipa para guiar quase onze horas e apesar do cansaço, dei sempre tudo e sinto-me contente com a minha performance, penso que não ficou indiferente a nínguem. Esta é uma corrida que quero muito ganhar e sem dúvida voltarei em 2022 para lutar por este sonho. Agradeço à equipa JOTA o excelente trabalho que fizeram, mecânicos, engenheiros e todo o staff, aos meus colegas de equipa que mantiveram um espirito de luta incrível ao longo de toda a corrida, e por fim, aos Portugueses, que me apoiaram sempre muito ao longo de todo o fim-de-semana!”
Quando faltam disputar duas provas, ambas no Bahrain, António Félix da Costa sonha ainda com este título Mundial, ele que é o actual vice campeão por equipas nesta mesma classe, a LMP2.
A Cidade Falcão acordou este fim de semana ao som dos motores dos concorrentes ao Campeonato de Portugal de Drift e da Taça Internacional de Drift, um exclusivo de Pinhel e do Clube Escape Livre. Batalhas intensas e discussões no limite desenharam um fim de semana de competição verdadeiramente espetacular.
A terceira prova do Campeonato de
Portugal de Drift teve como palco a cidade de Pinhel e pano de fundo um traçado
melhorado pela organização do Clube Escape Livre e a colaboração total da
Câmara Municipal de Pinhel. As mudanças promovidas orientaram-se para
dificultar a tarefa aos pilotos, melhorar a segurança e oferecer ainda mais
espetáculo aos espetadores.
Apesar de todas as limitações
impostas pelas Direção Geral de Saúde – obrigatoriedade de comprovativo de
vacinação ou teste negativo, que podia ser feito gratuitamente no local – o
público marcou forte presença em Pinhel. E os pilotos ao longo dos dois dias de
competição recompensaram, com o seu empenho e maestria, essa adesão dos
espetadores. E todos deram por muito bem empregue o seu tempo.
As muitas batalhas que se desenrolaram entre sábado e domingo, verteram até à parte mais sumarenta do Drift de Pinhel: as semifinais e finais das categorias Iniciados, Semi Pro e Pro. A categoria Iniciados contou com a presença de dois pilotos André Nunes e Manuel Granja, ambos ao volante de modelos da BMW, o primeiro com um E46, o segundo com um E36. André Nunes superiorizou-se a Manuel Granja, reafirmando-se como um dos valores seguros para o futuro.
Com 17 pilotos presentes, a
Categoria Semi Pro era a mais participada e ofereceu espetáculo abundante ao
longo das muitas batalhas que conduziram até à final onde Hélder Alves levou o
diferenciado Pontiac Fiero à vitória face a Joel Silva ao volante de um BMW
E30. Destaque, ainda, para a presença de modelos como o Ford Mustang GT de
Leandro Crivelaro (11º classificado), o Nissan 200SX de António Costa (12º da
geral) e o Nissan 350Z de José Magalhães (17ª posição), no meio de um oceano de
BMW.
Como sempre, a categoria Pro foi
a mais espetacular com alguns pilotos a mostrarem um ritmo de manobra e
qualidade acima da média. A presença de Michael Perrottet trouxe o toque de
internacionalização, com o piloto do Nissan a dar espetáculo. Porém, Diogo
Correia usou com maestria o seu BMW M3 e acabou por derrotar o vencedor da Taça
Internacional, Michael Perrottet.
A Taça Internacional, uma
organização exclusiva do Clube Escape Livre, apesar das dificuldades de alguns
pilotos em fazer a deslocação a Pinhel, realizou-se na noite de sábado com a
presença de 12 pilotos, entre eles Michael Perrottet da Suíça, Marcos Correa,
de Espanha, e Diogo Correia, piloto português que está a competir na Europa.
A noite foi iluminada pelo brilhantismo dos pilotos e depois de muitas batalhas tudo aconteceu na grande final onde o piloto suíço e o português se entregaram a um duelo que beneficiou os espetadores espalhados de forma segura e responsável pelo traçado de Pinhel. O piloto do Nissan acabou por se superiorizar ao português do bem preparado BMW M3, que acabaria por se vingar na prova a contar para o Campeonato de Portugal de Drift. A memória do piloto Daniel Saraiva foi de novo evocada com a entrega do prémio Fair Play, que tem o seu nome. Michael Perrottet foi o piloto distinguido.
Mais uma vez, a SPAL foi a responsável pelos troféus entregues aos pilotos. Rui Ventura, Presidente da Câmara de Pinhel, afirmou que “assistimos a uma competição absolutamente espetacular, com uma bitola elevadíssima e abrilhantada com a presença de pilotos que competem ao mais alto nível na Europa. Por isso, tenho de estar muito satisfeito, agradecer aos pilotos o espetáculo que proporcionaram e aos muitos espetadores, ainda mais por terem respeitado todas as regras de segurança. E, mais uma vez, realçar a importância da parceria com o Clube Escape Livre para alcançarmos este êxito.”