Gonçalo Novo e João Novo abordam a prova do Campeonato de Portugal de Rallycross Diatosta do próximo fim de semana na pista transmontana determinados a prosseguirem o seu percurso competitivo.
Muito embora vivendo realidades algo
diversas, os dois pilotos da Motofil só têm um objetivo: Tentar andar nos
primeiros lugares, sendo que João Novo vai voltar ao “combate” nos S1600.
Aos comandos do seu Toyota, Gonçalo Novo quer
manter em Montalegre o mesmo registo da prova anterior em Lousada, onde a sua
magnífica exibição no Eurocircuito da Costilha, culminou com a obtenção de um
magnífico segundo lugar. Por isso em relação à prova deste fim-de-semana é
perentório: “Vou para Montalegre com o objetivo de lutar novamente pelos
lugares do pódio”.
João Novo vem de uma participação na divisão SuperCar em Lousada, pois isso a prova transmontana será um ‘mudar de agulha’ para um regresso aos S1600 que está a gerar grande expetativa, dada a reconhecida competitividade do “jovem lobo” da Motofil.“Será um regresso ao Citroën C2, em que espero conseguir andar pelos lugares cimeiros da divisão mais concorrida do Campeonato de Portugal de Rallycross. É sempre enorme desafio para mim, mas vou sem qualquer receio e ciente de que posso lutar pelas posições de relevo!”, refere o piloto entusiasmado para o evento do fim-de-semana.
O piloto de Lousada pretende repetir a excelente exibição realizada na prova de abertura do Campeonato de Portugal de Ralycross by Diatosta, confiando no potencial do seu Citroën C2 S1600 na competitiva divisão ‘rainha’ da disciplina.
Depois da exibição de luxo rubricada na
prova de abertura da época em Lousada, onde, depois de vários acertos no seu
carro, Jorge Machado conseguiu ‘trepar’ algumas posições na classificação,
logrou dois quartos lugares, uma vaga na semi-final e depois um segundo lugar
na final, onde uma grande atuação lhe permitiu subir ao pódio. As ambições do
lousadense para jornada deste fim de semana em Montalegre são legitimamente
grandes.
Na Divisão S1600, que é mais competitiva da
disciplina e sobre a qual estão direcionados mais holofotes no PTRX, a
prioridade é repetir se não melhorar o desempenho da prova anterior, pensando
sempre em ser consistentemente rápido e evitando quaisquer percalços.
“Tal como se viu em Lousada é importante
ser consistente, manter o foco naquilo que é essencial; passar sempre à fase
seguinte para na fase decisiva estar em posição de discutir o pódio e a
vitória, como sucedeu no arranque da temporada”, começa por afirmar Jorge Machado sobre a
sua deslocação à ‘catedral’ transmontana do ralycross.
Para o piloto do Citroën C2 S1600 a “entrega
terá de ser total, pois o nível competitivo está muito alto”. Também
quer “continuar a dar continuidade ao trabalho realizado desde a época
passada”, mostrando “confiança na equipa e no Citroën C2 para
estar à altura do desafio, fazendo como até aqui, pensando no campeonato, mas
atacando prova a prova”, ciente de que tem de “estar no sítio
certo para pontuar forte” e colocar-se “na luta pelos lugares de
topo em cada evento, sendo que Montalegre não é exceção”.
Jorge Machado mostra-se assim confiante na
‘dose certa’, até porque sabe que na prova do próximo fim de semana os seus
adversários não lhe vão facilitar a tarefa. Antes pelo contrário. Estão
bem-avisados do seu potencial e terão tendência para adotarem uma condução
ainda mais agressiva, ainda que dentro das ‘regras’.
“A concorrência está muito forte. Mesmo assim vamos à luta e acredito que iremos ombrear pelos lugares cimeiros. Vamos conscientes de que irá ser mais uma jornada dura e difícil. Mas têm de contar connosco”, remata o lousadense que espera celebrar outro grande resultado nesta segunda prova do PTRX 2021.
O madeirense está de regresso ao Campeonato de Portugal de Montanha JC Group e, como sempre, isso é sinónimo de espetáculo e velocidade. Aos comandos do kartcross AG1000, o ‘Furacão da Madeira’ prepara a sua estreia na prova do Demoporto.
Se é verdade que a
meteorologia oficial até prevê um fim-de-semana de canícula, também alerta para
o facto de poderem acontecer trovoadas e afins, sendo habitual que a Rampa da Penha
Paisagem Protegida nos presenteia com um sortido meteorológico ao longo do fim-de-semana,
não menos verdade será que os aficionados poderão contar com uma “tempestade”
competitiva com origem no Arquipélago da Madeira.
Nelson Andrade dá
assim continuidade à sua aposta no campeonato maior do país, neste ano de
estreia da Taça de Portugal de Kartcross de Montanha JC Group, tendo se tornado,
em pouco tempo, um dos mais aplaudidos pelos amantes da modalidade. Este
reconhecimento está a ser erguido pelo binómio rapidez/espetacularidade que o
piloto impõe em cada uma das suas performances, almejando não só dominar as lides
entre os kartcross mas, sobretudo, estar sempre na luta pelo Top 10 absoluto de
um campeonato cuja competitividade é intensa.
A Rampa da Penha
Paisagem Protegida vai ser mais “uma completa novidade para mim. Traçado
desconhecido, que me vai obrigar a um esforço suplementar no reconhecimento. Na
Montanha, onde se decide cada subida por ínfimas frações de segundo, o
conhecimento da pista é vital e esse vai ser mais um dos nossos handicaps”.
No entanto, Nelson Andrade quer “trabalhar para conseguir um lugar entre os dez primeiros da geral”. O “Furacão da Madeira” tem noção de que “é ambicioso querer lutar por uma posição tão acima na tabela, pois o meu kartcross é o que tem menos argumentos, quando comparado com os carros que estão na luta pela geral, mas vamos com tudo, como sempre e sem qualquer receio!”. O AG1000 foi, como sempre, alvo “de uma profunda revisão por parte da FR Power. Tem sido muito bom trabalhar com a equipa técnica do Rui Ferreira. São excelentes e estão sempre a tentar melhorar o kartcross. Tenho plena certeza de que o AG1000 vai chegar à Penha forte e que me vai permitir ser muito competitivo!”.
O piloto deixa uma palavra de “profundo agradecimento ao Município de Porto Moniz, pelo carinho e apoio com me honra, bem como às empresas Equinócio Construções, The Old Pharmacy Wine Bar, Steak & Sun Restaurante e Bravagym, patrocinadores de referência e que promovo com muito orgulho!”.
Em termos de horário e alinhamento de subidas, a prova do Demoporto arrancará às 13.45 de sábado, dia e que se realizarão sucessivamente o warm up 1, duas subidas oficiais de treinos e a 1ª subida de prova para o CPM JC Group, tendo a rampa regional direito a uma subida de treinos e outra a contar para a classificação, dose que repetirão no domingo. O cardápio dominical terá início às dez da manhã, com o warm up 2, com os concorrentes do CPM JC Group a realizarem mais uma subida oficial de treinos, antes das duas subidas finais de prova que, como habitualmente, serão decisivas.
A segunda jornada da GT3 Cup, este próximo fim de semana, no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, vai ter lotação quase esgotada em termos de participantes, já que estão inscritos nada menos que 18 Porsche 997, mais cinco em relação ao arranque, em abril, deste novo troféu monomarca.
O aumento do
número de inscritos reflete o sucesso da competição promovida pela P21
Motorsport, na qual há a registar a chegada de mais um patrocinador, a Quinta
da Pacheca, e com a particularidade de também fazer alinhar um carro com as
suas cores.
“Já era expectável,
mesmo antes da prova de Braga, que o número de pilotos interessados em correr
na GT3 Cup iria aumentar, só que não houve tempo para preparar os carros e
depois dessa primeira jornada a procura aumentou. E é com agrado que vamos
receber agora 18 inscritos e apenas não ‘esgotamos’ os 20 carros adquiridos à
Porsche GT Cup da Argentina, porque quatro deles não vinham totalmente prontos
a correr e ainda há mais por concluir. Mas tudo indica que na terceira jornada
da GT3 Cup, no mês de julho e de novo na pista de Portimão, teremos os 20
Porsche na grelha de partida”, explica José Monroy, manager da P21 Motorsport,
confessando-se radiante com a evolução da GT3 Cup:
“Sempre
considerei que era possível chegarmos a este número de participantes, atendendo
à forma como a GT3 Cup foi delineada, mas claro que nada estava garantido,
apesar de ser um projeto novo e diferente no panorama das corridas de
velocidade em Portugal. Como nunca gostei de colocar as expetativas muito altas
em tudo aquilo que faço, hoje sinto-me duplamente feliz ao ouvir os comentários
dos pilotos, quer dos que correm quer dos que testaram o carro. As suas
palavras enchem-nos de alegria e representam uma grande motivação, mas também
um acréscimo de responsabilidade, em termos de futuro, para a equipa da P21
Motorsport”.
O consagrado e
veterano Mário Silva (PRO) é a grande novidade na jornada de Portimão, a que se
juntam também os estreantes João Parreira (GD), Alfredo Barros (AM) e ainda as
duplas Francisco Cruz/Paulo Gonçalves (AM), Rui Mirita/Hugo Guimarães (GD),
Miguel Caetano/João Posser (GD) e Hélder Moura/José Rocha (PRO/AM).
“Juntamente com o consagrado Mário Silva, damos as boas-vindas a um conjunto alargado de novos pilotos, uns com mais e outros com menos experiência, mas o importante é que, não tenho dúvidas, vão acrescentar, cada um à sua maneira, valor e competitividade à GT3 Cup”, acrescentou Monroy.
O piloto de Aveiro quer repetir a boa exibição que teve na prova anterior do Campeonato de Portugal de Rallycross by Diatosta, em Lousada, onde conseguiu um excelente segundo lugar nos SuperCars.
No traçado transmontano José Lameiro
mostra-se mais confiante, pois espera sentir-se “mais confortável”,
pois na ronda anterior mostrou estar mais adaptado à condução seu Skoda Fabia,
que também sofreu melhorias de modo a torná-lo mais competitivo para a jornada
do próximo fim-de-semana.
“Foram feitas algumas alterações e
melhorias no carro para esta jornada. Testamos com afindo e ficamos muito
satisfeitos com o comportamento do carro. Quanto à prova, vamos para Montalegre
com um foco: vencer. Esperamos ter andamento para estar na luta e podem contar
com o meu empenho total. Vou dar tudo em pista!”, adianta o piloto aveirense.
E para que nada falhe na ronda de
Montalegre José Lameiro e a sua equipa prepararam com cuidado a deslocação a
Trás-os-Montes: “pois para além do trabalho da equipa na oficina e dos
testes, fizemos ainda um pequeno ‘shakedown’ em Montalegre, tendo tudo corrido
pelo melhor”.
Quanto à estratégia, é simples: “Rodar a fundo desde os treinos e tentar lutar ‘manga’ a ‘manga’ pela liderança, tendo total confiança no nosso Skoda Fabia, que tem sido muito bem tratado pela DM Motorsport e pela IGV Racing”, diz ainda o piloto de Aveiro, que na prova deste fim-de-semana só lamenta a ausência de público, especialmente uns certos fãs muito especiais: “Mais uma vez, infelizmente, não vamos poder ter a ‘Mancha Negra’ em pista, mas sei que nos vão estar a apoiar de longe”.
A quarta prova da temporada do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group decorrerá na Penha, sob a égide organizativa do Demoporto. São 59 inscritos, a prometer um fim-de-semana em cheio para a jornada que assinala o dobrar do meio da época.
É um traçado muito técnico e exigente aquele que espera a “Família da Montanha” em Guimarães. 2780 metros, com um desnível de 179 metros e uma inclinação média de 6,7%, até que se atinjam as células fotoelétricas que marcam a meta, puco antes do Santuário da Penha, icónico monumento religioso pertencente à Irmandade de Nossa Senhora do Carmo da Penha, entidade anfitriã do evento. Em termos competitivos, vão ser várias e acesas as batalhas pelo domínio, seja ele absoluto, seja nas categorias, divisões, grupos e classes.
5 são os protótipos em ação. Na Divisão A, o duelo vai ser entre José Correia (Osella EVO2-PA30, líder do campeonato absoluto e da categoria e Hélder Silva, no BRC BR53. Correia foi melhor nas duas primeiras provas da época e Silva respondeu na terceira, reduzindo a sua desvantagem pontual. Vai ser, certamente, uma luta muito intensa. Na Divisão Protótipos B, António Rodrigues está invicto.
O piloto do BRC CM05 EVO da NJ Racing tem dominado, mas quer o seu colega de equipa Nuno Guimarães (SilverCar S2), quer Joaquim Rino (BRC BR49 EVO), têm vindo a evoluir e vão dar imensa luta.
Nos GT, Vítor Pascoal e o seu Porsche 991 GT3 Cup estão
de regresso e vão voltar a medir forças com Pedro Marques, em carro idêntico.
Este tem sido superior desde o início da temporada, mas este é um duelo de “aposta
tripla”.
Mais de duas dezenas de inscritos atestam a vitalidade da Categoria Turismos.
Na Divisão 1, Luis Nunes (Ford Fiesta ST R5) é sempre o “alvo a abater”, com esse desiderato a estar nas “miras” dos Subaru Impreza de Daniela Marques e Pedro Marques, do Opel Astra OPC de José Pedro Gomes e do Mitsubishi Lancer EVO VII de Francisco Morgado.
Já na Divisão 2, é Joaquim Teixeira (Cupra TCR) quem assume o favoritismo, tendo de suplantar o outro Cupra TCR de Manuel Rocha e Sousa, bem como o Audi RS3 LMS de Paulo Silva e o quarteto de BMW tripulados, respetivamente, por Luís Silva, José Carlos Pouca Sorte, Rui Pinheiro e Miguel Gonçalves, estando ainda de regresso Jorge Meira, num Seat Leon.
Quanto às lides da Divisão 3, está tudo reunido para mais uma “luta sem quartel” entre Parcídio Summavielle e Sérgio Nogueira, tendo Alberto Pereira (Honda Civic Type R) como “outsider” de relevo, que tem melhorado prova após prova. Parcídio e Sérgio dividiram as vitórias nas provas anteriores, parecendo um nível acima dos demais, tal o ritmo que impõem aos seus Renault Clio. A divisão tem ainda inscritos dois Citroen Saxo, a cargo de Arlindo Beça e José Cardoso, outro Clio RS, tripulado por Carlos Silva, o Toyota Corolla de Francisco Vieira Leite e o Citroen DS3 R1 de Cláudio Baptista.
A Penha vai poder contar com todo o espetáculo proporcionado
por Nelson Andrade, aos comandos do kartcross AG1000. O “Furacão da Madeira” vai
querer, uma vez mais, lutar por um lugar entre o Top 10 absoluto da prova, a exemplo
das outras duas provas da época onde esteve presente.
Quanto ao Campeonato de Portugal de Clássicos de
Montanha JC Group, Fernando Salgueiro e Ricardo Loureiro voltam a assumir o
favoritismo, mercê do que têm feito ao comando dos seus Ford Escort MKII. O bracarense
Daniel Vilaça (BMW 1602) deverá querer voltar a saborear uma presença no pódio,
feito que também estará no pensamento de Carlos Fava (VW 1303) e de José Dinis
(Ford Escort).
Quanto à análise da competição entre os Legends, parece difícil que alguém venha a contraria o favoritismo do Mitsubishi Lancer EVO VI de Manuel Pereira, tal o domínio que este binómio tem exercido. José Carlos Magalhães (Toyota Starlet Grupo 5), Gonçalo Antunes (Citroen AX GTi), Renato Piairo (Toyota Carina E) e Roberto Meira (Fiat Punto 85 Sport), serão os adversários com essa difícil missão.
São 6 os inscritos na Taça de Portugal de Montanha 1300. Entre eles, o atual detentor do troféu, Francisco Milheiro, que está de regresso ao campeonato, após ausência na Serra da Estrela. O piloto vimaranense do Peugeot 106 vai ter forte oposição por parte dos transmontanos Leonel Brás e Tiago Santos, ambos em Citroen AX Sport, a que se juntam mais dois Peugeot 106, tripulados por Rui Gama e João Silva e o Fiat Punto 85 Sport do antigo vencedor desta taça, João Diogo Santos.
Entre os Clássicos 1300, a Penha será palco de mais um
duelo entre Eva Laranjeira (Peugeot 205 Rallye) e Domingos Fernandes (Autobianchi
A122 Abarth). A piloto de Setúbal vem de duas vitórias consecutivas e quererá
dar seguimento a essa senda de sucesso, cabendo ao piloto de Armamar tentar
contraria a tendência.
Como motivo suplementar de interesse, teremos a
competição extracampeonato. São 12 os inscritos na Rampa Regional, sendo de
destacar que desta competição auxiliar têm “saltado” para o campeonato
principal vários pilotos, realçando a sua importância como porta de entrada
para a modalidade.
Em termos de horário e alinhamento de subidas, a prova do Demoporto arrancará às 13.45 de sábado, dia e que se realizarão sucessivamente o warm up 1, duas subidas oficiais de treinos e a 1ª subida de de prova para o CPM JC Group, tendo a rampa regional direito a uma subida de treinos e outra a contar para a classificação, dose que repetirão no domingo. O cardápio dominical terá início às dez da manhã, com o warm up 2, com os concorrentes do CPM JC Group a realizarem mais uma subida oficial de treinos, antes das duas subidas finais de prova que, como habitualmente, serão decisivas.
No Rali Vila do Bispo o piloto do Citroën Saxo conquistou importantes pontos para o Campeonato Sul de Ralis e para o Desafio Kumho Sul, fazendo esquecer o desaire da prova anterior, alcançando um excelente quarto lugar entre os duas rodas motrizes.
A
prova do Clube Automóvel do Sul foi bem mais positiva para Marco Ferreira e Edgar
Gonçalves do que o foi a sua passagem por Serpa. Mesmo tendo em conta a dureza
do evento e também o facto do carro ter acusado a substituição do motor após o
evento alentejano. Ou seja, “um rali que valeu pelos pontos conquistados”,
numa prova que, mesmo sem a super especial noturna mereceu elogios do piloto de
Santiago do Cacém, pois “a organização manteve o rali nos mesmos moldes
do ano anterior, pelo que esperávamos andar bem”.
“Logo nos reconhecimentos percebemos que iríamos ter
dificuldades, pois apenas com as passagens dos carros de treinos o piso ficou
muito degradado e com os trilhos muito marcados”, explica Marco Ferreira, que também não
esquece o ‘handicap’ do carro, pois tinha “a consciência de que o Saxo
não estava tão bem preparado como no ano anterior, visto termos sido obrigados
a substituir o motor depois de Serpa e estarmos a utilizar uma unidade de
recuso, sem o memos nível de preparação do motor habitual”.
“Mas arrancamos dispostos a andar o melhor que conseguíssemos”, garante o piloto, confirmando a sua determinação de sair do Algarve com um bom resultado. E logo nos primeiros quilómetros Marco Ferreira foi percebendo que o desfecho poderia ser bem diferente da participação no Rali Flor do Alentejo: “Na primeira especial tivemos a sensação de que estávamos rápidos, apesar de alguns erros cometidos. Mas perdemos 25 segundos para o primeiro dos duas rodas motrizes, tendo concluído no 14º lugar da geral, quarto das 2RM e primeiro da classe”.
“Nas outras duas especiais da primeira secção tentamos aumentar o ritmo, mas cedo constatamos que dificilmente iríamos ter argumentos para discutir o pódio, pois o carro não tinha potência para sair das zonas lentas e muito cavadas. E nas zonas rápidas não permitia que fossemos a fundo, porque estava com a traseira muito instável”, admite o piloto do Citroën Saxo. Foi tentada uma alteração para melhorar o comportamento do carro, como conta Marco Ferreira: “Na assistência alteramos a afinação do Saxo, e sentimos algumas melhorias nas PEC 4 e 5 ao nível do comportamento em reta”. Só que mais uma vez a equipa se deparou com “troços cada vez mais duros e com trilhos mais fundos, extremamente difíceis para um duas rodas motrizes”.
“Conseguimos chegar ao parque fechado com bastantes dificuldades, mas concluímos a prova em 14º da geral, quarto das duas rodas motrizes e segundos da classe, obtendo bons pontos para o campeonato”, destaca ainda o piloto visivelmente mais satisfeito do que no final da prova anterior. A rematar Marco Ferreira deixa ainda uma palavra para todos os que o apoiaram: “Agradecemos mais uma vez aos nossos patrocinadores e amigos pelo apoio e disponibilidade em ajudar-nos, e contamos estar na próxima prova mais competitivos”.
Gustavo Moura e o Hyundai Elantra N TCR foram as principais estrelas da jornada de abertura da SuperCars Endurance, no circuito espanhol de Jarama, ao somarem uma vitória e um quinto lugar na estreia do carro adquirido à Hyundai Motorsport. Tais resultados permitiram ao primeiro privado a correr com o novíssimo Elantra assumir a liderança do campeonato nascido da união de esforços entre a GT4 South European Series e o TCR Ibérico Endurance Series.
O piloto de Paços de Ferreira não poderia sentir-se mais satisfeito e fazer um balanço positivo, no cômputo geral das duas corridas que abriram a temporada, nas quais ficou a conhecer melhor a nova “máquina” do construtor coreano.
“O
Hyundai, pelas suas características, vai ser ainda melhor no Estoril, em julho
próximo. A geometria do carro foi desenhada para aquele tipo de circuitos, para
além de eu conhecer muito bem o seu traçado, coisa que não sucedia em Jarama.
Portanto, creio ter razões para estar otimista em relação ao futuro”, salienta Gustavo Moura que
regressou a casa com ânimo redobrado para as restantes três provas da época.Esta
primeira jornada dupla foi encarada como de aprendizagem, face à novidade que
representava a estreia do Hyundai Elantra N TCR, mas sem perder de vista a
oportunidade de conquistar bons resultados.
“Aprendemos
mais na segunda corrida do que na primeira, pois se nesta ainda era tudo novo,
para a segunda decidimos não mudar nada no carro, para percebermos uma série de
detalhes, constatando, por exemplo, que os calços de travão não aguentam duas
corridas de 45 minutos. Se fizéssemos o que a Hyundai recomendou, talvez fosse
tudo diferente. Contudo, importa sublinhar que o objetivo para a segunda
corrida não era vencer, mas sim levar cada componente ao limite, para nas
próximas provas, já com um conhecimento mais profundo, podermos tirar partido
de todo o potencial do Elantra”.
Moura não
deixa de enaltecer o trabalho desenvolvido por todos os que têm estado na sua
retaguarda e revela-se muito satisfeito com a aposta no Hyundai Elantra N TCR,
a mais recente “arma” da marca coreana para as corridas da classe TCR.
“Sem dúvida que este Hyundai foi uma boa escolha, pois é excelente, tal como também são a equipa P&B Racing e o Miguel Freitas, o engenheiro que me acompanha há várias épocas. Eu sou apenas uma peça da engrenagem, porque sem um bom carro, uma boa equipa e um bom engenheiro de dados, nenhum piloto faria milagres…”
O piloto do Mitsubishi vermelho ‘coroou’ a sua participação no evento Legend com uma exibição muito conseguida, pois aliou os objetivos de preparação para as próximas provas com o espetáculo para o público.
Nelson Silva e José Janela procuraram
sobretudo usufruir das sensações a bordo do Mitsubishi, sem a tensão própria
que naturalmente tinham tido nos ralis de Vieira do Minho e Terras
d’Aboboreira, provas “a doer” para os objetivos de época, sendo que no
RallySpirit Altice o que o piloto mais apreciou foi ter espetadores a assistir
às classificativas, coisa que também não tinha sucedido nas duas provas
anteriores: “Foi fantástico sentir novamente o público, tanto no final
como nas ligações e nas especiais!”.
Como esta participação na prova da X Racing
era encarada como um teste a abordagem foi diversa: “Fomos com a intenção
de fazer quilómetros. Andamos sempre com uma margem de segurança, uma vez que o
objetivo era apenas esse. Na super especial atacamos um pouco mais, para
brindar o público com algumas derrapagens e nos divertir-nos, como é óbvio”,
confirmou Nelson Silva.
A equipa também esteve presente neste
RallySpirit Altice com o regressado João Sousa, que tendo Bruno Abreu como
navegador num competitivo Peugeot 206 S1600, não foi tão feliz, “uma vez
que teve de desistir no segundo dia, devido a problemas elétricos”,
explicou Nelson Silva. Ainda assim João Sousa chegou a ter uma primeira etapa
em evolução, uma vez que evidenciava ainda uma certa falta de ritmo devido à
prolongada paragem (oito anos).
Nelson Silva já pensa na próxima participação da equipa: “O próximo passo é o Rali de Famalicão, a cotar para o campeonato Norte de Ralis e para o Desafio Kumho, onde ambos pretendemos uma boa classificação”.
Foi uma magnífica jornada a que a “armada” Kumho viveu na segunda prova da temporada do Campeonato Sul de Ralis: 16 à partida e 15 à chegada, com 2 pódios absolutos e 4 presenças no Top 10. Os pneus Kumho dominaram por completo o pódio das duas rodas motrizes.
A edição 2021 do Rali Vila do Bispo deu seguimento ao Campeonato Sul de Ralis, sendo ainda a segunda prova da temporada do Desafio Kumho Sul e a quarta no que concerne às contas do Desafio Kumho Terra. Para os pneus Kumho, esta foi mais uma jornada de grande sucesso, com as equipas “calçadas” pelos pneumáticos coreanos a disputarem taco-a-taco a primazia absoluta e nas categorias, provando, uma vez mais, a grande competitividade dos pneus de terra da Kumho.
E o rali até começou com uma baixa importante na “armada”. Fernando Peres nem arrancou, devido a um problema na viagem para sul do navegador José Pedro Silva que não conseguiu chegar a tempo. A dupla do Mitsubishi Lancer EVO IX era claramente uma das favoritas à vitória, mas a sorte nada quis com eles. Nem por isso os Kumho ficaram fora do combate.
João Bica e João Sena
assinaram uma prova ao mais alto nível, estando sempre na luta pela vitória,
que lhes fugiu por apenas 9,7 segundos, alcançando mesmo assim um brilhante
segundo posto e levando de vencida a “guerra” na Divisão 1 do 4º Desafio Kumho
Portugal. Podia ainda ter sido melhor se não fossem os problemas na caixa de
velocidades no último troço.
Muito prejudicados pela
sua ordem de partida, pois tiveram de rodar muitas vezes no pó causado pela
equipa que os antecedia, Armando Carvalho e Ana Santos rubricaram uma excelente
exibição, levando o Mitsubishi Lancer EVO V a um magnífico 3º lugar da geral, correspondente
ao 2º posto na Divisão 1 Kumho.
Muito regulares, Nuno
Carujo e Daniel Martins lograram terminar no 3º lugar da divisão, a que somaram
ainda a 7ª posição da geral, em mais uma excelente operação pontual. A dupla
sofreu ainda um pequeno toque, mas sem consequências de maior.
Aos comandos do “velhinho” Mitsubishi Lancer EVO VI da PoolShop, Rui Rijo quebrou finalmente o “enguiço” e terminou uma prova em 2021. Na estreia do navegador Miguel Afonso da Luz, reclamou o 4º posto na Divisão 1 Kumho e o 8º lugar da geral. A equipa Vasco Tintim/Filipa Tintim (Subaru Impreza WRX) mostrou uma vez mais toda a sua fiabilidade e conquistou o 5º posto da divisão.
Trio de ataque domina duas
rodas motrizes
A prova algarvia foi palco de uma exibição coletiva a rondar a perfeição, por parte dos carros com duas rodas motrizes da Divisão 2 Kumho. Um trio de equipas destacou-se, lutando arduamente, quilómetro após quilómetro, não só pela primazia na competição reservada aos pneus Kumho, mas também pelo domínio da geral para os carros com tração apenas a duas rodas.
Entre estes, Rui Mendes e João Sebastião, foram os que mais tempo lideraram. A dupla do Toyota Corolla saltou para o comando na 1ª PEC e aí permaneceu até ao arranque da 5ª PEC, mercê de 3 vitórias e um 2º tempo nas quatro primeiras especiais da prova.
Mas nessa última classificativa, o volte-face aconteceu. Paulo Anselmo e Pedro Dias da Silva fizeram 14,98 kms finais contra o cronómetro ao ataque, registando um “tempo canhão” e vendo Rui Mendes assinar uma marca muito mais lenta do que tinha feito anteriormente na mesma especial, relegando o piloto do Toyota para o segundo lugar final. Com tudo isto, a equipa do BMW 316i reclamou a vitória no rali, quer no que respeita à Divisão 2 Kumho, quer nas duas rodas motrizes, em termos de geral. 7,7 segundos foi o tempo magro que separou primeiro e segundo, atestando bem a “guerra” que protagonizaram.
Vindos do Norte, Filipe
Ribeiro e Bruno Coelho não recearam o menor conhecimento das especiais e, apesar
de também terem enfrentado vários problemas mecânicos, ainda venceram uma PEC
entre os Kumho 2 e reservaram um lugar no pódio da divisão, recolhendo
preciosos pontos, sobretudo no que respeita às contas do Desafio Kumho Terra.
Quem também fez um
excelente rali foi Marco Ferreira. Tripulando um Citroen Saxo e sendo navegado
por Edgar Gonçalves, o piloto ultrapassou a dificuldade causada por ter no
carro um motor menos potente do que o habitual e foi 4º classificado na divisão,
na frente da dupla penafidelense Jorge Pinto/João Magalhães, muito rápidos com
o Vinnt S1000 que o piloto preparador vem desenvolvendo.
6º posto para Luís Nascimento e Leonido Madeira, num Opel Corsa-A, enquanto Filipe Silva e Ricardo Martins levavam o seu Citroen Saxo à posição seguinte. David Costa e João Costa foram oitavos, num BMW 3251, enquanto Viana Martins e Vítor Viegas almejavam pontuar em 9º, utilizando um Peugeot 206 que, ao longo de toda a prova, denotou graves problemas na caixa de velocidades. O Top 10 ficou completo com o 10º posto de Jaime Falcão e André Silva, num Mazda 323. Apenas uma dupla Kumho foi forçada a abandonar. A “fava!” saiu ao Peugeot 206 XS de Nuno Silva e Fernando Gonçalves, que já não concluíram a terceira especial do rali.
O 4º Desafio Kumho Portugal prossegue já no próximo fim-de-semana. Castelo Branco será o palco de mais uma prova que contará para os Desafios Kumho Asfalto e Centro.