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  • Marco Ferreira com cautelas em Vila do Bispo

    O piloto do Citroën Saxo Cup procura concluir esta segunda prova do Campeonato Sul de Rali e do 4º Desafio Desafio Kumho, depois do abandono sofrido no Rali Flor do Alentejo Cidade de Serpa.

    É com renovado espírito de conquista que Marco Ferreira e Edgar Gonçalves enfrentam amanhã a edição 2021 do Rali Vila do Bispo. Um evento que onde já foi feliz, mas onde também já teve os seus percalços. Para evitar isso e os problemas sofridos na primeira prova do campeonato, o piloto de Santiago do Cacém procurou preparar cuidadosamente esta participação, que também é possível com a colaboração de terceiros.

    “O Rali Vila do Bispo é uma prova que já fizemos algumas vezes, onde já ganhamos e também onde já saímos de estrada…”, recorda Marco Ferreira referindo-se ao evento algarvio.

    Mas o piloto do Citroën Saxo Cup está com o foco num bom resultado, ‘virando a página’ relativamente ao que se passou em Serpa, na prova inaugural da temporada. Daí a preparação cuidada: “julgamos ter feito um bom reconhecimento do rali. Mas existem várias nuances que podem tornar a prova mais rápida ou mais lenta. Tiramos notas com rigor, para que possamos andar bem. No ano passado a única prova que houve a Sul não a conseguimos acabar, devido a um toque que demos, numa zona lenta, mas com muita areia, situação com a qual vamos ter uma atenção”, sublinha Marco Ferreira.

    Marco Ferreira promete: “Vamos tentar dar o nosso melhor e lutar pelos lugares da frente das duas rodas motrizes e na Divisão 2 Kumho, sabendo, contudo, que não estamos em condições de arriscar demasiado, pois não pontuamos na primeira prova do CSR e do Desafio Kumho Sul”.“Aproveito a oportunidade para agradecer à minha equipa de assistência, ao Marcílio Martins e ao Ricardo (RickyPower), pelo trabalho que fizeram no carro após os problemas que tivemos no Rali de Serpa”, refere ainda Marco Ferreira, que também não esquece também a atenção de outro amigo: “Agradeço ainda ao Pedro Lança por ter disponibilizado um motor (com pedigree), para que possamos alinhar nesta prova”.

  • RallySpirit Altice começou com emoções fortes, mas o espetáculo continua amanhã entre Porto e Barcelos

    Muita nostalgia e adrenalina foram o cocktail de sucesso da primeira etapa do RallySpirit Altice, que terminou, ao final da tarde de hoje, na Foz do Douro, no Porto, perante o vibrante entusiasmo dos aficionados do evento e a curiosidade de quem nutre simpatia pelo desporto automóvel. A paixão pelos ralis, no seu estado mais puro, regressa amanhã, no último e mais longo dia de prova, que ligará Porto a Barcelos.

    A concentração de algumas das mais intemporais e espetaculares máquinas de ralis de todos os tempos levou, hoje, ao rubro milhares de aficionados dos ralis, que apontam já para o RallySpirit Altice como uma marca incontornável no roteiro de provas Rally-Legends europeias.

    E não é para menos! Afinal, não é todos os dias que se pode ver em ação, na mesma prova, um Audi Sport Quattro, (outrora guiado por Michele Mouton (a única mulher que até hoje venceu provas do Campeonato do Mundo de Ralis), em “confronto direto” com um Renault 4 GTL, que ganhou enorme popularidade quando se aventurou no WRC no final da década de 90.

    É neste mundo de contrastes, que assenta a magia e o espírito da prova organizada pela X Racing e Clube Automóvel de Santo Tirso, que há muito se transformou também num chamariz de pilotos de nomeada, de que Rui Madeira é apenas um dos melhores exemplos. Bastará dizer que o piloto se apresentou à partida da prova com o mesmo carro com que conquistou o título de Campeão do Mundo de Ralis de Grupo N, em 1995, para que se perceba quão nostálgica se pode tornar, de facto, a prova.

    Mas nem só de revivalismo vive o evento, que, no seu arranque, ao início da tarde, em Barcelos, concentrou cerca de 85 participantes. Desportivamente, a luta pelas primeiras posições foi intensa, empolgando o público durante as três provas especiais cumpridas, que ditaram, afinal, a primeira hierarquia da classificação.

    Na Categoria “Spirit”, a equipa Ernesto Cunha/Valter Cardoso levou o Subaru Impreza STI ao topo da tabela classificativa, mas teve que suar pois, primeiro a dupla Armando Costa/Sérgio Rocha (Mitsubishi Lancer Evo 6) e, depois, a formação Gonçalo Figueiroa/Paulo Fiúza, não lhe deram um segundo de descanso. Aliás, tudo foi decidido não ao segundo, mas… ao décimo de segundo, com o piloto do Subaru a vencer a etapa por apenas 0,1 segundos!

    E a história repetiu-se na Categoria “Históricos”, onde também não faltou animação. A dupla espanhola Xésus Ferreiro/Xavier Vasquez (Ford Escort MK II) foi a primeira a evidenciar-se, mas no final da etapa foi a portuguesa, Rui Ribeiro/Pedro Fernandes (Ford Escort MK II) a destacar-se no topo da classificação. Contudo, na chegada ao Porto, a equipa tinha apenas a margem mínima de 0,1 segundos de vantagem para os espanhóis Pablo Pazó/Ezequiel Simões, antecipando-se mais um animado duelo para a etapa final, numa categoria em que oito Ford Escort se colocaram no “top 10”.

    Amanhã, tem lugar a mais longa e derradeira etapa do RallySpirit Altice, com as equipas a partirem do magnífico cenário do Passeio Alegre, no Porto, às 8h30m, para cumprirem mais seis seletivas provas especiais: duas passagens pelo troço de Laúndos e Franqueira e uma única passagem pela especial de Barcelos, antes da disputa da espetacular Boucles de Barcelos, que os carros cumprirão em sistema de perseguição.

  • Paulo Anselmo quer continuar evolução em Vila do Bispo

    O piloto do BMW 316i prossegue a sua campanha no Campeonato Sul de Ralis e no Desafio Kumho Sul na prova algarvia perseguindo os mesmos objetivos que na prova de abertura da temporada.

    Paulo Anselmo e Pedro Dias da Silva estão à partida do Rali de Vila do Bispo procurando lutar por mais um bom resultado em termos de campeonato e na luta pelos lugares cimeiros da Divisão 2 Kumho Sul, depois de um resultado prometedor no Rali Flor do Alentejo Cidade de Serpa, onde foram segundos na sua divisão na competição promovida pela ASR Tyres.

    Mais uma vez o piloto quer prosseguir a sua evolução contando para tal com a ajuda do seu experiente navegador, esperando entrar no ritmo mais cedo este fim-de-semana do que na prova alentejana. O piloto do BMW 316i espera “andar ao mesmo nível de Serpa, sem enjeitar forçar um pouco mais o andamento”, onde terminou na terceira posição da Divisão 2 do Desafio Kumho Sul, a escassos segundos do segundo classificado. A seu lado, vai ter o jovem Pedro Dias da Silva, que faz apenas o segundo rali da carreira.

    Para este Rali de Vila do Bispo Paulo Anselmo tem a expetativa “de fazer uma prova limpa, sem problemas mecânicos e tendo como primeiro objetivo acabar o rali. Queremos continuar a aprender e a evoluir na condução do carro, tirando partido das evoluções técnicas que introduzimos na suspensão e que, esperamos, venham a tornar o BMW ainda mais competitivo”.

    Relativamente à prova de Serpa o piloto diz que o BMW 316i que quer “entrar no ritmo da competição dos melhores carros de duas rodas motrizes desde o começo da prova, pois este é um rali onde não podemos adormecer, até porque, neste tipo de piso, somos prejudicados por ter um carro com tracção traseira. É uma prova em que se tem de andar a fundo de fio a pavio e o nosso andamento tem de tornar isso possível”.

  • Rui Rijo quer esquecer série negra em Vila do Bispo

    Piloto da PoolShop Algarve aborda a segunda prova do Campeonato Sul de Ralis com o Mitsubishi Evo VI em vez do VIII MR e acompanhado pela primeira vez por Miguel Luz.

    Rui Rijo está à partida do Rali Vila do Bispo apostado claramente em fazer esquecer os azares mecânicos que causaram o seu abandono em Vieira do Minho e em Serpa. E que estão na origem da troca de ‘montada’, pois optou por fazer reparações de fundo no Mitsubishi Evo VIII MR, de modo que este esteja plenamente em condições para enfrentar os troços de asfalto do Rali de Castelo Branco, que será a prova seguinte no seu programa.

    Face a esta situação, o piloto da PoolShop Algarve optou por alinhar na prova deste fim de semana aos comandos do Mitsubishi Lancer EVO VI, agora adaptado aos pisos de terra do rali algarvio, onde a outra grande novidade será Miguel Luz, que se vai sentar no banco da direita para desempenhar pela primeira vez o papel de navegador de Rui Rijo.

    “Infelizmente vários azares intervieram para que não pudéssemos terminar os ralis em Vieira do Minho e em Serpa. Foi pena, pois penso que tínhamos condições para obter bons resultados. Os problemas que tivemos no Evo VIII MR aconselharam uma reparação mais profunda, para que possamos ir para Castelo Branco com todas as condições”, explica o piloto da PoolShop Algarve. Rui Rijo refere também: “A melhor opção foi alinhar em Vila do Bispo com o Lancer Evo VI, até porque se trata de uma prova em terra. Mas também queria destacar o facto de ter a meu lado o Miguel Luz. Tenho a certeza de que vamos formar uma boa dupla!”.

    “Os objetivos para este fim-de-semana são prioritariamente terminar a prova, pontuar e deitar para trás esta série negra”, enfatiza o piloto, que acrescenta: “O Vila do Bispo é um rali de que gosto muito, e onde costumo andar muito bem”.

  • SuperCars Endurance arranca em Jarama com a participação de 19 equipas

    A SuperCars Endurance tem início este fim de semana, no circuito madrileno de Jarama, com uma lista de inscritos em que se destaca a forte presença de equipas internacionais (19), com destaque para as portuguesas, numa competição ibérica resultante da união de esforços entre a GT4 South European Series e o TCR Ibérico Endurance Series, com os patrocínios da GC24 e da Gupe.

    Face ao nível do conjunto de carros e de pilotos em pista, estão reunidos os ingredientes para um campeonato competitivo e emocionante. Para garantir o equilíbrio entre os GT4 e os GTC, os promotores decidiram a introdução de um BoP (balance of performance), o que permitirá nivelar os andamentos nesta primeira jornada da época, com duas corridas (45 minutos) no domingo.

    Campeão do TCR Ibérico em 2020, o madrileno Gonzalo de Andrés, que faz dupla com Guillermo Aso, ao volante de um McLaren 570S GT4 da SMC Motorsport, será um dos fortes candidatos à discussão da vitória na classe GT4 Pro. A dupla franco-britânica da Bullit Racing, Stephen Pattrick/Romain Monti (Mercedes AMG), e da britânica Tockkwith Motorsport, Marmaduke Hall/Nicolas Pino, no Ginetta G55, também entram nessa “guerra”.

    Mas é na classe GT4 Bronze que os pilotos portugueses se destacam num previsível duelo Mercedes-Porsche. A Sports & You inscreve a dupla António Coimbra/Luís Silva (Mercedes AMG), cuja experiência internacional pode marcar a diferença, face aos estreantes José Correia/Gabriela Correia (Mercedes AMG), mas a lista engloba ainda Andrius Zemaitis (Porsche 981 Cayman MR), vencedor do GT4 South no atípico ano de 2020, a dupla da eslovaca Lema Racing, Francisco Carvalho/Jorge Rodrigues (Porsche 981 Cayman MR), Piero dal Maso/Nuno Nunes (Porsche 981 Cayman MR) e o espanhol Mario Moreno (KTM XBOW).

    Na classe GTC, Pedro Marques (Porsche 911.1 Cup), da Moby Motorsport, Francisco Gonçalves (Lotus Exige), da 888_Motorsport, e a dupla da britânica da Tockwith Motorsport, Jemma Moore/Aubrey Hall, no Ginetta G50, serão os protagonistas.

    É na classe TCR que surge a grande novidade, com a estreia do novo Hyundai Elantra por parte de um privado: Gustavo Moura. O piloto da GC24 Motorsport, que vai correr a solo, não deixa, por isso, de ser o favorito número ao primeiro lugar do pódio com a “máquina” adquirida à Hyundai Motorsport. Nessa discussão vai ter como rivais as duplas da JT59 Racing Team, Daniel Teixeira/Joaquim Santos (CUPRA TCR), e da Mobycar, Manuel Sousa/Luís Silva (CUPRA TCR), além dos espanhóis Alejandro Cutillas (Peugeot 308 TCR) e Paco Gastañaga (CUPRA TCR). Por último, não faltarão ainda dois 308 da Peugeot Racing Cup entregues a pilotos das equipas espanholas Chefosport e SMC Motorsport.

  • RallySpirit Altice arranca amanhã em Barcelos

    Mais de 85 lendários automóveis representantes da história dos ralis, com destaque para os famosos ”Grupo B” dos anos 80, iniciam, amanhã, a sexta edição do RallySpirit Altice. Um emblemático evento que explora o popular conceito dos “Rally-Legends”, muito em voga por toda a Europa e verdadeiramente apreciado pelos aficionados do desporto automóvel. 

    Reunindo míticas máquinas de outros tempos como o Audi Sport Quattro, MG Metro 6R4, Ford RS200 ou Lancia Stratos, o RallySpirit Altice, prova que integra o calendário internacional do “Slowly Sideways Series”, arranca amanhã da cidade de Barcelos.  O “aperitivo” foi servido, já hoje, com as verificações técnicas, onde os fãs, cumprindo as regras sanitárias impostas pelo protocolo da Direção Geral de Saúde (DGS), tiveram o primeiro contacto visual com as máquinas, apreciando, ao pormenor, os detalhes que as tornaram tão emblemáticas na história mundial dos ralis. 

    Contudo, é amanhã (sexta-feira) que os motores e as emoções vão verdadeiramente aquecer. Logo pela manhã (9h00), o Shakedown servirá para pilotos afinarem as máquinas, no troço-teste da Franqueira, enquanto a Cerimónia oficial da Partida está marcada para as 13h55, em Barcelos (Av. Da Liberdade).

    As 86 equipas presentes, 30 por cento das quais internacionais, iniciam a vertente competitiva do RallySpirit Altice durante a tarde, com a disputa das três primeiras Provas Especiais: Barcelos 1 (15h03), Assunção (16h01) e Coronado (16h34), antes de rumarem à cidade de Vila Nova de Gaia. O magnífico cenário do Quartel da Serra do Pilar acolherá toda a “família” do RallySpirit Altice, para que as máquinas possam receber a última assistência antes do final da primeira etapa, infelizmente, com o acesso interdito ao público devido às medidas protocolares de segurança sanitária. 

    Mas seja nas imediações da Serra do Pilar, seja já à chegada ao Porto, (Passeio Alegre – Foz do Douro), onde as máquinas pernoitarão após um dia de altas rotações, não faltarão oportunidades para os espectadores apreciarem a beleza e raridade das máquinas que escreveram a história dos ralis nos últimos 60 anos e agora do RallySpirit Altice.

  • Parcídio Summavielle mostrou as garras e conquistou a Serra da Estrela!

    O piloto de Fafe foi à Rampa Serra da Estrela arrancar um triunfo incontestado na Divisão Turismos 3, naquela que já pode ser apelidada como a ‘batalha’ dos Renault Clio. Esta foi a primeira vitória da época do piloto da Uzo.

    Parcídio Summavielle chegou à prova do CAMI com a ambição de conseguir mais do que um pódio na frente em que está envolvido. E se bem o pensou, melhor o executou, lançando-se ao ataque das posições cimeiras entre os Turismos desde as primeiras subidas ao desafiante traçado dos arredores da Covilhã.

    O piloto minhoto esteve ‘intratável’ aos comandos do Renault Clio R3 RS com as cores da USO desde o primeiro quilómetro, e desde sábado que mostrou claramente ao que ia no topo de Portugal Continental, posicionando-se bem cedo na liderança da Divisão Turismos 3, que viria confirmar no segundo e último dia, batendo aquele que também desde cedo se revelou como o seu mais sério adversário.

    “Foi um fim-de-semana extraordinário. Desde a primeira subida, em condições pessoais de saúde um bocado difíceis”, começou por destacar Parcídio Summavielle, enfatizando, no entanto, que no Clio da UZO nunca sentiu problemas: “Atrás do volante senti-me sempre bem, sempre confiante. Fiz uma abordagem à rampa um bocado diferente daquela que tenho feito em anos anteriores, e se calhar essa abordagem é que me permitiu ‘abrir’ aquela distância logo desde o início”, sublinhou o piloto fafense, explicando: “O ‘segredo’ passou por abordar algumas curvas de uma forma muito ambiciosa, para depois sair melhor”.

    Parcídio também confirma que o Renault também foi ‘trabalhado’ para que fosse mais eficaz no traçado covilhanense. “Fizemos também algumas no ‘set-up’ do Clio, que também resultaram lindamente. E tudo isso junto, neste palco fabuloso que é a Serra da Estrela, resultou num fim-de-semana que era impossível desejar ser melhor. Estou muito feliz”, rematou.

  • Nelson Silva faz ‘teste’ no RallySpirit

    O piloto vianense alinha neste evento Legend com o seu Mitsubishi com o intuito de preparar o resto da temporada. A equipa JPGS/ENI faz ainda alinhar João Sousa, de regresso aos ralis oito anos depois, aos comandos de um Peugeot 206 S1600.

    Nelson Silva já disputou este ano duas provas, ambas em piso de terra e sempre com resultados de relevo. Em Vieira do Minho estreou-se no 4º Desafio Kumho com um Top 5, tendo “subido a fasquia” no Rali Terras d’Aboboreia, onde para além de subir ao pódio Kumho, foi 6º da geral. Mas a participação no RallySpirit Altice tem objetivos bem diversos desses dois eventos.

    “A nossa participação consiste principalmente em participar neste mítico evento para fazer quilómetros e experimentar diversos ‘set-up’ do carro. Vamos a pensar no cronómetro ou em qualquer tipo de classificação”, garante o piloto do Mitsubishi. Nelson Silva destaca o facto da equipa disputar a prova da XRacing com dois carros: “Eu vou de (Mitsubishi) Evolution e o João Sousa de (Peugeot) 206 S1600, para quem o objetivo passará por rodar e ganhar ritmo, uma vez que é o seu regresso aos ralis oito anos depois”.

    “Posso falar por ambos quando digo que encaramos esta participação como um teste/treino para preparar os próximos ralis do Campeonato Norte de Ralis. Acresce também que será o primeiro evento do ano que faço em piso de asfalto”, refere também o piloto que terá José Janela como navegador.

    No seu regresso aos ralis João Sousa alinha num competitivo 206 S1600, tendo no ‘banco’ da direita Bruno Abreu. O piloto, que é diretor técnico da JC Motorsport, estrutura sediada em Vila Real que preparara os carros da equipa JPGS/ENI, está “muito entusiasmado com este regresso. Este rali, pelas suas características singulares, vai-nos permitir rodar sem pressão, dando espetáculo e voltando a ganhar ritmo. No futuro, logo veremos se vamos alinhar em mais algumas provas”.

    No plano desportivo, o RallySpirit Altice tem 10 especiais, distribuídas pelos dias de sexta e sábado, percorridas no concelho de Barcelos, com a exceção da super especial disputada na Serra do Pilar, em Gaia.

  • Rali de Castelo Branco abre as hostilidades em pisos de asfalto

    O Rali de Castelo Branco vai para a estrada nos dias 12 e 13 de junho e abre a temporada de asfalto do Campeonato de Portugal de Ralis. A ronda organizada pela Escuderia Castelo Branco apresenta-se como o primeiro desafio do ano para os pilotos neste tipo de piso e um dos grandes pontos de interesse é saber quem será o sucessor de Armindo Araújo como vencedor da prova albicastrense.

    O piloto do Skoda Fabia chega ao Rali de Castelo Branco com o título de campeão nacional conquistado em 2020 e como líder do campeonato de 2021, duas provas volvidas. Mas se estas se disputaram em pisos de terra, agora o asfalto pode ditar novo equilíbrio de forças entre os principais candidatos ao primeiro lugar.

    Se desportivamente, o interesse pelo Rali de Castelo Branco é enorme, a Escuderia Castelo Branco preparou uma prova com um formato que já se revelou muito bem sucedido. Apesar das diversas tentativas, a organização não vai por na estrada a Super-Especial Reconquista, tal como já tinha acontecido em 2020. Numa fase em que o desconfinamento do país acontece de forma gradual, ainda não há condições para promover um momento de grande espectáculo, que se quer cheio de público, e garantir o total respeito das normas sanitárias.

    Sem a Super-Especial Reconquista, o Rali de Castelo Branco vai ter sete provas especiais que se realizam ao longo de dois dias. As equipas que competem para o Campeonato de Portugal de Ralis vão percorrer cerca de 100 quilómetros contra o relógio e um total superior a 300 quilómetros nos concelhos de Castelo Branco e de Vila Velha de Ródão que, mais uma vez, apoiam, de forma incondicional, a realização desta prova que reúne os melhores pilotos nacionais na Beira Baixa.

    A acção propriamente dita começa no sábado de manhã, com a realização da prova de qualificação. Após esse momento, os mais rápidos vão definir a posição de partida para a primeira etapa que se realiza, na região de Vila Velha de Ródão, nesse mesmo dia, à tarde. No dia seguinte, os concorrentes sobem em latitude para mais quatro troços, em que o maior destaque vai para a Power Stage, na segunda passagem pela classificativa de Santo André das Tojeiras.

    “A Escuderia Castelo Branco decidiu, perante a enorme incerteza que ainda se vive por força da pandemia, escolher um formato de rali muito semelhante ao do ano passado. O Rali de Castelo Branco em 2020 correu muito bem e sabemos que temos todas as condições para voltar a colocar na estrada uma prova bem sucedida. Infelizmente, ainda é cedo para voltar a realizar a sempre espectacular Super-Especial Reconquista, mas temos a certeza que, assim que for possível, a recuperaremos”, afirmou o director do rali, Luís Dias.

    Durante a apresentação da prova, o presidente da Escuderia Castelo Branco, António Sequeira, enalteceu “o imprescindível trabalho dos mais de 300 voluntários que colaboram na organização do Rali de Castelo Branco. Sem estes contributos abnegados, nada disto seria possível. Além disso, o apoio das câmaras de Castelo Branco e de Vila Velha de Ródão é extremamente importante e, só desta forma, é que a Escuderia consegue fazer do Rali de Castelo Branco um referência na modalidade a nível nacional”.

    O Rali de Castelo Branco pontua para, além do Campeonato de Portugal de Ralis, o Campeonato de Portugal de Ralis 2RM, para o Campeonato de Portugal de Clássicos de Ralis, para o Campeonato de Portugal Júnior de Ralis, para o Campeonato de Portugal de GT de Ralis, para a Taça de Portugal de Ralis RC2N, para o Campeonato Centro de Ralis e para o 4º Desafio Kumho Tyre. A nível internacional, o Rali de Castelo Branco valerá pontos para as seguintes competições espanholas: Copa Suzuki 2021, Dacia Sandero Rally Cup e Renault Clio Trophy Spain.

  • FR Power forte e eficaz na rampa “da casa”!

    A equipa técnica sediada na Covilhã esteve sempre bem na Rampa Serra da Estrela, apoiando António Rodrigues e Joaquim Rino que dominaram a Divisão Protótipos B desta terceira prova do Campeonato de Montanha JC Group. Ricardo Miguel subiu ao pódio dos Legends e Daniel Ferreira a estreou-se na TPM 1300 com um meritório quarto lugar.

    Era com justificadas expetativas que a formação liderada por Rui Ferreira ia para a prova organizada pelo CAMI no topo de Portugal Continental. Não só ‘jogava em casa’ na Rampa Serra da Estrela Covilhã, como tinha ‘trunfos’ fortes para avançar entre os pilotos e equipas que confiam no trabalho técnico da empresa serrana, a começar por António Rodrigues, da NJ Racing, que vinha creditado com duas vitórias na Divisão Protótipos B e somou mais uma aos comandos do seu BRC CM05, EVO com o qual terminou no top cinco absoluto. Da mesma forma que desta vez Joaquim Rino almejou reclamar o 2º posto na mesma Divisão B, com um BRC BR49 EVO que deu menos problemas do que em Boticas e lhe permitiu ser sexto em termos absolutos.

    A FR Power foi fundamental para que os dois protótipos permitissem aos seus pilotos atingirem os seus objetivos neste terceiro evento do ano, como o foi com o Peugeot 106 de Ricardo Miguel, para que este lutasse até ao fim pelos lugares cimeiros dos Legends de Montanha, acabando num fantástico terceiro posto, saboreando o pódio na sua estreia esta época.

    E o mesmo pode ser dito do Citroën C1 com que Daniela Ferreira deu início à sua carreira na Montanha, mostrando uma grande adaptação conseguindo um top 4 na Taça de Portugal de Montanha 1300. Resultados que deixaram Rui Ferreira satisfeito e orgulhoso pelo empenho da FR Power: “É um balanço positivo aquele que faço desta participação. Um bocadinho trabalhoso, já que tínhamos quatro carros”. Ainda que a prova anterior, devido a vários problemas, tenha implicado muita ‘mão de obra’, desta feita “não houve tantos percalços. Só no início, quando o carro do Joaquim Rino ficou parado no meio da rampa. Mas foi um problema normal. Às vezes as baterias entram em curto-circuito e ‘morrem’. Foi só uma troca de bateria e correu tudo bem no fim-de-semana”.

    O chefe da equipa covilhanense destaca a estreia de Daniela Ferreira, porque “foi a primeira vez que ela correu. E foi sempre melhorando ao longo do fim-de-semana. E até nisso o balanço da nossa participação foi positivo. Saímos da Estrela muito motivados e felizes pelo trabalho que estamos a desenvolver!”.

    Claro que da parte da piloto da ‘casa’ a alegria não era menor, já se tratou de uma ‘descoberta’ em todos os sentidos. “Sinto-me feliz. Deu para melhorar a marca que eu tinha. Subida após subida deu para ir ficando mais confiante no carro e ir melhorando o meu tempo”, destaca Daniela Ferreira, cujo futuro no Campeonato de Portugal de Montanha “dependerá dos patrocinadores. Mas está tudo em aberto”.