Naquela que foi a sua primeira experiência com o incrível Toyota Starlet Grupo 5, na Rampa Serra da Estrela o piloto percebeu aquilo que precisa para fazer com que o carro japonês seja mais competitivo no Campeonato de Portugal Legends de Montanha.
José Carlos Magalhães chegou à Covilhã
recordando o seu começo na Toyota Yaris Cup, há quase 20 anos, mas também com
uma grande expetativa o que seria fazer a prova do CAMI aos comandos de uma
máquina à qual ainda se está a habituar.
Obviamente que o sexto lugar conseguido espelha o menor acerto do
incrível Toyota Starlet de Grupo 5 para as exigências da montanha, que agora
piloto e equipa vão tratar de adaptar para as restantes provas da temporada.
“Foi um reunir de várias emoções. Ter
concretizado um dos sonhos antigos, que era ter este carro, numa rampa que é
muito querida para mim”,
começa por referir o piloto sobre o novo desafio que acaba de iniciar. José Carlos Magalhães só lamenta não ter
podido extrair já o potencial da sua nova máquina: “Infelizmente teve
alguns problemas de juventude, pelo facto de não estar a contar que a nível
elétrico tivesse esta diferença tão grande de pressão de gasolina. O que fez
com que o carro não tivesse a prestação que devia ter”.
“O registo está feito. Já percebemos o que é necessário fazer, embora o tempo seja muito curto até à próxima prova, pois a Rampa da Penha é já a 12 e 13 de junho. Mas vamos tentar tudo mais ou menos a 100%, por forma a poder brilhar, e nós como equipa termos um ‘feedback’ bem maior das potencialidades do carro”, enfatiza o piloto, confiante de que pode tirar muito mais do Starlet Grupo 5. José Carlos Magalhães acredita que ainda vai a tempo de lutar por pódios, vitórias e mesmo pelo campeonato: “O fator motivador é continuar a subir ao pódio, em continuar, em obter bons resultados. Com os pontos que arrecadei na Serra da Estrela continuo em primeiro. Vamos tentar ao máximo cumprir com todos os objetivos, de forma a concluir em segundo ou terceiro, já que o primeiro lugar é muito difícil, porque um carro como o do Manuel Pereira é inalcançável”.
O piloto de Santa Marta de Penaguião chegou, viu e venceu a Divisão Protótipos B na terceira prova do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group a que somou mais um top cinco absoluto.
Foi mais uma exibição
concludente de António Rodrigues aos comandos do BRC CM05 da NJ Racing/Lusimed
e preparado pela FR Power. No topo de Portugal Continental o começo de prova do
piloto duriense deu desde logo sinais do que poderia conseguir, logrando o
terceiro tempo absoluto no primeiro dia de competição e dominando completamente
a sua Divisão.
No domingo, António
Rodrigues fez o que dele se esperava, voltando a impor-se entre os Protótipos
B, a que somou o top 5 absoluto, dada a superioridade das máquinas da outra
divisão, que não lhe deram a possibilidade de se intrometer entre elas.
“Foi um fim-de-semana
trabalhoso, mas muito compensador. No início tentamos melhorar o ‘rapport’ do
carro para que ficasse mais capaz neste traçado muito particular. Fizemos
algumas alterações, entre as quais quanto à pressão dos pneus para contrariar a
temperatura alta do asfalto. Fomos melhorando e senti sempre o BRC muito capaz”, conta o piloto de Santa
Marta, referindo que essas modificações no BRC acabaram por produzir os seus
frutos: “Na última subida de sábado resultou bem e conseguimos fazer um
tempo que já me deu muito mais à vontade em relação aos concorrentes diretos,
sabendo que seria impossível acompanhar os protótipos da divisão superior”.
“No domingo foi mais um controlar da diferença para os adversários. E consegui manter sempre um bom andamento e controlar a posição e ganhar mais uma vez os Protótipos B”, assinala António Rodrigues, espelhando a satisfação com a sua exibição, o apoio da equipa NJ Racing e o trabalho técnico da FR Power. Apesar de se estar ainda a meio da temporada, o piloto duriense já começa a vislumbrar aquilo que poderá ser o seu campeonato nas provas que ainda faltam disputar: “Estamos a conseguir manter sempre o primeiro lugar e temos já uma boa vantagem nas contas da Divisão B. Estamos no bom caminho para o título!”. Agora, o foco está já na Rampa da Penha Paisagem Protegida, que irá decorrer a 12 e 13 de Junho.
26 equipas marcaram bem a força do plantel Kumho na Bairrada. E a qualidade também esteve por lá, de mãos dadas com a fiabilidade pois num rali que cobrou forte tributo à caravana, 17 equipas Kumho lograram vencer todas as armadilhas da prova.
Daniel Ferreira e Rodrigo Pinheiro impuseram a lei do seu Mitsubishi Carisma GT na primeira especial e assumiram o comando da Divisão 1. Mas logo na especial seguinte, uma ligeira saída de estrada, quebrou a direção do carro nipónico e a dupla foi forçada a desistir. Nuno Mateus, acompanhado por Paulo Pimentel, vence essa segunda PEC e assume o comando, mas também sem conseguir sequer saborear a proeza pois, na especial seguinte, desiste com avaria na bomba de gasolina do Lancer.
É o momento em que José
Ferreira e Mafalda Coelho herdam o comando, com a dupla do BMW 316 a “ter à
perna” um cada vez mais rápido Pedro Silva que, na estreia do seu novo Peugeot
208 VTI R2, foi paulatinamente imprimindo um ritmo forte que o foi guindando
aos lugares da frente. Aliás, o piloto de Vila Velha de Rodão que tem o “mundialista”
Nuno Rodrigues da Silva como navegador, chegou mesmo ao comando na 4ª PEC, que
venceu, lugar de onde não mais seria desalojado, conquistando assim uma saborosa
vitória.
Entretanto, na PEC 6, última do programa, é José Ferreira que claudica, ao dar um toque que o levou ao abandono. No mesmo cenário de “fim de festa”, Ilídio Gameiro e Micael Cordeiro juntaram-se aos desistentes, devido aos danos que o Lancia Delta HF Turbo sofreu, após uma saída. Com tudo isto, a regularidade ostentada por Paulo Correia e Tiago Amado, levou-os a um excelente 2º lugar final, as contas desta Divisão 1. O pódio ficaria fechado com o 3º posto da dupla mais azarada da divisão. Rui Santos e João Sebastião partiram uma jante do Subaru Impreza na 2ª PEC e perderam mais de 6 minutos, arruinando logo ali as suas justas ambições. Mesmo assim, foram à luta, venceram 3 troços e acabaram em 3º.
Divisão
Kumho 2: o reino do equilíbrio
7 décimas de segundo. Um autêntico “piscar de olho” foi a diferença pontual que, no fecho das 6 especiais do Rali da Bairrada, separou 1º e 2º da Divisão 2 Kumho. Mas a história da refrega desta divisão é ainda mais completa pois, especial atrás de especial, passaram pelo comando 4 equipas, num alarde de competitividade que recomenda esta divisão.
Os primeiros comandantes foram Fábio Santos e Ricardo Sismeiro, mercê da vitória na PEC 1 e de um 2º tempo na PEC 2. Mas a dupla leiriense do Citroen Saxo seria vítima de uma forte saída de estrada no terceiro troço, felizmente sem consequências físicas, que os levaria à desistência. A liderança foi então assumida pelo Peugeot 205 de Tiago Pereira e Fernando Pereira, que cederam logo de imediato a “cadeira” ao Peugeot 206 GTi de Frederico Monteiro e Paulo Santos, sendo certo que a diferença de tempo entre as três ou quatro primeiras equipas era ínfima e tudo poderia acontecer.
Monteiro segurou ainda essa liderança na 5ª PEC, mas o forcing final de Viana Martins e Gonçalo Palmeira levou o Renault Clio 3 RS à vitória, construída com paciência, regularidade e ritmo, assinando ainda um melhor tempo na 3ª especial. Frederico Monteiro terminou no 2º posto, a 7 décimos de segundo (!), naquela que é, certamente, a mais pequena diferença de tempo entre 1º e segundo da história do Desafio Kumho.
O último degrau do pódio coube a Isaac Portela e Duarte Susano. A dupla do Citroen C2 R2 teve uma prova com altos e baixos, registando três vitórias em especiais, intervaladas com troços onde tudo lhes aconteceu. O já referido Tiago Pereira logrou reclamar o 4º posto, assinando uma exibição do outro mundo com o “velho” 205. Andamento notável deste estreante na “armada Kumho!
Do 5º ao 9º posto só deu BMW. Num 316i da marca bávara, preparado por Armando Carvalho, Tiago Prata e Tiago Silva almejaram chegar ao 5º lugar, seguidos pela dupla Hélder Cordeiro/Bruno Pereira, que estrearam na Bairrada um belo M3 (E46). A regularidade levou ao 7° lugar António Almeida e Pedro Henriques, num 325, enquanto Fábio Rei e Sofia Oliveira colocavam carro idêntico um lugar atrás, na estreia da navegadora em ralis. 9ª posição para o 316 da dupla João Gago/Carlos Morgado.
O estreante Kumho Tiago Passadouro, acompanhado pelo navegador Jorge Bregieira, levou o Citroen Saxo ao 10º lugar, seguido de outro “rookie” Kumho, Vítor Silva, 11º também num Saxo, onde as notas ficaram a cargo de Carlos Batista. A equipa feminina constituída por Daniela Lopes e Soraia Silva reclamaram o 12º lugar, aos comandos de outro Saxo, num alinhamento classificativo que ostenta ainda Pedro Duarte Pedro Gambóias (Toyota Starlet) e Pedro Costa/Nuno Costa (Renault Clio), respetivamente, 13º e 14º colocados.
Uma referência ainda às desistências de Pedro Santos/Hugo Vieira, na sequência de um forte embate, que maltratou o Peugeot 206 RC, mas que, felizmente, não teve consequências físicas para a dupla. Manuel Pinto/Francisco Martins (Opel Astra GSi), José Denis/Jorge Ferreira (BMW) e Miguel Carvalho/António Reis (Peugeot 206 GTi), soçobraram com problemas mecânicos.
O 4º Desafio Kumho Portugal prossegue já no próximo fim-de-semana, com o Rali Vila do Bispo, prova do Campeonato Sul de Ralis e que contará para os Desafios Kumho Sul e Terra.
Foi complicada a participação do piloto da Régua na terceira prova do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, pois acabou por ter problemas no seu SilverCar S2.
Nuno Guimarães tinha justificadas
expetativas na prova do CAMI, que passavam pela repetição do resultado
conseguido em Boticas, apontando assim para um dos dois primeiros lugares na
Divisão Protótipos B. A sua maior habituação ao carro era um fator para pensar
que desta feita, e contrariamente ao que sucedeu no passado, teria mais sorte
no traçado covilhanense. O que infelizmente não veio a acontecer e o piloto de
Peso da Régua voltou a ter uma jornada aziaga, embora tenha almejado chegar ao
3º lugar da sua divisão, o que acabou por ser um bom “controle de danos”
pontuais.
“Sempre que aqui venho alguma coisa me
acontece. O que é pena, porque o traçado é excelente, muito seguro. Mas lamento
não poder sair daqui com um resultado que gostava. Tem sempre acontecido
avarias ou toques”,
começa por lamentar o piloto da NJ Racing sobre o desfecho da sua prova,
sublinhando: “Uma vez mais não consegui fazer a última subida. Houve um
problema técnico com o Silvercar S2 e, por precaução, abdicamos de participar”.
Mas Nuno Guimarães promete: “Não foi o resultado que ambicionávamos, mas não vamos desistir. Vamos continuar a lutar pelos lugares cimeiros da classificação”. Apesar da mágoa pelo resultado, o piloto do Peso da Régua continua a gostar da Rampa Serra da Estrela. “O público para mim é o melhor que existe no Campeonato de Portugal de Montanha. Os covilhanenses estão de parabéns, são excelentes, puxam por nós e a prova foi muito bem organizada pelo CAMI”, remata Nuno Guimarães já a pensar na próxima prova, a Rampa da Penha Paisagem Protegida, que decorrerá a 12 e 13 de junho.
A piloto de Setúbal esteve sublime na Rampa Serra da Estrela Covilhã ao garantir a sua segunda vitória na Taça de Portugal de Clássicos de Montanha 1300.
Eva Laranjeira chegou à prova do CAMI determinada a repetir o êxito conseguido em Boticas e,, aos comandos de um Peugeot 205 Rally com o qual tem agora mais confiança, impôs-se de novo entre os seus pares. Mostrou ao que ia no primeiro dia de prova, dominando por completo a única subida oficial realizada e dando logo o mote para o que seria toda a sua exibição, ao longo do fim-de-semana.
No segundo dia e apesar de um problema mecânico que a fez abandonar na sua segunda subida de prova, colocando-a perante a pressão de ter de fazer um tempo para se classificar no final da prova, Eva Laranjeira não tremeu e deu tudo na terceira e decisiva subida oficial, voltando a bater claramente a concorrência, nomeadamente face ao adversário que mais ‘trabalho’ lhe deu.
A vitória, mais difícil que a conseguida na
prova anterior, também foi mais saborosa para a piloto da MNE Sport: “Foi
‘serrar os dentes’. Os problemas acrescentaram muita pressão, porque estava
mais tranquila na subida anterior. E o percalço que tive fez com que a derradeira
subida tivesse de ser ‘a doer’. E foi muito gratificante, quando cheguei ao
cimo da rampa e vi os tempos e verifiquei que tinha atingido o meu objetivo”.
Depois deste segundo êxito, Eva Laranjeira já não consegue ‘esconder’ que é claramente candidata ao título na Taça de Portugal de Clássicos de Montanha 1300: “Já era um objetivo inicial, embora fosse algo que podia ou não conseguir. Obviamente que com este resultado a liderança fica muito mais reforçada e agora vamos dar tudo para segurar esta liderança e alcançar a vitória na Taça!”. A piloto sadina vai assim para a Rampa da Penha Paisagem Protegida com a moral ‘em cima’, esperando por isso repetir o feito na quarta prova da temporada, que se disputa na famosa subida de Guimarães, a 12 e 13 de junho.
Foi com garra e muita entrega que o piloto de Porto de Mós obteve um excelente 2º lugar na Divisão Protótipos B na Rampa Serra da Estrela Covilhã depois de ultrapassar algumas contrariedades no BRC BR49 Evo com as cores da Articimentos e cuidado pela FR Power.
Joaquim Rino conseguiu ‘virar a página’
sobre os acontecimentos da prova anterior no evento do CAMI, ainda que mais uma
vez o fim de semana no topo de Portugal Continental não tenha sido isento de
problemas. No entanto, desta vez e contrariamente ao que sucedera em Boticas,
foi possível ‘dar a volta’ à situação e atingir os objetivos delineados, que
passavam claramente por não só voltar a estar no pódio da Divisão Protótipos B,
mas também estar mais perto da discussão da vitória.
No primeiro dia Joaquim Rino viveu momentos
de algum ‘stress’. “A Rampa Serra
da Estrela começou mal, mas acabou bem. Já que tive um problema na bateria do
BRC. Depois os pneus não chegaram a tempo, pois vieram de França. Andei um
bocado com a traseira do carro a derrapar, mas depois correu bem”,
sendo claro que começa a ser mais intensa a relação entre o piloto e o novo
BRC, permitindo aumentar o ritmo e começar a estar pronto para ir aos limites
do novo protótipo.
“Saio desta prova com outra motivação. Estou agora na segunda posição do campeonato. Espero mantê-lo e se possível lutar pelo primeiro lugar”, refere ainda o piloto de Porto de Mós, que concluiu a prova do CAMI e menos de cinco segundos do vencedor da Divisão Protótipos B, juntando o segundo lugar nessa frente ao sexto lugar absoluto. Agora Joaquim Rino vai começar a preparar a prova seguinte, a Rampa da Penha Paisagem Protegida, em Guimarães, a 12 e 13 de junho, que marcará a chegada ao meio da temporada 2021.
Na Rampa Serra da Estrela Covilhã piloto da JT59 Racing Team/Bompiso voltou a rubricar uma boa exibição aos comandos do Cupra TCR apesar de um fim de semana onde sentiu algumas contrariedades.
Joaquim Teixeira esperava na Covilhã rodar mais próximo do topo da categoria de Turismos. O que até seria possível caso não tivesse sentido as dificuldades encontradas no evento do CAMI. Por isso a vitória na Divisão Turismos 2 acaba por ser pouco sob esse ponto de vista. Mas o piloto transmontano chama a atenção para os condicionalismos sentidos: “Num fim-de-semana onde tive várias contrariedades mecânicas, o resultado final acaba por ser bem melhor do que cheguei a pensar obter”.
“No entanto a boa resposta que deram os mecânicos da JT 59 Racing Team/Bompiso, tendo conseguido resolver todas as contrariedades, foram a chave da obtenção da minha vitória a Divisão Turismos 2, no grupo e na classe 10, que cheguei a admitir não conseguir”, assinala também Joaquim Teixeira. Analisando a sua exibição na Rampa Serra da Estrela, o piloto transmontano salienta que “o fim-de-semana começou muito bem, porque nas duas primeiras subidas de treino de sábado”, imprimiu “um ritmo muito forte, para depois poder aumentar ainda nas subidas de prova”. Mas depois tudo se complicou: “Um problema no Cupra impediu-me de fazer uma boa primeira subida de prova, e domingo de participar em todas as subidas de treinos”.
Por isso Joaquim Teixeira considera que “dentro do possível, consegui o resultado” traçado pelos objetivos mínimos traçados para esta prova. “Mas fico com alguma desilusão, pois penso que tinha andamento, não para ganhar, mas pelo menos discutir, até à última subida, a vitória absoluta nos Turismos. Isto atendendo aos tempos que que consegui na fase de treinos, sem forçar ao limite o meu andamento”, admite. Para o piloto do JT59 Racing Team/Bompiso “foi difícil, até pela falta de confiança de que” lhe acontecesse “algum problema” que o impedisse de pontuar. Além disso, assinala: “Também os meus adversários nos Turismos 2 nunca me deram descanso, obrigando-me a lutar bastante para conseguir a vitória”.
“Agora é tempo de reparar tudo, pois sexta-feira já estaremos em Jarama na corrida de Supercars, onde o meu filho Daniel vai participar na categoria TCR”, lembra Joaquim Teixeira referindo-se ao programa paralelo em que está envolvido também esta época o seu Cupra. E deixa desde já uma palavra para o trabalho da sua equipa na Covilhã: “Quero agradecer aos meus mecânicos Jorge e Filipe, à minha família que me apoia incondicionalmente em todas as provas nos bons e maus momentos e aos meus patrocinadores, porque sem eles não podia manter este projeto: Bompiso, Município de Boticas, Potauco, ENI, Jacinto Marques Oliveira, Intermarché de Alijó e Valpaços, Proef, CCT Construção Civil e Obras Públicas, Pizzeria Pasta Final e Grupo Óticas Preguiça”.
Não foi feliz a passagem do Lamborghini 77 por Paul Ricard. Um toque sofrido no turno inicial de Leo Machitski, levou ao abandono do carro da Barwell Motorsport.
Após uma boa prestação na Q1 e Q2, respetivamente com Chaves e Ramos obtendo o primeiro lugar, já a Q3 de Machitski não correu tão bem, mas mesmo assim o tempo médio garantiu para o trio do Lambo #77, o 4º lugar na grelha para os Pro-AM.
Segundo Miguel Ramos, “O Leo arrancou bem mas com cerca de 25 minutos de prova decorridos, envolveu-se num acidente com dois Mercedes danificando bastante o Lambo. A equipa ainda tentou recuperar o carro, mas com 40 minutos parados na box, constatamos que o sistema de iluminação para a noite não era suficiente e decidimos abandonar. Agora temos de nos concentrar em Zandvoort, um circuito novo para a equipa, para mim e para o Henrique”.
A próxima prova (Sprint) terá lugar entre 18 e 20 de junho em Zandvoort (Holanda).
A estreia do piloto do Fafe na prova do CAMI foi marcada por um desempenho seguro que lhe permitiu chegar à vitória na sua classe e no grupo, sendo que a evolução foi constante apesar de ser a primeira vez que competiu no traçado covilhanense.
Após as boas indicações dadas em Boticas,
Cláudio Baptista enfrentava um grande desafio na Serra da Estrela, não só
porque nunca tinha competido nesta prova, mas porque nesta terceira prova do
Campeonato de Portugal de Montanha JC Group enfrentava uma concorrência mais
conhecedora do traçado. Assim procurou tirar o melhor partido do seu DS3 e ir
melhorando os seus tempos a cada subida realizada, objetivo que cumpriu em pleno,
pois foi notória e constante a sua evolução e o cronómetro foi sempre prova
disso.
“Foi uma evolução com ‘cabeça’. Ao longo do
traçado fomos andando o mais rápido possível. Era uma rampa que não conhecia.
Tentei evoluir subida a subida, arriscando im pouco”, confirma o piloto do DS3, destacando: “Para
o final decidi arriscar mais, mas nem tudo é certo. Quando à vezes estamos
nervosos e queremos fazer demais, torna-se tudo mais complicado. Deu para
chegar à vitória na classe e no grupo. E estou satisfeito”.
O facto de ter terminado entre os seis primeiros da Divisão Turismos 3 confirma a evolução que Cláudio Batista fez nesta Rampa Serra da Estrela. “Noto a minha evolução. Tenho mais confiança no carro, consigo ter mais andamento e não tenho qualquer receio de estar a competir numa divisão em que todos os outros pilotos têm carros mais potentes”. Para o fafense que defende as cores da Sucesso Automóvel o importante é que “aos poucos estamos a melhorar e vamos ver o que conseguiremos fazer nas próximas provas!”, acrescenta o piloto minhoto, já com o pensamento na próxima prova, a Rampa da Penha Paisagem Protegida que, por decorrer em Guimarães, é uma rampa “que me diz muito pois vou competir ao pé de casa, com a presença de muitos amigos e da família. Vai ser um fim-de-semana muito emocionante!” e que decorrerá a 12 e 13 de junho.
Vítor Pascoal (RGT), André Cabeças (Ralis Centro), Luís Mota (Clássicos), Pedro Silva (Kumho 1) e Viana Martins (Kumho 2), foram os vencedores da segunda edição do Rali da Bairrada, prova inaugural do Campeonato Centro de Ralis
O dia de aniversário é para
ser vivido em família e rodeado de amigos. Hoje, dia 30 de Maio, Vítor Pascoal
recusou-se a ficar em casa, mas teve o cuidado de viajar até Vagos com
familiares e amigos para alinhar no já emblemático Rali da Bairrada. Um dia
especial para o piloto de Baião a residir em Amarante que, em pleno
aniversário, recebeu os tradicionais cânticos de “parabéns a você” e
respectivas salvas de palmas, cabendo-lhe distribuir sorrisos pelo triunfo
absoluto e classe RGT na prova do Clube Automóvel do Centro, com o tempo total
de 34m14,7s.
“Empurrado” pelo incentivo dos
elementos da equipa, familiares e amigos, Vítor Pascoal, navegado por Ricardo
Faria, conduziu o Porsche 911 GT3 Cup ao topo da classificação, iniciado a
competição a vencer a primeira passagem por Boco, mas a entregar logo de
seguida o comando a Miguel Campos e Paulo Lopes, em Porsche 9971 GT3 nas quatro
especiais seguintes.
À entrada para a segunda
passagem por Vagos/ZIV, derradeiro tira-teimas do Rali da Bairrada, apoiado
pela Câmara Municipal de Vagos e promovido pela Promolafões, Vítor Pascoal
encontrava-se a 1,9 segundos para o piloto de Famalicão, altura em que “puxou
dos galões” e desferiu um ataque cirúrgico para derramar o champanhe da Bairrada
no lugar mais alto do pódio, quer na classe GT, como à geral, por 4,2 segundos
de vantagem. A terceira posição ficou entregue a Pedro Silva e Alexandre
Rodrigues, em Porsche 997 GT3, mas a 1m18s da dupla vencedora.
Quanto ao Campeonato Centro de
Ralis, a vitória sorriu de feição a André Cabeças e Ilberino (Bino) Santos. A
dupla do Mitsubishi Mirage Evo, que o ano passado logrou o triunfo na prova
extra do Rali da Bairrada em Citroën DS3 R5, suplantou com autoridade e mestria
as adversidades e os adversários circunstanciais, com o tempo total de 36m05,8s.
Quarto à geral, André Cabeças
e Bino Santos foi cavando um fosso apreciável para os segundos classificados,
nomeadamente Ernesto Cunha e Rui Raimundo, em Subaru Impreza STI, a 55,9
segundos, enquanto José Gomes e Bruno Pedrosa, aos comandos de um Renault Clio
R3, subiram ao lugar mais baixo do pódio, a 1m15,s da liderança.
Impressionante foi a prestação
de Pedro Silva e Nuno Rodrigues da Silva. O piloto de Vila Velha de Ródão
“domou” os cavalos do Peugeot 208 VTI R2B para rubricar uma prova sem mácula e
garantir um excelente quarto lugar final, a 1m37,3s dos vencedores, relegando
para a quinta posição a dupla Raul Aguiar e Pedro Pereira.
Luís Mota do Cartaxo saboreouo néctar da Bairrada nos “Clássicos”
Aos comandos de um Mitsubishi
Lancer Evo VIII, a formação do Buçaco sentiu alguns contratempos ao longo do
Rali da Bairrada, embora demonstrasse grande à vontade durante a prova, perante
equipas bastante homogéneas experientes que também pretendiam mostrar serviço
no asfalto das estradas do concelho de Vagos.
Nos Clássicos, Luís Mota repetiu o sucesso do ano passado e também no momento em que completou 61 “primaveras” tendo, a exemplo de Pascoal, recebido uma merecida salva de palmas e o cântico de parabéns.. Ao volante de um Mitsubishi Lancer Evo VI, o piloto do Cartaxo, que faz equipa com Alexandre Ramos, entregou-se de “alma e coração” para saborear o néctar da Bairrada no lugar mais alto do pódio, com o tempo de 36m06,5s, deixando excelentes indicações para “tomar” de assalto o Campeonato de Portugal da especialidade.
Numa prova em que a dupla anfitriã Nuno Mateus e Paulo Pimentel, em Mitsubishi Lancer Evo VI, ficou pelo caminho na primeira passagem por Vagos/ZIV com uma avaria na viatura da marca japonesa dos três diamantes, Nuno Carreira e Danny Carreira, em Subaru Impreza WRX STI, ascendeu ao lugar intermédio do pódio, a 34,8 segundos de Luís Mota. Por seu turno, João Vinha, navegado por Cristiano Queiroga, conduziu o Mitsubishi Lancer Evo VI ao terceiro lugar, a 1m11,3s do vencedor, seguido de João Pedro Martins e Roberto Santos (Mitsubishi Lancer Evo IV) e Henrique Silva e Pedro Ré (Mitsubishi Lancer Evo V) a 2m13,6s e 3m02,0s, na quarta e quinta posição, respectivamente.
O Rali da Bairrada, marcado
por dois aparatosos acidentes – o primeiro por Pedro Santos e Hugo Vieira
(Peugeot 206 RC), que embateu contra um poste de electricidade na primeira
passagem pela especial de Boco e, o segundo, por Fábio Santos e Ricardo
Sismeiro (Citroën Saxo), motivado por uma saída de estrada na primeira passagem
por Vagos/ZIV –, contemplou ainda Pedro Silva e Nuno Rodrigues da Silva (Peugeot
208 VTI R2B) e Viana Martins e Gonçalo Palmeira (Renault Clio 3 RS) com os
triunfos no Kumho 1 e Kumho 2, respectivamente.
Refira-se, por último, que o Clube Automóvel do Centro prestou uma justa homenagem a Claudino Manuel Carneiro Pinto Romeiro, conhecido por Ni Romeiro no mundo do Motorsport e dos ralis em particular, presidia o Conselho de Comissários da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK). O dirigente da estrutura federativa morreu a 25 de Outubro, aos 69 anos, por complicações devido à Covid-19, após ter ficado internado durante dois dias na unidade hospitalar dos Covões, em Coimbra. O tributo ocorreu durante a cerimónia da entrega de prémios do Rali da Bairrada, em Vagos.