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  • Monte-Carlo: Tanak domina o dia de abertura, Suninen fora após acidente

    Ott Tanak dominou a seu belo prazer a tirada inicial do Rallye de Monte-Carlo, prova inaugural do WRC 2021. Aos comandos do hyundai i20 WRC, o estoniano venceu as duas especiais do programa.

    Os pneus foram o principal assunto do dia, com a Pirelli substituindo a Michelin como o novo fornecedor oficial do WRC. Uma escassez de testes pré-evento na atribulada pré-epoca, fez com que as equipas fossem conservadoras nas suas escolhas de pneus, até porque a habitual sessão de Shakedown não foi permitida, no estrito cumprimento das medidas para prevenir a disseminação de COVID-19. Sabe-se que a borracha italiana tem menos aderência em condições de chuva e neve, mas isso aumenta consideravelmente sempre que a estrada seca.

    As estradas molhadas, orladas de neve, estavam longe de ser as melhores, mas Tanak é um homem com a missão de reivindicar o título e quer tirar proveito de qualquer hesitação entre seus rivais. No início de sua segunda temporada no i20 WRC da Hyundai, Tanak imprimiu um ritmo muiito forte e terminou a etapa inaugural com duas vitórias nas especiais e um avanço de 3,3 segundos sobre a jovem estrela finlandesa da Toyota, Kalle Rovanpera, que ganhou cinco segundos ao seu companheiro de equipe britânico Elfyn Evans, terceiro no final da jornada.

    O campeão em título, Sebastien Ogier, sofreu um grave acidente nos testes pré-evento, o que limitou sua experiência com a nova borracha e o seu desempenho foi ainda mais prejudicado por um problema de travões. Ogier terminou a etapa no 5º lugar, a 16,9 segundos de Tanak e apenas 9 décimos atrás do Hyundai de Thierry Neuville, a ser navegado pela primeiora vez por Martin Wydaeghe.

    Quem não optou por uma abordagem cautelosa foi Teemu Suninen. O piloto da M-Sport, cujo Ford Fiesta WRC estava no mesmo ritmo de Tanak nos dois primeiros setores da especial de abertura, despistou-se e caiu numa ravina, maltratando fortemente o Fiesta WRC. Pelo menos, o jovem francês Adrien Fourmaux deu uma alegria à equipa de Malcom Wilson, ao colocar o seu Ford Fiesta Rallye 2 na segunda posição das contas do WRC2, logo atrás de Andreas Mikkelsen, líder aos comandos de um Skoda Fabia Rallye 2 Evo.

    A diferença entre os dois é curta, cifrando-se em 8,9 segundos. O piloto russo Nikolay Gryazin está em terceiro lugar nesta categoria, ao volante do seu VW Polo. No WRC3, a Citroen terminou o dia com um podio completo. Os seus pilotos Yohan Rossel, Nicolas Ciamin e Yoann Bonato estão a dominar nesta categoria.

    A etapa de amanhã terá 5 especiais de classificação, com um total de cerca de 105 quilómetros contra o cronómetro.

  • 7 Citroën C3 Rally2 à partida do RALLY Monte-Carlo

    A Citroën Racing regressa ao palco do Campeonato do Mundo de Ralis da FIA com uma frota de sete C3 Rally2, que irão alinhar na prova de abertura da época de 2021, o conceituado Rally Monte-Carlo.

    Esta 89ª edição da prova monegasca permitirá acompanhar a dupla vencedora da edição passada, os franceses Eric Camilli / François-Xavier Buresi, da equipa portuguesa Sports & You, na primeira ronda rumo à tentativa de renovação do título no WRC2.

    O consagrado piloto francês da equipa portuguesa está “ansioso por dar início ao meu programa de competição para 2021 no Rallye Monte-Carlo e com o C3 Rally2. Estou focado na vitória e orgulhoso por vestir as cores da Citroën Racing. Com o seu suporte, bem como o do treinador do Olympique de Marseille, André Villas-Boas, conseguiremos transformar esta participação no prestigiado Rallye Monte-Carlo numa causa humanitária, consciencializando o público para a importância de fundações como a Ace Africa. No seguimento do teste efetuado no início do mês, conseguimos afinar o ‘setup’ do carro, preparando-o para as já habituais condições variáveis das classificativas. Estou desejoso de as enfrentar, bem como as duas outras provas do Campeonato do Mundo de Ralis em que irei participar com a Citroën Racing e a Sports & You.”

    De igual modo, Yohan Rossel, piloto francês que conta com o apoio da secção de Ralis da Federação Francesa de Automobilismo (FFSA Rally) é, também, membro do #C3Rally2Family, tendo previsto a sua participação em três outras provas depois do Rallye Monte-Carlo, pela equipa Santéloc. A acompanhá-lo nesta prova inaugural do WRC 2021 estará o colega de equipa Sean Johnston, e o seu copiloto Alexander Kihurani, piloto que participou em diversas provas do Mundial do ano passado. Já o jovem Nicolas Ciamin, de 23 anos, da equipa DG Sport, irá fazer o seu terceiro Rallye Monte-Carlo, tendo como objetivo a conquista dos títulos do WRC3 e do Campeonato da Bélgica de Ralis.

    O atual Campeão francês de ralis, Yoann Bonato, e o seu copiloto de longa data, Benjamin Boulloud, vão, também, dar início à sua época competitiva com uma presença no Rally Monte-Carlo, antes da sua participação nas 10 provas que compõem o Campeonato de França de Ralis, representando a equipa CHL Sport Auto. Após uma ausência de nove anos da prova monegasca, o piloto italiano Giacomo Ogliari está de regresso com o seu copiloto, Lorenzo Granai. Já a dupla belga Davy Vanneste / Kris D’alleine deu um salto em termos de carreira e irá fazer a sua estreia no WRC na mítica prova do Principado do Mónaco, antecipando a sua participação na ronda belga do calendário, o Rallye de Ypres, em agosto.

    Na sessão de testes organizada pela Citroën Racing, no início de janeiro, Yohan Bonato, Nicolas Ciamin e Eric Camili conduziram o novo C3 Rally2 pela primeira vez na zona dos Altos-Alpes. As equipas puderam aproveitar-as condições da estrada para se prepararem para este início de época de 2021, bem como para o desenvolvimento de um setup versátil para os clientes da Citroën Racing que irão participar em diversos ralis, a nível mundial, ao longo da presente época.

  • Esteban Ocon e o Alpine A110S ao «assalto» do Monte-Carlo

    O piloto do Alpine F1 Team Esteban Ocon fará, ao volante do Alpine A110S, uma série de passagens nas especiais do Rali de Monte-Carlo 2021, nesta quinta-feira, dia 21 de janeiro.

    Esteban irá pilotar, pela primeira vez, o Alpine A110S, enquanto piloto do Alpine F1 Team, nesta sua primeira participação num rali e irá percorrer duas especiais no dia de abertura do 89º Rali de Monte-Carlo, ao volante do automóvel VIP.

    Esteban Ocon considera que “esta é uma oportunidade fantástica e estou impaciente para esta minha estreia no Rali de Monte-Carlo, ao volante do magnífico Alpine A110S. Pude descobrir o Alpine A110 em outubro último, fazendo três voltas no Nordschleife. Este automóvel nasceu para este tipo de desafios, com curvas fechadas em terrenho montanhoso. Os ralis fizeram sempre parte dos meus sonhos e, portanto, pilotar o Alpine A110S no rali de Monte-Carlo é uma forma perfeita de começar o ano”.

    Depois do shakedown a primeira especial será a ES1 (às 13h10), num percurso de 20,58 km entre Saint-Disdier e Corps, seguida da ES2 que liga Saint-Maurice a Saint-Bonnet. O Alpine A110S, na tradicional cor azul, vai ostentar o nº 31.

    Esta semana, a Alpine terá cinco equipas na categoria R-GT do Rali de Monte-Carlo, com Cédric Robert, Emmanuel Guigou, Philippe Baffoun, Pierre Ragues e Raphaël Astier, ao volante dos Alpine A110 Rally.

  • Filipe Albuquerque já testou ao Acura para o IMSA WeatherTech Sportscar Championship

    Filipe Albuquerque sentou-se, pela primeira vez, ao volante do Acura ARX-05 da Wayne Taylor Racing com quem irá disputar o vulgarmente conhecido por Campeonato Norte Americano de Resistência.

    O piloto português e os seus companheiros de equipa, Ricky Taylor, Alexander Rossi  e Helio Castroneves estiveram em Sebring para o primeiro teste do ano com vista à preparação da primeira corrida da temporada, as emblemáticas 24h de Daytona.

    Sebring test, WTR, Acura Dpi, January 19, 2021. (Photo by Brian Cleary/bcpix.com)

    Depois de um dia de trabalho, Filipe Albuquerque chegou ao final satisfeito com o desempenho: “Foi o meu primeira dia em pista com a nova equipa e com o novo carro. Foi um começar de novo que me agradou bastante. A equipa é altamente profissional, os meus companheiros de equipa estão muito motivados e senti-me ‘em casa’. Foi uma primeira abordagem que me deixou bastante agradado. Agora é trabalhar na informação recolhida e preparar os dias que aí vêm”, começou por referir o piloto de Coimbra.

    Dia 23, sábado, terá lugar o habitual teste pré-Daytona: “Roar before the Rolex 24”, onde as equipas terão uma abordagem mais próxima daquilo que serão em termos competitivos, para logo depois no dia 24, domingo, efectuarem uma corrida, de duas horas, para preparar Daytona: “O teste é importante para avaliarmos o carro na própria pista e encontrarmos o melhor ‘set-up. A corrida de dia 24, que será disputada por mim e pelo Ricky Taylor, já contará em termos pontuais, e servirá sobretudo para a organização avaliar o ‘balance of performance’. Uma semana intensa para logo depois arrancarmos com as 24h de Daytona”, concluiu Filipe Albuquerque.

  • Joaquim Teixeira: “a época foi melhor e fui mais consistente!”

    Joaquim Teixeira faz um balanço bastante positivo da sua participação no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group em 2020, apesar da temporada bastante reduzida devido aos constrangimentos provocados pela pandemia.

    O piloto transmontano, que é também o dirigente da APPAM (Associação Portuguesa dos Pilotos de Automóveis de Montanha) sagrou-se vencedor da Divisão 4 Turismos e do Grupo TCR e vice-campeão nacional absoluto da categoria Turismos, aos comandos do Cupra Leon TCR do Bompiso Racing Team,

    Um naipe de bons resultados, atendendo às circunstâncias, faz com que Joaquim Teixeira faça um balanço positivo da época passada: “Com o reduzido número de provas que foi possível (em 2020) os resultados acabaram por ser o que aspirávamos. Manter-me pelo quarto ano consecutivo no pódio dos Turismos, após o primeiro ano ter sido campeão nacional. Tivemos pena que a última prova não se realizasse, porque a diferença entre o campeão e eu foram apenas dois pontos. Um desfecho que poderia ter sido alterado na tal prova que faltou, que à última hora foi anulada. Mas são as contingências do desporto automóvel. Umas vezes ganha um, outras ganha outro. E parabéns a quem vence”.

    “Para mim a época foi melhor. Fui mais consistente. A nível da equipa Bompiso, procurámos manter-nos no campeonato de Montanha e fazer também o Open de Portugal de Velocidade. Aí não fiz a primeira prova por motivos profissionais, o meu filho (Daniel Teixeira) fez três provas, falhando também uma por motivos profissionais. E na outra o Joaquim Santos também fez. Na última o Daniel teve de correr sozinho. Correu razoavelmente bem, porque conseguimos ser segundos na categoria TCR e terceiros no campeonato de turismos do Open, por termos falhado uma das provas. Mas acho que o balanço acaba por ser positivo”, refere também o piloto transmontano, numa alusão à outra frente onde a sua equipa e o Cupra TCR estiveram envolvidos.

    Bom começo e desempenhos na Serra da Estrela e Arrábida Caracterizando a curta temporada de 2020, Joaquim Teixeira menciona o bom começo de época que teve, e depois as limitações nas outras duas provas disputadas: “Murça correu-me bem. Obtive a vitória. A Serra da Estrela já sabia que não era a rampa mais adequada, devido à inclinação, e ao binário necessário para sair das curvas em potência, face a outras máquinas que têm outras condições. Na Arrábida, à chuva, já sabia que não tínhamos hipóteses, pois é quase impossível bater os 4×4”.

    “Estava à espera de outras provas, onde o meu carro poderia ser mais competitivo, que acabaram por não se realizar. Mas dentro daquelas provas que se realizaram acho que a época me correu bem. A primeira foi agradável, começar logo a vencer. Permitiu-me acalentar a esperança que poderia discutir o campeonato até ao fim. E contrariamente ao que se diz, embora eu seja transmontano e tenha residido muitos anos em Murça, não sou possivelmente a melhor pessoa que conhece o traçado, por que há outros que também moram a 15 ou 20 km da rampa. Foi o possível. Para o ano esperamos que corra melhor e que o campeonato seja mais longo”, considera o piloto transmontano sempre apontado a tirar o melhor partido das ‘armas’ que possui.

    Sobre aquilo que poderá ser 2021, Joaquim Teixeira prefere não ‘mexer em equipa que ganha’: “Em princípio irei manter-me nos Turismos. O Cupra é muito interessante de conduzir. Na primeira prova (de 2020) consegui explorar todo o potencial do carro, porque estava bom tempo e acho que tem condições para se manter competitivo dentro dos turismos, a lutar pelo pódio, mesmo com as alterações que vão acontecer este ano, pois vou ter mais concorrência. Vou manter. Não vou cometer loucuras, até porque quero manter uma viatura que me permita fazer montanha o mais tempo possível, com o Joaquim Santos e o Daniel a fazerem velocidade. Acho que é a viatura adequada, a nível de manutenção, performances e prazer de condução”, avança o piloto da Bompiso.

  • Toyota Gazoo Racing apresentou o novo GR010 Hybrid

    A TOYOTA GAZOO Racing inicia uma nova era nas corridas de resistência com o lançamento de seu novo hípercarro eletrificado para Le Mans GR010 HYBRID, que irá competir no WEC (World Endurance Championship) no Campeonato Mundial de Resistência de 2021 da FIA.

    Os campeões mundiais em título e vencedores por três vezes das 24h de Le Mans vão defender esses títulos usando uma versão de corrida do próximo hipercarro de estrada, com tecnologia desenvolvida no TS050 HYBRID e em destaque pela nova marca Racing Hybrid. O GR010 HYBRID é um protótipo desenvolvido ao longo dos últimos 18 meses e fruto da parceria entre os engenheiros da sede da equipa em Colónia, Alemanha, e especialistas na motorização híbrida do centro de tecnologias de eletrificação de Higashi-Fuji, no Japão.
     
    O GR010 HYBRID incorpora uma poderosa motorização híbrida de competição com tração às quatro rodas, com motor biturbo V6 de 3,5 litros, que debita 680 cv ao eixo traseiro, combinado com um motor gerador de 272 cv, desenvolvido pela AISIN AW e DENSO, no eixo dianteiro. A potência total combinada é limitada a 500kW (680 CV), o que significa que a eletrónica sofisticada do GR010 HYBRID reduz a potência do motor de acordo com a quantidade de aceleração híbrida que é debitada.
     
    Atualmente em desenvolvimento, o novo protótipo de corrida impressiona pelas proporções e reflete a aparência de sua inspiração, o hipercarro GR Super Sport que fez a sua estreia durante uma demonstração de devolução do troféu cerimonial nas 24 Horas de Le Mans 2020. Para marcar esta nova era para o TOYOTA GAZOO Racing, uma nova pintura inclui as letras GR para indicar a forte ligação entre os carros de corrida e de estrada.
     
    A TOYOTA GAZOO Racing entra em sua nona temporada no WEC com a mesma formação de pilotos que trouxe Le Mans e a glória do Campeonato Mundial à equipa na campanha de 2019-2020. Os recém-coroados campeões mundiais Mike Conway, Kamui Kobayashi e José María López vão conduzir o  GR010 HYBRID #7 enquanto Sébastien Buemi, Kazuki Nakajima e Brendon Hartley vão correr com o carro #8. Nyck de Vries continua em seu papel de piloto de teste e reserva.
     
    Todos já iniciaram um intenso programa de desenvolvimento do GR010 HYBRID, com dois testes de três dias já concluídos à medida que a equipa se adapta aos novos regulamentos que são uma mudança significativa em termos de desempenho e filosofia.

    Como parte de uma iniciativa de redução de custos incorporada nos regulamentos, o novo GR010 HYBRID é 162 kg mais pesado e com 32% menos potência do que seu antecessor TS050 HYBRID, com tempos mais lentos por volta em Le Mans esperados de cerca de 10 segundos. Conta também com maiores dimensões; é 250 mm mais comprido, 100 mm mais largo e 100 mm mais alto.
     
    Pela primeira vez desde o início de seu projeto WEC, a TOYOTA GAZOO Racing irá participar sem uma unidade motor/gerador traseira (MGU), com o único MGU permitido fica localizado no eixo dianteiro. Isto significa que um motor de arranque teve que ser instalado no GR010 HYBRID bem como, travões traseiros totalmente hidráulicos.
     
    O GR010 HYBRID apresenta uma aerodinâmica de última geração, otimizada para eficiência e desenvolvida usando um poderoso software de Dinâmica de Fluidos Computacional e testes em túnel de vento. Os novos regulamentos técnicos permitem apenas um único conjunto de carroçaria homologado, com apenas um dispositivo aerodinâmico ajustável. O GR010 HYBRID irá, portanto, competir com a mesma especificação em circuitos de apoio baixo e alto (downforce), com uma asa traseira ajustável que modifica as características aerodinâmicas.
     
    Também pela primeira vez, a classe superior do WEC e Le Mans apresentará um equilíbrio de desempenho, o que significa que os organizadores irão modificar o desempenho de cada carro a cada corrida, regulando o uso de energia e peso, visando o potencial de desempenho idêntico de cada hípercarro de Le Mans. Prevê-se muita competição entre a TOYOTA GAZOO Racing e suas concorrentes de hipercarros: Scuderia Cameron Glickenhaus e ByKolles Racing, bem como a Alpine, que irá também alinhar com o seu carro LMP1.
     
    As batalhas serão travadas em seis corridas em três continentes, começando com as 1000 milhas de Sebring a 19 de março, antes das 6 Horas de Spa-Francorchamps (1º de maio) e o destaque da temporada, as 24 Horas de Le Mans entre 12-13 de junho. A primeira corrida de resistência do Campeonato Mundial em Monza desde 1992 acontece a 18 de julho, antes das viagens para Fuji Speedway (26 de setembro) e Bahrein (20 de novembro), sendo todas competições de seis horas.

  • André Villas-Boas e a Ace Africa juntam-se à Sports&You no Rallye Monte-Carlo com Eric Camilli

    André Villas-Boas treinador do Olympique de Marseille fará uma parceria com o vencedor do WRC2 Monte-Carlo de 2020 e membro do C3 Rally2 Family Eric Camilli, para a edição de 2021 do Rally Monte-Carlo com o objetivo de aumentar a consciencialização a favor de causas humanitárias. 

    Com o apoio da Citroën Racing, a equipa “Race For Good” de André Villas-Boas correrá na categoria WRC2 com o Citroën C3 Rally 2.

    O rali de Monte-Carlo é um dos eventos do WRC de maior prestígio e a sua visibilidade mundial cria o cenário perfeito para melhor promover a Ace Africa. A Ace Africa é uma ONG premiada que trabalha no Quénia desde 2003 e na Tanzânia desde 2007 trabalhando dentro das comunidades locais em parceria com o governo de modo a facilitar o acesso à saúde, educação e desenvolvimento económico. A Ace Africa é uma pequena instituição de caracter social que ajuda as pessoas a assumir o controle do seu próprio futuro e desde a sua fundação já mudou a vida de 1,8 milhões de crianças e das suas famílias.

    A equipa “Race For Good” será alimentada pelo brilho e experiência de Eric Camilli, um dos mais talentosos pilotos de rally da franceses e com a qualidade e dedicação da equipa Sports&You. A Citroën Racing apoiará e acompanhará este compromisso com a sua capacidade técnica.

    Esta colaboração tem o objetivo de unir forcas no sentido de promover as causas da Ace Africa e continuar a fornecer ajuda diária a milhares de pessoas em África. O prestígio do Rally de Monte-Carlo pode ser um catalisador para mais apoio à instituição, cujo trabalho pode ser conhecido através do seu site oficial: http://www.ace-africa.org/

  • Lourenço Rosa termina Dakar 2021

    Prova superada para Lourenço Rosa e Joaquim Dias que chegaram hoje ao final do Dakar Rally realizado na Arábia Saudita. Está assim cumprido o objetivo que traçaram para esta que foi a estreia de ambos na mais mítica prova mundial de Todo-o-Terreno.

    Tripulando um Can-Am Maverick XRS assistido pela South Racing, conquistaram a 14ª posição da geral reservada aos SSV T4, um resultado que não se vislumbrava nas expectativas iniciais, tendo em algumas etapas  demonstrado andamento suficiente para se imiscuirem nos tempos dos 5 primeiros, sem dúvida uma excelente demonstração das capacidades da equipa que podem validar projetos futuros, e quem sabe, de regresso ao Dakar.

    Não foi uma prova isenta de dificuldades, contudo a fiabilidade do Can-Am preparado exemplarmente para enfrentar as agruras do Dakar, bem como a prestação da equipa e o trabalho prévio de preparação efetuado foram alicerces sólidos que permitiram construir este resultado.

    “Estamos cá, chegamos ao fim, foi duro mas superamos todas as dificuldades. É tempo de agradecer ao Joaquim Dias, o meu navegador que nesta prova nada fácil foi enorme, simplesmente fabuloso. Agradeço à South Racing que me entregou sempre um carro nas melhores condições, um grande trabalho de uma extensa equipa que não deixa nada ao acaso, obrigado igualmente a todos os nossos parceiros que connosco viajaram nesta grande aventura e uma palavra final para todos aqueles que de alguma forma nos fizeram chegar o seu apoio e motivação. Hoje é um dia intenso e pouco mais posso dizer.”

  • Ricardo Porém termina no Top 20 do Dakar 2021

    Terminou hoje em Jeddah, Arábia Saudita, o Rali Dakar 2021. Depois de mais de 8000 quilómetros percorridos, em 12 etapas, a dupla Ricardo Porém – Jorge Monteiro terminou a prova organizada ela ASO na 20.ª posição da Geral.

    No final da prova, Ricardo Porém mostrava-se bastante satisfeito com este feito e com o sentimento de dever cumprido. “Mais um Dakar terminado. Uma prova longa, com 12 dias de ação nas sempre desafiantes etapas sauditas, que terminamos dentro do TOP-20 da Classificação Geral. Apesar do nosso objetivo inicial de terminar no TOP-15 não ser cumprido, sentimo-nos realizados, uma vez que fizemos a corrida possível e o nível esteve bastante elevado, com muitos pilotos rápidos em viaturas de última geração a conseguirem realizar provas bastante positivas”, começou por destacar o piloto de Leiria, que participou pela terceira vez na mais dura prova de Todo-Terreno do Mundo, antes de destacar a importância do seu navegador e equipa neste resultado.: “Muitas dunas, muitas pistas, algumas dificuldades e adversidades que eu e o Jorge, que fez sempre um trabalho de navegação muito profissional e eficiente, fomos superando dia após dia. Para tal, contámos também com o suporte  da Wevers Sport e Borgward Rally Team, que nos preparou uma viatura que conseguiu superar uma prova como o Dakar sem um único problema mecânico nos mais de 8000km de corrida, sendo que todos os problemas que o Borgward sentiu, fruto da dureza das etapas, foram prontamente resolvidos por esta equipa fantástica que me acompanhou na prova.”

    Para finalizar, Porém não esqueceu os portugueses que nunca o deixaram de apoiar ao longos dos últimos dias. “Estamos naturalmente satisfeitos com o resultado alcançado e agora é momento de desfrutar e descansar, aproveitando este momento para agradecer o incansável suporte dado por todos os portugueses através das redes-sociais. Em alguns momentos, foram as mensagens de apoio que nos chegaram, que nos fizeram acreditar que o dia seguinte ia ser melhor. Não posso deixar passar este momento sem agradecer a todos os patrocinadores que permitiram a minha participação nesta prova, em especial à PRF Gas Solutions que fomenta e promove a tecnologia do futuro no Dakar e no Mundo: o Hidrogénio”

    O voo de regresso a Portugal da dupla Ricardo Porém-Jorge Monteiro tem chegada prevista a Lisboa, no próximo sábado, dia 16 de Janeiro, pelas 19 horas.


  • Alpine reúne “músculo” desportivo do Grupo Renault

    A Alpine anunciou, hoje, os planos de crescimento, a longo prazo, como marca do Grupo Renault dedicada a automóveis desportivos, inovadores, autênticos e exclusivos. As atuais atividades da Alpine Cars, Renault Sport Cars e Renault Sport Racing serão reunidas numa única entidade, sob a marca Alpine.

    A Alpine associará a credibilidade de uma marca autêntica, a uma produção especializada, ao domínio de engenharia e a uma imensa exposição mediática na Fórmula. Juntas, essas atividades transportam a Alpine para uma nova dimensão e lançam as bases de uma marca automóvel de “nova geração”, destinada a clientes exigentes e apaixonados.

    Ativos atuais e novas sinergias para novos desafios

    A Alpine é, sem dúvida, a incarnação do automóvel francês; uma marca reconhecida, com uma gloriosa herança da competição e com especialistas altamente qualificados que produzem o modelo A110, na fábrica de Dieppe.

    A Renault Sport Cars é formada por uma equipa de 300 pessoas, mestres no desenvolvimento de automóveis desportivos. Especialistas que deram ao Grupo Renault modelos icónicos como o Renault 5 Turbo, Clio V6, Mégane R.S. Trophy e o novo Alpine A110.

    A Renault Sport Racing e escuderia F1 juntas, reúnem 1200 pessoas, que desenvolvem, ao nível do desporto automóvel, o equivalente aos mais exigentes “desafios da relojoaria”, concentrando alguns dos maiores especialistas em aerodinâmica, mecânica e engenharia de motores. A Fórmula 1 oferece uma imensa plataforma de marketing e representa uma oportunidade única para fortalecer, globalmente, a imagem da marca Alpine à escala mundial.

    A Alpine beneficiará dos recursos do Grupo Renault e da Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, que incluem tecnologias como a plataforma EV da Aliança, a presença industrial global do grupo, o acesso a uma estrutura de compras profissional que permitirá garantir a otimização dos custos, sem esquecer também o acesso privilegiado à rede de distribuição global e os serviços financeiros da RCI. O objetivo é atingir a rentabilidade em 2025, incluindo os investimentos na competição automóvel.

    “A nova entidade Alpine combina três marcas com ativos e áreas de excelência distintas, em prol de uma empresa única e autónoma. O ‘know-how’ da nossa fábrica de Dieppe, e a excelência da engenharia das nossas equipas de F1 e da Renault Sport, brilharão com a nossa gama 100% elétrica e tecnológica, ancorando assim o nome ‘Alpine’ no futuro. Estaremos nas pistas e nas estradas, de forma autêntica, com a mais elevada tecnologia e seremos disruptivos e apaixonados”. Laurent Rossi, Diretor-geral da Alpine.

    Manutenção na competição

    A Alpine e a Renault têm uma longa história na competição, em diferentes categorias, seja na Fórmula 1, nos Ralis ou na Resistência. A competição permanecerá no centro dos ambiciosos planos da Alpine, com a Fórmula 1 a desempenhar um papel central na estratégia desportiva da marca. A partir de 2021, a equipa Alpine F1 competirá contra alguns dos mais prestigiados nomes da indústria automóvel e entrará no muito exclusivo e restrito “clube” das equipas de fábrica.

    A Alpine foi fundada em 1955, por Jean Rédélé, um jovem apaixonado pelo desporto automóvel, que se inspirou no nome do seu “parque de diversões” favorito – os Alpes – para atribuir o nome à sua marca.

    Foi, em 1962, que a Alpine começou a ser reconhecida e a descolar para “voos mais altos”, com o lançamento do original A110. Naquela época, a Alpine e a Renault colaboravam de forma próxima, com os modelos Alpine a serem vendidos e assistidos nos concessionários Renault. No início dos anos 70, a Alpine fazia já parte da elite dos ralis. Em 1971, monopolizou, pela primeira vez, o pódio do célebre Rali de Monte-Carlo, repetindo a façanha dois anos depois. E foi precisamente em 1973, que a Alpine conquistou, também, o título de Construtores no Campeonato do Mundo de Ralis.

    Paralelamente e fora da competição, as vendas dos modelos de estrada da Alpine cresciam. Para responder a esse sucesso, a Alpine construiu uma fábrica, em Dieppe, em 1969 (o mesmo local onde atualmente é produzido o novo A110), e onde, em 1971, o A310 entrou em produção, antes da marca ser adquirida pelo Grupo Renault, em 1973.

    Em 1978, a Alpine conquistou o seu mais famoso triunfo, alcançando a glória com a vitória nas míticas 24 Horas de Le Mans. Em Dieppe, a fábrica continuou a lançar novos e inovadores modelos desportivos, como o A310 V6 e o GTA, com a produção da Alpine a cessar em 1995. Em 2017, a Alpine lançou o novo A110, um modelo fiel aos princípios intemporais do A110 original que, de imediato, atingiu o sucesso, não só pela onda de apaixonados que conquistou, mas também pelos números prémios internacionais granjeados.