Na temporada que agora se avizinha, a ENI será parceira da Tony Kart Racing Team, equipa que pertence ao grupo OTK, empresa líder no fabrico italiano na indústria do karting.
Líderes em seus respectivos campos, a ENI e aTony Kart Racing Team, cujos motores são exclusivamente Vortex, assumirão uma parceria intensa na pesquisa e desenvolvimento de novos lubrificantes, específicos para motores de kart.
A Tony Kart Racing Team utilizou os lubrificantes ENI com grande sucesso nas corridas da temporada de 2020. A equipa venceu o Campeonato do Mundo na categoria OK, alcançando os três primeiros lugares da classificação. Em destaque esteve o lubrificante ENI Kart 2T usado pela Tony Kart Racing Team, produto este que provou ser de máxima qualidade e confiança.
A ENI e o grupo OTK chegaram a acordo para a recomendação e comercialização exclusiva do ENI Kart 2T, a partir de janeiro de 2021.
A última ronda de GT4 South e a primeira de GT Winter Series juntam em Portimão 29 equipas. Nos próximos dias 23/24 de Janeiro, a GT4 South European terá a sua ultima prova de 2020 e assim atribuir os títulos. Ao mesmo tempo, a competição de inverno “GT Winter Series 2021” irá iniciar-se na mesma ocasião.
Com uma primeira passagem discreta por Portugal em 2020, a GT Winter Series foi pensada como uma competição onde as equipas europeias possam competir no inverno e preparar da melhor forma 2021. Assim a GT Winter Series está estruturada com 3 corridas de Inverno, duas em Portimão e uma no circuito Motorland Aragon, por onde passou o WTCC em 2020. A GT Winter Series é pensada para equipas internacionais, que vêm treinar no Sábado e correr no Domingo. Os Pilotos podem assim fazer uma corrida no circuito onde passaram o Sábado a treinar, aceitando um grande leque de carros, incluindo o Troféu BMW M2 Alemão, diversos Turismos e carros vindos de copas Monomarca entre outros.
Voltando aos GT4, depois da visita a Jerez de la Frontera, a GT4 South irá finalizar a temporada e entregar o título de 2020. Apesar de faltarem ainda 3 semanas, a lista de inscritos provisória revela quantidade e qualidade, já contando com 12 GT4 e onde os Mercedes AMG da Bullitt Racing, vencedores em Jerez, terão certamente maior concorrência. Equipas como a famosa Zakspeed Racing e a Burgmann Racing, que no ano passado já estiveram em Portimão, regressam com os seus Mercedes AMG e Porsche Cayman respectivamente. Também presente em 2020, regressa em 2021 a importadora KTM para a Alemanha, Teichmann Racing, com 2 KTM GT4. Já uma novidade para 2021, será a Racing One, normalmente presente no DTM Trophy, que participará com um Audi GT4, sendo a quinta marca diferente a inscrever-se.
Diogo Ferrão com um brilho nos olhos comenta: “Depois de bastante luta e num ano tão difícil, os 12 GT4 vão estabelecer um record destes carros presentes em Portugal na mesma prova. Obviamente que a presença estrangeira é essencial, mas acreditamos ainda receber alguns pilotos portugueses, que como é habitual, deixam as suas inscrições para os últimos dias. Será um prazer ver tantas e tão fantásticas máquinas com a mais recente tecnologia a competir em Portimão. A estes junta-se a alegria de apresentarmos uma grelha de 29 carros com a GT Winter Series, depois das 18 equipas inscritas no ano passado, um grande incremento face a 2020”.
Dois pontos separaram o piloto da conquista mais almejada. Ciente da grande época que fez, Rui Nunes assume alguma amargura por não ter podido lutar até ao fim pelo título, devido à anulação da última prova.
Depois da excelente época realizada em 2019, onde reclamou o 2º lugar no campeonato, Rui Nunes partia para a jornada inaugural do Campeonato de Portugal de Kartcross com aspirações a lutar pela vitória, assumindo que a conquista do título seria o objetivo máximo. Mas a prova de Sever do Vouga foi madrasta e o piloto enfrentou vários problemas mecânicos e outros tantos incidentes de corrida que o impediriam de assinar um bom resultado, almejando, no entanto, recolher alguns pontos.
Passado o longo interregno causado pelo combate ao surto pandémico, piloto e equipa apresentaram-se em Lousada, cenário do regresso à competição, com novidades de relevo: um novo Semog era a “arma” escolhida para retomar o caminho dos êxitos. Piloto e nova “montada” cedo demonstraram um forte entendimento. 3º nos treinos, assinou grandes exibições nas mangas e assegurou um lugar na fila da frente para a corrida de todas as decisões. Na Final, esteve sempre na luta e foi recompensado com um excelente 2º posto, que o recolocava na refrega pelo campeonato.
A competição rumou depois até Castelo Branco. À chegada à pista instalada na Beira Baixa, Rui Nunes tinha os olhos postos na repetição do pódio conquistado em Lousada. 5º nos treinos, o piloto de Montemor-o-Novo esteve sempre na batalha pela primazia em todas as mangas de qualificação, almejando sair da segunda fila da grelha de partida para a Final.
E foi com uma exibição notável e com um sentido de oportunidade perfeito que Rui Nunes chegou à primeira vitória da época. Saindo que nem um foguete, subiu a segundo logo na primeira curva e utilizou uma magnífica estratégia quanto ao momento em que escolheu fazer a “joker lap” para saltar para o comando, que já não largou mais até à bandeirada de xadrez. Com este triunfo na corrida da Escuderia, o piloto alentejano entrava cada vez mais na luta pelo título.
A quarta tirada da época foi disputada em Mação, onde a motivação do piloto e da equipa chegava no nível máximo, mercê do triunfo albicastrense. Mas cedo começaram a surgir algumas dificuldades. Nos treinos, o piloto sentiu dificuldades para afinar o Semog e nunca rodou como desejava. Já nas mangas de qualificação, voltou ao seu melhor nível e logrou garantir o 3º lugar na grelha de partida para a Final.
No momento da verdade, Rui Nunes não tremeu e voltou a estar a um nível excecional, subindo logo ao 2º posto, onde terminaria, mas não sem antes dar muita luta ao vencedor. O resultado cimentava ainda mais as aspirações do alentejano.
Rui Nunes seguiu então para Montalegre, com a pista mundialista a ser o traçado da 5ª prova da temporada. E ao longo do fim-de-semana, o piloto alentejano esteve sempre ao seu mais alto nível, rodando sempre entre os melhores e estando no “olho do furacão” da luta pela primazia. 4º classificado nos treinos cronometrados, Rui Nunes almejou ser forte nas mangas de qualificação, garantindo, uma vez mais, um lugar na primeira fila da grelha de partida para a final.
Na confusão normal da primeira viragem, dentro de um pelotão farto e feroz, Rui Nunes caiu algumas posições, mas encetou uma enorme recuperação que o colocou na luta pelo pódio, que esteve ao seu alcance, não fosse alguma confusão na penúltima volta, que o forçou a corrigir trajetória e a perder velocidade, caindo para um 4º lugar final. Não sendo o resultado ideal, permitiu ao piloto cimentar o 2º lugar na geral do campeonato, mantendo bem firmes as suas aspirações ao título, a uma porva do fim, caso o calendário se cumprisse.
Mas veio então o momento da desilusão, com o anúncio por parte da FPAK da última prova prevista, que se realizaria em Sever do Vouga, dando a entidade federativa o campeonato por concluído, forçando assim Rui Nunes a ter de se contentar com o 2º lugar final, repetindo o resultado de 2019.
Mesmo sendo uma posição excelente, este vice-campeonato não tem para o piloto alentejano “o mesmo sabor que o da época de 2019. Sentia-me capaz de lutar em Sever pelo título e ver essa possibilidade esfumar-se desta forma, abala-nos bastante, pois ficará sempre um sabor amargo pela ausência de competição até ao fim, isto sem qualquer crítica para com o campeão, a quem dou os parabéns!”.
Quanto à sua prestação ao longo da época de 2020, Rui Nunes faz um rescaldo “muito positivo. Fomos sempre muito competitivos e, mesmo tendo alcançado a vitória apenas em Mação, somamos mais dois pódios e estamos perfeitamente cientes de que poderíamos ter ganho mais vezes. A equipa fez um magnífico trabalho ao longo de todo o campeonato. Demos o máximo!”, realçando ainda que “a aposta no novo Semog compensou. Tivemos as dificuldades naturais de adaptação e, por vezes, não foi fácil chegar às melhores afinações, mas conseguimos ser competitivos e voltar a provar que conseguimos sempre estar na luta pelos títulos!”.
Rui Nunes deixa uma palavra final “para os patrocinadores e para as nossas famílias, que nunca nos regatearam um apoio indispensável”, prometendo que “tudo faremos em 2021 para os recompensar com vitórias, num ano em que queremos estar, uma vez mais, na discussão do título nacional”.
É uma das grandes protagonistas da Montanha. Aos 18 anos, Gabriela Correia voltou a assinar uma época de grande nível, levando o seu Seat Leon Supercopa MKIII ao pódio absoluto da Categoria Turismo, vencendo ainda a Divisão 3.
Agora, a “Princesa da Montanha” faz o balanço da época, numa conversa com o jornalista Joaquim Amândio Santos, num episódio com imagens de José Bernardo Coelho e edição de Armando Leitão.
O nosso programa foi até Vila Real, às instalações da JC Motorsport, conversar com José Nelson Silva. O piloto vianense conseguiu estar em três frentes ao longo de 2020: ralis, velocidade e ralicross, rubricando sempre grandes exibições, com resultados condizentes, incluindo um título nacional. O jornalista Joaquim Amândio Santos conduziu esta emissão, numa conversa que incluiu ainda o consagrado navegador José Janela. As imagens foram asseguradas por José Bernardo Coelho e a edição esteve a cargo de Armando Leitão.
Nuno Mateus fala da sua temporada ‘coroada’ com o título nacional de Clássicos de Ralis 2020 aos comandos do Mitsubishi Evo VI e também com o seu habitual navegador Roberto Santos, ‘obreiro’ de grande parte da temporada, numa época encurtada pelas restrições sanitárias mas servida pelos pneus da KUMHO.
A dupla campeã nacional está agora em destaque em mais um episódio do nosso programa especial, conduzido desta feita pelo jornalista Nuno Barreto Costa, com edição de imagem de Armando Leitão. Abordadas as provas, a época e a carreira do piloto aveirense, que tem já uma carreira interessante, iniciada com carros de duas rodas motrizes.
Lourenço Rosa será um dos nomes nacionais a marcar presença na edição do Dakar Rally 2021, e terá a seu lado o navegador Joaquim Dias, formando a única equipa que irá defender as cores lusas na categoria SSV Series T4.Encontram-se já em Jeddah, na Arábia Saudita, o ponto de partida para a edição deste ano do Dakar que se irá desenrolar de acordo com diversas medidas relativas à mitigação dos riscos associados à atual pandemia.
A dupla apoiada pela Enerre Pharma participou na Baja Hail,
prova de Todo-o-Terreno que se disputou á duas semanas atrás também na
Arábia Saudita, em condições muito semelhantes ao que vão encontrar no
Dakar, inclusivamente com percurso comum em alguns setores, e isso
permitiu à equipa testar em condições reais preparando-se para o desafio
que se aproxima. Lourenço Rosa e Joaquim Dias tentaram aproveitar ao
máximo todos os momentos de que dispuseram ma Baja Hail, para amealhar
experiência através da partilha de dados com outras equipas, mais
experientes em provas com as características do Dakar e desta Baja Hail,
tendo inclusivamente terminado na terceira posição da categoria T4, um
resultado que veio aumentar os níveis de confiança da equipa.
Tripulando um Can-Am Maverick construído e preparado de raiz para este Dakar pela estrutura técnica da South Racing, estão a postos para arrancar no dia 2 de Janeiro para o prólogo, ao que se seguirão doze etapas cronometradas com a habitual exigência e dificuldade características do Dakar Rally, antes do final previsto para dia 15 de Janeiro.
Lourenço Rosa afirma sobre esta sua estreia numa das mais emblemáticas provas de desporto motorizado a nível mundial que “desde que comecei a correr em todo-o-terreno, com o meu pai Nuno Rosa, que o Dakar era um objetivo. Este ano surgiu a oportunidade e cá estamos prontos para o tornar realidade. É muito diferente correr no Dakar face ás provas que temos em Portugal, muita areia, o desafio das dunas e a extensão e dureza das etapas é algo a ter em conta e para ir aprendendo esperando que a adaptação seja o mais rápida possível.”
“A adrenalina das corridas é algo de que gosto bastante, da competição, da luta contra o cronómetro, e embora o faça para me divertir, quando corro estou sempre a tentar dar o meu melhor e é isso que vamos fazer também neste Dakar, ciente que as dificuldades e a curva de aprendizagem necessária para se obter resultados é normalmente longa. Vou com muita vontade, e logo veremos o resultado.”
“O objetivo principal passa por dignificar as cores nacionais nesta prova tão dura quanto emblemática, queremos obter uma boa classificação, vamos ajudarmo-nos mutuamente entre todas as equipas, nomeadamente no grupo dos restantes portugueses que vão estar presentes neste Dakar, e agradeço desde já todo o apoio que nos tem sido manifestado nestes dias que antecederam a nossa vinda até à Arábia Saudita para esta aventura. Estamos a postos para dar o nosso melhor”
O Dakar Rally é a maior competição mundial de Todo-o-Terreno e disputa-se este ano na Arábia Saudita de 2 a 15 de Janeiro.
Na chegada à última prova da temporada realizada no Autódromo do Estoril o campeonato ainda não estava decidido. Nuno Figueiredo podia matematicamente ser Campeão, mas estaria sempre dependente de terceiros. No final, o piloto alcançaria o grande objetivo da época.
O primeiro contacto com a pista decorreu na sessão de treinos livres, com Nuno Figueiredo e a sua carrinha Volvo 850 a rubricarem o oitavo melhor tempo da sessão, em 2.12.090 à média de 113,5 km/h. Já na sessão de treinos cronometrados, Nuno Figueiredo e a sua sueca endiabrada conseguiram melhorar de forma acentuada, fazendo a sua melhor volta ao autódromo do Estoril em 2.08.695 à média de 116,5 km/h, garantindo assim o sétimo melhor tempo na geral, o qual determinaria a posição na grelha de partida.
Na primeira corrida do fim-de-semana, realizada sábado de manhã e disputada debaixo de chuva intensa, Nuno Figueiredo fez uma boa largada recuperando de imediato algumas posições, Ao longo da corrida sempre com piso muito escorregadio e visibilidade reduzida, Nuno Figueiredo imprimiu um ritmo bastante forte que lhe permitiu ver a bandeira de xadrez na 3ª posição à Geral e 1ª posição na Classe L99, um resultado garantido à entrada para a última volta da corrida, conseguindo também a volta mais rápida na classe com 2.04.518 à média de 120,4 km/h.
Na segunda corrida, com condições atmosféricas muito semelhantes à primeira, Nuno Figueiredo repetiria o 3º lugar à Geral e 1º lugar entre os L99, rubricando novamente a volta mais rápida da corrida da L99 com 2.05.753 à média de 119,2 km/h.
Após a subida ao pódio para receber o troféu, o piloto disse-nos “com a diferença pontual existente à entrada para esta última prova, as perspectivas de vencer o campeonato estavam muito dependentes dos resultados dos meus adversários directos. Arranquei para as duas provas sem qualquer pressão e focado apenas em fazer o melhor resultado possível. Felizmente à medida que as corridas iam decorrendo o cenário também ia mudando a meu favor, e no final da segunda corrida, com alguma surpresa à mistura, consegui renovar o título. Foram duas corridas muito difíceis, em condições muito adversas e com piso muito escorregadio, tendo apanhado alguns sustos na segunda corrida, mas consegui levar a “sueca endiabrada” até ao final das duas corridas e assim tornar-me Bicampeão”. O piloto de Lisboa concluiu: “Dedico este título à minha equipa Monteiros Competição que sempre me entregou a Volvo nas melhores condições, a toda a minha família e a todos os patrocinadores que acreditaram e renovaram a confiança neste projecto.”
O craque de Lousada lutou até ao fim pelo título que, pelas exibições e vitórias, esteve perfeitamente ao seu alcance. Aos comandos do seu Citroen C2 S1600, provou, à saciedade, todo o seu talento e foca já na época de 2021, onde quer voltar a estar na luta pelo cetro nacional. Mesmo, assim logrou assegurar o pódio na divisão rainha da modalidade.
O arranque da época, ainda em fase pré pandemia,
foi atribulado para Jorge Machado. Em Sever do Vouga, um conjunto de pequenos
incidentes tirou o piloto da decisão da corrida, mas almejou garantir alguns
pontos, com um 10º lugar final.
Depois, o confinamento provocado pelo COVID-19 provocou um longo defeso e o regresso à competição seria remetido já para o início do Verão. Essa fase foi, segundo o piloto lousadense, aproveitada “para alguns testes que validaram uma profunda revisão que fizemos ao C2 e enfrentamos o recomeço com muita ambição, cientes de que poderíamos estar na luta pelos triunfos”.
No entanto, a sorte nada quis com Jorge
Machado. Em plena pista da Costilha, circuito de eleição e “da casa” para o
piloto, um problema mecânico forçou-o a baixar os braços na corrida decisiva,
quando estava na refrega pelo pódio, registando um 8º lugar final, nada consentâneo
com o ritmo que apresentou durante todo esse fim-de-semana.
O PTRX rumou depois a sul, até terras albicastrenses, com Castelo Branco a receber a terceira prova que foi palco de mais um momento aziago para Jorge Machado. Ao longo de todo o fim-de-semana, o craque de Lousada ostentou um nível competitivo verdadeiramente fora de serie, assegurando a 2ª posição na grelha de partida para a final. E no arranque, o piloto passou das palavras aos atos. Arrancou que nem um míssil, chegando ao final da reta a liderar, “com quase um carro de avanço sobre os outros. Então, pouco antes da abordagem à primeira curva, um toque de outro piloto atirou o C2 contra o muro e os danos levaram-me a abandonar”, recolhendo pontos com o 7º lugar final.
A série de infortúnios terminou mesmo aí porque Jorge Machado reservou para a fase decisiva da temporada o melhor de si, da equipa e do C2.
Mação e Montalegre, onde se disputaram, respectivamente, a 4º e a 5º prova do calendário, assistiram a verdadeiros recitais de condução do piloto, que suplantou toda a forte concorrência e colocou no seu palmarés duas fabulosas vitórias consecutivas que, para além de premiarem todo o seu talento e esforço, o recolocaram na luta pelo título nacional, a uma prova do fecho da temporada.
Mas o balde de água fria estava para ser
servido. Depois de indecisões e adiamentos, a FPAK anulou mesmo a última prova,
prevista para Sever do Vouga, dando o campeonato por concluído e remetendo Jorge
Machado a um positivo, mas agridoce, 3º lugar final no campeonato.
No rescaldo, o craque lousadense, sente-se “muito orgulhoso da época que conseguimos. Julgo que demonstrei em pista ter andamento para lutar pelas vitórias e pelo título. A equipa esteve fantástica ao longo de toda a época. Nunca virou a cara á luta e fomos sempre trabalhando para melhorar o C2, tendo atingido um excelente nível competitivo. Estou muito orgulhoso das nossas exibições, muito feliz pelas duas vitórias obtidas e pleno de convicção de que seremos ainda mais fortes no futuro!”.
No entanto, Jorge Machado não esconde alguma “desilusão com a anulação da última prova prevista no calendário. Estávamos em crescendo, a poucos pontos da liderança e tínhamos todas as condições para lutar pelo título. Julgo que a decisão poderia ter sido outra. No entanto, quero dar os parabéns ao Rogério que, pela excelente época que fez, é um campeão com mérito”.
O lousadense fechou a sua análise da época 2020 com “um profundo agradecimento aos meus patrocinadores, à minha família e à minha equipa. Sinto-me muito apoiado e acarinhado e tudo farei para poder premiar quem me apoia com uma magnífica época em 2021!”.
Nova denominação, novo visual e nova imagem gráfica: o C3 Rally2 de 2021 traduz uma importante evolução face ao antecessor.
Em 2021, o C3 R5
evolui, tornando-se C3 Rally2, em linha com as novas denominações oficiais instituídas
para as diferentes categorias dos ralis. Essa alteração de nome também se
reveste de uma oportunidade para estrear uma nova identidade visual específica no
C3 Rally2. Em linha com o anterior design,
a nova imagem gráfica monocromática apresenta-se em vermelho e branco – as
cores icónicas da “Armada Vermelha” da Citroën – sendo que o número “2” assume uma
série de curvas, contracurvas e projeções, sublinhando o facto de se tratar de um
carro oficial de ralis, projetado para a competição cliente, com toda a experiência
das equipas Citroën.
Essa experiência também
se reflete no interminável trabalho de desenvolvimento feito no modelo. A
partir de 2019 a equipa dedicou-se à homologação de uma nova subestrutura
traseira com vista à melhoria da estabilidade e da sensação em travagem, ao
mesmo tempo que se redesenhou um braço da suspensão traseira para aumentar,
ainda mais, a fiabilidade, trabalhando-se, também, nos amortecedores para pisos
de terra, para afinar o equilíbrio do carro.
Já durante a
temporada de 2020 a equipa técnica da Citroën Racing centrou grande parte das
suas atenções nos amortecedores para pisos de asfalto, ao mesmo tempo que se
alcançaram evoluções para proporcionar um melhor feedback em condições de baixa aderência.
Jean-François Grandclaudon, Diretor Técnico do Project C3 Rally2, lembra
que “Desde a sua introdução em 2017,
temos trabalhado constantemente e acumulado milhares de quilómetros na estrada,
que nos permitem oferecer aos nossos clientes um carro cada vez mais rápido,
adequado a todos os tipos de pilotos e com custos de exploração controlados. Na
temporada que agora terminou foi feito ainda mais trabalho com os nossos dois
pilotos de testes, o Mads Østberg na terra e o Yoann Bonato em asfalto. Ao
longo dos últimos dois anos, o carro evoluiu muito, fruto, em especial, de uma
série de componentes que não necessitaram de homologação, tendo os nossos
esforços sido recompensados com diversos títulos nacionais e mundiais
conquistados este ano, em importantes campeonatos. Não há necessidade de fazer
uma revolução no C3 Rally2 de 2021. Vamos continuar a evoluir a excelente base
que temos, robusta e rápida, tentando melhorá-la onde pudermos. Embora o
desenvolvimento seja um processo interminável, estamos entusiasmados com a
perspetiva de observar a performance dos nossos clientes com este carro, com
estes upgrades.”
Quanto a 2021, o
novo ano assenta no desenvolvimento do novo C3 Rally2, sendo sete as atualizações
técnicas planeadas para o primeiro trimestre. Na sequência dos cerca de 15.000
quilómetros de testes concluídos desde o seu lançamento comercial, bem como do
enorme feedback dos clientes, o modelo
será evoluído em três áreas-chave: performance, custos de exploração e condução.
Com um foco inicial na performance, no início de janeiro registar-se-á a homologação de novo software para o motor, visando aprimorar ainda mais as estratégias operacionais do motor relacionadas com as fases de arranque e de folga no acelerador. Outras atualizações surgirão no final do primeiro trimestre: uma nova asa dianteira com aerodinâmica revista, uma nova rampa do diferencial dianteiro, proporcionando uma gama mais ampla de configurações, e um pedal com repartição de travagem ajustável, proporcionando um maior conforto aos pilotos, bem como novos apoios de motor, braçadeiras das pinças traseiras e coletores de escape, parta um aumento da sua vida útil. Todos estes novos upgrades serão integrados gratuitamente em todas as unidades C3 Rally2 encomendadas desde o dia 1 de dezembro de 2020.