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  • Hugo Mestre vence a última corrida dos Legends disputada no Autódromo do Estoril

    Encerrou a temporada 2020 do Campeonato de Portugal de Velocidade Legends, com Hugo Mestre a vencer a derradeira corrida realizada hoje no Autódromo do Estoril. Com o BMW 320d sem resmungos, Hugo Mestre fez um arranque cauteloso atrás de Miguel Monteiro (Volvo 850 T5), mas no final da primeira volta já tinha assumido o comando da prova, que manteve até à bandeira de xadrez.

    O segundo lugar na corrida foi para o Renault Spyder de João Luís. O piloto aproveitou as dificuldades do Volvo de Miguel Monteiro para reclamar um saboroso pódio, na frente de Nuno Figueiredo. O piloto do Volvo 850 T5 Estate aproveitou os problemas do carro de Miguel Monteiro para repetir o terceiro lugar do pódio.

    Destaque para a excelente recuperação de Joaquim Soares (BMW M3). Saindo do final da grelha de partida, recuperou várias posições até ver a bandeira de xadrez no sétimo lugar. A oposição dos Honda de Tiago Ribeiro e Hugo Branquinho não permitiu ao piloto do BMW M3 ir mais além. O Top 10 da corrida ficou fechado com Sergio Monteiro (Fiat Tipo 16V), Sérgio Pinto (Honda Civic) e Jorge Marques (Toyota Starlet 1300).

    O piloto do Toyota Starlet 1.3 esteve em excelente plano, liderou os L1300 e junto com Diogo Barros, em carro idêntico, e Nelson Silva (Peugeot 205 Rallye) ofereceram um vislumbre daquilo que podem ser as corridas com estes modelos de baixa cilindrada. É verdade que Paulo Mendes conheceu problemas e teve de passar pelas boxes, abandonando a luta pela vitória na classe e que Nelson Silva foi forçado ao abandono, mas as lutas em pista deixaram uma bela imagem sobre o potencial desta categoria.

    Igualmente espetacular foi a corrida da categoria FEUP2. Os irrequietos Fiat Punto 85 ofereceram um espetáculo à parte, particularmente João Sousa e Rui Silva. Os dois pilotos trocaram de posição dezenas de vezes, numa luta leal e muito interessante, sob o olhar atento de Tiago Lindo e Manuel Araújo. Terminaram no terceiro e quarto lugar da categoria, respetivamente, pois os dois da frente destacaram-se apesar da luta intensa que protagonizaram. Numa corrida que conheceu cinco abandonos – um deles o de António Barros (BMW M3) – referência para a resiliência de Paulo Ferraz (Renault Clio 16V) e Horst Baptista (Renault 5 GT Turbo).

    Contas feitas às diversas categorias, Hugo Mestre (BMW 320d), ganhou na Livre e João Luís (Renault Spyder) na Especial. Nos L99 ganhou Nuno Figueiredo (Volvo 850 T5 Estate) e nos L99-2000 a vitória ficou nas mãos de Tiago Ribeiro (Honda Integra Type R). Hugo Branquinho (Honda Civic) venceu os L90-2000, Jorge Marques (Toyota Starlet 1.3) ganhou no L85-1300, enquanto que João Sousa (Fiat Punto) e Gustavo Moura Jr. (Alfa Romeo 156) conquistaram a vitória, respetivamente, no FEUP2 e FEUP3.

  • Filipe Matias ganhou a primeira corrida do Estoril Racing Festival dedicada aos Legends

    Manuel Fernandes (BMW 320d) rubricou a “pole position”, mas conheceu problemas mecânicos no seu carro. A chuva foi uma constante deixando a pista muito escorregadia e traiçoeira levando a alguns despiste e à intervenção do “Safety Car”.

    Após a sessão cronometrada de ontem, Manuel Fernandes saiu para a primeira corrida a contar para o Campeonato de Portugal de Velocidade Legends, integrada no programa do Estoril Racing Festival disputado no Autódromo do Estoril, na ”pole position”. Ficou a ideia de que o BMW 320d do piloto de Vila Real fosse dominar mais uma corrida dos Legends. Mas as corridas de automóveis são férteis em reviravoltas inesperadas na narrativa das provas e foi exatamente isso que aconteceu nesta primeira manga da derradeira jornada dupla dos Legends disputada num encharcado Autódromo do Estoril.

    A muita chuva caiu de forma inclemente ao longo de toda a prova, dominada por Manuel Fernandes até ao final da primeira volta. O BMW 320d começou a dar dores de cabeça ao piloto e Filipe Matias aproveitou para assumir a liderança da prova. Porém, o piloto do Volvo 850 T5 não conseguiu manter-se na frente de Manuel Fernandes que, pouco depois, reassumiu a liderança.

    Que manteve até que o “Safety Car” teve de entrar em ação devido aos despistes de Gustavo Moura Jr. (Alfa Romeo 165) e de Jorge Marques (Toyota Starlet 1.3S). Logo na primeira volta tinha sido Joaquim Soares (BMW M3) vítima das condições terríveis devido a chuva. Pelo caminho já tinham ficado, com problemas mecânicos e parados nas boxes, Manuel Araújo (Fiat Punto 85) e Nelson Silva (Peugeot 205 Rallye). Retomada a corrida, Manuel Fernandes ficou na frente, mas o BMW 320d continuava a manifestar evidentes dificuldades e Filipe Matias fez um esforço final para subir ao degrau mais alto do pódio, o que conseguiu na derradeira volta.

    Destaque, ainda, para António Barros (BMW M3) que seguiu durante muito tempo no terceiro lugar. Porém, surpreendido pelas condições do piso acabou por errar e perdeu posições para Nuno Figueiredo (Volvo 850 T5 Estate) e para o exótico Renault Spider de João Luís. Contas feitas, vitória para Filipe Matias (Volvo 850 T5), segundo lugar para Manuel Fernandes (BMW 320d) fechando o pódio Nuno Figueiredo com o Volvo 850 T5 Estate.

    Nas diversas classes, a Livre foi ganha por Filipe Matias (Volvo 850 T5) e a Especial por João Luís (Renault Spider). A L99 teve como vencedor o BMW M3 de António Barros, enquanto que entre os L99 2000 a vitória foi para José Almeida (Honda Integra Type R). Nos L90 2000, primeiro lugar para Hugo Branquinho (Honda Civic EF3) e nos L85 1300 sucesso para Paulo Mendes (Toyota Starlet 1.3). Finalmente, no FEUP 2, vitória para João Sousa e no FEUP 3 ganhou Gustavo Moura.

  • João Macedo Silva impôs o Porsche 911 RSR na 1ª corrida do Campeonato de Portugal de Velocidade Clássicos e Clássicos 1300

    A primeira corrida do Estoril Racing Festival dedicada ao Campeonato de Portugal de Velocidade Clássicos e Clássicos 1300, disputada hoje no Autódromo do Estoril, teve como vencedor João Macedo e Silva ao volante do Porsche 911 RSR. Segundo lugar ficou para Rui Alves fechando o pódio Joaquim Jorge, ambos ao volante de Ford Escort RS 1600.

    Surpresa no arranque com Pedro Resende a levar o belíssimo De Tomaso Pantera à liderança da prova. João Macedo Silva recompôs-se e no final da primeira volta o piloto do Porsche 911 RSR recuperou o comando da corrida. Que manteve até á bandeira de xadrez. Atrás do Porsche laranja e ultrapassado o De Tomaso de Pedro Resende, Rui Alves (Ford Escort RS 1600) e Joaquim Jorge (Ford Escort RS 1600) entregaram-se a uma luta muito interessante. Rui Alves acabou por se superiorizar, consolidando a segunda posição na frente de Joaquim Jorge, fechando o pódio.

    Destaque, ainda, para a excelente recuperação de João Cruz (Ford Escort RS 1600) que conseguiu nos metros finais desalojar Pedro Resende do quarto lugar, ficando o piloto do De Tomaso Pantera no quinto lugar.

    Entre os Clássicos 1300, Luís Alegria (Datsun 1200) venceu sem grandes dificuldades, na frente de Cândido Monteiro (Datsun 1200), rubricando, pelo caminho, o oitavo lugar à geral.

    Nas diversas categorias, João Macedo Silva (Porsche 911 RSR) venceu os H75 e João Cruz (Ford Escort RS 1600) foi o melhor entre os pilotos do Gr.5. Nos H75 1300, vitória para Luís Alegria (Datsun 1200), enquanto nos H81 saiu vencedor Jorge Cruz (BMW 323i). Entre os H71, vitória para João Vieira (Porsche 914-6 GT).

  • Armindo Araújo e Luís Ramalho são campeões!

    Armindo Araújo e Luís Ramalho são os novos Campeões da temporada 2020 do Campeonato de Portugal de Ralis. Com o cancelamento do Rali Casinos do Algarve, a dupla do Skoda Fabia R5 EVO da equipa The Racing Factory, garante já a conquista do título, após as três vitórias alcançadas e dois segundos lugares, nos cinco melhores resultados entre os seis ralis disputados.

    Depois de em 2018 ter conseguido o quinto título absoluto, Armindo Araújo termina a temporada de 2020 com a conquista do seu hexacampeonato, destacando-se, claramente, como o piloto mais vitorioso de sempre da modalidade. No ano em que completa 20 anos de carreira, o piloto de Santo Tirso reconhece que “este título é, sem dúvida, a melhor forma de comemorar estas duas décadas onde procurei sempre lutar por conquistas. Foi um ano atípico, mas fomos a equipa que mais provas venceu, em terra e asfalto, conseguimos o maior número de pontos e demonstramos que fomos os mais competitivos.”, começou por dizer Armindo Araújo.

    Com um projecto completamente novo, mas com os mesmos objetivos de sempre, a temporada 2020 foi uma aposta ganha. “Este título não é só meu e do Luís, é de toda a minha equipa, dos meus parceiros e sobretudo da The Racing Factory que fez um trabalho excelente durante todo o ano. Só o empenho de todos permitiu que os objetivos fossem atingidos. Parabéns e um agradecimento enorme a todos”, concluiu o hexacampeão. Na terceira temporada a navegar Armindo Araújo, Luís Ramalho também não esconde a satisfação pela conquista do seu segundo título absoluto. “Tal como disse o Armindo, esta conquista foi fruto do trabalho de muitas pessoas e sem elas nada seria possível. Estamos obviamente muito felizes com a conquista do campeonato”, afirmou.

    Em ano de estreia, a equipa The Racing Factory dominou a toda a linha

    É quase uma versão desportiva do filme “E tudo o vento levou”. Apresentada oficialmente no início do corrente ano, a The Racing Factory “limpou” os dois campeonatos absolutos em que apostou. ao triunfo de Armindo Araújo e Luís Ramalho no CPR, acrescentou ao seu palmarés o título no Campeonato de Ralis da Madeira onde, através da dupla formada por Miguel Nunes e João Paulo, venceu todas as provas do calendário.

    Para Aloísio Monteiro, líder da equipa sediada em S. Paio de Oleiros, os feitos alcançados “dão corpo ao que assumimos quando da apresentação oficial. Então e mesmo estando cientes de que íamos enfrentar equipas e pilotos de grande nomeada, assumimos que queríamos lutar pelos títulos no Campeonato de Portugal, no da Madeira e no dos Açores. Graças ao casamento feliz entre o talento do Armindo Araújo e do Miguel Nunes e dos seus navegadores e a capacidade técnica e o espírito de equipa de todos os colaboradores da TRF, desde a liderança até ao pessoal técnico e a todos quantos na administração, na comunicação e na logística, fizeram parte do projeto, conseguimos vencer tudo o que nos propusemos pois, só faltou os Açores, mas aí não houve campeonato!”.

    Por seu lado, Justino Reis, team manager da equipa, enfatiza “o orgulho que sentimos nos nossos colaboradores. Temos uma equipa técnica muito jovem mas também muito capaz, com uma garra e uma entrega ímpares, a que aliam um profundo conhecimento, que nos permite estar à altura da exigência do quem em nós confia para levar a bom porto os seus projectos. os dois títulos que alcançamos são tão saborosos quanto merecidos!”.

  • Sergio Sánchez sagra-se campeão nacional espanhol de ralis de terra

    Utilizando um espetacular Lancia 037 Proto equipado com pneus Kumho da ASR Tyres, o piloto reclamou o título 2020 na categoria reservada aos veículos de propulsão.

    E a temporada até nem tina começado da melhor forma. No arranque do Campeonato de Espanha de Ralis de Terra, por ocasião do Rallye Terra da Auga, disputado na Galiza, que ocorreu ainda antes do surto pandémico, Sérgio Sánchez foi forçado a abndonar, com uma quebra de um eixo de transmissão.

    Com a longa paragem motivada pelo combate ao COVID-19, o calendário ficou reduzido a apenas mais uma prova, o Rallye de Tierra de Madrid. Era uma questão de tudo ou nada, mas o talentoso piloto arregaçou as mangas e dominou a seu belo prazer a prova madrilena, assinando uma brilhante vitória, dando um espetáculo colossal com o Lancia 037 Proto, construído pela Yacar Racing, revelando todos os seus dotes de pilotagem nos pisos lamacentos do rali.

    Com a vitória almejou ficar na liderança do campeonato, empatado em pontos com o adversário que tinha vencido na Galiza e foi necessário recorrer a um segundo fator de desempate, depois do primeiro nada resolver. Aqui, o regulamento preconizava que seria a liderança na seção inaugural de cada rali disputado e Sérgio Sánchez foi o mais rápido em ambas as provas, erguendo assim o cetro de campeão nacional.

    O piloto mostrou-se “muito feliz pelo título alcançado, sobretudo depois do azar que tivemos na primeira prova. O Lancia 037 Proto é um carro muito divertido de guiar e os pneus Kumho foram excelentes e revelaram ser um grande auxiliar para sermos campeões nacionais. Quero agradecer à minha equipa e à ASR Tyres pelo apoio que se revelou fundamental para esta grande época!”.

  • OPEN: Daniel Teixeira quer fechar época com vitórias

    O craque transmontano estará sozinho aos comandos do Cupra TCR do BOMPISO RACING TEAM, na tripla prova de encerramento da época, que se disputa no Autódromo do Estoril já neste fim-de-semana.

    O fecho da atípica época de 2020 vai também representar um momento com algumas novidades para a equipa e o piloto. Daniel Teixeira “apresenta-se ao serviço” mas, desta feita, sem a companhia habitual do patrão da equipa e piloto, Joaquim Santos, que, por motivos profissionais, não vai poder estar presente no Estoril. Assim, Daniel Teixeira assume a tarefa de “pela primeira vez estar sozinho a defender as cores do BOMPISO RACING TEAM, algo que será uma responsabilidade acrescida, mas que recebo com muito orgulho”.

    Por outro lado, a equipa irá contar com o apoio técnico da Racing4All, no que à preparação do Cupra TCR diz respeito, o que constitui uma novidade para ambas as partes. A tudo isto, se junta a previsão de chuva para o fim-de-semana, o que, a confirmar-se, será “uma estreia para mim, ao volante deste carro. Vai exigir muito trabalho de adaptação e concentração na obtenção da melhor afinação. Estou pronto e vou dar o máximo para, juntamente com a equipa, fazer um bom trabalho nas sessões de treino”, confessou Daniel Teixeira.

    A ausência na última ronda em Portimão retirou à equipa e ao piloto quaisquer pretensões ao título nacional, pois significou “zero pontos em três das nove corridas até aqui disputadas, nesta época. Com isto, disse adeus à luta pelo título e perdi ainda o segundo lugar da geral do campeonato, que ocupava à chegada a Portimão”, lamenta Daniel Teixeira. Assim sendo, torna-se clara a “ordem de batalha” para este último triplo desafio: vencer. O piloto diz claramente que “só a vitoria nas três corridas interessa, para tentar recuperar o segundo lugar do campeonato, tendo plena noção que recuperar os 34 pontos de desvantagem será uma tarefa muito complicada. No entanto, enquanto for matematicamente possível, não irei desistir!”.

    O programa do Open de Portugal de Velocidade no Autódromo do Estoril inclui, a exemplo das demais 3 jornadas já realizadas, duas corridas de Sprint (20 minutos de duração) e uma de Endurance (40 minutos).

  • Gonzalo de Andrés e Evgeniy Leonov na “roleta” do título em Jerez

    Gonzalo De Andrés (SMC Junior Motorsport/Peugeot 308) e Evgeniy Leonov (Volcano Motorsport/CUPRA) vão decidir, no próximo domingo, no circuito andaluz de Jerez de La Frontera, quem será o campeão do TCR Ibérico 2020.

    O madrileno da Peugeot chega à terceira e última jornada da época com uma confortável vantagem de 14 pontos face ao piloto russo que esta época já se sagrou campeão espanhol de resistência da classe TCR. Mas essa diferença pontual não o deixará mais relaxado, como confessou:

    “Não olho para a classificação nem penso na minha vantagem, porque nas corridas até ao baixar da bandeira xadrez nunca se sabe o que pode ocorrer. Conheço bem e gosto muito do traçado de Jerez, que me trás boas recordações a nível de resultados. Claro que o Leonov será o meu principal adversário na discussão do TCR Ibérico, mas sei que o italiano Nicola Baldan também está inscrito e, portanto, com ele a concorrência aumenta. Contudo, o meu objetivo é vencer as duas corridas e assegurar a conquista do campeonato”, disse o piloto madrileno da SMC Junior Motorsport.

    Quanto a Evgeniy Leonov, este reconhece que a recente conquista do título de campeão espanhol de resistência, com o CUPRA da Volcano Motorsport, veio reforçar a sua confiança e motivação para discutir o primeiro lugar final no TCR Ibérico: “Adoro a pista de Jerez e acredito que poderei ser competitivo, a um nível superior ao verificado em Jarama, quando o Gonzalo venceu as duas corridas. Sinto-me muito confiante e acredito que poderei ganhar o título ibérico. Oxalá haja uma boa luta nas duas corridas…”

    Para além do duelo pelo título absoluto em jogo nesta jornada de encerramento da época, há ainda outra decisão em aberto: o campeão da classe DSG, que tem como candidatos os dois pilotos da equipa italiana Elite Motorsport, Nicola Baldan e Rodrigo Almeida, ambos com os VW Golf GTI.

    Em termos gerais, aguardam-se com expetativa os desempenhos de Baldan, campeão do TCR Itália em 2017, que poderá intrometer-se no duelo entre De Andrés e Leonov, e ainda de dois jovens promissores, ambos oriundos do karting e com apenas 16 anos. Isidro Callejas, vice-campeão da Clio Cup Espanha, cuja estreia no TCR Ibérico vai ser feita ao volante do Peugeot 308 da equipa Chefo Sport, terá como rival o já referido Rodrigo Almeida, português residente em Moçambique que corre com licença deste país e tem disputado esta época algumas provas do TCR DSG Europe Endurance com um VW Golf GTI da Elite Motorsport. O dia de sábado está reservado a duas sessões de treinos livres, com a qualificação agendada para a manhã de domingo (09H00/09h20). A corrida 1 (20 minutos) tem início às 11h00 e a corrida 2 (20 minutos) arranca pelas 14h25.

  • Ricardo Porém no Dakar 2021 com a Borgward Rally Team

    Depois de em 2019 ter participado no Rally Dakar, ainda disputado na América do Sul, aos comandos de um Can-Am e de já este ano ter feito a sua estreia na categoria Auto na mais dura prova de Todo-Terreno do Mundo, aos comandos do Borgward BX7 DKR, Ricardo Porém regressará, em 2021, à Arabia Saudita para participar no Dakar.

    O piloto de Leiria, que na edição deste ano foi colega de equipa de Nani Roma da Borgward Rally Team, assume na próxima edição do Dakar o papel principal nesta estrutura, numa prova que contará com 12 especiais cronometradas, disputadas entre os dias 3 e 15 de janeiro.Para Ricardo Porém esta será uma experiência totalmente diferente das anteriores e assume que parte com objetivos bem definidos. 

    “Voltar ao Dakar é sempre uma boa notícia. Montar um projeto desta natureza durante a pandemia que vivemos é naturalmente muito desafiante e, também por isso, estou muito contente por voltar a contar com o apoio e suporte da Wevers Sport e da Borgward Rally Team nesta aventura. Este ano assumo o papel de piloto principal na equipa e a responsabilidade aumenta, mas também as hipóteses de surpreender. Sei que, mesmo com duas participações neste evento, continuo a ser um dos pilotos com menos quilómetros acumulados nas areias do Dakar e por isso terei de me manter calmo e concentrado para atingir os objetivos, entre os quais terminar a prova.” 

    Quando se fala cada vez mais da real possibilidade de existirem, já em 2024, pilotos a participar no Rally Dakar com viaturas a Hidrogénio, Ricardo Porém leva no seu Borgward BX7 DKR as cores de uma empresa portuguesa, que potencia o desenvolvimento desta tecnologia do futuro, e isso deixa o piloto muito orgulhoso: 

    “Poder levar em 2020 a tecnologia do futuro ao Dakar é um grande orgulho, mas também uma grande responsabilidade. Em Portugal existem empresas que estão na linha da frente no desenvolvimento de produtos inovadores e contar com o apoio da PRF – Gas Solutions em mais uma participação no Dakar é muito importante. Espero conseguir dar o retorno e visibilidade à tecnologia que a PRF – Gas Solutions está a promover, que permita, no futuro, quem sabe, participar no Dakar ao volante de uma viatura movida a Hidrogénio”

    Depois de em 2020 ter partilhado a aventura com o seu irmão Manuel Porém, o piloto de 30 anos volta a contar com Jorge Monteiro na bacquet do lado direito, navegador com quem partilhou a sua estreia no Dakar, em 2019. “O Manuel, por motivos profissionais, não pode acompanhar-me nesta aventura e, por isso, a escolha óbvia recaiu sobre o Jorge Monteiro, um excelente navegador, muito experiente, que já conheço há bastante tempo e com quem já participei no meu primeiro Dakar. Estou certo que serão dias competitivos muito divertidos e que o Jorge me irá ajudar a atingir os meus objetivos”, garantiu.

    A 43.a edição da prova arranca a 3 de janeiro, em Jeddah, terminando na mesma cidade, a 15 de janeiro, depois de 11 etapas e um prólogo, que determinará a ordem de partida para a primeira tirada. O dia de descanso será passado em Ha’il, a 9 de janeiro. O Dakar 2021 terá uma etapa maratona e ainda duas etapas disputadas em loop.

  • José Correia quer terminar época com vitória no Estoril Racing Festival

    José Correia e a JC Group Racing Team rumam no próximo fim de semana ao Circuito do Estoril, para a quarta e última prova do Open de Portugal de Velocidade by Michelin. Piloto de Braga aposta numa vitória no fecho da temporada.

    Numa época que já se sagrou campeão nacional de Montanha, José Correia vai tentar terminar o ano de forma positiva também no Open de Portugal de Velocidade, que ruma este fim de semana ao Circuito do Estoril. Será a oportunidade para o piloto do Nissan GT-R Nismo GT3 tentar chegar à vitória entre os GT e ainda tentar alcançar o título da categoria.

    “Enquanto houver hipóteses matemáticas, vamos lutar até ao último metro da última corrida”, referiu o piloto bracarense. “Foi uma época onde tivemos alguns azares, caso contrário poderíamos chegar ao Estoril na frente dos GT. Gosto desta pista e vamos dar o nosso máximo nas três corridas, para tentar ganhar e esperar o resultado dos nossos concorrentes diretos”, afirmou José Correia.

    O programa do Open no Estoril Racing Festival contempla três corridas, duas de Sprint (20 minutos cada) no sábado, e uma de Resistência (40 minutos) no domingo.

  • Miguel Cristóvão sagra-se Campeão

    Miguel Cristóvão sagrou-se Campeão das Ultimate Cup Series, ao terminar em segundo a corrida realizada em Paul Ricard, a derradeira da temporada.

    Depois de uma qualificação marcada por problemas eléctricos, o português, na companhia de Julian Wagg e Julien Falchero (que substituiu este fim-de-semana Alessandro Ghiretti), arrancava do nono posto da grelha de partida, o que não estava de acordo com as suas aspirações, que passava por selar o título deste ano com mais um pódio.
     
    A posição na grelha de partida, porém, não atemorizou Miguel Cristóvão que rapidamente começou a recuperar posições, terminando a primeira volta no quinto posto. A sua recuperação não se ficou por aqui, tendo continuado a ganhar lugares com um ritmo rápido e consistente. Com uma boa estratégia de corrida para as quatro horas de prova, o português realizou um longo turno de condução de mais de uma hora e meia, o que lhe permitiu entregar o Ligier JS P3 número oitenta e oito da Team Virage a Julien Wagg no segundo posto.

    O piloto suíço continuou a rodar num ritmo forte, o que permitiu que, depois, Julien Falchero pudesse atacar o líder nos momentos finais da prova. No final das quatro horas de prova, o Ligier número oitenta e oito via a bandeira de xadrez no segundo posto a apenas três segundos dos vencedores, depois de ter chegado a estar a mais de trinta. A excelente prestação do trio onde pontifica Miguel Cristóvão acabou por selar o Campeonato de Pilotos deste ano das Ultimate Cup Series, o que permite ao português sagrar-se Campeão em dois anos consecutivos, ainda que em competições distintas (em 2019 foi Campeão das GT4 South European Series).
     
    “Foi uma corrida dura! Arrancámos muito de trás, mas com um bom ritmo e consistência, consegui ir recuperando com algum cuidado nas ultrapassagens, dado que o mais importante era o campeonato e não queríamos arriscar. Subimos até segundo e, depois, os meus colegas de equipa estiveram também muito bem e foi por muito pouco que não conseguíamos a vitória. Mas o mais importante estava garantido, o título”, afirmou com satisfação Miguel Cristóvão.

    Este foi um desfecho para o qual o piloto português trabalhou desde o início da temporada num ano que, como todos sabemos, apresentou desafios inesperados. “Foi uma época muito exigente! Todos nós na equipa tivemos de ter muitos cuidados para evitarmos ser infectados com o novo coronavírus e, para além disso, tive de preparar-me muito bem fisicamente, uma vez que estes carros, os LMP3, são muito exigentes. Mostrámos desde a primeira prova muita competitividade frente a pilotos muito fortes e este resultado é o reconhecimento de todo o trabalho desenvolvido. Foi um ano fantástico para o automobilismo português e é um orgulho muito grande poder ter contribuído. Agora é tempo de celebrar aquele que é o título mais importante da minha carreira”, Concluiu Miguel Cristóvão.