Os testes oficiais para a Temporada 7 do Campeonato do Mundo de Fórmula E da FIA, realizados de 28 de novembro a 1 de dezembro no Circuito Ricardo Tormo, em Valência, Espanha, foram muito animadores para a equipa DS TECHEETAH.
Esta primeira sessão do ano permitiu que pilotos e equipa verificassem a relevância da estratégia definida e testassem todo o software, bem como o hardware, em situações reais de competição. Ao contrário dos traçados urbanos em que normalmente se realizam as corridas de Fórmula E, Valência é uma pista com características de um circuito tradicional, pelo que poderá ser menos fácil comparar os desempenhos registados com as das formações adversárias. Mas a equipa pôde proporcionar aos seus engenheiros e pilotos as melhores ferramentas com vista à nova temporada.
No rescaldo das sessões, António Félix da Costa, Campeão FIA
de Fórmula E 2019/2020, afirmou que “foram três dias de testes muito
bons. Avaliámos um amplo leque de programas, de soluções que queríamos testar,
e chegámos a algumas boas conclusões sobre alguns deles, algo muito importante
pois irão ajudar-nos durante a nova época. Estivemos muito competitivos, tendo
em conta que recorremos à mecânica da Temporada 6. Vamos agora desligar um
pouco, desejar a todos um Feliz Natal e um Feliz Ano Novo e aguardar por um
2021 que desejo seja bem melhor e mais saudável para todos. Vemo-nos em
Santiago para as duas primeiras corridas da época.”
VALENCIA CIRCUIT RICARDO TORMO, SPAIN – NOVEMBER 29: Antonio Felix da Costa (PRT) DS Techeetah, DS E-Tense FE20 leads Jean-Eric Vergne (FRA) DS Techeetah, DS E-Tense FE20 during the Pre-Season Testing at Valencia Circuit Ricardo Tormo on Sunday November 29, 2020 in Valencia, Spain. (Photo by Andrew Ferraro / LAT Images)
Já Jean-Éric Vergne, seu companheiro de
equipa, realçou que“fizemos um
bom teste aqui em Valência e estou muito feliz com o trabalho alcançado.
Tínhamos um plano bastante rigoroso e conseguimos encontrar algumas soluções realmente
interessantes, que nos irão ajudar a colocar-nos em destaque na nova temporada.
Sinto-me mais confiante à entrada desta época no que estava há um ano, e – literalmente
– mal posso esperar por começar a correr, não vejo a hora de chegar a Santiago.
Mas, antes de mais, iremos ter uma pausa de férias, já que a equipa realmente
merecia algum tempo livre, pois trabalharam o ano todo sem parar.”
A nova temporada tem arranque marcado para os dias 16 e 17 de janeiro de 2021. Será uma dupla ronda em Santiago do Chile, mas o calendário ainda está dependente da aprovação final por parte do Conselho Mundial da FIA.
A DS Automobiles e a sua parceira TECHEETAH fizeram a pré-apresentação da sua participação na temporada de 2021 da Fórmula E.
Num estúdio parisiense, perto da sede da DS Automobiles em Versalhes, a equipa reafirmou o compromisso para com a Fórmula E, desta vez tendo como objetivo tornarem-se nos primeiros Campeões do Mundo de Fórmula E, naquela que será a Temporada 7 – a primeira com o estatuto de Campeonato do Mundo FIA.
Depois de uma Temporada 6 repleta de recordes, com uma dupla vitória
consecutiva nos campeonatos de Pilotos e Equipas, a formação DS TECHEETAH tem
estado ocupada em garantir a continuidade desses sucessos. No evento foi
anunciado que a equipa iniciará a época com monolugar DS E-TENSE FE20 vencedor
do campeonato, numa das opções propostas pela organização como resultado da
pandemia de COVID-19.
Campeão em título
desta modalidade, o português António Felix da Costa assume a ambição de dar. continuidade
à sua senda vitoriosa: “ter
conquistado o meu primeiro título na Fórmula E deu-me muito mais alento para
ganhar de novo. O JEV e eu, bem como todos os restantes e valorosos pilotos de
Fórmula E, vamos viver bastantes batalhas épicas na nova temporada, isso é
certo, pelo que mal posso esperar. Partimos em busca do primeiro título de
Campeões do Mundo e faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para lá chegar.
Eu sempre disse que os carros que parecem rápidos são mesmo rápidos, pelo que
basta olhar para a decoração deste ano. É algo que ninguém gostaria de ver
refletido nos seus espelhos retrovisores! Mal posso esperar para mostrar todo o
que estamos a trabalhar; não será já em Valência, mas fique de olho em
Santiago, onde vamos entrar em força.”
O próximo passo para a DS TECHEETAH será a sessão de testes oficiais de Fórmula E que se irão realizar em Valência (Espanha) entre os dias 28 de novembro e 1 de dezembro, antes do transporte dos monolugares para Santiago do Chile, para aquela que será a primeira corrida da Temporada 7, que se correrá no dia 16 de janeiro de 2021.
Na sequência da situação de emergência pandémica que se vive no nosso país e de todos os constrangimentos daí resultantes, o promotor do TCR Ibérico 2020 decidiu cancelar a jornada de encerramento agendada para o Estoril, a 5 e 6 de dezembro próximo.
Deste modo, a última jornada da época desta competição internacional TCR passa a realizar-se no fim de semana de 12 e 13 do mesmo mês de dezembro, mas na pista espanhola andaluza de Jerez de La Frontera.
“Logicamente que esta não é a situação que tínhamos idealizado e
ambicionávamos, mas num ano tão atípico, que até obrigou tanto a Fórmula 1 como
o WRC ou o MotoGP a seguir por outros caminhos, impunha-se salvaguardar o
número de provas e, paralelamente, os interesses e investimentos dos nossos
parceiros, equipas e pilotos. Acredito que 2021 a ‘família TCR’ vai continuar
forte e unida!…”, palavras de Paulo Ferreira,
responsável pela promoção do TCR Ibérico.
O piloto madrileno Gonzalo De Andres, aos comandos do Peugeot 308 da SMC Junior Motorsport, lidera o campeonato com 50 pontos, resultantes das duas vitórias em Jarama, na segunda jornada da época. A 14 pontos de diferença surge o russo Evgeniy Leovov, com o CUPRA da Volcano Motorsport, que será o grande rival de Gonzalo na discussão do título.
Pedro Almeida e Hugo Magalhães estão em Espanha para disputar o Rally Islas Canárias, prova pontuável para pontuável para o ERC – European Rally Championship e ERC Junior, a realizar entre os dias 26 e 28 de novembro.
A dupla aos comandos do Peugeout 208 Rally4 da The Racing Factory procura na ilha espanhola ganhar conhecimento do rali e crescer na competição. “A época é atípica, mas temos conseguido conjugar uma série de provas, que nos vão ser importantes para o futuro. É a primeira vez que vamos fazer o Islas Canárias e acima de tudo queremos ter um melhor conhecimento do rali e andar rápido, já que o novel do campeonato da europa é sempre muito exigente”, disse Pedro Almeida.
O Rally Islas Canárias é mais uma prova de asfalto e também mais uma prova do europeu que o piloto está a concretizar nesta temporada. “Tivemos o calendário previsto completamente alterado e as provas do europeu que estamos a fazer permitem-nos estar em competição, tomar conhecimento de ralis que nunca havia realizado e assim estar também melhor preparado para o futuro. O que procuramos é ganhar consistência e estamos em crer que o vamos fazer aqui”. Esta é também a 200ª vez que o navegador Hugo Magalhães vai estar à partida de um rali, o que é para o consagrado co-piloto “motivo de satisfação, mas acima de tudo motivação para dobrar estes números, trabalhando com determinação”.
O Rally Islas Canarias tem partida oficial esta quinta-feira à noite mas as 17 Especiais de Classificação disputam-se ao longo dos dias de sexta-feira e sábado.
Filipe Albuquerque vai disputar em 2021 a época completa do Campeonato Norte Americano de Resistência (IMSA WeatherTech SportsCar Championship) com a Wayne Taylor Racing partilhando a condução do Acura ARX-05 com Ricky Taylor em permanência e com Alexander Rossi e Helio Castroneves nas provas mais longas. O piloto português enfrenta um novo desafio, com uma nova equipa e com um novo carro. No entanto, as ambições mantém-se inalteráveis, ser Campeão!
Depois de a época impar que viveu em 2020 com o título de Campeão do Mundo de Resistência LMP2, Campeão do European Le Mans Series e vencedor das 24h de Le Mans, Filipe, que já foi bem sucedido no IMSA, com vários pódios e sobretudo duas vitórias nas 24h de Daytona, quer chegar ao título.
E para isso conta com uma equipa vencedora. A Wayne Taylor Racing está no IMSA desde 2007 e desde então somou sucessos: venceu três vezes as 24h de Daytona, duas as 12h de Sebring e três vezes Petit Le Mans. Para além disso conta no seu currículo com três títulos de pilotos e oito de construtores. À equipa junta-se ainda a experiência de Ricky Taylor, actual campeão em título.
Filipe Albuquerque está por isso munido das ‘armas’ necessárias para lutar pelo título: “Estou muito feliz com este novo projeto. A Wayne Taylor Racing é uma das melhores equipas do Campeonato, estão sempre na luta pelas vitórias. A minha motivação não poderia estar mais em alta. Os meus companheiros de equipa foram meus adversários no passado e conheço bem o seu potencial em pista. Acho que estão reunidas todas as condições para o sucesso”, começou por referir o piloto de Coimbra.
O Campeonato Norte Americano de Resistência arranca a 30 de Janeiro com as 24h de Daytona pelo que Filipe tem bastante trabalho pela frente: “Costumo adaptar-me rápido às mudanças pelo que acredito estar na primeira prova do ano completamente à vontade com o Acura e com toda a estrutura técnica. Estou muito entusiasmado para começar a trabalhar. Espero que 2021 seja, em termos desportivos, tão bom como 2020. Seria um óptimo sinal…”, concluiu.
Voltando a afirmar-se como uma das grandes figuras do Campeonato de Portugal de Montanha, Luís Nunes sagrou-se bicampeão nacional de Turismos em 2020 e ainda conseguiu um brilhante top 5 na geral absoluta da competição. O piloto do concelho de Valpaços fez o balanço de uma época atípica, mas que terminou com mais um título para o seu multifacetado palmarés.
Campeão da categoria de Turismos em 2019, a época de Luís Nunes nem começou da melhor forma, em março, devido a problemas mecânicos que o impediram de lutar pela vitória na categoria na Rampa Porca de Murça. Contudo, o piloto do concelho de Valpaços não baixou os braços e impôs a sua rapidez nas provas seguintes, recuperando o comando do campeonato na Rampa da Arrábida, com mais uma vitória indiscutível nos Turismos.
A anulação da Rampa de Boticas, devido à pandemia de COVID-19, definiu os novos campeões nacionais de Montanha com os resultados na Arrábida, tendo Luís Nunes confirmado o seu quarto título nesta disciplina do desporto automóvel, depois de também já ter sido campeão nas Perícias e na Velocidade. Um resultado que o levará a representar Portugal no prestigiado FIA Hill Climb Masters, em 2021.
“Foi uma época atípica, difícil para todos, pelas circunstâncias que estamos a viver. Mas acho que o nosso título é justo”, afirmou o piloto do Ford Fiesta R5+. “Tivemos de recuperar os pontos perdidos em Murça e ser bicampeão acaba por ser uma recompensa por termos sempre acreditado que era possível. Tenho de agradecer à equipa ARC Sport e a todos os meus patrocinadores, em especial ao município de Valpaços, que represento com todo o orgulho. Um obrigado também à minha família, amigos e a todas as pessoas que me apoiam nas provas e fora delas”, referiu Luís Nunes, que além de ter sido campeão nacional de Turismos também venceu a Divisão 3.
O Troféu Mighty Mini foi ao Circuito do Estoril esta sexta-feira para disputar a terceira corrida do ano na 8ª edição dos 250 km do Estoril. Com o sol a brilhar e uma temperatura amena, estava dado o ponto de partida para um excelente dia de competição.
A prova teve lugar curiosamente a uma sexta-feira devido às restrições impostas. Como vem sendo habitual nos dias que correm, não havia publico nas bancadas, mas que não deixou de contar com uma grande competitividade em pista.
Com a sessão de qualificação pela manhã, a “Pole Position” foi para a dupla Jorge Setas/Armindo Ferreira, mas com os três primeiros dentro do mesmo segundo. No segundo lugar da grelha saíam a nova dupla Vasco Nina/Nuno Afoito e na terceira posição Rúben Veludo/Rui Costa (o vencedor de 2017). Na quarta posição, José Carvalhosa/Piero Dal Maso/Nuno Nunes que se estreavam no carro e na quinta qualificou-se o brasileiro João Fedorowicz (segundo no campeonato). Miguel Sardo/Paulo Frazão eram os sextos, Paulo Sousa/Francisco Pinto os sétimos e na oitava posição Mariana Pinto Abreu. A luta entre os oito fantásticos Mini prometia animação do início ao fim.
Jorge Setas/Armindo Ferreira colocaram a sua experiência em jogo para se posicionarem na dianteira do grupo onde também vinha o Mini de José Carvalhosa/Piero Dal Maso, do rookie Rubén Veludo que fazia parceria com Rui Costa e da dupla Vasco Nina/Nuno Afoito. Miguel Sardo e Paulo Frazão tiveram um problema elétrico e atrasavam-se enquanto João Fedorowicz lutava com Paulo Sousa/Francisco Pinto e Mariana Pinto Abreu rodava na 7ª posição.
Entretanto o Mini de Jorge Setas/Armindo Ferreira aproveitava o cone de um Datsun, fugindo do comboio inicial e ganhava terreno gerando ainda mais animação mais atrás com os Mini de Carvalhosa/dal Maso e João Federowicz a lutar com outro Datsun 1200.
Quando tudo ia a correr bem para os líderes, numa das paragens obrigatórias, Jorge Setas/Armindo Ferreira entram nas boxes com um pneu rebentado e entregam a liderança ao brasileiro João Federowicz, que agora passava a comandar o grupo dos pequenos modelos britânicos após a primeira paragem.
Safety car aumenta emoção e discussão termina às décimas
João Fedorowicz que era então o líder, foi penalizado com um Stop-and-go por não cumprir o tempo de paragem obrigatório nas boxes e depois de realizar esta punição, é novamente penalizado por ter pisado a linha branca à saída das boxes, o que relegou o piloto brasileiro para o meio do pelotão dos Mini.
Mas a menos de meia hora do final da prova entra o Safety Car devido ao Mini da dupla Rúben Veludo/ Rui Costa ter derramado óleo na pista e pelotão fica novamente todo agrupado. Assim no final eram 5 Minis que poderiam lutar pela vitoria colados atrás do Safety Car (Jorge Setas/Armindo Ferreira, Carvalhosa/Dal Maso, João Fedorowicz, Paulo Sousa/Francisco Pinto e Vasco Nina/Nuno Afoito). Estava assim lançada novamente a discussão pela vitória e tornar o final incerto. Só a 15 minutos para o término da prova é que pista fica novamente limpa.
Quando o Safety Car sai para as boxes, há uma troca de posições entre todos e uma aguerrida luta pelo primeiro lugar. A dupla líder inicial acaba por fazer uma fantástica recuperação e ganha a prova por milésimos de segundo. Em segundo fica Paulo Sousa/Francisco Pinto que acabaram por conseguir o segundo lugar após uma prova muito regular e o terceiro a cortar a meta foi João Federowicz, mas este acabou por ser penalizado em 30 segundos (por não cumprir o último Drive Through imposto) e caiu para o quarto lugar. Assim, os terceiros classificados foram José Carvalhosa/Piero Dal Maso e os quartos classificados foram Vasco Nina/Nuno Afoito, a apenas, imagine, 0,553 segundos após 2 horas. Na categoria Mighty Mini, para pilotos com menos de 40 anos, a vencedora acabou por ser Mariana Pinto Abreu, a primeira vitória da jovem piloto, com o rookie do ano Rúben Veludo em segundo lugar.
Para Diogo Ferrão “foi mais uma prova de cortar a respiração no Troféu Mini, onde apesar das duas horas, foi normal ver três carros a curvar lado a lado e as últimas ultrapassagens que se fizeram nas duas horas de prova. Uma palavra para os vencedores que tiveram o azar do furar um pneu, mas com garra e persistência e a sorte que lhes faltou no início, conseguiram colar-se aos lideres na entrada do safety car e ganhar a prova.”
Neste ano atípico, ao contrário do que é habitual, o Troféu Mini não termina nos 250KM do Estoril, pois o evento de Jerez de la Frontera foi adiado para 12/13 de Dezembro onde serão decididos os vencedores do Troféu. Ainda existem 6 candidatos ao título a menos de 25 pontos quando existem 41 em disputa. Miguel Sardo, que faz a sua primeira época nos automóveis, os anteriores líderes Nuno/José Dias que falharam esta prova, o rookie Ruben Veludo que tem impressionado, Jorge Setas e Vasco Nina empatados na segunda posição a apenas 3 pontos do líder e o brasileiro João Federowicz, que passou nesta prova para a liderança do Troféu. Tantos candidatos e diferenças tão pequenas deixam antever uma prova mais competitiva em Jerez de la Frontera.
A aposta da ASR Tyres e da Kumho nos “jovens lobos” espanhóis já está a dar dividendos. Daniel Berdomás e António Solórzano deram aos pneus coreanos uma fantástica vitória entre as duas rodas motrizes no Rai de Terra de Madrid. Já a dupla formada por Pérez Abeijón e Brais Mirón rubricou uma grande exibição até a mecânica os forçar à desistência.
As duas duplas Kumho assumiram desde o primeiro quilómetro protagonismo na luta pela primazia da categoria. Berdomás assinou o 2º tempo na primeira especial, com abeijón logo atrás, começando a provar que a simbiose entre os seus Peugeot 208 Rallye 4 e os pneus Kumho estava a tocar as raias da perfeição. A 2ª PEC da prova foi anulada e as duplas Kumho lançaram-se ao ataque no terceiro troço cronometrado, com Álvaro Pérez Abeijon a “voar baixinho”, vencendo a especial e saltando para o comando da classificação nas 2R2L, colocando-se Berdomás logo atrás de si, a menos de meio segundo. Berdomás e Solórzano assaltaram o comando na classificativa seguinte, trocando de posição com a outra dupla Kumho, que caiu para o segundo posto, mantendo-se a diferença temporal em poucas décimas.
A chuva viria a fazer a sua aparição na ronda vespertina. E caiu de tal forma forte que a primeira especial da tarde foi também anulada, ficando assim duas classificativas para cumprir. Berdomás atacou e venceu na primeira e chegou ao comando, mercê da desistência de Abeijón, devido a danos no radiador do Peugeot 208 Rallye 4, provocando ainda danos no motor. A última PEC, percorrida com o piso totalmente alagado, foi um autêntico cumprir de calendário para Daniel Berdomás e Antonio Solórzano. Partindo com quase um minuto de vantagem sobre os mais diretos adversários, a dupla Kumho abrandou o ritmo e carimbou uma brilhante vitória na categoria 2R2L na última prova do ano para o Campeonato de Espanha de Ralis de Terra.
A ASR Tyres e a Kumho vão dar continuidade ao apoio a jovens pilotos. Está também a colocar em marcha o programa “Queres Ser Piloto Kumho?!” que, em 2021, será desenvolvido em Espanha e em Portugal. A iniciativa oferecerá descontos na utilização dos pneus Kumho e terá como prémio final a participação num rali aos comandos do novo Toyota Yaris GR-4.
Neste ano atípico e complicado de diversos modos os eventos internacionais tem sofrido bastante. No entanto, estão agora reunidas para entregar o titulo das GT4 South European em 6 corridas em dois eventos. Os GT4 vão arrancar em Dezembro, nos dias 12 e 13, no fantástico circuito de Jerez de La Frontera no sul de Espanha.
O anúncio por parte da União Europeia de que não irá voltar a fechar fronteiras, dá mais garantias à organização para a realização desta prova e que conta com diversas equipas estrangeiras que, obviamente, terão que se deslocar dos seus países de origem para os circuitos Ibéricos, onde esta competição se centra.
Como foi anunciado no inicio do ano, os moldes deste campeonato terão apenas dois dias de duração, onde serão realizadas três corridas: duas de sprint e uma de resistência, permitindo a presença na mesma equipa de 1 ou 2 pilotos.
Destacando que as corridas em ambos os eventos serão em conjunto com o Campeonato Andaluz e a GT Interseries, garantindo grelhas de partida com 15 ou mais carros. A visita ao circuito Espanhol em conjunto com o Campeonato Andaluz, que conta normalmente com dois Ginetta G50 GT4, será um inicio prometedor de um campeonato que junta carros de sonho, todos com o andamentos similares graças ao BOP da SRO e que deliciam o público e pilotos com o seu andamento e lutas em pista.
A ronda seguinte será em Portimão, a 23 e 24 de Janeiro de 2021, com mais três corridas nesse fim-de-semana, desta vez em conjunto com os alemães da GT Winter Series, que o ano passado tinham 8 modelos GT4 na sua prova de Portimão.
Equipas de 2020 voltam a apostar no GT4 South
Antes de avançar, a organização contactou as equipas interessadas e irá contar com os Ingleses da Tockwith Motorsport, vencedores da categoria GTC em 2019 com o seu Ginetta G50 e que já apresentaram os seus pilotos, assim como a Bullitt Racing, neste momento só com o Mercedes AMG para o chefe de equipa. Por último. também a MDriving Racing Team, cujo Mercedes AMG venceu a Pro-AM em 2019, irá voltar com José Monroy e um segundo piloto ainda por apresentar.
Diogo Ferrão, Responsável da Race Ready, referiu que “2020 foi um ano complicado, mas falando com as equipas e vendo o seu interesse, conseguimos em parceria com a Federação Andaluza e a GT Winter Series juntar esforços e avançar com um mini-Campeonato. Assim, em Jerez iremos juntar-nos aos dois GT4 do Campeonato Andaluz, esperando termos já seis GT4 à partida e em Portimão devemos estabelecer o record de GT4 a correr em Portugal na mesma corrida. Existem mais equipas em negociação, mas neste momento é o que podemos, para já, revelar.”
Com mais uma magnífica exibição, o piloto fafense conseguiu ainda garantir o Top 5 final do campeonato na Categoria Turismos.
E a terceira prova do Campeonato de
Portugal de Montanha JC Group até começou com um momento de grande tensão para
o piloto e a sua equipa. No sábado de manhã, pouco tempo antes da subida
inaugural de warm-up, o motor do Renault Clio R3 recusou-se a funcionar.
A equipa tentou tudo e parecia que o problema não ia ter mesmo solução até que,
após muito trabalho lá se ouviu o rugir do carro francês, mesmo a tempo de
alinhar. Parcídio Summavielle falou do episódio no final, afirmando que “num
momento particularmente difícil quando pensávamos que só nos restava
desistir, depois de tanta luta e sacrifício, mm piloto amigo, o José Carlos
Magalhães, envolveu-me num abraço que ocultou a todos as lágrimas que me
desciam as faces. Foi quando nos agarramos com mais empenho ainda ao trabalho
que tínhamos pela frente e lá conseguimos colocar o carro a funcionar!”.
E ao longo do fim-de-semana, Parcídio
Summavielle foi sempre subindo “com aquela desconfiança de que algo
poderia suceder. Sabia que tinha de terminar e pontuar para assegurar o título
na minha Divisão e tentar ainda um resultado que me mantivesse no Top 5 entre
os Turismos. Isso condicionou um pouco a vontade de atacar e acabamos por fazer
refletir alguma prudência nos tempos realizados”.
No fecho da prova, o 5º lugar na categoria e o 2º na divisão foram claramente mais do que suficientes para assegurar os objetivos da época. Já mais aliviado, o piloto fafense assumiu que “foi uma prova muito difícil e muito emotiva. Estava em um título, o terceiro seguido e felizmente conseguimos!”. Parcídio realçou que “fizemos bem o nosso trabalho, desta vez sem a colaboração da PT Racing, o que dificultou mais um pouco as coisas, mas o Rui Lopes foi enorme, fantástico e, com a sua chama gigante, lá foi dando conta do enorme desafio de ter sempre o Clio em condições. O Tri já cá canta!”.
Parcídio Summavielle testou
pneus Kumho
A rampa de encerramento do CPM JC Group
marcou também o que poderá ser o início de uma parceria. A convite da ASR Tyres, importador dos pneus
de competição Kumho para a Península Ibérica, Parcídio Summavielle “calçou” o
Renault Clio com os pneumáticos da marca coreana. Para o fafense este “foi
um convite irrecusável e quero agradecer à Kumho e à ASR Tyres, na pessoa do
Alfonso Salgueiro, por me terem concedido o privilégio de testar os Kumho e
logo com o desafio de enfrentar as condições que tivemos aqui na Arrábida”.
Ao longo do fim-de-semana, Parcídio
Summavielle utilizou vários compostos e ficou “muito impressionado com a
evolução que os Kumho estão a ter. As misturas utilizadas são mais próprias
para ralis, mas revelaram estar já a um nível muito alto, dando confiança para
rodarmos a fundo, independentemente das condições do piso. Adorei!”.
No fecho da prova e do campeonato, quis deixar uma palavra “de aplauso e agradecimento ao Clube Motorizado de Setúbal e à Câmara Municipal de Setúbal que tiveram a coragem, com o apoio da Secil, de realizar a Rampa PÊQUÊPÊ Arrábida. Foram magníficos e provaram que há um Portugal que resiste, que se empenha e sobretudo que trabalha em prol da comunidade!”. Quis ainda realçar que “fui testemunha que foram respeitadas todas as regras de segurança sanitária, até para lá do exigido. Muitos parabéns!”.
“Na próxima época gostaria
de competir com um GT!” – revela Parcídio Summavielle
3 títulos em 3 anos na sua Divisão, feito a que adicionou presenças nos lugares cimeiros da sua Categoria, mesmo tendo, na esmagadora maioria das provas competido com um carro muito limitado na competitividade face aos principais candidatos, fazem com que Parcídio Summavielle considere que “chegou a hora de tentar fechar este ciclo e partir para novos desafios. Com a ajuda dos amigos, estou a tentar montar um projeto ambicioso para 2021. Temos feito já contactos com equipas para aquilatar dos custos e das condições para poder atacar a Categoria GT no próximo Campeonato de Portugal de Montanha”. O piloto edil reconhece que “estamos numa altura muito difícil para conseguir patrocínios, mas vamos tentar com toda a alma. Uma coisa é certa, só abraçaremos esse desafio se tivermos condições para lutar pelo título!”.