Chegou hoje ao final o Campeonato do Mundo de Resistência (FIA WEC) no Bahrein onde decorreu a última jornada da época. Era esta a corrida que faltava a Filipe Albuquerque para oficializar o título de Campeão do Mundo de Resistência LMP2.
Um feito único para o piloto português que ao título mundial LMP2 soma ainda o título no European Le Mans Series e a vitória na emblemáticas 24 horas de Le Mans. Um ano excepcional para o piloto de Coimbra de 35 anos. Filipe Albuquerque e o seu companheiro de equipa, Phil Hanson chegaram ao Bahrein matematicamente campeões, mas precisavam de alinhar na corrida para oficializar o título e assegurar ao terceiro piloto da equipa, Paul Di Resta, o título de vice-campeão. O quarto lugar conseguido na corrida de hoje foi suficiente para atingirem todos os objectivos e fazerem história.
“Uau!!! Agora é que posso dizer que sou Campeão do Mundo e é uma sensação tão boa, tão única! Estou muito feliz com este desfecho depois de um ano complicado para o mundo e complicado para mim em termos pessoais. Que alegria, que satisfação e que orgulho. Estou muito grato à equipa pelo trabalho excepcional ao longo do ano, aos meus companheiros de equipa pela garra e profissionalismo, à minha família pelo apoio incondicional e a todos aqueles, que nos bastidores, trabalham diariamente para que tudo isto seja possível. Estou muito feliz e espero que os portugueses também sintam este título como deles”, começou por referir Filipe Albuquerque.
Desta vez Filipe não venceu a corrida mesmo que tenha saído da ‘pole-position’ mas um ‘pit-stop’ mais demorado acabou por ser determinante para este desfecho: “Queríamos ganhar e tínhamos andamento para isso, estivemos muito tempo na frente, mas ficámos sem gasolina num dos ‘pit-stops’ e perdemos cerca de 30 segundos. Não vencemos a corrida mas vencemos o Campeonato e isso supera qualquer percalço. Acaba o ano desportivo, talvez o melhor da minha carreira, e já só penso no que aí vem”, rematou o piloto português feliz pelo ano ímpar que teve.
Um problema de transmissão uma das subidas de prova condicionou o resultado final do piloto do Bompiso Racing Team. Mesmo assim, Joaquim Teixeira voltou a conquistar mais um pódio entre os Turismos naquela que, soube-se depois, viria a ser a última prova do ano.
No momento do
arranque da Rampa PÊQUÊPÊ Arrábida, terceira prova da temporada 2020 do Campeonato
de Portugal de Montanha JC Group, Joaquim Teixeira tinha dois grandes objetivos
em mente: tentar tudo para defender a liderança da tabela pontual entre os
Turismos e rematar a conquista do título na Divisão Turismos 4.
O piloto tinha consciência de que “a defesa da liderança na categoria seria muito difícil pois, mesmo não tendo chovido praticamente durante todo o dia de sábado, a pista estava molhada nas primeiras subidas e o Cupra TCR perde eficácia perante a concorrência nessas condições”. Mas, mesmo com esse handicap, Joaquim Teixeira não vivou cara à luta e foi progressivamente melhorando os seus tempos, acabando por conseguir “forçar o andamento na única subida de prova do primeiro dia e cravar no cronómetro uma marca dentro do minuto e 53 segundos, correspondendo ao segundo melhor tempo da categoria e ficando logo na liderança da minha divisão e do meu grupo”.
O domingo amanheceu
muito chuvoso e deu para perceber que seria um dia em que a pista estaria
sempre molhada. O piloto do Bompiso Racing Team abdicou da sessão inaugural de warm-up“porque os pneus de chuva já não estavam nas melhores condições e queria
poupa-los para as duas decisivas subidas de prova do programa”.
Mas a sorte nada quis com o craque transmontano. Na primeira dessas duas subidas decisivas e pouco depois de uma partida fulgurante, a transmissão do Cupra TCR cedeu, forçando o piloto a abandonar. Ficava com a necessidade de terminar a última subida de prova, para poder pontuar e isso “afetou o meu andamento. Tive de a realizar a pensar que não podia cometer erros e, terminada a prova, fica a sensação que podia ter feito mais. Com este resultado perdi a liderança na Categoria Turismos e passei a ficar a 5 pontos do primeiro lugar, mas que poderia ainda recuperar na última prova em Boticas”.
Mas com a
anulação da Rampa de Boticas, caiu por terra “a possibilidade de lutar
pelo título até ao fim. Termino a época como Vice-Campeão Nacional da Categoria
e como vencedor da Divisão 4, ganhando ainda o Grupo TCR. É a classificação
possível e tenho, mesmo com todos os condicionalismos que me afetaram, que me
sentir satisfeito até porque sou o único piloto que, nos últimos 4 anos, estive
sempre no pódio da Categoria turismos, vencendo um título e arrecadando por três
vezes a segunda posição”.
Joaquim Teixeira não quis deixar de “parabenizar todos os campeões das diversas categorias do CPM JC GROUP, bem como os vencedores das Taças e das divisões, a quem nada nem ninguém poderá tirar o mérito”. Quis ainda agradecer “aos meus patrocinadores Bompiso, Intermarche (Alijo e Valpaços), Jacinto M. Oliveira, Proef, Opticas Preguiça, Potauco, Pizzeria Pasta Fina, PDAuto CCT e Munícipio de Boticas. Mesmo num ano tão difícil para todos, mas principalmente para as empresas e instituições, continuaram a me apoiar e estou-lhes imensamente grato!”.
A TOYOTA GAZOO Racing (TGR) irá arrancar para a 43ª edição do rali Dakar com quatro Hilux. O Dakar 2021, irá decorrer, pelo segundo ano consecutivo na Arábia Saudita, com a partida prevista para 3 de janeiro. As quatro duplas TGR são compostas por Nasser Al-Attiyah e o navegador Mathieu Baumel; Giniel de Villiers e o navegador Alex Haro; o estreante Henk Lategan e o navegador Brett Cummings; e por fim, por fim Shameer Variawa e o navegador Dennis Murphy.
A Toyota participa no Dakar desde 2012 e este ano compete na mítica prova com 4 duplas com uma mistura de especialistas experientes na modalidade, juntamente com pilotos recém-chegados à disciplina. Desde a primeira participação da Toyota no Rali Dakar os resultados mostram a fiabilidade e robustez da pickup Hilux, ao terminar em 3º lugar logo em 2012, 2º em 2013, 4º em 2014, 2º em 2015, 3º em 2016, 5º em 2017, 2º em 2018, 1º em 2019 e 2º em 2020.
Tal como em 2020, para a próxima edição da lendária prova, a TOYOTA GAZOO Racing, irá ter como “cabeça de cartaz” o Nasser Al Attiyah e Mathieu Baumel que conquistaram o título em 2019 e que terminaram em 2º o ano passado. Com um palmarés, invejável, até neste ano de 2020 apesar das limitações devido à pandemia, a Al Attiyah venceu o Rali da Andaluzia e procura adicionar mais um vitória, às 3 que já alcançou no Dakar. Giniel de Villiers é outro experiente piloto com quatro vitórias no Rali de Marrocos, a mais recente em 2019, com o seu navegador Alex Haro.
Os sul-africanos Henk e Brett juntam-se à equipa em 2021. Embora este seja o primeiro Rali Dakar da dupla, são talentos reconhecidos ao alcançar o título recente da “South African Cross-Country Series” (SACCS) pela segunda vez consecutiva. O seu objetivo no Dakar será aprender tanto quanto possível. O Navigador Brett já competiu duas vezes no Dakar mas de moto, registando um segundo lugar na edição de 2014 da corrida para motos sem apoio oficial.
Por fim, Shameer e Dennis, também da África do Sul, completam as duplas das quatro Hilux. Shameer, que já venceu campeonatos locais na África do Sul no passado, já participou no Dakar no passado, mas esta será sua primeira vez com a TOYOTA GAZOO Racing. O Navegador Dennis irá estrear-se com navegador no Dakar mas já trabalhou na corrida no passado como técnico da equipa e é várias vezes navegador campeão nacional na África do Sul.
As quatro duplas irão competir na versão mais recente da Toyota Hilux, construída e desenvolvida em Joanesburgo, na África do Sul. A atual Hilux é baseada na última geração da Hilux lançada em 2018 e possui um motor central, suspensão traseira independente e tração às quatro rodas. O carro passou por melhorias significativas ao longo dos anos, e os seus resultados no Dakar servem como prova da fiabilidade e resistência associadas ao modelo Hilux. Na sua estreia, a equipa alcançou o segundo e o terceiro lugar em 2018, seguida de uma vitória em 2019 e um segundo lugar em 2020. A Hilux teve um desenvolvimento substancial graças à equipa que competiu no SACCS. O diretor da equipa TOYOTA GAZOO Racing no Dakar, Glyn Hall, tem desenvolvido a Hilux continuamente, com feedback que recebia de Giniel e Henk durante as provas. Para 2021, o layout geral e a geometria do carro permanecem inalterados, mas refinamentos na suspensão e no motor V8 atmosférico garantem que a versão mais recente da Hilux seja competitiva e fiável como sempre.
A edição de 2021 do Dakar terá lugar novamente na Arábia Saudita, com a saída da cidade de Jeddah a 3 de janeiro. A rota de 2021 terá terreno semelhante ao encontrado na edição de 2020, mas os organizadores prometeram novas seções que garantem mais espetáculo. O tradicional dia de descanso está previsto a 9 de janeiro na cidade de Ha’il, antes do regresso a Jeddah no dia 15 de janeiro. A rota de 2021 também deve apresentar duas etapas que começam e terminam no mesmo local, bem como a tradicional Etapa Maratona onde os pilotos terão que completar o percurso sem o regresso noturno para serviço no bivouac.
Um novo roadbook digital será apresentado para a edição de 2021, com o roteiro disponível apenas um pouco antes do início de cada etapa. Esta abordagem foi testada em etapas selecionadas do Dakar 2020, e passará a ser a norma. Este novo formato não só adiciona um nível extra de imprevisibilidade, como também torna todo o processo mais fácil de administrar e controlar pelos oficiais da corrida.
A prova do Clube de de Motorismo de Setúbal será candidata a integrar o Campeonato Sul de Ralis em 2022.
O Rali das Camélias, marcado para os dias 30 de novembro e 1 de Dezembro de 2020, vai ter a nova data, estando agora marcado para os dias 19 e 20 de Fevereiro de 2021, com o acordo de todas as entidades envolvidas na sua organização.
Para a organização, a atual situação pandémica em que estamos mergulhados e as recentes restrições impostas pelo governo, que deverão ser prolongadas e até agravadas por mais algum tempo, impõem que sejamos prudentes e não coloquemos em risco a saúde pública, com a realização de uma prova desportiva federada, ainda que a mesma estivesse, perfeitamente enquadrada nos planos de restrição atualmente em vigor, emanados pelo governo português.
Com o acordo dos responsáveis das três Câmaras Municipais envolvidas (Mafra, Sintra e Cascais) dos respetivos responsáveis de saúde local e com a FPAK, o Clube de Motorismo de Setúbal e o Promotor da prova, decidiram marcar nova data para prova, inscrevendo-a desde logo no Calendário FPAK 2021, nos dias 19 e 20 de Fevereiro. Em termos logísticos e desportivos, todos os inscritos na prova de 2020 estão automaticamente inscritos no Rali das Camélias de 2021 e caso não possam participar por razões de força maior, a sua situação será tratada caso a caso para que ninguém fique prejudicado.
O Rali das Camélias 2021, terá um formato em tudo idêntico ao de 2020, sendo no entanto a quilometragem de troços adaptada à candidatura ao Campeonato Regional Sul de Ralis, que para o ano tem a quilometragem de Provas de Classificação reduzida de 70 para 60 Km. De qualquer forma o esquema da prova, será rigorosamente o mesmo, apenas com pequenos acertos na partida e/ou chegada de cada Prova de Classificação.
A
actual situação sanitária obrigou ao adiamento da prova que encerraria a
época de 2020, sendo prevista a realização da mesma para Dezembro, ou
Janeiro próximos.
O Vouga Sport Clube foi forçado a adiar
última jornada da época, agendada para o próximo fim-de-semana de 14 e
15 de Novembro. Este adiamento deve-se à implementação do actual estado
de emergência e ao parecer desfavorável, emitido pela Camara Municipal
de Sever do Vouga, após a Autoridade de Saúde local, ter considerado
elevado o risco de propagação da doença.
Segundo comunicado do Vouga Sport Clube:
“Certos da gravidade da situação e enquanto instituição de Utilidade Publica, cabe também ao Vouga Sport Clube a responsabilidade social de cumprir e fazer cumprir as recomendações da DGS e das Autoridades Concelhias. Desta forma, a FPAK e o Vouga Sport Clube estão já a trabalhar no sentido de reagendar a prova para os meses de Dezembro de 2020 ou Janeiro de 2021, para que o Campeonato de Portugal de Ralicross, Kartcross e Super Buggy se possa cumprir, como inicialmente previsto.”
A pista do Alto do Roçário mantém-se assim como o palco de decisão da maioria dos títulos em jogo, restando esperar pela evolução positiva da situação sanitária, que permitirá a realização da derradeira jornada do PTRX 2020.
A
prova de encerramento do Campeonato de Portugal de Montanha, prevista
para 21 e 22 de Novembro, foi cancelada devido ao COVID-19.
A actual situação de combate ao COVID-19
obrigou o Demporto, clube organizador da quarta e última prova do
CPM2020, em concomitância com a Câmara Municipal de Boticas, a cancelar
a realização da prova.
A segurança de todos, pilotos, assistências e organizadores, falou mais alto, neste tempo de combate à pandemia.
Que época de sonho está a protagonizar o piloto do NJ Racing Team! 3 provas realizadas no Campeonato de Portugal de Montanha, 2 pódios absolutos, 3 pódios entre os protótipos e 2 vitórias na Divisão B. tudo isto na primeira época que faz a tempo inteiro.
A serra da Arrábida recebeu a 3ª prova da temporada 2020 do CPM JC Group. Estando nós já nos meses do ocaso deste atribulado ano, a prova assumia uma importância extrema para as contas do campeonato, sendo uma espécie de “mata mata” no que concerne às contas dos títulos em discussão.
António Rodrigues apresentava-se “a combate” com o habitual BRC CM 05 Evo da NJ Racing Team e preparado pela FR Power, pronto para dar continuidade ao excelente campeonato que tem ostentado. O piloto dentista chegava a Setúbal com o foco na defesa dos lugares ocupados nas diversas frentes pontuais em que está envolvido: 2º na tabela classificativa dos campeonatos absoluto e de Protótipos e líder da Divisão Protótipos B.
O traçado da Rampa PÊQUÊPÊ Arrábida voltava
a ser para o piloto “uma novidade e a mudança constante que se deu nas
condições meteorológicas ainda dificultou mais a aprendizagem do percurso, mas,
curiosamente, senti-me bem logo desde a primeira subida. Gostei do desenho da
rampa e rapidamente cheguei a uma afinação que me deu garantias para poder
rodar forte”.
E foi exatamente isso que o piloto da NJ Racing fez. Ao longo da jornada inaugural de sábado, rodou consistentemente entre os três primeiros e, quando chegou a hora de atacar os 3100 metros do percurso na primeira das três subidas a contar para a classificação, António Rodrigues esteve muito rápido e colocou na tabela de tempos o segundo melhor registo absoluto, ficando também logo na liderança da Divisão Protótipos B.
No domingo, o piloto ainda apanhou um susto. Nas subidas de treinos, tentou “arrancar sem acelerar em demasia, para as rodas não patinarem e o carro foi abaixo nas duas ocasiões. Felizmente, corrigi essa forma de partir e nas duas subidas de prova já não voltaria a suceder!”. Na segunda subida, com a pista completamente molhada, voltou a rubricar o 2º melhor registo e cedo se percebeu que seria praticamente impossível desalojar António Rodrigues desse lugar de honra no que concerne à classificação final. O piloto até passou para o comando da classificação geral provisória, mas não valorizou tal porque era fruto “da desistência nessa subida do José Correia, devido a um toque. Tinha perfeita noção que se o Zé colocasse a Osella pronta para a terceira subida, voltaria ao comando, tal é a diferença competitiva entre a barchetta dele e o meu BRC, para além dele também ser um excelente piloto”.
Este segundo pódio absoluto da carreira deixou António Rodrigues “sem palavras. Quando comecei esta primeira época a tempo inteiro neste fantástico campeonato, jamais me passou pela cabeça que estaria agora a comemorar esta sucessão de grandes resultados. O meu objetivo passava por conhecer as rampas, ganhar experiência e desfrutar da condução de um protótipo, sem enjeitar dar o meu melhor”. A realidade encarregar-se-ia de colocar o piloto duriense perante outros voos e agora “tudo pode acontecer. Estou numa excelente posição para acabar o campeonato no pódio absoluto e dos protótipos e para vencer a Divisão B. Fica a faltar a Rampa de Boticas que, espero eu, se irá realizar e quero dar à minha equipa, à minha família e aos meus patrocinadores esta tripla prenda. Será uma recompensa que eles merecem e que coroará esta época que jamais esquecerei!”.
O Campeonato de Portugal de Montanha JC Group tem ainda mais uma prova aprazada para a corrente época. Se tudo correr normalmente, apesar das restrições que vão ser impostas pelo estado de emergência, Boticas receberá o epílogo competitivo do ano, nos próximos dias 21 e 22 de novembro.
O icónico cenário da Serra da Arrábida recebeu a prova inaugural do Desafio Kumho Solo Escort Portugal (DKSE). Hélder Cordeiro foi o mais rápido e venceu a Divisão 2, enquanto Diogo Ferrão arrecadava a Divisão 1.
No fecho do terceiro ano de vida do Desafio Kumho Portugal, nasceu uma competição reservada aos Ford Escort. Esta nova proposta da ASR Tyres, importador dos pneus de competição da marca coreana, visa incentivar a presença dos míticos Escort MKI e MKII, nas suas diversas gamas e níveis de preparação, trazendo assim de volta à competição muitos exemplares que se sabe estarem parados e permitindo aos que já brilham, sobretudo nos ralis e nas provas de montanha, disputar mais um troféu anualmente.
Esta competição arrancará em força na época de 2021, com este fecho da época presente a permitir uma primeira aparição do DKSE, divulgando a proposta junto dos pilotos, media e aficionados.
Sendo o Desafio Kumho Portugal uma competição talhada para os ralis, o lançamento do DKSE deu-se obedecendo à tipologia regulamentar dessa modalidade, embora integrando esta prova de arranque no programa oficial da Rampa PÊQUÊPÊ Arrábida 2020. As equipas utilizaram o mesmo traçado da prova do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group e que se desenrolava ao longo de 3,1 quilómetros, tendo enfrentado condições meteorológicas muito diferenciadas que foram do sol reinante à chuva intensa. Cada subida correspondeu a uma PEC e o pelotão Kumho efetuou 7 passagens ao longo dos dois dias de competição: 4 no sábado e as restantes no domingo.
Quanto à
história competitiva deste arranque do DKSE, o destaque vai inteiramente para o
domínio absoluto da equipa Hélder Cordeiro/Bruno Pereira (Ford Escort MKII) que
dominaram em termos absolutos a tabela de tempos nas 7 classificativas,
assinando o pleno e vencendo a Divisão 2.
Habituados às
particularidades dos ralis e aos pneus Kumho, pois são parte integrante da
“armada” Kumho que compete nos ralis, principalmente a centro, Cordeiro e
Pereira foram sempre mais fortes e mereceram não só a vitória na sua divisão,
mas o destaque por terem sido os mais fortes em termos de rapidez global.
Regularidade Leva Diogo Ferrão/Tiago Almeida ao triunfo na Divisão 1
Já na Divisão II, a regularidade foi a arma que levou Diogo Ferrão e Tiago Almeida à vitória, utilizando um belo Ford Escort RS 1800 MKII. Ferrão e Almeida chegaram ao comando da divisão na 5ª PEC, cabendo à dupla Luís Moutinho/Luís Cavaleiro (Ford Escort RS 1800 MKII), liderar durante as 4 primeiras especiais. Desceram um lugar durante o domingo, terminando no 2º lugar da Divisão 2, na frente do dueto formado por Nicolas Stuerken e Nuno Madeira, que arrecadaram a 3ª posição desta Divisão.
Uma palavra para o impacto que teve em todos quantos estiveram na rampa a presença dos Escort do DKSE. Não apenas o andamento espetacular encantou quem pode ver no local ou através dos diretos da transmissão oficial do evento, mas também foi motivo de grande entusiasmo as decorações míticas de alguns dos carros, remetendo para as equipas oficiais da Ford dos idos anos 70 e 80 e ainda para a equipa portuguesa da Rodam. Um verdadeiro regalo para os olhos!
O
piloto do JC Group Racing Team ainda passou por um enorme susto, depois de um
toque numa sessão de treinos, não conseguindo participar na primeira das duas
subidas de prova do programa de domingo. Mas, na última e decisiva vez em que
enfrentou os 3,1 kms da Rampa PÊQUÊPÊ Arrábida, não cedeu à pressão e selou uma
justa vitória que alarga a sua vantagem no campeonato, a uma prova do fecho da época.
Depois da realidade meteorológica de sábado se ter mostrado muito mais benévola do que as previsões, o dia de domingo amanheceu chuvoso e, ao longo da manhã e em parte da tarde, a chuva ora foi uma ameaça, ora deu voz às previsões e caiu com intensidade. Como resultado, o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group viveu o dia decisivo da terceira prova da temporada confrontado com esse handicap extra, que exigiu dos pilotos e das equipas uma enorme atenção e uma capacidade de acertar os carros e escolher bem os pneus, obrigando ainda a um cuidado acrescido na condução, para evitar erros nefastos.
Líder à partida do pleito dominical, depois de ter sido o melhor na única subida de prova realizada na jornada de sábado, José Correia parecia, em condições normais, inalcançável pelos seus mais diretos adversários. Mas o anormal bate muitas vezes à porta e, como explica o piloto, na única sessão de treinos cronometrados de domingo, a “barchetta” Osella PA EVO2000 “voou literalmente após um salto, à saída de uma curva, fazendo-me bater nos rails e partir uma jante, danificando ainda a transmissão”. A reparação impediu o piloto de estar à partida da segunda subida de prova, colocando-o sobre enorme pressão. José Correia refere que “depois de ter tudo corrido tão bem no sábado, este toque forçou-nos a não alinhar na Subida 2 e, com isso, não só perdemos a liderança da prova, mas ficamos obrigados a ter de terminar a derradeira subida de prova para pode pontuar e defender a liderança do campeonato”.
Num forcing, a sua equipa de assistência conseguiu “colocar o Osella minimamente em condições e alinhei. Fui num ritmo rápido, mas sem muita confiança no estado da barchetta. Felizmente tudo correu bem e consegui um tempo que, somado ao tempo da Subida 1 de sábado, me permitiu garantir a vitória. Estou aliviado e muito feliz. Julgo que venci com toda a justiça!” A uma prova do fecho da época, o “patrão” do JC Group Racing Team tem 3 pontuações máximas em outras tantas rampas, começando o título absoluto a pender para o piloto que confessa “ser este um sonho que tenho e que coroará a carreira de piloto que tenho construído. Tudo farei para o conseguir!”.
Na segunda
posição final ficou António Rodrigues (BRC CM Evo 05), depois de mais uma
exibição notável do piloto do NJ Racing Team que, prova após prova, está a
transformar sua primeira época a tempo inteiro na Montanha num percurso onde o
sucesso é a consequência de performances sucessivas ao mais alto nível. Com os
problemas de José Correia, chegou mesmo a liderar a classificação provisória da
prova e esta sucessiva segunda posição absoluta numa prova do campeonato,
deixa-o claramente entre os protagonistas a época.
O resumo que aqui ostentamos sobre a prova de Rodrigues, serve a papel químico para descrever a prestação de Vítor Pascoal. O “rallyman” aderiu este ano ao CPM JC Group e tem estado sempre entre os melhores. Dominante de forma total nas contas da Categoria GT, que venceu sem contestação, o piloto do Porsche 991 GT3 Cup elevou, uma vez mais, a fasquia e conquistou mais um pódio absoluto no campeonato, reservando para si um brilhante 3º lugar. Se o título nos GT já não lhe foge, agora o foco está em tentar terminar no pódio absoluto e é claramente piloto para isso.
Nesta categoria, Pedro Marques, também num Porsche 991 GT3 Cup foi 2º e revela cada vez mais segurança na condução do seu bólide.
Nas
contas da categoria Turismo, a chuva veio ainda reforçar mais a candidatura de
Luís Nunes a alcançar a segunda vitória consecutiva da temporada. O piloto de
Valpaços, impôs o seu Ford Fiesta ST R5+ e reclamou mesmo uma vitória à geral
na segunda subida oficial de prova, disputada com a pista encharcada e onde,
tirando partido das quatro rodas motrizes do Fiesta, deu um recital de condução.
Venceu ainda a Divisão Turismo 2 e, quanto ao título nacional da categoria
passou agora para a liderança das contas, estando em excelente posição para
renovar o cetro conquistado em 2019.
Gabriela Correia voltou a mostrar todos os seus dotes de condução à chuva. A craque do JC Group Racing Team continua a provar merecer o cognome de “Princesa da Montanha” e rodou sempre com muita intensidade, reclamando um brilhante 2º lugar na categoria e triunfando na Divisão Turismo 3. No terceiro lugar entre os Turismos, ficou Joaquim Teixeira. O piloto do Cupra TCR do Bompiso Racing Team tudo tentou para chegar mais acima, mas uma transmissão partida, que lhe arruinou a segunda subida de prova, condicionou o seu resultado. Mesmo assim, continua dentro da luta pelo título nacional da categoria e tem argumentos para lá chegar.
Ainda
entre os Turismo, realce para Gonçalo Inácio. Estreante nestas andanças, levou
o seu Peugeot 208 VTI R2 à vitória na Divisão Turismos 1, na frente de Parcídio
Summavielle (Renault Clio R3) que, mesmo sendo segundo, rematou as contas desta
divisão, cujo título conquistou pelo terceiro ano consecutivo.
Na batalha dos Legends, foi mais um estreante a brilhar. Pedro Lança (Citroen Saxo) esteve uns furos acima de toda a concorrência e chegou a uma vitória sem contestação.
Já José Carlos Magalhães, rodou sempre rápido e sem falhas no BMW M3 e, ao ser 2º classificado, recolheu preciosos pontos na luta pelo título. Também de regresso à Montanha, Bernardo Sá Nogueira assegurou o último degrau do pódio desta categoria. Alberto Pereira, líder deste campeonato, correu na Arrábida com um Porsche Boxter cujo nível de preparação não era forte. Privado do seu habitual Honda, Alberto Pereira não passou do 5º lugar, mas conseguiu manter a liderança da tabela a uma prova do fecho da época.
Ano
após ano, Mário Silva faz regressos esporádicos ao CPM JC Group e a Arrábida é
o palco que escolhe para esse matar de saudades. E se bem o deseja, melhor o executa,
pois, quase sempre, a sua aparição leva-o a disputar os triunfos e a edição de
2020 não fugiu a regra.
Trazendo desta feita um imponente Porsche Carrera RS, Mário Silva dominou a seu belo prazer a luta entre os participantes no Campeonato de Portugal de Clássicos de Montanha JC Group, sendo, de fio a pavio, o mais rápido e por larga margem. Triunfo brilhante.
Luís Moutinho colocou o seu belo Ford Escort MKI no 2º lugar, que reclamou sem oposição, neste seu regresso às lides da Montanha. Carlos Fava assegurou o 3º posto e, para o piloto do VW 1303, esta colocação no pódio foi importante para o colocar na rota do título nacional de Clássicos, que já não lhe deve fugir.
Nas duas competições reservadas aos carros com cilindrada até 1300cc, predomínio total de Daniel Rolo (Datsun 1200) entre os clássicos e de Francisco Milheiro (Peugeot 106) na refrega entre os carros mais modernos.
Com esta vitória, o jovem vimaranense arrecadou a Taça de Portugal 1300, na segunda temporada que faz a tempo inteiro na Montanha. O Campeonato de Portugal de Montanha JC Group tem ainda mais uma prova aprazada para a corrente época. Se tudo correr normalmente, apesar das restrições que vão ser impostas pelo estado de emergência, Boticas receberá o epílogo competitivo do ano, nos próximos dias 21 e 22 de novembro.
A dupla portuguesa acaba de conquistar os títulos de ‘Campeões 2020’ da Peugeot Rally Cup Ibérica no Rally La Nucía-Mediterráneo 2, prova arduamente disputada ao segundo e que encerrou a Temporada 3 da copa ibérica de ralis, que este ano assistiu à estreia do novo Peugeot 208 Rally 4.
Pedro Antunes e Pedro Alves são os ‘Campeões‘ da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2020, numa decisão tirada a ferros e após um fecho de uma
Temporada 3 que, por diferentes razões, assumiu uma estrutura e contornos no
mínimo surpreendentes e inéditos, até na sua decisão final, encontrada no
âmbito de um Rally La Nucía-Mediterráneo que, no seu todo, valeu duas
pontuações distintas, um lote atribuído ao final da manhã e outro novo durante
a tarde, numa espécie de 2 em 1.
Se no cômputo das 4 especiais da manhã de uma prova desenhada a norte
de Benidorm, na região de Alicante, foram Pedro Antunes e Pedro Alves quem conquistou
o ouro, agora na secção da tarde e
início da noite coube a Alejandre Cachón / Alejandre López sublinharem as suas
valências, impondo o seu 208 Rally 4 no final dos 3 tropos cronometrados efetivamente
corridos, não contando com a neutralização do derradeiro troço, devido a um
acidente com uma viatura de outra categoria. Só que isso não foi suficiente
para que a dupla espanhola alcançasse os títulos…!
De facto, os 27,5 pontos alcançados (25 da vitória e 2,5 referentes a 2
melhores tempos em troços) foram superiores aos 17 pontos do 3º lugar da dupla
portuguesa nesta prova, um total que, caso contassem todas as 4 pontuações de
outros tantos ralis desta copa de 2020, garantiriam à equipa espanhola ambos os
títulos de Pilotos e Navegadores. Só que o Regulamento Desportivo refere que apenas
contam os 3 melhores resultados do ano, pelo que foram várias as equipas que
tiveram de abrir mão de pontos somados em ralis anteriores.
Feitas as contas, para o palmarés da Peugeot Rally Cup Ibéricaficarão os nomes de Pedro Antunes / Pedro Alves, com conquista dos títulos de ‘Campeões’ de 2020, os primeiros para Portugal, depois de duas séries vencidas por representantes do outro lado da fronteira, Daniel Berdomás / David Rivero em 2019 e Roberto Blach / José Murado em 2018 (nota: no ano inicial da copa só se atribuiu o título de Pilotos).
“Estamos, eu e o Pedro Alves, naturalmente muito satisfeitos com os títulos que acabámos de garantir na copa 2020, alcançado com uma margem mínima e conseguido depois de uma temporada completamente atípica, decorrente da atual situação sanitária que vivemos”, referiu no final da prova um visivelmente satisfeito Pedro Antunes, o novo ‘Campeão’. “É sempre bom obter bons resultados em ralis espanhóis, onde estamos, em parte, em desvantagem face aos nossos adversários locais, dado o seu maior conhecimento do terreno, mas provámos que também conseguimos vencer deste lado da fronteira, assegurando o 1º lugar no Rally La Nucía 1 desta manhã, em que somámos preciosos pontos. No La Nucía 2 desta tarde estávamos simultaneamente a atacar e, também, a controlar o ritmo dos nossos adversários, sabendo que poderíamos não ter de vencer para chegar aos títulos. E foi, de facto, assim que aconteceu, pois um 3º lugar bastou-nos para alcançar os nossos objetivos de 2020, num resultado de conjunto que dedicamos a todos os elementos da nossa equipa PT Racing, aos familiares e amigos que, muitas vezes à distância, nos apoiaram ao longo da época, e aos fãs que nos seguem nas redes sociais e nos incentivam nos troços, quando tal é possível”, concluiu.