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  • Desafio Kumho. José Gomes estreia-se a vencer

    O piloto de Penafiel comandou o pelotão dos pneus coreanos e foi um dos protagonistas do duplo pódio Kumho no Rali Terras D’Aboboreira 2020. No regresso dos pisos de terra, os pneus Kumho voltaram a estar ao mais alto nível e com resultados de relevo. As duplas José Gomes/André Gaspar e Tiago Almeida/Bruno Azevedo garantiram o 2º e o 3º lugar, respetivamente, na prova do Campeonato Norte de Ralis.

    E o feito em causa foi assumido por equipas a protagonizarem estreias. No caso de José Gomes, veio a combate com um novo Mitsubishi EVO VII e também tinha a seu lado pela primeira vez, o navegador André Gaspar.

    A sua exibição nas serras do Marão e da Aboboreira foi simplesmente notável. Nada limitado nem pelo imenso hiato de tempo desde a sua ultima participação, datada já de 2019, nem pela estreia do carro, José Gomes assumiu um andamento muito forte, registando três segundos lugares nas três primeiras PEC, nas contas do CNR, vencendo mesmo a 4ª e ultima especial, sendo sempre o mais forte em todas elas no que respeita à luta pela supremacia na Divisão 1 do Desafio Kumho Portugal que, neste rali, tinha uma jornada dupla a contar para os Desafios Kumho Terra e Kumho Norte. O piloto de Penafiel saiu assim do rali com a pontuação máxima possível nas contas Kumho.

    Logo atrás, Tiago Almeida era o piloto de serviço na estreia absoluta do Mitsubishi Mirage em ralis nacionais. O piloto enfrentou as duras especiais da prova logo após ter sofrido um acidente pessoal que o deixou com uma mão magoada e que o afetou com dores ao longo de toda a prova. Mesmo assim, não baixou os braços e foi sempre rápido, terminando a 37,3 segundos de José Gomes, juntando ao excelente 3º lugar na geral do rali, o 2º posto nas contas Kumho desta divisão.

    Regularidade leva João Silva à vitória na Divisão 2

    As contas da Divisão 2 do Desafio Kumho Portugal passaram por apurar quais seriam as equipas que conseguiriam apresentar nos quatro duros troços de terra a melhor relação entre rapidez e fiabilidade.

    Os longos 23,67 quilómetros da PEC inicial, na serra do Marão, apresentaram os argumentos de força de Tiago Caetano e Luís Boiça que venceram o troço com larga vantagem sobre os demais. A dupla viria a registar um mau tempo na 2ª PEC, mantendo, no entanto, o comando, mas antevendo que algo se passaria no Citroen Saxo.

    E assim era. Na terceira classificativa, uma avaria colocou-os fora do rali, saltando para a liderança João Silva e José Azevedo, mais rápidos nesse troço. Sempre muito eficazes aos comandos do Nissan Micra, foram para a última especial com a liderança controlada e chegaram a um justo triunfo, construído com a capacidade que têm vindo a demonstrar de assinarem exibições onde as falhas são raras. Esta vitória reforça a candidatura da dupla ao título Kumho a norte.

    O 2º lugar final na Divisão 2 foi o prémio para a garra e a entrega dos estreantes João ferreira e Ana Ferreira. Para além do excelente resultado, levam ainda para casa a satisfação complementar de terem sido os mais rápidos na última especial, coroando um rali onde foram sendo cada vez mais rápidos.

    Inglória foi a presença do Peugeot 206 GTi de David Santiago e Tiago Neves, forçados a desistir logo no primeiro troço, devido a um problema mecânico.

    O 3º Desafio Kumho Portugal ruma agora novamente a sul. Terá dupla jornada, cumpridas nos dois dias de competição do Rali Casinos do Algarve. As mesmas, com pontuações distintas, contarão para os Desafios Kumho Asfalto e Sul.

  • Lucas Simões vence na Aboboreira e sagra-se Campeão Norte!

    O jovem piloto alcançou a quarta vitória da temporada em cinco possíveis e transformou o domínio exercido na conquista do título do Campeonato Norte de Ralis.

    Com a ausência de Fernando Peres e Gaspar Pinto, respetivamente segundo e terceiro nas contas do campeonato a norte, o favoritismo de Lucas Simões no Rali Terras D’Aboboreira subiu em flecha. Em defesa da verdade, registe-se que esse favoritismo nasce do mérito e dos resultados. O piloto, que tem alternado um Mitsubishi EVO IX e outro EVO VI, consoante sejam pisos de asfalto ou de terra e que conta com os doutos serviços de Simplício Gonçalves a navegar, tem dominado quase por completo as provas a norte, tendo sido derrotado por Peres apenas uma vez, nos três confrontos em que estiveram envolvidos.

    No rali do Clube Automóvel de Amarante, a dupla esteve imparável, vencendo de enfiada os primeiros três troços dos quatro que havia para enfrentar, colocando-se me posição de abordar a especial final com o pé menos pesado no acelerador, carimbando assim um triunfo que se transformou no título tão ambicionado. Para o piloto, esta foi uma prova “simplesmente fantástica. Iniciamos com algumas cautelas pois já não competíamos em pisos de terra há quase nove meses e quisemos tomar pulso ao carro e ao ritmo. Mesmo assim, andamos sempre rápido e, felizmente, cedo nos vimos longe dos adversários e conquistamos uma vitória que considero justa”. Para o jovem piloto, o título é “motivo de uma felicidade imensa. Era o objetivo a que nos propusemos no início da época e conseguimos alcançá-lo de uma maneira que não deixa dúvidas. Quero agradecer aos meus patrocinadores, à minha equipa e à minha família pois, sem o seu apoio, não teria sido possível!”.

    A luta pelos restantes lugares do pódio ficou reservado aos dois principais protagonistas do Desafio Kumho Portugal.

    De Penafiel, veio José Gomes que estreou um Mitsubishi Lancer EVO VII e que, tendo como copiloto André Gaspar, foi sempre quem mais perto rodou de Lucas Simões, amealhando 3 segundos lugares em outras tantas classificativas e chegando mesmo ao triunfo na quarta e última tirada contra o cronometro, terminando a 56,7 segundos dos vencedores. Assinou uma exibição notável. Logo atrás de si, a dupla formada por Tiago Almeida e Bruno Azevedo apresentou ao universo motorizado português um raro Mitsubishi Mirage que revelou um excelente nível competitivo e que os levou a um excelente 3º lugar final, 37,3 segundos atrás de Gomes.

    Augusto Costa volta a dominar nas duas rodas motrizes

    No 4º posto da geral terminaram os “intratáveis” Augusto Costa e Susana Silva que, no ano que estamos a viver, têm sido simplesmente intransponíveis na luta pela predominância nas duas rodas motrizes. Exemplares, como sempre, na forma como conseguem casar rapidez e segurança aos comandos do Peugeot 208 VTI R2, assinaram uma prova de grande nível e voltaram a dominar a sua categoria.

    O Top 5 final ficou completo com a presença no 5º lugar de António Oliveira e Marco Vilas Boas. Como sempre, extraíram tudo do “velho” Peugeot 205 GTi e voltaram a alcançar um resultado de grande relevo.

    Terminaram o Rali Terras D’Aboboreira 2020 11 equipas do Campeonato Norte de Ralis que tem ainda prevista mais uma prova, a saber, o Rali de Paredes, no quarto fim-de-semana de novembro.

  • Armindo Araújo vence Rali Terras D’Aboboreira e regressa ao comando do CPR

    O piloto do Skoda Fabia R5 Evo da The Racing Factory assinou uma exibição a rondar a perfeição na prova do Clube Automóvel de Amarante. Sempre na frente da luta nacional, chegou ao triunfo absoluto mercê do erro cometido pelo francês Adrien Fourmaux, mais rápido nos troços no Ford Fiesta R5 MK II da M-Sport.

    A questão da vitória absoluta no rali terras D’Aboboreira, penúltima prova do Campeonato de Portugal de Ralis 2020 ficou resolvida num controle de partida, antes mesmo dos principais protagonistas rumarem às quatro especiais contidas no programa do segundo e último dia de competição. A dupla oficial da M-Sport formada por Adrien Fourmaux e Jamoul Renauld penalizou dois minutos por avanço e, mesmo vencendo os 4 troços do dia, caíram para o 5º lugar final, depois de terem demonstrado que seriam naturalmente favoritos a saírem de Portugal com uma vitória no bornal.

    Mas verdade seja dita que, Armindo Araújo e Luís Ramalho fizeram sempre jogo de igual para igual com os franceses. Terminaram o primeiro dia no 2º posto da geral, a três décimas de segundo dos homens da M-Sport e venceram uma das duas especiais disputadas. Durante a jornada de sábado, demonstraram sempre um andamento “mundialista”, perdendo escassos segundos na estrada e controlando sempre as lides da luta entre os principais protagonistas do CPR, chegando assim a um saboroso duplo triunfo: vitória no rali e nas contas do campeonato, mercê dos importante spontos extra que recolheram das vitórias entre os portugueses em 4 dos seis troços e da segunda posição na “Power Stage” de fecho.

    “Fomos muito fortes ao longo de todo o rali. Atacámos onde achámos que o devíamos fazer e gerimos o ritmo conforme nos era mais útil. Desde a entrada no parque de assistência da manhã do ultimo dia de prova que sabíamos do erro do Adrien Fourmaux que lhe iria valer uma penalização e, por isso, não estávamos preocupados com o ritmo dele. Claro que vencer à geral é um duplo sabor, mas o nosso grande objetivo era a vitória entre os concorrentes do CPR”, disse no final Armindo Araújo. Com 8,88 pontos de vantagem sobre o seu direto e único adversário na luta pelo título, as contas finais serão feitas no Rali Casinos do Algarve dentro de quinze dias. “Toda a equipa fez um excelente trabalho, o carro estava perfeito e estamos muito motivados para a última prova. É claramente melhor partimos em vantagem, mas sabemos que ainda nada está ganho. O nosso foco é sermos campeões”, reconheceu o piloto que persegue o que será o seu sexto título.

    O 2º lugar alcançado por Ricardo Teodósio e José Teixeira teve um sabor agridoce para a dupla algarvia do Skoda Fabia R5 EVO com as cores do Team Vito Skoda. Sendo um resultado de relevo, a que juntaram duas vitórias em especiais, incluindo na “Power Stage”, representou o adeus à possível renovação do título alcançado em 2019, pois só a vitória ainda lhes daria esperança de continuarem na luta. Memso assim, mais uma boa exibição de Teodósio.

    Ao mais alto nível esteve o jovem Miguel Correia. Navegado pelo experiente António Costa, o piloto nortenho está a realizar uma época de 2020 de fino recorte, mostrando-se cada vez mais afoito e capaz de rodar rápido de forma consistente, com resultados que, até à data, já eram muito positivos.

    Mas nas Terras D’Aboboreira, Miguel Correia elevou as cores da equipa Socicorreia a um nível acima e, do primeiro ao último quilómetro, esteve sempre na luta pelo pódio, lugar onde colocou o seu Skoda Fabia R5 com o mérito que só nasce do talento, algo que tem vindo a demonstrar possuir. A continuar assim, a sua carreira será longa e bem-sucedida.

    No quarto lugar terminaram Bruno Magalhães e Carlos Magalhães, que chegaram ao rali no comando do campeonato. Nunca revelaram argumentos para colocarem o Hyundai i20 R5 na refrega pela vitória, ou mesmo pelo pódio, mas, pelo menos, angariaram os pontos suficientes para irem para a última prova do ano com legítimas aspirações ao título nacional, embora agora já dependentes do que farão Araújo e Ramalho.

    Daniel Nunes conquista triunfo suado nos 2R2L

    Quando ao campeonato reservado aos carros com duas rodas motrizes e motores até dois litros (2R2L), a prova ofereceu-nos um duelo verdadeiramente espetacular entre a dupla açoriana Ruben Rodrigues/Estevão Rodrigues e a equipa formada por Daniel Nunes e Nuno Mota Ribeiro. Sendo o Peugeot 208 VTI R2 o argumento competitivo utilizado pelas duas duplas, assistiu-se a uma luta sem quartel, de fio a pavio da prova.

    Ruben Rodrigues comandou as lides até à última especial, mas com Daniel Nunes a, paulatinamente, recuperar tempo, sobretudo durante o sábado e, num forcing final, a conseguir desalojar o açoriano do comando já na última especial do rali, chegando a uma vitória que coloca Nunes praticamente às portas do título.

    O pódio nesta categoria foi alcançado por Ricardo Sousa e Luís Marques que, também aos comandos de um 208 VTI R2, rubricaram uma atuação sólida e sem falhas. Já Adruzilo Lopes e José Janela levaram o Mitsubishi Lancer IX equipado com pneus Kumho ao triunfo no Grupo RC2N.

    Uma palavra para o Clube Automóvel de Amarante que assinou uma organização com um nível alto e sem falhas visíveis. O Rali Casinos do Algarve, derradeira prova do CPR 2020 está agendado para os dias 13/14/15 de novembro.

  • Rali Terras D’Aboboreira: Adrien Fourmaux lidera após etapa inaugural

    O francês da M-Sport vai para a jornada decisiva de sábado com apenas três décimas de segundo(!) de vantagem sobre Armindo Araújo, que venceu uma das duas especiais. Ricardo Teodósio é terceiro a apenas 1,8 segundos da frente da prova. A prova do Clube Automóvel de Amarante promete emoção até ao fecho.

    Não poderia ter arranca melhor o regresso do Campeonato de Portugal de Ralis aos pisos de terra. Após 32 quilómetros contro o cronómetro, correspondentes às duas passagens pela especial de Aboboreira, o rali foi para o descanso com o Top 5 preso por apenas 13,9 segundos, dois vencedores diferentes nas PEC e lutas bem acesas também pelos lugares mais atrás na geral.

    Os campeões nacionais Ricardo Teodósio e José Teixeira, no Skoda Fabia R5 EVO do Team Vito Skoda, deram o mote com o triunfo na qualifying stage, escolhendo sair numa ordem de partida que os colocou na estrada a seguir a todos os principais rivais, para assim beneficiar de pisos mais limpos.

    Mas, quando a prova arrancou, foram Armindo Araújo e Luís Ramalho a imporem as cores do Skoda Fabia R5 da The Racing Factory, sendo os mais rápidos na 1ª especial da prova, com um avanço de 3.6 segundos sobre a surpresa destes primeiros quilómetros: Miguel Correia que, acompanhado por António Costae aos comandos do Skoda Fabia R5 da Socicorreia, foi o segundo mais forte, a 3,6 segundos do pentacampeão nacional, com os franceses Adrien Fourmaux e Janoul Renaud a colocarem o Ford Fiesta R5 MK II oficial na 3º posição da tabela, a 4,5 segundos da melhor marca.

    Só que na segunda passagem pelo troço, a dupla da M-Sport puxou pelos galões tirou 8,4 segundos ao tempo da passagem inaugural, venceu o troço e saltou para o comando da prova, chegando assim ao parque fechado na liderança após o primeiro dia de competição.

    Armindo Araújo não melhorou a sua marca, fez apenas o 3º tempo e, ao perder 4,8 segundos para Fourmaux, caiu para segundo na tabela, a apenas 0,3 segundos dos novos líderes, continuando, no entanto, na frente do pelotão que está a lutar pelo campeonato. “Entrámos muito bem no rali e conseguimos impor um ritmo muito forte logo à partida. Na segunda passagem não apliquei a energia necessária e não fomos tão rápidos como esperávamos. Ainda assim, estamos na liderança da prova entre os concorrentes do CPR e a apenas três décimas do líder (Adrien Fourmaux). Ainda falta muito rali e vamos lutar pela vitória até ao final”, afirmou Armindo Araújo.

    Já Ricardo Teodósio foi o segundo mais lesto nesta classificativa e subiu para a 3ª posição da geral, 1,8 segundos atrás de Araújo. Autor de mais uma excelente passagem, Miguel Correia está a fazer a melhor exibição de uma temporada que tem sido muito positiva e é 4º classificado, a 8,1 segundos, tendo logo atrás de si Bruno Magalhães. O líder do campeonato, como sempre acompanhado no habitáculo do Hyundai i20 R5 oficial por Carlos Magalhães, teve um início de prova menos forte mas está a apenas 13,9 segundos da frente da prova e tem ainda uma palavra a dizer.

    Na luta dos 2R2L, liderança após o dia inicial para os açorianos Ruben Rodrigues/Estevão Rodrigues (Peugeot 208 R2), numa batalha exclusiva deste modelo da marca francesa, já que Daniel Nunes/Nuno M. Ribeiro e Ricardo Sousa/Luís Marques, são segundos e terceiros, respetivamente, com as 3 duplas a irem para a etapa final separadas por 8,7 segundos.

    Neste sábado (31 outubro) corre-se a 2ª Etapa que se inicia às 8h45, integrando as especiais de Amarante (23,67 km) e Baião (10,52 km), troços igualmente cumpridos por 2 vezes. O pódio final do Rali Terras d’Aboboreira está agendado para as 16h00 em Marco de Canaveses, centro nevrálgico da prova.

  • Miguel Ramos e Henrique Chaves prontos para a finalíssima em Barcelona”

    Chegou o momento da verdade. A última ronda temporada está ao virar do próximo fim de semana. O circuito de Barcelona está pronto para receber novamente a última prova do International GT Open, uma tradição que foi interrompida apenas uma vez, por acaso no ano passado.

    Mais uma vez, também, a ultima prova será decisiva na atribuição do título geral, algo que já aconteceu por 14 vezes nas 15 edições do International GT Open realizadas até agora. A expectativa é enorme ao aproximar do grande momento e de certeza que a emoção crescerá no aproximar do fim de semana.

    Na discussão do título estão duas duplas com hipóteses muito semelhantes e um outsider ligeiramente atrasado, mas ainda com hipótese de chegar ao primeiro lugar. Miguel Ramos e Henrique Chaves chegam a Espanha como líderes do campeonato e a dupla portuguesa do Teo Martín Motorsport fará tudo o que estiver ao seu alcance para manter a posição e conquistar o título, que seria o segundo para Ramos, depois do conquistado em 2015, já na altura com um McLaren da Teo Martin Motorsport.

    A dupla Portuguesa tem uma vantagem de 8 pontos sobre Louis Prette-Vincent Abril, ao volante dum Ferrari 488 da AF Corse. Esta dupla Monegasca não está menos motivada e apesar de ter uma desvantagem de pontos, têm dois trunfos muito importantes para jogar. Os pilotos do Ferrari 488 podem deitar fora o pior resultado do ano (“0” que tiveram logo na primeira corrida da temporada) e não terão nenhum resultado útil para descontar. Em situação completamente diferente encontram-se Ramos e Chaves, que pontuaram em todas as corridas e se o fizerem também em Barcelona, terão de deitar fora a pior pontuação que neste momento são 8 pontos. Para além disso a dupla Portuguesa tem 2 vitórias a menos que os Monegascos (2 para 4), o que pode ser outro fator decisivo no caso de empate final em pontos.

    Para além das duas duplas protagonistas, não nos podemos esquecer de Salih Yoluç e Charlie Eastwood, que tripulam o Aston Martin Vantage da TF Sport, já venceram 2 corridas este ano e estão com 20 pontos de atraso. Com um máximo de 30 pontos a serem atribuídos no fim de semana, temos de os considerar na corrida para o título.

    Um fim de semana de alta tensão como é definido por Miguel Ramos “não há duvidas que é sempre melhor liderar qualquer que seja o momento e este não é exceção. Temos a perfeita noção que os 8 pontos que temos de vantagem são facilmente anuláveis pelo pormenor da eliminação do resultado menos positivo, que no nosso caso são esses mesmos 8 pontos, pelo que teoricamente vamos para Barcelona empatados. Vai ser uma dura batalha e temos de estar ao nosso melhor nível para conseguirmos ser superiores aos nossos principais opositores”.

    “Temos tido uma temporada extraordinária com excelentes resultados e vamos para Barcelona para discutir o título. Temos fortes adversários, mas vamos dar o máximo para podermos acabar o fim-de-semana a celebrar. A estratégia será determinante, mas o mais importante é explanarmos o nosso potencial que, como se tem visto, chega para lutarmos sempre pelos lugares no pódio e no final faremos as contas”, apontou Henrique Chaves.
     
    Apesar da evidente competitividade demonstrada ao longo de toda a época, o português sabe que terá dificuldades num circuito onde já obteve bons resultados, tendo em 2019 assegurado um terceiro e quarto lugares, assim como uma volta mais rápida. “O ano passado fomos muito competitivos e conseguimos boas classificações. Este ano a prioridade é garantir o título e sabemos que continuamos com mais 20Kg devido ao BoP, tal como já tinha acontecido em Spa-Francorchamps, mas acreditamos que, ainda assim, estaremos na luta pelas vitórias e, no final, poderemos celebrar o campeonato”, concluiu com confiança Henrique Chaves.

    Horário Previsto

    Sábado, 31 de outubro

    08:35 – 09:05 International GT Open Qualifying 1

    13:30 – International GT Open – Race 1 (70’) LIVE TV em  www.miguelramossport.com e também em direto na SportTV1.

    Domingo, 1 de novembro

    08:35 – 09:05 International GT Open – Qualifying 2

    13:20 – International GT Open – Race 2 (60’) LIVE TV em www.miguelramossport.com e também em direto na SportTV1.

  • Rali Terras D’Aboboreira: “Mex” Machado regressa com o Porsche aos pisos de terra

    “Mex” Machado, Luís Sá e o Porsche 911 GT3 regressam no sábado aos ralis nacionais, para disputar o Rali Terras d’Aboboreira. A dupla aposta, uma vez mais, em proporcionar um excelente espetáculo na estrada.

    Após a inédita estreia, em pisos de terra nacionais, do Porsche 911 GT3, no Rali Serras de Fafe e Felgueiras, a equipa “Live The Moment” está de regresso aos ralis nacionais, prometendo muito espetáculo, agora no Rali Terras d’Aboboreira, a penúltima prova do calendário do Campeonato Nacional. Mantendo a aposta no fantástico Porsche 911 GT3, a dupla “Mex” Machado e Luís Sá encara a prova disputada na região de Amarante, Baião e Marco de Canaveses, com otimismo, mas consciente que o atual momento de saúde pública exige também cuidados redobrados. Nesse sentido, ao contrário do que é habitual, a equipa “Live The Moment” não promoverá quaisquer animações que impliquem o envolvimento de público.

    Em todo o caso, no plano desportivo, está sempre garantido um saboroso “cocktail de emoções”. À garra do piloto “Mex” Machado, juntam-se as características inatas do carismático Porsche 911 GT3, onde os mais de 400 cavalos de potência, a tração traseira e o contagiante som do motor, são um hino à espetacularidade dos ralis. 

    Na prova organizada pelo Clube Automóvel de Amarante, que, para o Campeonato Norte de Ralis (competição onde a equipa se insere) arranca no sábado e realiza quatro classificativas, a dupla “Mex” Machado/Luís Sá assume que o resultado volta a não ser prioritário, uma vez que o rali é disputado em pisos de terra, o terreno claramente menos favorável às características do Porsche. 

    Para o piloto “Mex” Machado, “após oito meses de interregno, regressamos no Rali Terras d’Aboboreira. Uma prova que, pessoalmente, tem um significado sentimental grande, uma vez que foi nos troços que a compõem que obtive a minha primeira vitória, há precisamente 20 anos. Hoje, com o Porsche, os objetivos são diferentes. Não vou lutar pelo triunfo, mas sim voltar a dar o máximo espetáculo possível, ampliado com a produção de vídeos onboard”. 

    Marcante também promete ser a nova decoração do Porsche 911 GT3, que volta a estar aos cuidados técnicos da estrutura espanhola Sergio Vallejo Racing e da formação portuguesa Extreme Raid. A nova “roupagem” é o resultado prático da decoração vencedora de um passatempo lançado pela equipa “Live The Moment” e que teve como objetivo premiar um jovem designer. Mais uma iniciativa de um projeto inovador no panorama dos ralis nacionais.  


  • Rali Terras D’Aboboreira: Vítor Pascoal expectante para a sua estreia com um Micra N5

    Vítor Pascoal prepara-se para a estreia ao volante de um carro da categoria N5, que acontecerá no Rali Terras D’Aboboreira deste fim de semana. Piloto do Baião Rally Team experimentou o Nissan Micra N5 em Espanha e ficou agradado com o potencial do carro desenvolvido pela RMC.

    Atual líder do Campeonato de Portugal de Ralis GT e do Campeonato de Portugal de Montanha na categoria GT, Vítor Pascoal vai regressar aos carros de quatro rodas motrizes este fim de semana, no Rali Terras D’Aboboreira, disputado na sua região natal. O piloto do Baião Rally Team vai estrear-se com um Nissan Micra N5, carro desenvolvido pela equipa espanhola RMC e que nunca correu em ralis de terra em Portugal.

    “Fizemos um pequeno teste em Espanha, num circuito de terra junto à sede da RMC, mas as condições estavam bastante difíceis, devido à chuva e lama. Ainda assim, gostei muito do comportamento do carro, que me pareceu intuitivo e fácil de guiar, pelo menos em zonas mais técnicas e encadeadas, como era o caso. Vamos ver como será num troço de rali a sério, sobretudo em zonas de alta velocidade, mas confesso que fiquei curioso para ver o que o carro pode fazer no Rali Terras D’Aboboreira”, afirmou Vítor Pascoal, que já não compete num rali de terra desde que venceu o Rali de Baião – Amarante, em 2017.

    “Esse será um handicap a ter em conta, pois além de descobrir um novo carro também terei de me readaptar aos pisos de terra, onde já não corro há mais de três anos. O meu objetivo é usar o primeiro troço, de 23 quilómetros, como uma espécie de shakedown e depois tentar perceber a real performance do carro a partir daí”, referiu o bicampeão nacional de ralis GT, que voltará a ser navegado por Ricardo Faria.

    O companheiro de equipa de Vítor Pascoal no Rali Terras D’Aboboreira será Pedro Silva, piloto que habitualmente compete com o Porsche 997 GT3 Cup nos Ralis e na Montanha, mas que fará agora a sua estreia absoluta em ralis de terra e ao volante de um carro de tração integral. Pedro Silva vai pilotar um Ford Fiesta N5, também preparado pela RMC. Os dois pilotos vão participar na prova do Campeonato Norte de Ralis, disputando as quatro classificativas de sábado, num total de 68 quilómetros cronometrados.

  • Rali Terras D’Aboboreira: Bruno Magalhães quer reforçar liderança do campeonato

    Bruno Magalhães e Carlos Magalhães estão motivados para o regresso dos pisos de terra no Campeonato de Portugal de Ralis, esta sexta-feira e sábado. Dupla do Team Hyundai Portugal quer aumentar vantagem no topo do campeonato e aposta na luta pela vitória no Rali Terras D’Aboboreira.

    O Campeonato de Portugal de Ralis entra na fase das decisões com o Team Hyundai Portugal na luta por mais um título na principal competição do desporto automóvel português. Bruno Magalhães e Carlos Magalhães partem para a sexta e penúltima prova da temporada na frente do campeonato, depois de um Rali Vidreiro – Centro de Portugal atípico e que pouco alterou entre os principais candidatos à vitória.

    “Com o Rali Terras D’Aboboreira iniciamos a fase decisiva da temporada”, referiu Bruno Magalhães, que este ano já venceu as provas do CPR na Madeira e no Alto Tâmega. “Será um regresso aos ralis de terra, um piso onde já não competimos desde finais de fevereiro. Fizemos recentemente um teste para readaptação à terra e as sensações com o nosso Hyundai i20 R5 foram muito positivas. Toda a equipa está bastante motivada para tentar vencer este rali e aumentar a vantagem antes da decisão do campeonato, no Algarve”, referiu o tricampeão nacional e vice-campeão da Europa.

  • Rali Terras D’Aboboreira: João Vinha e Cristiano Queiroga querem rodar e terminar no Top 10

    A dupla penafidelense vai disputar o primeiro rali em terra do ano, querendo ganhar experiência na prova do Clube Automóvel de Amarante. Um lugar entre os dez primeiros da geral do Campeonato Norte de Ralis é um dos objetivos.

    Três semanas após terem rubricado uma exibição muito positiva no asfalto do Rali Fafe Montelongo, a dupla formada por João Vinha e Cristiano Queiroga está pronta para usufruir do regresso aos pisos de terra que, assumidamente, são a sua grande paixão.

    É já este sábado que vão tripular o Mitsubishi Lancer EVO VI da Quatro Quartos Motorsport no Rali Terras D’Aboboreira, integrados no pelotão do Campeonato Norte de Ralis. Para trás fica já a dupla desistência que os assolou em Fafe. Para João Vinha, a jornada fafense acabou por ser “muito positiva. Demonstramos sempre andamento para rodar nos lugares cimeiros. No primeiro dia, um pequeno problema elétrico forçou-nos a parar. Já o acidente na segunda jornada resultou de termos apanhado óleo no piso, devido a um motor partido por um concorrente anterior, nada sendo possível fazer para evitar a saída de estrada”.

    O piloto de Penafiel destaca “o excelente trabalho que a equipa fez não só para recuperar o Mitsubishi, mas também para o preparar para os pisos de terra. Foram três semanas de árduo trabalho e tenho de de aplaudir todos os membros da equipa técnica porque foram incríveis. Infelizmente, não tivemos tempo para fazer um teste profundo, mas temos confiança no trabalho feito”. Por outro lado, João Vinha lembra que “em 2016 fizemos um excelente resultado nesta prova e é por demais conhecida a nossa preferência por correr em terra.”.

    Com os reconhecimentos já realizados, João Vinha assume que gosta “imenso das especiais deste rali. São exigentes e vão com certeza provocar muita mossa no pelotão. É um rali onde temos de assumir a dose correta de rapidez e segurança e vamos enfrentar a prova com a cautela que a mesma exige, mas sem colocar de lado lutar por um bom lugar”, confessando o piloto que “se chegarmos ao fim do rali dentro dos dez primeiros, ficaremos satisfeitos”.

    A edição do Rali Terras D’Aboboreira, na versão dedicada ao CNR, apresenta quatro especiais, com um total de 68,2 quilómetros contra o cronómetro, totalmente percorridos durante a jornada de sábado.

  • Rali Terras d’Aboboreira: José Pedro Fontes quer o “Tri”

    Vencedor das últimas duas edições da prova do Clube Automóvel de Amarante, o piloto do Citroën Vodafone Team pretende, já neste fim-de-semana, juntar um terceiro trofeu de vencedor consecutivo do Rali Terras d’Aboboreira, naquela que é a 6ª prova do Campeonato de Portugal de Ralis 2020.

    Pouco menos de um mês depois do último confronto realizado em pisos de asfalto, o Campeonato de Portugal de Ralis 2020 terá, no final desta semana, a sua sexta jornada, o Rali Terras d’Aboboreira (Amarante, Baião, Marco de Canaveses), prova organizada pelo Clube Automóvel de Amarante, que marca o regresso aos pisos de terra.

    Vencedora das suas duas anteriores edições, são, por isso, elevadas as expectativas sentidas por toda a equipa Citroën Vodafone Team, que mantém José Pedro Fontes e Inês Fonte em luta pelos títulos de 2020 do CPR e está apta a voltar a demonstrar as potencialidades do seu Citroën C3 R5, tentando levá-lo a novo triunfo. “São, de facto, grandes as expectativas para o Rali Terras d’Aboboreira, prova que pelas razões óbvias é muito do nosso agrado. Claro que tivemos de fazer um pequeno ‘reset’ depois das duas provas de asfalto, neste regresso do CPR aos pisos de terra, de uma prova que como tantas outras teve de ser reagendada no calendário devido à pandemia, mas nada a que não estejamos habituados. O nosso C3 R5 já por diversas vezes demonstrou o seu potencial em pisos de terra, para além de que os testes que realizámos também têm deixado muito bons resultados, pelo que é com elevado ânimo que enfrentamos este novo encontro com os nossos adversários”, refere José Pedro Fontes.

    “Num Rali Vidreiro de má memória, pelas razões de todos conhecidas, alcançámos, em termos estatísticos, um 3º lugar, mas que apenas atribuiu um pequeno proporcional de 25% dos pontos em jogo, pelo que as contas para o nosso campeonato ficaram mais apertadas. Mas não nos vamos dar por vencidos, pois a possibilidade de chegarmos aos títulos ainda é real, ainda que muito difícil e dependente de vários fatores, nomeadamente as prestações dos nossos principais adversários. Há dois ralis por disputar – este Terras d’Aboboreira e o Casinos do Algarve – pelo que nos resta mostrar toda a nossa capacidade e lutar pelo 1º lugar em ambos os ralis. No final far-se-ão as contas!”

    Este segundo rali de terra do ano – o primeiro foi o Serras de Fafe, a abrir a temporada – compõe-se de 2 Etapas e desenha-se ao longo de 6 Especiais (100,38 km cronometrados), num programa que se inicia na manhã de sexta-feira (30 outubro) com o Qualifying (08h30/10h00) e o Shakedown (10h00/11h30), Em termos competitivos, o Rali Terras de Aboboreira tem Partida para a 1ª Etapa agendada para as14h00), numa tarde onde as equipas têm pela frente uma dupla passagem pelo troço de Aboboreira (16 km; às 14h40 e 16h15), havendo duas visitas ao Parque de Assistência, uma antes dos troços (14h00) e outra no final dos mesmos (17h40), esta última antecedendo a entrada dos carros em Parque Fechado (18h25). No sábado (31 outubro) corre-se uma 2ª Etapa que se inicia às 8h45, integrando as especiais de Amarante (23,67 km) e Baião (10,52 km), troços igualmente cumpridos por 2 vezes, antecedidas por entradas no Parque de Assistência (8h45 e 12h35) antes do cumprimento das duas rondas. O pódio final do Rali Terras d’Aboboreira está agendado para as 16h00 em Marco de Canaveses, centro nevrálgico da prova, antes da entrada das viaturas em Parque Fechado (16h10), para as verificações finais.