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  • Rali Terras D’Aboboreira: Teotónio e Morgadinho querem regressar aos triunfos

    A dupla do Macambi Racing Team não esquece a excelente exibição que fez em Fafe e Felgueiras, no arranque da época e quer repetir esse domínio no Rali Terras D’Aboboreira, mas transformando-o, desta feita, numa vitória.

    É por demais conhecida a predileção de Fernando Teotónio e Luís Morgadinho pelos ralis de terra, onde a dupla se sente como “tubarões em águas férteis”. Assim, com o regresso do Campeonato de Portugal de Ralis a este tipo de pisos, a dupla do Macambi Racing Team está, como refere Fernando Teotónio, muito “motivada para chegar a uma vitória que é essencial para continuarmos na luta pelo campeonato. Vai ser um rali em terra, onde me sinto particularmente à vontade e consigo ser muito rápido e muito competitivo e, como tal, queremos aproveitar este fator para vencer”.

    A dupla enfrentou alguns problemas “nos reconhecimentos e adaptação a estes troços que são uma novidade para nós. Nos dias em que começamos a treinar, choveu muito e tivemos alguns percalços, não permitindo uma boa adaptação, nem realizarmos o trabalho de fundo que queríamos fazer nas notas de andamento, mas vamos ultrapassar esse handicap e estaremos à partida com total foco na luta pela liderança entre os RC2N”. As contas da luta pelo título nos RC2N estão “complicadas, sobretudo depois do que aconteceu no Rali Vidreiro. Mas aí, a tragédia, que nos chocou a todos e a todos nos entristeceu, sobrepõem-se a qualquer aspeto competitivo. Agora, há que esquecer e voltar a colocar toda a nossa atenção nos dois ralis que faltam, que para nós serão autênticas finais, onde só um resultado serve e esse é, obviamente, o triunfo!”.

    Já Luís Morgadinho, navegador e team manager, dá conta da confiança que a dupla deposita “na Domingos Sport para nos colocar o Mitsubishi Lancer EVO X em perfeitas condições, a exemplo do que sempre têm feito. Com este carro, vencemos 4 especiais em Fafe e estamos seguros de que será competitivo na Aboboreira!”.

    O Rali Terras D’Aboboreira vai para a estrada já na próxima sexta feira e sábado, contando com seis especiais de classificação, num total de 100,38 km cronometrados. A primeira etapa, a disputar no dia de sexta feira, será composta por dupla passagem pelo troço de Aboboreira, ficando as restantes quatro especiais (duas passagens por Amarante e Baião) agendadas para o dia de sábado.

  • Armindo Araújo quer vencer no regresso aos pisos de terra

    Ao ataque à liderança do campeonato, Armindo Araújo procura a vitória no Rali Terras D’Aboboreira, a disputar no próximo fim de semana e que marca o regresso do Campeonato de Portugal de Ralis aos pisos de terra, naquele que será o segundo e último, medir de forças do pelotão neste tipo de terreno. Armindo Araújo e Luís Ramalho foram os dominadores em Fafe, e esperam voltar, agora na prova organizada pelo Clube Automóvel de Amarante, a bater toda a concorrência.

    A dupla do Skoda Fabia R5 Evo parte para o penúltimo rali do ano com total confiança e motivação para lutar pela vitória, consciente que “o campeonato entra na sua fase decisiva e o resultado desta prova terá grande influência no desfecho da classificação final. O nosso grande objetivo é voltar a conquistar o título absoluto e tudo faremos para o conseguirmos”, começa por dizer Armindo Araújo.

    Com o desfecho antecipado do Rali Vidreiro e com a reduzida pontuação atribuída a todos os pilotos, são agora 76 o número máximo de pontos possíveis nas duas provas em disputa. Pontos suficiente para permitir, à dupla do Team Armindo Araújo/The Racing Factory, recuperar a pequena diferença que a separa da primeira posição do campeonato. “A conquista do campeonato depende exclusivamente de nós e estamos focados nisso mesmo. Queremos recuperar a liderança e vamos tentar faze- lo já nesta prova. Estivemos muito fortes na única prova disputada em pisos de terra e vamos tentar demonstrar o mesmo neste rali. Sabemos que os nossos adversários também se prepararam muito bem, mas queremos vencer em Amarante e, por isso, a ordem é atacar”, afirma o piloto tirsense.

    O Rali Terras D’Aboboreira será realizado na próxima sexta feira e sábado, e contará com seis classificativas, num total de 100,38 km cronometrados. A primeira etapa, a disputar no dia de sexta feira, será composta por dupla passagem pelo troço de Aboboreira, ficando as restantes quatro especiais (duas passagens por Amarante e Baião) agendadas para o dia de sábado.

  • José Correia com exibições positivas no Portimão Pirelli GT Challenge.

    José Correia e a JC Group Racing Team participaram no Portimão Pirelli GT Challenge, prova de suporte do Grande Prémio de Portugal de Fórmula 1. Furo e problemas elétricos no Nissan GT-R Nismo GT3 condicionaram os resultados mas não a excelente exibição do piloto bracarense.

    O Autódromo Internacional do Algarve foi palco, este fim de semana, do regresso da Fórmula 1 a Portugal e José Correia foi um dos pilotos convidados para participar na prova de suporte do evento, o Portimão Pirelli GT Challenge. Ao volante do Nissan GT-R Nismo GT3, o atual líder do Campeonato de Portugal de Montanha não teve condições para chegar ao pódio da prova, como era seu objetivo. Um furo na primeira corrida e um toque e problemas elétricos na segunda condicionaram o resultado desportivo do piloto e fundador da JC Group Racing Team.

    photo by Paulo Maria / DPPI

    “Na primeira corrida sofremos um furo e tivemos de abandonar. Na segunda arranquei muito bem e passei de último para primeiro após a largada. Infelizmente, logo na primeira curva um adversário deu-me um toque e caímos para o terceiro lugar. Poucas voltas depois, o carro começou a apresentar problemas elétricos e desligava-se. Foi muito complicado pilotar nessas condições, mas sempre que tivemos o carro a funcionar conseguimos ser os terceiros mais rápidos em pista”, comentou José Correia. 

    “O balanço global é positivo. Foi um fim de semana especial para Portugal e para quem gosta de automobilismo. Pude participar no programa do Grande Prémio de Portugal de Fórmula 1 e, apesar das circunstâncias que vivemos, foi uma experiência para mais tarde recordar. Parabéns a todos os que colaboraram neste evento e espero que seja o primeiro de muitos em Portugal”, referiu o piloto de Braga.

    José Correia vai agora voltar a apontar a sua mira para o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, cujo campeonato absoluto lidera. A próxima prova será na Rampa da Arrábida, aprazada para os dias 7 e 8 de novembro.

  • Peugeot Rally Cup Ibérica: Alejandro Cachon/Alejandro Lopes dominam e vencem nas Astúrias

    Após um rali feito a fundo logo desde a ES 1, os espanhóis Alejandro Cachón/Alejandro López impuseram a sua lei no Rali Blendio Princesa de Asturias, terceira prova da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2020, primeira do ano em Espanha.

    Terminou na cidade de Oviedo, a terceira prova pontuável para o PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA, o Rally Blendio Princesa de Astúrias. Esta primeira prova da temporada em solo espanhol foi totalmente dominada pelos pilotos locais, com particular destaque para a dupla Alejandro Cachón/Alejandro Lopez, líderes da primeira à última especial, tirando total proveito do facto de “jogarem em casa” e , assim, terem um conhecimento enorme dos troços desta prova, tendo juntado ao triunfo na competição animada pelos Peugeot 208 Rally 4 um magnífico oitavo lugar à geral.

    Cachón entrou forte e desde cedo construiu uma vantagem que lhe permitiu mais tarde limitar-se a gerir a vantagem, tendo ganho com quase 18 segundos de avanço sobre o segundo classificado da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA, o também espanhol Joseph Bassas, acompanhado Alex Coronado. Os terceiros melhores “leões” foram Alvaro Muñiz/Javier Martinez, que chegaram ao final da prova com um atraso de 27 segundos para o líder.

    Pedro Almeida/Hugo Magalhães asseguraram o sétimo posto na PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA, e foram assim a melhor formação lusa neste rally, mercê d eum rali sem erros e sempre no ritmo certo.

    Com esta vitória contundente, Alejandro Cachón / Alejandro López assumiram uma clara pretensão aos títulos de 2020 (Pilotos e Navegadores), tendo no seu encalço os conterrâneos Sergí Francoli / María Salvo (5ºs classificados nesta prova) e os portugueses Pedro Antunes / Pedro Alves, que abandonaram na penúltima especial, na sua luta por ascender a um lugar no pódio.

    Assim as condicionantes da pandemia o permitam, o próximo e derradeiro encontro da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2020, iniciativa co-realizada pela Peugeot Portugal e Peugeot Espanha, com a estrutura logística da Sports & You, está agendado para os dias 6 e 7 de novembro, no Rally La Núcia Mediterráneo.

  • Rallye Casinos do Algarve será sem público

    O Algarve vai receber o derradeiro duelo do Campeonato de Portugal de Ralis de 2020, numa época desportiva marcada pela pandemia que assola a nossa sociedade. O Rallye Casinos do Algarve terá, por isso, fortes medidas de contingência a que foi sujeito e onde se inclui a interdição de público nas classificativas e a consequente não-criação de zonas espetáculo nem de disponibilização de mapas do percurso.

    Tendo mais uma vez como palco os exigentes troços de asfalto do barlavento algarvio, a prova arranca no dia 14 de Novembro, sábado, com o shakedown/qualifying na parte da manhã no município de Lagoa, de onde se fará também a partida oficial, a ter lugar no recinto da FATACIL, onde estará também o parque de assistência. De seguida, os concorrentes irão fazer duas passagens pelas provas especiais de classificação de Portimão e Lagos.

    No dia seguinte é a vez da Serra de Monchique assumir o protagonismo, com duas passagens pelos troços de Chilrão e Monchique. O pódio final, sem a habitual festa, será defronte do Hotel Algarve Casino na Praia da Rocha. Para além de ser decisiva para o Campeonato de Portugal de Ralis e para o FIA Iberian Rally Trophy, esta prova também será fulcral para as contas finais nas vertentes GT, Clássicos e Iniciados, assim para o Campeonato Sul de Ralis, que disputará a totalidade da prova, com os concorrentes a serem pontuados no final de cada dia de prova.

    Toda a informação essencial da prova será comunicada ao momento, quer através de uma rádio online criada para o efeitos, através da atualizações constantes nas contas de Facebook, Twitter e Instagram do Clube Automóvel do Algarve e com os tempos online disponibilizados em cpr.cronobandeira.com e na aplicação Rally4Now, com a informação base a estar centralizada em www.clubeautomovelalgarve.pt.

    O Rallye Casinos do Algarve 2020 é uma organização do Clube Automóvel do Algarve (CAAL) sob a égide da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting. Conta com os apoios da Solverde Casinos e Hotéis, dos municípios de Lagoa, Lagos, Monchique e Portimão e ainda do Medronhito do Caldeirão e Acrimolde.

  • António Sousa esteve soberbo em Montalegre

    Se fosse supersticioso, o lousadense estaria preparado para consultar um vidente ou uma bruxa, tal a dose de infortúnio que o tem assolado desde o início da época. Em Montalegre, um incidente na final tirou-lhe uma vitória praticamente “cantada”, depois de ter sido o piloto mais forte dos S1600 durante praticamente todo o fim-de-semana.

    Ausente na prova anterior, António Sousa regressava ao PTRX com a motivação em alta, depois de ter aproveitado o período que editou desde a sua última participação até este Ralicross de Montalegre para rever o Peugeot 208 S1600 e introduzir algumas alterações que, depois de testadas, lhe davam garantias de que seria competitivo no traçado montalegrense.

    Bem, mesmo sem ter saído de lá com o resultado que almejava e que tudo fez para alcançar, António Sousa tem tudo para “se sentir orgulhoso de si e da sua equipa”. O piloto destaca “o andamento incrível que impusemos desde os treinos até às mangas de qualificação. O carro esteve fantástico e eu senti-me sempre seguro para atacar e para andar a fundo!”, transformando esse andamento infernal num domínio avassalador da qualificação, onde venceu as duas mangas de sábado e um no domingo, colocando o seu marco no espaço reservado ao detentor da “pole position”, com todo o mérito.

    Chegado o momento da verdade, o lousadense transformou o Peugeot num míssil, saindo disparado na reação ao semáforo e abordando a primeira curva na liderança e a salvo de qualquer incidente. Rapidamente, construiu uma vantagem e um domínio sobre os demais que atrevia uma vitória clara e natural, mas a sorte nada quis com ele. Aproveitando o seu avanço, o piloto decidiu cumprir a “joker lap” e, no regresso ao traçado habitual, foi vítima de “um toque que me foi dado por um adversário e que julgo que seria perfeitamente evitável. A minha corrida ficou aí arruinada”. O abandono da corrida colocaria António Sousa num inglório 7º lugar final, que em nada recompensa a colossal exibição do craque da SRT Motorsport.

    No fecho, era enorme a “desolação que sentimos. Mas, apesar deste desfecho sabemos que a vitória seria nossa, em circunstâncias normais. mostramos que estamos fortes e que temos talento e potencial para estar sempre na luta pelos triunfos. Vamos tentar seja já em Sever do Vouga!”, na última prova do PTRX 2020, que se realiza nos dias 14 e 15 de novembro.

  • PTRX: A sorte nada quis com Frederico Santos em Montalegre

    O regresso do piloto do Mitsubishi EVO VI ao PTRX ficou marcado pela grande exibição que assinou na pista montalegrense e pela “malapata” que parece continuar a querer impedir Frederico Santos de brilhar. Um toque provocou danos no carro e colocou o piloto fora da final.

    Em Lousada, um incidente de corrida arruinou as pretensões de Frederico Santos e, já então, após uma exibição em pista que o estava a colocar entre os candidatos ao pódio ou esmo ao triunfo. Agora e num regresso feito com todo o cuidado e muita ambição, o piloto voltou a não ter o favor divino do seu lado.

    Mas a história da presença de Frederico Santos no Ralicross de Montalegre vai muito mais além do que o desfecho negativo. O piloto, nada receoso por ter de enfrentar carros muito mais potentes do que o seu, rubricou mais uma exibição de fino recorte. Ao longo dos treinos, procedeu “ao teste do carro, que já não conduzia em competição há quase três meses e cedo percebemos que estava ótimo. Fizemos as afinações que entendemos importantes para esta pista e enfrentámos as mangas de qualificação muito motivados”.

    E isso viu-se em pista, nas três primeiras mangas, jogou forte, bateu-se com os fortes SuperCar e dominou as contas da sua divisão, mostrando-se capaz de ombrear com os adversários melhor equipados, sem qualquer receio.

    Mas a sorte quis que ainda não fosse desta vez que Frederico Santos construía o resultado relevante que já merece. Na quarta manga de qualificação, sofre um toque que “danificou uma peça do meu Mitsubishi. A sua substituição em tempo útil revelou-se muito difícil e, perante tal cenário, tivemos que optar por abandonar e começar, de imediato a preparar a prova de Sever do Vouga”. Aí, o piloto quer “voltar a dar tudo e, esperamos nós, vamos acreditar que conseguiremos te ruma prova sem incidentes que nos impeçam de ir à final e aí lutar pelos lugares cimeiros”.

    A jornada final do PTRX vai ter lugar em Sever do Vouga, nos dias 14 e 15 de novembro.

  • PTRX: João Novo dá nova vitória às cores da Motofil

    O jovem craque esteve imparável entre os SuperCar em Montalegre e conquistou a vitória que tem vindo a perseguir. Já Gonçalo Novo registou mais um pódio entre os iniciados, depois de uma corrida de grande nível que o levou até ao segundo posto.

    O Ralicross de Montalegre, penúltima prova da temporada 2020 do PTRX, revelou-se uma jornada onde a equipa Motofil voltou a provar todos os seus pergaminhos e a sua demanda constante pela primazia. Novamente apostando numa dupla frente, ao inscrever João Novo e o Peugeot 206 SuperCar na divisão mais 2musculada e Gonçalo Novo e o Toyota Starlet na Iniciação, a Motofil apresentou-se no circuito raiano ao Gerês com o propósito firme de brilhar.

    E se bem o fez e preparou, melhor o executou. A jornada viria a revelar-se um recital de condução e capacidade técnica dos pilotos e da equipa, acrescentando ao palmarés mais um fantástico resultado de conjunto.

    E aqui, o destaque vai para João Novo. Cada vez mais sólido na sua condução e na adaptação aos SuperCar, o piloto da Motofil não deu veleidades à forte concorrência que enfrentou e dominou a seu belo prazer as mangas de qualificação, garantindo a pole position para a corrida de todas as decisões. Aí, a luta foi árdua, transformando a corrida num fantástico espetáculo e, apesar da forte oposição que só valoriza a sua exibição, João Novo resistiu e chegou solidamente à bandeirada de xadrez no comando, reclamando um triunfo tão justo quanto brilhantemente alcançado.

    No fecho da prova, o piloto estava “muito feliz por ter chegado a esta vitória, que vinha perseguindo e que só não aconteceu ontem por pequenos incidentes. Estou a evoluir e sinto-me muito capaz de discutir os triunfos em todas as circunstâncias. Vamos a Sever do Vouga para tentar vencer de novo”.

    Gonçalo Novo conquista mais um pódio

    Por seu lado Gonçalo Novo voltou a rubricar uma exibição bem conseguida nas lides da Iniciação. Desde o início do programa do fim-de-semana, que conseguiu colocar o seu Toyota Starlet na luta pelos lugares cimeiros, chegando à final em condições de garantir o pódio, feito que alcançou com talento e naturalidade, registando mais um excelente 2º lugar, que se transforma numa boa operação pontual para as contas finais do campeonato. O piloto sentiu-se “sempre muito bem, ao longo de toda a prova. Não cometi erros, o carro esteve excelente e consegui sempre estar na luta. Saio de Montalegre muito motivado para terminar em beleza o campeonato”.

    A jornada final do PTRX 2020 vai ter lugar em Sever do Vouga, nos dias 14 e 15 de novembro.

  • E vão duas vitórias consecutivas para Jorge Machado!

    Que final de época para o lousadense! Verdadeiramente endiabrado e a tocar as raias da perfeição, Jorge Machado alcançou em Montalegre a segunda vitória consecutiva e é agora um dos mais fortes candidatos ao título na Divisão S1600.

    Primeiro Mação e agora Montalegre. Jorge Machado está a revelar todo o seu talento e, principalmente, toda a sua capacidade estratégica para ler de forma perfeita cada momento em cada corrida.

    Iniciou a sua “faena” com uma utilização assertiva dos treinos onde “quis sobretudo afinar bem o Citroen C2 para um fim-de-semana que eu previa ser difícil e muito competitivo. A pista de Montalegre é muito desafiante e exige muito rigor na abordagem a cada curva. Saímos dos treinos satisfeitos com a afinação do Citroen e, felizmente, a mesma revelou-se perfeita para as qualificações, onde rodamos sempre fortes e a conseguir evitar as confusões próprias das corridas nesta divisão tão forte e tão espetacular!”. O craque lousadense esteve sempre na luta pelos lugares cimeiros e conseguiu um lugar na segunda fila da grelha de partida para a corrida decisiva.

    E, no momento da verdade, veio ao de cima a concentração e a experiência de Jorge Machado. Sai que nem uma bala e sobe ao terceiro lugar, onde roda a salvo dos toques e respondendo a rodas as pressões dos pilotos que vinham atrás. Na reta final da corrida, a sua consistência deu fruto e, perante um toque entre os dois primeiros, subiu ao comando da corrida e não mais o largou até à bandeirada de xadrez, conquistando, com todo o mérito, a segunda vitória consecutiva da temporada!

    Já com a Citroen C2 S1600 no parque fechado e com o capacete no braço, Jorge Machado não escondia a alegria nascida “de mais uma vitória incrível, que vem recompensar todo o esforço que eu e a equipa fizemos ao longo da temporada. Passamos por momentos difíceis, onde o azar nos bateu à porta, mas agora tudo está a ficar alinhado e somos os únicos a termos conseguido repetir um triunfo nesta temporada!”, coroando “da melhor forma este regresso à competição, após vários anos parado. Estou muito feliz!”.

    A merecida comemoração terá de ser breve porque, com mais esta vitória, Jorge Machado está agora numa posição privilegiada para atacar o título nacional e promete “dar tudo em Sever do Vouga para ser campeão!”. O campeonato terá a sua última e decisiva corrida nos dias 14 e 15 de novembro.

  • Desafio Kumho: Fernando Peres dá lição em Vila do Bispo sobre a arte de dominar um rali!

    Passam os anos, mas a arte e o talento continuam lá. O piloto portuense, acompanhado por José Pedro Silva, foi ao rali Vila do Bispo vencer e convencer. 5 especiais, outras tantas vitórias e mais um triunfo, oferecendo assim mais uma vitória absoluta aos pneus Kumho.

    Já em 2019, a dupla da Peres Competições tinha logrado executar uma “faena” idêntica, então no Rali Alitém. Quando em pisos de terra, Fernando Peres eleva o seu nível a um patamar que fica ao alcance de poucos e, desta feita em Vila do Bispo, o portuense voltou a não dar veleidades, ganhando tudo o que havia para ganhar e construindo uma vitória mais do que justa. À vitória no rali, juntou obviamente o domínio na Divisão 1 do Desafio Kumho Portugal 2020, que aqui tinha uma tripla jornada, ao contar para os Desafios terra, Centro e Sul.

    O 2º lugar foi ocupado pela dupla formada por Daniel Ferreira e Rodrigo Pinheiro, num Mitsubishi Carisma GT preparado pela Domingos Sport. Estes foram autores de uma prova muito positiva, sendo sempre segundos nas contas da divisão e assegurando ainda no final um bom 6º posto na geral. Quase que a “papel químico”, Rui Rijo e Gonçalo Assunção rodaram sempre no 3º posto e foi aí que concluíram a prova, tendo ainda conseguido que o seu Mitsubishi Lancer EVO IX os levasse até ao Top 10 absoluto do rali.

    A discussão do 4º lugar deu-se com um interessante duelo entre os dois Subaru Impreza inscritos na Divisão 1 Kumho. E seria a equipa estreante entre a “armada” Kumho a superiorizar-se. Vasco Tintim e a sua filha Filipa Tintim controlaram os acontecimentos, terminando no 4º posto, amealhando no final um avanço de 25 segundos sobre José Batista e Jorge Rita, que, mesmo assim, garantiram um excelente quinto lugar.

    Rui Mendes resistiu e venceu a batalha da Divisão 2

    Com um Toyota Corola 2.0 a funcionar que nem um relógio suíço, Rui Mendes e Bruno Pedrosa foram os grandes vencedores em Vila do Bispo, no que respeita às contas da Divisão 2 Kumho.

    Rápidos, constantes e focados em não cometer erros nem forçar a mecânica, Mendes e Pedrosa foram quatros na especial inaugural, saltaram para o terceiro posto na 2ª PEC e chegaram ao comando na terceira classificativa, de onde mais não foram desalojados. O trinfo dá-lhes assim alento para lutar pelo troféu a Sul. Mas quem dominou no início da prova esta divisão foi a dupla formada por Marco Ferreira e Edgar Gonçalves, imperiais nas duas primeiras especiais, que venceram, mas, no 3º troço, uma ligeira saída de estrada afetou o seu Citroen Saxo VTS, levando-os ao abandono.

    O pódio ficou completo com Viana Martins/Vítor Viegas (Opel Astra GSI) no segundo posto, cabendo a Bonito Ramos/Florival Neto (Peugeot 207) subir ao último degrau do pódio. A virtude competitiva das duas duplas ditou-lhes essas recompensas para as exibições sem mácula que realizaram. Sempre regular e no passo certo, Jaime Falcão voltou a “entregar a carta a Garcia”, registando mais um rali terminado e logo com um bom quarto posto e voltando a amealhar preciosos pontos. A regularidade compensa sempre!

    Paulo Anselmo e Eduardo Gonçalves quase que não chegaram a aquecer, pois desistiram logo no segundo troço, quando estavam na luta pelo comando da Divisão 2, devido a problemas mecânicos no seu BMW 318i. A lista de desistentes incluiu ainda Filipe Silva e Ricardo Martins. Crónicos candidatos a lutar pelos lugares de topo na Divisão 2, ainda forma terceiros no primeiro troço, mas, a partir daí, o motor do Citroen Saxo VTS decidiu começar a falar até os forçar a desistir.

    O 3º Desafio Kumho Portugal volta às lides já nos próximos dias 30 e 31 de outubro. A norte, o Rali Terras D’Aboboreia acolhe uma jornada a contar para os Desafios Terra e Norte, enquanto a sul, será em Portimão que se disputará mais uma jornada dos Desafios Asfalto e Sul.