Naquela que é a sua primeira época a “tempo inteiro” no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, o piloto da NJ Racing está a demonstrar uma competitividade fora de série e, logo na segunda prova, leva o seu BRC CM 05 EVO ao 3º lugar e conquista pela primeira vez um pódio absoluto.
António Rodrigues jamais esquecerá a sua estreia competitiva na rampa erguida no “teto” de Portugal Continental. O piloto duriense assinou uma exibição exímia e sem falhas ao longo de todo o fim-de-semana da Rampa Serra da Estrela Covilhã, estando desde a primeira até à última subida sempre na luta pelo pódio absoluto, feito que conquistou com todo o mérito e naturalidade.
O traçado de 5200 metros proposto pelo CAMI para a segunda prova do CPM JC Group 2020 exige um profundo conhecimento e António Rodrigues chegou à Covilhã ciente de que “teria de me focar e aproveitar todas as subidas de treino para conhecer e me adaptar à pista pois, rodar de fora competitiva com um protótipo num traçado longo e rápido exige estarmos sempre próximos da perfeição e só o conhecimento de cada metro da pista nos dá a confiança profunda de que necessitamos”. Seguro da competitividade do BRC CM 05 EVO pois sabe que “a nossa equipa de assistência tem feito um trabalho incrível a preparar o BRC que, para além de estar forte, está fiável e tem me dado garantias de que posso andar rápido”.
Semáforo
ligado e António Rodrigues começou o seu trabalho. Subida após subida, foi
melhorando os seus tempos e rapidamente se tornou um dos poucos pilotos a
conseguir rodar abaixo dos três minutos. Fê-lo numa das sessões de treinos, que
venceu e voltou a repetir esse feito na última subida de prova.
No
fecho, foi com toda a justiça que reclamou para si o 3º lugar na geral, vencendo
ainda a Divisão B dos Protótipos, chegando assim ao primeiro pódio absoluto da
sua carreira, enriquecendo o seu palmarés e o registo da equipa e recolhendo preciosos
pontos nas duas frentes de campeonato em que está envolvido.
Uma jornada me cheio que levou António Rodrigues a sentir-se “muito feliz por este fantástico resultado. É um prémio para mim, para a equipa e para a minha família. Sinto-me muito apoiado por todos e isso motiva-me a tentar sempre ser mais rápido. O fim-de-semana foi quase perfeito. Não cometi erros e cedo percebi que conseguia ser competitivo. Dei tudo nas subias de prova e o pódio na geral e a vitória na minha divisão foram o prémio que julgo ter merecido!”. Agora, o piloto sente que “tenho condições para poder lutar por este pódio absoluto nas contas finais do campeonato. Tudo farei para o conseguir”.
O CPM tem a sua próxima prova marcada para 7 e 8 de novembro, com a realização da Rampa da Arrábida PêQuêPê.
A próxima prova do Campeonato de Portugal de Montanha, a Rampa da Penha, prevista para o próximo fim-de-semana de 17 e 18 de Outubro em Guimarães, foi anulada devido à actual situação pandémica.
Foi com surpresa que o DEMOPORTO e a
Confraria de Nossa Senhora da Penha, organizadores da Rampa da Penha,
receberam a decisão. Num comunicado emitido pelas autoridades
competentes, foi informado que não seria autorizada a realização da
prova.
Nesse documento pode ler-se que:
“Por razões de saúde pública,
tendo em conta a situação epidemiológica que se verifica na Região Norte
e em particular no concelho de Guimarães, em resultado da pandemia da
doença COVID-19 e acatando principio da precaução em saúde, é
impreterível que sejam adoptadas a título preventivo medidas mais
restritivas, sendo assim o nosso parecer para a realização da “Rampa da
Penha” nos próximo dias 17 e 18 de Outubro de 2020, é desfavorável
(…).”
Por parte do DEMOPORTO e da Confraria de
Nossa Senhora da Penha, a reacção foi de compreensão, realçando, no
entanto, que estava previsto todo um plano de prevenção e contenção da
doença, de acordo com as regras estabelecidas pela FPAK, juntamente com a
DGS.
“No DEMOPORTO estamos cientes
dos riscos e da necessidade de implementar medidas de segurança e
procedimentos de acordo com a actual situação pandémica. Na Penha
pretendíamos implementar uma serie de procedimentos de segurança que iam
de encontro às medidas de contenção necessárias, de acordo com a nossa
experiência de provas prévias.” Declarou Carlos Cruz, o Presidente o DEMOPORTO.
Recorde-se que há apenas duas semanas, o mesmo DEMOPORTO realizou o Rally Montelongo, pontuável para o Campeonato da Europa, prova que se pautou pelo sucesso, tendo decorrido sem quaisquer incidentes sanitários. Para a Rampa da Penha, o mesmo clube pretendia implementar um plano de contingência semelhante.
O Iberian Historic Endurance apresentou-se na máxima força no Estoril Classics 2020. Um evento com lotação esgotada, com 44 equipas e pilotos de sete nacionalidades diferentes a marcarem presença e a garantirem muita animação na discussão de cada metro do exigente traçado do Estoril ao longo de todo o fim de semana.
Depois de dois dias de contacto com a pista, divididos entre sessões de treinos e de qualificação, este domingo reservou aos pilotos uma corrida com 50 minutos de duração. Antes, um momento que marcou o fim de semana. Um minuto de silêncio em memória de um dos grandes nomes do automobilismo português, Nicha Cabral, a que a corrida do Iberian Historic Endurance deste fim de semana prestou homenagem e de Laura Salvo, navegadora espanhola que infelizmente viria a falecer este fim de semana no Rallye Vidreiro, prova do Campeonato Português de Ralis.
Após este momento, chegava a altura pela qual todos aguardavam, a corrida, com uma partida lançada que deu um colorido harmónico ao Autódromo do Estoril, com as diferentes sonoridades a anunciarem a variedade de viaturas presentes na discussão ao cronómetro.
Uma comitiva comandada pelo Ford GT40 do francês Olivier Tancogne, liderança que sofreu a pressão logo de início do Merlyn MK4 de Carlos Barbot/Pedro Matos, que ainda passou por momentos pela frente da corrida. Um trio que juntava ainda o Chevrolet Grand Sport dos holandeses Michiel Campagne/Allard Kalff. Um início ao rubro, com o pelotão a seguir bastante junto e com andamentos muito próximos, o que propiciava a tentativa de ultrapassagens. O que acabou por acontecer e logo com a troca de líder, com o Chevrolet Grand Sport de Michiel Campagne/Allard Kalff a superar o Ford GT40 de Olivier Tancogne, enquanto o Jaguar E Type de Rhea Sautter/Andrew Newall iniciava uma acesa disputa pelo terceiro lugar com o Merlyn MK4 de Carlos Barbot/Pedro Matos. Logo atrás, o dinamarquês Lars Rolner, em Porsche 911 3.0RS, tentava aproveitar uma aberta dos pilotos, sendo seguido de perto pelo Porsche 911 3.0RS de Pedro Bastos Resende, que acabaria por parar pouco depois nas boxes com problemas mecânicos. Um começo de corrida apaixonante, numa altura em que o Ford GT40 de Olivier Tancogne estava já novamente no comando.
Com o decorrer dos minutos, a tensão aumentava, e o toque entre o Merlyn MK4 e o Jaguar E Type na discussão do terceiro posto foi o melhor exemplo disso, com o carro de Carlos Barbot/Pedro Matos a sair de pista, mas sem consequências de maior. Pouco depois, numa situação de bandeiras amarelas, a maioria dos pilotos aproveitava para fazer a paragem nas boxes para troca de pilotos. Com o regresso ao traçado, as disputas voltaram a fazer-se sentir, no que foi uma constante até ao final.
Com um andamento sempre forte, e com um carro que nunca deu problemas, o francês Olivier Tancogne foi o primeiro a cortar a linha de meta, vencendo os H-GTP. No pódio, o piloto foi acompanhado pela dupla Michiel Campagne/Allard Kalff, os segundos mais rápidos do dia e da categoria, ao volante do seu Chevrolet Grand Sport. Carlos Barbot/Pedro Matos fecharam o pódio dos H-GTP com o seu Merlyn MK4, depois de uma corrida em que se apresentaram em grande plano. Foram os melhores representantes nacionais e os terceiros a ver a bandeira de xadrez este domingo.
Nos H-76, a vitória sorriu a Lars Rolner, que impôs um excelente ritmo com o seu Porsche 911 3.0 RS, seguido da sua mulher Annette Rolner, ambos em Porsche 911 3.0RS. A terceira posição ficou nas mãos da dupla Ricardo Pereira/Carlos Dias Pedro, que alinhou num Ford Escort RS 2000.
Já nos H-65 foi o francês Xavier Tancogne a alcançar o triunfo, com o seu AC Cobra Daytona. Uma corrida em que o Jaguar E Type de Rhea Sautter/Andrew Newall, que teve um início competitivo, terminou no segundo posto. A terceira posição da categoria foi para o Ford Mustang Shelby 350GT de Frans Van Maarschall a poucos segundos do Jaguar, sendo o primeiro do pelotão dos Ford Mustang.
Duplo vencedor do fim de semana, o alemão Christian Oldendorff levou para casa o troféu dos H-71 e do Index de Performance, piloto que se apresentou ao volante de um Alfa Romeo GTAm, lugar dramaticamente conquistado na reta da meta e já nos últimos metros da corrida, ultrapassando o português Domingos Sousa Coutinho que vinha a liderar a categoria no seu espetacular BMW 2800 CS. O terceiro da H-71 foi para o Porsche 2.5 ST do trio Piero Dal Maso/José Carvalhosa/Nuno Nunes, que fechavam o pódio desta disputada categoria.
Na categoria Gentleman Driver Spirit depois do Ford Anglia do espanhol António Castro ter dominado no início corrida, o triunfo acabou por sorrir ao Datsun 1200 pilotado pela dupla ibérica Francisco Freitas/Guillermo Velasco, com pai e filho Tomás Pinto de Abreu/Francisco Pinto de Abreu, também em Datsun, a conseguirem ser os segundos. António Castro teve, então, que se contentar com o terceiro lugar .
Este foi um fim de semana em pleno, que superou as expectativas, conforme Diogo Ferrão, responsável da Race Ready, afirmou: “Estamos muito satisfeitos pela festa que foi o Iberian Historic Endurance. Numa altura como aquela que vivemos, termos um grelha com 44 carros em pista foi fantástico. Foi um enorme desafio, mas com a ajuda e cooperação de todos os envolvidos foi possível criar as condições necessárias para um evento desta dimensão. Prestámos também homenagem a um dos grandes nomes do desporto automóvel nacional, Nicha Cabral, o que nos deixa muito felizes. O cartaz do Estoril Classics 2020 fechou com uma grande corrida este domingo do Iberian Historic Endurance, à qual todos puderam assistir por Live Stream, uma iniciativa com grande adesão e que esperamos repetir no futuro. Face ao contexto atual, não podíamos pedir mais.”
Num regresso esporádico ao campeonato, João Fonseca (SilverCar EF10) dominou a seu belo prazer a segunda prova da temporada 2020 do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. A jogar em casa, não deu veleidades à forte concorrência que enfrentou e foi sempre o mais rápido nas subidas a contar para a classificação final.
A história desta Rampa da Serra da Estrela Covilhã merece ser contada de
forma mito mais alargada do que apenas remetendo para os excelentes contornos
competitivos que ostentou. Realizada debaixo de fortes restrições, impostas
pelo plano de contingência da prova e em obediência estrita à diretrizes da
DGS, a rampa revelou o melhor da cidadania por parte das centenas de pessoas
envolvidas no evento e dos milhares de espetadores que não quiseram perder o
regresso do campeonato. O comportamento do público, ao longo dos dois dias de
competição, tocou as raias do irrepreensível, colaborando com o CAMI, clube organizador,
que, por seu lado, esteve ao mais alto nível, erguendo uma prova exemplar.
Na entrevista relâmpago que concedeu após ter feito a descida de
consagração, entre o topo da rampa e o parque fechado, debaixo de fortes e contínuos
aplausos, João Fonseca não conseguiu conter a emoção. O piloto do Sporting
Clube da Covilhã tinha acabado não só de voltar a vencer “em casa”, mas também
de ter assinado uma exibição colossal, estando sempre uns furos acima da sua
forte concorrência na luta pelo triunfo absoluto, a que juntou a vitória na
Divisão A dos Protótipos.
Os 3 tempos obtidos nas subidas oficiais de prova pelo piloto do SilverCar EF10 foram todos muito abaixo daquilo que os restantes candidatos ousaram alcançar, terminando a rampa com um avanço muito significativo e, por isso mesmo, João Fonseca assumia que “estou a viver um momento de profunda emoção. Este ano tinha decidido estar parado, por motivos pessoais e profissionais, mas o chamamento para correr em casa foi demasiado forte. Nas primeiras subidas tivemos alguns percalços com o SilverCar mas depois consegui rodar forte e chegar a mais uma vitória muito saborosa na minha carreira”. O piloto, que não está inscrito no CPM JC Group para poder pontuar, não tem planos para correr mais este ano, mas não enjeita “voltar em 2021, se conseguir apoios para montar um projeto credível e competitivo. Pode ser que esta vitória agite as águas!”.
José Correia chegava à Serra da Estrela muito motivado com a vitória de Murça e a consequente liderança absoluta do campeonato. O piloto do Osella PA2000 EVO2 enfrentou problemas na bateria da “barchetta” durante a jornada de sábado, mas conseguiu recuperar no domingo, registando excelentes tempos nas duas subidas de prova do programa e reclamando o 2º lugar da geral na prova, que correspondeu à competição máxima para o campeonato, sendo agora o grande candidato aos títulos absoluto e de protótipos.
O pódio ficou fechado com António Rodrigues (BRC CM EVO 05). O piloto que
está a fazer a sua primeira época a tempo inteiro na Montanha, esteve sempre
forte e competitivo, sem demonstrar qualquer fragilidade por nunca ter competido
na Serra da Estrela. A sua presença no pódio e o triunfo na Divisão B dos protótipos,
foram a merecida recompensa para a sua exibição.
Logo atrás de si, Joaquim Rino (BRC CM EVO 05) conseguiu juntar ao 5º
lugar da geral o 2º posto na Divisão B e voltou a provar que continua muito
competitivo.
Ausente da jornada de sábado, devido à sua participação no Rali Vidreiro,
Vítor Pascoal (Porsche 991 GT3 CUP) nãos e sentiu pressionado por ter de assinar
dois tempos nas únicas duas subidas de prova que poderia realizar e cedo se
percebeu que, em condições normais, assinaria mais uma vitória na sua categoria,
o que viria a acontecer e de forma imperial. O piloto, que também garantiu o 5º
lugar da geral, chegou ao fecho da prova com uma vantagem de 8,4 segundos sobre
o seu colega de equipa Pedro Silva (Porsche 997 GT3), piloto que também participou
com as mesmas limitações de Pascoal, porque também alinhou no Vidreiro. O pódio
dos GT ficou completo com Pedro Marques Porsche 991 GT3 CUP).
Ricardo Gomes (Tesla P100D) continuou a evoluir a sua máquina americana e
está a realizar tempos cada vez mais interessantes com o único GT elétrico a
competir em Montanha, inscrito numa categoria própria, designada VEM.
Nos Turismos, destaque para as vitórias de Luís Nunes (Ford Fiesta ST R5) na categoria e na Divisão 2, com o piloto de Valpaços a coroar a sua exibição com um excelente 6º lugar à geral.
Já Joaquim Teixeira (Cupra TCR) triunfou na Divisão 4, sendo ainda 2º da Categoria e 7º da geral, realizando uma excelente prestação e num traçado menos vantajoso para o seu bólide espanhol.
Gabriela Correia está cada vez mais forte e “trata por tu” o seu Seat Leon
Supercopa MK3. Desta feita e mercê de um fim-de-semana sempre em crescendo,
dominou a Divisão 3, foi 3ª da Categoria e reclamou um lugar dentro do Top 10
absoluto, terminando no 10º lugar. Notável.
Igual a si próprio, Parcídio Summavielle (Renault Clio R3) saiu da Serra
da Estrela com mais uma vitória na Divisão 1 e, mesmo limitado face a adversários
com carros muito mais competitivos, voltou a provar todo o seu talento,
terminando bem perto dos dez primeiros. Já merece aparecer com outros
argumentos, leia-se, outro carro mais competitvo.
Quem também brilhou na Serra da Estrela, foi Alberto Pereira e o seu Honda Integra Type R. O edil de Mesão Frio foi sempre muito rápido e venceu com naturalidade a Categoria Legends, saltando para o comando do campeonato e mostrando ser um dos grandes candidatos ao título.
Nesta prova, foi secundado por José Carlos Magalhães (BMW M3) e por Raúl Delgado (Alfa Romeo 156 Twin Spark), 2º e 3º respetivamente e autores de prestações muito positivas e sem erros ao longo de todo o fim-de-semana.
Nos Clássicos, não existiu qualquer dúvida quanto ao triunfo. Flávio Sainhas
(Ford Escort MKI) dominou de fio a pavio e continua invicto no comando da geral
particular deste campeonato. Foi secundado por Carlos Fava, num VW 1303.
Quem está cada vez mais seguro e solto na condução do seu Peugeot 106 é o jovem vimaranense Francisco Milheiro. Foi rei e senhor da taça reservada aos 1300cc, rodando muito acima do ritmo de Rui Gama (Peugeot 106), 2ºclassificado e de Eva Laranjeira, autora de uma corrida muito interessante, aos comandos do seu Fiat Uno 45S, que lhe granjeou uma ida ao pódio, mercê do 3º lugar alcançado. Na competição dos clássicos com cilindrada igual, José Pedro Figueiredo (Datsun 1200) venceu com toda a naturalidade, na frente de Domingos Fernandes (Autobianchi A122 Abarth).
Uma palavra para o gesto da organização e de todos os presentes no início
da cerimónia de pódio, ao respeitar um minuto de silêncio em memória da malograda
co-piloto Laura Salvo, vítima de um acidente durante o Rali Vidreiro.
Os sete meses de “fome” competitiva dão agora lugar a uma pequena “fartura”, pois o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group vai ter a sua terceira prova da época já no próximo fim-de-semana, com o Demoporto a assumir as rédeas da edição 2020 da Rampa da Penha Paisagem Protegida.
O campeão absoluto em título regressou esporadicamente às lides e demonstrou uma forma ímpar. Foi aumentando de ritmo ao longo da tarde de sábado e terminou o dia num patamar muito acima da concorrência, neste regresso do CPM JC Group.
Foi um dia tranquilo em termos organizativos
o que foi vivido pelo CAMI neste regresso do Campeonato de Portugal de Montanha
JC Group às lides competitivas, após mais de sete meses de interregno.
O clube implementou um eficaz plano de contingência que foi cumprido de forma plena por todos quantos estiveram hoje a competir ou em funções e pelo muito público que acorreu à jornada e cujo comportamento foi exemplar, sendo de destacar o cumprimento do uso de máscara e do distanciamento social e foi também visível o cuidado com a higienização regular das mãos.
Em termos competitivos, o destaque vai para a exibição de João Fonseca. O campeão nacional absoluto aproveitou a Rampa Serra da Estrela para uma aparição pontual, voltando a não faltar à chamada da prova que decorre na sua terra natal.
O piloto do Sporting Clube da Covilhã só não
impôs o seu SilverCar EF 10 na sessão inaugural de “warm-up”, onde foi batido
pelo Osella PA2000 EVO2 de José Correia, sendo depois sempre o mais rápido nas
três restantes subidas do programa do primeiro dia, correspondentes às duas
sessões de treinos oficiais e à única subida de prova a ser cumprida nesta
jornada.
Foi paulatinamente melhorando as suas marcas, até estabelecer o “tempo canhão” de 2m45s947, à espantosa média horária de 113,6 kms/h. O tempo é tão relevante quanto a diferença que lhe permitiu ter sobre o mais direto adversário que, após esta primeira subida de prova, está a 15,5 segundos do campeão nacional, num traçado com 5200 metros de extensão.
Para esta diferença, também contribuiu a
circunstância de José Correia que, pelos tempos realizados nas duas primeiras subidas
do dia, fez saber que seria o piloto mais preparado para dar luta a Fonseca,
mas viu-se forçado a abandonar nas duas subidas seguintes, incluindo na única a
contar para a classificação final da prova, com problemas mecânicos na sua “barchetta”.
Com tudo isto, o 2º posto provisório da geral
está nas mãos de António Rodrigues. O piloto da NJ Racing que está a fazer a
sua primeira época inteira no campeonato, mostrou talento e rapidez aos comandos
de um BRC CM 05 EVO e está em condições de chegar ao primeiro pódio absoluto da
sua carreira.
Tem, no momento, uma vantagem de 2 segundos
exatos sobre Joaquim Rino, também num BRC CM EVO 05, terceiro colocado da
geral.
No 4º posto da geral encontramos Luís Nunes e
o seu Ford Fiesta ST R5+. O piloto de Valpaços é, no fecho do dia 1, líder da
Categoria Turismos, ao vencer um interessante duelo travado com Joaquim Teixeira
(Cupra TCR) que está a rodar muito forte e é segundo da categoria, a apenas 1,8
segundos de Nunes.
Autora de uma exibição muito positiva neste sábado,
a jovem Gabriela Correia colocou o seu Seat Leon Supercopa MK3 no 3º posto dos
Turismos e tem tudo para registar mais um resultado de grande nível.
Por seu lado, Pedro Marques (Porsche 991 GT3
CUP) lidera nos GT, tendo alcançado um excelente 6º registo à geral e Ricardo Gomes
está a mostrar que o seu Tesla P100D evoluiu muito desde a prova de Murça. Para
além de ser o líder dos VEM, está no 12º posto entre todos os participantes.
Na Categoria Legends, Alberto Pereira (Honda
Integra Type R) está a dominar, tendo, após a 1ª subida de prova, um avanço de
2,6 segundos sobre o BMW M3 de José Carlos Magalhães, enquanto o 3º lugar está
nas mãos de Raúl Delgado, num Alfa Romeo 156.
Nas lides dos Clássicos, Flávio Saínhas (Ford
Escort MKI) lidera de forma tranquila. Também a jogar em casa, está claramente
a caminho de uma segunda vitória na temporada.
Nas contas das taças para motores até 1300cc,
Francisco Milheiro é já líder incontestado na TPM 1300, depois de um dia em que
esteve imperial e justo rápido aos comandos do Peugeot 106, estabelecendo o 15º
tempo absoluto e batendo carros bem mais potentes.
José Pedro Figueiredo (Datsun 1200) regressou
ao campeonato, para dominar o primeiro dia entre os clássicos com essa
motorização.
O dia de domingo, segundo e decisivo para o desenrolar da prova, começará às 10.30 horas. Terá mais uma sessão de “warm-up” e outra de treinos cronometrados, a anteceder as duas subidas finais de prova, que decidirão a história desta segunda prova da temporada.
O Qualifying Stage, disputado ao início da tarde de hoje, nas estradas da Mata Nacional do Pinhal do Rei, marcou o arranque da quinta prova da temporada do Campeonato de Portugal de Ralis. Armindo Araújo e Luís Ramalho venceram a qualificação do Rali Vidreiro, num duelo onde o equilíbrio foi nota dominante.
A dupla do Skoda Fabia R5 Evo, preparado pela The Racing Factory, entrou com o pé direito no rali organizado pelo Clube Automóvel da Marinha Grande e quer manter esta toada vitoriosa durante as nove especiais que terá pela frente. “É sempre importante entrar a vencer e foi isso que fizemos hoje no qualifying. Fomos mais fortes que os nossos adversários e sentimos que estamos com o ritmo que pretendemos para lutar pela vitória final. Vamos ser os primeiros a escolher a posição de saída para amanhã e ainda que não seja um fator determinante nos ralis de asfalto, há alguma vantagem em partir na frente. Estamos muito confiantes”, afirmou Armindo Araújo.
A escolha da ordem de partida foi realizada ao final da tarde, tendo o pentacampeão nacional optado por sair na frente., As provas especiais de classificação estão agendadas para o dia de amanhã, sábado. Tripla passagem por Campos do Lis, Pinhal do Rei e São Pedro de Moel, com a partida no centro da Marinha Grande marcada para as 8h00.
Está de regresso o Campeonato de
Portugal de Ralis e com ele a segunda prova da temporada da Peugeot Rally Cup
Ibérica 2020. Com 17 carros e algumas caras novas na presente época, o Rali
Vidreiro/Centro de Portugal promete ser palco de uma animada luta “entre
leões”.
Com nove especiais concentradas
num dia de prova, este segundo rali do ano para os homens da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2020 arranca com o Shakedown ao final da manhã de dia 9 de outubro
(sexta-feira), seguindo-se uma etapa única, no sábado, com nove especiais.
O Campeonato de Portugal de Rali 2020 volta este fim-de-semana com a discussão de uma das mais carismáticas jornadas de asfalto da temporada, o Rali Vidreiro/Centro de Portugal. A prova organizada pelo Clube Automóvel da Marinha Grande é a segunda pontuável para a PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2020, que conta com nada mais nada menos que 17 carros e uma lista de inscritos recheada de nomes de relevo na competição.
Destacam-se, naturalmente, os vencedores das duas anteriores edições da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA. Daniel Berdomas (2019) que, depois da impressionante prestação com o Citroën C3 R5 no Rali do Alto Tâmega, regressa agora à competição levada a cabo pelas filiais PEUGEOT de Portugal e Espanha com o 208 Rally 4 da equipa GC Motorsport, e também Roberto Blach (2018), que no Rali do Alto Tâmega se viu forçado a abandonar após despiste.
Além destes dois
“cabeças de cartaz” a prova da região centro vai contar com mais um lote
importante de formações que mostraram credenciais há pouco mais de um mês em Trás-os-Montes
e neste lote está a dupla Pedro Antunes/Pedro Alves (vencedores entre os
Juniores de 2019) e que entraram ao ataque na primeira prova, assumindo a
liderança da competição. Logo atrás surgem Oscar Palomo/José Bouzas, segundos
classificados em Chaves e líderes da categoria Junior, Sergi Cornellas/Maria
Hage, Pedro Almeida/Hugo Magalhães e Alejandro Rodriguez/Alejandro Fernandez,
entre outros. Destaque ainda para os estreantes na competição e que escolheram
a Marinha Grande para este debute. São eles Rui Lopes/Nuno Alves, Carlos
Fernandes/Bruno Abreu e Miquel Socias/Laura Bravo.
O Rali Vidreiro Centro de Portugal arranca esta sexta-feira com o Shakedown, que terá lugar a partir das 12h00. Para sábado está agendada a única etapa da prova, com três troços cumpridos em sistema de ronda por três vezes, totalizando pouco menos de 100 quilómetros ao cronómetro, são eles Campos do Liz, Pinhal do Rei e São Pedro de Moel.
Depois dos problemas mecânicos em Vouzela terem tirado à dupla do Prototype FS team uma vitória “cantada” na Divisão 2 Kumho e um lugar bem dentro do top 10 do rali, agora o foco está na manutenção e reforço das lideranças das duas competições dos pneus coreanos que estão entre os objetivos principais de época. O rali Videreiro é uma prova muito especial para a dupla porque é “à porta de casa”.
A
época de 2020 tem sido árdua desafiante e, a espaços, ingrata para Fábio Santos
e Ricardo Sismeiro. Problemas mecânicos, normalmente de pequena monta, apresentam-se
como um óbice ao que poderia, até ao momento, ser uma época ainda mais bem-sucedida
e profícua.
Mas,
mesmo assim, o talento e a competitividade da dupla têm chegado e sobrado para
estarem, agora que entrámos na fase decisiva da época, na liderança dos
Desafios Kumho Asfalto e Centro, no que concerne às contas da Divisão 2. Estão
ainda na discussão dos lugares de pódio nas duas rodas motrizes do Campeonato Centro
de Ralis e este trio de objetivos está perfeitamente ao alcance e, como refere
Ricardo Sismeiro, navegador e team manager, a equipa “tem
trabalhado de forma metódica e eficaz na preparação das provas, garantindo-nos
não apenas que o Citroen está capaz de enfrentar a forte concorrência, como nos
dão total confiança no trabalho que têm feito no desenvolvimento do seu índice
de competitividade”.
E
chega o momento de enfrentar uma das provas que mais diz a Fábio Santos e
Ricardo Sismeiro. O Rali Vidreiro é sempre muito especial para a dupla de
Leiria porque é “claramente o nosso rali, onde temos famílias e amigos a
puxar por nós e, como tal, queremos sempre assinar uma exibição bem conseguida”,afirma
Fábio Santos.
O piloto assume que “este é um rali muito importante para as contas finais das competições que queremos vencer. Vamos encarar esta prova desafiante com muita concentração. Não podemos esquecer que, mesmo estando nós e com todo o mérito, na discussão de títulos, esta é também uma época de aprendizagem e evolução, não apenas do carro, mas também nossa, enquanto piloto e navegador. Eu e o Ricardo estamos cientes de que ainda temos muito que evoluir, mas também não deixamos de nos sentir orgulhosos da carreira que já construímos”. Assume ainda que “estaremos no Vidreiro para alcançar um resultado forte, sobretudo nas contas da Divisão 2 Kumho. Uma presença no pódio e, se tudo correr sem problemas, a vitória estará na nossa mira”.
O programa competitivo deste Rali Vidreiro 2020, para todas as competições envolvidas, será totalmente concentrado no dia de sábado, 10 de outubro.
O piloto chega à 2ªprova do CPM JC Group com a motivação em alta, depois de um arranque de época bem-sucedido. Quer dar continuidade aos bons resultados, nesta época em que, pela primeira vez, fará todo o campeonato.
Finalmente o regresso. Após um interregno de sete meses, o Campeonato de Portugal de Montanha regressa já este fim-de-semana, com a Rampa Serra da Estrela, organizada pelo CAMI. E entre os bravos do pelotão que vão enfrentar o “teto” de Portugal Continental, vai estar António Rodrigues, aos comandos do BRC CM 05 EVO da NJ Racing.
Chega
à Serra da Estrela com a motivação que trouxe a conquista em Murça, na abertura
de época, do pódio na Categoria Protótipos, depois de ter assinado uma
excelente exibição ao longo de toda essa primeira prova da temporada.
No
entanto, o piloto dentista está ciente das dificuldades acrescidas que advêm do
facto de esta ser a sua primeira época a “tempo inteiro” na Montanha. Uma vez
mais, vai “conhecer mais uma rampa e, neste caso em que o traçado é o
mais extenso, com 5200 metros, será obviamente mais difícil atingir um apuro de
confiança para rodar nos limites, mas também, por outro lado, representa mais tempo
de diversão ao volante!”. Como tal, vai “tentar dar o meu melhor,
adaptar-me ainda mais ao BRC, tentando melhorar os tempos subida após subida, sempre
de forma segura e eficaz”.
Mas
nem por isso António Rodrigues deixa de assumir que “tudo farei para
conseguir mais um pódio. Enfrento adversários fortes, muito bem apetrechados tecnicamente,
com viaturas muito competitivas, mas isso não quebra a nossa confiança de que,
tal como em Murça, possamos estar na luta e atingir esse objetivo. Sabemos ser
difícil, mas não impossível”.
Os motores começarão a “rugir” às 14.00 horas de sábado com a sessão inaugural de “warm-up”, será sucedida das habituais duas sessões de treinos cronometrados, fechando o primeiro dia de competição com a 1ª subida oficial de prova. No domingo, o programa é reatado às 10.30 horas, com nova sessão de “warm-up”. A terceira e última subida de treinos cronometrados do fim-de-semana antecederá as duas subidas finais “a doer”.
O Targa Clube volta às lides organizativas da modalidade e leva para a estrada este novo rali, nos dias 28 e 29 de novembro, o Rally Resende Douro Verde: A prova fará do Campeonato Centro de Ralis, contando ainda para o 3º Desafio Kumho Asfalto, Centro e Norte.
Será o primeiro evento que a agremiação portuense
realizará em 2020, depois do cancelamento de várias provas que estavam
previstas para este ano devido à pandemia de Covid-19.
“Já tínhamos Resende em mente há muito tempo. E de
facto aqui há condições magníficas para realizar uma prova desta natureza, e
quando as pessoas têm força de vontade tudo se concretiza. Viemos encontrar uma
grande recetividade junto do município e na pessoa do seu presidente, Garcês
Trindade”, começou por salientar Fernando
Batista, o histórico dirigente do Targa Clube, que destacou ainda o facto de
ser “a primeira prova que, esperamos nós, vamos organizar este ano, já
que as anteriores foram todas canceladas”. Além disso também sublinhou
a colaboração desde logo disponibilizada pelo Clube de Automóveis de Caldas de
Aregos na pessoa do seu presidente Casimiro Peralta, pois “toda a ajuda é
bem-vinda. São várias as centenas de pessoas, que cada um no seu posto,
desempenham um papel imprescindível para que o rali se realize. Destacando a
importância do apoio municipal, das forças de segurança e sanitárias, “sem as
quais é impossível realizar um evento desta natureza”, Fernando Batista
apontou também a importância que o automobilismo pode desempenhar para a
promoção de uma região como a do Douro intermédio, onde se insere Resende.
O dirigente do Targa também chamou a atenção para o
protocolo sanitário em que o automobilismo nacional se está a destacar,
enviando uma palavra de apreço à Federação Portuguesa de Automobilismo e
Karting, que se fez representar na apresentação do avento. “Imagino a
dificuldade que estará a ser dirigir este desporto numa altura de pandemia como
esta”.
Ni Amorim confirmou essa mesma dificuldade ao fazer lembrar que é com imenso esforço que vai ser possível realizar este ano menos de um terço das provas realizadas no ano passado. “Não passará de uma centena, devido às enormes limitações que tivemos. Mas também posso dizer que tenho testemunhado um grande rigor nas medidas de segurança sanitária, pois para além de ver pessoas de máscara nas classificativas de ralis até agora os casos de Covi-19 neste desporto têm sido zero”. Para o líder federativo, isso mostra “o rigor que temos tido ao nível da segurança”, reiterando que a modalidade “não se pode dar ao luxo de um novo confinamento. Não resistiremos, como aliás a economia do país também não”.
Já o autarca de Resende, Garcez Trindade, destacou a forma como o Targa Clube se empenhou na prova e na tradição que a região tem no desporto motorizado: “Basta ver que as perícias que temos tido no concelho. E a ideia é que a tradição se mantenha, pois é um polo dinamizador do turismo e da economia local. Faço minhas as palavras do Fernando Batista ao dizer que espero que a prova se venha a realizar na data prevista, e que não haja imponderáveis de natureza sanitária que nos impeçam de a fazer”.
O Rally Resende Douro Verde vai para a estrada a 28 e 29 de novembro e consta de sete classificativas em pisos de asfalto; duas passagens pelos troços de Resende/Enxertado, Miomães/S. Romão e Canizes/S. Cristóvão e uma por S. Martinho de Mouros/Paus. Terá cerca de 60 quilómetros contra o cronómetro, incluídos num percurso total a rondar a centena e meia.