Tudo a postos para a estreia do Rally Fafe Montelongo e do Demoporto no FIA ERC (European Rally Championship), naquela que será a terceira prova da temporada no Campeonato da Europa FIA de Ralis. A mítica região minhota, considerada a ‘Catedral’ dos ralis em Portugal, será palco de 18 classificativas de asfalto, divididas entre sábado e domingo.
Hoje
foi dia de Shakedown, realizado no troço de Vila Pouca, com 3,3 quilómetros,
que já teve as condições de chuva/seco que são esperadas para as
classificativas do rali. A grande notícia do dia foi o despiste do jovem Oliver
Solberg (19 anos), durante a segunda passagem pelo Shakedown. O piloto sueco
sofreu uma saída de estrada que deixou o Volkswagen Polo GTi R5 bastante
danificado, com a equipa de mecânicos da equipa de Petter Solberg – onde está o
português Marco Moreiras – a ter agora de avaliar se é possível recuperar o
carro para o arranque da competição, amanhã de manhã. Tanto Oliver Solberg como
o navegador Aaron Johnston, recentes vencedores do Rali da Letónia e atuais
segundos classificados do FIA ERC, saíram ilesos do incidente.
Os finlandeses Emil Lindholm e Mikael Korhonen (Skoda Fabia Rally2 Evo) foram os mais rápidos do Shakedown, registando o tempo de 1m57,250s na sua melhor passagem. Os irlandeses Craig Breen e Paul Nagle conseguiram o segundo melhor tempo (1m57,527s), no Hyundai i20 R5 patrocinado pela marca indiana de pneus MRF Tyres. Os atuais líderes do campeonato, Alexey Lukyanuk e Dmitry Eremeev (Citroën C3 R5), ficaram no terceiro lugar, mas a eventual desistência de Solberg poderá deixar o piloto russo, campeão europeu em 2018, sem um dos seus grandes opositores na luta pela vitória em Fafe.
Referência ainda para João Barros e Jorge Henriques (Citroën C3 R5), a dupla portuguesa mais rápida neste Shakedown, no 14.º lugar. As duplas da equipa “The Racing Factory”, Pedro Almeida/Hugo Magalhães (Peugeot 208 Ralye 4) e Aloísio Monteiro/Sancho Eiró (Skoda Fabia R5), rodaram com o foco na afinação dos carros para as difíceis condições que vão enfrentar no Rali. José Paula e Valter Cardoso tiveram uma saída de estrada com o seu Peugeot 208 T16 R5 mas sem consequências de maior.
Amanhã,
o primeiro dia de competição no asfalto de Fafe arranca às 09h30, com a especial
de Montim. O Eurosport vai transmitir duas classificativas em direto, Anjos
(10h00) e Queimadela / Travassós (14h00), através das páginas oficiais do FIA
ERC no YouTube e Facebook. A grelha de transmissões em direto será a seguinte:
O piloto do Mitsubishi continua invencível entre os Kumho, voltando a dar aos pneus coreanos um pódio absoluto. Nas contas das duas rodas motrizes, Vouzela aplaudiu o quatro vencedor diferente em outras tantas provas.
6 classificativas, seis triunfos. Numa frase, fica resumido o domínio exercido por Armando Carvalho e Ana Santos na Divisão 1 do 3º Desafio Kumho Portugal durante o Constálica Rally Vouzela 2020. A dupla do Mitsubishi Lancer EVO V realizou mais um rali sem mácula e cimentou de forma que pode ser decisiva a sua liderança no Desafio Kumho Centro, recuperando o lugar mais alto da tabela nas contas do Desafio Kumho Asfalto.
Armando Carvalho e Ana Santos
juntaram ainda ao seu pecúlio mais um pódio absoluto num rali, sendo 3ºs
classificados da geral e almejando garantir a pontuação máxima para o
Campeonato centro de Ralis, competição que lideram cada vez mais isolados e ainda
invictos.
Já o 2º lugar foi reclamado por
Daniel Ferreira e Rodrigo Pinheiro. Aos comandos do seu habitual Mitsubishi
Carisma GT, assinaram uma exibição muito positiva, rodando sempre perto da
dupla líder e arribando ao fecho da prova com mais um resultado de grande nível
que os guindou ao 3º posto da classificação no Desafio Kumho Centro.
O pódio da Divisão 1 ficou completo com o Subaru Impreza GRB de Rui Silva Santos e João Sebastião. Foram sempre muito regulares ao longo da prova e mantêm o 2º posto nas contas do Kumho Centro.
A “fava” nesta Divisão saiu a
Joaquim Luís Rodrigues e Ulisses Martins, forçados a abandonar na quarta
especial, com problemas técnicos no Ford Fiesta R2T.
Pedro Silva aproveitou e ganhou
O duelo na Divisão 2 Kumho foi
protagonizado por duas duplas que, rali após rali, têm demonstrado um andamento
cada vez mais forte e se apresentam agora como principais candidatas a disputar
o Desafio Kumho Centro, estando ainda entre as favoritas no Kumho Asfalto.
Fábio Santos/Ricardo Sismeiro
(Citroen Saxo) e Pedro Silva/Nuno Rodrigues da Silva (Peugeot 206 Gti) foram
assim os cabeças do cartaz competitivo deste filme, em Vouzela.
Nas quatro primeiras especiais,
Santos e Sismeiro ditaram a lei do mais forte, assumindo um ritmo endiabrado
que os levou à vitória nos quatro troços cronometrados, conseguindo construir
uma vantagem de 15,4 segundos sobre a dupla adversária que também rodava forte
e se mantinha por perto.
Depois, um problema no Citroen
Saxo levou os lideres a fazer as duas classificativas derradeiras num ritmo
muito lento que os retirou da liderança, logo na 5ª PEC, conseguindo mesmo
assim atingir o fecho da porva na 2ª posição, a 48,1 segundos dos vencedores e,
com isto, manter a liderança nas tabelas Kumho Centro e Asfalto.
A rapidez da equipa e a
fiabilidade do Peugeot colocou Pedro Silva e Nuno Rodrigues da Silva na hora no
lugar certo e na hora exata, assumindo a liderança depois do que aconteceu aos
adversários e alcançando a primeira vitória da temporada, feito que vem premiar
a evolução que o jovem piloto tem vindo a conseguir.
O último degrau do pódio da Divisão
2 Kumho em Vouzela foi ocupado por Viana Martins e Gabriel Cunha, num Renault
Clio 2.0 Cup. A sua prova foi feita sempre num ritmo confortável e isento de
falhas, sendo recompensados por toda a sua capacidade para gerir bem o rali.
Alcançaram a posição após a desistência de Frederico Monteiro/Paulo Santos
(Peugeot 206 Gti), a braços com uma avaria no carro, na 4ª PEC.
No 4º lugar final encontrámos António Almeida e Pedro Henriques, que enriqueceram o espetáculo com a vistosa condução que assumiram no seu BMW 325. Um lugar atrás, no 5º posto, encontrámos Hélder Cordeiro e Bruno Pereira, no Ford Escort MKII, cabendo a Vítor Gomes e Joel Oliveira levar o Peugeot 206 Gti ao 6º lugar final.
Quanto à sempre aziaga presença na
lista de desistências, encontrámos ainda as duplas Pedro Antunes/Duarte Susano
(BMW E30), que abandonaram com problemas mecânicos na 4ª PEC e David
Santiago/Tiago Neves (Peugeot 206 Gti) que viram os seus esforços ingloriamente
deitados por terra na última especial do rali.
O 3º Desafio Kumho Portugal entrou numa fase quase frenética de competição e tem já a sua próxima tirada no fim-de-semana que se avizinha. Será uma dupla jornada a contar para os Desafios Kumho Norte e Asfalto, disputada nos dois dias de competição do Rali Fafe Montelongo.
Um motor pouco colaborante ditou o afastamento da dupla de uma vitória quase “cantada” na Divisão 2 Kumho em Vouzela. Mesmo assim, o resultado alcançado permite-lhes segurar as lideranças Kumho no Centro e no Asfalto, cujos títulos são os principais objetivos da época da equipa.
Desde
o primeiro quilómetro que a dupla do Prototype FS Team rodou ao ataque e, de
forma natural, reclamaram a primazia e a liderança entre a dezena de
concorrentes que se apresentavam na batalha pelo triunfo na Divisão 2 do
Desafio Kumho Portugal, sendo também certo que a equipa queria também reclamar
um lugar ao sol entre os protagonistas da geral na prova
Foram os mais rápidos nas quatro primeiras especiais, mercê de um andamento verdadeiramente espectacular, construindo, nessa secção matinal, um avanço de 15,4 segundos sobre os adversários mais diretos, pecúlio forte e que lhes permitiria alguma gestão nas duas classificativas que restavam até ao fecho do rali. Dessa forma e à entrada da secção final da tarde, a dupla do Citroen Saxo estava consolidada no Top 10 da geral e no pódio das duas rodas motrizes, liderando confortavelmente na Divisão 2 Kumho.
E então, a sorte decidiu migrar para outras paragens. Um problema eléctrico na 5ª PEC forçou a equipa a rodar de forma muito lenta e a perder muito tempo, caindo na geral e na classificação entre os Kumho. Na última especial e depois de terem arrancado com o carro a trabalhar de forma quase normal, o problema voltou a manifestar-se e Fábio Santos e Ricardo Sismeiro tiveram de rodar até à célula fotoeléctrica que regista os tempos em velocidade lenta, conseguindo mesmo assim arribar ao fecho da prova, garantindo o 2º lugar entre os Kumho e um 11º lugar na geral final.
Desilusão
e um certo sentimento de injustiça conviviam na alma de piloto e navegador com
alívio, orgulho e satisfação por terminarem, afirmando Fábio Santos que “temos
de nos sentir, apesar de tudo, muito satisfeitos. Conseguir terminar com um
carro a funcionar em dois cilindros e mesmo assim, pontuar de forma forte e
defender a liderança Kumho, transforma esta prova numa boa operação para o campeonato,
mas não deixa de nos fazer sentir algum amargo de boca pois temos a plena
convicção de que a vitória estava à vista e seria inteiramente merecida!”.
Apesar
dos contratempos, o piloto prefere realçar “o carro magnífico que a equipa
nos colocou nas mãos. Está cada vez melhor e é fantástico conduzir o Saxo
nestas condições. Continuamos muito confiantes para enfrentar o resto da
temporada!”.
Do
rali resulta ainda o crescendo de motivação e segurança quando à capacidade competitiva
da dupla pois, como destaca Ricardo Sismeiro, co-piloto e team manager, o
Constálica Rally Vouzela demonstrou que “estamos a subir de forma quanto à
nossa rapidez e à nossa capacidade estratégica, sendo cada vez mais capazes de
assumir a liderança das lides na nossa Divisão Kumho, sendo também certo que o
Citroen Saxo esta a ficar mais competitivo, mercê de todos os pequenos melhoramentos
introduzidos e do excelente trabalho da nossa equipa entre provas. O problema técnico
que nos sucedeu em Vouzela em nada mancha o trabalho. Foi circunstancial e é fácil
de resolver”, acrescentando que “temos cada vez mais convicção de
que poderemos lutar pelos títulos Kumho e vamos fazer tudo para o conseguir!”.
A dupla está já focada na próxima prova do CCR. Será o Rali Vidreiro, evento com especial importância por ser o que mais perto de casa fica, motivando ainda mais todos os elementos do Prototype FS Team.
Acompanhado por Paulo Fiúza, Rui Madeira levou o Mitsubishi Lancer EVO II ao 6º lugar da geral do Constálica Rally Vouzela 2020, assinando uma grande exibição, onde juntou a uma condução espetacular a sua já tradicional rapidez. O piloto foi ainda alvo de uma homenagem por parte da organização da prova, que assinalou os 30 anos de carreira do craque de Almada.
E finalmente foi quebrado o “jejum”. A
longa espera e a necessidade de fortes alterações no calendário internacional
que Rui Madeira tinha preparado para a época em que comemora 30 anos de
carreira, deixaram de ser o assunto principal porque, finalmente, foi possível
a todos os aficionados puderem usufruir do cantar do motor do EVO III.
Vouzela foi o palco escolhido para este arranque tardio de época. Na baquet do lado direito sentou-se Paulo Fiúza e Rui Madeira apresentava-se ao serviço, imbuído de um espírito de “alegria por finalmente poder iniciar esta época. Infelizmente não vamos poder comemorar o 20º aniversário de carreira da forma que tínhamos planeado, mas tudo faremos para estar presentes em algumas provas e assim levar as cores dos nossos patrocinadores até todos os fãs que nunca nos regatearam apoio. Vouzela não estava no plano inicial, mas felizmente decidimos vir e está a ser incrível todo o carinho e apoio que tenho recebido”.
Mas, para lá da enorme emoção nascida
da interação com os seus admiradores, Rui Madeira encarou a prova como sempre
faz: dar tudo, imprimir um andamento forte e assumir uma condução onde o espetáculo
também tem sempre lugar cativo!
Ao longo das seis especiais, Madeira e Fiúza nunca se sentiram limitados por estarem a lutar com adversários fortes e “montados” em “armas” bem mais recentes e teoricamente mais competitivas. Nas seis especiais de classificação, assinaram sempre tempos dentro dos mais rápidos, logrando ser mesmo segundos da geral na PEC nº 5, a uns ténues 4 décimos do vencedor. Notável!
No final, o 6º lugar alcançado foi
alvo de um forte aplauso geral e deixou o piloto “muito contente. Andamos
rápido, sempre em crescendo e, perante um plantel tão forte, sinto-me muito
feliz por ter colocado o Lancer EVO III sempre entre os da frente. Quero
agradecer ao Paulo Fiúza que esteve excelente a navegar e à minha equipa por
ter colocado o Mitsubishi no ponto”. Rui Madeira gostou muito “do
rali. Muito organizado, com excelentes troços, tendo sido uma excelente jornada”.
Quanto a planos para o que falta do
ano, Rui Madeira sente a “angústia de não haver certezas. Vamos fazer
tudo para estar nas Camélias e estamos a envidar esforços para correr no Rali Terras
D’Aboboreira com um R5. Poderemos estudar pelo menos mais uma prova”,
que será em território nacional, ficando, segundo o piloto, a ambiciosa época
fora de portas “em princípio para 2021”.
Uma referência ao excelente gesto do promotor e da organização do Constálica Rally Vouzela que, na cerimónia de entrega de prémios, honraram Rui Madeira comum troféu especial, assinalando a sua presença na prova e os 30 anos de carreira do piloto.
Num regresso esporádico às lides do Campeonato Centro de Ralis, o campeão de 2019 esteve “intratável” aos comandos do Mitsubishi Lancer EVO IX que partilhou com Luís Morgadinho. A vitória da geral da edição 2020 do Constálica Rallye Vouzela dá-lhes motivação extra para a próxima refrega do CPR, já dentro de quinze dias, na Marinha Grande.
2020 nem está a ser um ano muito
positivo para Fernando Teotónio e Luís Morgadinho. Tendo decidido nesta época
levar as cores do Macambi Racing Team de volta às lides do Campeonato de Portugal
de Ralis, apontando à reconquista do título entre os RC2N, a dupla tem enfrentado
várias vicissitudes, que vão desde problemas mecânicos em Fafe, a um toque na
Madeira e um rali menos bem conseguido no Alto Tâmega, cabendo ao Rali de
Castelo Branco honras de exemplo único de sucesso total, correspondendo à única
vitória que possuíam esta época, à chegada a Vouzela.
Nas garagens da Domingos Sport ficava
o EVO X que tem sido utilizado no CPR, com a escolha a recair no EVO IX que
tantas alegria deu na caminhada triunfal de 2019, cumprida por Teotónio e
Morgadinho a caminhos dos títulos no Centro e nos Desafios Kumho Asfalto, Terra
e Centro.
A dupla que, na antevisão da prova, assumiu que encarava o Constálica Rallye de Vouzela como um teste de algumas soluções novas para o rali Vidreiro, não se limitou a cumprir o “trabalho de casa”. Depois de um arranque tímido, alcançando apenas o 5º melhor tempo na especial de arranque, decidiram “abrir o livro”: na PEC 2 não se limitaram a vencer, rodando a um nível completamente inacessível para os restantes candidatos à supremacia, chegando ao fecho dos 13,5 quilómetros de Penoita 1 com 15,1 segundos de vantagem sobre a dupla que mais perto conseguiu rodar. Mais de um segundo por quilómetro(!), que lhes permitiu saltar diretamente para a liderança, que reforçaram de forma definitiva nas PEC 3 e 4, que fechavam a parte da manhã, preparando-se para defender na ronda final uma farta vantagem, já então superior a 2º segundos.
Cederam 1,8 segundos na 5ª
especial, mas decidiram fechar o rali com “chave de ouro”, voltando a voar
baixinho na derradeira classificativa, onde assinaram a quarta vitória em classificativas,
selando assim uma vitória tão justa quanto imperial.
“Esta vitória aparece no
momento certo. Estávamos mesmo a precisar de um triunfo para reforçar o nosso
moral, numa época que não nos está a correr de feição”, confessava no
final o piloto. Já sobre a forma como correu o rali, Fernando Teotónio assumiu “um
início mais cauteloso, não tendo ficado satisfeito com o tempo na 1ª PEC.
Depois, atacamos a fundo e a vantagem que obtivemos na segunda especial,
praticamente decidiu o rali, pois saltamos para o comando e já com uma vantagem
forte. Continuamos num ritmo intenso e chegamos a uma vitória que é totalmente
justa. Que seja um bom prenúncio para o Vidreiro!”.
Com a dupla vencedora numa caminhada
que cedo se tornou solitária, a caminho da glória, o duelo mais vincado
aconteceu pelo segundo lugar.
Mas mesmo aqui, a dupla formada por Luís Mota e Alexandre Ramos dominou os acontecimentos. Colocaram mesmo o seu Mitsubishi Lancer EVO IX no comando do rali, ao vencerem a especial de arranque, caindo para o segundo lugar logo na classificativa seguinte e cedo percebendo que não teriam andamento para ombrear com os futuros vencedores, seus habituais adversários no CPR. Atingiram o final a 27,1 segundos dos vencedores e com uma vantagem de 5,1 segundos sobre Armando Carvalho e Ana Santos, terceiros da geral no fecho do rali, depois de mais uma prova exemplar na condução do Mitsubishi EVO V.
Para a dupla líder do campeonato,
este foi um rali muito importante para consolidar as já firmes lideranças das
competições em que estão incluídos, já que o 3º lugar na geral correspondeu à
recolha do máximo pecúlio pontual, já que nem Teotónio nem Mota estão inscritos
no CCR.
A dupla triunfou ainda nas contas
da Divisão 1 do 3º Desafio Kumho Portugal, que tinha em Vouzela uma jornada a
contar para os Desafios Asfalto e Centro. Nestas contas particulares da
excelente competição organizada pela ASR Tyres, representante ibérica dos pneus
coreanos, a equipa Pedro Silva/Nuno Rodrigues da Silva (Peugeot 206 GTi) venceram
na Divisão 2 Kumho.
Por falar em duas rodas motrizes,
a vitória nesta competição particular foi parar às mãos de mais uma equipa que
utilizou o Constálica Rally Vouzela para ganhar ritmo para o Vidreiro.
Vindos da Marinha Grande, Ernesto
Cunha e André Couceiro, realizaram uma prova de grande nível, nesta segunda saída
do piloto com o novo Peugeot 208 RALLY 4. A já reconhecida rapidez do piloto está
a ganhar consistência. Em Vouzela forma sempre os mais fortes, tendo mesmo alcançado
tempos entre os três primeiros da geral, em três das seis classificativas.
Não estando inscritos no campeonato,
deixaram o caminho aberto para José M. Gomes e Pedro Vaz, em Ford Fiesta,
voltarem a vencer neste particular das contas do CCR, sendo segundos no rali,
entre os 2R2L.
A fechar este pódio virtual, uma
dupla endiabrada reclamou o 3º posto. Vindos de Norte, Jacinto Oliveira e Sérgio
Aguiar voltaram a ser muito fortes e constantes, levando ainda o Renault Megane
ao Top 10 absoluto.
Carlos Matos triunfou entre os X5
Paralelamente à prova do CCR, o
Constálica Rally Vouzela contou, como é apanágio das provas dos campeonatos
zonais, com uma competição para carros não admitidos na regulamentação dos
mesmos.
A dupla formada por Carlos Matos e Ricardo Faria dominou os acontecimentos, aos comandos de um belo Peugeot 208 T16 R5, repetindo assim o feito de 2019. Mais rápidos nas duas primeiras especiais, viram os outros 3 candidatos, que se apresentavam no rali com viaturas R5, a deitarem a toalha ao chão, entre a 2ª e a 4ª PEC.
Num ano simplesmente catastrófico,
André Cabeças e Bino Santos voltaram a desistir na fase inicial de uma prova, devido
a um despiste na 2ª PEC, que colocou o Citroen DS3 fora de combate. Tinham sido
os terceiros mais rápidos na especial de abertura.
A 4ª PEC ditaria a desistência de
Luís Rocha e de Alfredo Barros.
O primeiro, acompanhado pelo
navegador Rui Raimundo, começou forte, sendo 2º nas PEC’s 1, 2 e 3, mas saído de
cena logo a seguir, com problemas no Ford Fiesta R5 MKII.
Já Barros, com Pedro Alves a
ditar as notas, deu um toque na mesma especial, danificando uma suspensão do
Citroen C3 R5 com as cores da Cacio e optou pelo abandono. De destacar que o
simpático piloto paredense logrou vencer a terceira especial e revelou um
andamento muito interessante na prova.
Com tudo isto, seriam os dois
Renault Clio inscritos a reclamar os restantes lugares no pódio de honra.
A equipa formada por João Marcelino
e Nuno Ribeiro foram mais rápidos na estrada, mas uma penalização de 10 minutos
atirou-os para o 3º posto, cedendo assim o 2º lugar à dupla Rui Custódio/André
Bastos.
Uma palavra final para a organização do GAS – Gondomar Automóvel Sport, que se revelou competente e montou um rali com uma boa estrutura e um programa bem delineado, com especiais interessantes e competitivas e um horário muito bem estruturado.
Depois da abertura em Murça, o Campeonato de Portugal de Montanha prossegue nos dias 10 e 11 de outubro com mais uma prova organizada pelo CAMI, a Rampa Serra da Estrela, que este ano terá o aliciante extra de integrar as comemorações dos 150 anos de elevação da Covilhã a cidade. Organização do evento já teve o aval das autoridades de saúde. A prova vai integrar as comemorações dos 150 anos da cidade da Covilhã.
O CAMI continua a deixar a sua marca nas organizações de desporto automóvel em Portugal e depois da Rampa Porca de Murça e do último Braga Racing Weekend, a equipa liderada por Nuno Loureiro está já a trabalhar na realização da Rampa Serra da Estrela, segunda prova do Campeonato de Portugal de Montanha, agendada para o fim de semana de 10 e 11 de outubro.
Este ano, a famosa prova beirã, uma das preferidas dos pilotos de Montanha, estará também integrada nas comemorações dos 150 anos de elevação da Covilhã a cidade.
“Para o CAMI é uma motivação extra poder organizar a Rampa Serra da
Estrela numa data emblemática para a cidade da Covilhã e para toda a região”,
afirmou Nuno Loureiro, presidente do clube organizador. “Toda a gente conhece a
história e a tradição desta prova, mas neste momento a nossa prioridade
absoluta é garantir todas as condições de segurança sanitária em torno do
evento. Estivemos já reunidos com a Direção Geral de Saúde, que validou o plano
de contingência do evento. Vamos fazer tudo para que o Campeonato de Portugal
de Montanha prossiga com a maior normalidade possível”, referiu o
responsável do CAMI.
Depois da vitória na Rampa Porca de Murça, José Correia (Osella) é o líder absoluto do Campeonato de Portugal de Montanha, estando Vítor Pascoal (Porsche 911) no comando da Categoria GT, Joaquim Teixeira (Cupra TCR) na liderança dos Turismo, Luís Silva (BMW M3) nos Legends, Flávio Saínhas (Ford Escort) entre os Clássicos, cabendo a Francisco Milheiro (Peugeot 106) e Domingos Fernandes (Autobiachi) a primazia entre os 1300 mais recentes e clássicos.
A edição de 2020 da Rampa Serra da Estrela poderá ter novidades importante na lista de inscritos. O período de inscrições decorre até à próxima quinta-feira, 1 de outubro.
O Templo da Velocidade, ou para ser correto o “Autodromo Nazionale di Monza”, é um dos palcos mais especiais para a GT Sport. Tem feito sempre parte do Calendário anual e foi aliás a prova de arranque do GT Open no já longínquo ano de 2006.
Como
sempre, Monza é sinónimo de corridas fantásticas e excelentes batalhas,
ainda mais agora que a luta pelo título começa
a aquecer e na qual tudo está em aberto. No topo da classificação a
luta não podia estar mais excitante com 3 duplas representando três
diferentes marcas em luta direta pelo título.
Miguel Ramos e Henrique Chaves lideram com 65 pontos, dupla esta que conseguiu a primeira vitória da temporada, na ultima corrida no Red Bull Ring e têm mostrado grande consistência. A sete pontos de diferença vem a dupla Louis Prette – Vincent Abril, que já têm duas vitórias no palmarés e não querem perder a oportunidade de brilhar em Monza, eles que são os melhores representantes da Ferrari, nesta prova a jogar em casa com o 488 da AF Corse. Os outros fortes candidatos e que estão apenas com menos um ponto são, Salih Yoluç – Charlie Eastwood, no Aston Martin, que chegam a Monza muito motivados pela excelente vitória na classe GTE Am, nas 24h Le Mans que se disputaram no passado fim de semana.
A histórica pista italiana foi palco do primeiro triunfo de Henrique Chaves no exigente mundo dos GT, no seu ano de estreia na categoria, e no próximo fim-de-semana poderá ser igualmente o cenário de um momento especial. “O Miguel faz anos no sábado e está, actualmente, empatado com o Andrea Montermini como os pilotos mais vitoriosos no International GT Open. Seria uma forma fantástico podermos vencer a primeira corrida para podermos celebrar tudo isto e ele tornar-se no piloto mais vitorioso de sempre. Estamos confiantes, temos vindo a mostrar competitividade e acredito que poderemos estar uma vez mais na luta pelos triunfos e pelos lugares do pódio”, afirmou o português.
Para Miguel Ramos e à partida para Monza,
“Na ultima prova no Red Bull Ring,
conseguimos a primeira vitória da temporada e isso foi evidentemente
muito importante para todos nós como equipa. Contudo o mais
reconfortante é sentir que temos sido os mais consistentes durante
a época e esse pormenor é o que mais interessa num Campeonato de
regularidade como e o GT Open. Agora que se inicia a segunda metade da
temporada é muito importante mantermos o foco no nosso objetivo. Tanto
eu como o Henrique sabemos muito bem o que temos
de fazer e estamos convencidos que a estrutura do Teo nos vai
disponibilizar uma vez mais um excelente McLaren 720s. Monza é um
circuito de velocidade pura, no qual já venci por três vezes no GT Open e
com três carros diferentes. Estou muito confiante para
mais uma etapa do GT Open e esperançado em continuarmos na luta por
este Campeonato”.
Como habitualmente a Euroformula Open acompanha o GT Open em todos os eventos, enriquecendo assim o programa. Adicionalmente para este evento, a GT Cup Europe, a MAXX Formula e o TCR Europe, ajudarão ao espetáculo.
O programa oficial da ronda de Monza do International GT Open tem o seu início na sexta-feira com as sessões de treinos-livres. No sábado será realizada a primeira qualificação (9h45) e a primeira corrida(14h30), de setenta minutos. No domingo, serão disputas mais uma qualificação (9h05) e uma corrida (14h05). Ambas as provas podem ser seguidas em directo através do YouTube da competição. A segunda corrida pode ser seguida ainda em directo na Sport TV5.
Depois da estreia a norte não ter sido bem-sucedida, a dupla leiriense do Prototype FS Racing Team está de volta aos seus terrenos de batalha. Encaram o Constálica Rallye de Vouzela com muita ambição e querem regressar aos resultados positivos, num rali onde tudo farão para aumentar a vantagem pontual na Divisão 2 Kumho, que lideram em duas das competições dos pneus coreanos.
A equipa
está ciente de que a prova disputada na Beira Alta se apresenta como fundamental
para as suas legítimas aspirações a triunfar nesta presente época. Fábio Santos
e Ricardo Sismeiro lideram atualmente a geral da Divisão 2 dos desafios Kumho Centro
e Kumho Asfalto, sendo ainda quintos da geral no Campeonato Centro de Ralis e
ostentando o 2º posto entre as duas rodas motrizes.
Perante tal cenário, a palavra de ordem é, segundo Fábio Santos, recolher em Vouzela “uma forte pontuação que nos permita defender as lideranças Kumho e continuar na luta pelos lugares de destaque no Campeonato Centro. Vai ser um rali duro, onde, como sempre, sabemos que vamos enfrentar uma forte concorrência, mas temos as nossas armas e, mercê do excelente trabalho que a nossa equipa, como sempre, fez a preparar o Citroen Saxo, vamos seguros de que temos condições para lutar pelos nossos objetivos. Felizmente é um rali que nos agrada muito e onde, como em 2019, temos conseguido ser muito competitivos”.
O piloto leiriense ressalva, no entanto, a necessidade de “estarmos em Vouzela com um ritmo forte, mas controlado, pois, apenas quinze dias após esta prova, teremos novo embate e logo no Rali Vidreiro, evento que, para além da sua dureza desafiante, tem para nós um grande significado por ser disputado muito perto de casa. Também por essa razão, temos de estar em Vouzela com o foco na segurança para não termos qualquer percalço ou erro que provoque danos no carro e comprometa a nossa presença no Vidreiro com capacidade para lutar, uma vez mais, pelo sucesso”.
Esta
posição é corroborada por Ricardo Sismeiro, navegador da dupla e team
manager da equipa: “apesar de todos os condicionalismos que a
pandemia provocou no campeonato, este continua a ter, felizmente, um bom número
de provas. E será a regularidade que, como sempre, ditará o sucesso. Só
pontuando nos lugares cimeiros, prova após prova, é que conseguiremos triunfar
no final”, salientando ainda que “temos sido capazes de manter a
cabeça sempre fria, cumprindo, prova após prova, o nosso plano estratégico,
sendo bem visível a evolução que temos vindo a ostentar como equipa, o que nos
tem tornado cada vez mais competitivos. Vamos estar fortes em Vouzela!”.
Sob a égide do GAS (Gondomar Automóvel Sport), a prova terá todo o seu programa competitivo cumprido domingo, 27 de setembro. Serão 58,65 kms contra o cronómetro, distribuídos por 3 passagens pelas especiais de Sra. Castelo/Constálica (6,05km) e de Penoita/SIN Profile (13,50km).
A equipa vencedora do ano passado, a Tockwith Motorsport, vai regressar ao GT4 South em 2020 com seu Ginetta G50 GT4, partilhado por Aubrey Hall e Jemma Moore, na categoria GTC Cup. A GTC Cup é uma categoria para GT4 homologados com mais de 8 anos, como o Ginetta G50, o Aston Martin Vantage, o Maserati Grand Turismo ou o Porsche 911 GT4.
Curiosamente, os dois pilotos são irmãos dos campeões de GTC do ano passado, Marmaduke Hall e Edward Moore. Uma menção especial para Jemma Moore, de 17 anos, provavelmente a mais jovem piloto feminina nas corridas de GT. A Tockwith espera poder inscrever um segundo Ginetta G50 GT4, mas não será confirmado até que seja encontrado um segundo piloto.
Depois de uma primeira temporada fantástica, será interessante ver se a equipa Britânica, cuja segunda sede é em Espanha, consegue repetir o elevado desempenho de 2019.
Simon Moore, chefe de equipe da Tockwith Motorsports, referiu que “o ano passado foi um bom ano para nós no campeonato, vencendo a classe GTC e tendo algumas lutas excelentes com outros G50 espanhóis ao longo do ano. Estamos felizes em voltar ao GT4 South, aproveitando a experiência do ano passado para lutar por mais vitórias e alcançar um bom resultado geral. ”
Diogo Ferrão, CEO da Race Ready, acrescentou que “a Tockwith Motorsports está connosco desde o início e é uma presença marcante no paddock. A sua experiência em Le Mans e um enorme conhecimento do Ginetta G50, fazem deles uma equipe fantástica e um forte adversário. Quero agradecer à Tockwith pela confiança que depositaram em nós e espero que encontrem um segundo piloto para o lugar que têm disponível no segundo carro.”
A competição promovida pela Race Ready, será praticamente uma competição de inverno, com início em Jerez de La Frontera nos dias 17 e 18 de outubro, seguido do Circuito de Jarama, nos dias 31 de outubro e 1 de novembro. Depois, o campeonato segue para Portugal no Autódromo do Estoril nos dias 5 e 6 de dezembro e no último fim de semana será realizado no Autódromo Internacional do Algarve, nos dias 23 e 24 de janeiro de 2021, com o GT Winter Series.
Fernando Teotónio e Luís Morgadinho alinham no Constálica Rallye Vouzela já com os olhos postos na prova seguinte. O Rali Vidreiro é decisivo para as aspirações ao título nacional de RC2N. Como tal, este regresso ao CCR serve fundamentalmente de teste em competição, sem a dupla enjeitar a luta pelo triunfo na prova do GAS.
E não é que a meio desta temporada, Fernando
Teotónio e Luís Morgadinho, vão poder matar saudades não só das lides a Centro,
que os levaram à vitoriosa época de 2019, mas também do Mitsubishi Lancer EVO
IX que lhes serviu de arma nos títulos então alcançados?!
A dupla do Macambi Racing Team assume assim
um regresso extemporâneo ao calendário do Campeonato Centro de Ralis, onde
medirá forças com um naipe de fortes adversários ao longo da edição 2020 do Constálica
Rallye Vouzela.
Quanto a objetivos, são muito claros: “perante a hipótese de estarmos presentes em Vouzela e tendo em conta os problemas que sentimos nos ralis anteriores e a proximidade do Rali Vidreiro, decidimos aproveitar a oportunidade para rodar no sentido de readquirimos confiança e ritmo e também de fazer alguns testes de pneus”, revele Fernando Teotónio. Para o piloto, este rali é “importante perante a responsabilidade que temos de estar no Vidreiro preparados para lutar ela vitória nos RC2N, único resultado que nos permitirá continuar a lutar pelo título. Esta não está a ser uma época fácil, mas sempre pautamos a nossa carreira pela entrega e pela garra e daremos tudo nas provas que faltam!”.
Mas mesmo tendo em conta os objetivos maiores que transforma a presença em Vouzela num longo teste em competição, nem por isso a dupla enjeita lutar por aquilo que, em 2019, foi a receita habitual: vencer. “Mesmo sem ser esse o nosso objetivo principal e sabendo que estamos já um pouco desabituados do EVO IX, nunca entramos num rali apenas para andar e terminar. Não está nos nossos genes”, assume Luís Morgadinho. O team manager e navegador assume que “se o carro corresponder e se o nosso ritmo assim o permitir, queremos estar na luta pelos lugares de pódio, sem colocar de lado juntar mais uma vitória ao nosso palmarés”,
Sob a égide do GAS (Gondomar Automóvel Sport), a prova terá todo o seu programa competitivo cumprido domingo, 27 de setembro. Serão 58,65 kms contra o cronómetro, distribuídos por 3 passagens pelas especiais de Sra. Castelo/Constálica (6,05km) e de Penoita/SIN Profile (13,50km).