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  • Fernando Peres domina CNR no Rali Alto Tâmega

    Aos comandos do Mitsubushi EVO IX da Peres Competições e navegado por José Pedro Silva, o consagrado piloto do Porto dominou por completo a refrega competitiva, vencendo as quatro especiais disputadas pelo pelotão do Campeonato Norte de Ralis. A prova do CAMI Motorsport foi a terceira da temporada Norte.

    Foi um regresso perfeito ao “local do crime”. O campeão portuense tinha conquistado a primeira vitória absoluta da sua carreira no então Nacional de Ralis, na edição de 92 do Rali Alto Tâmega e logo na estreia com um Grupo A (Ford Sierra Cosworth 4X4), pela margem de 1 segundo(!) face a Jorge Bica (Lancia Delta Integrale 16V).

    Afastado agora das lutas do CPR, nem por isso Fernando Peres deixa de dar continuidade à sua longa e farta carreira, continuando a demonstrar uma competitividade notável. Nesta edição, assinou uma exibição a roçar a perfeição e impôs o Mitsubishi nos quatro troços cronometrados do percurso, chegando ao pódio final com uma vantagem de quase minuto e meio sobre toda a concorrência.

    Já com o troféu no bornal, Fernando Peres dava conta “da enorme satisfação que senti em voltar a esta prova. O rali correu-nos bem e a vitória é um prémio fantástico, que quero dedicar ao nosso chefe de equipa Luís Dias, que não pode estar presente!”. Quanto a planos para a discussão do CNR, sendo de destacar que a dupla saltou para a segunda posição do campeonato, muito perto dos líderes, o piloto da Peres Competições não tem “nada definido em termos de calendário. Possivelmente iremos a Vila do Bispo, pois estamos com saudades de um rali de terra. Mais para a frente, veremos o que ainda iremos fazer a Norte”.

    O 2º lugar absoluto foi conquistado com toda a justiça pela dupla Gaspar Pinto/Bernardo Gusmão. Este excelente resultado, que também é uma grande operação pontual na luta pelo título absoluto do CNR, é ainda somado à vitória da equipa na Divisão 1 do Desafio Kumho Portugal.

    E o feito deu-se apesar de esta ter sido mais uma prova com problemas nos travões do Mitsubishi EVO VIII, que condicionou, uma vez mais, a possibilidade de rodarem num rimo mais forte que está perfeitamente ao seu alcance.

    Augusto Costa foi o mais forte nas duas rodas motrizes

    O último degrau do pódio seria reclamado pela dupla que mais brilhou entre as que se inseriam na luta particular das duas rodas motrizes. Sempre rápidos e eficazes aos comandos do Peugeot 208 VTi R2, Augusto Costa e Susana Silva conquistaram o seu segundo pódio consecutivo à geral e estão a assinar uma época notáve nas exibições e nos resultados.

    Quem não teve qualquer sorte do seu lado foi o líder do campeonato. Lucas Simões chegava ao Alto Tâmega invicto e era, com toda a lógica, apontado como grande favorito. O jovem piloto de 22 anos, navegado por Simplício Gonçalves, entrou bem no rali e estava a impor um andamento forte no troço inaugural, quando, cerca de 10 quilómetros depois da partida, o Mitsubishi Lancer Evo IX se desligou inesperadamente. Apesar de várias tentativas, a dupla de pilotos só conseguiu colocar o carro em funcionamento vários minutos depois, mas nos troços seguintes viria a passar pelo mesmo problema, com o Mitsubishi a desligar-se várias vezes. Sem baixar os braços, Lucas Simões e Simplício Gonçalves concentraram-se em chegar ao final do rali e, assim, manterem o comando do campeonato.

    Pedro Serôdio e Fernando Sousa levaram o seu Peugeot 206 ao 4º lugar, apostando num andamento rápido e sem falhas. Logo atrás, o 5º posto foi assegurado pela dupla Miguel Carvalho/António Reis (Peugeot 206, que reclamaram ainda o triunfo na Divisão 2 Kumho.

    Chegaram ao fim da prova 16 das 25 equipas que alinharam integradas no CNR.

  • Armindo Araújo lidera no Alto Tâmega

    Nem um “susto” na primeira especial foi obstáculo ao domínio do líder do campeonato. Navegado por Luís Ramalho e aos comandos do Skoda Fabia R5 Evo da “The Racing Factory”, o pentacampeão terminou a primeira etapa no comando da prova.

    E nem começou da melhor forma. Logo no primeiro troço, designado Alto Tâmega e com 15,06 kms, o piloto falhou “a travagem numa chicane, que nos terá feito perder cerca de dez segundos e com isto, hipotecar a hipótese de vencer logo a abrir”, registando, mesmo assim a terceira melhor marca, a 3,1 segundos de Bruno Magalhães e Carlos Magalhães, que colocaram assim o Hyundai i20 R5 oficial no comando inicial do rali.

    Mas os 18,72 kms da 2ª PEC (Chaves) assistiram a uma “faena” do líder do campeonato que pulverizou os melhores tempos, ganhando 5,4 segundos aos anteriores líderes, chegando assim ao fecho da primeira etapa na liderança da prova, com 2,3 segundos de vantagem sobre Bruno Magalhães, que também está a realizar uma excelente prova e continua claramente na luta pela vitória. À chegada ao parque fechado, Armindo Araújo reforçava a ideia de que veio ao Rali Alto Tâmega para “lutar pela vitória da primeira à última classificativa. Estamos confiantes para as restantes classificativas de amanhã, mas nada está ganho. Contudo, é bastante positivo terminar o dia na frente”, afirmou Armindo Araújo.

    José Pedro Fontes e Inês Ponte estão também a realizar um rali de grande nível. A equipa do Citroen C3 R5 não pareceu nada afetada pela saída de estrada que sofreram durante o “Qualifying” matutino. O 2º tempo na PEC 1 e a 3ª marca alcançada na PEC 2 deram, no somatório, um lugar no pódio, ao fim deste primeiro dia, a 11,8 segundos da liderança. Não estão, de todo, fora da batalha pelo triunfo.

    A dupla espanhola Óscar Ortiz/José Bouzas lidera duplamente, na classificação da Peugeot Rally Cup Ibérica e entre os 2R2l. Pedro Antunes e Pedro Alves são os melhores portugueses nas duas competições, ocupando o 2º posto, seguidos logo por Pedro Almeida e Hugo Magalhães, no 3º lugar. As 3 equipas partem para a segunda etapa separadas apenas por 2,4 segundos. Isto promete!

    Este primeiro dia de prova ficou marcado, ainda, pelo aparato do despiste no troço de Chaves do jovem inglês Ruari Bell, cujo Ford Fiesta 1.0L, devido a um problema técnico (falta de travões), como o piloto mais tarde reconheceu, saiu de estrada e embateu em dois veículos de segurança do rali, daí resultando três feridos ligeiros.

    CLASSIFICAÇÃO APÓS A 1ª ETAPA

    1º, Armindo Araújo/Luís Ramalho (Skoda Fabia), 18m17,3s

    2º, Bruno Magalhães/Carlos Magalhães (Hyundai i20), a 2.3s

    3º, José Pedro Fontes/Inês Ponte (Citroen C3), a 11.8

    4º, Daniel Berdomás/David Rivero (Citroen C3), a 16,6

    5º, Pedro Meireles/Mário Castro (VW Polo GTI), a 22.3

    6º, Ricardo Teodósio/José Teixeira (Skoda Fabia), a 27.4

    7º, João Barros/Jorge Henriques (Citroen C3), a 33.1

    8º, Miguel Correia/António Costa (Skoda Fabia), a 36.3

    9º, Manuel Castro/Ricardo Cunha (Skoda Fabia)

    10º, Ricardo Sousa/Luís Marques (Peugeot 208 GTI), a 1m53,4s

    A segunda etapa da prova organizada pelo CAMI terá quatro especiais e um total de 67,26 km disputados ao cronómetro.

    Eis o programa para domingo (30 agosto)

    Partida       (Parque Nadir Afonso) 09h00

    PEC 3 – Chaves/Boticas 1 (19,40 km) 09h48

    PEC 4 – Boticas 1 (14,23km) 11h09

    PEC 5 – Chaves/Boticas 2 13h15

    PEC 6 – Boticas 2 – POWER STAGE 14h36

    Final (Parque Nadir Afonso) 15h39

  • Toyota procura regressar às vitórias no Rali da Estónia

    A equipa do construtor nipónico vai retomar o Campeonato Mundial de Ralis da FIA 2020 com o reinicio marcado para o Rali da Estónia de 4 a 6 de setembro.

    A equipa procura retomar os sucessos do início da época e regressa à competição a liderar a classificação de fabricantes, com 21 pontos de avanço, enquanto Sébastien Ogier lidera o campeonato de pilotos, seguido na classificação pelo seu colega Elfyn Evans (em segundo) e Kalle Rovanperä em quarto.
     
    Antes da época ser interrompida por causa da pandemia global de COVID-19, os três pilotos tiveram um bom arranque de campeonato. Naquela que é a época de estreia dos pilotos ao volante do Toyota Yaris WRC, a equipa alcançou bons resultados, com vitórias de Evans na Suécia e Ogier no México, no início do ano.

    O Rali da Estónia é uma adição recente ao calendário revisto de 2020, que permite que a temporada reinicie de forma segura, com normas rígidas em vigor para proteger todos os envolvidos. Esta será a primeira vez que o Rali Estónia fará parte do calendário WRC, embora todas as equipas tenham colocado carros no evento promocional do ano passado. O Rali terá como palco as estradas rápidas e suaves em gravilha, que caracterizam os países bálticos, com espetáculo garantido graças às muitas lombas e saltos. Desde que foram levantadas as restrições, a Toyota preparou-se para o reinício com testes na Finlândia e na Estónia, incluindo a participação no Rali da Estónia do Sul no último fim de semana.

  • Desafio Kumho com 15 equipas no Rali Alto Tâmega

    A competição organizada pela ASR Tyres tem na prova do CAMI mais uma jornada a contar para dois dos seus Desafios: Asfalto e Norte. É nas duas rodas motrizes que encontrámos a maior parte dos inscritos na competição dos pneus coreanos.

    Apenas 15 dias após Mesão Frio, o 3º Desafio Kumho Portugal está de volta à competição. O rali Alto Tâmega marcará a 3º prova da época do Desafio Kumho Norte, sendo a quarta tirada do Desafio Kumho Asfalto.

    11 equipas vão estar em luta pela primazia na Divisão 2. E aqui, a luta tem tudo para ser árdua e aberta, com a particularidade das duas duplas que estão nos lugares cimeiros do Norte e das 6 duplas mais pontuadas no Asfalto, terem optado pela ausência. Com tudo isto, o jovem Pedro M. Serôdio, acompanhado por Hugo Marques, pode vir a ser o grande beneficiado. 3º no DK Norte e 7º no DK Asfalto, o piloto do Citroen Saxo pode vir a dar um salto enorme nas duas contendas, se der continuidade ao andamento vitorioso que demonstrou em Mesão Frio.

    A dupla João Silva/Nuno Almeida (Nissan Micra) quer voltar aos bons resultados enquanto Miguel Carvalho e António Reis, num Peugeot 206 GTi se apresentam depois de um bom resultado na prova da Porta do Douro. Já Capela Morais e António Vieira têm tudo para lutar pelos lugares da frente, pois a rapidez tem sido constante aos comandos do seu Skoda Fabia RS TDi.

    O mesmo se pode dizer de Francisco Azevedo e Nuno Ferreira. Esta equipa “espreme” todo o sumo que há para espremer do Peugeot 205 GTi e normalmente dão muito trabalho aos adversários. Filipe Abrantes e Marco Vilas Boas voltam ao norte para tentar brilhar com o Citroen C2, enquanto Manuel Pinto se inscreve com um Seat Leon 2.0 Tdi.

    Mais 3 equipas vão competir na Divisão 2. O Citroen Saxo é escolhido como “arma de eleição” da dupla Vítor Rodrigues/Nuno Alves e do Rui Jorge Cunha, cabendo a Pedro Pereira e Sandro Trindade alinhar num Peugeot 106 SXi

    Luta a quatro na Divisão 1

    Na Divisão 1, são 4 as equipas que se apresentam “ao serviço” no Alto Tâmega. Gaspar Pinto e Bernardo Gusmão têm na prova transmontana uma oportunidade para reforçar a sua liderança na tabela pontual do Desafio Kumho Norte, chegando-se ainda mais à frente no que respeita à geral do Desafio Kumho Asfalto, onde são atualmente terceiros, beneficiando das ausências das duplas que estão nos dois primeiros lugares dois primeiros, Armando Carvalho/Ana Santos e Rui Santos/João Sebastião.

    A equipa do Mitsubishi EVO VIII vai enfrentar a oposição de Nuno Mateus e Roberto Santos, que, tripulando o Mitsubishi EVO IV, estão no rali também com o foco posto na luta pela vitória no Campeonato de Portugal de Clássicos de Ralis, do Subaru Impreza WRX STi do jovem Eduardo Santos, navegado por Tiago Neves e ainda dos algarvios Rui Rijo e Gonçalo Assunção, num Mitsubishi EVO VIII MR, que tão boa conta de si deram no asfalto de Castelo Branco.  Está tudo reunido para que assistamos a uma luta intensa entre os 4 protagonistas.

  • Vitória de Miguel Oliveira no Moto GP foi notícia em todo o mundo

    De acordo com um estudo da CISION, a vitória de Miguel Oliveira no Grande Prémio de Moto GP da Estíria, na Áustria, foi notícia em 3.737 artigos em todo o mundo. A glória do piloto português colocou Portugal em destaque nos media internacionais e a Indonésia foi o país onde foram publicadas mais notícias.
     

    Pela primeira vez, Miguel Oliveira conquistou o Grande Prémio de Moto GP da Estíria, em Spielberg, na Áustria. Um estudo elaborado pela CISION destaca os 3.737 artigos em todo o mundo (excluindo Portugal) sobre a vitória do piloto português.

    A Indonésia lidera o ranking dos 15 países com o maior número de notícias sobre a vitória do piloto português, com 605. Uma posição que se justifica dado o elevado número de aficionados desta modalidade neste país e no continente asiático.

    Ainda no ranking dos países que mais destaque deram à vitória do piloto português, refira-se o número de notícias em Itália (535), EUA(401), Espanha (355), França (265), Alemanha (146), Brasil (110), Argentina (106), Reino Unido (105), Suíça (104), Países Baixos(88), Áustria (75), Turquia (55), Índia (49) e Tailândia (4).

    Além do orgulho nacional e do impacto mediático em Portugal, a vitória de Miguel Oliveira foi notícia em 1.292 órgãos de comunicação social online internacionais, com uma audiência potencial estimada de 195 milhões (impressões).
     

    O objeto de análise deste estudo realizado pela CISION – empresa líder global em serviços e software de pesquisa, monitorização e análise de media – foram todas as notícias com referência ao Miguel Oliveira veiculadas em mais de 120 mil meios de informação onlinede 190 países monitorizados regularmente pela CISION, pesquisadas entre os dias 22 e 25 de agosto de 2020.

  • Team Shore Racing vai ao Rali Alto Tâmega para evoluir

    André Cabeças e Bino Santos regressam ao Campeonato de Portugal de Ralis na prova do CAMI. A dupla quer deixar para trás a malapata que os tem perseguido esta época. Fazer quilómetros, evoluir na adaptação ao Citroen DS3 R5 e galgar o palanque de chegada, são os objetivos da dupla.

    A presente época tem sido um duro “caminho das pedras” para André Cabeças e Bino Santos. Se em Castelo Branco, um erro ditou uma saída de estrada e o consequente abandono, ainda o rali ia na fase inicial, já em Mesão Frio seria a bomba de gasolina do DS3 R5 a ceder, logo na 2ª PEC, depois da dupla ter registado o segundo melhor tempo entre os X5 na classificativa noturna inaugural.

    Dessa forma, André Cabeças e Bino Santos não conseguiram testar a evolução que o Citroen tinha sofrido antes do rali disputado nas Portas do Douro. O carro foi alvo de um “upgrade”, tendo sido introduzida a evolução que a marca francesa apresentou em 2017. A mesma seria a última para o DS3.

    André Cabeças lamenta “a falta de sorte que nos impediu de rodar em Mesão Frio e logo num rali que é espetacular, muito técnico e onde poderíamos evoluir muito o carro e a nossa adaptação ao mesmo, até porque é uma prova que conhecemos muito bem e onde somos sempre muito rápidos e muito fortes. A bomba de gasolina cedeu e nada havia a fazer”. Foi um desfecho “frustrante, até porque mal chegamos a casa, foi só trocar a bomba e o carro ficou em pleno”.

    Como tal e embora não estivesse no calendário inicial, o Team Shore Racing decidiu alinhar no Rali Alto Tâmega. A falta de quilómetros em competição faz com que esta decisão tenha toda a logica.

    “Praticamente ainda não conseguimos competir com o carro. Por isso vamos até Trás-os-Montes para participar em mais um rali do CPR. Queremos terminar o rali e acumular quilómetros. Mas não vamos para ser lentos. Tudo faremos para rodar dentro do Top 10, sendo também objetivo encurtar o que nos separa dos mais rápidos em termos de tempo perdido por quilómetro, percebendo assim de que forma é que esta evolução tornou o DS3 R5 mais competitivo e também aquilatar da nossa capacidade para extrair do carro toda a sua potencialidade” destaca o piloto.

    A edição 2020 do Rali Alto Tâmega terá início na tarde de 29 de agosto, sendo disputadas duas especiais, nesse primeiro dia. No domingo, 30 de agosto, serão 6 as classificativas a percorrer. Em termos de calendário 2020, o Team Shore Racing vai ainda marcar presença nos Ralis Vidreiro, Montelongo; Casinos do Algarve e Camélias.

  • Alto Tâmega 1990: O adeus da Diabolique

    O Rali Alto Tâmega, que entre 1983 e 1992 fez parte, ininterruptamente, do Campeonato de Portugal, foi palco de um marco histórico: a última prova da equipa Diabolique, antes do fecho de portas. Estávamos em Setembro de 1990 e a equipa portuense estreava o novíssimo Ford Sierra Cosworth 4X4 no rali transmontano. A Guerra do Golfo eclodira no mês anterior, criando alguma instabilidade a nível mundial, e acabou por contribuir para o final da equipa mais vitoriosa de sempre dos ralis portugueses.

    Fonte: Santos Rally Channel

    A dupla Joaquim Santos/Miguel Oliveira trocava o “velho” Sierra RS Cosworth de duas rodas motrizes pelo novíssimo Sierra 4×4, a última arma da Ford no Mundial, para a penúltima prova da temporada, na tentativa de contrariar o domínio de Carlos Bica e do Lancia Delta Integrale 16V. A Diabolique entra nesse Rali Alto Tâmega com o pé direito, já que Santos foi o mais rápido no primeiro troço, mas logo a seguir uma saída de estrada coloca-o fora da luta pela vitória, ao perder quase um minuto. De resto, a competitividade do Sierra 4X4 face ao Lancia também não impressionara em demasia o patrão da equipa.

    Joaquim Santos concluiu o rali na quarta posição, a 1m27s do vencedor Carlos Bica, que festejou em Vidago a conquista do “tri”, ao bater António Coutinho (Toyota Celica GT-4) por 41 segundos. “Ainda antes do Rali Alto Tâmega, o Udo Kruse, administrador da Ford Lusitana, a propósito da Guerra do Golfo, confidenciou ao Miguel Oliveira que, face aos efeitos da instabilidade económica resultante daquele conflito, não tinha a certeza se tanto a Ford [norte-americana] como a Castrol [inglesa], duas empresas oriundas de países bastante comprometidos com aquela situação de guerra no Médio Oriente, continuariam a apoiar a Diabolique no ano seguinte. Com o campeonato decidido no fim do rali transmontano, o doutor decidiu que já não iríamos à última prova, no Algarve, e pouco depois entendeu avançar para a extinção da equipa”, recorda Joaquim Santos, ainda hoje o piloto com maior número de vitórias em ralis do campeonato principal: 39.

    Embora preferisse os pisos de terra, Joaquim Santos confessa que se sentiu sempre como peixe na água nas classificativas de asfalto do Rali Alto Tâmega. “Basta ver que sou o piloto com maior número de vitórias, para se entender que sempre gostei do rali transmontano. Lembro-me, até, de um ano ter vencido por uma diferença muito pequena, 1 ou 2 segundos. O último troço era o de Boticas e eu tinha apenas um 1 segundo de vantagem para o adversário com quem discutia a vitória, julgo que um dos pilotos da Renault, Inverno Amaral ou Manuel Mello Breyner. Chovia copiosamente e eu lá me ia ‘segurando’ nas bermas, sempre na expetativa de que algo pudesse correr mal. Mas valeu a pena arriscar daquela maneira, pois vencei o rali”, contou-nos o piloto de Penafiel, sobre o momento “quente” e decisivo ocorrido na edição de 1987, quando bateu Manuel Mello Breyner, então no Renault 11 Turbo da equipa Renault Galp, por… 2 segundos.

    No próximo fim de semana, ao fim de 28 anos, o Rali do Alto Tâmega regressa, pela mão do CAMI Motorsport, ao Campeonato de Portugal, sendo ainda pontuável no Campeonato de Portugal GT de Ralis, Campeonato de Portugal de Clássicos de Ralis, Campeonato Norte de Ralis, Peugeot Rally Cup Ibérica, Challenge R2&YOU e 3º Desafio Kumho Portugal.

  • Vítor Pascoal quer reforçar liderança no Rali Alto Tâmega

    Vítor Pascoal regressa no próximo fim de semana a uma prova que venceu à geral em 2019, o Rali Alto Tâmega. Piloto do Baião Rally Team, navegado por Ricardo Faria, vai desta vez focar-se em levar o Porsche 991 GT3 Cup a novo triunfo no Campeonato de Portugal de Ralis GT.

    O bicampeão nacional abriu a temporada com uma vitória no CPRGT em Castelo Branco e agora quer repetir esse feito no asfalto do Rali Alto Tâmega, uma prova que venceu à geral em 2019. Vítor Pascoal, que este ano também já ganhou entre os GT na Rampa Porca de Murça, sabe que os veículos R5 deverão agora ocupar os primeiros lugares da geral no Alto Tâmega, concentrando-se por isso em lutar pela pontuação máxima no CPRGT.

    “É um facto que ganhámos o Rali Alto Tâmega em 2019, mas este ano a prova tem um percurso bastante diferente e só mantém uma secção que é bastante penalizadora para os Porsche”, referiu Vítor Pascoal. “Em condições normais, os R5 serão carros imbatíveis à geral, por isso o nosso grande objetivo é tentar ganhar entre os GT e dar mais um passo seguro na luta pelo título. Tem sido uma fase exigente para todos e a nossa equipa não é exceção. Vamos tentar retribuir o esforço e dar mais uma vitória aos nossos patrocinadores”, afirmou o piloto do Baião Rally Team.

    A edição de 2020 do Rali Alto Tâmega terá um total de seis classificativas de asfalto (duas no sábado e quatro no domingo), divididas entre os concelhos de Chaves e Boticas, num percurso de 101,04 quilómetros cronometrados.

  • Miguel Cristóvão mais ambicioso em 2020

    Miguel Cristóvão vai disputar esta temporada as Ultimate Cup Series na categoria de Protótipos, uma competição com ligações a Le Mans e que tem passagem marcada por Portugal.

    O português depois de ter estado na luta pelo ceptro Pro-Am das GT4 European Series em 2018 e de ter conquistado o título de 2019 das GT4 South European Series prossegue a sua carreira com mais um desafio, ascendendo agora aos protótipos, LMP3, que estão na base do caminho de preparação para as 24 Horas de Le Mans e o Campeonato do Mundo FIA de Endurance.

    As Ultimate Cup Series serão disputadas ao longo de seis eventos, tendo um deles como palco o Autódromo Internacional do Algarve, agendado para de 26 a 29 de Novembro, e outro o Autódromo do Estoril, de 10 a 13 de Dezembro. Cada um dos fins-de-semana será composto por uma corrida de três ou seis horas de duração, sublinhando a ligação da competição com o espírito de Le Mans. Para além disso, os Campeões da edição deste ano serão premiados com uma inscrição do ACO para a Le Mans Cup.

    Miguel Cristóvão mostra-se entusiasmado com o novo capítulo da sua carreira, que representa um passo em frente. “Penso que a maior parte dos pilotos sonha um dia em competir nas 24 Horas de Le Mans! Nos últimos anos tenho vindo a competir em campeonatos que têm algo em comum com esta prova mítica, mas as Ultimate Cup Series é que mais se aproxima, com protótipos, os LMP3, muito competitivos e que tem performances fantásticas – aproximam-se das marcas dos Fórmula 1 do início dos anos 90 – graças a uma aerodinâmica muito evoluída e aos seus 450cv de potência. Esta competição é muito bem organizada e tem um elevado nível, o que, juntamente com o facto de visitar o nosso país, foi determinante para a minha escolha. Para além disso, todas as provas terão transmissão através da internet, permitindo dar retorno mediático aos meus patrocinadores”, afirmou o piloto de Cascais.

    Miguel Cristóvão não é estranho à Ultimate Cup Series, tendo no ano passado disputado a derradeira etapa da temporada, em Paul Ricard, tendo estado na luta pelos lugares do pódio aos comandos de um Ligier JS P3 do Team Virage.

    Face à boa experiência, o português acabou por aceder ao convite da formação sediada em Espanha, voltando a assumir os comandos do carro francês ao longo da temporada que se avizinha. “Gostei da experiência do ano passado com o Team Virage, que demonstrou ser uma equipa muito profissional com grande atenção ao detalhe, sendo capaz de apresentar um carro muito performante. Julgo que esta época teremos os meios para sermos competitivos e vamos lutar para poderemos garantir bons resultados”, concluiu Miguel Cristóvão.

    A temporada deste ano da Ultimate Cup Series terá o seu início nos dias 3-6 de Setembro no Circuito de Dijon, prosseguindo em Magny-Cours. O seu epílogo será em Portugal no final do ano.

    TRANSMISSÕES EM DIRECTO

    CALENDÁRIO 2020
    3 a 6 de Setembro  – Dijon – França
    24 a 27 de Setembro  – Magny-Cours – França
    15 a 18 de Outubro – Magny-Cours – França
    12 a 15 de Novembro  – Navarra – Espanha
    26 a 29 de Novembro – Algarve – Portugal
    10 a 13 de Dezembro – Estoril – Portugal

  • Rali do Alto Tâmega: casa cheia no regresso ao CPR

    O Rali do Alto Tâmega, quarta prova do Campeonato de Portugal de Ralis, que o CAMI Motorsport organizará este próximo fim de semana, vai ter lotação esgotada em termos de inscritos, já que foram recebidos 81 pedidos. A lista de inscritos oficial será divulgada esta terça-feira e incuirá a “nata” das equipas que disputam as 7 competições que estarão em ação na prova.

    Com a “morte” anunciada do Rali dos Açores, elevou-se ainda mais a já farta importância que estava assumida pela quarta tirada do CPR 2020.

    A região do Alto Tâmega torna-se assim o ringue privilegiado de mais um “mata mata” entre os principais candidatos ao cetro nacional absoluto e aos restantes títulos em discussão. Mais de meia centena (51) dos pilotos inscritos são do Campeonato de Portugal de Ralis, incluindo GT e Clássicos, sendo importante assinalar que nesta sua prova de estreia a Peugeot Rally Cup Ibérica terá nada menos que 16 equipas participantes com os novos 208 R4, entre equipas portuguesas e espanholas.

    “Só podemos estar satisfeitos e orgulhosos com esta lista de inscritos e direi mesmo que melhor seria quase impossível, atendendo à nova realidade que estamos a viver. O CAMI sente-se recompensado pelo trabalho e empenho, em parceria com os municípios de Chaves, de Boticas e os nossos restantes parceiros, para colocar a região do Alto Tâmega no lugar que merece através de um evento desportivo de referência. Estamos conscientes da responsabilidade acrescida que temos sob os ombros e apenas prometemos dar o nosso melhor para que o rali, no próximo fim de semana, alcance o êxito que todos desejamos”, disse Nuno Loureiro, presidente do CAMI Motorsport.

    Para além do Campeonato de Portugal de Ralis (CPR), o rali é pontuável ainda no Campeonato de Portugal GT de Ralis, Campeonato de Portugal de Clássicos de Ralis, Campeonato Norte de Ralis, Peugeot Rally Cup Ibérica, Challenge R2&YOU e para o 3º Desafio Kumho Portugal, nas suas vertentes Asfalto e Norte.

    Recorde-se, entretanto, o horário da prova:

    SÁBADO (29 agosto)

    Partida (Parque Nadir Afonso)          15h30

    PEC 1 – Alto Tâmega (15,06 Km)      16h10

    PEC 2 – Chaves (18,72 km)                16h53

    Final: Parque Nadir Afonso                18h35

    DOMINGO (30 agosto)

    Partida (Parque Nadir Afonso)          09h00

    PEC 3 – Chaves/Boticas 1(19,40 km) 09h48

    PEC 4 – Boticas 1 (14,23km)              11h09

    PEC 5 – Chaves/Boticas 2                  13h15

    PEC 6 – Boticas 2 – POWER STAGE   14h36

    Final (Parque Nadir Afonso)              15h39