A Escuderia Castelo Branco é a entidade organizadora da primeira prova de Todo-o-Terreno realizada em Portugal desde que o país foi afectado pela pandemia do covid19. Tal como aconteceu com o Rali de Castelo Branco, a Baja TT do Pinhal, que se realiza nos dias 12 e 13 de setembro, marca o regresso da modalidade ao activo.
Na edição de 2020, a prova que se disputa na zona do Pinhal Interior é pontuável para a Taça do Mundo FIM de Bajas e para o Campeonato Europeu de Bajas nas motos e pontua, também, para os respectivos campeonatos nacionais de carros e motos. Os mais de 150 pilotos inscritos, em carros, em motos, em quads e em SSV, vão ter pela frente um percurso mais rolante e com cerca de 100 quilómetros completamente novos.
Além das novidades no percurso competitivo, destaque para a forma como a Baja TT do Pinhal foi montada. Na prática, vão acontecer duas corridas numa. Os carros vão ter a vila da Sertã como centro operacional, enquanto os concorrentes de motos, quads e SSV vão estabelecer-se em Vila Velha de Ródão. Além disso, destaque, ainda, para o concelho de Proença-a-Nova, onde decorrerá muita da acção desportiva.
“Fazer com que esta prova fosse uma realidade implicou um esforço adicional por parte da Escuderia Castelo Branco porque, apesar do sucesso que foi o Rali de Castelo Branco, em Julho, continuamos a viver tempos de grande imprevisibilidade. Conseguimos concretizar o nosso objectivo e acreditamos que a Baja TT do Pinhal vai ser um bom espectáculo para todos os que acompanharem a competição. Além das novas pistas, os pilotos vão encontrar condições muito diferentes daquelas a que estavam habituados nas últimas edições, que se realizaram no fim do Inverno”, explicou Sérgio Sequeira, director de prova de motos, quads e SSV na Baja TT do Pinhal.
Baja TT do Pinhal amiga do ambiente
A prova organizada pela Escuderia Castelo Branco é o segundo eco evento realizado nesta nova realidade com o reconhecimento da Valnor, a empresa ambiental e de tratamento de resíduos na Beira Baixa e no Alto Alentejo, pelas boas práticas amigas do ambiente. Além disso, a Baja TT do Pinhal será alvo de aturado escrutínio nesta área pois é a primeira prova do Campeonato de Portugal de TT a receber um observador da comissão de sustentabilidade recentemente criada pela FPAK.
A Baja TT do Pinhal começa no sábado, dia 12 e termina no dia seguinte, domingo. Os concorrentes vão competir nas exigentes pistas de TT do Pinhal Interior que é a imagem de marca desta corrida.
Fomos até Leiria para conhecer melhor uma das duplas que tem estado em destaque no Campeonato Centro de Ralis e no 3º Desafio Kumho Portugal.
Pedro Santos e Beatriz Pinto formam uma dupla que tem granjeado a admiração de todos pelo andamento e capacidade de lutar pelos lugares cimeiros.
A entrevista é conduzida pelo jornalista Joaquim Amândio Santos, num trabalho que conta com imagens de Pedro Monserrate, sonoplastia de Paulo Seabra e produção de Armando Leitão.
Miguel Cristóvão protagonizou uma estreia a roçar a perfeição nas Ultimate Cup Series, tendo conquistado a vitória no primeiro evento da temporada, que se disputou este fim-de-semana em Dijon, depois da pole-position de ontem.
O piloto português realizou o arranque e, muito embora tenha perdido a liderança, manteve-se no encalço do seu adversário, enquanto se distanciava dos seus perseguidores, pressionando-o insistentemente. Os esforços de Miguel Cristóvão deram resultados quando estavam disputados doze minutos de prova, das quatro horas previstas, tendo o seu adversário entrado em pião, o que deu ao piloto do Ligier JS P3 #88 da Team Virage o comando.
A partir de então, o português passou a imprimir um andamento intenso, sendo consistentemente o piloto mais rápido em pista. No entanto, a vantagem que foi construindo foi-se perdendo devido a sucessivas situações de Safety-Car.
Porém, a Team Virage foi aproveitando as neutralizações da corrida a seu favor, uma vez que Miguel Cristóvão foi passando pelas boxes para reabastecer o carro, mantendo-se em pista durante mais de duas horas sempre com o depósito muito perto de estar testado. Apesar do peso extra face aos seus adversários, o português foi sempre um dos mais rápidos em pista, o que foi determinante para o resultado final.
Quando entregou o Ligier a Julian Wagg estava em terceiro, mas quando as estratégias convergissem no final, o carro número oitenta e oito tinha tudo para ascender ao primeiro lugar. Foi o que aconteceu quando Alessandro Ghiretti entrou em pista para o derradeiro turno da corrida. O francês imprimiu um andamento fortíssimo rumo à vitória conquistada juntamente com Miguel Cristóvão e Julian Wagg na primeira prova da temporada da Ultimate Cup Series.
“Foi um grande resultado! Arranquei com algum cuidado, dado que sabia que tínhamos um carro muito competitivo e não queria arriscar a possibilidade de comprometer um resultado logo na primeira curva e, por isso, perdi o comando. Mas consegui pressionar o meu adversário a um erro e recuperei a liderança. Abri uma vantagem para os nossos adversários, mas houve muitas situações de Safety-Car e a equipa jogou bem estrategicamente, chamando-me para fazer paragens para reabastecer e para cumprir o nosso handicap. Acabei por estender o meu ‘stint’ para lá das duas horas, quando estava previsto ter a duração de 1h45m, mas estava a andar bem e a Team Virage preferiu manter-me em pista. Sabíamos que tínhamos vantagem estratégica e tanto o Julian como o Alessandro andaram muito depressa para ascendermos a primeiro e vencermos esta corrida”, afirmou Miguel Cristóvão.
Depois do primeiro evento da temporada o objectivo para 2020 fica ainda mais claro – vencer o campeonato. “Partimos para a época com o desiderato de conquistar o campeonato, mas desconhecíamos o poder dos nossos adversários. Depois de hoje, sabemos que os nossos oponentes são muito fortes e deverão ser ainda mais nos próximos eventos – os ingleses não puderem estar presentes este fim-de-semana devido às contingências da COVID-19 – mas sabemos que formamos um grupo forte e o triunfo de hoje demonstra que seremos um dos candidatos ao título”, concluiu Miguel Cristóvão.
A próxima prova da Ultimate Cup Series disputa-se em Magny-Cours, França, nos próximos dias 24 – 27 de Setembro.
O novo evento português receberá a terceira prova da época, de 2 a 4 de outubro. As espetaculares classificativas de asfalto de Fafe e Vieira do Minho serão um desafio para as equipas do ERC, contando ainda para o Campeonato de Portugal de Clássicos de Ralis, Campeonato Norte de Ralis e 3º Desafio Kumho Portugal.
O Eurosport Events, promotor do FIA European Raly Championship, anunciou oficialmente a integração do Rally Fafe Montelongo no calendário do campeonato. O evento terá a sua base em Fafe, uma cidade com uma longa herança e tradição nos ralis. O centro nevrálgico da prova vai ser no Pavilhão Multiusos, com o Parque de Assistência no vizinho Parque da Cidade.
Utilizando as classificativas de asfalto dos municípios de Fafe e Vieira do Minho, , o Rally Fafe Montelongo está definido para receber a terceira ronda da época 2020 do ERC, de 2 a 4 de outubro próximo, depois de receber a aprovação da FIA. A prova apresenta no seu traçado um misto de classificativas rápidas que alternam curvas fechadas e suaves com algumas zonas onduladas. A estrutura da prova integrará as “especiais” de Montim, Queimadela/Travassós, Várzea Cova, Monte, Anjos e Guilhofrei, sendo que estas duas últimas também passam no concelho de Vieira do Minho. O total contra o cronómetro rondará os 180 quilómetros.
Carlos Cruz, presidente do Demoporto e membro da Comissão Organizadora lembra que “o Rali Fafe Montelongo no Campeonato da Europa é o culminar de um desejo antigo que já em 2019 esteve perto de ser concretizado e agora acaba em realidade. É, também, uma mais valia e o reconhecimento às pessoas de Fafe e à sua Câmara, por tudo quanto tem feito em prol dos ralis e da região”.
Inclusão no calendário recompensa interesse de longa data
A inclusão do Rally Fafe Montelongo no calendário do ERC
2020 representa o culminar de negociações entre o Eurosport Events e a
organização do Rally Fafe Montelongo em torno da possibilidade de incluir a
prova no calendário de 2020 como evento adicional e nunca como substituta do
Azores Rally, cuja organização acabou, entretanto, por comunicar que a mesma
não se realizará este ano.
Jean-Baptiste Ley, coordenador do ERC, disse: “Estamos muito satisfeitos com o interesse e o entusiasmo da equipa organizadora do Rally Fafe Montelongo que resultou na inclusão do evento no FIA European Rally Championship pela primeira vez. A estreita parceria do clube organizador Demoporto com a Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting vai colocar em prática todas as medidas, incluindo um rigoroso protocolo COVID-19, para a realização de um evento que cumpra os requisitos especificados pela Eurosport Events e pela FIA. Estamos ansiosos para trabalhar com um parceiro proativo e empenhado em organizar um bom rali. O contrato é de um ano, mas todas as partes estão interessadas em alargar essa parceria para os próximos anos”.
Já Ni Amorim, Presidente da FPAK destaca que “depois do anúncio do regresso da Fórmula 1 a Portugal, este é mais um momento que me deixa imensamente feliz e, ao mesmo tempo, orgulhoso do espírito empreendedor que nós, portugueses, colocamos em tudo aquilo que acreditamos. A ida para Fafe do ERC será também o fruto do trabalho desenvolvido desde há ano e meio. Estavam reunidas todas as condições e era uma questão de oportunidade”, sendo acompanhado na satisfação pela chegada a bom porto deste processo por Parcídio Summavielle, vice-presidente da Câmara de Fafe que considera ser “para nós, é um facto extraordinário ter o rali no Europeu. Nunca desistimos de apresentar uma solução para o calendário do ERC. Será muito importante que o público nos ajude, face às circunstâncias que estamos a viver. É indispensável que não haja ajuntamentos e vamos ser muito rigorosos no cumprimento das regras da Direção Geral de Saúde. Eu próprio vou passar nas classificativas antes dos concorrentes e se vir algo mal, não haverá qualquer problema em anulá-las. tudo tem de correr bem pois queremos cá o Europeu por muitos e bons anos!”.
Regulamentos complementares, formulários de inscrição, mapas e todos os outros detalhes estarão disponíveis em breve no site do Rally Fafe Montelongo: https://rallyfafemontelongo.com.
João Novo e Gonçalo Novo vão ao Ralicross Verde Horizonte com o firme propósito de premiar a equipa Motofil Sport com dois triunfos
As cores da Motofil estarão, uma vez mais, com dupla representação numa prova do Campeonato de Portugal de Ralicross 2020. João Novo será o “jovem lobo” de serviço na Divisão SuperCar, enquanto o “benjamim” Gonçalo Novo estará em ação entre os Iniciados e os 1.4.
E depois da
exibição colossal que realizou em Castelo Branco, é mais do que natural que João
Novo se assume um dos favoritos à vitória na batalha dos mais “musculados”.
Plenamente confiante no potencial do seu Citroen DS3 SuperCar, o jovem piloto
da Motofil assume que “posso e vou lutar pela vitória. A forma como fomos
competitivos em Castelo Branco deixa-me seguro de que tenho tudo quanto preciso
para estar na luta e quero muito dar a vitória à minha equipa. Por outro lado,
só o triunfo me permitirá recuperar o atraso pontual no campeonato e ainda
poder sonhar com o título. Como não comecei a época nesta Divisão, tenho de
aproveitar todas as possibilidades para poder estar na luta e tudo farei para
poder ser campeão!”.
Já João Novo
quer dar continuidade “ao bom resultado que alcançamos na corrida anterior.
Está a ser um campeonato muito disputado, que me está a permitir ganhar muita
experiência, sentindo-me cada vez mais capaz de alargar os meus limites e
aumentar a minha ambição. Em Mação, espero poder lutar pelo pódio e, porque não,
chegar mesmo à vitória”.
O Ralicross Verde Horizonte apresenta o programa habitual, com a tarde de sábado dedicada aos treinos e mangas de qualificação, que continuarão no domingo, antecedendo as finais decisivas.
5º no campeonato, o lousadense quer atacar os lugares do pódio nesta segunda parte da época. O Renault Twingo dá garantias de poder brilhar em Mação
Sérgio Dias tem assinado uma época 2020 em crescendo. Integrado no supercompetitivo plantel da Divisão S1600 do Campeonato de Portugal de Ralicross, o piloto de Lousada tem rubricado exibições consistentes e capazes de o colocar sempre na luta pelos lugares em destaque.
Como prémio, está já no 5º lugar da tabela classificativa,
após as 3 primeiras provas do ano e sente que “a equipaestá
a fazer um excelente trabalho, seja na preparação das provas, seja na forma
como encaramos estrategicamente os fim-de-semana de competição. A Rapid Competições
tem realizado um excelente trabalho e também tenho a noção de que tenho evoluído
muito na minha condução e na adaptação a este fantástico Renault Twingo”.
Sérgio Dias não esconde “alguma frustração
por já nos ter escapado entre os dedos a presença no pódio, nas provas
anteriores. Em Castelo Branco realizamos uma prova fantástica e esteve quase a
acontecer. São sempre pequenos pormenores ou mesmo a falta de sorte que têm
ditado essa ausência”.
O lousadense defende que “ritmo para lutar pelos lugares de topo nós temos, garra em pista não me tem faltado e lutamos sempre para estar no topo”, assumindo que tem “fé de que será já em Mação, onde continuaremos a apostar num bom trabalho de equipa e intensidade nas lutas em pista, para tentar chegar ao triunfo”.
O Ralicross Verde Horizonte disputa-se durante a tarde de sábado e todo o dia de domingo, 5 e 6 de setembro.
Depois de só um incidente em Castelo Branco ter travado o seu forte andamento e a possibilidade de lutar pela vitória, o lousadense vai até à Pista de Mação com os olhos postos no degrau mais alto do pódio desta quarta jornada do Campoenato de Portugal de Ralicross.
Numa época que tem sido em crescendo, quer no que respeita ao andamento e exibições, quer no que concerne aos resultados, Jorge Machado está preparado enfrentar a luta acesa entre os S1600, no Ralicross Verde Horizonte, que será disputado em Mação, já no próximo fim-de-semana.
O piloto de Lousada vai com tudo para uma “pista nova, pois nunca corri em Mação. Será, uma vez mais, uma jornada de descoberta. mas estou muito confiante. Foi fantástica a nossa exibição em castelo Branco e nem o incidente de que fui vítima na final ensombra o que realizamos na prova anterior. Estávamos na luta pelos lugares cimeiros e, tendo em conta a forma como estavam a desenrolar-se os acontecimentos, até poderíamos ter lutado pela vitória”.
Cada vez mais satisfeito com as potencialidades do Citroen C2, Jorge Machado e a equipa levam para Mação o propósito de “aproveitar ao máximo os treinos para afinar o C2 e para eu conhecer bem as particularidades da pista, preparando da melhor forma as corridas”. Depois, será tempo de “dar tudo nas mangas de qualificação para conseguir um bom lugar na grelha de partida da Final. Chegados aí, estamos no meio de muitos bravos e tudo pode acontecer. Quero tentar evitar incidentes na primeira curva e estar em posição de lutar pelo pódio. Estamos muito motivados e cientes de que temos andamento para ombrear com todos!”.
O Ralicross Verde Horizonte apresenta o programa habitual, com a tarde de sábado dedicada aos treinos e mangas de qualificação, que continuarão no domingo, antecedendo as finais decisivas.
Fernando Teotónio e Luís
Morgadinho levaram o Mitsubishi EVO X do Macambi Racing Team ao 2º lugar final no
Rali Alto Tâmega, entre os concorrentes da Categoria RC2N. A quarta prova do
Campeonato de Portugal de Ralis acabou por valer mais pelos pontos amealhados
do que pela posição alcançada.
À partida para a quarta prova do Campeonato de Portugal de Ralis, Fernando Teotónio e Luís Morgadinho estavam seguros quer dos objetivos, quer dos obstáculos a ultrapassar. O resultado negativo da Madeira, quer em termos pontuais, quer pelos estragos causados pela saída de estrada, forçava a dupla a encarar a prova transmontana com as cautelas devidas, quer pela necessidade plena de pontuar forte, para não perder o comboio do título, quer para voltar a ganhar níveis de confiança que lhes permitisse colocar na estrada todo o seu talento e rapidez.
Com vidas profissionais muito
preenchidas, piloto e navegador não conseguiram agendar qualquer teste no período
que mediou as duas provas, tornando ainda mais importante, como nos disse Luís
Morgadinho, navegador e Team Manager, pouco antes da partida,
utilizar “o primeiro dia de competição para nos situar quanto ao
andamento e à confiança. Esta tem sido uma época agridoce, alternando bons
resultados com desistências e chegamos a esta prova com a noção de que a sua
importância ganhou novos índices. Terminar é obrigatório e ganhar algo
importante”.
Nas duas especiais do primeiro
dia, Teotónio e Morgadinho rodaram abaixo dos limites e terminaram a jornada no
2º lugar entre os RC2N. Para o piloto, foi “um arranque muito abaixo do
que queremos e sabemos fazer. Entramos no rali sem “feeling” e
demoramos a encontrar um bom ritmo. Nada a dizer do Mitsubishi Lancer EVO X que
a Domingos Sport nos entregou: como sempre, está impecável”.
No segundo e último dia de prova, que contemplava mais quatro especiais, a equipa viu-se na necessidade de optar entre aumentar o ritmo e tentar chega à vitória ou assegurar a 2ª posição e pontuar forte. A segunda escolha acabou por imperar e, como diz Fernando Teotónio, sabiam que “seria difícil recuperar a diferença para os líderes. Então optamos por uma toada segura, garantindo o 2º lugar e os pontos. Como já temos dois resultados em branco, tínhamos obrigatoriamente de pontuar se queríamos manter as possibilidades de lutar pelo título.
O balanço acaba por ser positivo pois amealhamos pontos. O 2º posto não era o que desejávamos e queríamos obter, mas um dia inicial abaixo do que podemos e sabemos fazer condicionou completamente o resultado”. Já Luís Morgadinho lembrou que “chegamos aqui ainda condicionados psicologicamente pelo que nos aconteceu na Madeira. Este foi o resultado possível e agora é olhar em frente. Há mais ralis e mais campeonato!”
Gaspar Pinto deu ainda aos pneus KUMHO mais um pódio absoluto, numa jornada que contou com 14 equipas integradas no DKP. A quase dezena e meia de equipas que alinhar no rali do Alto Tâmega integradas no Desafio Kumho Portugal, tinham pela frente a tarefa de enfrentarem quatro especiais, com um total de cerca de 76 quilómetros. 4 estavam na Divisão 1 e a restante dezena media forças na Divisão 2.
Uma equipa esteve em grande destaque, no que concerne aos membros da “armada” Kumho que utilizaram “armas” com quatro rodas motrizes. Gaspar Pinto e Bernardo Gusmão foram sempre muito fortes em todas as especiais, colocando o Mitsubishi Lancer EVO VIII na liderança Kumho e estando, de início a fim, na discussão do pódio absoluto do Campeonato Norte de Ralis, nesta prova organizada pelo CAMI.
Poderiam até ter estado mais na luta pelo triunfo no rali, se não tivessem sido afetados por fortes problemas de travões. O 2º lugar final no CNR não lhes fugiria e estão também na luta pelo campeonato. A vitória trouxe-lhes ainda uma dupla recompensa extra: São agora líderes ainda mais isolados da divisão no Desafio Kumho Norte, sendo claro que dificilmente perderão este título e reforçaram tremendamente a sua candidatura a vencer o Desafio Kumho Asfalto.
O 2º Posto na Divisão foi assegurado por Nuno Mateus e Roberto Santos. A dupla estava também em duas frentes, tais como os vencedores, já que se apresentavam à partida do rali como uma das equipas candidatas a vencer na refrega reservada ao Campeonato de Portugal de Clássicos de Ralis. E se no que concerne à luta pelas contas na Divisão 1 Kumho, rodaram sempre atrás de Gaspar Pinto e Bernardo Gusmão, já entre os Clássicos chegaram a liderar, mercê de um andamento eficaz até que o Mitsubishi EVO VI começou a dar problemas, forçando-os a viver um “calvário” até ao fecho do rali. Mesmo assim, asseguram um duplo 2º lugar, entre os Kumho e entre os Clássicos.
As duas outras duplas que
competiram nesta Divisão 1 não foram bafejadas pela sorte.
Rui Rijo e Gonçalo Assunção vieram desde terras algarvias para tentarem dar seguimento à sua excelente exibição de Castelo Branco, mas uma rutura num diferencial do Mitsubishi Lancer EVO VIII MR ditou o seu abando logo na especial de abertura da prova. Para a dupla Eduardo Santos/Tiago Neves, em Subaru, quando tentavam recuperar após um furo, a quebra da embraiagem no penúltimo troço, ditou a desistência.
Volte face dramático, dita resultados na Divisão 2
A luta pela primazia nesta
Divisão, foi um autêntico “duelo ao sol” entre dois “pistoleiros”.
Pedro Miguel Serôdio,
navegado por Hugo Marques e Miguel Carvalho, acompanhado por António Reis,
foram os protagonistas principais do “filme” e, tal como em qualquer “western”
que se preze, o enredo incluiu um volte-face que o público não esperava.
Mercê de um tempo canhão na primeira especial, Pedro M. Serôdio colocou o Citroen Saxo no comando, que manteve na especial seguinte, mesmo tendo aqui sido mais lento do que o Peugeot 206 de Miguel Carvalho. Os pilotos iriam enfrentar a segunda ronda de especiais separados por 20,8 segundos.
E então deu-se o drama. Logo após sair da assistência e reabastecer, o Citroen Saxo de Serôdio recusou-se a trabalhar e a equipa viveu momentos de puro drama até ver finalmente o motor “roncar” de novo. O tempo para a ligação era curto e penalizaram fortemente no controlo horário de chegada à especial seguinte. Um minuto de penalização foi a machada final nas pretensões de Serôdio e Marques, vindo a ver a sua diferença para Carvalho e Reis aumentar nessa 3ª PEC, onde perderam mais 5,7 segundos, chegando ao troço final a 56,6 segundos de diferença da frente da corrida, tornando praticamente impossível a “remontada”.
E assim foi. Miguel Carvalho
limitou-se a gerir, perdendo apenas 4,9 segundos nos 14,23 kms finais e
chegando ao pódio com uma doce vitoria na Divisão 2 Kumho, tendo Pedro Miguel
Serôdio que se contentar com o 2º lugar final.
O pódio desta Divisão ficou completo com o Nissan Micra 1.3 de João Silva e Nuno Almeida. E nem a baixa cilindrada e a hipotética competitividade relativa do carro, impediram esta dupla de brilhar ao mais alto nível, colocando-se no 3º posto logo na 1ª PEC e defendendo a posição, com unhas e dentes, até ao fecho da prova. Aplauso máximo para João Silva que, ao pódio, somou anda a liderança entre os 1400cc Kumho.
Logo atrás, o 4º lugar
final foi obtido por Rafael e Gonçalo Cunha, num dos Peugeot 106 da Copa. Ainda
esboçaram uma aproximação ao pódio, mas a escolha de pneus já usados viria a
ser decisiva para os limitar no andamento. A 5ª posição foi o pecúlio alcançado
pela equipa Pedro Pereira/Sandro Trindade (Peugeot 106 XSi) que, mesmo com
graves problemas de motor, lograram concluir o rali e somar preciosos pontos.
Sem possibilidades de
picar o ponto no controle de chegada final, estiveram mais seis equipas.
O sempre rápido Francisco Azevedo foi o azarado do dia. Acompanhado, como sempre, por Nuno Ferreira, foi vítima de uma forte saída de estrada na 3ª PEC, que maltratou muito o Peugeot 205 GTi e os levou à desistência. Rui Jorge Cunha foi também vítima de um despiste, mas num teste privado, realizado na sexta feira anterior ao rali, não tendo conseguiu reparar a tempo os danos no Citroen Saxo.
Já no tocante a
desistências por avaria mecânica, Capela Morais/António Vieira viram o motor do
Skoda perder todo óleo e entregar a “alma ao Criador”, enquanto o Citroen C2 de
Filipe Abrantes/Marco Vilas Boas partia uma transmissão no penúltimo troço. A
mesma avaria levou o Citroen Saxo de Vítor Rodrigues/Nuno Alves a ceder, logo
no troço inaugural.
O Seat Leon Tdi de Manuel
Pinto não compareceu à partida.
O 3º Desafio Kumho Portugal volta à competição nos dias 12 e 13 de setembro. Será no rali de Vila do Bispo, prova que contará para os Desafios Kumho Terra, Sul e Centro.
Brilhante vitória de Filipe Albuquerque em Paul Ricard. O piloto português saiu da ‘pole posotion’, chegou a estar no 12º lugar da classificação depois de uma má decisão em termos de estratégia e chegou a duas voltas do final no segundo posto. Uma ultrapassagem eximia quase ao cair do pano, levou-o ao lugar mais alto do pódio. Um resultado brilhante, numa corrida imprópria mas que coloca Albuquerque e Phil Hanson cada vez mais líderes do ELMS. Piloto português é cada vez mais líder do European Le Mans Series.
No final Filipe nem conseguia acreditar no desfecho conseguido mas que só se alcança quando não se desiste e se acredita até ao final: “Depois de termos errado na estratégia e de vermos a ‘pole position’ traduzida num 12º lugar, achámos que não seria possível. Foi um balde de água fria. Mas, não deitámos a toalha ao chão e focámo-nos em conseguir o melhor resultado possível, a pensar nas contas do Campeonato. Mas, as coisas começaram a acontecer e a determinada altura percebi, com o andamento que tínhamos, que talvez conseguíssemos minimizar os estragos mas nunca pensei chegar á vitória”, começou por referir.
Encetou uma luta sem precedentes ganhando terrenos volta a volta: “E quando cheguei à traseira do Vergne, que liderava a prova, nem queria acreditar. Pressionei o mais que pude para fazê-lo cometer erros. Ele manteve-se forte mas numa dobragem, arrisquei e consegui uma ultrapassagem espectacular. Foi um alívio daqueles. Depois foi cruzar a meta e festejar este vitória que achei seria impossível. Nem tenho palavras para descrever tudo o que aconteceu. Estou muito feliz por mim, pelo Phil que teve uma condução brilhante em condições difíceis e pela equipa, que nunca desistiu”, concluiu.
Assim, Filipe Albuquerque e Phil Hanson no Oreca #22 da United Autosports consolidam a liderança do Campeonato numa fase importante do campeonato quando faltam duas corridas para o final da época: Monza e Portimão.