Álvaro Parente volta a representar a Acura através da Heinricher Racing em 2020, tomando parte no IMSA SportsCar Championship, a principal competição de endurance dos Estados Unidos da América.
O português foi um dos protagonistas do campeonato de 2018 aos comandos de um Acura NSX GT3 inscrito na classe GTD pela Meyer Shank Racing, tendo vencido a prova de Laguna Seca e alcançado pódios, um dos quais nas 24 Horas de Daytona, na campanha em que permitiu a Katherine Legge, a sua colega de equipa, conquistar o vice-título.
Na próxima época o piloto do Porto volta a defender a cores do construtor nipónico integrado na Heinricher Racing, que terá a estrutura técnica da Meyer Shank Racing (MSR), fazendo equipa com Misha Goikhberg, um canadiano de origem russa, que tem sido presença assídua no IMSA SportsCar Championship na classe dedicada a protótipos.
A temporada de 2020 do campeonato norte-americano terá o seu início com as 24 Horas de Daytona, de 22 a 26 de Janeiro, estendendo-se até 10 de Outubro, com a prova de Petit Le Mans, ao longo de dez evento, estando o português entusiasmado com o regresso à competição. “Em 2018 tive com a MSR a minha primeira experiência no IMSA e com a equipa e aprendi algumas pistas que ainda não conhecia, portanto, tudo era muito novo para mim. Foi um ano muito bem-sucedido desde o início e gostei muito de trabalhar com todos. Estou muito motivado e satisfeito por poder voltar ao IMSA SportsCar Championship, desta vez com a Heinricher Racing, e contar com o apoio da MSR”, apontou Álvaro Parente.
Para a próxima temporada volta a ter à disposição de um competitivo Acura NSX GT3 preparado pela Meyer Shank Racing e mostra-se determinado em melhorar os impressionantes resultados que conquistou em 2018, contando com o apoio do seu colega de equipa. “Todos na equipa são talentosos e ambiciosos. Terminámos as 24 Horas de Daytona em segundo, mas estou apostado em subir um degrau. Para além disso, a MSR é a Campeã em título e isso deixa-me ainda mais motivado. O Misha é um piloto experiente e acredito que os dois poderemos ser uma dupla muito competitiva durante a temporada”, concluiu Álvaro Parente.
A PEUGEOT e a REBELLION decidiram
conjugar esforços para enfrentar o desafio do Campeonato do Mundo FIA de
Resistência (FIA WEC) e das 24 Horas de Le Mans.
A partir de 2022, as duas entidades irão focar-se na sua paixão conjunta pela competição automóvel, nos sucessos alcançados por ambas na disciplina e nos seus pedigrees desportivos e tecnológicos para disputarem a nova categoria de resistência “Hypercar”, recorrendo a potência híbrida.
Esta associação é impulsionada pela determinação conjunta de tornar bem-sucedido o compromisso da PEUGEOT nas corridas de resistência e a mudança da REBELLION para a nova era deste campeonato de prestígio.
Pelo lado da marca de Sochaux, Jean-Philippe Imparato (CEO da PEUGEOT) afirmou que “A PEUGEOT esteve por detrás de alguns dos momentos mais memoráveis das corridas de resistência, seja com as suas motorizações a gasolina ou a diesel. Hoje estamos a focar a nossa atenção para uma nova aventura assente na tecnologia híbrido-eletrificada. Estamos muito satisfeitos por ver que o nosso anúncio de participação neste campeonato foi recebido tão calorosamente, em especial porque esta mudança de direção emocionante, em termos desportivos e mecânicos, irá acompanhar o lançamento dos modelos Peugeot Sport Engineered. Estou muito entusiasmado com este programa e por irmos trabalhar associados a um grande parceiro. A paixão comprovada da REBELLION, a busca pela perfeição e as credenciais de performance encaixam-se perfeitamente com os valores da PEUGEOT, de padrões exigentes, design acutilante e emoção.” Já Jean-Marc Finot, Diretor da PSA Motorsport, anunciou que “O programa arrancará em 2022 e estamos extremamente satisfeitos por nos juntarmos a um dos grandes nomes das provas de resistência. A experiência da REBELLION Racing no FIA WEC será um enorme trunfo para criar a equipa mais forte possível para este nosso programa, como se comprova pela recente vitória da equipa em Xangai.”
Alexandre Pesci, Presidente da REBELLION Corporation afinou pelo mesmo diapasão dando conta da sua convicção de que“a paixão comum a ambas as empresas fala por nós. Juntos, iremos construir um carro e uma equipa para competir no que promete ser um campeonato deveras disputado, e estabelecer novos recordes de sucesso em conjunto.”
A equipa técnica irá definir as linhas mestras do projeto, em janeiro de 2020, altura em que a Peugeot Sport e a REBELLION Racing estarão a definir a estrutura de toda a equipa.
Equipa luso-francesa iguala Farrajota e Bianchi Prata com 2ª vitória consecutiva em Fronteira.
A família Andrade, com o filho Alexandre ao comando de uma formação
constituída por Cédric Duplé, Yann Morize e Alexandre Deaujon, voltou a fazer história
nas BP Ultimate 24 Horas Vila de Fronteira. A equipa do A.C. Nissan
Proto venceu a 22ª da grande festa do todo-o-terreno nacional e repetiu o
triunfo de 2018. Foi, apenas, a segunda vez que alguém triunfou duas vezes seguidas na vila alentejana,
depois de Miguel Farrajota e Pedro Bianchi Prata o terem conseguido
logo nos primeiros dois anos da prova organizada pelo ACP Motorsport.
O protótipo com o número 22 foi o mais forte ao longo de 24 horas de competição. Durante a prova, completou 101 voltas,
mais duas do que os segundos classificados, Gilles Billaut, Antoine
Galland, Laurent Fouquet e Hugues Moilet, em Fouquet BV4 Nissan. A
fechar o pódio ficou a formação de Michele Cinotto, Michele De Nora,
Carlo Cinotto e Pietro Cinotto, em Mini All4-Racing, também a duas
voltas dos vencedores.
A 22ª edição das BP Ultimate 24 Horas de Fronteira ficou marcada pela muita chuva
que, a espaços, caiu sobre a vila alentejana. A água tornou as
condições do Terródromo ainda mais exigentes para as cerca de oito
dezenas de equipas concorrentes. Com uma pista bastante enlameada, a
equipa do Fouquet BV4 Nissan com o número 3 foi a primeira líder da
competição. Um excelente arranque catapultou o protótipo construído em
França. Contudo, a pressão da concorrência fez com que este quarteto
gaulês perdesse o comando da prova. Aliás, nas três primeiras horas,
houve três líderes diferentes.
O A.C. Nissan Proto da família Andrade andou sempre entre os mais fortes
mas, na fase inicial, nunca conseguiu estar na frente. Até meio da
prova houve cinco equipas que lideraram, com destaque para o Mini da
X-Raid, comandante à passagem pela quarta hora e, depois, entre a sexta e
a 12ª. Mas um toque provocou danos no eixo traseiro do carro
desenvolvido na Alemanha. A ida às boxes da equipa italiana fez com que
Alexandre Andrade, Cédric Duplé, Yann Morize e Alexandre Deaujon
passassem para o comando após 13 horas de corrida e, a partir daí, nunca
mais ninguém voltou a liderar.
A estrutura luso-francesa controlou a seu bel-prazer
a segunda metade das BP Ultimate 24 Horas Vila de Fronteira e alcançou o
segundo triunfo consecutivo, algo que não acontecia desde as primeiras
edições desta grande maratona de TT. Com quatro voltas de vantagem,
Andrade e companhia mantiveram um ritmo muito constante
até à derradeira hora de competição. Aí, pararam nas boxes para
verificar tudo e geriram a diferença para a concorrência que recuperou
terreno. Este não foi, porém, suficiente e o A.C. Nissan Proto voltou a
subir ao lugar mais alto do pódio.
Destaque, também, para o Can-Am da equipa de Thierry Charbonnier. O
SSV da estrutura francesa alcançou o quarto posto absoluto, à frente de
outro SSV, o Can-Am de Jeremy Halter. Em sexto lugar ficou a primeira formação portuguesa.
Amândio Alves, Rogério Reis, João Silva e Márcio Reis fecharam esta
participação com o MMP Rally Raid a dez voltas dos mais fortes.
Por categorias, o A.C. Nissan Proto venceu em Endurance e o Mini
All4-Racing do quarteto italiano foi o melhor T1. O Can-Am de
Charbonnier foi o melhor T3 e Marco Martins, Marco Marques, José Martins
e Vítor Silva foram os melhores da Promoção C com o Nissan Patrol. A
vitória na Promoção A foi para Ana Pereira, Cristela Marto, Carla
Gameiro e Sílvia Reis, em Suzuki Jimny, e o Citroën AX de Manuel
Barreto, Rodrigo Daniel, Hugo Batista e Samuel Tiago impôs-se na
Promoção B.
Este ano, e a título excepcional, o ACP Motorsport, enquanto entidade
organizadora das BP Ultimate 24 Horas Vila de Fronteira, decidiu
entregar, a título excepcional, o Troféu Honra e Mérito Domingos Piedade aos vencedores da prova. A melhor equipa lusa recebeu o Troféu Manuel Mota.
BP Ultimate 24H TT Vila de Fronteira, 28th November to 1st December 2019 – Photo: Paulo Maria / ACP
Gonçalo Figueiroa é considerado um dos mais espetaculares e rápidos pilotos de ralis da atualidade.
A VMotores foi até Leiria para conhecer melhor a sua curta mas bem sucedida carreira.
José Janela, o consagrado navegador que faz equipa com o piloto do oeste, juntou-se à conversa conduzida pelo jornalista Joaquim Amândio Santos e pelo editor de imagem Armando Leitão.
O Group 1 Portugal encerrou este domingo a temporada de 2019 com os tradicionais 250 Km do Estoril, que já são uma tradição para equipas e pilotos desta competição. As duas horas de corrida promovem as incertezas no resultado até ao final, até porque os moldes da corrida fogem às regras daquilo a que os pilotos do Group 1 Portugal estão habituados.
A sessão de qualificação desenrolou-se bem cedo, com uma bela manhã de sol e foi o Ford Escort RS 2000 do trio Diogo Lopes/Martins/Soares com o tempo de 2:05.303, a ser o mais rápido, seguido da dupla Dias Pedro/Pereira, com uma diferença de apenas 0,125 centésimas em Ford Escort idêntico. Não que isso interesse muito numa prova de duas horas, mas é a previsão para uma fantástica corrida. A terceira posição da grelha foi conseguida por outro Ford Escort RS 2000, com a dupla Vieira/Cruz e estas três equipas dominam também a categoria H81-2000.
O primeiro dos H81-Max foi o atual líder da categoria, o potente Jaguar XJS V12 que habitualmente é pilotado apenas por André Castro Pinheiro, mas que desta vez tem o talentoso piloto Francisco Sande e Castro para dividir o volante, a ocupar a quinta posição da grelha. Francisco Sande e Castro que pilotou um carro similar nos anos 80 e é como um regresso ao passado para o piloto Sande e Castro. Nesta categoria, o segundo mais rápido na sessão de qualificação foi o Ford Capri MKIII V6 dos irmãos Fresco, que desta vez também trazem o companheiro Rui Salgado. Na terceira posição dos H81-Max estão Nunes/Dal Maso em Porsche 924 Turbo a apenas 0,28 centésimas dos seus precedentes.
Nos H81-1600, são os Golf GTi a dominar os primeiros lugares, com os pilotos Carlos e Nuno Matos a serem os mais rápidos, em segundo a tripla Gaspar/Amara/Ferreira e no terceiro qualificaram-se Cerveira Pinto/Pedro Liberal, todos praticamente dentro do mesmo segundo. Na H71-1600, o mais rápido foi o Alfa Romeo Giulia de João e Miguel Ribeiro, mas terá o BMW 1600 Ti de Paulo Antunes/Pinto Abreu no seu encalço.
Na Production Cup, dos nove Datsun 1200 a alinharem nesta prova, os mais rápidos foram Freitas/Magalhães, a dupla que leva o líder da categoria e em segundo surge a parelha Santos Mendonça/Neto, com os terceiros a serem Pinto Abreu/Rebelo Martins, prometendo uma corrida muito animada face aos tempos muito próximos.
O Troféu Mini apresentava na “Pole Position” a tripla Sales/Salvada/Cavaleiro e Silva, seguido de Affonso/Veiga e de Rêgo/Leal mas a luta entre os sete magníficos Mini promete ser animada. Nota também para o Ford Escort RS 2000 do pai e filho Gaspar, que não rodou na qualificação por problemas técnicos, mas que é sempre um forte candidato aos lugares cimeiros e vai partir do último lugar da grelha.
Corrida de duas horas decidida nos últimos 5 minutos
Depois de uma manhã solarenga, nada fazia prever o início da corrida para os 250 km do Estoril do Group 1 à chuva. A verdade é que na partida para a última corrida do ano, caía uma chuva miudinha que deixava antever um início complicado em termos de aderência, mas a mestria e o cuidado acrescido dos pilotos conscientes que estão no início de uma prova de duas horas, fez com que a partida corresse sem incidentes.
O Ford Escort RS 2000 de Dias Pedro/Pereira ganha a dianteira ao Ford idêntico de Diogo Lopes/Martins/Soares, que saía da Pole Position, com outro Ford Escort RS 2000, da dupla Vieria/Cruz logo atrás. O Golf Gti do trio Gaspar/Amaral/Ferreira faz um bom arranque e sobe ao quarto lugar, afirmando-se ainda mais líder da categoria H81-1600 e relegando o Ford Escort RS 2000 de Macedo/Gago para quinto e o Jaguar XJS V12 de Castro Pinheiro/Sande e Castro para sexto, este último que continuava a liderar a categoria H81-Max. Logo de seguida vinham dois VW Golf GTi, os segundo e terceiro da categoria H81-1600, o primeiro de Carlos Matos/Nuno Matos e o outro de Cerveira Pinto/Pedro Liberal. Os dois gladiadores da H71-1600 arrancavam juntos, o Alfa Romeo Giulia de João e Miguel Ribeiro e o BMW 1600 Ti de Paulo Antunes/Pinto Abreu e seguiam em luta direta, enquanto na Production Cup, o Datsun 1200 conduzido por Freitas/Magalhães mantinha-se líder da categoria, mas com outro Datsun de Posser/Guedes no seu encalço, sendo Santos Mendonça/Neto os terceiros. No Troféu Mini, o equilíbrio era o que se esperava, com o modelo de Affonso/Beirão da Veiga na frente da luta a três com Dal Maso/Carvalhosa e Sales/Salavada/Cavaleiro e Silva, com constantes trocas de posições até este último se atrasar nesta luta e deixar os outros dois sozinhos, mas sempre com o Mini de Rego/Leal à espreita, que aos 20 minutos de corrida já rodava junto dos dois primeiros. Mais atrás, o trio Sales/Salvada/Cavaleiro e Silva fazia o Mini recuperar posições depois do deslize em pista e na Production Cup o Datsun 1200 de Posser/Guedes ascendia à liderança da categoria. Lá na frente, tudo igual, com o Ford Escort RS 2000 de Dias Pedro/Pereira a liderar, o Golf GTi de Gaspar/Amaral/Ferreira em quarto a liderar a categoria H81-1600 e o Jaguar XJS V12 de Castro Pinheiro/Sande e Castro a comandar os H81-Max.
Depois da primeira paragem e quando ainda faltava mais de uma hora para o final da corrida, o Ford Escort RS de Diogo Lopes/Martins/Soares assalta a liderança da prova e remete o Ford Escort idêntico de Dias Pedro/Pereira para o segundo posto. O VW Golf Gti de Gaspar/Amaral/Ferreira beneficiava das condições meteorológicas adversas para subir a um fantástico 3º lugar da geral e consolidar a posição de líder na categoria H81-1600. O Jaguar XJS V12 de Castro Pinheiro/Sande e Castro mantinha-se no sexto lugar a liderar a categoria H81-Max, com o Porsche 924 Turbo de Nunes/Dal Maso em segundo e o Ford Capri MKIII V6 dos irmãos Fresco em terceiro. É por esta altura que o Golf Gti de Carlos e Nuno Matos entra nas boxes, quando era 3º dos H81-1600 para abandonar a corrida. Na Production Cup, o líder mantinha-se o Datsun 1200 de Posser/Guedes, agora com Santos Mendonça/Neto no seu encalço e Pinto Abreu/Rebelo Martins no terceiro lugar. Na animada luta entre os Mini, a dupla Rego/Leal era agora líder, com Affonso/Beirão da Veiga logo atrás, seguidos por Dal Maso/Carvalhosa sempre muitos junto. Enquanto isso, nesta altura o Mini de Borreguero/Ferrão/Marques perseguia-os. Mais atrás, a dupla Neves/Santos e Sales/Salavada/Cavaleiro e Silva digladiava-se pela melhor posição entre eles.
A abertura da segunda janela para troca de pilotos cria uma azáfama incrível nas boxes e o líder do momento Ford Escort RS 2000 de Dias Pedro/Pereira são os primeiros a parar. Com tanta ocorrência ao pit lane gera-se trânsito para os reabastecimentos, numa altura em que o Jaguar XJS V12 de Castro Pinheiro/Sande e Castro, líder da categoria H81-Max entra nas boxes e não volta a sair devido a ao sobreaquecimento dos travões. O Datsun 1200 do líder da classificação da Production Cup, Francisco Freitas, também entra nas boxes e um problema elétrico não o deixa regressar à pista, deitando por terra a vitória final na categoria.
No final desta segunda janela o Ford Escort RS 2000 de Dias Pedro/Pereira mantém-se a liderar o pelotão, com o suspeito do costume, o outro Ford Escort idêntico de Diogo Lopes/Pereira em sua perseguição. O terceiro desta categoria H81-2000 era mais um Ford Escort RS 2000 de Vieira/Cruz que seguia agora na quinta posição. O Porsche 924 Turbo de Nunes/Dal Maso assume a liderança da categoria H81-Max e segue em sexto lugar, com o Ford Capri MKIII V6 dos irmãos Fresco/Salgado em segundo da categoria, mas a sensação do momento é o Golf GTi de Gaspar/Amaral/Ferreira que ocupa a terceira posição e lidera a categoria H81-1600, com o outro Golf Gti de Cerveira Pinto/Pedro Liberal em segundo da categoria, ainda que mais atrasado.
Na Production Cup é o Datsun 1200 de Santos Mendonça/Neto que passa a ser o líder, com a dupla Pinto Abreu/Rebelo Martins na segunda posição e Mourato Gordo/Rodrigues a surgirem no terceiro posto desta disputada categoria. Nos Mini, o líder passava a ser a parelha Affonso/Beirão da Veiga, que não podia relaxar já que continuava a ter em sua perseguição duas duplas: Rego/Leal e Dal Maso/Carvalhosa, sempre com parcas diferenças entre si.
Mas é na entrada na terceira e última janela de troca de pilotos que continua a haver mais surpresas. A corrida às boxes dá-se novamente em grande número ao mesmo tempo e a azáfama entusiasma todos os que observam os movimentos de carros e equipas no pit lane. Quando se fecha o tempo desta última janela de oportunidade, as condições atmosféricas, com a chuva que teima em não parar de cair, deixam a pista com algumas armadilhas e com uma condução difícil. É notória a luta dos pilotos com os bólides e também que alguns aumentam os seus tempos por volta, mas o Ford Escort RS 2000 de Dias Pedro/Pereira é cada vez mais líder. Esperava-se um desfecho tranquilo para os dois pilotos, mas uma penalidade de Stop & Go por incumprimento do tempo de paragem, a 10 minutos do final da corrida faz com que, a apenas 4 minutos do final e depois do cumprimento do castigo por parte desta dupla, o Ford Escort RS 2000 de Diogo Lopes/Martins/Soares assuma a liderança da prova e as duas últimas voltas foram de tirar o fôlego, com os dois Ford Escort RS 2000 a disputar a prova até ao último metro. Acabou por ser o trio Lopes/Martins/Soares a levar a bandeira de xadrez em primeiro mas com uma vantagem de menos de dois segundos para Dias Pedro/Pereira. Com este resultado, Diogo Lopes e Filipe Martins sagram-se vencedores da categoria H81-2000 do Group 1 Portugal. Os terceiros a cortar a meta e também terceiros da categoria H81-2000 foram Vieira/Cruz e logo atrás cruza a meta o Golf Gti de Cerveira Pinto/Pedro Liberal, que num volte de face na categoria H81-1600, acabam por vencer por apenas um ponto esta categoria com a vantagem de apenas um ponto para Madalena Gaspar, que corta a meta em segundo.
Na H81-Max é o eficaz Porsche 924 Turbo de Nunes/Dal Maso a vencer, com o espetacular Ford Capri MKIII V6 dos irmãos Fresco e Rui Salgado a ser segundo, mas o título desta categoria já não fugiu a André Castro Pinheiro com o seu Jaguar XJS V12. Enquanto isso, o Alfa Romeo Giulia de João e Miguel Ribeiro acabam por vencer a luta com o BMW 1600 Ti de Paulo Antunes/Pinto Abreu na categoria H71-1600 e levam também a coroa desta categoria.
Na concorrida Production Cup, Santos Mendonça/Neto vencem de forma consolidada a prova, mas é a dupla Pinto Abreu/Rebelo Martins, que corta a meta em segundo lugar a fazer a maior festa, já que Tomás Pinto Abreu se sagra vencedor da categoria com este resultado, mas não sem antes apanharem um susto quando o vidro do seu Datsun 1200 se começa a embaciar e levam um Drive Through na fase final devido a tempos de paragem, o que fez aproximar perigosamente a dupla Posser/Guedes que cruza a meta em terceiro lugar da categoria.
No competitivo Troféu Mini, a emoção também esteve ao rubro até ao final. Os vencedores da corrida foram Affonso/Beirão da Veiga, embora os segundos classificados na prova Rego/Leal, tenham vendido caro este triunfo, mas quem mais sorriu foi a dupla Dal Maso/Carvalhosa, que foram os terceiros a cortar a meta, mas que com este resultado levam o titulo de vencedor do Troféu ao jovem Guilherme Dal Maso. À parte do Troféu Mini, o Mini Cooper do trio Maciel/Aniceto/Lourenço terminou em 23º lugar, no meio da comitiva do Troféu e venceu a categoria 1052.
Para Diogo Ferrão “é um orgulho ter pilotos e equipas tão bem preparadas como as que temos no Group 1 Portugal, pois mesmo com estas condições climatéricas adversas não houve situações complicadas em pista. Nada fazia prever este desfecho depois de uma manhã de sol, mas só veio provar a excelente qualidade de pilotos que temos. Também não posso deixar de frisar que praticamente todas as categorias entraram para a última corrida com a classificação final em aberto e quase todas tiveram um desfecho diferente do que se esperava nos últimos cinquenta minutos de corrida, o que não deixa de ser fantástico e prova, mais uma vez, a competitividade desta grelha. No final, é um prazer enorme ver a satisfação dos pilotos e que mostram vontade de regressar para mais uma edição dos 250 km do Estoril, que este ano foi uma montanha russa de emoções”.
A primeira temporada das GT4 South European Series
chegou ao fim este domingo no Autódromo do Estoril, com duas corridas bastante
disputadas, em que as condições atmosféricas tiveram um papel relevante e em
que a dupla Miguel Cristóvão/Francisco Abreu voltou a estar intocável. Este
final de festa serviu também à celebração da Veloso Motorsport como Campeã de
Equipas e de Francisco Carvalho como Campeão da categoria AM Cup.
A primeira corrida da competição apoiada pela Betano
Portugal foi disputada logo pela manhã, estando a pista ainda húmida da noite,
mas isso não impediu Francisco Carvalho de realizar um arranque fulgurante,
ascendendo ao comando ao passar pelo meio dos Mercedes-AMG GT4 da Bullitt
Racing, pilotados por Stephen Pattrick, que alinhou na pole-position, e Ian
Loggie, segunda posição da grelha de partida.
Entretanto, Miguel Cristóvão iniciava a sua recuperação,
ganhando uma posição a Mariano Pires, debilitado fisicamente devido a uma
amigdalite, terminando a primeira volta na terceira posição a pressionar o
segundo lugar de Ian Loggie, passando-o na travagem para a Curva 1, na segunda
volta. Francisco Carvalho tinha já uma vantagem de mais de dois segundos sobre
o piloto do Mercedes-AMG GT4, evidenciando um ritmo fortíssimo aos comandos do
seu Porsche Cayman GT4 da Veloso Motorsport.
O vencedor da Pro-Am Cup, na companhia de Francisco Abreu,
apontou o seu objectivo para o carro de Zuffenhausen e foi-se aproximando
lentamente do líder da corrida, alcançando-o quando estavam decorridas nove
voltas. Na seguinte, o piloto de Cascais saiu bem da Parabólica, assumindo o
comando na travagem para a Curva 1.
Miguel Cristóvão passou a ganhar vantagem para Francisco
Carvalho, entregando o Mercedes-AMG GT4 número oitenta e oito a Francisco Abreu
com uma liderança muito confortável para os seus perseguidores. O piloto da
Madeira imprimiu um ritmo avassalador, assinando pelo caminho a volta mais
rápida da corrida, para assegurar a sexta vitória da temporada do duo.
O Porsche Cayman GT4 acabaria por se atrasar na
classificação geral, devido a um problema com o limite de velocidade na via das
boxes quando Fábio Mota entrou em pista, mas ainda assim, o piloto de Vila Nova
de Gaia levaria o carro germânico até ao quinto lugar da geral, vencendo entre
os concorrentes da Am Cup.
A luta pelos restantes lugares do pódio da Pro-Am Cup foi
uma questão entre os homens da Bullitt Racing, uma vez que o Ginetta G55 GT4 da
ABM Grand Prix sofreu uma penalização de um Stop & Go de três segundos
devido uma infracção no seu Pit-Stop, tendo César Machado visto a bandeira de
xadrez no quarto lugar.
Andy Meyrick, no Mercedes-AMG GT4 #33, saiu das boxes no
terceiro posto, lançando-se na perseguição ao seu companheiro de equipa, Callum
McLeod. Os dois carros da formação espanhola lutaram ao longo de diversas
voltas pelo segundo lugar, acabando Andy Meyrick, que faz equipa com Stephen
Pattrick, por subir a segundo a três voltas do final, ficando Callum McLeod,
juntamente com Callum Illott, no degrau mais baixo do pódio.
Na GTC Cup, Marmaduke Hall e Edward Moore sentiram problemas
no motor do seu Ginetta G50 GT4, que falhava, acabando por ser Jemma Moore a
vencedora, estreando-se no degrau mais alto do pódio e afirmando-se como a mais
jovem triunfadora na ainda curta história das GT4 South European Series.
Pela parte da tarde disputou-se a segunda corrida do
fim-de-semana e última da temporada. Com a chuva e o nevoeiro a fazerem-se
sentir no Autódromo do Estoril, o pelotão saiu para a pista atrás do
Safety-Car. Porém, visto que as condições de segurança não estavam reunidas, a
direcção de corrida chamou todos os carros ao pitlane e aguardou que melhores
condições atmosféricas se fizessem sentir. A troca de pilotos foi feita sob
bandeira vermelhas e apenas houve treze minutos de tempo de qualidade de
corrida. Pouco depois do recomeço o Ginetta G55 GT4 da ABM Grand Prix, o carro
que tinha saído da pole-position, foi forçado a abandonar com problemas
técnicos.
Para o último “sprint” da temporada, Cristóvão, que herdou
momentaneamente a liderança, perdeu dois lugares, um para o Mercedes-AMG de
Pattrick e outro o Tockwith Motorsports de Hall, mas o piloto local recuperou
logo de seguida o lugar perdido e fugiu rumo ao sétimo triunfo consecutivo da
temporada.
Num final de corrida realizado sob condições muito difíceis,
Loggie e Pattrick viram as bandeiras de xadrez no segundo e terceiro posto da
classe Pro-Am.
O triunfo na AM Cup voltou a ficar nas mãos da dupla
Carvalho/Mota que teve a particularidade da dupla do Porsche da Veloso
Motorsport ter terminado a corrida no segundo posto da geral. Esta dupla
vitória permitiu a Francisco Carvalho superar na tabela de pontos da categoria
AM Cup o rival CO Jones, tornando campeão da categoria no cair do pano.
Resolvidos os problemas no seu carro, os campeões da classe
GTC, Moore e Hall, celebraram mais um triunfo na categoria GTC, superando a
jovem piloto Jemma Moore que arrancou do pitlane e já com uma volta de atraso.
Com os resultados deste fim-de-semana, a portuguesa Veloso
Motorsport sagrou-se Campeã de Equipas, com 111 pontos, contra 79 pontos da
britânica Tockwith Motorsports e 58 pontos da francesa ABM Grand Prix.
Após uma luta cerrada pela vitória ao longo de todo o o Rally Comunidad de Madrid (RACE), Daniel Berdomás/David Rivero, os já “Campeões” da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2019, bateram no derradeiro troço os portugueses Pedro Antunes/Paulo Lopes.
Tudo se decidiu na última Especial desta 6ª prova da Temporada 2 da copa coorganizada pela Peugeot Portugal e Peugeot Espanha num rali em que os dois primeiros acabam separados por apenas 1,2 segundos. Atrás deles perfilaram-se 9 outras duplas que, aos comandos dos competitivos Peugeot 208 R2, deram um colorido muito especial a esta prova, a última de 6 ralis corridos na Península Ibérica, 3 em Portugal e outros tantas em Espanha. Quem teve, também, razões para festejar foi Carlos Fernandes, que com o 3º lugar em Madrid garante o vice-campeonato de Pilotos, enquanto o co-piloto Darren Garrod confirma o lugar de delfim entre os Navegadores, posição que já havia alcançado no Rali RACC Catalunha.
Daniel Berdomás e David Rivera deram o seu
golpe final na última Especial do Rally Comunidad de Madrid, impedindo que os
portugueses Pedro Antunes/Paulo Lopes pudessem
festejar uma vitória que lhes parecia (quase) entregue. Mas como nos ralis não
existem “quases”, houve que esperar
pelo derradeiro cronómetro, para se conhecer quem ocuparia o lugar mais alto do
pódio final. Entregando-se a fundo na derradeira classificativa da prova, a dupla
espanhola não só anulava os 6,3 segundos que tinha de atraso sobre os seus
adversários lusos, como cifravam a diferença de tempos final em 1,2 segundos,
garantindo, assim, uma vitória muito suada, mas saborosa. Os já virtuais
“Campeões”da PEUGEOT RALLY
CUP IBÉRICA 2019 confirmaram e reforçaram esse
estatuto com esta sua 4ª vitória no ano, em 6 possíveis, depois de vencerem os
ralis Sierra Morena, Portugal, Terras d’Aboboreira e, agora este Comunidad de
Madrid. Daniel Berdomás espelhava,
assim, os sentimentos destes dois dias de rali e do conjunto da época: “Foi
um rali fantástico, superpositivo, disputado ao décimo de segundo, com um ritmo
muito elevado, face ao estado dos troços, e o facto de o termos ganho no final
dá-nos uma enorme satisfação, pois reforça o título que conquistámos no RACC.
Dedico mais esta vitória a – a 4ª em 2019, de 6 possíveis – à minha equipa e
aos meus patrocinadores. Vamos agora festejar, esta vitória e os títulos”.
Quanto à desalentada dupla portuguesa, a quem
o 1º lugar assentaria, também na perfeição, foi assim o comentário de Pedro Antunes: “Estamos satisfeitos com a nossa
prestação num rali onde, enquanto teve verdadeiras especiais, demonstrámos o
nosso andamento, registando 3 melhores tempos em 4 possíveis. Já aqui em Jarama,
considerando que esta estrutura do RACE não se coaduna com a essência dos rali,
no final não conseguimos segurar a vantagem. Ainda assim, foi igual para todos
e venceu o que melhor soube lidar com esta realidade. Foi, ainda assim, um bom
2º lugar para uma época repleta de situações que nos foram menos favoráveis”.
O último lugar do pódio ficava para Carlos Fernandes/Valter Cardoso, eles
que batiam por apenas 0,6 segundos os espanhóis Sergi Francolí/María Salvo, assegurando, com isso e em complemento,
o estatuto de “Vice-Campeões”, batendo no processo Josep Bassas/Manuel Muñoz e Ruiari
Bell/Darren Garrod, que terminariam o rali por esta ordem, com uma
diferença de 1,8 segundos, nos 4º e 5º lugares.
VITÒRIA DE BERDOMÁS/RIVERA
DÁ TITULO À TRS RALLY TEAM
Feitas as contas das diferentes categorias de
que compõem a PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2019, na Copa de Pilotos e com
este resultado, o já inalcançável Daniel
Berdomás passa a somar 119,37 pontos
válidos (de um total acumulado de 129,37 pontos), confirmando assim o título
de “Campeão” e o acesso ao correspondente Prémio
Final, a participação, ao volante de um carro de ralis do Groupe PSA
(Classe R5), num rali escolhido pela organização, entre os que, em 2020, irão
compor o Campeonato de Portugal de Ralis ou o Campeonato de Espanha de Ralis de
Asfalto.
Para o título de “Vice-Campeão” lutaram ainda,
neste rali, 3 candidatos, sendo que após o mesmo e feita toda a contabilidade
final, incluindo abdicar de uma pontuação – segundo o regulamento apenas contam
as 5 melhores pontuações de um total de 6 ralis – seria Carlos Fernandes a alcançá-lo, com um total 81,67 pontos válidos, ele que não tinha qualquer resultado para
descontar; Josep Bassas ficou com um
acumulado (total e válidos) de 80,21
pontos e RuiariBell somou 73,0 pontos válidos (dos 75,0 acumulados). Pedro Antunes termina a temporada no 5º posto, com 54,32 pontos (total e válidos).
Também na Copa
deNavegadores as primeiras
posições estavam definidas, com David
Rivera a totalizar 119,37 pontos
válidos (de um total acumulado de 129,37 pontos), à frente de Darren Garrod, com 73,0 pontos válidos (dos 75,0 acumulados). Paulo Lopes subiu ao 3º lugar final da copa, com 51,82 pontos válidos, à frente de María Salvo(46,08 pontos) e Axel
Coronado (39,71 pontos).
Na Copa
deEquipas, troféu para que
todas as equipas, entre as ainda candidatas ao título, se muniram de reforços
adicionais para esta prova,a TRS Rally Team sagrou-se “Campeã”, com
128 pontos, ficando a 2ª posição
para a Inside Motor, com 121 pontos, e a 3ª para a GC Motorsport, com um pecúlio de 102 pontos.
O troféu final da Junior Cup ficou para Josep Bassas e a Ladies Cup para a britânica Nabila Tejpar.
ronda do Autódromo do Estoril das GT4 South European Series,
tendo as posições das grelhas de partida ficado definidas nos últimos instantes
de cada uma das sessões.
As equipas e pilotos encontraram a pista molhada da chuva
que caiu durante a noite, mas com o vento e o sol a querer romper as nuvens, a
tendência era para que o asfalto da histórica pista portuguesa secasse, levando
a que todos os pilotos optassem por pneus slicks.
Todos não, uma vez que os homens da Bullitt Racing montaram
borrachas para chuva e acabou por ser a escolha certa na primeira sessão, dado
que a pista demorou mais tempo a secar do que o antecipado. Stephen Pattrick
acabou por aproveitar da melhor forma a boa escolha estratégica da sua equipa
para colocar o seu Mercedes-AMG GT4 na pole-position, batendo Ian Loggie, que
também beneficiou da decisão acertada da formação sediada em Espanha. Para Pattrick,
esta pole deixou-o “Estou muito satisfeito com a pole-position. A pista
estava molhada, mas a secar, no entanto, tomámos a decisão certa de colocar
pneus de chuva. Apesar do asfalto estar muito escorregadio, conseguimos a
pole-position e estou muito satisfeito.
Penso que amanhã a pista estará seca, o que será muito
bom. Temos um jogo novo de slicks, portanto, estamos ansiosos. É uma pista
fantástica, é a primeira vez que aqui estamos, estivemos a aprender, estamos
muito entusiasmados e esperamos ter corridas bem-sucedidas amanhã.”
Francisco Carvalho foi um surpreendente terceiro mais
rápido, apesar de ter montados pneus slicks no Porsche Cayman GT4 da Veloso
Motorsport, assegurando igualmente a pole-position da Am Cup. Mariano Pires
esteve em bom plano, colocando o Ginetta G55 GT4 da ABM Grand Prix na quarta
posição, apesar das dificuldades, superiorizando-se a Miguel Cristóvão, que
levou o Mercedes-AMG GT4 da Veloso Motorsport até ao quinto lugar da grelha de
partida.
Os dois carros da Tockwith Motorsports ficaram nas posições
seguintes, tendo Marmaduke Hall levado a melhor face a Jemma Moore na luta pela
pole-position da GTC Cup, apesar de não ter ficado satisfeito com a sua
performance.
A segunda qualificação disputou-se logo de seguida e as
dúvidas quanto aos pneus a usar permaneceram.
Os homens da Bullitt Racing mantiveram as borrachas de
chuva, sendo acompanhados por Francisco Abreu, uma vez que a Veloso Motorsport
resolveu mudar de estratégia no que diz respeito ao Mercedes-AMG GT4 da dupla
que já conquistou o título da Pro-Am Cup.
O piloto da Madeira liderou os acontecimentos nos momentos
iniciais, mas a pista foi secando progressivamente e, nos instantes finais,
César Machado, com pneus slicks no Ginetta G55 GT4 da ABM Grand Prix, assinou
uma volta canhão, assegurando a pole-position ao bater o seu rival por quase
dois segundos. Contente afirmou que “foi um pouco às escuras! A pista
estava molhada tanto na Q1 como na Q2 e o Mariano (Pires) e eu arriscámos na
perspectiva desta secar, dado que o tempo parecia estar a melhorar. Se a pista
realmente secasse estaríamos em vantagem na parte final e assim foi. No início
tive bastantes dificuldades, o asfalto ainda se encontrava muito molhado e quem
estava com pneus de chuva estava bastante mais rápido, mas estava confiante de
que, mais tarde poderia tender a nosso favor. Estou muito contente com mais uma
pole-position, este ano.
Para a corrida, prognósticos, só no fim do jogo
(risos). Este circuito não é muito favorável ao Ginetta, perdemos muito para os
Mercedes, mas vamos tentar minimizar a nossa desvantagem e tentar realizar bons
turnos de condução, com boas trocas de pilotos. Vamos lutar pela vitória,
sabemos que não será nada fácil, mas vamos tentar conquistar um triunfo no
último fim-de-semana da temporada”.
Andy Meyrick, em Mercedes-AMG GT4, assinou o terceiro crono,
seguido de Edward Moore, Ginetta G50 GT4, que separou os dois carros da Bullitt
Racing e garantiu uma vez mais a pole-position da GTC Cup. Fábio Mota levou o
Porsche Cayman GT4 da Veloso Motorsport até ao sexto lugar, pole-position da Am
Cup, superiorizando-se a Jemma Moore que ficou no sétimo posto.
Ambas as corridas de amanhã terão transmissão no Porto
Canal. Assim, a primeira será difundida a partir das 10h40 de domingo, em
directo, e a segunda das 23h30, em diferido, do mesmo dia. Serão igualmente
transmitidas em directo através do Facebook e do Youtube da competição, tendo a
segundo o seu início às 16h15.
Sexta e última prova da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2019, o Rally Comunidad de Madrid (RACE) irá consagrar os já virtuais Campeões, a dupla espanhola Daniel Berdomás / David Rivero, que assegurou os títulos de Pilotos e Navegadores na Catalunha, e simultaneamente definir o ranking final da época 2019 e os vencedores do troféu de Equipas. Será um rali com características muito díspares face às provas normais, já que parte da sua estrutura competitiva recorre ao Circuito de Jarama, pista que na década de 70 recebeu a Fórmula 1. Das 8 Especiais do rali madrilenho, 4 correm-se na zona montanhosa em redor de Madrid e a outra metade em diferentes configurações de uma pista normalmente usada em corridas de velocidade e resistência.
Um final inédito! Assim se
pode definir esta jornada de encerramento da Temporada 2 da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA. Com os títulos de Pilotos e
Navegadores já virtualmente atribuídos
na Catalunha a Daniel Berdomás e David Rivera, falta conhecer a Equipa vencedora do troféu, entre três
candidatas possíveis.
O palco desta decisão, bem
como da classificação final das restantes duplas que deram corpo a esta PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2019, far-se-á no Rally Comunidad de Madrid (RACE), um
ralique conta com uma estrutura
competitiva totalmente diferente do conceito tradicional de um rali. Isto
porque a prova do Real Automóvil Club de
España aposta num percurso substancialmente diferente, tendo 4 especiais
tradicionais, desenhadas nas montanhas que circundam a capital espanhola, e
outras 4 classificativas que recorrem ao traçado do Circuito de Madrid,
percorrido de diferentes formas (ver mais detalhes no capítulo da estrutura da
prova).
Se há um ano a decisão do
título se prolongou até à última prova, desta feita resta aos virtuais campeões
Berdomás / Rivera tentarem novo resultado
de relevo, que sublinhe a brilhante prestação obtida em vários ralis de 2019, temporada
onde alcançaram 3 vitórias (Sierra Morena, Portugal e Terras d’Aboboreira). Já
as restantes equipas pretendem subir nos respetivos rankings, estando por definir a posição de Vice-Campeões desta
inédita iniciativa ibérica de ralis.
No grupo dos Pilotos, os mais fortes candidatos a essa posição de delfim são o espanhol Josep Bassas(68,21 pontos), o britânico Ruiari Bell(65 pontos) – discutem também entre si a Junior Cup,direcionada a pilotos com menos de 25 anos – e ainda o português Carlos Fernandes (64,04 pontos). Atrás perfilam-se Ricardo Costa (33), Pedro Antunes (32,12) e Sergi Francoli (30,83), separados por poucos pontos de José María Reyes (26,42) e José Luis Pelaez (25), que fecham o atual top-10.
Ao rubro está a luta pelo
troféu de Equipas, neste momento
liderada pela Inside Motor(104 pontos), mas que tem 1 único ponto
de avanço sobre o TRS Rally Team (103).
À espreita está a GC Motorsport(90) que, dependendo dos resultados que
as suas adversárias venham a somar, matematicamente também ainda pode
conquistar o troféu.
Única representante no setor
feminino, a britânica Nabila Tejpar (ausente
desta prova) já garantiu a Ladies Cup.
O grupo de 15 equipas inscritas
nesta 6ª e última prova da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2019 volta a ter uma representação maioritariamente caseira, sendo 10 as formações espanholas, entre as quais 4 duplas estreantes:
Cristinan Parrilla / Juan Francisco Ceba,
António Acosta / Victor Perez, Imanol Mendiguchia / Lorenzo Fernandez,
e Domingo Estrada / Jesus Estrada. Juntam-se-lhes4 duplas portuguesas e 1 britânica,
todos aos comandos dos PEUGEOT 208 R2,
proposta que conta com todos os upgrades
dos ateliers da Competição Cliente da Peugeot Sport.
A PEUGEOT RALLY
CUP IBÉRICA é uma organização da Peugeot Portugal e Peugeot Espanha, com o patrocínio da Huawei, Vodafone, Pirelli e Total
e o apoio logístico da Sports & You.
É oficial. A Citroën já não fará parte do pelotão de construtores no Mundial de Ralis 2020.
Num curto e lacónico comunicado, a marca francesa refere que, após a decisão de Sébastien Ogier de deixar a Citroën Racing após a temporada WRC de 2019, decidiu se retirar do Mundial, já em 2020, por considerar que não conseguirá contratar um piloto de ponta, capaz de lutar pelo título na próxima época.
Linda Jackson, Diretora Geral da Citroën referiu que “a nossa decisão de abandonarmos o programa do WRC no final de 2019 surge na sequência da opção de Sébastien Ogier de deixar a Citroën Racing. É claro que não desejávamos esta situação, mas não queremos perspetivar a época de 2020 sem o Sébastien. Quero agradecer à equipa Citroën Racing a sua paixão e empenho. Uma parte do ADN da Citroën está intimamente ligada aos ralis e temos orgulho em ser uma das marcas mais galardoadas na história do WRC, com 102 vitórias e 8 títulos de construtores.”
As atividades de competição de Clientes da Citroën serão reforçadas em 2020, através de um apoio mais significativo em torno dos clientes do C3 R5 em todo o mundo.
Esta decisão permite à Citroën reforçar o foco dos seus programas de
marketing na estratégia da Marca, de modo a responder aos desafios da transição
energética, com o lançamento de uma nova geração de modelos eletrificados a
partir de 2020.
Agora, os holofotes viram-se para a decisão de Ogier quanto à equipa que vai representar em 2020: Toyota ou M-Sport?
Os próximos dias serão decisivos para se saber onde correrá o multi-campeão francês.