Etiqueta: destaque

  • Montanha viveu uma Gala plena de emoções

    A 4ª Gala da Montanha levou até ao Fórum de Santa Marta de Penaguião três centenas de convivas, entre pilotos, equipas, personalidades e aficionados. O evento foi palco para premiar os protagonistas principais da época de 2019 e para anunciar as novidades para 2020.

    Casa cheia para a noite de consagração. A 4ª Gala da Montanha foi, pela primeira vez, realizada em Santa Marta de Penaguião e, uma vez mais, resultou numa noite intensa e de festa.

    A Gala da Montanha é organizada pelo Promotor do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, constituído pela APPAM e pelos clubes organizadores das provas integrantes do CPM.

    A primeira parte do evento foi integralmente dedicado a destacar a boa “performance” do CPM JC Group, quanto ao impacto público e mediático, sendo apresentados os números relacionados com a exposição nos meios de comunicação social, ressalvando a subida exponencial de quantidade de notícias e do aumento do valor publicitário inerente a essa exposição.

    Logo depois, foi tempo de conhecer as novidades para 2020. O Campeonato de Portugal de Montanha JC Group arranca logo no início de março e desta feita por terras transmontanas, com a Rampa Porca de Murça. Ainda nos idos de Março, será tempo de rumarmos a sul, para voltarmos a Setúbal, com a Rampa PêQuêPê Arrábida, seguida da Rampa da Penha Paisagem Protegida, no início de Abril.

    No começo de maio dá-se uma das grandes novidades. A rampa comum do CPM e do Europeu de Montanha muda-se de armas e bagagens para Boticas, já que, mercê de um acordo entre os clubes, o promotor, a FPAK e a FIA, Braga prescindiu, por esta época, do Europeu, recebendo o FIA Hill Climb Masters, em Outubro. Ainda em Maio, será tempo, no último fim-de-semana, de tocarmos no teto de Portugal Continental, com a realização da Rampa da Serra da Estrela, na Covilhã.

    O CPM JC Group volta a ter jornada dupla em Julho. Primeiro, será tempo de subirmos a Rampa de Santa Marta e, quinze dias mais tarde, descemos ao centro, para encarar a mítica montanha do Caramulo.

    As férias de verão serão um pouco maiores, pois a última prova do CPM JC Group decorrerá na reta final de setembro, com nova jornada em Boticas.

    Em termos regulamentares, o CPM JC Group tem algumas alterações relevantes. Quanto a títulos nacionais, estarão em jogo os títulos Absoluto, Protótipos, GT, Turismos, Clássicos e ainda de Legends.

    A aproximação aos regulamentos da velocidade é ainda mais alargada. As antigas Divisões 5 e 6, onde se enquadravam os concorrentes do Campeonato de Portugal de Clássicos de Montanha, são agora substituídas em Grupos, distribuídos pelos H65, H71, H75, H81, Gr. 1 e 3 Nacional e GR5. No campeonato reservado aos Legends existirão os Grupos 85, 90, 99, especial, Livre, Feup 2 e Feup 3.

    Uma referência ainda à Categoria Protótipos. Esta é agora dividida em duas Divisões, A e B, numa busca pela maior equidade desportiva.

    Honra e Glória aos bravos do campeonato

    Para além dos prémios para todos os participantes nas 8 provas do CPM JC Group 2019, incluindo não apenas os classificados, mas também aqueles cujas participações foram mais pontuais, foram ainda distinguidas, ao longo da noite, personalidades e instituições pelo papel que desempenharam na elevação do Campeonato de Portugal de Montanha.

    Jose Correia, CEO do JC Group, recebeu, sob fortes aplausos o prémio “Dinamismo Empresarial no Desporto Automóvel”, que foi outorgado ao grupo empresarial sediado em Braga, pelo apoio que concede, enquanto patrocinador principal do Campeonato, através das marcas JC Group, New Hope e Solar da Pena.

    Com a sala de pé, numa forte ovação, Jorge Meira subiu ao palco para receber o prémio “Paulo Ramalho”, das mãos de Isabel Ramalho e Joaquim teixeira. O piloto nortenho tem sido uma figura sempre presente entre os pilotos do CPM, somando mais de duas décadas de participações nas provas de montanha, sempre plenas de garra e fairplay. Uma carreira notável, agora alvo de uma homenagem merecida, recebendo o prémio que honra a memória do grande Paulo Ramalho.

    O credenciado fotojornalista Armindo Cerqueira foi granjeado com o prémio “Carreira no COM”. O profissional da fotografia portuense tem devotado parte da sua carreira ao CPM, já desde os primórdios do corrente seculo, merecendo agora o reconhecimento por parte do promotor.

    O grupo Portugal Hill Climb Fans foi, uma vez mais e com a toda a justiça, premiado, levando, desta feita, para casa o prémio “Simply The Best”, distinguindo a claque bracarense como o melhor parceiro do CPM em 2019.

    Outra claque da zona dos arcebispos levou para casa o prémio “Melhor Claque do CPM JC Group”. Entusiastas, apaixonados e dedicados ao campeonato, os membros da claque NSF colocam agora na sua vitrine este troféu que honra os seus pergaminhos.

    Afonso o “Fã nº1” da Montanha

    1744.86 euros. Eis o valor angariado junto dos convidados da gala e que reverteu para os tratamentos do Afonso.

    O Afonso é uma criança que, vítima de uma paralisia cerebral provocada por hemorragias no cérebro nos primeiros dias de vida, sofre de tetraparesia, ou seja, além das dificuldades cognitivas, as funções motoras dos braços e pernas apenas respondem parcialmente.

    É um de trigémeos (Bernardo, Afonso e Tomás) e aquele que tem enfrentado um longo e caro processo de recuperação, para o qual os recursos da sua família, residente em Santa Marta de Penaguião, não são suficientes.

    Na última edição da Rampa de Santa Marta, o Afonso vibrou com a passagem de todos os “craques” do campeonato e, no final, já na entrega de prémios, ficou eufórico quando Joaquim Teixeira, piloto e presidente da APPAM lhe ofereceu o boné oficial do CPM e ainda um dos troféus que tinha acabado de conquistar.

    Agora e com a Gala a decorrer na sua terra natal, foi tempo da “família” da Montanha se unir e dar o seu contributo, para que este jovem ”guerreiro” possa ter um futuro melhor.

    A angariação de donativos está ativa nas redes sociais, através da página oficial no Facebook “Vamos ajudar o Afonso” e esta é uma casa merecedora da ajuda de todos nós!

  • Rali Serras de Fafe e Felgueiras abre época 2020

    O regresso dos ralis a Felgueiras é o grande destaque da prova que vai abrir a época de ralis 2020. O Rali Serras de Fafe e Felgueiras pontua para o Campeonato de Portugal de Ralis, Troféu Europeu de Rails, Troféu Ibérico de Ralis e Campeonato de Ralis Norte e tem encontro marcado com os aficionados de 27 a 29 de Fevereiro próximo.

    Estamos já na contagem decrescente para quebrar o “jejum” típico do defeso de inverno e voltarmos às emoções dos Ralis. O primeiro embate vai ter lugar, como é tradição, na chamada “catedral dos ralis”. Fafe volta a ser o epicentro da primeira prova da temporada do Campeonato de Portugal de Ralis.

    O Arquivo Municipal de Fafe foi o palco da apresentação oficial da prova. Casa cheia e, logo a abrir, a questão da candidatura ao Campeonato Europeu de Ralis foi abordada. Parcídio Sumavielle, Vice-presidente e vereador da C.M. Fafe vincou, na sua intervenção que “a nossa intenção é ir mais longe. Todos sabem que queremos organizar uma prova do Campeonato da Europa. Mantivemos silêncio sobre este tema, pois entendemos que só deveríamos avançar, caso não houvesse condições para que os Açores realizassem a sua prova.” O “Vereador dos Ralis” de Fafe, realçou ainda que: “quero deixar aqui claro, que os municípios de Fafe e de Felgueiras estão disponíveis para receber uma prova de outro calibre e, quem sabe, brevemente o Rali Serras de Fafe e Felgueiras possa contar para o Europeu.”

    Rematou com uma novidade. O Rali de Montelongo, rali de asfalto, que integra o Campeonato Norte de Ralis, é “candidato ao Europeu de Clássicos. Criarmos requisitos para que o Montelongo possa ser uma prova com outras condições.“

    O primeiro ato da prova acontece a 21 e 22 de Fevereiro, datas para a realização dos reconhecimentos. Cada concorrente vai poder realizar duas passagens. A prova arranca no dia 27 de Fevereiro, com a realização das primeiras verificações técnicas e documentais. No dia 28, a partida oficial está prevista para as 3 da tarde sendo disputas duas passagens por Aboim/Monte. O primeiro dia de competição termina já noite dentro, com a Fafe Street Stage, especial mais dedicada ao espetáculo e que levará milhares às ruas do centro de Fafe.

    Para Sábado, 29, está reservado o prato principal do cardápio competitivo. Vão ser disputadas dez provas de classificação, com passagens duplas por mais cinco troços. A prova terá o seu epílogo com o pódio final, em Fafe, às 19,00 horas.

    Carlos Cruz, Presidente do DEMOPORTO, clube organizador, realçou que “são já 33 edições, em que apostamos sempre em introduzir novidades e daí, este ano, regressarmos a Felgueiras, com Santa Quitéria e Seixoso, que voltam a receber a caravana dos ralis nacionais”, destacando ainda “a nova versão de Luílhas, que agora se chama Luílhas/Guilhofrei, fazendo uma incursão ao concelho vizinho de Vieira do Minho.”

    A segurança é mais uma vez ponto importante para a organização com “todas as classificativas a ter duas zonas espetáculo e queremos chamar a atenção de todos para que estes serão espaços onde é possível assistir ao rali, com toda a segurança.”

    Questionado pela VMotores quanto à possível presença de World Rally Cars na prova, Carlos Cruz afirmou que “à organização ainda nada chegou oficialmente e, por isso, não existe nada em concreto. Gostaríamos muito e vamos ver o que acontece. No ano passado, tivemos cá o Dani Sordo e nunca se sabe se ele pode voltar a competir ou outro piloto do mesmo calibre.”

    Já Ni Amorim, Presidente da FPAK, realçou a enorme expectativa quanto à lista de inscritos, afirmando estar “convencido que o Rali Serras de Fafe Felgueiras vai ser mais um sucesso, com uma lista de inscritos notável. Teremos que esperar pela lista de inscritos final, pois tudo indica que teremos a presença de vários pilotos estrangeiros.”

    Ni Amorim realçou ainda o enfoque na protecção do meio ambiente, anunciando que “A Federação, este ano, em Fafe vai-se juntar a uma organização ambientalista e em parceria com a Câmara Municipal quer dar bons exemplos e implementar boas práticas. Entendemos que devemos contribuir para minimizar o impacto das provas e por isso vamos plantar algumas árvores de grande porte.”

    Para os líderes dos municípios, a importância da prova é um ponto mais do que assente.

    Nuno Fonseca, edil de Felgueiras, não escondeu “a enorme satisfação por ter os ralis de volta ao nosso concelho. Em Felgueiras é enorme o entusiasmo e estamos a trabalhar para colocar os pisos nas melhores condições e assim proporcionarmos a todos uma grande prova”.

    Para Raúl Cunha, congénere de Fafe, o rali “é uma forma bonita de abrir a época, na Catedral dos Ralis.”

    O presidente fafense reforçou ainda que “este ano vamos envolver os concelhos vizinhos. Vamos a Felgueiras, mas vamos também fazer uma visita breve a Vieira do Minho. Como temos fronteiras comuns, entendemos que o que é bom para Felgueiras, é também bom para Fafe e a nossa aposta nos ralis, é igualmente boa para ambos os concelhos. Há um conjunto de interesses que são comuns. Isto não depende só de quem dirige os municípios, é também fruto de uma análise e de uma aposta económica das nossas terras. Temos o desafio de manter e robustecer o rali, criando condições para receber outras provas com outras dimensões.”

    Os dados estão lançados. O Rali Serras de Fafe e Felgueiras está aí e promete, uma vez mais, ser uma prova com um plantel de luxo, público a condizer e emoção até ao fim.

  • Álvaro Parente disputa Campeonato Europeu de GT

    Álvaro Parente disputará este ano o GT World Challenge Europe Endurance Cup aos comandos de um Bentley Continental GT3 da K-PAX Racing, equipa com quem foi Campeão nos Estados Unidos da América.

    A bem-sucedida formação norte-americana resolveu este ano dar o salto para a mais importante competição europeia dedicada a carros de GT, que tem como prova maior as 24 Horas de Spa-Francorchamps, onde representará oficialmente a Bentley Motorsport e a sua escolha para liderar um dos seus carros recaiu no português.

    Álvaro Parente volta a representar as cores da equipa da Califórnia, com quem conquistou o título de 2016 do Pirelli World Challenge, tendo como colegas de equipa aos comandos do Bentley Continental GT3 #9 Andy Soucek e Jordan Pepper, piloto oficial da Bentley Motorsport. A K-PAX Racing colocará ainda um segundo carro para Maxime Soulet, Jules Gounon e Rodrigo Baptista.

    O piloto do Porto mostra-se bastante satisfeito por regressar à Europa com a estrutura que lhe permitiu conquistar tantos sucessos nos Estados Unidos da América. “É fantástico poder voltar ao GT World Challenge Europe Endurance Cup com a K-PAX Racing, uma equipa que me permitiu vencer um título e tornar-me no piloto com mais vitórias do GT World Challenge America. Sinto-me em casa e sinto que posso fazer a diferença e estou entusiasmado e desejoso para que a temporada tenha o seu início”, afirmou Álvaro Parente.

    O GT World Challenge Europe Endurance Cup – que anteriormente era conhecido como Blancpain Endurance Cup – será disputado ao longo de cinco etapas, sendo a mais importante as 24 Horas de Spa-Francorchamps.

    Esta competição, conhecida por ser o Campeonato da Europa de GT Endurance, é uma das mais competitivas do mundo, uma vez que todos os construtores do mundo dos Grande Turismo colocam os seus pilotos oficiais em pista na ânsia de bater os seus adversários.

    O português, apesar de reconhecer a validade da oposição, considera que poderá estar na linha da frente ao longo da temporada deste ano do GT World Challenge Europe Endurance Cup. “Será um novo ambiente para a K-PAX Racing, mas já mostrou que é capaz de se bater com as melhores equipas do mundo, portanto, estou confiante. O Bentley Continental GT3 já provou ser um carro vencedor e, no Andy e no Jordan, terei dois colegas de equipa muito competitivos. Para além disso, farei equipa com o Andy pelo terceiro ano consecutivo e estamos determinados em continuar com a nossa habitual performance vencedora. Os nossos adversários são muito fortes, mas vamos trabalhar arduamente e penso que poderemos estar entre os candidatos aos lugares da frente durante a época”, sublinhou Álvaro Parente.

    A temporada do GT World Challenge Endurance Cup terá o seu início em Monza, nos próximos dias 17 a 19 de Abril, e estender-se-á até Setembro, terminando com uma prova em Nurburgring, 4 a 6 de Setembro.

  • Citroen C3 R5 com programa oficial no WRC

    Os pilotos da PH Sport, Mads Østberg e Yohan Rossel, irão beneficiar do apoio oficial da Citroën Racing e dos seus parceiros Total e Michelin. Participarão, respetivamente, em oito e seis rondas do WRC 2020, com o jovem francês a contar também com o apoio da FFSA (Fédération Française de Sport Automobile). Também Nicolas Ciamin e Eric Camilli terão assistência oficial no Rali de Monte-Carlo. Contando com as inscrições das equipas privadas, estarão seis C3 R5 à partida da 87ª edição deste clássico rali de inverno do WRC.

    Este intenso programa com o C3 R5 envolve o desenvolvimento do modelo, que está em curso desde 2018, com o objetivo de proporcionar aos clientes um carro cada vez mais competitivo.

    A Citroën Racing prestará apoio ao promissor piloto francês Yohan Rossel, vencedor do Campeonato de França de Ralis da época passada, nesta sua primeira prova com um C3 R5. Na sua condição de vencedor da 208 Rallye Cup em 2018, Yohan ganhou acesso a uma temporada completa no seu campeonato nacional e acabou por conquistar o título de 2019 no seu evento caseiro, o Critérium des Cévennes. Para a temporada de 2020, o jovem de 24 anos integra a formação Equipe de France FFSA e participará em seis eventos do WRC3, declarando estar “muito satisfeito por prosseguir a minha aventura com a PSA Motorsport, contando com o apoio da FFSA [Fédération Française de Sport Automobile]. Graças aos troféus monomarca da Citroën e da Peugeot, conseguimos progredir na modalidade e agora temos a sorte de embarcar na nossa primeira temporada completa a nível mundial, com a ajuda da Citroën, da Total e da Michelin. Temos muito a aprender e o nosso objetivo é evitar erros e obter um bom resultado no final do ano.”

    Tendo como navegador Benoît Fulcrand, o seu programa de 6 provas vai arrancar no Rali de Monte Carlo, antes de passar para os pisos de terra em Portugal, Itália e Finlândia, encerrando-o com participações no Rali da Alemanha e no Rali da Grã-Bretanha.

    Mads Østberg e o seu navegador Torstein Eriksen, juntam-se à dupla francesa na PH Sport e contam com um calendário composto por 8 participações no WRC2. O norueguês já está familiarizado com o carro após uma temporada de WRC2 Pro em 2019, que encerrou com uma vitória na classe no Rali da Catalunha. Østberg possui uma considerável experiência no Campeonato do Mundo de Ralis, fruto de uma carreira de mais de 10 anos e sente-se contente por “continuar na equipa com toda a gente. Trabalhámos arduamente no desenvolvimento do carro no ano passado, com as principais evoluções centradas nos travões, suspensão e performance do motor. Isto deve dar-nos uma certa vantagem em 2020. Juntamento com o Torstein, o nosso objetivo é ganhar o máximo de rondas possível e conquistar o título.“

    Para 2020, a dupla escandinava foca assim no título do WRC2 e vai estar presente nos mesmos 6 eventos dos seus companheiros de equipa, juntando as participações nos ralis da Suécia e do Japão.

    A lista de inscritos do Rali de Monte Carlo 2020 inclui 4 outros C3 R5, incluindo um para Nicolas Ciamin, que também planeia participar em 6 rondas do WRC3 desta temporada. A lista continua com Yoann Bonato, que contribuiu, de modo significativo, para o desenvolvimento do carro, em colaboração com o departamento técnico da Citroën Racing. Bonato tem como objetivo participar em vários ralis este ano, num calendário ainda não definido. Eric Camilli, que dominou a classe WRC2 (agora denominada WRC3) na Catalunha no outono passado, também irá estar ao volante de um C3 R5 no Rali de Monte Carlo, assim como o campeão espanhol Pepe Lopez.

    As formações francesas e norueguesas estiveram recentemente numa sessão de testes, com a duração de uma semana, organizada pela Citroën Racing nos Alpes franceses, com o objetivo de melhorar a preparação para o clássico rali monegasco que promete ser ferozmente disputado.

  • M-Sport apresentou o novo Fiesta WRC

    O Autosport International Show 2020 foi o palco para a apresentação oficial da nova decoração da “arma” da M-Sport para o Mundial de Ralis. Os Ford Fiesta WRC do M-Sport Ford World Rally Team irão contar com um novo visual, surgindo as unidades equipadas com motores EcoBoost sob uma nova e cativante criação, com assinatura do designer gráfico Phil Dixon.

    https://www.youtube.com/watch?v=qZNwSHjc0hs

    As especiais do WRC 2020 vão trazer aos aficionados um Ford Fiesta WRT com cores “retro” que Malcolm Wilson, o patrão da estrutura, refere serem uma homenagem aos Ford World Rally Cars do início dos anos 90, mormente ao Escort RS Cosworth que levou François Delecour à vitória do Rali de Monte Carlo de 1994, já depois de ter disputado, taco-a-taco, com Juha Kakkunen o titulo em 93, que perdeu por pouco para o finlandês da Toyota.

    Nesse ano, curiosamente, o Escort voltou a vencer na Finlândia, então pelas mãos de um jovem promissor chamado Tommi Makinen.

    A decoração apresenta um reforço de posicionamento da Castrol como um dos principais patrocinadores da “armada” que será constituída por Esapekka Lappi, Teemu Suninen e Gus Greensmith. O esquema de cores para a temporada assenta num design com uma grande componente de branco, com destaques em azul e verde, representando a estreita parceria com a Ford, bem como com o referido aumento do apoio da Castrol, alcançado pela aliança global da marca da oval azul.

    Os restantes parceiros –MS-RT, Michelin, Sparco, OZ Racing, NGK, Lazer, Stilo, Acronis, Endless, Audes, Eibach de SWP – também surgem em destaque.

    O Campeonato do Mundo de Ralis arranca já no próximo dia 20 de janeiro, com a 88ª edição do Rali de Monte-Carlo.

  • Nova competição-teste GT Winter Series dá o tiro de partida para 2020

    A competição GT Winter Series é uma série de corridas de pré-temporada com um total de três corridas em dois meses em alguns dos mais bonitos circuitos de Espanha e Portugal. Pensada para pilotos de toda a Europa, que pretendem treinar de forma a estarem melhor preparados para competir ao melhor nível na nova temporada de 2020. A GT Winter Series tem início no Autódromo do Estoril.

    Foi já em dezembro de 2019 que os participantes da GT Winter Series se juntaram em Ascari para realizarem duas sessões de Track Day. Durante esta reunião, também foi possível treinar e simular os procedimentos da corrida. Agora é tempo de competir, com a primeira corrida a ter lugar no Autódromo do Estoril.

    A organização está a cargo do experiente organizador de Track Days Alemão Gedlich Racing. A empresa reúne anualmente mais de 30 dezenas de GT modernos na Península Ibérica para que as equipas possam testar convenientemente.

    De forma a assegurar que a preparação e a organização decorrem de forma conveniente, o promotor desta série, a Gedlich Racing, delega a gestão desta experiência na Race Ready, dirigida por Diogo Ferrão, que organiza há vários anos competições em Espanha e em Portugal e que será parceiro da Gedlich Racing, ficando a Race Ready responsável pela boa gestão do evento.

    A GT Winter Series está estruturada nos meses de inverno, mas em localizações onde a meteorologia é o mais amena possível nesta estação do ano, especialmente para alguns pilotos que vêm de países da Europa onde o inverno é bastante mais rigoroso. Esta série possibilita que os pilotos participem em duas corridas de 25 minutos, mas ao mesmo tempo podem desfrutar de mais 12 horas de tempo de pista nos Track Days disponibilizados, acumulando experiência e diversão ao volante. O formato atual desta série consiste em duas corridas de sprint, com o início das corridas a ser no formato de partida lançada.

    Com oito categorias de veículos, a GT Winter Series cobre toda a faixa de modelos de competição. Podem participar todo o tipo de Turismos e Grande Turismos sempre com classificações independente para os veículos clássicos.

    Mais informações no regulamento provisório que se encontra na pagina oficial da competição em www.gt-winter-series.com.

    Calendário GT Winter Series 2020:

    4/15 dezembro 2019 Arranque da Pré-Temporada Ascari/ES (Trackday)

    23/24 janeiro 2020 – Circuito do Estoril/PT

    29/30 janeiro 2020 – Autódromo de Portimão/PT

    04/05 março 2020 – Motorland Aragón/ES

  • Álvaro Parente faz balanço positivo do Roar

    Álvaro Parente concluiu ontem o Roar Before the 24, tendo reunido boas informações ao longo dos três dias de testes na Daytona International Speedway, que serão bastante úteis para a corrida de 24 horas do final do mês.

    O piloto do Porto regressa este ano à clássica norte-americana – as 24 Horas de Daytona – aos comandos de um Acura NSX GT3 Evo da Heinricher Racing with Meyer Shank Racing que divide com Misha Goikhberg, Trent Hindman e A.J. Allmendinger.

    O português chegou à pista da Florida sem conhecer a nova evolução do carro japonês, mas isso não o impediu de dar o seu contributo para o desenvolvimento das melhores afinações para o NSX número cinquenta e sete.

    Álvaro Parente acabaria os três dias de testes como o mais rápido na sétima e última sessão, que se realizou no domingo ao final da tarde. Contudo, o piloto do Porto não embandeira em arco, estando consciente de que terá uma oposição muito forte. “O nosso carro estava bem equilibrado e rápido, o que nos deixou muito satisfeitos e esperançados para o fim-de-semana das 24 Horas de Daytona. Porém, sabemos que os nossos oponentes não mostraram o seu verdadeiro potencial e vamos ter de estar ao nosso melhor nível no final do mês”, apontou o português.

    Trent Hindman foi o responsável pela qualificação do Roar Before 24, que definem as boxes para as 24 Horas de Daytona, dado ser obrigatoriamente o piloto menos graduado a realizá-lo, tendo assegurado o quarto lugar.

    Álvaro Parente mostrou-se satisfeito com o trabalho realizado ao longo do fim-de-semana e com o regresso à estrutura da Meyer Shank Racing. “Penso que a readaptação à equipa foi muito rápida e de imediato começámos a trabalhar nas melhores afinação para o Acura. Não sabemos como estão de facto os nossos adversários, mas julgo que estamos competitivos, temos bons pilotos, um bom carro e uma boa equipa. Vamos ver como decorre o evento dentro de três semanas”, sublinhou o português.

    As 24 Horas de Daytona tem o seu início às 18h35 de 25 de Janeiro e terminará no dia seguinte à mesma hora.

  • Elétricos nos ralis? FPAK e Efacec na busca de soluções.

    Ni Amorim, em entrevista à VMotores, assume ser irreversível o caminho para os elétricos nas provas de estrada. Soluções estão a ser já estudadas pela FPAK, em parceria com a Efacec.

    A relação entre o desporto automóvel e a propulsão elétrica ou de outras energias renováveis está na ordem do dia.

    Nos aficionados, este caminho seguido por quem regula e por quem está na indústria automóvel, provoca angústia e, mesmo rejeição, com o receio de que a intensa emoção sentida com o “roncar” dos motores de combustão venha a ser substituída por uma rejeição irritada dos “zumbidos” atuais das novas unidades de propulsão, nascidas das novas tecnologias baseadas nas energias alternativas.

    Na entrevista de Ni Amorim, presidente da FPAK, à VMotores, este tema polémico não podia deixar de ser abordado. O líder da Federação lembra que são claras “as orientações da FIA para que as entidades federativas nacionais se posicionem na defesa do ambiente e na promoção das energias limpas e Portugal não poderia, nem tal queremos, ser uma exceção”.

    2020 marca já um ponto de grande intensidade na introdução dos elétricos nas competições internacionais, lembrando Ni Amorim que “nos TCR, já existirá uma categoria para carros elétricos, o mesmo sucedendo no Mundial de Ralicross o que são passos importantes e, portanto, naturalmente estaremos muito atentos”, referindo que “vamos alargar as competições para os automóveis elétricos em Portugal”.

    Em 2019, Oeiras foi palco da primeira prova internacional de estrada, realizada em solo lusitano, dedicada às novas energias. Inserida no no FIA Electric and New Energy Championship, a 2ª edição do Oeiras Eco Rally Portugal decorreu nos dias 7, 8 e 9 de junho. Foi uma prova inteiramente dedicada a veículos de estrada, com um sistema de transmissão elétrico ou outras alternativas de energia, nomeadamente veículos BEV (veículo com propulsão Elétrica a Baterias) e veículos FCEV (veículos com propulsão a Pilha de Combustível). Para a posteridade ficou a vitória da dupla portuguesa Nuno Serrano e Alexandre Berardo, aos comandos de um Renault Zoe.

    Em Outubro, foi a vez do Minho receber a 1ª edição da Taça de Portugal de Novas Energias – Electric Rally. Nesta prova também pioneira, organizada pelo Classic Club de Portugal, participaram 19 equipas e um convidado especial: Armindo Araújo, campeão nacional de ralis, que se associou à prova na última etapa, disputada em Santo Tirso. A vitória foi para Pedro Morais e Sílvia Coutinho, em BMW I3.

    Agora pode ser a Velocidade a dar o novo mote a esta tendência. Ni Amorim confirma que “a FPAK estuda a possibilidade fazer um troféu específico, aproveitando as boas infraestruturas do Autódromo do Estoril e do Autódromo de Portimão já que as boxes estão preparadas para carregamentos de carros 100% elétricos”. As provas terão uma duração de 20 a 25 minutos.

    Esta ideia saiu ainda reforçada, há poucos meses atrás, quando Ni Amorim promoveu “uma reunião com representantes de seis marcas de automóveis estabelecidas em Portugal, para podermos perceber o que esperamos uns dos outros e nenhuma delas rejeitou encarar essa possibilidade e apoiar o troféu”.

     Ralis e Ralicross na calha para a era eléctrica

    Mas o desenvolvimento dos chamados “electric rally cars” é já assunto sério ao mais alto nível.

    O promotor do Mundial de Ralicross incluiu no programa de 2020 uma competição chamada Projeckt E Racing Series e espera terá adesão de 15 a 20 equipas privadas.

    Entretanto, em parceria com a equipa austríaca STARD – Stohl Advanced Research And Development, esta a desenvolver o carro que vai ser utilizado e este apresenta-se como um verdadeiro “monstro”

    Baseado num Ford Fiesta ST, tem 3 motores eléctricos, capazes de desenvolver uma potência equivalente a 600 cavalos, com um binário de 1100 Nm. Os números fiam ainda mais impressionantes quando se adiciona os 1,8 segundos que gasta para ir dos 0 aos 100 Km/h!

    A própria M-Sport anunciou, já em 2018, que está a trabalhar num carro de ralis elétrico. Baseado no chassis do Fiesta R5, o projeto aponta, pelo menos nesta primeira fase, para a possibilidade de vir a participar em ralis com apenas um dia de duração, numa fase em que o principal objetivo é perceber a competitividade e a capacidade em termos de duração, recorrendo apenas a potência elétrica para enfrentar as especiais.

    E Portugal?

    Ni Amorim refere que as provas de estrada, como os ralis ou a montanha, acarretam “desafios maiores e iguais dificuldades técnicas para a inclusão dos elétricos, mas estamos a trabalhar arduamente numa solução”.

    Dando uma novidade em primeira mão, Ni Amorim divulgou que “temos tido reuniões com o Engº Ângelo Ramalho, CEO da Efacec, empresa que está na Fórmula E, patrocinando a DS Techeetah, onde milita o nosso António Félix da Costa. No âmbito dessa parceria, a Efacec portuguesa desenvolveu sistemas que permitem uma carga de energia ultrarrápida”. Refira-se, o gigante lusitano da energia é pioneiro na mobilidade elétrica e líder na produção de carregadores rápidos e ultrarrápidos para veículos elétricos

    No seguimento das conversas tidas, Ni Amorim convidou “o CEO para fazer parte de uma comissão técnica da FPAK e ele aceitou. A sua presença e da Efacec nesta comissão prende-se precisamente com a possibilidade de nos ajudarem a desenvolver sistemas que, num futuro próximo, permitam carregamentos nos parques de assistência das provas de estrada e de montanha e mesmo em neutralizações entre troços de ralis, tornando assim mais fácil a inevitável presença de carros 100% elétricos neste tipo de competição num futuro próximo”.

    Ni Amorim chama a atenção para a importância ”da Efacec já ter desenvolvido sistemas amovíveis que estão na Fórmula E, o que mostra ser possível utilizar sistemas similares na estrada”, rematando que “mais ano, menos ano, os elétricos estarão em força em todas as modalidades do desporto automóvel, em Portugal como no resto do mundo”.

  • Álvaro Parente começa Ano Novo em Daytona

    Álvaro Parente inicia já no próximo fim-de-semana a preparação da sua temporada de 2020 do IMSA SportsCar Championship com uma sessão de testes em Daytona tendo em vista as míticas 24 Horas de Daytona.

    Com a entrada do novo ano, o piloto do Porto regressa às pistas internacionais para participar no tradicional Roar Before the Rolex 24, aproveitando para tomar contacto pela primeira vez com o Acura NSX GT3 Evo da Meyer Shank Racing (MSR), conhecer o seu novo colega de equipa, Misha Goikhberg e reencontrar Trent Hindman e AJ Almendinger, pilotos que reforçarão o carro número cinquenta e sete na clássica da Flórida.

    Ao longo de três dias – sexta, sábado e domingo – a formação de Álvaro Parente e os seus adversários estarão em pista a preparar a corrida de vinte e quatro horas que terá o seu início no dia 25 de Janeiro às 18h35.

    O piloto do Porto está focado no trabalho que tem pela frente, procurando encontrar a forma de chegar à corrida do final do mês bem-preparado. “Desta vez já conheço o circuito, a MSR e o carro, apesar de ser uma evolução da versão com que competi em 2018, portanto, posso concentrar-me em trabalhar com a equipa para termos um Acura NSX GT3 Evo competitivo para as 24 Horas de Daytona. É também uma forma de conhecer o meu colega de equipa para a temporada, o Misha, o que ajuda a acelerar processos”, afirmou Álvaro Parente.

    Apesar de o esperar muito trabalho ao longo dos três dias, o português mostra-se entusiasmado com o seu regresso a uma das pistas mais carismáticas do mundo. “É um prazer poder voltar a estar em Daytona – é uma pista única e o ‘banking’ é impressionante. Vamos ter muito que fazer, mas iniciar o ano com o Roar é fantástico. Vamos ter ainda a qualificação para definir a localização das boxes, o que será uma excitação extra”, concluiu Álvaro Parente.

  • Esapekka Lappi na M-Sport em 2020

    Não se pode falar verdadeiramente de uma novidade, mas agora é oficial. O finlandês Esapekka Lappi é o grande reforço de Malcom Wilson e da M-Sport para o WRC 2020.

    Apeado após a saída intempestiva da Citroen do Campeonato Mundial de Ralis, Esapekka Lappi vai ter ao lado Teemu Suninen e Gus Greensmith, que completam o tridente com que a M-Sport atacará o campeonato.

    Lappi e Sunninen terão um programa total, competindo nas 13 provas do calendário, enquanto o jovem Greensmith vai poder mostrar o que vale em 9 ralis. C.

    A primeira aparição pública da equipa vai acontecer na próxima semana, durante o Autosport International, com o estado maior e os pilotos a revelarem à imprensa os planos da equipa, num ano em que, uma vez mais, parte como a estrutura com menos meios para poder vencer. No entanto, Malcom Wilson já provou, várias vezes, ser capaz de “tirar coelhos da artola” e lutar pelas vitórias e pelos títulos.

    Esapekka Lappi venceu o seu primeiro título em 2012, ao triunfar no Campeonato Finlandês de Rally, então aos comandos de um Fiesta S2000 construído pela equipe M-Sport. Liderou o programa R5 da Skoda, culminando na conquista do título do WRC 2 em 2016, antes de ser contratado por Tommi Makinen para a Toyota. Na equipa nipónica o seu momento mais alto aconteceu “em casa”, com a vitória no Rali da Finlândia, em 2017.

    Em 2019, juntou-se a Sebastien Ogier na Citroen, tendo conquistado 3 pódios e terminado o campeonato na 10ª posição.