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  • Portugal pode receber próxima edição dos FIA Motorsport Games

    Em entrevista à VMotores, Ni Amorim, presidente da FPAK assumiu estar já a trabalhar nesta candidatura e aponta o Autódromo do Algarve como o palco ideal.

    No início de Dezembro, decorreu a habitual assembleia geral FIA, no Mónaco, onde saíram as decisões finais sobre calendários e regulamentações para 2020 e para as próximas épocas. Ni Amorim, presidente da FPAK, representou Portugal e, no rescaldo da sua presença, a VMotores entrevistou o líder federativo, em exclusivo.

    Uma das grandes novidades saídas da conversa, passou pelo anúncio de que a FPAK está já a trabalhar numa candidatura portuguesa a receber a próxima edição dos FIA Motorsport Games.

    A 1ª edição dos FIA Motorsport Games realizou-se no circuito ACI Vallelunga, Campagnano di Roma, de 1 de novembro a 3 de novembro do ano que agora termina e incluiu competição nas modalidades de GT, TCR Touring Car, Fórmula 4, Drift, Karting e eSports. Participaram 166 pilotos de 49 nações, distribuídos pelas 6 disciplinas.

     Apenas pilotos com estatuto Prata ou Bronze foram autorizados a competir. Os promotores do evento foram a FIA e a Organização Stéphane Ratel (SRO). Roma foi a cidade que sediou a cerimônia de abertura. Portugal foi representado por seis pilotos em quatro categorias: Diogo Correia no Drifting Cup, Matilde e Martim Fidalgo no Slalom Karting Cup, Mariano Pires na F4 Cup e Miguel Ramos e Henrique Chaves na GT Cup.

    Destaque para Matilde e Martim Fidalgo que deram a Portugal o melhor resultado com um 4º lugar, enquanto Diogo Correia também brilhava, ao ser 5º.

    Agora é Portugal que vai a jogo, com uma candidatura a receber o evento. Ni Amorim enquadra esta intenção na atenção que a FPAK dá “ao que se passa lá fora, no sentido de tentarmos atrair mais provas internacionais para Portugal. Naturalmente que a concorrência é muito grande. Portugal é um país pequeno, distante do centro e do norte da Europa e, portanto, não é fácil.

    Destaca que “os Motorsport Games são um evento internacional importantíssimo. Nesta 1ª edição, Portugal esteve representado no Karting, no Drift,nos GT, na F4 e os nossos pilotos estivearm muito bem, dando uma excelente imagem do nosso país e do nosso nível competitivo”. Realça ainda que “este evento é um dos mais importantes entre os que se vão realizar mundialmente, nos próximos quatro a cinco anos” e, como tal, é, no seu ponto de vista,enquanto “português e presidente da FPAK, um evento que Portugal pode receber. Temos condições para nos candidatarmos a recebê-lo no futuro próximo e já estou a trabalhar nesse sentido”.

    Ni Amorim já olha para a frente e para a dura batalha que se pode seguir. Reconhece que “depois desta primeira edição em Itália, existem muitos países em bicos de pés para receberem este evento nos próximos anos mas, acho que Portugal tem excelentes condições e devemos aproveitar toda a nossa capacidade para atrair mais este grande evento FIA.

    Quanto ao local, não tem dúvidas. Para o homem forte da FPAK, o “Circuito do Algarve, em Portimão, tem todos as condições para se candidatar a este evento. Aliás, a infraestrutura tem tudo para receber quase toda a tipologia de eventos FIA. O circuito de velocidade é um dos melhores do mundo, o kartódromo tem o mais alto grau internacional de homologação, está quase concluído um traçado de “cross country” nas imediações e passam classificativas do Rali do Algarve muito próximo, bem como troços em terra”.

    Sendo assim, remata que “temos todas as condições para receber os FIA Motorgames, até numa versão com mais modalidades dos que as que existiram em Itália, neste primeiro ano.Agora, sabemos que a luta vai ser dura. Vamos ter de enfrentar circuitos como os de Paul Ricard, fortíssimo e francês, com argumentos pesados, mas também temos os nossos!”

  • 2020 com novidades no Iberian Historic Endurance

    Valência será a grande novidade, num ano de regresso a Pau. O calendário realça a consolidação da presença nos melhores circuitos da Europa.

    O Iberian Historic Endurance, criado com o mote “Relaxed Historic Racing”, revelou o calendário provisório de 2020 e novidades ao nível técnico para o futuro. O alinhamento de provas está dividido em 3 distintas partes, consoante as estações do ano.

    Aproveitando o bom tempo do sul da Europa, o Historic Endurance tem marcado para 1 de Março, na reta final do período invernal, um fim-de-semana de testes e as 2 primeiras corridas da temporada no regresso a calorosa cidade de Valência e ao evento “Racing Legends” que conta com uma concentração de mais de 900 carros, motas e mesmo camiões clássicos! A sessão de inverno termina com a segunda edição do “Exclusive Testing”, dois dias de testes exclusivamente para automoveis Classicos e que na primeira edição contou inclusivamente com 4 Formula 1.

    A segunda parte da temporada, durante a primavera, começa da melhor maneira, com o regresso ao imperdível “Jarama Classic”, um dos circuitos preferidos dos Pilotos de Clássicos e que está perfeitamente colocado no centro da Península Ibérica, sendo de fácil acesso a todas as equipas. Este ano como novidade, as equipas participantes em Jarama, podem seguir para o mítico Grand Prix de Pau, conseguindo assim num transporte, fazer 2 corridas seguidas. O Grand Prix de Pau é um circuito que dispensa apresentações e que nas 4 edições em que o Iberian Historic Endurance o visitou, sempre esgotou as grelhas de partida. Continuando em grelhas de partida esgotadas, o HE termina a segunda parte do calendário nas 3 Horas de SPA. Posicionadas no final de Junho, em sintonia com os maiores dias do ano, o evento tem conseguido captar o imaginário das equipas e nas ultimas 3 edições recebemos equipas de mais de 80 equipas de 20 países diferentes numa grande festa.

    Após o descanso de verão, o Historic Endurance regressa para a ultima parte da temporada (o Outono) e arranca logo com o “Estoril Classic”.
    Já um caso de sucesso entre equipas e público, o evento irá manter as provas do HE, assim como a corrida de Formula 1, recebendo como novidade também as provas da Peter Auto. O melhor de 2 mundos que só será possivel no Estoril.
    Novamente, de forma a aproveitar os transportes comuns, no fim-de-semana seguinte iremos logo para Jerez de la Frontera. Jerez terá muitas novidades em 2020, inclusive recebendo os Formula 1 Clássicos e tornando-se um evento de Clássicos internacional.
    Por último, a competição irá terminar como habitualmente nas divertidas 250KM do Estoril em 20/21 de Novembro. Uma prova onde a componente de resistência e estratégia ainda estão mais em evidencia.

    A organização apresentou novidades a nível técnicos. Desde o inicio do Iberian Historic Endurance, à oito anos atrás, que as especificações técnicas dos Porsche 911 3.0 e Ford Escort RS1600 foram limitadas para equilibrar prestações com os restantes carros. Agora em 2020, de forma reequilibrar as prestações e tornar os andamentos mais similares. Estes modelos serão adicionalmente penalizados com mais peso e limitação ao nível dos pneus.
    O Iberian Historic Endurance continuará a apostar no BRM Index de Performance, que apoia os carros mais antigos, com menor cilindrada. Em 2019 carros tão variados como um Austin Healey Sebring, Mini Cooper S, Ford Anglia, Ford Cortina Lotus e Porsche 356.
    Também a “Gentlemen Driver Spirit” categoria para Turismos até 2000cc até 1965 e carros até 1300 continuará a crescer com mais um Ford Cortina Lotus, um BMW 1800 TI e dois Alfa Romeo Giulia a juntarem-se ao grupo de carros participante. Em 2019, foram 9 a média de carros desta categoria que participaram e em 2020 com estes novos carros esperamos ainda subir este número.

    Para Diogo Ferrão, responsável máximo pelo Iberian Historic Endurance: “Em 2020 teremos um novo desafio. As alterações técnicas irão tornar as corridas ainda mais divertidas, com mais carros no mesmo segundo.
    O Calendário foi também mais espaçado. Se tantas equipas estrangeiras vêm ao sul da Europa e fazem 2 ou mais eventos sem levarem os carros de volta ao pais de origem, as equipas Ibéricas com carros bem preparados que nada devem às equipas do norte de Europa, também terão a oportunidade para competir em dois fim-de-semanas seguidos e só pagando um transporte.

  • Gala da Montanha será a 11 de Janeiro

    A Festa de Encerramento da época 2019 terá lugar em Santa Marta de Penaguião. O Fórum penaguiense será ainda palco da apresentação oficial do CPM JC Group 2020.

    Consagração e pontapé de saída. Eis a dupla atracção que nos oferece a Gala da Montanha, promovida pelo promotor do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, constituído pelos clubes organizadores das provas que integram o campeonato e pela APPAM.

    A gala desloca-se para terras do douro vinhateiro. Acontecerá a 11 de janeiro e será realizada em Santa Marta de Penaguião, utilizando o moderno Forum local, numa parceira com o Município penaguiense.

    Momento de festa e consagração, a gala vai premiar todos quantos alinharam ao longo do ano, nas provas do campeonato 2019, galardoando ainda algumas figuras e parceiros que contribuíram de forma vincada para o sucesso alcançado pela última edição do CPM JC Group.

    Será ainda o momento para divulgar oficialmente todas as novidades regulamentares e de calendário para a época 2020.

  • Hyundai i30 N e i30 Fastback N recebem prémio de carro desportivo

    O Hyundai i30 N e o Fastback N foram recentemente premiados pelas revistas automóveis mais prestigiadas na Alemanha. Este mês, o Hyundai i30 Fastback N venceu o título de Carro do Ano da Auto Bild, dias depois do i30 N ter sido reconhecido com o “Sport Auto Award”, pela revista Sport Auto. O Hyundai i30 N, já tinha vencido também o prémio de Carro do Ano da Auto Bild, em 2018.

    O prémio Carro do Ano da “Auto Bild é votado pelos leitores da revista automóvel Auto Bild. Este ano, na 18a edição do concurso, participaram 110 viaturas. Os candidatos foram selecionados através dos relatórios de testes e condução, dos últimos 12 meses.

    Cada um dos modelos foi classificado em cinco categorias, que premiaram três subcategorias, Série, Importado e Tuning. O Hyundai i30 Fastback N competiu com 13 outros modelos e venceu o prémio na categoria Carros Pequenos & Compactos e subcategoria Importado.

    “Este prémio é mais uma prova de que os nossos fãs, os “eNtusiastas”, adoram o lado desportivo do Hyundai i30 Fastback N”, afirmou Jürgen Keller, Diretor Geral da Hyundai Motor Alemanha. “Com o Hyundai i30 Fastback N, estamos orgulhosos por poder oferecer um desportivo compacto que partilha do elevado nível de credibilidade da marca no cenário dos modelos de performance.”

    O lançamento do Hyundai i30 N foi em 2017. Desde 2018, este compacto desportivo está disponível nas versões hatchback e fastback.

    Em novembro, o Hyundai i30 N foi reconhecido pelos leitores da revista automóvel Sport Auto, com o prémio “Sport Auto Award”. O hot hatch venceu na categoria “Carros Compactos até €35,000”, na subcategoria “Importado”, superando os restantes 275 candidatos. O Hyundai i30 N, é um dos modelos de alta performance mais populares da Hyundai, do qual já foram vendidas mais de 4.500 unidades desde o seu lançamento, no final de 2017.

  • Groupe PSA e FCA acordam fusão

    A nova entidade terá uma liderança, recursos e dimensão para se posicionar na vanguarda de uma nova era de mobilidade sustentável A empresa resultante da fusão tornar-se-á no 4º maior construtor mundial em termos de volume e no 3º maior em termos de volume de negócios, com vendas anuais de 8,7 milhões de unidades e um volume de negócios combinado na ordem dos 170.000 milhões de euros.

    A Fiat Chrysler Automobiles N.V. (“FCA”) e a Peugeot S.A. (“Groupe PSA”) assinaram hoje um Memorando de Entendimento vinculativo que visa a fusão 50/50 das suas atividades, dando origem ao 4º maior construtor mundial em termos de volume e ao 3º maior em termos de volume de negócios A conjugação proposta tornar-se-á num líder industrial, com a liderança, as capacidades, os recursos e a dimensão necessários para aproveitar, com sucesso, as oportunidades apresentadas pela nova era de mobilidade sustentável.

    A combinação resultará num volume de vendas anual de 8,7 milhões de veículos, com um volume de negócios de aproximadamente 170.000 milhões de euros, um resultado operacional corrente superior a 11.000 milhões de euros e uma margem de lucro operacional de 6,6%, considerando os resultados agregados de 2018. O balanço robusto combinado garante uma significativa flexibilidade financeira e uma vasta margem, quer para a execução de planos estratégicos, quer para o investimento em novas tecnologias em todo o ciclo.

    A entidade conjunta terá uma presença global equilibrada e rentável, assente num portfólio de marcas icónico e altamente complementar, cobrindo todos os principais segmentos de mercado, desde veículos de luxo, premium e automóveis de passageiros mainstream, passando por SUV, pesados e veículos comerciais ligeiros. Será sustentado pela robustez da FCA na América do Norte e na América Latina e pela sólida posição do Groupe PSA na Europa. O novo Grupo terá um equilíbrio geográfico muito maior, com 46% das receitas oriundas da Europa e 43% da América do Norte, tendo em conta os números agregados de 2018 de cada empresa. Esta combinação permitirá remodelar a estratégia noutras regiões.

    As eficiências que serão obtidas da otimização de investimentos nas plataformas de veículos, nas famílias de motores e novas tecnologias, assim como o aproveitamento do aumento de escala irão permitir que a nova companhia melhore a sua performance ao nível das compras e da criação de valor para os seus acionistas. Mais de 2/3 dos volumes serão concentrados em 2 plataformas, com aproximadamente 3 milhões de viaturas por ano em cada uma das plataformas, a ‘Pequena’ e a ‘Compacta/Média’.

    Espera-se que estas poupanças tecnológicas e relacionadas com produtos e plataformas representem cerca de 40% do total de 3.700 milhões de euros em sinergias com taxas anuais estáveis, e que as compras representem 40% adicionais. Outras áreas, incluindo marketing, IT e digital, despesas gerais e administrativas e logística, serão responsáveis por cerca de 20%. Estas estimativas de sinergias não pressupõem qualquer encerramento de fábricas resultante da transação. Prevê-se que as sinergias estimadas tenham um net cash flow positivo a partir do Ano 1 e que aproximadamente 80% das sinergias sejam alcançadas até ao Ano 4. O custo total único para se alcançarem as sinergias é estimado em 2.800 milhões de euros.

    Português Carlos Tavares será o CEO

    A nova companhia contará com uma estrutura de governação altamente eficiente, concebida para promover um desempenho eficaz, com um Conselho de Administração composto por 11 membros, a maioria dos quais independentes. Cinco desses membros serão nomeados pela FCA e o seu acionista de referência (incluindo John Elkann como Presidente) e cinco outros serão nomeados pelo Groupe PSA e os seus acionistas de referência (incluindo o Vice-Presidente e o Diretor Principal Não-Executivo). Aquando da fusão, o Conselho de Administração incluirá dois membros representantes da FCA e dos empregados do Groupe PSA. Carlos Tavares será o Chief Executive Officer da empresa por um mandato inicial de 5 anos e será, também, membro do Conselho de Administração.

    Para Carlos Tavares, a fusão “representa uma enorme oportunidade para assumirmos uma posição mais forte na indústria automóvel enquanto procuramos dominar as mudanças para um mundo de mobilidade limpa, segura e sustentável, fornecendo aos nossos clientes produtos, tecnologias e serviços de classe mundial. Estou plenamente convencido de que, fruto do seu imenso talento e mentalidade colaborativa, as nossas equipas irão conseguir alcançar, com entusiasmo, uma performance maximizada.”

    Carlos Tavares, Mike Manley e as suas equipas executivas contam com registos fortes de sucesso em operações de recuperação de empresas e de junção de construtores automóveis com culturas diferentes. Esta experiência apoiará a rapidez desta fusão, sustentada pelos bons desempenhos recentes de ambas as empresas e pelos, já de si, robustos balanços. A entidade resultante da fusão irá manobrar com velocidade e eficiência numa indústria automóvel que atualmente atravessa alterações rápidas e determinantes.

    A nova empresa-mãe terá sede na Holanda e será cotada no Euronext (Paris), na Borsa Italiana (Milão) e no New York Stock Exchange, e irá beneficiar da sua forte presença em França, Itália e nos EUA.

  • Estreia de Henrique Chaves catapulta-o para grande clássica

    Henrique Chaves estreou-se este ano nas competições de GT, tendo impressionado pela sua rapidez e consistência, o que se traduziu na luta pelo título do International GT Open até à última corrida. A temporada de 2020 promete ser ainda mais entusiasmante para o jovem de Torres Vedras, que tomará parte numa das grandes clássicas do desporto automóvel.

    Esta foi a tua temporada de estreia no mundo dos GT e foste muito bem-sucedido. Aparentemente, a tua adaptação foi boa e rápida, de que modo te preparaste para enfrentares este novo mundo?
    Henrique Chaves: “Gostava de responder a esta pergunta dizendo que a preparação passou por muitos quilómetros de testes, mas a verdade é que esses foram bastante reduzidos. Contudo, fiz a preparação que faço independentemente dos testes. Vendo corridas, analisando ‘onboards’, analisando telemetria, falando com engenheiros para perceber que carro tenho em mãos e acima de tudo como optimizar a sua performance. Para além, disso há sempre o trabalho de ginásio que me mantém com a condição física para conduzir estes carros da forma mais o confortável possível.”

    Tiveste uma longa e intensa época, em que lutaste consistentemente pelas posições cimeiras. Que balanço fazes do teu ano?
    Henrique Chaves: “O balanço é positivo. Para ser sincero não acredito que alguém no início da temporada acreditasse que eu no meu primeiro ano nos GT ia ter um ano assim. Depois da primeira ronda do campeonato isso mudou, acredito. Ainda assim, eu esperava mais – sei o que trabalhei e sei o que estava ao meu alcance, mas neste desporto há coisas que não dependem de nós e, quanto a isso, não há nada a fazer.”

    Depois uma temporada em que te mostraste muito competitivo, existem momentos positivos e menos bons. Podes apontar quais foram os aspectos positivos e negativos do ano?
    Henrique Chaves: “O momento menos positivo acredito que foi a Taça das Nações. Tínhamos andamento para trazer pelo menos uma medalha para Portugal, mas a sorte não esteva do nosso lado.
    Os aspectos positivos foram a vitória em Monza a fechar o campeonato, por tudo o que envolve, seja ganhar em Monza e subir aquele pódio que tantos ambicionam, seja por termos garantido o Top-3 no campeonato, que era sem dúvida um dos nossos objetivos. Em termos mais pessoais, um aspecto positivo foi o fim-de-semana de Red Bull Ring, no qual andei bastante bem, conseguindo a primeira fila na qualificação e a volta mais rápida da corrida.”

    Após a tua estreia nos GT, quais são os teus planos para o futuro e qual o projecto para 2020?
    Henrique Chaves: Os planos passam pelos GT, pela Teo Martin Motorsport e pela McLaren, sendo que o projecto passa por ganhar o GT Open em 2020. Irei também participar nas 24 Horas de Spa-Francorchamps, contudo, devido ao facto de ainda não estarem definidos os meus parceiros, estabelecer um objectivo é ainda prematuro. As restantes corridas do GT World Endurance Cup estão ainda em cima da mesa, mas de momento não há confirmação.”

    Agora que estamos a chegar à época natalícia, de que forma esperas passar o Natal e entrar no Novo Ano?
    Henrique Chaves: “É uma época que costumo passar com família e amigos e vai ser com certeza mais uma época natalícia fantástica.”

  • Rafael Cardeira e André Couceiro Entrevista VMotores

    Levam aos ralis do CPR as cores de um grande do desporto português: o Sporting Clube de Portugal.
    A VMotores esteve à conversa com Rafael Cardeira e André Couceiro, a dupla do Renault Clio R3T para fazermos um balanço da temporada e para antever o ano de 2020.
    Fique com a reportagem do jornalista Joaquim Amândio Santos, com edição de imagem de Armando Leitão.

  • Savora Racing vence entre 118 pilotos e 29 equipas na reedição de sucesso dos 500 km do Estoril!

    Ao volante de um Porsche Cayman GT4, Pedro Marreiros, Paulo Pinheiro e Carlos Alonso levaram a Savora Racing assistida pela Veloso Motorsport ao 1º lugar da geral e da categoria “Mais de 1600 c.c.” Angariação de mais de 40 novos pilotos, que escolheram os 500 km do Estoril para a sua estreia no automobilismo, motiva a Organização para fazer mais e melhor a 6 de Dezembro de 2020, data já confirmada para a reedição do formato

    É este o balanço da prova realizada no Circuito do Estoril, que decorreu ao longo de 5 horas e com o bonito número de 100 voltas cumpridas em ambiente de festa, depois de proporcionar a mais de 40 pilotos a sua estreia no automobilismo no meio de uma salutar competição entre 29 equipas que não quiseram faltar a este desafio.

    Após um início atribulado, motivado pela forte chuva que se abateu sobre o mais emblemático dos circuitos permanentes nacionais, a corrida acabaria por decorrer sem grandes constrangimentos, embora o safety-car tenha entrado por quatro vezes durante a prova.

    O pole-sitter Pedro Marreiros, que dividiu a condução do Porshe Cayman GT4 nº 911 da Savora Racing com Paulo Pinheiro e Carlos Alonso, ainda teve um contratempo inesperado depois de sofrer um furo na 1ª volta da corrida. Forçada a dirigir-se às boxes e caindo, com isso, para a cauda do pelotão, a equipa assistida pela Veloso Motorsport precisou, ainda assim, de apenas 23 voltas para recuperar um comando que não mais viria a largar.

    PRÉMIO MERECIDO

    A dar boa réplica na categoria “Mais de 1600 c.c.”, o Team 888 composto por Francisco Gonçalves, Rui Gonçalves, Pedro Gomes, Gonçalo Gomes e Daniel Moreira terminou em 2º na classe e em 3º da geral, à frente do Renault Clio nº 55 inscrito pela Comval Racing e tripulado por Nuno Magalhães, Nuno Oliveira, João Mestre e Tiago Allen, que fechou o pódio da categoria.

    Realizando uma prova fantástica, o Caterham 420R nº 20 preparado pela BCM Sports chegou a ocupar a liderança à geral da corrida até ser suplantado pelo carro mais potente da Savora Racing, concluindo a corrida em 2º da geral e 1º da categoria “Seven 420R”.

    Um prémio mais do que merecido para Daniel González-Vallinas, Tiago Sousa e André Matos, triunvirato que superou o quinteto composto por Luís Calheiros Ferreira, Nuno Santos, Diogo Sousa e Luís Filipe Oliveira no outro Caterham 420R em prova e que contou com preparação da CRM Motorsport.

    Na categoria reservada aos “Kia Picanto GT Cup”, o duo formado por Orlando Batina/Sérgio Azevedo travou durante quase toda a corrida uma grande batalha com o nº 11 da Speedy Motorsport e o nº 18 da Garagem 275.

    No final, a equipa nº 16 (Batina/Azevedo) acabaria mesmo por superar o quinteto formado por João Aguiar-Branco, Rafael Lobato, Marco Rodrigues, Fernando Cordeiro e Luís Liberal, seguindo-se outro grupo de ‘cinco magníficos’ liderado por Hugo Marcos, que contou desta feita com a presença dos amigos Gonçalo Marques, Elton Sequeira, António Cristas e Bernardo Bello.

    Na categoria “1600 c.c.”, novo triunfo para a estrutura da Comval Racing, desta feita a bordo do Seven nº 66 conduzido por Stéphane Picciotto, Álvaro Pinto, Rodrigo Santos e Luís Leal. Travando uma batalha muito interessante, o quarteto superou o Caterham nº 10 da BCM Sports tripulado por José Kol Almeida, Afonso Almeida, Jorge Miguéis e Ricardo Miguéis.

    Embora a 50 minutos do fim da prova o azar tenha escamoteado a excelente prestação conseguida até ao momento pelo Fiat Uno de nº 48 da equipa Paulo Patrício, ninguém pode retirar o mérito do Punto nº 40 inscrito por João Sousa e Nélson Silva na categoria “FEUP”. A dupla cruzou a linha da meta em 1º lugar, seguida pelo Uno nº 47 de Miguel Iglésias, Thomas Hilgers, Márcio Sena e Paulo Dias e do nº 43 de João Barroso, Pedro Pinto, Simplício Taveira e Filipe Ferreira.

    SEM MÁCULA

    Com um extraordinário desempenho nas primeiras duas horas da corrida, socorrendo-se de um andamento muito certinho, boa estratégia e da chuva que se abateu sobre a pista para camuflar as diferença de andamento contra carros de categorias mais potentes, o nº 34 de Carlos Barbosa, Mário Silva, Pedro Perino, Carlos Rodrigues e Pedro Serrenho não deu hipóteses na categoria “Até 1000 c.c.”, chegando a rodar em 7º da geral.

    O 17º lugar final e 1º da classe da G’s Competizione acaba por ser parco face à prestação demonstrada, com os seus pilotos a realizarem uma prova sem mácula em que superaram o nº 33 da Chronolive Racing, composto por Daniel Marques, Delfim Simões, Flávio Fernandes, Sofia Frazão e Nuno Ricardo Alves, e ainda o nº 32 de José Carvalhosa, Duarte Farinha, Guilherme Dal Maso, Guilherme Afonso e Piero Dal Maso, dando à Smart Bloc uma bonita recompensa pelo sua adaptação ao volante de dois carros ao longo da corrida.

    Já na categoria “Accent”, o nº 51 composto por Fernando Campos Ferreira, José Filipe Nogueira, José Archer e Miguel Cancela de Abreu triunfou numa prova onde o nº 50 de Francisco Calheiros também foi vítima do azar, acabando por terminar na 2ª posição da classe, juntamente com os colegas Duarte Amaral, Martim Franco, Francisco Carvalho e Duarte Franco.

    A encerrar os festejos do pódio, destaque para o nº 53 de António Machado, Hermano Sobral, Rui Martins, António Posser Andrade, José Maria Machado e António Rosa.

    Salientando o ambiente único que se viveu nos 500 km do Estoril, Tiago Raposo Magalhães deixou a promessa de que o evento irá regressar com argumentos reforçados em 2020:

    “Foi uma prova em que todos foram vencedores e não existiram vencidos. Cinco horas de muita animação, 100 voltas cumpridas, mais de 40 estreantes e um total de 118 pilotos repartidos por 29 equipas em condições do piso muito difíceis.”“Penso que não podíamos pedir mais para um ano de estreia e para uma prova que acabou por ser lançada sem aviso no final desta temporada. Com a confirmação da 2ª edição by CRM Motorsport e o Motor Clube do Estoril a 6 de Dezembro de 2020, e com o feedback que já recebemos dos pilotos e equipas, tenho a certeza de que regressaremos mais fortes no próximo ano, reforçando o espírito ‘club racing’ que, em 1ª instância, nos levou a reconduzir o formato”, concluiu.

  • PEUGEOT apresenta em Portugal o novo 208 Rally 4

    O novo PEUGEOT 208 RALLY 4 é a mais recente proposta da PEUGEOT SPORT para o mundo dos ralis e está a ser apresentado no norte do nosso país, num evento exclusivo de 3 dias direcionada à comunicação social, pilotos e equipas de ralis, nacionais e estrangeiras.

    O PEUGEOT 208 RALLY 4 foi, assim, pela primeira vez, disponibilizado para um primeiro contacto, na região de Celorico de Basto, aos seus potenciais futuros utilizadores.

    Integrado pela FIA na rebatizada categoria de “Rally 4” e uma vez homologado, o PEUGEOT 208 RALLY 4 tornar-se-á na nova arma dos competidores na próxima época da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA, estando a decorrer o seu processo de desenvolvimento, de modo a que a PEUGEOT SPORT possa disponibilizar, a partir do segundo trimestre de 2020, um carro de ralis fiável, acessível, eficiente e de performances renovadas, num exemplo único de experiência de condução dessa categoria.

    Fiel ao seu desejo de fazer eclodir os futuros talentos da disciplina, as primeiras unidades do PEUGEOT 208 Rally 4 serão entregues, com prioridade, a equipas e pilotos das copas ibérica e francesa da PEUGEOT RALLY CUP em 2020. Estes estarão entre os primeiros países a terem acesso ao novo PEUGEOT 208 RALLY 4, viatura de 2 rodas motrizes que sucede ao atual 208 R2, um dos mais vendidos modelos de ralis de todos os tempos (e o best-seller da sua categoria), somando mais de 450 exemplares utilizados nas mais diferentes copas internacionais, incluindo as unidades usadas nas duas primeiras temporadas da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA (2018 e 2019).

    O novo 208 RALLY 4 é uma viatura totalmente nova, desenvolvida com base no novo PEUGEOT 208 de produção e que aproveita as evoluções técnicas e estéticas do modelo de série. Beneficia das mais recentes evoluções técnicas, desenvolvidas pelos técnicos e engenheiros da PEUGEOT SPORT desde o início do verão de 2018, estando a ser alvo de um intenso programa de desenvolvimento, testado por pilotos experientes, em todo o tipo de superfícies e sob condições extremas.

    No evento realizado a norte de Portugal estiveram duas dessas equipas, os espanhóis Efrén Llarena / Sara Fernández, pilotos oficiais da PEUGEOT RALLY ACADEMY que, em 2019, se sagraram Campeões da Europa de Ralis (categorias FIA ERC3 e FIA RC3 Junior), e Yohan Rossel / Benoît Fulcrand, os Campeões de França de Ralis de Asfalto 2019, título alcançado aos comandos de uma viatura da categoria “R5” de outra marca do Groupe PSA. Neste evento, os pilotos proporcionam aos convidados sessões de co-drive, dando-lhes a oportunidade de sentir as emoções da velocidade a partir da bacquet do navegador, enquanto os navegadores tentam refrear os ímpetos daqueles que, pelo contrário, querem assumir o volante e as reações do novo PEUGEOT 208 RALLY 4 ao longo dos cerca de 2 km do troço em asfalto, desenhado no ponto mais elevado do concelho de Celorico de Basto.

  • Leiria Festival Rallye: Cláudio Nóbrega e Alípio Nóbrega, agentes FBI prenderam a atenção do público!

    Vinda da Madeira, a dupla do Datsun 1200 foi a favorita do público e venceu a votação para a Equipa Espetáculo deste primeiro Leiria Festival Rallye

    Um fim-de-semana dedicado integralmente ao espetáculo, sem qualquer foco na competição e na discussão de lugares. Eis o cardápio proposto pelo Núcleo de Desportos Motorizados de Leiria para a sua nova aposta, o Leiria Festival Rallye 2019, que decorreu nos dias 7 e oito de dezembro.

    Inspirado no formato dos ralis “legends” que atraem cada vez mais adeptos um pouco por toda a Europa, a prova do NDML entregava aos concorrentes e ao público oito especiais-espetáculo, que eram percorridas sem qualquer registo de tempos. Outra novidade prendeu-se com a possibilidade que os pilotos tinham de percorrer por 3 vezes, sem qualquer paragem, o traçado da especial inaugural, Bidoeira, triplicando assim a sua interação com o público que, aliás, compareceu em grande número.

    FBI ditou a sua lei

    Em democracia o voto popular é soberano e assim foi neste Leiria Festival Rallye. Sem classificações, o destaque e troféus ficaram reservados para a Equipa Espetáculo, que foi escolhida pelo público, numa votação online realizada no grupo dedicado à prova do Facebook.

    Registados mais de dois mil votos, o escrutínio deu o triunfo à equipa FBI Automóveis, constituída por Cláudio Nóbrega e Alípio Nóbrega. Estes “agentes especiais do espetáculo” foram tremendos na condução do Datsun 1200 que veio até Leiria desde a Ilha da Madeira. 223 votos saldaram a vitória e o troféu voou até à Pérola do Atlântico!

    José Jarimba e Ricardo Ventura não regatearam nada às exigências do público para fazer o Toyota Starlet andar de lado e foram recompensados com a segunda melhor votação, 185 votos.

    O “pódio virtual” ficou completo com o Toyota MR2 dos famalicenses Igor Alexandre e Inês Nunes. 168 escolhas na urna digital ditaram este registo para o belo e amarelo MR2.

    Uma palavra para a presença de dois carros muito especiais. Da Irlanda, veio um belo Vauxhall Chevette HSR. Mike Dunnion, piloto e proprietário, possuiu dois e este está decorado em honra a Jimmy McRae, pai de Colin e ALister McRae e cinco vezes campeão britânico de ralis. De Espanha veio um Ford Escort RS Cosworth ex-fábrica, agora nas mãos de Ricardo e Pablo Dacal.

    No final, o rescaldo da prova era positivo, seja por parte das 45 equipas que aderiram, seja pela organização.

    Os responsáveis do Núcleo de Desportos Motorizados de Leiria têm já olhos postos na próxima edição, prometendo melhorias para que o evento possa vir a merecer um lugar ao sol entre os rali legends europeus.