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  • GT: José Rodrigues surpreendeu favoritos na Penha

    GT: José Rodrigues surpreendeu favoritos na Penha

    Se já habitualmente, a Categoria GT encanta o público que acorre às rampas, a “batalha” travada por três protagonistas ao longo das três subidas de prova, levou ao rubro o vasto rol de espetadores espalhados pelo percurso.

    José Rodrigues, no Porsche Carrera 997.2 GT3 CUP da Monteiros Competições sairia vitorioso do duelo travado com Gabriela Correia (Mercedes AMG GT4) e Vítor Pascoal (Porsche 991,2 GT3 CUP. E fê-lo com autoridade, começando logo por ser claramente o mais rápido na subida de prova realizada na tarde de sábado, ganhando dois segundos a Gabriela Correia e 3,2 a Vítor Pascoal, vantagem que se revelaria fundamental para o resultado.

    No domingo, o tricampeão em título e a vice-campeã tentaram reagir, com Pascoal a impor o Porsche do Baião Rallye Team na segunda subida de prova, na frente de Gabriela, enquanto Rodrigues era apenas o terceiro mais rápido.

    Ficava tudo em aberto para a terceira e derradeira vez em que enfrentariam o traçado da rampa. Aí, José Rodrigues voltou a “abrir o livro” e estabeleceu mesmo a melhor marca de todo o fim-de-semana, rodando em 1:33.311 e reclamando uma vitória justa, mostrando que em nada o afetou estar já há algum tempo sem competir.

    Por seu lado, Gabriela Correia não conseguiu ser mais rápida do que Vítor Pascoal, acabando por se quedar no 3º posto, a dois décimos de segundo do seu adversário.

    O piloto de Baião fez uma boa gestão de danos, garantindo a segunda posição, depois de um fim-de-semana em que nunca acertou as afinações do carro. O resultado, no entanto, permite-lhe manter o comando do campeonato.

  • TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup: Javi Villa vence o Sierra Morena

    TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup: Javi Villa vence o Sierra Morena

    O Rallye Internacional Sierra Morena, integrado no Super- Campeonato de Espanha de Ralis (S-CER), foi a segunda prova da TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup. Com 11 inscritos, o troféu monomarca organizado pela Toyota Caetano Portugal, Toyota Espanha e MSI era o certame de promoção com maior número de participantes entre os presentes em Córdoba.

    O rali, que teve início na sexta-feira, juntando milhares de aficionados na protocolar partida simbólica no centro da cidade, deixava antever um desafio aliciante para as equipas, já que teriam pela frente 196 quilómetros cronometrados.

    A dupla Javi Villa e Enrique Velasco (Asturhíbrido) começou por obter o melhor tempo no primeiro troço de sábado, ainda que apenas por um segundo de diferença em relação a Carlos Rodríguez (Grupo Breogán) e dois face a Josep Bassas (IPPON Motor Vallés). Após esta primeira especial, o piloto catalão aumentava o ritmo para marcar dois “scratch” consecutivos e ascender à liderança.

    A dureza do rali fez-se sentir logo na primeira etapa, já que se registaram diversas desistências: Bruno Bulacia (CSM Automoció) e Pedro Lago (Toyota Caetano Auto), por avaria mecânica, enquanto Carlos Rodríguez (Grupo Breogán), Javier Moltó (Kobe Motor) e Ricardo Costa (Macedo & Macedo GTW Racing) acabavam fora de estrada. No entanto, o piloto português conseguira registar antes desse abandono um “scratch” na quarta classificativa e somar um ponto adicional, atribuído ao vencedor de cada prova especial de classificação.

    No final do primeiro dia, Josep Bassas (IPPON Motor Vallés) e Javi Villa (Asturhíbrido) distanciavam-se dos restantes pilotos dos GR Yaris RZ, com Miguel Campos (Macedo & Macedo GTW Racing) numa sólida terceira posição. José Lamela (Grupo Breogán) era quarto classificado, Manuel Martins o quinto e José Mulero (Labasa) o sexto.

    No domingo, Javi Villa (Asturhíbrido) não se conformava com o segundo lugar e marcou o melhor tempo na primeira classificativa da jornada, ficando a 17 segundos de Josep Bassas (IPPON Motor Vallés). Nos dois troços cronometrados seguintes, o piloto asturiano assegurava mais dois “scratch” e encurtava a diferença para 12 segundos. Mas, quando ainda faltam três classificativas para o final do rali, o piloto catalão viu-se forçado a desistir, devido a um problema mecânico, permitindo a Javi Villa (Asturhíbrido) ficar como líder solitário. Miguel Campos herdava a segunda posição e Pedro Lago a terceira, depois de ter regressado à prova graças ao super-rallye.

    Bruno Bulacia, que também voltou em super-rallye, termino no quarto lugar, depois do abandono de Manuel Martins no décimo troço. José Carlos Mulero (Labasa) e José Lamela (Grupo Breogán) não puderam somar pontos nesta segunda prova da época, ao verem-se forçados a desistir na nona classificativa.

    Com estes resultados do Rallye Internacional Sierra Morena, Javi Villa passa a ser o novo líder da competição disputada com os Toyota GR Yaris RZ Cup, com quatro pontos de vantagem sobre Bruno Bulacia (CSM Automoció) e 22 em relação a Bassas.

    A próxima prova da TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup é o Rali Terras D’Aboboreira, dentro de duas semanas (26 e 27 de abril), em Portugal, onde as equipas terão que alterar a configuração dos seus carros para uma jornada que decorrerá em classificativas com piso de terra.

  • Turismo: Daniel Pacheco vence pela primeira vez na Montanha

    Turismo: Daniel Pacheco vence pela primeira vez na Montanha

    O pódio final da Categoria Turismo foi preenchido com os respetivos vencedores de cada Divisão.

    E quando olhámos para a classificação e vemos Daniel Pacheco e o seu Mitsubishi Lancer EVO X no lugar cimeiro da geral dos Turismo e da Divisão Turismo 1, tal só poderá ser uma surpresa para quem não esteve na Penha. O paredense foi sempre o mais forte, sendo inclusivamente o único a rodar nas três subidas de prova sempre abaixo de 1:40, conquistando com todo o mérito a sua primeira vitória na, sendo claro que o trabalho de evolução que a sua equipa está a fazer no carro nipónico começa a dar dividendos.

    Nos Turismo 1, Pacheco foi secundado por Carlos Gonçalves, muito regular com o Mitsubishi Lancer EVO X do JC Group Racing Team, sendo de saudar o regresso a esta divisão de Daniela Marques, com a internacional do Grupo PDAuto a colocar o seu Subaru Impreza WRX STI no 3º posto.

    Voltando à geral da categoria, assinalamos a segunda vez consecutiva que Gonçalo Inácio brilha e coloca o Peugeot 208 VTI R2 da Befast Motosport no 2º lugar, fazendo-o com a  habitual maestria, que lhe permitiu colocar a sua concorrência nos Turismo 3 a larga distância. José Cardoso (Citroen Saxo CUP) foi 2º nos T2, com o pódio a incluir ainda no degrau mais alto o regressado Cláudio Baptista, com o Peugeot 208 R2 da Sucesso Automóvel.

    Vencedor da categoria na Arrábida, Parcídio Summavielle nunca conseguiu ostentar o andamento a que sempre nos habituou, sendo claro que não viveu um fim-de-semana na Penha que o deixe completamente satisfeito com o comportamento do Cupra TCR.

    Mesmo assim foi 3º da geral dos Turismo, continuando a liderar a tabela pontual e dominou nos Turismo 2, continuando aqui invicto.

    Nesta divisão, saliência para o excelente 2º lugar de Paulo Silva, no Audi RS3 LMS do Grupo PDAuto. Foi a sua primeira prova do ano e esteve sempre muito sólido, conseguindo suplantar José Carlos Magalhães, que terminaria com o Seat Leon MKII da MNE Sport num positivo 3º lugar.

  • CPV/IS: Daniel Teixeira com nova máquina para 2024

    CPV/IS: Daniel Teixeira com nova máquina para 2024

    Daniel Teixeira reforçou a sua aposta no Iberian Supercars e Campeonato de Portugal de Velocidade, participando na temporada deste ano com um novo TCR, apontando os seus objectivos à revalidação dos títulos.

    O piloto de Murça tem sido um dos grandes protagonistas dos Turismos das mais importantes competições de pista da Península Ibérica, sendo Bicampeão do Iberian Supercars e Campeão de Portugal de Velocidade.

    Daniel Teixeira conquistou estes dois ceptros aos comandos de um Cupra TCR, mas para este ano mudou de montada, adquirindo um moderno Hyundai Elantra N TCR. “Após a venda do Cupra, ponderámos várias hipóteses entre as quais os GT4, que são teoricamente mais competitivos no Iberian Supercars e Campeonato de Portugal de Velocidade, no entanto, preferimos um TCR, uma vez que pretendíamos continuar a ter um carro que servisse tanto para mim, na Velocidade, como para o meu pai, na Montanha. No final, a preferência do meu pai pelos veículos de Turismo associada ao meu gosto pelos TCR, que considero serem verdadeiros carros de corrida, sem qualquer tipo de ajuda eletrónica à condução, ditaram esta escolha por um TCR de última geração”, afirmou o piloto da JT59 Racing Team, que é o piloto português mais bem classificado no TCR World Ranking.

    Com uma nova máquina, mais recente e competitiva, Daniel Teixeira está focado em defender os ceptros conquistados nos últimos anos, mas as suas aspirações vão um pouco mais além e o primeiro contacto que teve com a sua nova máquina no teste realizado no passado sábado no Estoril aumentam as suas convicções. “Para 2024 os objetivos passam por revalidar os títulos alcançados em 2022 e 2023, tentando sempre andar o mais à frente possível, em termos de classificação geral, em todas as corridas. Gostei muito do contacto que tive com o Hyundai no teste do Estoril, nota-se que é um carro evoluído e agora cabe-me a mim e à equipa explorar o seu potencial. Acredito que o campeonato voltará a ser muito bem organizado, competitivo e disputado, e como tal estamos, naturalmente, entusiasmados por voltar a fazer parte desta competição”, concluiu o piloto de Murça.

    A primeira prova do Iberian Supercars, Campeonato de Portugal de Velocidade e Supercars España será realizada no Circuito de Jerez nos dias 25 e 26 de Maio.

  • Legends: António Barros selou regresso à Montanha com um triunfo expressivo

    Legends: António Barros selou regresso à Montanha com um triunfo expressivo

    Após 8 anos de ausência, O piloto nortenho veio até à Rampa da Penha para matar saudades da modalidade e fê-lo com autoridade, formando um binómio com o seu BMW 320 IS (E36) que se revelou inalcançável para os habituais contendores principais do Campeonato de Portugal Legends de Montanha JC Group que, longe de Barros, lutaram arduamente pelas restantes posições do pódio.

    O domínio de Barros fica bem vincado pelos números: o seu pior tempo numa subida de prova foi melhor do que o melhor tempo de todos os seus adversários, sendo impressionante ver o ritmo que ostentou ao longo dos dois dias de competição, construindo uma vitória sem oposição e dedicando-se a premiar o muito público presente com uma condução exuberante, bem reveladora do seu talento como piloto e do domínio que tem do seu carro alemão.

    Já a reserva dos dois restantes lugares do pódio foi palco de uma batalha intensa entre quatro pilotos : Miguel Gonçalves (BMW E36 Coupé), Simplício Taveira (Peugeot 106 S16), Gonçalo Janeira (Citroen AX GTi) e Celso Fonseca (Citroen Saxo).

    Se na subida inaugural de prova, disputada ao final da tarde de sábado, Fonseca impôs o Saxo da Megamotors, com Janeira a levar o AX da J. Janeira Sport ao segundo tempo, na frente do BMW de Gonçalves e do Peugeot de Taveira, com os quatro a quedarem-se num intervalo de apenas 2,3 segundos, o cenário mudou radicalmente na tarde de domingo, palco das duas outra subidas de prova do programa.

    Miguel Gonçalves “tirou bilhete” dos demais, baixou muito os seus tempos e consolidou com segurança o 2º lugar, concluindo o piloto da Auto Ricardo a prova com 3,6 segundos (no somatório das duas melhores subidas) sobre um endiabrado Simplício Taveira que, na última subida de prova, literalmente “sacou um coelho da cartola”, realizando um excelente tempo e levando o 106 S16 da MNE Sport ao 3º posto final, na frente de Gonçalo Janeira e de Celso Fonseca, respetivamente, quarto e quinto colocados.

    Uma palavra para Bárbara Barros, filha de António, que voltou a uma prova de Montanha. Foi sempre melhorando os seus tempos e concluiu a prova no 7º lugar.

  • Vitórias de Nasser Al-Attiyah (carros) e Tosha Scharina (motos) na consagração de Portugal no todo-o-terreno mundial

    Vitórias de Nasser Al-Attiyah (carros) e Tosha Scharina (motos) na consagração de Portugal no todo-o-terreno mundial

    Nasser Al-Attiyah (carros) e Tosha Schareina (motos) foram os brilhantes vencedores da edição de estreia do bp Ultimate Rally-Raid Portugal. Mais uma organização de sucesso do Automóvel Club de Portugal (W2RC), com a terceira prova do calendário do Campeonato do Mundo de Rally-Raid Portugal a confirmar o talento dos pilotos portugueses: nos carros, João Ferreira terminou num brilhante 2º lugar da geral; João Monteiro venceu entre os SSV; Armindo Araújo e Ricardo Porém terminaram nos derradeiros lugares do pódio da categoria Challenger; enquanto, nas motos, Bruno Santos triunfou na categoria Rally2 e subiu ao derradeiro lugar do pódio à geral; e Gonçalo Amaral ganhou entre os Rally3.

    Portugal teve as honras de receber a única prova europeia do calendário do Campeonato do Mundo de Rally-Raid e que estreia: uma lista de inscritos com muitas das “estrelas” do Dakar; muito público; e uma prova pródiga em emoção e animação nas diferentes categorias.

    Mais um grande e prestigiado evento desportivo com organização do Automóvel Club de Portugal que, durante praticamente uma semana, comunicou o país e, em particular, as regiões do Alentejo, Ribatejo e Estremadura espanhola, mas que também contribuiu com um significativo impacto económico.

    O vencedor, nos carros, do bp Ultimate Rally-Raid Portugal é uma personalidade ímpar. Com 53 anos e confesso apaixonado por Portugal, o príncipe do Catar é medalhista olímpico na modalidade de tiro e um dos mais bem-sucedidos pilotos de todo-o-terreno, com uma mão cheia de vitórias no Dakar. À chegada a Grândola, depois de cinco dias de competição e de cerca de 1.000 quilómetros disputados ao cronómetro, o piloto da Prodrive afirmou: “Portugal é quase a minha segunda casa. Tenho muitos amigos aqui e estou mesmo muito feliz por ganhar esta prova fantástica! Obrigado a todos os fãs e obrigado à organização. Foi uma corrida muito técnica e tivemos de ser inteligentes. Depois da vitória em Abu Dhabi, ganhar aqui é muito importante porque permite-nos passar para a frente do Mundial.”

    Mais do que uma promessa, João Ferreira é já um dos maiores talentos mundiais da modalidade. A forma como se bateu com Nasser Al-Attiyah e como se impôs ao colega de equipa na Mini, o lendário Carlos Sainz, é bem revelador do seu talento. “É difícil explicar as emoções que vivi ao longo desta semana. Recebemos um apoio incrível deste público único no mundo, numa prova muito variada e bonita. A tensão era alta porque havia muita atenção à nossa volta, mas correu tudo muito bem e confesso que não imaginava terminar no segundo lugar, na estreia com este carro no W2RC.”

    O brasileiro Lucas Moraes (Toyota) foi o vencedor da derradeira etapa, um resultado que lhe permitiu subir ao derradeiro lugar do pódio, por troca com Carlos Sainz. “Que grande luta! Em primeiro lugar, parabéns a toda a organização por ter conseguido montar esta prova. É muito importante termos o Mundial na Europa. Um pódio à geral e vitória nesta etapa são pontos importantes para o campeonato.”

    Carlos Sainz (Mini), bicampeão do mundo de ralis e quatro vezes vencedor do Dakar, foi o quarto classificado. O espanhol que nunca esteve na luta pela vitória, admitiu: “Foi um rali difícil, mas positivo. É sempre um prazer vir a Portugal, fiquei satisfeito por participar e recolher uma experiência importante. Gostava que a prova começasse amanhã, para experimentar algumas coisas, mas estou contente.”

    Depois do tempo perdido na fase inicial, o saudita Yazeed Al-Rajhi (Toyota)conseguiu recuperar até ao quinto lugar.  “Apesar do azar que tivemos, fizemos um bom trabalho e divertimo-nos imenso. Obrigado ao público, que foi excecional, e obrigado à organização por criar esta grande prova!”

    O lituano Rokas Baciuska (Can-Am) foi o sexto classificado e o primeiro da categoria Challenger, enquanto o brasileiro Cristian Baumgart Stroczynski (Toyota), Francisco Barreto (Toyota), Armindo Araújo (segundo entre os Challenger) e o argentino Nicolás Cavigliasso fecharam o top10.

    Vitória espanhola nas motos, com portugueses a brilhar

    Natural de Valência, com 27 anos, Tosha Schareina começou a correr de mota, ainda em criança, influenciado pelo tio que corria em motocross. Com uma carreira em ascensão, o piloto oficial da Honda conquistou, no bp Ultimate Rally-Raid Portugal, a segunda vitória da carreira numa prova do “Mundial”, depois de uma atuação imaculada nos cerca de 1.000 quilómetros de percurso disputados ao cronómetro. “É muito especial ganhar aqui, depois de uma grande prova. Estou muito contente com o que consegui ao longo destas cinco etapas e também fico feliz pela equipa, já que grande parte é de Portugal.”

    Residente no concelho de Odemira desde os três anos de idade, o alemão Sebastian Bühler (Hero) foi o principal opositor de Tosha Schareina, tendo terminado a 4m38s do espanhol. “O segundo lugar numa prova do Mundial é muito bom. Depois de uma queda no Dakar, acho que este resultado é a melhor forma de ganhar confiança. Foi uma semana dura. Tive uma penalização de quatro minutos no primeiro dia e, sem isso, podia estar ainda mais próximo da luta pela vitória. O Tosha esteve muito forte, como sempre, parabéns para ele. Acho que a organização fez um trabalho muito bom, a conseguir fazer a corrida mesmo depois da chuva dos últimos dias.”

    Com pilotos nas duas primeiras posições, está ao rubro a luta pelo título de construtores entre a Honda e a Hero.

    Com 36 anos, Bruno Santos (Huskvarna) foi um dos heróis portugueses no bp Ultimate Rally-Raid Portugal. Vinte e quatro anos depois de ter a primeira mota, o piloto de Torres Vedras cometeu a proeza de se estrear a vencer na categoria Rally2 e de subir ao derradeiro lugar do pódio na classificação geral de uma prova do Campeonato do Mundo de Rally-Raid. “Foi uma prova espetacular, que superou todas as minhas expetativas. Cada dia foi um desafio diferente e claro que estou muito, mas mesmo muito satisfeito com o resultado.”

    Com uma vitória na penúltima etapa, António Maio (Yamaha) conquistou um brilhante quarto lugar da geral, com o militar da GNR a afirmar: “Foi uma prova espetacular, em que apanhámos todo o tipo de terreno, mas onde procurei não cometer erros. A etapa de, ontem, em Espanha, foi fabulosa, muito ao meu estilo e foi onde consegui uma vitória histórica. Estou feliz com este quarto lugar da geral e com o pódio no RallyGP.”

    Adrien Van Beveren (Honda) foi o vencedor da derradeira etapa e o quinto classificado da geral, destacando: “Adoro Portugal, não apenas para competir. Esta prova foi fantástica, com terrenos variados e muito público. Para mim, o início foi muito duro, com uma grande penalização que me atrasou bastante. Mas nestas últimas etapas vim sempre a recuperar e diverti-me imenso. É muito importante termos esta corrida do Mundial na Europa.”

    Skyler Howes (Honda), Ross Branch (Hero), Edgar Canet Ardevol (KTM), Bradley Cox (KTM) e Pablo Quintanilla (Honda) fecharam o top 10.

    O português Gonçalo Amaral (Honda) foi o brilhante vencedor da categoria Rally3, confessando “estar muito feliz com a vitória.”

    Já o polaco, Kamil Wisniewski, venceu entre os quads, com uma margem de 5m49s sobre o lituano Antanas Kanopkinas.

    O balanço da prova por Carlos Barbosa presidente do Automóvel Club de Portugal

    O presidente do ACP – Automóvel Club de Portugal, Carlos Barbosa, faz um balanço “extremamente positivo” do bp Ultimate Rally-Raid Portugal 2024, uma prova que considera “fundamental no Campeonato do Mundo, pela valorização competitiva que acrescenta ao habitual sobe e desce de dunas” e pela oportunidade de “dar aos pilotos europeus a oportunidade de correrem em casa”; destaca ainda a “capacidade de organização da equipa ACP Motorsport”, capaz de erguer uma prova “muito complexa devido às condições atmosféricas, que pode voltar a Portugal assim se confirme o interesse da A.S.O. e o equilíbrio das contas”; Carlos Barbosa realça ainda o“envolvimento e a segurança demonstrados pelos fãs portugueses ao longo das etapas, bem como os elogios manifestados pelas ´estrelas´ do Dakar, que ficaram radiantes”.

    Entre os dias 1 e 6 de junho, o Desafío Ruta 40 é a prova que se segue do Campeonato do Mundo de Rally-Raid. Com o ADN das edições do Dakar disputadas na América do Sul, é percorrido em paisagens naturais deslumbrantes e numa enorme variedade de terrenos, desde pistas de ralis, rios secos, dunas, a salinas. O saudoso Paulo Gonçalves inscreveu o seu nome na galeria de vencedores, com um brilhante triunfo, nas motos, na edição de 2018.

  • Super Challenge: Luís Nunes vence na Penha duelo com José Lameiro

    Super Challenge: Luís Nunes vence na Penha duelo com José Lameiro

    Este é um reino cada vez mais dominado pela “cavalaria” e pela tração dos “monstros” que povoam o Grupo SC-A. Na Penha, três dos protagonistas dessa estirpe competitiva reservaram os lugares do pódio da categoria, fazendo valer toda a razão da potência e da capacidade para colocar a mesma no asfalto.

    E se no final, o campeão em título e habitual dominador acabou por vencer, tal não aconteceu sem que Luís Nunes enfrentasse oposição musculada, sendo de assinalar que pela primeira vez o piloto da Nunes Sport se viu suplantado numa das subidas de prova, no caso a segunda, sendo depois obrigado a “puxar pelos galões” no derradeiro confronto contra o cronómetro, para suplantar um endiabrado José Lameiro.

    Nunes venceu a subida inaugural, colocando o seu Skoda Fabia da Nunes Sport a rodar mais rápido dois segundos do que o Skoda Fabia MKIII Super Car do piloto da Diatosta. Mas este apareceu no domingo com uma alma renovada e foi 2,2 segundos mais rápido do que o “Foguetão de Valpaços” na segunda subida, indo para a derradeira no comando da categoria. Estávamos perante uma novidade!

    Mas Nunes ainda tinha um “coelho na cartola” e na última subida fez, de longe, o seu tempo mais rápido, suplantando aí Lameiro por 3,8 segundos, mantendo assim a sua invencibilidade. No fecho, ambos se quedaram separados por uns enganadores 5,7 segundos. O duelo foi mais intenso do que essa diferença faz parecer.

    Realce para a façanha de Luís Nunes, que juntou ao seu palmarés mais uma presença num pódio absoluto, sendo 3º da geral nesta Rampa da Penha.

    A fechar o pódio da categoria e do grupo, encontrámos José Pedro Gomes. Nesta sua primeira aparição da temporada, o piloto da XMP Racing ostentou um forte andamento com o seu revigorado Opel Astra Super Car e será um protagonista a ter em conta nas próximas provas.

    Tremenda foi também a luta que decidiu os destinos do Grupo SC-C. O plantel viu-se reforçado com dois pilotos de referência vindos do Ralicross, a saber, Mário Barbosa e Bruno Campos, bem alicerçados nos seus potentes Citroen Saxo S1600, ficando desde logo claro que Bruno Carvalho iria ter muito trabalho para impor o seu Citroen Saxo.

    Carvalho ainda levou o carro francês da LX Sport à vitória na subida de prova inicial, embora por escassos cinco décimos de segundo em relação a Barbosa, enquanto Campos era terceiro a apenas 1,6 segundos.

    No domingo, Mário Barbosa foi claramente melhor, atacando e colocando o seu Saxo KIT CAR na frente das duas subidas, terminando com uma vantagem de 1,6 segundos em relação a Bruno Carvalho, sendo de registar que este enfrentou alguns problemas mecânicos no seu carro. Registe-se que Mário Barbosa foi ainda 5º da geral da categoria e isto apesar de nunca ter utilizado os chamados pneus “slick”. Quanto a Bruno Campos fechou o pódio os SC-C a 5,7 segundos do vencedor.

    Nos SC-D, a Penha assistiu ao regresso de Luís Silva e do seu icónico BMW M3 da Famaconcret. O rápido piloto fez jus ao seu cognome “Canhão de Famalicão” e foi sempre o mais rápido, com a exceção da segunda subida de prova, devido a um pião na chamada “curva do penedo”.

    Luís Silva terminou com uma vantagem de 2,6 segundos sobre Pedro Alves e destaque-se ainda que, para além deste triunfo nos SC-D, o famalicense foi 4º da geral na categoria. Já Pedro Alves continua a ser um piloto muito lesto e está a fazer um excelente trabalho de desenvolvimento no seu KIA Ceed, sendo de esperar que cedo esteja na luta pelo triunfo. O pódio fechou com a BMW 320 SW do jovem Carlos Pouca Sorte. O jovem piloto de Resende está muito eficaz com a carrinha alemã da Megamotors e este foi o seu segundo pódio consecutivo.

  • André Vieira com duplo triunfo no arranque da Single Seater Series em Portimão

    André Vieira com duplo triunfo no arranque da Single Seater Series em Portimão

    A temporada de 2024 da Single Seater Series arrancou com duas vitórias do jovem André Vieira este fim de semana no Autódromo Internacional do Algarve. Entre os fórmulas em asas, Duarte Pires foi o vencedor de ambas as corridas no traçado de Portimão.

    João Silva tomou a dianteira da primeira corrida da temporada no momento do arranque, surpreendendo o “pole-position” André Vieira, e isolou-se na frente do pelotão. Obtendo a melhor volta da corrida, o Fórmula Renault 2000 assistido pela equipa House Racing construiu uma vantagem superior a dois segundos face ao Tatuus F4-T014 do jovem amarense, apesar deste último continuar a imprimir um ritmo forte para não deixar escapar o seu adversário. Contudo, na última volta da corrida, assistiu-se a um “golpe de teatro”.

    Uma quebra de performance nas duas derradeiras voltas no monolugar de João Silva foi algo André Vieira soube aproveitar da melhor forma. O piloto de 16 anos ultrapassou o seu oponente na última volta, cortando a linha de chegada na primeira posição, o que lhe valeu também o triunfo da classe PT4. João Silva viu a bandeira quadriculada no segundo lugar, vencendo a classe FR2.0, classe esta que deverá receber um incremento de participantes nas próximas provas.

    Rui Silva foi o terceiro a ver a bandeira de xadrez, vencendo a classe HTG. O piloto do Mygale PNC2000, um monolugar que há duas décadas fez furor em Portugal na Formula Novis by Ford, ainda teve Duarte Pires nos seus retrovisores, mas rapidamente consolidou a sua posição.

    Duarte Pires confirmou o andamento da qualificação e venceu entre os monolugares sem asas e na classe ZT. O piloto do Mygale SJ00 nunca foi importunado pelos seus adversários directos e construiu uma vantagem significativa ao longo da corrida de quinze minutos, enquanto que atrás de si se travava uma batalha animada pelo segundo posto.

    Pelos resultados da qualificação de ontem era previsível um duelo a três pela segunda posição na classe ZT nas corridas de hoje. Contudo, o Mygale SJ99 do britânico Christopher Kirby-Higgs cedo ficou pelo caminho, remetendo esta luta a dois. Vitor Sampaio e Francisco Olho-Azul foram os protagonistas de um duelo animado, com o “stunt driver” de profissão a levar a melhor no seu Jamun M97. O Vector MG01 de Vitor Sampaio, o piloto com mais participações em provas da única competição de monolugares de Portugal, cortou a linha de meta apenas quatro décimas atrás do seu adversário.

    Para a segunda corrida do dia, as posições da primeira linha da grelha de partida inverteram-se, com João Silva a alinhar na primeira posição, com André Vieira ao seu lado. O piloto do Tatuus FR2000 manteve a primeira posição no arranque, sempre seguido de perto pelo seu adversário, que à quarta volta aproveita uma pequena oportunidade para “roubar” a liderança na corrida. Uma vez na frente, André Vieira rumou ao seu segundo triunfo consecutivo. 

    “Julgo que o Fórmula Renault 2000 é um pouco mais avançado que o meu carro e é mais rápido em curva e em velocidade de ponta”, explicou André Vieira, o vencedor da classe PT4, já depois da corrida. “Contudo, como o Fórmula 4 é incrível em curva e também anda bem em recta, deu para competir com o João. Acho que nas primeiras quatro curvas o João era mais rápido que eu, mas nas curvas seguintes eu seria cerca de uma décima de segundo mais rápido que ele em cada curva e foi isso que me permitiu alcançá-lo.”

    No final da corrida, João Silva não se sentia derrotado, bem pelo contrário, mostrava-se bastante satisfeito com a sua estreia de Fórmula Renault 2000. “Nesta corrida tive dois erros já por cansaço, até porque não estou habituado ao carro. Mas o segundo lugar não foi por demérito meu, mas por muito mérito do vencedor. Comparando com o Fórmula Ford Zetec, o ‘grip’ que temos com este carro, com os slicks e a aerodinâmica, é muito mais extremo, por isso estou muito feliz por passar para este monolugar”, afirmou João Silva, o duplo vencedor da classe FR2.0 este fim de semana.

    Na pista de Portimão, Rui Silva foi novamente o terceiro classificado, vencendo a classe HTG, ele que teve um início de corrida difícil, perdendo uma posição para Duarte Pires, posição essa que só recuperou ao fim de três voltas ao traçado de Portimão. Duarte Pires cruzou a linha de meta no quarto lugar, mas confortavelmente à frente na classe ZT. Ambos os pilotos esperam já contar com os seus Fórmula Renault 2000 para as próximas provas da única competição de monolugares em Portugal.


    Vitor Sampaio e Francisco Olho-Azul reeditaram o duelo da primeira corrida pelo segundo lugar da classe ZT, com trocas de posições entre ambos ao longo da corrida, com Francisco Olho-Azul a superiorizar-se uma vez mais, mas só na derradeira volta ao circuito algarvio.

    A próxima jornada dupla da Single Seater Series decorre no programa do Estoril Summer Party, no fim de semana de 13 e 14 de Julho, no Autódromo do Estoril. 

  • Rampa da Penha: em 2024 só deu Flávio Sainhas nos Clássicos!

    Rampa da Penha: em 2024 só deu Flávio Sainhas nos Clássicos!

    A fiar pelas duas primeiras provas da temporada, Flávio Sainhas tem tudo para transformar a sua defesa do título nacional conquistado em 2023 no Campeonato de Portugal Clássicos de Montanha JC Group num passeio triunfal rumo ao cetro de campeão em 2024. O “Diabo da Covilhã” dominou na Rampa da Penha com o mesmo índice avassalador que tinha ostentado na Arrábida.

    Nove segundos, novecentos e vinte e sete milésimos em 2870 metros é uma diferença colossal e dá bem conta do domínio exercido por Flávio Sainhas entre os Clássicos neste edição2024 da Rampa da Penha.

    Quando se fala do nível de competitividade de Aníbal Rolo, a expressão que melhor se aplica será : muda de carro, toca sempre a mesma música competitiva!

    É notável o que este consagrado e veterano piloto de Cascais consegue fazer com qualquer dos exemplares preciosos que tem na sua coleção Na Penha, correu com um belo Datsun 24oZ com as especificações do antigo Grupo 4 e venceu o duelo sem tréguas e emocionante que travou pelo 2º lugar com Pedro Silva, um recém chegado à Montanha.

    Silva merece aplausos fartos, pois conquistou o 3º lugar do pódio mercê da rapidez que imprimiu a um muito bem preparado VW Golf 16 S. Os dois terminaram separados por apenas 130 milésimos de segundo!

    Apesar de não ter terminado no pódio, Ricardo Loureiro tem razões para ter saído satisfeito de Guimarães com 0 4º lugar alcançado. O piloto-edil de Guardão voltou a não ter problemas técnicos no Ford Escort MKII, provando que a intervenção técnica no carro do Caramulo Racing Team está a dar resultados. A fiabilidade já lá está e agora Loureiro irá em busca de uma maior competitividade.

    O Top 5 dos Clássicos fechou na Penha com Fernando Francisco (Ford Escort MKI). O colega de equipa de Ricardo Loureiro foi melhorando os seus tempos ao longo dos dois dias de competição e foi recompensado com mais uma boa recolha de pontos.

  • Rampa da Penha: Armando Freitas soma mais uma vitória e segue mais líder nos 1300

    Rampa da Penha: Armando Freitas soma mais uma vitória e segue mais líder nos 1300

    O piloto de Fafe continua “intratável” exercendo com o seu Toyota Starlet um domínio absoluto, prova após prova, no Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group. Construiu na Penha o segundo triunfo da temporada e está já lançado para aquele que poderá ser o seu terceiro título nacional consecutivo.

    O desempenho da Armando Freitas na Penha seguiu a papel químico exibições anteriores. Permitindo, de quando em vez, que os opositores se aproximem, nas subidas de treinos, intensifica de tal forma o seu ritmo nas subidas de prova que, logo após a segunda das três a disputar, rematou já as contas do triunfo. Na Penha, ainda se deu ao luxo de, já com a vitória no bolso, rodar ainda mais rápido na derradeira subida, estabelecendo o seu melhor tempo do fim-de-semana.

    Freitas concluiu a prova com 13,2 segundos de vantagem sobre Hugo Magalhães (Fiat Punto) que se impôs ao estreante João Sousa (Toyota Starlet) após um intenso duelo. Uma palavra especial para o jovem fafense que, aos 19 anos de idade, transformou a sua estreia absoluto no desporto motorizado numa exibição de grande nível, coroada com o 3º lugar almejando assim subir logo ao pódio na sua primeira corrida.

    Na luta dos 1000cc, a famalicense Catarina Silva (Citroen C1) levou a melhor. A piloto da Famaconcret foi ainda capaz de ser 6º da geral.

    Senhor de uma condução muito segura, Davide Marques não teve dificuldades em impor o seu Datsun 1200 na contenda da Divisão Clássicos 1300, sendo ainda 8º absoluto nas contas do CPM1300 JC Group. Terminou com farta vantagem sobre o sempre regular Domingos Fernandes, que fez na Penha a sua primeira aparição da época ao volante do seu habitual Autobianchi A112 Abarth.