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  • António Maio é o primeiro português a vencer no bp Ultimate Rally-Raid Portugal

    António Maio é o primeiro português a vencer no bp Ultimate Rally-Raid Portugal

    O motard português António Maio foi o grande herói da penúltima etapa do bp Ultimate Rally-Raid Portugal, a terceira prova do calendário do Campeonato do Mundo de Rally-Raid. Totalmente disputada na Estremadura espanhola, a especial terminou com João Ferreira a aproximar-se do líder e cinco vezes vencedor do Dakar, Nasser Al-Attiyah, que ainda assim parte para os arenosos 100 quilómetros da derradeira etapa em boa posição para assegurar a vitória. Tosha Schareina também continua líder nas motos.

    Amanhã, os concelhos de Grândola e de Alcácer do Sal prometem ser invadidos por uma multidão de entusiastas. É a derradeira oportunidade para verem muitas das estrelas que têm feito a história mais recente do Dakar, como Carlos Sainz, Nasser Al-Attiyah, Sébastien Loeb, nos carros, ou Ross Branch, Adrien van Beveren, Pablo Quintanilla, Skyler Howes, nas motos; ou ainda portugueses como João Ferreira, Armindo Araújo, António Maio e Bruno Santos, que têm rivalizado com os melhores do mundo.

    Hoje, a penúltima etapa da prova organizada pelo Automóvel Club de Portugal (ACP) foi cumprida do outro lado da fronteira. Um percurso de 208 quilómetros cronometrados, desenhado a sul da cidade espanhola de Badajoz.

    João Ferreira a 2m41s de Nasser Al-Attiyah. Pódio em aberto

    À partida da derradeira etapa e quase 1.000 quilómetros ao cronómetro depois, escassos 2m41s separam Nasser Al-Attiyah (Prodrive) de João Ferreira (Mini), os dois primeiros classificados da classificação. Hoje, o português foi o quinto mais rápido da especial, recuperando 1m58s ao piloto do Catar. “Conseguimos imprimir um ritmo forte e ganhar tempo ao Nasser, que é o nosso adversário direto. Por outro lado, a vantagem que temos para o Carlos não é nada… porque é o Carlos Sainz! Mas estou muito contente”, resumiu o leiriense.

    Já Nasser Al-Attiyah, o oitavo mais rápido do dia, admitiu: “Abrimos a estrada e tentámos não perder muito tempo. Por isso, foi um dia OK e estamos satisfeitos por terminar a etapa sem problemas. Vamos ver como será amanhã.”

    Com o quarto melhor do tempo, Carlos Sainz ascendeu ao derradeiro lugar do pódio, a escassos 59 segundos do colega de equipa da Mini, João Ferreira. O espanhol, bicampeão do mundo de ralis e quatro vezes vencedor do Dakar, afirmou“Foi um bom dia. Atacámos o máximo que era possível.”

    Uma excelente luta em perspetiva, também com a companhia de Lucas Moraes. O brasileiro parte para a derradeira etapa de amanhã a apenas oito segundos de Sainz. Hoje, o piloto da Toyota reconheceu: “Especial bem legal, com menos água. Deu para andar bem. Claro que estamos na disputa pelo top 3 da geral, portanto não dá para exagerar. Vamos lá acelerar amanhã!”

    during the Stage 4 of the 2024 BP Ultimate Rally-Raid Portugal, on April 6, 2024 between Badajoz, Spain and Grandola, Portugal – Photo Paulo Pacheco / ACP

    Sem hipóteses de lutar por um lugar no pódio, Yazeed Al-Rajhi ocupa o 5º lugar da geral, tendo hoje somado importantes pontos para o W2RC, com a vitória na etapa. “Andámos 40 quilómetros a tentar ultrapassar outro piloto, que nunca facilitou a manobra. Quando finalmente conseguimos, aumentámos o ritmo e conseguimos ganhar a especial.” 

    Entre os Challenger, nova vitória de Rokas Baciuška, com o lituano a beneficiar de uma penalização de 5 minutos atribuída a Ghislain de Mévius. O piloto do Can-Am é o atual sexto classificado da geral e o líder da categoria, perseguido pelos portugueses Armindo Araújo e Ricardo Porém, ambos em Can-Am.

    O jovem sul-africano Saood Variawa (Toyota) foi um dos primeiros a marcar o ritmo na categoria Ultimate, mas foi penalizado por três infrações por excesso de velocidade no terceiro dia. Os Comissários Desportivos decidiram impor uma penalização de duas horas e uma desclassificação suspensa, desde que não houvesse mais infrações, mas o sul-africano decidiu abandonar antes da partida, na sequência de problemas mecânicos.

    Já João Monteiro aumentou a liderança nos SSV e manteve o 14º lugar da geral. Ainda na categoria, referência para os pilotos inscritos em W2RC, com o espanhol Ricardo Ramilo a continuar a ocupar o segundo lugar e a liderança no W2RC, depois dos problemas técnicos do líder do campeonato, Yasir Seaidan, na sexta-feira.

    Vitória do português António Maio e Tosha Schareina reforça liderança

    Nas motos, António Maio (Yamaha) estreou-se a vencer numa etapa do W2RC e tornou-se no primeiro português a vencer uma etapa do bp Ultimate Rally-Raid Portugal. O militar da GNR assumiu a liderança nos derradeiros quilómetros da especial, triunfando com 28 segundos de vantagem para o francês Adrien van Beveren. “Adorei o percurso. Nunca tinha andado em Espanha, mas foi uma etapa fantástica, rápida e escorregadia, ao meu gosto. Fiz uma boa escolha de pneus, andei sempre rápido, sem correr riscos e não cometi erros.” Uma vitória importante também para a Yamaha, que não vencia uma etapa desde o Abu Dhabi Desert Challenge, em 2021, por intermédio de Adrien van Beveren.

    Mas se António Maio foi o herói do penúltimo dia da prova do Campeonato do Mundo de Rally-Raid, Tosha Schareina (Honda) foi o grande beneficiado da etapa. Apesar de ter sido o quinto mais rápido do setor seletivo, o espanhol aumentou para 4m33s a vantagem para o segundo classificado, que lhe permite encarar o dia de amanhã com relativa tranquilidade. “No início foi muito bom. Nos primeiros 100 km estávamos a liderar, mas depois disso, os pneus ficaram completamente destruídos e limitei-me a sobreviver nos últimos 150 km!”

    O português Bruno Santos (Huskvarna) voltou a estar em evidência: estabeleceu o terceiro melhor tempo, conservou idêntica posição à geral e, mais importante do que isso, reforçou a liderança entre os Rally2. “Acho que ninguém estava à espera de um terreno tão abrasivo porque ao final de 100 km já não tínhamos ‘pneu’ traseiro. Acho que fiz uma boa segunda parte da etapa, que era mais ao meu estilo.”

    O americano Skyler Howes (Honda) foi o quarto mais rápido do dia, à frente de Tosha Schareina (Honda), Bradley Cox (KTM) e de Sebastian Bühler (Hero), que manteve a vice-liderança entre as motos. “Foi uma etapa difícil, porque ao fim de 100 quilómetros os pneus estavam praticamente acabados. Tive de gerir bem a mousse dos pneus para conseguir terminar. Em alguns pontos, foi quase como um passeio de domingo”, sublinhou o luso-alemão.

    Entre os Rally3, Gonçalo Amaral (Honda) voltou a impor-se à concorrência, reforçando a liderança da categoria.

    Já entre os quads, Kamil Wisniewski foi a surpresa. O polaco venceu a etapa, beneficiando dos problemas de que foi vítima Manuel Andujar, e assumiu a liderança da categoria, com uma vantagem de 5min 49s sobre o francês Gaetan Martinez.

    Hoje, é o dia de todas as decisões do bp Ultimate Rally-Raid Portugal. A última etapa é disputada em dois setores seletivos. O primeiro, de 98,18 quilómetros, é 90 por cento percorrido em estradões de areia rápidos, enquanto o segundo, com 3,05 quilómetros de extensão, é literalmente disputado ao lado do Parque de Feiras e Exposições de Grândola. Uma especial-espetáculo que vai consagrar os vencedores e onde são esperados milhares de espetadores, com transmissão direta pelo canal SportTV, a partir das 12h15. Para mais informações, visite o site oficial do bp Ultimate Rally-Raid Portugal.

  • Rampa da Penha: Hélder Silva estreia Osella com liderança após primeiro dia

    Rampa da Penha: Hélder Silva estreia Osella com liderança após primeiro dia

    O tricampeão nacional em título não mostrou qualquer tibieza por estar a estrear uma Osella PA21/S e foi o mais rápido na única subida de prova do dia inaugural da Rampa da Penha, segunda prova da temporada 2024 do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. José Correia (Norma FC20), líder absoluto do campeonato, esteve também muito rápido e o duelo de amanhã, domingo, será intenso.

    José Rodrigues (Porsche 997) lidera nos GT, o mesmo sucedendo com Daniel Pacheco (Mitsubishi EVO X) nos Turismo e Luís Nunes (Skoda Fabia) entre os Super Challenge, sendo ainda 3º da geral. Flávio Sainhas (Ford Escort MKI) domina nos Clássicos, António Barros (BMW 325is) nos Legends e Armando Freitas (Toyota Starlet) nos 1300.

    Num dia em que o sol não fez a sua aparição, a chuva também não passou de breves e espaçados chuviscos, suficientes, no entanto, para que, no arranque da jornada, a pista ainda estivesse húmida e, ao longo da tarde de sábado, provocasse incerteza quanto à escolha de pneus.

    Aliás, na subida de prova que fechou o programa, aconteceu de tudo quanto a essa escolha, com pilotos a levarem “slicks”, outros com rasgos e até de chuva, como aliás foi o caso de Hélder Silva. Mas nem isso impediria o poveiro da Power House de ser o mais lesto de todo o pelotão com 67 unidades, registando 1:27.598 e terminado o dia com 2,4 segundos de avanço sobre José Correia, com este a concluir a subida “a doer” com problemas no motor da sua “barchetta” que o condicionaram na parte final do traçado de 2780 metros. O duelo entre os dois tem tudo para ser épico nas subidas de domingo.

    Os Protótipos B andaram rápido, mas entre eles, a rapidez mor foi, como sempre, assumida por Nuno Guimarães, com o “capitão da Montanha” a destacar-se já na sua divisão, sendo ainda 4º da geral, após este dia inicial.

    GT: José Rodrigues na liderança

    A incerteza meteorológica e as diferentes opções de pneus baralharam de forma intensa as contas na Categoria GT, aumentando a emoção sobre o que se passará no decisivo dia de domingo.

    Se nas duas subidas de treinos, Vítor Pascoal (Porsche 991.2 GT3 CUP) e Gabriela Correia (Mercedes AMG GT4) repartiram os triunfos, a surpresa apareceria na subida de prova, com José Rodrigues (Porsche Carrera 997.2) a suplantar os dois favoritos e a ir para o descanso na frente, tendo ainda sido o 6º mais rápido em termos de geral.

    Gabriela Correia está no segundo posto, a 2 segundos do líder, com Pascoal a assumir o terceiro lugar provisório, 1,2 segundos atrás da “Princesa da Montanha”.

    Daniel Pacheco surpreendeu os favoritos e lidera os Turismo

    Nota máxima para Daniel Pacheco. O piloto de Paredes esteve simplesmente fenomenal ao longo de toda a tarde de sábado, aproveitando ao máximo a tração total e a potência do seu Mitsubishi Lancer EVO X, suplantando tudo e todos na batalha dos Turismo.

    Lidera a Categoria e a Divisão Turismo 1 e a solidez do seu andamento faz antever que não será fácil ser destronado durante o dia de domingo, embora a diferença que possuiu para os dois que o perseguem mais de perto caiba num intervalo de 2,2 segundos.

    O pódio provisório da categoria incluiu os líderes das duas restantes divisões. Endiabrado e eficaz aos comandos do seu Peugeot 208 VTi, Gonçalo Inácio domina os Turismo 2 e é 2º da geral da categoria, enquanto Parcídio Summavielle, seu colega de equipa na Befast Motorsport, está na frente dos Turismo 2 e tem o seu Cupra TCR no 3º posto da geral dos Turismo.

    Super Challenge: Nunes na frente, com Lameiro perto

    A Categoria Super Challenge está de boa saúde e recomenda-se. É um habitat que “respira” cavalos por todo o lado e está a tornar-se imensamente competitiva, na sua geral e nas refregas dos respetivos grupos.

    No entanto, que não haja dúvidas de que Luís Nunes ainda continua a ser o mais forte. O “Foguetão de Valpaços” continua muito rápido e eficaz a extrair todo o potencial do Skoda Fabia R5 e, neste dia inaugural da Penha, foi o mais lesto dos SC e logrou ainda conquistar o 3º tempo em termos absolutos.

    Mas os seus mais diretos rivais estão cada vez mais perto. Nota alta para José Lameiro que demonstra uma adaptação cada vez mais eficaz à Montanha e tem o seu Skoda Fabia Super Car cada vez mais competitivo. Ficou a escassos 1,9 segundos de Nunes e demonstra querer “morder os calcanhares” ao pentacampeão nacional.

    O Top 3 da categoria ficou fechado com mais um protagonista do Grupo SC-A, no caso o regressado José Pedro Gomes, demonstrando ser válida a aposta que fez este ano em tripular o Opel Astra Super Car.

    Quantos aos restantes grupos, no SC-C Bruno Carvalho (Citroen Saxo)  está na frente, quando Luís Silva trouxe o seu BMW M3 para matar saudades da Montanha e já domina nos SC-D.

    Flávio Sainhas já isolado entre os Clássicos

    Muda o cenário, repete o intérprete principal. Flávio Sainhas continua a fazer de cada episódio do “filme” reservado ao Campeonato de Portuga Clássicos de Montanha, uma saga vitoriosa.

    Neste primeiro dia da Penha, o “Diabo da Covilhã” impôs o seu Ford Escort MKI por uns imponentes 6 segundos sobre o carismático Aníbal Rolo, que se apresentou na Penha com um espetacular Datsun 240 Z, com especificações do antigo Grupo 4 e que o piloto de Cascais conduziu com maestria até ao 2º melhor tempo na subida de prova.

    A fazer a sua primeira prova em 2024, Pedro Silva levou o seu VW Golf 16 S ao terceiro melhor tempo, fechando assim o pódio provisório.

    António Barros sem oposição entre os Legends

    7,2 segundos. Eis a diferença alargada construída por António Barros, que espalhou classe com o seu BMW 325is (E36) nesta sua aparição pontual no Campeonato de Portugal Legends de Montanha JC Group, oito anos após a sua última prova nesta modalidade.

    Em circunstâncias normais, não terá qualquer dificuldade em selar o triunfo nas subidas de domingo.

    Atrás de si, é um aguerrido pelotão que está a lutar pelos restantes lugares do pódio. Celso Fonseca (Citroen Saxo) foi segundo, suplantando o Citroen AX GTi de Gonçalo Janeira por magros nove décimos de segundo. Na luta estão ainda Miguel Gonçalves (BMW E36 Coupé) e Simplício Taveira (Peugeot 106 S16), quaro e quinto classificados, separados entre eles por 87 milésimos (!) e a escassos 1,4 segundos de Janeira.

    Freitas já domina nos 1300

    Não há volta a dar. Ou, pelo menos assim parece. Rampa após rampa, continua avassalador o domínio de Armando Freitas nas lides do Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group.

    O fafense terminou este dia inaugural com 5,9 segundos de vantagem sobre o Fiat Punto de Hugo Magalhães, segundo mais lesto na subida de prova realizada.

    Este, por seu lado, tem uma magra vantagem de 0,8 segundos sobre o estreante João Sousa. Aos 19 anos de idade, este piloto de Fafe não vai esquecer a sua estreia absoluto na Montanha, tendo sido sempre muito rápido com o Toyota Starlet que tripula e está, com todo o mérito, a garantir um lugar no pódio provisório.

    Já nos Clássicos 1300, Davide Marques (Datsun 1200) dominou face ao Autobianchi A112 Abarth de Domingos Fernandes.

    Na Rampa Regional, que disputou hoje uma subida de treinos e a primeira de prova, domínio de João Paulo Gonçalves. O piloto do Honda Civic terminou o dia com uma vantagem de um segundo sobre Sebastião Teixeira (Toyota Corolla T-SPORT), sendo de prever um duelo aceso na subida de prova de domingo, onde tudo se decidirá. António Magalhães, num Citroen Saxo Cup, ocupa a terceira posição provisória, rodou a 3,5 segundos do mais rápido e nada obsta a que consiga se imiscuir na luta pelo triunfo.

    A jornada decisiva de domingo conta com quatro subidas. A habitual sessão de “warm-up” arrancará às 10 da manhã, seguindo-se a última subida de treinos do programa. A partir da hora do almoço, será tempo da “armada” da Montanha enfrentar a “sequência infernal” constituída pela 2ª e 3ª Subidas de Prova, normalmente fulcrais para a classificação final.

  • Al-Attiyah e Schareina consolidam lideranças na etapa mais longa do bp Ultimate Rally-Raid Portugal

    Al-Attiyah e Schareina consolidam lideranças na etapa mais longa do bp Ultimate Rally-Raid Portugal

    Nos carros, o cinco vezes vencedor do Dakar, Nasser Al-Attiyah (Prodrive) e, nas motos, o espanhol Tosha Schareina (Honda) reforçaram, hoje, as lideranças no bp Ultimate Rally-Raid Portugal. Em excelente plano voltaram a estar os portugueses João Ferreira (Mini) e António Maio (Yamaha), que ascenderam ao segundo e terceiro lugares da classificação geral, respetivamente, nos carros e nas motos. A etapa de hoje foi a mais longa daquela que é a terceira prova do calendário do Campeonato do Mundo de Rally-Raid (W2RC). Depois do Alentejo e do Ribatejo, amanhã as equipas têm pela frente um setor seletivo disputado na Estremadura espanhola.

    Ao fim de três dias de prova e de mais de 600 quilómetros de percurso disputados ao cronómetro, o bp Ultimate Rally-Raid Portugal continua animado na discussão dos lugares cimeiros. Depois de uma etapa-maratona com 742 quilómetros, 282 dos quais disputados ao cronómetro, a dupla Nasser Al-Attiyah/Edouard Boulanger (Prodrive Hunter) aumentou para 4m39s a liderança entre os carros.

    O piloto do Qatar repetiu a vitória da véspera, ganhou cinco pontos adicionais no W2RC e beneficiou da queda na classificação do seu rival mais próximo, Yazeed Al-Rajhi (Toyota), que sofreu um aparatoso capotanço e foi relegado para o nono lugar da geral.

    Nasser Al-Attiyah afirmou: “Não foi fácil. Na fase inicial o motor falhou nas passagens de água e tivemos de parar durante cerca de dois minutos. Depois atacámos para recuperar o tempo perdido, mas foi uma especial foi muito, muito difícil. Aliás, nunca tinha feito uma igual. Temos de gerir etapa a etapa. Amanhã, também não vai ser fácil, mas vamos tentar continuar assim.”

    Rokas Baciuška foi um dos heróis do dia. O lituano foi o segundo mais rápido da etapa e ascendeu ao quinto lugar da classificação geral, mas mais importante do que isso, subiu à liderança da categoria Challenger. O piloto do Can-Am também ganhou quatro pontos de bónus no W2RC pelo seu desempenho na etapa de hoje.

    Luís Portela Morais (G Rally Team) foi o terceiro mais rápido do dia, mas o piloto português admitiu no final: “Não sei se não vou sofrer uma penalização por excesso de velocidade numa zona controlada, vamos ver. Globalmente a etapa correu muito bem, dura mas divertida”.

    A dupla João Ferreira/Filipe Palmeiro (Mini) voltou a estar em excelente plano, ao estabelecer o quinto melhor tempo do dia. “Super, super difícil. Uma etapa muito longa e com condições muito difíceis. Tentámos não atacar para chegar ao fim sem danificar muito o carro, porque ainda há muita corrida pela frente. A estratégia funcionou, mas não foi nada fácil”, confidenciou o piloto de Leiria.

    Menos sorte teve o colega de equipa, o veterano Carlos Sainz. Para além de ter terminado a etapa sem capot, ainda sofreu uma penalização de 2m10 que o relegou para a quarta posição da geral. “Foi um dia muito difícil. Ficámos sem limpa para-brisas e não conseguia ver nada”, disse o espanhol, líder do W2RC após a vitória no último Dakar.

    O brasileiro Lucas Moraes (Toyota) chegou a liderar a etapa, mas “um furo a 60 km do final fez-nos perder preciosos minutos. Estávamos a atacar, porque para acompanhar o Nasser temos mesmo de atacar, mas nem sequer sei onde é que furei”. Mesmo assim, subiu ao terceiro lugar da geral.

    Armindo Araújo também esteve a um bom nível, subindo para sétimo da classificação geral – segundo entre os Challenger, embora a 6m07s de Baciuška.

    Quanto aos mais azarados do dia…  Sébastien Loeb (Taurus), perdeu quase uma hora devido a problemas mecânicos; João Dias (Can-Am) foi relegado para o 38º lugar; Guerlain Chicherit (Toyota) desistiu pelo segundo dia consecutivo, terminando assim a sua aventura na prova do ACP; Cristina Gutiérrez (Taurus) e Miguel Barbosa (Taurus) também já não regressam à estrada; Vaidotas Zala e o português Paulo Fiúza (Mini) pararam a 18 km do final, devido a problemas de motor; e também o líder da categoria SSV do W2RC, Yasir Seaidan, foi obrigado a desistir no início da etapa.

    Espanhol Schareina aguenta pressão do luso-alemão Bühler

    O espanhol Tosha Schareina (Honda) e o luso-alemão Sebastien Bühler (Hero) voltaram a protagonizar uma espetacular luta pela vitória na etapa das motos, como confirmam os 44 segundos de diferença entre ambos depois 282 quilómetros cronometrados.

    “Como fui o sexto a partir, tive uma boa posição na ‘pista’. A primeira parte foi muito rápida e os portugueses andaram a fundo. Na segunda parte da especial tentei atacar e consegui ganhar a etapa. Amanhã, vamos ter mais dificuldades a abrir a estrada, mas vamos manter a calma”, sublinhou Schareina, que aumentou para 3m40s a vantagem para o segundo da classificação geral.

    Já Bühler também estava satisfeito com a performance: “Foi uma etapa mesmo dura. No início muito rápida, mas depois com a navegação na zona montanhosa, não foi nada fácil abrir a estrada. Acho que perdi algum tempo aí, mas depois ataquei até ao final, pelo que acabou por ser uma boa etapa.”

    O português Bruno Santos (Husqvarna) efetuou o terceiro tempo mais rápido do dia e ocupa o último lugar do pódio provisório. “Uma etapa louca! Uma mistura incrível de terrenos, estradões muito rápidos e depois uma zona de montanha, estreita e com muita navegação. Diverti-me imenso”, afirmou o ex-campeão nacional.

    Adrien Van Beveren colocou mais uma Honda oficial no top 4 da etapa, logo na frente de António Maio (Yamaha), que sofreu uma penalização de seis minutos. O campeão nacional e militar da GNR está no quarto lugar da geral das motos.

    Gonçalo Amaral (Honda), por outro lado, reforçou a liderança na categoria Rally3, estando na frente do seu irmão, Salvador Amaral (Honda). O argentino Manuel Andújar (Yamaha), vencedor do Dakar nos Quads, continua a dominar a competição dos quadriciclos.

    Integralmente disputada, em Espanha, na região da Estremadura, a etapa de amanhã (sábado) é percorrida em pisos, teoricamente, mais duros do que os que foram percorridos nos três primeiros dias do bp Ultimate Rally-Raid Portugal. A localidade de Villa Franca de Los Barros, a sul de Badajoz, recebe o final do setor cronometrado de 253 quilómetros, com os concorrentes a rumarem, em ligação, para o Bivouac localizado em Grândola.

  • Cláudio Baptista está de regresso à Montanha e traz consigo o irmão João Sousa

    Cláudio Baptista está de regresso à Montanha e traz consigo o irmão João Sousa

    A Rampa da Penha marca o regresso das cores da Sucesso Automóvel e do rápido piloto fafense e do seu Peugeot 208 VTi R2 ao Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. E não vem só, pois vai apadrinhar este fim-de-semana a estreia do seu irmão João Sousa, que utilizará um Toyota Starlet.

    Parado desde 2022, Cláudio Baptista está de regresso à Montanha, integrando a Divisão Turismo 3 e continuando a defender as cores da Sucesso Automóvel.

    Quanto ao que espera da rampa, o fafense de 29 anos realça que “estou  parado há já algum tempo e será como se tivesse de aprender de novo todos os mecanismos de uma prova de Montanha. Como não estou inscrito no campeonato e esta é uma prova esporádica, irei participar tendo como objetivo desfrutar, andar rápido, sem erros nem exageros e saborear este momento único de ter, pela primeira vez, o meu irmão João a correr comigo”.

    Cláudio Baptista não esconde que “esta será a prova onde, possivelmente, mais nervoso e emocionado estarei e não tem a ver com ser o meu regresso. Ser a estreia do João, cumprindo assim o sonho dele, é algo que me enche de orgulho e felicidade, mas também de tensão, pois vou estar a sofrer de fora, vendo-o competir. Espero que se divirta muito, que tudo lhe corra bem. Devo-lhe a ele hoje ser piloto, porque foi ele que sempre me incentivou. Tê-lo agora a meu lado, é uma forma de lhe agradecer tudo o que faz e o excelente irmão que é!”.

    No que respeita a planos futuros, o piloto fafense afirma que “não tenho nada previsto. Poderá acontecer fazer ao longo do ano mais uma prova ou outra, tudo dependendo da disponibilidade de tempo”.

    Quanto a João Sousa, a sua estreia acontecerá no seio do plantel do Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group. Aos 19 anos de idade, o jovem de Fafe junta-se ao seu irmão na defesa das cores da Sucesso Automóvel, assumindo o volante do Toyota Starlet da equipa.

    “Vai ser um momento muito emocionante. Estrear-me e logo numa prova em que o meu irmão também corre, será algo inesquecível. Obviamente, como não tenho nenhuma experiência competitiva, vou sobretudo saborear toda a envolvência da rampa, assumindo uma toada cautelosa e sempre a tentar evoluir subida após subida, sem exageros. É um sonho que cumpro e espero que tudo corre bem!”. Quanto ao programa competitivo, a 45ª edição da Rampa da Penha contempla três subidas no sábado e quatro no domingo. A jornada inaugural arrancará às 13.30 horas, incluindo duas subidas de treino e a 1ª Subida de Prova. Já no domingo, serão quatro as subidas. A habitual sessão de “warm-up” arrancará às 10 da manhã, seguindo-se a última subida de treinos do programa. A partir da hora do almoço, será tempo da “armada” da Montanha enfrentar a “sequência infernal” constituída pela 2ª e 3ª Subidas de Prova, normalmente fulcrais para a classificação final.

  • Vítor Pascoal vai à Rampa da Penha com um objetivo claro: triunfar! 

    Vítor Pascoal vai à Rampa da Penha com um objetivo claro: triunfar! 

    Imperial no arranque da temporada, começando a defesa do título conquistado em 2023 entre os GT com uma vitória clara, Vítor Pascoal está pronto para enfrentar a Rampa da Penha. O tricampeão vai a Guimarães com o claro objetivo de repetir a “dose” da Arrábida.

    Depois de uma estreia perfeita do seu Porsche 991.2 GT3 CUP, que tripulou de forma magistral a caminho de um triunfo nos GT e do 3º lugar no pódio absoluto, Vítor Pascoal e o Baião Rallye Team sentem que o investimento nesta nova “montada” já rende.

    O craque baionense está muito satisfeito “com o tremendo potencial deste novo Porsche. Ainda é cedo para conseguir extrair o máximo, pois é muito diferente do anterior, mas tem sido um prazer enorme conduzir e sei que vou conseguir ser cada vez mais competitivo, prova após prova. A equipa técnica está a fazer um excelente trabalho na sua preparação e na busca das melhores afinações, nunca sendo demais realçar o quão importante têm sido para as vitórias e os títulos que temos alcançado. A vitória na Arrábida deixou-nos muito felizes e ainda mais motivados”.

    E é com esse momento quase mágico que piloto e equipa arribam a Guimarães para este fim-de-semana enfrentarem o sinuoso e desafiante traçado da Rampa da Penha, segunda prova do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.

    Pascoal afirma que “será mais um fim-de-semana em que teremos de estar ao nossos melhor nível, se quisermos vencer entre os GT. A nossa Categoria está cada vez mais forte, com a aparição de novos e bons pilotos, com bons carros, juntando-se aos que já cá estão. Fico muito feliz por isso. Quanto mais competição melhor, porque nos estimula a ser mais rápidos e proporciona aos amantes da modalidade um espetáculo cada vez mais intenso. Tudo faremos para conquistar nova vitória e assim dar mais um passo rumo a novo título nos GT, principal objetivo da época”.

    Quanto à luta pela geral, o “Sniper de Baião” alerta para “as previsões meteorológicas que dão conta da possibilidade de chuva. Se assim for, estaremos em desvantagem faze a outro tipo de carros de topo. Vamos ver. Daremos o nossos melhor e não enjeitaremos estar na luta por novo pódio á geral”.

    Quanto ao programa competitivo, a 45ª edição da Rampa da Penha contempla três subidas no sábado e quatro no domingo. A jornada inaugural arrancará às 13.30 horas, incluindo duas subidas de treino e a 1ª Subida de Prova. Já no domingo, serão quatro as subidas. A habitual sessão de “warm-up” arrancará às 10 da manhã, seguindo-se a última subida de treinos do programa. A partir da hora do almoço, será tempo da “armada” da Montanha enfrentar a “sequência infernal” constituída pela 2ª e 3ª Subidas de Prova, normalmente fulcrais para a classificação final.

  • Single Seater Series: temporada arranca em Portimão

    Single Seater Series: temporada arranca em Portimão

    O tiro de partida da temporada da Single Seater Series está marcado para o Autódromo Internacional do Algarve, nos próximos dias 6 e 7 de Abril.

    O ano de 2024 começa com uma variada grelha de partida que combina um grupo de Gentlemen Drivers e jovens lobos que vão ao Algarve desfrutar das fantásticas prestações dos seus monolugares em Portugal, naquela que é a competição que conta com os carros mais rápidos de qualquer competição nacional e um recorde de volta de 1 minuto 46 segundos e 5 décimos para completar os 4 quilómetros e 800 metros do circuito situado mais a sul do país.

    A lista de inscritos demonstra claramente as duas lutas que se irão assistir no traçado de Portimão. De um lado, os fórmulas sem asas, esperando-se uma forte lute entre os cinco Fórmula Ford Zetec, conduzidos por Fernando Mayer Gaspar, Christopher Kirby-Higgs, Francisco Olho-Azul, Duarte Pires e Vitor Sampaio. Por outro lado, estarão presentes dois Fórmula Vauxhall, carros muito parecidos com os Fórmula Ford Zetec, mas que no seu tempo competiram com motor Vauxhall. Ao volante estarão Paulo Vieira e Eduardo Bianchi de Aguiar.

    Já nos fórmula com asas, estarão presentes três monolugares. Rui Silva estreia-se ao volante de um chassis Mygale ex-Fórmula Novis, enquanto o seu novo Fórmula Renault não está pronto. Já João Silva irá pela primeira vez participar ao volante do seu Fórmula Renault, ao passo que o jovem André Vieira continuará ao volante do seu Tatuus F4-T014 com vista a conquistar vitórias, desta vez com maior oposição.

    Para o organizador da Single Seater Series, Diogo Ferrão: “A Single Seater Series regressa à Race Ready com uma grelha abaixo do esperado, mas sabemos que demora pelo menos de um ano a recuperar uma competição para níveis aceitáveis. Melhor prova disto são que dos cinco Fórmula Renault que já chegaram a Portugal, apenas um vai estar presente, pois os restantes carros estão a ser recuperados.”

    O calendário de 2024 da Single Seater Series irá contemplar quatro eventos e oito corridas nos dois circuitos permanentes nacionais. Após o Algarve, as Single Seater Series juntam-se ao programa do Iberian Supercars / Campeonato de Portugal Velocidade, a 13 e 14 de Julho, no Estoril Summer Party, voltando a Portimão, com o Algarve Classic Festival, em Outubro, para terminar no Estoril, no dia 1 de Dezembro.

    O evento do próximo fim-de-semana irá contemplar, um treino livre, uma sessão de qualificação, com a duração de 25 minutos, e duas corridas, ambas com 15 minutos de extensão. Ambas as corridas terão cobertura de “Live Streaming”.

  • Dupla da NJ Racing focada no desafio da Rampa da Penha

    Dupla da NJ Racing focada no desafio da Rampa da Penha

    Com um Nuno Guimarães motivado em continuar a sua senda vitoriosa e Rute Brás decidida a dar continuidade às suas boas exibições, a NJ Racing está pronta para disputar já este fim-de-semana, a Rampa da Penha, segunda prova do ano do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.

    Da Arrábida, desafio inaugural do campeonato, a NJ Racing traz um triunfo e duas exibições dentro dos parâmetros pretendidos, tendo cumprido todos os objetivos a que se propôs para esse arranque.

    Nuno Guimarães, o consagrado “Capitão da Montanha”, está a ostentar este ano a sua magnífica forma e apresenta-se claramente como o grande favorito a conquistar mais um título nos Protótipos B.

    Na Penha, o craque do SilverCar S2 alinhará “bastante motivado pelo resultado obtido na Arrábida e principalmente pelo ritmo que consegui atingir logo na primeira prova da época. O carro está ao seu melhor nível, motivo pelo qual, estou com confiança num bom resultado na Rampa da Penha, onde o único “handicap” será a probabilidade de chuva durante o fim de semana, que obviamente diminui muito as performances deste tipo de carro. Vencer nos Protótipos B é o objetivo principal e, quanto à geral, logo veremos onde me vou posicionar”.

    O traçado da prova organizada pelo Demoporto é “bastante desafiante, já que é um traçado rápido e muito estreito, o que faz com que os limites estejam mais perto do que é habitual, sendo, portanto, a margem de erro bastante menor. Adoro a parte final, visto ter sempre muito publico que nos apoia muito e dá um colorido e calor humano a esta fantástica prova”.

    O “Capitão” tem da Penha uma recordação muito especial: “foi aqui que participei a primeira vez com o meu BRC CM02, primeiro protótipo com que corri em 2009 e 2010, numa altura em que participavam 5 ou 6 protótipos deste tipo, e nessa altura consegui andar ao mesmo nível deles, o que me deixou bastante contente, acabando por mais tarde dedicar- me a 100% e estes pequenos protótipos. A Penha é uma rampa mágica!”.

    Nos Turismo 3, cabe a Rute Brás defender as cores da equipa de Peso da Régua e a “Amazona do Douro” quer dar seguimento na Penha à boa exibição que protagonizou no arranque de temporada.

    A piloto do Peugeot 206 RC está entusiasmada pois “aproxima-se mais um fim de semana cheio de adrenalina. A Rampa da Penha tem traçado curto, mas muito desafiante e inserido numa paisagem incrível. Gosto imenso desta rampa, as recordações são boas, pois nunca tive problemas ou incidentes de maior nesta prova e adoro o público que é fantástico!”.

    Quanto a projeções do que poderá acontecer, Rute Brás destaca “a grande competitividade que vamos ter nos T3. Muitos e bons pilotos e vou dar o meu melhor, aprendendo mais um pouco, pois é no meio de grandes pilotos que nós evoluímos. Encararei a rampa com o espírito desportivo de sempre, vontade de me divertir e tentar continuar a pontuar forte, defendendo bem as cores da NJ Racing”.

    Na condição de team manager da equipa, Nuno Guimarães deixou uma palavra “de agradecimento à Demoporto pela excelente lista de inscritos que conseguiu reunir para a sua prova. Está tudo reunido para um fim-de-semana fantástico!”.

    Quanto ao programa competitivo, a 45ª edição da Rampa da Penha contempla três subidas no sábado e quatro no domingo. A jornada inaugural arrancará às 13.30 horas, incluindo duas subidas de treino e a 1ª Subida de Prova. Já no domingo, serão quatro as subidas. A habitual sessão de “warm-up” arrancará às 10 da manhã, seguindo-se a última subida de treinos do programa. A partir da hora do almoço, será tempo da “armada” da Montanha enfrentar a “sequência infernal” constituída pela 2ª e 3ª Subidas de Prova, normalmente fulcrais para a classificação final.

  • Veloso Motorsport no Campeonato de Espanha de GT com 4 Porsche 911 GT3 Cup

    Veloso Motorsport no Campeonato de Espanha de GT com 4 Porsche 911 GT3 Cup

    A equipa de Luís Veloso volta a internacionalizar-se com a participação na edição 2024 do Campeonato de Espanha de GT CER-GT. Nessa medida, a formação da Póvoa de Lanhoso estará presente na primeira jornada da competição espanhola que decorrerá já no próximo fim de semana no Autódromo Internacional do Algarve.

    Serão quatro os Porsche 911 GT3 Cup que a Veloso Motorsport vai gerir neste campeonato, sendo um da versão 991, dois da versão 991.2 e um novíssimo 992. Um leque alargado de modelos que vem destacar a qualidade dos elementos da equipa técnica da formação liderada por Luís Veloso.

    Ao volante do Porsche 991 GT3 Cup estará Jean-Roch Piat, um “gentleman driver” que competiu em Portugal e que há algum tempo escolheu a Veloso Motorsport para disputar os campeonatos que pretende ao volante da marca que sempre escolheu. Por outro lado, José Barros – vencedor da categoria AM da Porsche Sprint Challenge Ibérica com a Veloso Motorsport – aposta numa carreira internacional utilizando o seu Porsche 991.2 GT3 Cup no CER-GT e, como sempre, a solo. Dupla com tradição dentro da formação da Póvoa de Lanhoso, Miguel Caetano e João Posser vão continuar juntos e ao volante de um Porsche 991.2 GT3 Cup.

    Finalmente, é com imenso orgulho que a Veloso Motorsport apadrinha uma dupla de pai e filho. Mantendo a sua longa ligação à Porsche, Pedro Marreiros vai fazer equipa com o seu filho, José Maria Marreiros, ao volante do modelo mais recente da casa de Weissach, o Porsche 992 GT3 Cup.

    Como referimos, a primeira jornada do CER-GT disputa-se em Portugal no Autódromo Internacional do Algarve. O campeonato terá seis jornadas duplas (12 corridas) e cuja única prova disputada fora do território espanhol será em Portugal, conforme calendário em anexo. O fim de semana do CER-GT em Portimão arranca já na sexta-feira com os treinos privados, estando a parte competitiva concentrada no fim de semana, com a sessão de qualificação e a primeira corrida no sábado e a segunda corrida no domingo.

  • Caramulo Racing Team preparado para impor as suas ambições na Penha

    Caramulo Racing Team preparado para impor as suas ambições na Penha

    A equipa caramulense quer dar continuidade ao arranque positivo de época que protagonizou na Arrábida. Fernando Salgueiro, Ricardo Loureiro e Fernando Francisco querem dar ao coletivo os primeiros pódios da temporada na refrega reservada ao Campeonato de Portugal Clássicos de Montanha JC Group na Rampa da Penha.

    Nuno Pinto, diretor desportivo, está convicto de que “poderemos obter bons resultados. É uma prova que é do agrado dos nossos pilotos, e esperamos um fim de semana de muita competição. Estamos um pouco expectantes relativamente às condições climatéricas, que podem ser um fator importante para o resultado do fim de semana. Vamos ver com o que o S. Pedro nos vai brindar”, realçando o carácter particular da prova do Demoporto, pois “Foi na Penha que efetuámos a nossa primeira participação fora do Caramulo, no ano de 2015. A Rampa da Penha, será sempre para o Caramulo Racing Team, uma prova especial”.

    Os três pilotos do Caramulo Racing Team apresentam-se na segunda prova do ano com estratégias e objetivos bem definidos.

    Depois de ter enfrentado na Arrábida alguns problemas técnicos no Ford Escort MKII, que claramente condicionaram a sua performance e o resultado, com Fernando Salgueiro a assumir que “fazer melhor era impossível. o carro nunca se apresentou na condições ideais, fazendo com que falhássemos o objetivo de começar a temporada com um pódio”, o vice-campeão nacional espera que na Penha o Ford Escort MKII “se apresente nas melhores condições, e que nos permita estar na luta pelos lugares cimeiros da classificação final. A Rampa da Penha tem um traçado mais curto, mais técnico, e é uma prova onde habitualmente tenho conseguido bons resultados. Vamos fazer tudo para conquistar um pódio”.

    Já Ricardo Loureiro saiu de Setúbal satisfeito com os resultados que premiam o trabalho desenvolvido para garantir fiabilidade no seu Ford Escort MKII. Para o piloto-edil de Guardão o foco em 2024 passa mesmo por garantir solidez mecânica no carro americano, passando um pano de vez sobre o “calvário” que viveu na maior parte da época de 2023. Para a Penha, Loureiro quer “concluir a prova e amealhar o maior número de pontos possíveis e continuar o trabalho de desenvolvimento no Ford. A primeira prova permitiu-nos perceber melhor o carro e as afinações que eram necessárias fazer e vamos ver como resultam em Guimarães, sendo certo que se surgir a possibilidade de lutar pelos três primeiros lugares nã a enjeitaremos.”.

    Fernando Francisco permanece fiel aos objetivos a que se propôs no arranque da época. Muito sólido na Arrábida a extrair as capacidades do seu Ford Escort MKI, quer na Penha “dar continuidade ao que tenho vindo a fazer, dar seguimento à evolução da viatura, manter a regularidade, e, com o cada vez melhor conhecimento de cada traçado, ir melhorando os meus tempos a cada subida. Apesar de não ser dos traçados mais longos de todas as provas do campeonato, é muito interessante, e um dos que mais gosto particularmente, pela sua exigência”.

    Quanto ao programa competitivo, a 45ª edição da Rampa da Penha contempla três subidas no sábado e quatro no domingo. A jornada sabatina arrancará às 13.30 horas, incluindo duas subidas de treino e a 1ª Subida de Prova. Já no pleito dominical, serão quatro as subidas. A habitual sessão de “warm-up” arrancará às 10 da manhã, seguindo-se a última subida de treinos do programa. A partir da hora do almoço, será tempo da “armada” da Montanha enfrentar a “sequência infernal” constituída pela 2ª e 3ª Subidas de Prova, normalmente fulcrais para a classificação final.

  • Joaquim Rino vai em busca na Penha de novo pódio entre os Protótipos B

    Joaquim Rino vai em busca na Penha de novo pódio entre os Protótipos B

    O piloto da Articimentos apresenta-se na edição 2024 da Rampa da Penha com a firme disposição de dar continuidade ao excelente arranque de época que protagonizou na Arrábida. Repetir o pódio alcançado entre os Protótipos B e lutar por uma posição cimeira à geral são objetivos assumidos.

    Um autêntico brilharete. Eis a melhor forma de definir o arranque de temporada do “Senador de Porto de Mós”. Joaquim Rino ostentou uma rapidez notável na Arrábida, em nada sendo afetado por ter estado fora das lides do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group desde maio de 2023. Quem sabe e tem talento, nunca esquece e nunca deixa de ser competitivo e essa dupla divisa foi provada à saciedade por Joaquim Rino na prova inaugural, querem agora o piloto da Articimentos dar continuidade na Penha ao seu grande momento.

    Confiante na capacidade da FR Power para colocar o seu BRC B49 Evo ao mais alto nível, Rino apresenta-se na prova organizada no próximo fim-de-semana pelo Demoporto com a motivação em alta.

    “Começamos muito bem a época e estou muito feliz com o nível de competitividade que consegui colocar em pista na Arrábida. A luta nos Protótipos B está muito interessante, com vários bons pilotos a poderem discutir os lugares do pódio e isso motiva-me a fazer um esforço para participar em todas as provas que a minha vida profissional me permita. O nível do campeonato e, sobretudo, o excelente ambiente que aqui se vive fazem com que eu tente ir para lá das três ou quatro provas que tinha previsto fazer este ano”.

    A Rampa da Penha é exemplo disso: “não poderia deixar de participar, depois da forma como tudo correu na Arrábida. Fui competitivo, diverti-me imenso, o BRC esteve impecável e tinha de aproveitar este momento que tanto me motiva a competir. Depois, a Penha é um lugar mágico, com uma pista incrível e um público espetacular. Tem tudo para ser mais uma prova excelente e, no meu caso, tudo farei para estar novamente na luta pelo pódio dos Protótipos B e, se possível, bem dentro do Top 10 da geral”.

    Quanto ao programa competitivo, a 45ª edição da Rampa da Penha contempla três subidas no sábado e quatro no domingo. A jornada inaugural arrancará às 13.30 horas, incluindo duas subidas de treino e a 1ª Subida de Prova. Já no domingo, serão quatro as subidas. A habitual sessão de “warm-up” arrancará às 10 da manhã, seguindo-se a última subida de treinos do programa. A partir da hora do almoço, será tempo da “armada” da Montanha enfrentar a “sequência infernal” constituída pela 2ª e 3ª Subidas de Prova, normalmente fulcrais para a classificação final.