Autor: Joaquim Amândio Santos

  • Clube Escape Livre apresenta calendário de atividades para 2026 com grandes novidades e celebra 40 anos

    Clube Escape Livre apresenta calendário de atividades para 2026 com grandes novidades e celebra 40 anos

    O Clube Escape Livre apresentou, no Paço da Cultura da Guarda, o seu Calendário de Atividades para 2026, um ano que ficará marcado pela celebração dos 40 anos do clube e por um programa ambicioso, onde se destacam a maior expedição de sempre a Marrocos, o regresso do Caminho de Santiago e novas propostas na Serra da Estrela.

    A sessão contou com a presença do presidente do clube, Luís Celínio, e de Luís Coelho, responsável criativo e de projetos especiais, bem como de diversas entidades regionais e nacionais, sublinhando a forte ligação do Escape Livre ao território e às instituições locais.

    Um dos primeiros dados revelados foi o impacto mediático alcançado em 2025: mais de 8,7 milhões de euros em retorno mediático, um número que confirma a relevância dos eventos organizados pelo clube junto de parceiros e patrocinadores.

    Um calendário diversificado e Carbono Zero

    O calendário de 2026 inclui, para já, 11 eventos entre fevereiro e novembro, todos certificados Carbono Zero, graças à parceria com a Terra Prima. A época arranca com o tradicional “Raid do Bucho e Outros Sabores”, que em 2026 apresenta uma novidade simbólica, partindo pela primeira vez do Buçaco, mantendo a ligação histórica e cultural que caracteriza este passeio.

    Entre os grandes destaques está a “Expedição Dacia / First Stop Marrocos”, a mais ambiciosa de sempre, ligando Tânger ao deserto, passando por Marraquexe e pelas praias atlânticas de Larache, numa aventura desenhada para marcar os participantes.

    A 15.ª Aventura Dacia ruma a Trás-os-Montes, com destino a Boticas, enquanto o 3.º Raid Região Beiras e Serra da Estrela, em parceria com a CIMRBSE e a MCOUTINHO/Land Rover, volta a explorar vários concelhos da região, partindo de Manteigas.

    Mantêm-se ainda eventos emblemáticos como a Cápsula do Tempo – Guarda 2050, a Corrida dos Campeões / Guarda Racing Days, o regresso muito aguardado do MCOUTINHO Caminho de Santiago, bem como o Mercedes-Benz 4MATIC Experience, que terá Coimbra como base.

    Entre as propostas especiais destaca-se também uma viagem exclusiva a Itália, com visitas aos museus da Ferrari, Lamborghini e Pagani, destinada a um grupo restrito de sócios e amigos do clube.

    O Clube Escape Livre revelou ainda uma novidade para 2027: o “Raid ao Entrudo”, evento que conjuga o todo-o-terreno turístico com a tradição carnavalesca da Guarda, agendado para fevereiro.

    40 anos celebrados em grande

    As comemorações do 40.º aniversário arrancaram com a inauguração da Exposição “40 Anos do Clube Escape Livre”, patente no Paço da Cultura até 15 de março. Em fevereiro realiza-se a Gala SPAL 40 Anos, no Teatro Municipal da Guarda, e em setembro será lançado o livro comemorativo “40 Anos do Clube Escape Livre”.

    Luís Celínio resume assim o espírito do programa: “Para celebrar os 40 anos do Clube Escape Livre preparámos um calendário com foco na qualidade e menos na quantidade. Serão eventos diversificados, mas sobretudo capazes de deixar memória em todos. E ainda poderão surgir novidades ao longo do ano.”

    Um calendário que confirma o Clube Escape Livre como uma referência nacional no todo-o-terreno turístico, na promoção regional e na criação de experiências únicas.

  • Chuva condiciona derradeiro dia de testes do Mundial Superbike em Portimão

    Chuva condiciona derradeiro dia de testes do Mundial Superbike em Portimão

    Sob chuva quase constante no Autódromo Internacional do Algarve, pilotos e equipas do Campeonato do Mundo de Superbike cumpriram esta quinta-feira o último dia de testes antes do arranque da temporada, com o asfalto permanentemente molhado a limitar o trabalho em pista, mas sem travar por completo a preparação para a ronda inaugural.

    Sem a intensidade típica de um dia em condições secas, a principal nota da jornada foi a entrada em pista dos dois pilotos oficiais da Ducati, Nicolo Bulega e Iker Lecuona, que acabariam por dominar a tabela de tempos. Em contraste, os pilotos da Yamaha optaram por permanecer nas boxes, repetindo a decisão do dia anterior, tal como a Bimota, que voltou a confiar o trabalho em pista exclusivamente ao seu piloto de testes, Javi Forés. De fora ficaram ainda Sam Lowes e Garrett Gerloff, este último o mais rápido no primeiro dia de testes.

    Com uma melhor volta em 1m59,144s, registada na 15.ª das 18 voltas que completou, Nicolo Bulega terminou como o mais veloz do dia, batendo o seu novo colega de equipa Iker Lecuona por apenas 39 milésimos de segundo, num duelo equilibrado entre os dois pilotos da marca italiana. Lecuona realizou um total de 35 voltas ao traçado algarvio.

    No final do dia, Bulega não escondeu alguma frustração com as condições encontradas: “Infelizmente este inverno não fomos muito felizes com o clima. Foram quatro dias de testes e em todos tivemos muita água e a pista muito suja. É complicado porque temos uma moto nova e era importante testar várias soluções antes de irmos para a Austrália. Agora resta esperar por melhores condições naquela que é uma das minhas pistas favoritas”, afirmou o vice-campeão do mundo.

    Entre os mais ativos esteve Jake Dixon, que rodou com ambas as suas motos e terminou a menos de um segundo do melhor tempo do dia. O britânico fechou a sessão à frente de Alberto Surra e Lorenzo Baldassarri, entre os pilotos inscritos no Mundial Superbike.

    Com os testes europeus concluídos, o pelotão do WorldSBK prepara agora a viagem para a Austrália, onde o campeonato terá início no circuito de Phillip Island, dando oficialmente o pontapé de saída para a temporada de 2026.

  • Luís Fernandes fechou época 2025 na Montanha com Top 2 entre os SC-C: “cumprimos o máximo com o que tínhamos”

    Luís Fernandes fechou época 2025 na Montanha com Top 2 entre os SC-C: “cumprimos o máximo com o que tínhamos”

    Luís Fernandes foi um dos pilotos em maior evidência na temporada de 2025 do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, protagonizando uma das lutas mais intensas da época na Divisão SC-C da categoria Super Challenge. Aos comandos de um competitivo Peugeot 106 XSi, o piloto terminou o campeonato num sólido 2.º lugar, sendo o principal opositor de Bruno Carvalho na discussão pelo título.

    Depois de vários anos a competir em provas regionais, 2025 marcou a estreia de Luís Fernandes a tempo inteiro no Campeonato Nacional de Montanha, uma decisão amadurecida ao longo das épocas anteriores. “Sabia que ia para uma classe muito forte, com carros mais potentes e pilotos com muito conhecimento dos traçados. O meu grande objetivo era terminar sempre no top-3 e trazer um troféu para casa, especialmente para os meus filhos”, explica.

    A preparação para a época foi meticulosa e exigente. Consciente da menor experiência em muitos dos percursos, o piloto apostou fortemente no estudo prévio: “Passei muitas noites a ver vídeos onboard das rampas. Era a forma que tinha de minimizar a desvantagem de não conhecer os traçados. Confesso que ajudou bastante”.

    O arranque da época não foi fácil. Em Murça, logo na primeira jornada, um problema mecânico impediu-o de alinhar na primeira subida de prova. Ainda assim, com esforço da equipa, conseguiu regressar à competição no domingo e garantir o terceiro lugar da classe. “Foi talvez o maior desafio da época, porque vinha de mais de um ano sem conduzir o carro. Conseguir subir ao pódio deu-me confiança para o resto do campeonato”.

    Ao longo do ano, Luís Fernandes foi acumulando bons resultados, apesar das dificuldades impostas por condições meteorológicas instáveis e pela exigência técnica de algumas rampas. A Serra da Estrela revelou-se particularmente desafiante: “Só na última subida consegui perceber realmente os limites do percurso. Pelo menos fica a aprendizagem para 2026”.

    Entre os momentos altos da temporada, o piloto destaca Boticas e, sobretudo, a Rampa da Arrábida. “Foi a prova que me deu maior satisfação. Era a única onde eu e os meus adversários estávamos em igualdade no conhecimento do traçado. Fui com tudo para tentar vencer, cheguei a fazer o melhor tempo numa subida e terminei em segundo por diferenças mínimas. Foi uma luta incrível”, recorda.

    Com o balanço de 2025 claramente positivo, Luís Fernandes já aponta o olhar para o futuro. “Depois de viver este sonho no Nacional, estou a trabalhar para estar presente em 2026 de forma mais consciente e menos emocional. A vontade é lutar pelo título. Com algumas evoluções no carro e maior conhecimento dos percursos, acredito que posso ser ainda mais competitivo”.

    O piloto faz ainda questão de sublinhar o papel determinante da família, amigos e equipa ao longo da época. “Nada disto teria sido possível sem o apoio incondicional da minha família, dos amigos e de todos os que estiveram comigo em cada prova. Foram eles que me permitiram focar apenas em conduzir”.

    Depois de um ano de afirmação no Campeonato de Portugal de Montanha, Luís Fernandes deixa uma certeza: 2026 já começou a ser preparado.

  • António Maio é segundo na etapa Assa–Khnifiss e sobe ao 7.º lugar do Africa Eco Race

    António Maio é segundo na etapa Assa–Khnifiss e sobe ao 7.º lugar do Africa Eco Race

    António Maio voltou a estar em destaque na Africa Eco Race, ao concluir na segunda posição a 4.ª etapa da 17.ª edição da prova, disputada entre Assa e Khnifiss, com 483 quilómetros cronometrados.

    Aos comandos da sua Yamaha Ténéré, o heptacampeão nacional de todo-o-terreno enfrentou uma etapa rápida e muito exigente, marcada por trilhos pedregosos, constantes mudanças de ritmo e um percurso que terminou junto ao Atlântico. O resultado permitiu-lhe subir ao 7.º lugar da classificação geral, sendo agora 5.º entre as motos com mais de 650 cc.

    Apesar de um contratempo técnico logo nos quilómetros iniciais, Maio conseguiu gerir a situação e manter um ritmo competitivo até final.

    “Foi uma etapa rápida e divertida, mas complicada. Logo ao quilómetro 10 tive um problema com o Stela, que saiu do sítio e tive de o prender com uma braçadeira. Depois começou a desligar-se com frequência, o que dificultou muito a navegação. Mesmo assim a etapa correu bem, diverti-me e consegui ser segundo. Amanhã será mais complicado, mas faz parte”, explicou o piloto português à chegada ao bivouac de Khnifiss.

    A 5.ª etapa, que antecede o dia de descanso, liga Khnifiss a Dakhla e terá 768 quilómetros de extensão, dos quais 396 cronometrados, prometendo ser uma das mais exigentes da prova, sobretudo ao nível da navegação.

  • Novo KGM Actyon HEV chega a Portugal com tecnologia híbrida de última geração e preços desde 35.990€

    Novo KGM Actyon HEV chega a Portugal com tecnologia híbrida de última geração e preços desde 35.990€

    A KGM reforça a sua ofensiva no mercado nacional com o lançamento do novo KGM Actyon HEV, um SUV coupé híbrido que combina design distintivo, elevada eficiência e um nível de equipamento particularmente completo. O modelo passa a integrar a gama da marca em Portugal, onde é representada pela Astara, com preços a partir de 35.990 euros.

    Com 4,74 metros de comprimento e uma bagageira que atinge 839 litros, o Actyon HEV destaca-se pelas dimensões generosas e pelo novo design da marca, com iluminação full LED e jantes de 20 polegadas.

    No plano mecânico, recorre a um sistema híbrido série-paralelo que combina um motor 1.5 turbo a gasolina com dois motores elétricos, totalizando 204 cv. A transmissão híbrida dedicada (DHT) permite uma utilização muito elevada do modo elétrico, podendo atingir até 94% de condução elétrica em cidade, com um consumo combinado anunciado de 5,9 l/100 km (WLTP).

    O interior aposta na tecnologia, com duplo ecrã digital de 12,3’’, sistema multimédia de última geração, carregador wireless e um elevado nível de conforto, incluindo bancos aquecidos e ventilados, consoante a versão.

    O KGM Actyon HEV está disponível em Portugal em duas versões: K3, desde 35.990 € e K5, desde 37.990 €.. Ambas incluem um vasto conjunto de sistemas de segurança e assistência à condução, bem como garantia de 5 anos ou 100.000 km.

  • Pedro Marques faz balanço positivo de 2025 após estreia do Silver Car na Montanha

    Pedro Marques faz balanço positivo de 2025 após estreia do Silver Car na Montanha

    A temporada de 2025 ficou marcada como um ano especial para o piloto bracarense Pedro Marques, que regressou à competição após duas épocas de paragem para se estrear aos comandos de um Silver Car no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. A estreia aconteceu na emblemática Rampa da Falperra, uma das provas mais mediáticas e exigentes do calendário nacional.

    O regresso à Montanha coincidiu com um ano particularmente competitivo na divisão de Protótipos B, que registou a entrada de novos carros e um significativo aumento do nível de andamento. Para Pedro Marques, isso traduziu-se num desafio acrescido desde a primeira prova.

    “Foi, sem dúvida, uma época muito desafiante, num campeonato pujante e com um nível competitivo bastante elevado. A adaptação ao Silver Car não foi fácil, até porque vinha de um Porsche GT3 Cup, um carro completamente diferente. Além disso, depois de duas épocas parado, não foi simples encontrar o ritmo certo”, explicou o piloto.

    Ao longo da temporada, a afinação do carro revelou-se um dos maiores desafios. “O trabalho de ‘setup’ foi complexo e exigiu muito tempo e dedicação para conseguir extrair o máximo potencial do Silver Car. Foi um processo de aprendizagem constante”, acrescentou.

    A participação de Pedro Marques acabou por ser interrompida a meio da época devido a compromissos profissionais que o obrigaram a ausências prolongadas fora de Portugal. Perante essa realidade, o piloto decidiu ceder o Silver Car a Hélder Silva, tetracampeão nacional absoluto em título, que alinhou nas duas provas finais do campeonato, alcançando lugares de pódio.

    “Apesar de todas as dificuldades, considero que foi uma época positiva. Houve muito trabalho, muita aprendizagem e uma evolução clara, tanto minha como do projeto em si”, sublinhou o piloto de Braga.

    Quanto a 2026, Pedro Marques mantém alguma cautela relativamente ao futuro: “Ainda não sei como será a próxima época. Tudo depende dos meus compromissos profissionais, mas mais à frente poderão surgir notícias mais concretas”.

  • GR Yaris Rally2 H2 Concept mostra o potencial do hidrogénio em Monte Carlo

    GR Yaris Rally2 H2 Concept mostra o potencial do hidrogénio em Monte Carlo

    O hidrogénio em destaque num dos mais icónicos dos palcos do desporto motorizado. Akio Toyoda, conhecido no mundo das corridas como Morizo, esteve no circuito do Grande Prémio do Mónaco aos comandos do Toyota GR Yaris Rally2 H2 Concept, numa demonstração que sublinha a visão da Toyota para um futuro competitivo e neutro em carbono.

    A estreia do protótipo a hidrogénio em pleno traçado monegasco serviu para mostrar, perante figuras-chave do automobilismo mundial, que a sustentabilidade não tem de abdicar da emoção, do som e da performance que caracterizam a competição de alto nível.

    Para a Toyota, o desenvolvimento de veículos de competição movidos a hidrogénio segue a um ritmo acelerado. Akio Toyoda tem sido o principal embaixador desta tecnologia, participando ativamente em diversas demonstrações ao longo dos últimos anos. Entre os exemplos mais marcantes estão a presença no WRC Ypres Rally, em 2022, com um GR Yaris a hidrogénio, a participação nas celebrações do centenário das 24 Horas de Le Mans, em 2023, com o GR Corolla H2 Concept, bem como várias corridas da série japonesa Super Taikyu com protótipos alimentados a hidrogénio gasoso e líquido.

    A passagem por Monte Carlo representa mais um passo simbólico e estratégico. “É uma grande honra poder conduzir no circuito do Mónaco num carro de rali a hidrogénio”, afirmou Akio Toyoda, destacando a importância de preservar a dimensão emocional do desporto automóvel, nomeadamente o som e o envolvimento do público, mesmo num futuro de neutralidade carbónica.

    A ambição da Toyota vai além da simples demonstração tecnológica. Com programas de desenvolvimento já em curso, diálogo ativo sobre regulamentos e um número crescente de intervenientes interessados, a marca japonesa acredita que o hidrogénio poderá tornar-se uma solução relevante no Campeonato do Mundo de Ralis (WRC), no Mundial de Resistência (WEC) e no World Rally-Raid Championship (W2RC).

    O GR Yaris Rally2 H2 Concept, nas mãos de Morizo, mostrou que essa visão não é apenas teórica. Pelo contrário, aponta para um futuro onde a inovação tecnológica, a sustentabilidade e a paixão pelas corridas podem coexistir em perfeita harmonia.

  • BMW Motorrad Motorsport inicia nova era em 2026 com Miguel Oliveira em destaque no Mundial Superbike

    BMW Motorrad Motorsport inicia nova era em 2026 com Miguel Oliveira em destaque no Mundial Superbike

    Depois de conquistar dois títulos mundiais consecutivos, a BMW Motorrad Motorsport e a ROKiT BMW Motorrad WorldSBK Team abrem um novo capítulo da sua história em 2026, apresentando uma dupla de pilotos experiente e ambiciosa para o Campeonato do Mundo de Superbike.

    Sob a liderança do Team Principal Shaun Muir, a estrutura alemã aposta em Danilo Petrucci e Miguel Oliveira para defender o sucesso alcançado nas últimas épocas. O italiano, de 35 anos, tem sido um dos nomes mais consistentes do pelotão do WorldSBK, somando vitórias e pódios mesmo ao serviço de equipas privadas. Em 2026, Petrucci competirá com o BMW M 1000 RR nº 9.

    Ao seu lado estará o português Miguel Oliveira, de 31 anos, que se estreia no Mundial Superbike depois de uma carreira de destaque no MotoGP, onde conquistou várias vitórias e pódios em Grandes Prémios. Oliveira alinhará com o número 88, numa temporada que marca a sua adaptação a uma nova categoria e a uma nova máquina. O campeonato arranca nos dias 21 e 22 de fevereiro, em Phillip Island, na Austrália.

    Para Sven Blusch, responsável máximo da BMW Motorrad Motorsport, a época de 2026 representa a continuidade de um ciclo vencedor: “Estamos altamente motivados para dar continuidade ao sucesso. Com Petrucci e Miguel Oliveira temos dois pilotos de topo, experientes e determinados. No Mundial de Resistência, o objectivo é claro: conquistar o título que nos escapou por tão pouco.”

    Já Miguel Oliveira assume o desafio com ambição e realismo: “Sei que vai ser um ambiente muito competitivo. O meu objectivo é adaptar-me o mais rapidamente possível, lutar por posições cimeiras e, acima de tudo, desfrutar desta nova fase da minha carreira.”

    Forte aposta também no Mundial de Resistência

    No FIM Endurance World Championship (EWC), a BMW Motorrad World Endurance Team, liderada por Werner Daemen, mantém a ambição máxima depois de ter ficado a escassos 30 minutos do título mundial em 2025, terminando o campeonato no terceiro lugar após um problema técnico no Bol d’Or.

    Para 2026, a principal novidade é a entrada de Michael van der Mark, antigo piloto oficial da BMW no WorldSBK, que se junta a Markus Reiterberger, Steven Odendaal e Hannes Soomer na tripulação da BMW M 1000 RR nº 37. Van der Mark já havia alinhado pela equipa nas 8 Horas de Suzuka em 2025, facilitando a sua integração.

    A temporada do Mundial de Resistência arranca a 18 e 19 de abril, com as 24 Horas de Le Mans.

    A BMW Motorrad Motorsport reforça igualmente a sua estratégia no customer racing, apoiando equipas oficiais em mercados-chave. No Japão, destaca-se a AutoRace Ube Racing Team, que contará com Naomichi Uramoto, Sylvain Guintoli e Hannes Soomer no FIM EWC. Nos Estados Unidos, a OrangeCat Racing sobe à categoria Superbike do MotoAmerica, com Sean Dylan Kelly e Jayson Uribe aos comandos de duas BMW M 1000 RR. Já no Reino Unido, a 8TEN Racing, com Peter Hickman e Davey Todd, continuará a ser uma referência nas Road Races e no British Superbike Championship.

    Com um alinhamento reforçado, ambição renovada e uma presença global cada vez mais forte, a BMW Motorrad Motorsport parte para 2026 determinada a continuar a escrever história no motociclismo mundial.

  • Fernando Francisco prossegue evolução na Montanha e aponta a 2026 com expectativa

    Fernando Francisco prossegue evolução na Montanha e aponta a 2026 com expectativa

    O piloto de Águeda, Fernando Francisco, que defende as cores do Caramulo Racing Team, esteve presente em várias jornadas do Campeonato de Portugal Clássicos de Montanha JC Group 2025, aos comandos do seu inconfundível Ford Escort MKI verde.

    Apesar de não ter alinhado em todas as provas do calendário, o balanço da temporada é positivo. O próprio piloto explica que a época ficou marcada por uma participação seletiva, mas produtiva: “Por diferentes razões não consegui disputar a totalidade das provas, mas considero que foi uma participação positiva. Consegui continuar a evolução técnica do Ford Escort e também melhorar a minha condução, alcançando posições interessantes no Campeonato de Portugal de Clássicos de Montanha”, sublinhou Fernando Francisco.

    Ao longo de 2025, o foco esteve claramente no desenvolvimento do carro e na progressão competitiva, objetivos que foram sendo cumpridos prova após prova, mesmo com um programa desportivo reduzido.

    Com a temporada agora encerrada, as atenções viram-se para o futuro. Sobre 2026, Fernando Francisco mantém uma postura cautelosa, mas otimista: “Ainda estou a analisar em que provas irei participar. Estou a conversar com os patrocinadores e só depois de tudo definido poderei fechar a época. Gostava que fosse semelhante a 2025, mas vamos ver como evoluem as coisas”, concluiu o piloto do Caramulo Racing Team.

    A expectativa é que, confirmando-se a continuidade do projeto, Fernando Francisco volte a ser presença assídua nas rampas nacionais, reforçando a competitividade e o espetáculo dos Clássicos de Montanha.

  • Chuva condiciona primeiro dia de testes do Mundial Superbike no Algarve

    Chuva condiciona primeiro dia de testes do Mundial Superbike no Algarve

    O primeiro dia de testes do Campeonato do Mundo de Superbike, no Autódromo Internacional do Algarve, ficou fortemente condicionado pelas condições meteorológicas, sendo marcado pela ausência de Miguel Oliveira e da BMW e pelo melhor tempo do dia assinado por Garrett Gerloff.

    Depois de uma noite de forte tempestade, que deixou marcas um pouco por todo o país, as equipas abriram as boxes com natural cautela para iniciar dois dias de trabalho em Portimão. A chuva, que caiu de forma intermitente durante a manhã, acabou por dar lugar a um céu encoberto, permitindo que o traçado fosse secando gradualmente com a ajuda do vento. Ainda assim, as temperaturas mantiveram-se longe do ideal, limitando a atividade em pista.

    Ao longo de todo o dia, vários dos principais protagonistas do campeonato optaram por não sair para a pista. Entre as ausências mais notadas estiveram as BMW de Miguel Oliveira e Danilo Petrucci, com a estrutura alemã a abandonar mesmo o circuito ao final da tarde, sem qualquer volta registada.

    No total, apenas 19 motos completaram voltas no traçado algarvio. O destaque foi para o norte-americano Garrett Gerloff, que terminou o dia no topo da tabela de tempos, com uma melhor volta em 1m46,262s, ainda bastante distante do recorde absoluto do circuito, fixado em 1m39,441s.

    Na segunda posição terminou o estreante Alberto Surra, seguido por Phillip Oettl, o mais rápido entre os pilotos do Mundial Supersport presentes em pista. Nota ainda para a participação de vários pilotos oriundos dos campeonatos norte-americano e britânico, que aproveitaram o teste conjunto para se adaptarem às Ducati com que irão competir nas respetivas competições.

    Esta quinta-feira, o Autódromo Internacional do Algarve volta a receber os pilotos do Mundial Superbike para o segundo e último dia de testes em solo europeu. As equipas esperam melhores condições para maximizar o tempo de pista disponível, antes da deslocação para a Austrália, onde terá início a temporada de 2026.