O piloto da Beira Baixa, Pedro Silva, concluiu o Rally de Lisboa com um esforçado 5.º lugar, numa prova marcada por condições climatéricas adversas e vários momentos de grande intensidade competitiva. Ao longo do rali, Pedro Silva venceu troços, discutiu o pódio e mostrou novamente porque é uma das figuras em destaque das duas rodas motrizes em Portugal.
O piloto natural das Terras de Oiro lamentou a forma como escapou o pódio por escassos segundos: “Ficámos a 7 segundos do pódio neste rali, um resultado que além do pódio nos daria o P4 final no campeonato 2025. Mas os ralis são assim. No troço Vila Franca de Xira 2 estávamos a atacar forte, quando após um salto aterrámos na berma, precisamente onde havia a entrada de uma casa. Embatemos com a roda traseira, o pneu rebentou e perdemos segundos preciosos até ao final. Conseguimos evitar um grande acidente, mas pagámos a fatura. Isto são ralis e é por isso que têm tanto encanto.”
Rally de Lisboa, 30 de Outubro a 1 de Novembro de 2025, Foto: Ricardo Oliveira / GO Agency
Apesar do momento decisivo que lhes custou posições, o balanço da época de Pedro Silva e do navegador Pedro Santana é extremamente positivo. A dupla encerra 2025 como 5.ª classificada no Campeonato Nacional de 2RM, considerado por muitos como o mais competitivo de sempre, e Pedro Silva conquista ainda o título de campeão do Portugal Rally Series 2RM 2025, reforçando um ano de forte afirmação.
Com o final da temporada, o piloto deixou palavras de profundo reconhecimento: “A primeira palavra vai para os meus incríveis parceiros, que ano após ano me permitem estar ao mais alto nível dos ralis em Portugal. À minha família, que está sempre presente, aos meus amigos, que me fortalecem prova após prova, e claro à minha equipa Race2Win, que conseguiu manter o Peugeot 208 Rally4 sempre competitivo e preparado para lutar por vitórias.”
Pedro Silva reconhece que as desistências no Rali de Fafe e no Rali da Madeira impediram a luta pelo pódio final no campeonato, mas garante que o futuro já está a ser preparado.
“2026 terá novidades. Ainda não estamos prontos para revelar onde vamos estar e com que carro, mas estamos a trabalhar para continuar a marcar a diferença e posicionar-nos como uma das equipas mais rápidas do nosso país.”
Adão Pinto, piloto de Abragão (Penafiel) que compete ao volante de um Opel Astra na Categoria Nacional 2RM, encerrou a época desportiva com um balanço marcado pela determinação e pela capacidade de superar várias adversidades.
Apesar dos contratempos mecânicos que afetaram algumas provas, o piloto manteve-se sempre entre os mais competitivos. Concluiu o Campeonato Nacional de Ralicross (CNRx) no 4.º lugar da geral da 2RM e garantiu ainda o 2.º lugar na Divisão 2.
Na Taça de Portugal de Ralicross, uma avaria inesperada — a rutura de uma cavilha no seletor da caixa de velocidades — impediu-o de lutar pela vitória, terminando ainda assim num honroso 3.º posto da Divisão 3 da 2RM.
“Mesmo com vários azares, conseguimos mostrar que estamos sempre na luta pelos lugares cimeiros. Saio desta época com sentimento de dever cumprido e com vontade de fazer ainda melhor”, afirmou o piloto.
Adão Pinto destacou também o apoio que recebeu ao longo da temporada: “Quero agradecer de coração a toda a equipa, que esteve sempre ao meu lado, e a todos os patrocinadores. Sem eles nada disto seria possível. Agora vamos tentar reunir apoios para continuarmos fortes e, quem sabe, trazer mais um título para casa em 2026.”
Entre os patrocinadores que tornaram possível esta época competitiva estão a BINITER – Terraplanagens e Aluguer de Máquinas, o Restaurante Casa Nova, o Minimercado e Talho Central de Abragão, Peroselo e Entroncamento, a Serrelharia Civil AFFAL – Ferro, Inox e Alumínio, os Alumínios Barros Lda, a Melhor Opção – Contabilidade e Seguros, Luís Fernandes, a ERF Toitures, o Restaurante Rocha, a BMP Construções Unipessoal Lda, a AMG Activa – Construções e Arquitetura, Álvaro Jorge Arquitetura, a Pedro Dias Design Invest Lda – Mobiliário e Cozinhas, a Pitglass, a Taberna Boa Esperança Café e o Município de Penafiel.
Há épocas que se conquistam com carros perfeitos, outras com estratégia. A época de 2025 de António Barros, no Campeonato de Portugal Legends de Montanha JC Group, foi ganha com algo mais raro e mais valioso: fibra humana.
Ao volante do seu inconfundível BMW M3, o piloto nortenho tornou-se Bicampeão Nacional, num ano em que tudo, à exceção da sua vontade, parecia conspirar contra ele. Seis vitórias, uma sequência de contratempos quase inacreditável e um dos regressos mais emocionantes da época: assim se escreve a história de um piloto que nunca desiste.
Murça: a primeira batalha e o primeiro aviso
A temporada abriu em Murça, um traçado técnico, rápido e sempre temperamental. As condições atmosféricas foram tão severas quanto imprevisíveis. Chuva, vento e piso escorregadio transformaram cada curva num teste à concentração. E foi precisamente com concentração que António Barros venceu. Mais do que a vitória, ficou um sinal à concorrência: o 5.º lugar absoluto na 1.ª subida de prova, um momento de puro brilhantismo.
A Penha é, assumidamente, a prova favorita do piloto. E foi lá que viveu um dos episódios mais marcantes da época e da sua carreira. Na última curva da 1.ª subida de prova, sofreu um acidente violentíssimo. Uma pancada dura, um carro muito danificado e um silêncio pesado ao longo da rampa inteira.
Para muitos pilotos, aquele momento marcaria o fim do fim de semana. Para António Barros, foi o início de algo ainda maior. Num esforço coletivo quase comovente, amigos, equipa, mecânicos e até espetadores transformaram a noite numa oficina improvisada.
“Só com a minha paixão é que não desisti”, recorda o piloto. No domingo, com um carro remendado, sem estar em condições ideais, voltou à pista… e venceu. O público, que vibrou com a sua coragem, viveu um dos momentos humanos da temporada.
A Falperra seria a prova da força física. Literalmente. O BMW M3 voltou a responder mal à dureza do campeonato e perdeu direção assistida. “Manobrar um carro daqueles, naquela rampa, naquela velocidade, sem apoio do sistema hidráulico… é quase sobre-humano”, recorda. Ainda assim, e apesar de condições meteorológicas novamente extremas, António Barros voltou a vencer. Uma vitória arrancada com esforço, técnica e uma tenacidade que poucos conseguem compreender.
Depois do inferno das provas anteriores, a Serra da Estrela quase pareceu suave. “Talvez a rampa mais fácil do campeonato”, resumiu. A facilidade, claro, é relativa quando se fala de montanha, mas com tudo finalmente a funcionar, assinou a quarta vitória da época.
Santa Marta, quando tudo volta a falhar… e Barros volta a ganhar!
Santa Marta é “especial para todos os que lá passam, pela organização, pela energia do público, pela sensação de família”, relembra. Mas para Barros, a edição de 2025 foi mais um teste à resistência. Na primeira subida de prova: a caixa de velocidades partiu. E mais uma vez surgiram as mãos amigas do paddock: Horst Baptista e Ricardo Pereira emprestaram uma caixa… que acabou por ser de um carro a gasóleo. O escalonamento era impossível, o setor útil praticamente inutilizado. Mesmo assim, com total concentração, venceu pela quinta vez na temporada!
Uma nova caixa emprestada permitiu alinhar na Rampa do Caramulo, desafio seguinte do campeonato.… mas só depois de chegar ao evento é que descobriu que não tinha 2.ª velocidade. Num traçado técnico, repleto de mudanças de ritmo, era meio caminho para o desastre. Mas não para António Barros. “Foi uma prova de grande concentração”, admite e foi mais uma vitória, a sexta consecutiva que o colocou às portas da renovação do título de campeão.
Boticas: quando o 2.º lugar vale ouro
Com a caixa definitiva ainda por reparar, surgiu na Rampa de Boticas uma terceira caixa improvisada, que não aguentava o torque do BMW. Sempre que acelerava a fundo, a velocidade saltava fora. Tornava-se impossível lutar pela vitória. E foi ali que se confirmou a grandeza do piloto: soube gerir, soube ler o campeonato, soube levar o carro até ao fim. O 2.º lugar em Boticas selou o bicampeonato, numa época “dura, imprevisível e emocionalmente intensa”.
Foi vencida não pelo carro, mas pelo piloto. Pelas pessoas à sua volta. Pela comunidade que o ajudou a reconstruir o BMW M3, física e simbolicamente, várias vezes ao longo do ano.
“Quero agradecer à família, aos amigos, à minha equipa técnica e aos meus patrocinadores. E uma palavra especial aos meus adversários diretos, Filipe Macedo, Telmo Costa e Miguel Gonçalves, que me obrigaram a elevar o meu nível. Este título também é deles.”
António Barros encerra 2025 como uma das figuras maiores da Montanha. Um campeão que vence tanto com talento, garra e perseverança, provando que a força de continuar, mesmo quando tudo falha, vale mais do que qualquer tempo no cronómetro!
O antigo autarca de Mesão Frio, Alberto Pereira, teve uma prestação de grande nível na edição 2025 do Douro Motorshow, prova organizada pelo Clube Automóvel da Régua.
Ao volante do habitual Honda Civic amarelo, e com Celso Fonseca, piloto da Megamotors, a desempenhar funções de navegador, o piloto de Mesão Frio conquistou um expressivo 2.º lugar na sua divisão, confirmando o excelente momento de forma.
A dupla concluiu o percurso com o tempo de 1:57.425, registo que valeu não só o segundo posto na divisão como também um 17.º lugar da classificação geral, num evento marcado por grande competitividade e exigência técnica .
Após subir ao pódio para receber o troféu correspondente ao resultado alcançado, Alberto Pereira mostrou-se satisfeito com a performance e com o comportamento do Honda Civic: “O balanço é muito positivo. Não tivemos qualquer problema técnico, o carro esteve irrepreensível e a companhia do Celso Fonseca como navegador foi excelente. Foi uma prova exigente, sem margem para erro, mas tudo correu dentro do esperado. Agora é tempo de começar a pensar no que farei na época de 2026.”
O piloto deixou assim o Douro Motorshow 2025 com mais um resultado sólido e motivado para os desafios da próxima temporada.
A Toyota Gazoo Racing W2RC iniciará a defesa dos seus títulos mundiais de Rally Raid com uma formação renovada e a estreia da nova e mais potente DKR GR Hilux, que fará o seu primeiro grande teste no Rally Dakar 2026, entre 3 e 17 de janeiro, na Arábia Saudita. A equipa chega ao arranque da temporada com um historial impressionante, somando quatro títulos consecutivos de Construtores e três de Pilotos, o mais recente conquistado este ano por Lucas Moraes, reforçando o papel decisivo da Hilux preparada para o W2RC.
A edição de 2026 do Dakar abre a nova temporada do Campeonato do Mundo FIA de Rally Raid, onde a TGR tentará conquistar a sua quarta vitória absoluta, depois dos triunfos alcançados em 2019, 2022 e 2023. Para enfrentar a crescente concorrência, a Toyota apresenta uma formação reestruturada e aposta numa evolução profunda do seu protótipo, desenvolvida pela Overdrive em colaboração com os engenheiros Christian Loriaux e Glyn Hall. A nova Hilux, que só chegará a equipas privadas no segundo semestre de 2026, assenta num chassis tubular completamente redesenhado, com maior rigidez, menor peso e manutenção simplificada — um fator decisivo numa prova onde a rapidez nas intervenções mecânicas pode definir resultados. A transmissão reforçada, preparada para cargas extremas, e o extenso programa de testes em curso visam garantir competitividade nos cerca de 5000 km cronometrados do Dakar.
Entre os pilotos, os sul-africanos Henk Lategan e Brett Cummings, vencedores de uma prova do W2RC em 2025 e terceiros no Mundial, regressam ao volante da Hilux #202 com ambições claras de melhorar o segundo lugar obtido na última edição. Já a jovem promessa norte-americana Seth Quintero, que brilhou em 2025 com a sua primeira vitória em etapas e um top 10 final no Dakar, conduzirá a Hilux #203 acompanhado do compatriota Andrew Short. A grande novidade é a estreia do australiano Toby Price na estrutura oficial da Toyota. Bicampeão do Dakar em motos e estreante nas quatro rodas em 2025 numa Hilux privada, Price junta-se agora à formação oficial, navegado por Armand Monleón, responsável pelo título mundial de Lucas Moraes este ano.
A edição de 2026 do Dakar arranca e termina em Yanbu, no Mar Vermelho, num percurso exigente composto por vastas zonas desérticas, cadeias de dunas e terrenos rochosos no centro da Arábia Saudita. A prova incluirá um único dia de descanso, em Riade, e duas etapas maratona sem qualquer assistência técnica, obrigando pilotos e navegadores a dormir junto aos seus carros e a subsistir com material básico de sobrevivência. É o regresso à essência tradicional do Dakar, exigindo gestão milimétrica e resistência extrema.
O Dakar marcará o início de uma temporada com cinco eventos no W2RC 2026, que prosseguirá com provas em Portugal (12 a 22 de março), Argentina (24 a 29 de maio), Marrocos (28 de setembro a 3 de outubro) e Abu Dhabi (22 a 27 de novembro).
A Toyota Gazoo Racing entra assim em 2026 com ambição renovada, uma máquina profundamente evoluída e uma equipa que combina experiência, juventude e talento, preparada para disputar novamente o topo do rally raid mundial.
A piloto portuguesa Maria Luís Gameiro confirmou a sua segunda participação no Rally Dakar, que decorrerá entre 3 e 17 de janeiro de 2026 na Arábia Saudita, reafirmando a determinação que marcou a sua estreia em 2025. Integrada na estrutura oficial da X-Raid, a piloto de Cascais competirá ao volante do MINI JCW T1+, formando uma dupla totalmente feminina com a experiente navegadora espanhola Rosa Romero.
Maria Luís será a única mulher portuguesa em prova e uma das apenas quatro pilotos femininas inscritas na categoria Ultimate, numa edição que volta a prometer exigência máxima.
O regresso ao Dakar representa um novo capítulo para o Team Motivo JCB, que reforça objetivos e assume ambições renovadas depois de um ano decisivo na preparação técnica e desportiva. Visivelmente entusiasmada, Maria Luís Gameiro sublinha a felicidade por voltar à prova que descreve como “a rainha do automobilismo mundial”, destacando a importância de competir ao lado de Rosa Romero:
“Já fizemos provas juntas com excelentes resultados e sinto que somos uma excelente equipa. Confio totalmente na Rosa. Estaremos a bordo do nosso magnífico MINI JCW T1+, o que representa um enorme upgrade e um trunfo adicional. A X-Raid é uma equipa de currículo invejável e é uma honra fazer parte deste projeto.”
A piloto recorda ainda a estreia bem-sucedida no Dakar 2025, onde, ao lado de José Marques, foi a primeira mulher portuguesa em 15 anos a completar a prova, terminando em 26.º lugar da geral da categoria Challenger com o Fenic X-Raid 1000R Turbo. Uma edição marcada por dureza extrema que colocou à prova a sua inteligência estratégica e resiliência. O desempenho valeu-lhe reconhecimento internacional e lançou as bases para um segundo ano mais ambicioso.
A temporada de 2025 foi marcada por várias participações internacionais com Rosa Romero e pelo primeiro contacto competitivo com o MINI JCW T1+. No Morocco Desert Challenge, a dupla destacou-se com um impressionante 5.º lugar da geral nos carros e conquistou a Taça das Senhoras, um dos melhores desempenhos femininos de sempre na prova. Seguiu-se o Rally Jameel, competição 100% feminina na Jordânia e Arábia Saudita, e a Baja de Aragão, onde, apesar de múltiplas dificuldades mecânicas, ganharam experiência crucial. Já na Baja de Marrocos, confirmaram a evolução com um notável 2.º lugar entre os automóveis e 7.º da geral, dominando entre as equipas femininas. A preparação incluiu ainda formação técnica intensiva na sede da X-Raid, em Trebur (Alemanha), onde Maria Luís aprofundou conhecimentos de mecânica do MINI.
O MINI JCW T1+ será a arma da dupla para enfrentar os 14 dias de competição. Trata-se de um protótipo FIA T1+ com motor BMW 3.0 de seis cilindros, compatível com combustível HVO, capaz de cerca de 360 cv e 570 Nm. Assente num chassis tubular com carroçaria em compósitos, integra suspensão Reiger de longo curso, travões Brembo de seis pistões e tração integral com diferenciais Xtrac bloqueáveis, garantindo desempenho ideal nos terrenos mais exigentes.
O Dakar 2026 apresenta um percurso redesenhado, num loop de Yanbu, no Mar Vermelho, totalizando 8 000 km, dos quais 5 000 km cronometrados, repartidos por 13 etapas e um prólogo, com passagem por seis bivouacs e regiões inéditas como Al-Bahah, Aseer e Jizan. Uma das grandes novidades será o conceito “Marathon-Refuge”, que recupera o espírito puro do Dakar, impondo duas etapas sem assistência técnica e obrigando as equipas a sobreviver apenas com material básico.
A edição contará com cerca de 700 participantes, incluindo 173 pilotos de automóveis e apenas 16 mulheres, entre as quais Maria Luís Gameiro — a única portuguesa ao volante e a única a competir numa equipa 100% feminina.
Com uma preparação minuciosa, um carro de topo e uma sintonia fortalecida com Rosa Romero, Maria Luís Gameiro enfrenta agora o maior desafio da sua carreira com ambição clara: voltar a viver o sonho e melhorar o resultado da estreia no rali mais duro do planeta.
Armando Carvalho, navegado por Ana Santos, conquistou o título de campeão do Centro de Ralis ao vencer de forma categórica o Rally de Cantanhede/Marquês de Marialva, terceira edição da prova organizada pelo Clube Automóvel do Centro. A dupla de Vila Nova de Poiares precisava apenas de um ponto para garantir o ceptro, mas não deixou margem para dúvidas e venceu de início ao fim ao volante do Mitsubishi Lancer Evo IX, assegurando o título com etapas de antecedência.
Visivelmente emocionado após cruzar a meta, o piloto poiarense não conteve o orgulho pela conquista:
“Estamos a sentir-nos muito bem, para ser honesto. Trabalhámos tanto tempo para isto. Não tenho palavras, mas quero agradecer a todos os que participaram, que lutaram por nós e a toda a equipa. Muitas vezes estivemos muito perto, sempre a dar o nosso melhor, mas este ano fomos recompensados.”
A vitória sem mácula da dupla da DomingoSport deixou para trás uma intensa luta pelo segundo lugar, travada entre Carlos Matos / Ricardo Faria (Skoda Fabia R5) e Fernando Teotónio / Luís Morgadinho (Mitsubishi Lancer Evo IX). Após diversas alternâncias ao longo dos dois dias de prova, Carlos Matos viria a garantir o degrau intermédio do pódio nas últimas três especiais, numa reviravolta dura para Teotónio, que liderara durante grande parte da competição. Matos terminou a 52 segundos dos vencedores, enquanto Teotónio fechou a prova a 1m04,0s.
Armando Carvalho e Ana Santos beneficiaram também da incapacidade dos principais adversários ao título, António e Ana Cruz Monteiro, de se aproximarem do ritmo da dupla poiarense. Aos comandos de um Peugeot 208 T16, António Cruz Monteiro reconheceu as limitações mecânicas que o impediram de atacar com precisão o Mitsubishi Evo IX, terminando a 1m34,2s dos vencedores.
A prova destacou igualmente o excelente desempenho de Guilherme Nunes, jovem piloto de Castelo Branco que, navegado por Vítor Hugo, surpreendeu na sua estreia absoluta no Campeonato de Ralis do Centro. Ao volante de um Peugeot 208 VTI (R2B) preparado pela DomingoSport, completou a prova no 5.º lugar da geral e venceu com autoridade a classificação das Duas Rodas Motrizes (2RM), terminando a 2m19,8s do topo da tabela. Com apenas 20 anos, o piloto demonstrou maturidade, consistência e talento, merecendo aplausos do público e dos adversários.
Outro momento de celebração foi protagonizado por João Marcelino, que, ao volante de um Renault Clio RS e navegado por Valter Cardoso, garantiu o título de campeão das 2RM no Campeonato Centro de Ralis ao terminar no 10.º lugar, a 5m17,8s dos vencedores. Com uma condução cautelosa, o piloto de S. Pedro do Sul assegurou o principal objetivo da época.
Entre os destaques da prova merece ainda referência a única dupla feminina em competição, Daniela Lopes e Cátia Silva, que concluiu o rali no 27.º lugar, ao volante de um Peugeot 206. A jovem equipa superou as dificuldades dos dois dias de prova e foi calorosamente aplaudida pela forma determinada como terminou a exigente competição.
O Campeonato Centro de Ralis prossegue já nos dias 29 e 30 deste mês com o Águeda Rali Travocar, organizado pelo Clube Automóvel de Santo Tirso, prometendo mais emoções fortes na reta final da temporada.
O jovem piloto da Maia, Martim Magalhães, representante da Feira dos Sofás, marcou presença no Douro Motorshow 2025 ao volante do seu habitual Opel Corsa, máquina com que tem competido no Campeonato de Portugal de Montanha. Acompanhado pelo navegador Ricardo Magalhães, o piloto voltou a demonstrar evolução e competitividade ao longo do fim de semana.
Depois das três passagens cronometradas, Martim Magalhães registou o seu melhor tempo em 2:04.195, desempenho que lhe valeu o 4.º lugar na Divisão 2, ficando muito perto de garantir um lugar no pódio. Na classificação geral, o jovem piloto terminou na 24.ª posição, concluindo de forma positiva a sua participação no evento.
No final da prova, já após retirar o Opel Corsa do parque fechado e preparar o regresso à Maia, Martin Magalhães fez um balanço sereno da sua atuação:
“Na realidade, o pódio na divisão escapou por pouco. Dei o meu melhor, mas não foi o suficiente. As corridas são assim mesmo… fica para a próxima.”
Apesar da frustração natural por falhar o pódio por margem reduzida, o piloto mostrou-se satisfeito com o desempenho global, mantendo a determinação para regressar ainda mais forte nas próximas participações.
A Alpine apresentou um novo programa de personalização para o seu desportivo compacto elétrico A290, inaugurando o Atelier Alpine, que passa a oferecer decorações exclusivas e opções estéticas concebidas para tornar cada unidade verdadeiramente única. Um ano após a chegada dos primeiros modelos às Alpine Store, a marca responde assim à crescente procura de clientes que desejam adaptar o estilo do seu A290, reforçando uma abordagem já iniciada com o A110 e alinhada com as expectativas de um público cada vez mais exigente.
O lançamento inclui dois packs distintos: Signature e French Signature, ambos inspirados no ADN visual e desportivo da marca. O pack Signature, disponível em vermelho ou azul e compatível com todas as versões do modelo, destaca as linhas do A290 através de detalhes aplicados do tejadilho às saias laterais e ao difusor traseiro. A personalização inclui ainda jantes Snowflake de 19 polegadas em preto brilhante com acabamento específico, pinças de travão na cor correspondente e tapetes exclusivos com o logótipo “A”. Esta decoração é proposta por 900€ nas versões GT, GT Premium e GT Performance, e por 500€ na versão GTS.
Já a French Signature celebra explicitamente as origens francesas da Alpine, apresentando uma faixa tricolor que percorre o capot e o tejadilho, integrando o padrão triangular “Snowflakes”, inspirado no universo da Fórmula 1 e da resistência. O tejadilho ostenta ainda o icónico logótipo “A”, reforçando a herança e identidade visual da marca. Este pack está disponível por 450€.
Todas as configurações podem ser exploradas no novo configurador online do Atelier Alpine, onde os clientes podem visualizar em detalhe as opções estéticas e combinações possíveis.
Em simultâneo, o A290 introduz uma novidade tecnológica em toda a gama: a função One Pedal, que permite condução com um só pedal, proporcionando maior eficiência e comodidade ao volante. Esta atualização reforça a aposta da Alpine na inovação e distingue ainda mais o seu compacto elétrico no segmento.
Com o Atelier Alpine, a marca amplia o seu leque de personalização e reforça a proximidade com os clientes, garantindo que cada A290 possa refletir de forma ainda mais evidente o estilo e a personalidade de quem o conduz.
A290: da versão GT à versão GTS
O Alpine A290 é o primeiro hot hatch elétrico da história da marca. Incorpora o ADN desportivo da Alpine, com um motor elétrico de até 220 cv (160 kW) que acelera de 0 a 100 km/h em 6,4 segundos. A bateria de 52 kWh oferece uma autonomia WLTP até 380 km e permite carregamento rápido a 100 kW, de 15% a 80% em cerca de 30 minutos. Com cinco portas, cinco lugares, bagageira de 326 litros e dimensões compactas (3.990 mm de comprimento e 1.820 mm de largura), combina praticidade urbana com puro prazer de condução desportiva.
O Polestar 5 foi distinguido com o prémio de Melhor Veículo Elétrico na 9.ª edição do Salão Automóvel Híbrido e Elétrico (SAHE), que decorreu entre 17 e 19 de outubro na Alfândega do Porto. A escolha, realizada através da votação do público, destaca a crescente afirmação da marca em Portugal e reforça o impacto da estreia ibérica do modelo junto de visitantes e especialistas do setor.
Com um design escandinavo arrojado inspirado no protótipo Precept, e concebido como um GT de 4 portas que combina inovação tecnológica, sustentabilidade e elevado prazer de condução, o Polestar 5 representa uma nova etapa para a marca sueca no segmento elétrico premium.
Para Miguel Pinto, Diretor-Geral da Polestar Portugal, o prémio tem um significado especial, sobretudo por resultar da preferência direta dos consumidores:
“O Polestar 5 é um automóvel único, que ilustra na perfeição o ADN da Polestar. Este prémio tem um valor especial por ser atribuído através da votação do público, num evento que reuniu milhares de pessoas e dezenas de modelos elétricos. Ser escolhidos entre tantas propostas de qualidade reforça a confiança dos consumidores portugueses na nossa visão.”
O responsável sublinha ainda que 2025 está a ser um ano determinante para o crescimento da marca no país:
“Este será o ano em que batemos o nosso recorde de vendas em Portugal. Estamos a introduzir modelos altamente competitivos, a expandir a presença territorial, incluindo a abertura de um novo espaço em Faro, e a proporcionar uma experiência premium em cada momento. Produto, proximidade e confiança são os pilares do nosso sucesso.”
A distinção alcançada no SAHE confirma a estratégia de expansão da Polestar e consolida a marca como uma das referências mais relevantes no segmento premium de veículos elétricos em Portugal, num mercado cada vez mais competitivo e orientado para a mobilidade sustentável.