Autor: Joaquim Amândio Santos

  • Carlos Ferreira: a paixão e o engenho de um piloto dedicado

    Carlos Ferreira: a paixão e o engenho de um piloto dedicado

    O piloto da Brazcar Racing / CIRAC fala sobre a sua carreira, o Citroën Saxo, os desafios de competir e os planos para o futuro.

    O piloto Carlos Ferreira, da Brazcar Racing / CIRAC, é uma das figuras mais regulares do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. Natural de 1978, com 47 anos, é técnico de mecatrónica e iniciou-se na competição em 2016, construindo desde então uma carreira sólida, marcada pela evolução constante e por resultados de relevo no panorama nacional.

    “Quem anda nestas aventuras tem sempre alguns sustos, mas nunca resultarem em acidentes”, afirma com um sorriso o piloto, que alia técnica, frieza e uma forte dose de paixão pela competição.

    Entre os principais marcos da carreira, Carlos Ferreira destaca um 3.º lugar no Campeonato de Portugal de Montanha 1300 (2023), o título de vice-campeão de Turismos 3 (2024) e o 2.º lugar em Spa-Francorchamps (Bélgica) em 2025, numa prova internacional de resistência do Belgium Gentlemen Drivers Club, ao volante de um Honda Civic Type R, na classe D1B.

    Atualmente compete no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2025, ao volante de um Citroën Saxo, resultado da evolução natural face ao anterior Fiat Punto. “A passagem para o Saxo obrigou-me a entrar nesta categoria, e tem sido um desafio muito interessante”, refere o piloto.

    Sobre o Citroën Saxo, Carlos Ferreira não poupa elogios: “O carro é muito ágil, nervoso e competitivo. Temos vindo a evoluir o Saxo de ano para ano, porque tem muito potencial. É fiável e tem sido um excelente companheiro.” Os setups, reconhece, são sempre um desafio: “Dependem muito dos traçados das rampas. É um exercício constante de adaptação, mas temos conseguido cumprir os nossos objetivos dentro das nossas limitações.”

    E quanto aos sustos típicos da modalidade? “Quem anda nestas aventuras tem sempre alguns sustos, mas nunca resultarem em acidentes. Servem sempre para aprender e evoluir.”

    O piloto da Brazcar Racing / CIRAC faz um balanço claramente positivo da temporada: “Foi uma época positiva. Devido à evolução do Saxo, realizámos apenas cinco rampas, mas pontuámos em quatro delas com o 3.º lugar, o que nos valeu o 2.º lugar na Classe 11 e o 5.º na geral dos Turismos 3.”

    A questão dos apoios continua a ser um dos grandes desafios de quem compete neste nível: “Não é fácil conseguir patrocínios. Para 2025 tivemos alguns, o que nos permitiu concluir a época. Mas é cada vez mais difícil encontrar parceiros que apoiem este tipo de projetos.”

    Em relação a 2026, Carlos Ferreira mantém a cautela: “Estamos a angariar patrocínios para definir a próxima época. Tudo vai depender do apoio que conseguirmos. Talvez haja novidades na velocidade…”

    Quanto à troca de carro, o piloto é pragmático: “Por agora, nada previsto. Talvez em 2027, quem sabe. Se tivesse possibilidades financeiras, gostaria de correr com um Porsche 911.”

    Com experiência acumulada ao longo de várias épocas, o piloto não deixa de apontar algumas melhorias possíveis no Campeonato de Portugal de Montanha: “Penso que poderiam existir evoluções para reduzir as diferenças entre categorias. Um exemplo: um Saxo pode correr em três categorias diferentes, e isso cria algum desequilíbrio.”

    Entre as provas de que mais gosta, Carlos Ferreira destaca o Circuito de Vila Real, Spa-Francorchamps, a Rampa de Santa Marta, a Rampa da Covilhã, a Rampa da Arrábida, a Rampa de Boticas e a Falperra, todas por proporcionarem traçados técnicos e desafiantes. A Rampa do Caramulo, por ser mais curta, é aquela que menos aprecia. Quando o semáforo se apaga e a prova começa, o piloto concentra-se totalmente no traçado, com um único pensamento em mente: a paixão por conduzir e o prazer de fazer aquilo que mais ama – correr.

    Com uma carreira construída passo a passo desde 2016, Carlos Ferreira é hoje uma presença respeitada na montanha nacional. Competitivo, disciplinado e apaixonado, representa o espírito genuíno dos pilotos que fazem da velocidade uma forma de vida. Um nome que continua a crescer no panorama do Campeonato de Portugal de Montanha, sempre fiel ao lema de que “correr é viver intensamente, curva a curva.”

  • Armando Carvalho e Ana Santos em busca do título no Rally de Cantanhede/Marquês de Marialva

    Armando Carvalho e Ana Santos em busca do título no Rally de Cantanhede/Marquês de Marialva

    Depois da vitória entre os concorrentes do Campeonato Centro de Ralis no Rali Constálica Viseu Dão Lafões, Armando Carvalho e Ana Santos chegam ao Rally de Cantanhede/Marquês de Marialva, oitava e penúltima prova da temporada, com um objetivo claro: selar o título regional.

    Para a dupla de Vila Nova de Poiares, esta será uma estreia nas estradas de Cantanhede, mas a motivação é máxima.

    “Antevemos uma prova difícil para nós e onde, segundo indicações, as condições meteorológicas não nos irão facilitar nesta estreia”, afirmou Armando Carvalho. “As especiais são muito giras, com um pouco de tudo, zonas rápidas e troços técnicos. Pelos reconhecimentos, é uma prova que nos agrada e onde esperamos alcançar um bom resultado que nos permita fechar as contas do título.”

    O piloto sublinha que o foco será total: “Temos de fazer uma prova de concentração máxima, andar rápido mas sem cometer erros que comprometam os nossos objetivos. Estamos a um ponto de conquistar o título e queremos resolver essa questão já em Cantanhede.”

    Armando Carvalho deixou ainda uma palavra de agradecimento aos patrocinadores e parceiros: “Queremos agradecer todo o apoio que nos têm dado. Vamos dar tudo para retribuir, atingindo os nossos objetivos. Contamos convosco!”

    O Rali de Cantanhede Marquês de Marialva será disputado nos dias 15 e 16 de novembro, em pisos de asfalto e cuja organização estará sob a égide do Clube Automóvel do Centro. Com um total de 233.3km de extensão a prova de Cantanhede será dividida em 10 especiais cronometradas que perfazem 84,26 km ao cronómetro.

    No sábado, dia 15 de novembro a prova terá dupla passagem pelos 12,29km de Murtede Rota da Vinha e do Vinho (15.38h e 16.48h) e pela dupla passagem pelos 2,69km da Super Especial de Cantanhede (19.58h e 21.08h). No dia 16 a prova do Clube Automóvel do Centro terá tripla passagem nos 8,74km de Tocha Rota Gandareza (10.53h/12.13h/14.43h) e pelos 9.36km de Olhos da Fervença Rota da Água (11.21h/12.41h/15.11h). A chegada à Praça Marquês de Marialva está marcada para as 16.01 horas.

  • TH Clothes Super SSV Viana do Alentejo 2025: Arnaldo Monteiro vence com autoridade

    TH Clothes Super SSV Viana do Alentejo 2025: Arnaldo Monteiro vence com autoridade

    O Moto Clube “Os Xananas” e a X-Adventure assinaram uma organização exemplar na estreia do Super SSV em Viana do Alentejo, prova que decorreu no passado sábado, 8 de novembro, num ambiente de grande entusiasmo e com forte adesão de pilotos e público.

    O circuito, com 5,5 quilómetros de extensão, revelou-se exigente e tecnicamente completo, combinando zonas mais sinuosas e técnicas com outras amplas e de curvas largas — uma configuração invulgar no contexto do troféu, que habitualmente utiliza traçados com o dobro (ou mais) da distância, em caminhos naturais e com relevo variado.
    Aqui, o percurso era totalmente artificial, o que conferiu um caráter inédito e desafiador à prova.

    O piso arenoso, isento de pedra ou lama, ofereceu excelente tração e fluidez, permitindo aos concorrentes um dia de corridas muito rápido, divertido e seguro.

    A jornada ficou ainda marcada pela estreia do piloto letão Mihails Milners no Troféu Super SSV. Apesar da mecânica do seu Polaris não lhe ter permitido terminar, o piloto destacou o ambiente descontraído e o formato desportivo equilibrado do troféu, considerando-o “uma experiência única e impossível de encontrar nas competições do seu país”.

    Nos Federados T1, Arnaldo Monteiro (Mundimat Racing Team – Can-Am Maverick R) confirmou a sua superioridade e venceu de forma clara, deixando Luís Serrado / Humberto Valadas (Polaris Pro R) e Mauro Gomes / Pedro Figueiredo (BRM Racing Team – Polaris Pro R) nas posições seguintes.

    Em Federados T2, a vitória coube a Jorge Cipriano / Pedro Silva (Silveira Cafés Racing Team – Yamaha YXZ1000), após uma corrida consistente e sem erros.

    Na categoria Hobby T1, o triunfo foi de Ruben Rosa / Paulo Lopes (Can-Am X3), seguidos por Carlos Lopes / Henrique Oliveira (Team Clopes – Can-Am X3) e Rui Pereira / Pedro Mónica (Electrex Racing Team – Can-Am X3 R).

    Entre os Hobby T2, a vitória foi para Diogo Francisco / David … (BRM Racing Team – Yamaha YXZ1000 RSS), com Filipe Rocha / Rui Pereira (Yamaha YXZ1000) em segundo e Mihails Milners / Natália … (BRM Racing Team – Polaris RZR1000XP) em terceiro.

    Na Mini Baja, o jovem Duarte Vaz / Nídia Mendes (Caramulo Team Junior – Polaris 200 Mini B) somou mais um triunfo sólido, completando com sucesso todas as voltas previstas.

    O pódio absoluto refletiu o ritmo intenso e o equilíbrio competitivo entre as equipas mais experientes.
    Arnaldo Monteiro, ao volante do Can-Am Maverick R da Mundimat Racing Team, venceu com autoridade, completando as 16 voltas em 1h05m20s.
    A segunda posição foi ocupada por Ruben Rosa / Paulo Lopes (Can-Am X3), a apenas 13 segundos, enquanto o terceiro lugar ficou para Luís Serrado / Humberto Valadas (Polaris Pro R), que fecharam o pódio numa corrida exemplar.

    O Super SSV de Viana do Alentejo encerrou-se com um balanço extremamente positivo, demonstrando o potencial da vila e do traçado preparado pelo Moto Clube “Os Xananas”.
    Foi o cumprir de um sonho antigo para o clube, que finalmente recebeu uma prova de grande dimensão nacional.
    Apesar da pista fugir ao padrão habitual do troféu — por ser mais curta e artificial —, ofereceu condições perfeitas de segurança, espetáculo e diversão, confirmando a qualidade das infraestruturas e da organização local.

    Também a autarquia e a Junta de Freguesia expressaram a sua satisfação, manifestando total disponibilidade para apoiar o regresso da prova em 2026, reforçando a ligação do concelho ao desporto motorizado.

    A grande final do Troféu Super SSV 2025 vai disputar-se a 14 de dezembro, na já tradicional pista de Ponte de Sor, que uma vez mais promete um dia de muita competição e diversão em solo quase “sagrado” do todo-o-terreno nacional.

    Mas antes, o Super SSV terá um evento extra-campeonato na Ilha do Porto Santo, onde marcará presença a título de demonstração integrado no CISET 4×4 Porto Santo.
    Será um evento único e especial, carregado de simbolismo e marcado por múltiplas estreias em simultâneo, representando mais um passo na expansão deste troféu inovador.

    O TH Clothes X-Trophy Viana do Alentejo é uma organização do Grupo Motard “Os Xananas”, com promoção da X-Adventure, entidade responsável pelo maior troféu de resistências Moto e Quad disputado em Portugal, realizado sob a égide da Federação de Motociclismo de Portugal (FMP).
    Conta com o apoio da Câmara Municipal de Viana do Alentejo, da Freguesia de Viana do Alentejo e dos Bombeiros Voluntários de Viana do Alentejo, assegurando-se a segurança através da Guarda Nacional Republicana (GNR).

    O Troféu TH Clothes X-Trophy é promovido pela X-Adventure, sob a égide da FMP, e com o apoio da TH Clothes, Motévora, Goldspeed, Mundimat, Mundilimpa, GuiaRural.pt e ImagensDesportivas.com.

    CLASSIFICAÇÕES

    CLASSIFICAÇÃO GERAL / ABSOLUTO
    1.º Arnaldo Monteiro / Mundimat Racing Team – Can-Am Maverick R
    2.º Ruben Rosa / Paulo Lopes – Can-Am X3
    3.º Luís Serrado / Humberto Valadas – Polaris Pro R

    FEDERADOS T1
    1.º Arnaldo Monteiro / Mundimat Racing Team – Can-Am Maverick R
    2.º Luís Serrado / Humberto Valadas – Polaris Pro R
    3.º Mauro Gomes / Pedro Figueiredo / BRM Racing Team – Polaris Pro R

    FEDERADOS T2
    1.º Jorge Cipriano / Pedro Silva / Silveira Cafés Racing Team – Yamaha YXZ1000

    HOBBY T1
    1.º Ruben Rosa / Paulo Lopes – Can-Am X3
    2.º Carlos Lopes / Henrique Oliveira / Team Clopes – Can-Am X3
    3.º Rui Pereira / Pedro Mónica / Electrex Racing Team – Can-Am X3 R

    HOBBY T2
    1.º Diogo Francisco / David [BRM Racing Team] – Yamaha YXZ1000 RSS
    2.º Filipe Rocha / Rui Pereira – Yamaha YXZ1000
    3.º Mihails Milners / Natália [BRM Racing Team] – Polaris RZR1000XP

    MINI BAJA
    1.º Duarte Vaz / Nídia Mendes / Caramulo Team Junior – Polaris 200 Mini B

  • Rally de Cantanhede/Marquês de Marialva 2025 promete espetáculo ao mais alto nível

    Rally de Cantanhede/Marquês de Marialva 2025 promete espetáculo ao mais alto nível

    Perante uma sala repleta de entusiasmo, foi hoje oficialmente apresentada a 3.ª edição do Rally de Cantanhede/Marquês de Marialva, que vai para a estrada nos dias 15 e 16 de novembro. A prova, organizada pelo Clube Automóvel do Centro com o apoio do Município de Cantanhede, é pontuável para o Campeonato Centro de Ralis, o Campeonato Centro de Ralis de Duas Rodas Motrizes (2RM) e a Taça dos Campeões de Ralis Regionais – Claudino Romeiro.

    A edição de 2025 apresenta uma lista de 43 equipas inscritas, número que confirma a crescente importância da prova e o sucesso da aposta do município e do Clube Automóvel do Centro. O rali conta com 10 provas especiais de classificação, divididas por duas etapas e sete secções, totalizando 233,37 km, dos quais 84,26 km cronometrados.

    O arranque está marcado para sábado, com a dupla passagem pelo troço Murtede–Rota da Vinha e do Vinho (12,29 km), às 15h38 e 16h48. À noite, a emoção chega ao coração da cidade, com duas passagens pela super-especial urbana noturna (2,69 km), às 19h58 e 21h08.

    O espetáculo não termina aí: após a super-especial, o público poderá assistir à atuação do piloto Marco Martins, conhecido “showman” que vai exibir o seu incrível Fiat 600 bimotor em manobras de cortar a respiração. A totalidade da verba obtida com a venda dos bilhetes das bancadas reverte para os Bombeiros Voluntários de Cantanhede, tornando o evento também um gesto de solidariedade. O segundo dia de prova, domingo, leva o rali até Tocha e Olhos da Fervença, com três passagens em cada troço. A especial Tocha–Rota Gandareza (8,74 km), uma das novidades deste ano, arranca às 10h53, repetindo-se às 12h13 e 14h43. Já Olhos da Fervença–Rota da Água (9,36 km) disputa-se às 11h21, 12h41 e 15h11, encerrando a competição.

    Com milhares de adeptos esperados, o Rally de Cantanhede/Marquês de Marialva 2025 promete dois dias de emoção, adrenalina e festa automobilística, consolidando-se como uma das provas mais empolgantes do calendário regional.

    Na apresentação, a presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, Helena Teodósio, destacou a importância do evento: “Esperamos uma grande afluência de entusiastas, com um ambiente vibrante, elevado nível competitivo e total rigor da organização, sobretudo nos meios de segurança.”

    A autarca sublinhou ainda o papel dos Bombeiros Voluntários de Cantanhede, da GNR e das Juntas de Freguesia no sucesso da iniciativa, considerando que a prova “gera valor acrescentado ao território, reforçando a estratégia municipal de atrair visitantes ao longo do ano”.

    O navegador cantanhedense Vítor Hugo, figura de referência dos ralis nacionais, elogiou o percurso: “Apesar de ser uma prova jovem, o Rally de Cantanhede começa a ganhar raízes. É um traçado essencialmente rápido, mas muito técnico, que vai exigir bastante das equipas.” O experiente navegador deixou ainda um apelo à segurança: “Peço ao público que se mantenha em locais seguros e respeite as indicações das autoridades. Só assim garantimos que o rali se afirma como um ícone nacional.”

    O presidente do Clube Automóvel do Centro, João Miranda, destacou o crescimento da prova e o reforço da parceria com o município: “O Rally de Cantanhede é já uma referência nacional pela rapidez e espetacularidade. Este ano teremos a estreia da especial da Tocha e duas passagens pela super-especial noturna, para aumentar ainda mais o espetáculo.” Miranda sublinhou também a importância da colaboração dos Bombeiros Voluntários de Cantanhede, que cedem o quartel como base operacional, e o empenho das freguesias.

    O vereador do Desporto, Adérito Machado, encerrou a cerimónia com emoção: “O Rally de Cantanhede é a concretização de um sonho de menino. É o rali que agora nos visita, e esta é uma aposta ganha pelo município e pelo Clube Automóvel do Centro.”

    O autarca destacou ainda a mobilização das freguesias e da população, sempre vibrante e consciente da segurança, e sublinhou o impacto promocional do evento: “Queremos aumentar, ano após ano, o número de entusiastas, promovendo o território, os nossos vinhos, a gastronomia e as paisagens gandaresas. Estou confiante de que esta edição será um sucesso desportivo e mediático, um espetáculo ao mais alto nível.”

  • Rali de Porto Santo: José Carlos Pouca Sorte e Vera Sequeira brilham na estreia madeirense

    Rali de Porto Santo: José Carlos Pouca Sorte e Vera Sequeira brilham na estreia madeirense

    José Carlos Pouca Sorte e Vera Sequeira, ao volante do Porsche 991.2 GT3 Cup da Megamotors, estiveram em excelente plano no Rali de Porto Santo 2025, assinando uma exibição de grande nível que combinou rapidez, consistência e uma notável capacidade de adaptação às exigentes estradas da “Ilha Dourada”.

    Sem qualquer conhecimento prévio das classificativas nem experiência anterior em ralis do arquipélago da Madeira, a dupla enfrentou adversários locais com larga experiência nestes troços. Ainda assim, Pouca Sorte mostrou-se competitivo desde o primeiro quilómetro, discutindo os lugares do pódio entre os RGT ao longo de toda a prova.

    Depois de um arranque promissor, com o 2.º melhor tempo entre os RGT na Super Especial Porto Santo Line, disputada na noite de sexta-feira, o piloto de Resende manteve um ritmo forte no sábado, sempre dentro dos três primeiros da categoria. Uma recuperação determinada na derradeira classificativa valeu-lhe um excelente 2.º lugar entre os RGT e a 7.ª posição da geral, numa edição que contou com 33 equipas à chegada.

    Ao longo das sete provas especiais de classificação do último dia de competição, Pouca Sorte foi por diversas vezes o 2.º mais rápido da categoria, confirmando não apenas o potencial competitivo do Porsche 991.2 GT3 Cup, mas também a competência técnica e a capacidade de adaptação de toda a estrutura Megamotors que, recorde-se, apenas dispôs do período oficial de reconhecimentos para preparar a estreia madeirense.

    No final, o piloto mostrava-se satisfeito com o desempenho alcançado: “Estamos muito felizes com este resultado, que confirma que não viemos à Madeira apenas para experimentar. Fomos competitivos do primeiro ao último troço, frente a grandes pilotos da região e a carros de geração mais recente”, referiu José Carlos Pouca Sorte.

    O piloto destacou ainda que o resultado “faz jus à excelente época” que a tem vindo a realizar, tanto no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, onde alcançou dois pódios na Categoria GT, como nas participações pontuais em ralis.

    Impressionado com a organização e com o ambiente de fair play vivido em Porto Santo, Pouca Sorte elogiou a prova e o espírito das equipas madeirenses: “Ficámos fãs do Rali de Porto Santo, dos troços, da organização e, acima de tudo, da camaradagem entre todos. Tivemos até um problema técnico e foram os próprios adversários que nos ajudaram a resolver. Isto mostra bem o espírito fantástico desta família dos ralis madeirenses.”

  • Tiago Ventura estreia-se na Taça de Portugal de Ralicross em Mação

    Tiago Ventura estreia-se na Taça de Portugal de Ralicross em Mação

    O jovem piloto albicastrense Tiago Ventura, de apenas 17 anos, vai marcar presença pela primeira vez na Taça de Portugal de Ralicross, prova organizada este ano pelo Clube Automóvel de Mação.

    Depois de disputar a sua segunda época no Campeonato de Portugal de Ralicross, Ventura concluiu a temporada com um 4.º lugar na Divisão 1 e 7.º na categoria 2RM, resultados que confirmam a evolução do piloto da Beira Baixa.

    “Evoluí muito nestes dois anos, tanto a nível pessoal como como piloto. Foi fruto de muito trabalho e do apoio incondicional da minha equipa. Este ano foi um pouco atípico, mas conseguimos andar sempre nos lugares cimeiros, com bons tempos nas qualificações. A sorte nas finais é que teima em não aparecer”, referiu Tiago Ventura.

    Apesar das contrariedades, o jovem da SVRXTeam mantém a determinação intacta:

    “Na nossa equipa não existe a palavra desistir. Depois de reunir com os parceiros que têm sido fundamentais na minha evolução, decidimos estar presentes em Mação para disputar a minha primeira Taça de Portugal. Vamos com a garra que nos caracteriza e com o objetivo claro de quebrar a malapata e lutar pelo lugar mais alto do pódio, até porque na última prova já mostrámos um bom andamento.”

    Para esta participação, Tiago Ventura conta com o apoio dos seus habituais patrocinadores: Metrocar, Beira Baixa – Terras de Excelência, Crisdietética, LLP Soluções, Rolpel, Liqui Moly, GoShop, Anpal – João Outão Unipessoal, Scancar, Porque Será Automóveis, XPower, Código 912 e SV Auto.

  • Vice-título para a Batina Racing apesar de contrariedades

    Vice-título para a Batina Racing apesar de contrariedades

    A Batina Racing enfrentou um dos fins-de-semana mais exigentes da temporada na etapa de Jerez do Supercars Endurance, que contou para o Iberian Supercars, o Campeonato de Portugal de Velocidade e o Supercars España. Ainda assim, conquistou o vice-título de pilotos da divisão GT4 Pro-Bronze da competição e espanhola e está na luta pelos ceptros das restantes competições.

    O evento no Circuito de Jerez-Ángel Nieto ficou marcado por um intenso trabalho de adaptação do Toyota GR Supra GT4 EVO2, que se revelou difícil de equilibrar num traçado particularmente exigente e técnico. A equipa procurou ao longo de todo o fim-de-semana encontrar a afinação ideal para responder às exigências do traçado andaluz, mas o desafio revelou-se complexo

    Na primeira corrida, um episódio fortuito acabaria por condicionar o resto da jornada, uma pedra projectada por outro carro furou o radiador do Supra, obrigando a equipa a uma verdadeira corrida contra o tempo para que o carro ficasse pronto para a segunda prova. O esforço foi notável, o Toyota regressou à pista, mas a impossibilidade de verificar os alinhamentos deixou os pilotos em clara desvantagem. Mesmo assim, Orlando Batina e Sérgio Azevedo levaram o carro até ao fim, assegurando mais um quinto lugar e pontos preciosos para o campeonato.

    Para Orlando Batina, o fim-de-semana ficou marcado pela superação e pelo trabalho colectivo. “Foi um fim-de-semana muito exigente, com muito trabalho para afinar o carro num circuito que sabemos ser muito técnico. A equipa foi fabulosa, respondendo de forma profissional e capaz, tentando de todas as formas encontrar as melhores soluções para o Toyota, e no final do fim-de-semana já tínhamos ideias para o tornar mais eficaz. Na primeira corrida, uma pedra furou o radiador e foi um desafio enorme deixar o carro pronto para a segunda, dada a proximidade entre as duas, mas conseguimos, muito embora os alinhamentos não tenham sido verificados e realizámos a segunda corrida com o carro desalinhado. Tendo tudo isto em consideração, foi um fim-de-semana positivo, em que mostrámos que temos uma equipa sólida e competente e ainda consegui assegurar o vice-título do Supercars España, o que é muito positivo”, afirmou o piloto de Aveiro.

    Também Sérgio Azevedo destacou o esforço da equipa e a capacidade de resistência num contexto adverso. “Foi um fim-de-semana difícil, nunca tivemos o carro afinado de acordo com o que pretendíamos. A Autoworks Motorsport foi incansável e tentou encontrar as melhores soluções, mas o facto de termos tido uma fuga no radiador no final da primeira corrida também não ajudou e fomos com o carro desalinhado para a segunda, o que dificultou ainda mais a nossa tarefa. Sobrevivemos, mesmo sem termos conseguido os resultados a que estamos habituados. Conseguimos o vice-título da GT4 Pro-Bronze do Supercars España para o Orlando e continuamos na luta pelos outros campeonatos. O nosso foco agora é o Estoril, onde tudo se vai decidir”, apontou o piloto de Cascais.

    Com o vice-título espanhol assegurado e os objectivos do Iberian Supercars e do Campeonato de Portugal de Velocidade ainda em aberto, a Batina Racing parte agora para a última ronda da temporada determinada a fechar o ano em grande.

    A derradeira etapa do Supercars Endurance disputar-se-á no Circuito do Estoril, nos dias 28 e 30 de Novembro, encerrando uma temporada intensa, marcada por competitividade, resiliência e pela luta constante da Batina Racing entre os protagonistas da GT4 Pro-Bronze.

  • Mário Castro: “Carimbar o título nas 2RM em Fafe, e com uma vitória à geral, foi especial”

    Mário Castro: “Carimbar o título nas 2RM em Fafe, e com uma vitória à geral, foi especial”

    O Rali de Fafe foi o palco ideal para o desfecho de uma temporada memorável da dupla Mário Castro / Ricardo Cunha, em Renault Clio RS, que conquistou o título das Duas Rodas Motrizes (2RM) do Campeonato Norte de Ralis (CNR).

    E fê-lo com chave de ouro: vencendo o rali à geral entre os concorrentes do CNR, na prova de encerramento do campeonato: “Carimbar o título nas 2RM em Fafe, e com uma vitória à geral no CNR, foi especial…”, começou por sublinhar Mário Castro, visivelmente emocionado com a conquista alcançada perante o seu público.

    Para o piloto da Liber Jeans, correr em Fafe tem sempre um sabor particular. Além de competir em casa, a responsabilidade era acrescida: havia um título para confirmar e muitos adeptos a apoiar: “À partida para o rali sabíamos que só muito azar nos dois ralis que faltavam nos poderia tirar o título, mas eu, melhor que ninguém, sei o que é perder por ‘uma unha negra’ e por isso nunca facilitamos na preparação das provas.”

    Apesar da vantagem confortável no campeonato, a dupla manteve a concentração e a abordagem rigorosa que caracterizou toda a época. O resultado de Viana do Castelo, onde um furo impediu a vitória, serviu de aviso: “Já em Viana, um furo retirou-nos a possibilidade de vitória e isso só veio demonstrar que nada estava garantido, ainda mais quando estava a lutar com dois jovens cheios de sangue na guelra.”

    A estratégia para Fafe passava por garantir o título sem riscos desnecessários, mas a vontade de vencer em casa acabou por falar mais alto: “Nós não precisávamos de arriscar nada para lutar pela vitória em Fafe, mas ao mesmo tempo também queríamos fazer um bom rali e, se possível, fechar de vez as contas do campeonato.”

    O início de prova foi forte, mas com margem de segurança. No entanto, Rafael Cunha (Ford Fiesta R200), sobrinho e rival direto de Mário Castro, mostrou ritmo para lutar pela vitória, o que obrigou o piloto da Liber Jeans a reagir: “Entrámos bem, mas com margem em termos de andamento, e o Rafael mostrou, e bem, que não estava no rali para me facilitar a vida. Então decidi responder na especial seguinte e, felizmente, conseguimos mostrar que, se fosse necessário, ainda teríamos argumentos para andar mais rápido.”

    A disputa entre tio e sobrinho foi intensa e exemplar. Ambos demonstraram velocidade e respeito mútuo, proporcionando um dos duelos mais empolgantes da temporada: “O Rafa não baixou os braços, mas nós respondemos outra vez, e desta feita abrindo uma vantagem, ainda que curta, mas suficiente para demonstrar que só um azar nos retiraria a vitória.”

    Com o rali sob controlo, a dupla Castro / Cunha confirmou a vitória à geral entre os concorrentes do CNR, triunfou nas 2RM e garantiu matematicamente o título. Um fecho perfeito para uma época que Mário Castro descreve como das mais exigentes da carreira: “Chegados ao final do rali, vencemos à geral do CNR, vencemos também nas 2RM e, mais que tudo, carimbámos o título. Esta foi uma época desafiante a vários níveis, mas penso que eu, o Ricardo e o nosso preparador, Auto Docim, merecemos este desfecho.”

    Para o piloto fafense, o título é o reflexo de um trabalho consistente e de uma equipa coesa. Mas há também espaço para a emoção e o orgulho de ver crescer os que o acompanham: “Fico extremamente feliz por ver o Rafael e o Gonçalo terminarem como vice-campeões. Cresceram comigo, acompanharam-me nas corridas, tornaram-se piloto e navegador na ‘minha equipa’ e vê-los alcançar este nível é um orgulho enorme. Estou certo de que, não tardará muito, também eles serão campeões.”

    O novo campeão 2RM não esqueceu os adversários nem os colegas de campeonato, deixando também uma palavra ao vencedor absoluto: “Os meus parabéns ao Tiago pelo título absoluto, que lhe assenta muito bem.”

    A fechar, Mário Castro fez questão de agradecer a todos os que tornaram possível esta conquista: a equipa técnica, o navegador, os patrocinadores e a família: “Um muito obrigado ao meu preparador e amigo José Carlos Pereira, por tudo o que tem feito por mim ao longo destes anos, entregando-me sempre um carro competitivo. Obrigado, também ao meu navegador, Ricardo Cunha, por toda a dedicação que incute neste nosso desafio. Ele merece este título tanto ou mais do que eu. Agradeço igualmente aos meus patrocinadores, que me proporcionaram as condições para fazer o meu trabalho da melhor forma, e à minha família, em especial à minha esposa e filhos, pelo apoio e paciência e pelas vezes em que têm de aturar o meu mau feitio quando as coisas não correm como eu desejaria!”

    Com o título conquistado e uma vitória “em casa”, Mário Castro e Ricardo Cunha encerram a temporada com mérito e emoção, confirmando o estatuto de uma das duplas mais consistentes e competitivas do Campeonato Norte de Ralis.

  • Rui Madeira: “Estávamos num ritmo forte para recuperar o top 5 e uma peça cedeu”

    Rui Madeira: “Estávamos num ritmo forte para recuperar o top 5 e uma peça cedeu”

    O Fafe Historic Rally 2025, prova de encerramento do Campeonato Europeu de Ralis Históricos (EHRC), terminou de forma inglória para Rui Madeira e Nuno Rodrigues da Silva, que voltaram a demonstrar grande competitividade, mas foram forçados a desistir quando estavam em luta pelo top 5 da geral, devido à cedência do diferencial central do Mitsubishi Lancer Evo III.

    Sem se sentir limitado por tripular um carro de Grupo N, Rui Madeira esteve sempre entre os mais fortes. Foi 5.º no shakedown, antes da prova começar, e iniciou o rali com excelente ritmo, sendo 4.º na primeira especial e descendo a 5.º da geral na seguinte, posição que manteve quase até ao fecho da primeira etapa. Mas, alguns problemas sentidos nessa parte final, fizeram Rui Madeira e Nuno Rodrigues da Silva terminarem a jornada inaugural no 6º lugar

    No segundo dia, contudo, a sorte voltou a virar costas à dupla portuguesa: “Não era o resultado que esperávamos no Historic Rally Fafe. Desta vez, o Lancer pregou-nos a partida. O diferencial central cedeu na sétima classificativa, quando íamos num ritmo forte para recuperar um lugar no top 5. Infelizmente, e apesar do carro ter sido todo montado de novo para esta prova, uma peça fez toda a diferença”, lamentou Rui Madeira.

    O piloto reconheceu a frustração pelo desfecho, mas sublinhou a consistência e a qualidade do desempenho mostrado ao longo da temporada: “Estamos bastante tristes, pois queríamos muito fechar o ano com um bom resultado. Agora é tempo de fazer um balanço do ano desportivo, que teve momentos altos como o Rali das Camélias, o Rally Costa Brava e o RallySpirit, entre outras provas. No Rally de Lisboa demonstrámos que, apesar de poucos quilómetros com um Rally2, somos competitivos.”

    Apesar do abandono em Fafe, Rui Madeira sai com motivação renovada e a ambição de continuar a representar Portugal ao mais alto nível nas provas históricas internacionais.

    “Vamos analisar com os patrocinadores a possibilidade de fazer em 2026 algumas provas do Europeu de Históricos de Terra, em pisos que nos dão muito mais prazer, e também 3 ou 4 Rally Legends internacionais.”

    O Fafe Historic Rally encerra assim uma época intensa e exigente, onde Rui Madeira voltou a destacar-se pela sua experiência, ritmo e paixão pelos ralis, virtudes que continuam a fazer dele uma referência do automobilismo português.

  • Historic Rally de Fafe: Latvala vence e sagra-se campeão europeu

    Historic Rally de Fafe: Latvala vence e sagra-se campeão europeu

    O Historic Rally de Fafe 2025 teve honras de prova de encerramento do Campeonato Europeu de Ralis Históricos da FIA (CERH), numa edição organizada pelo Demoporto, com o forte apoio do Município de Fafe. A prova contou igualmente para a Taça de Portugal de Clássicos e para o Campeonato Norte de Ralis (CNR).

    Nem a muita chuva — já uma tradição em Fafe —, que se fez sentir sobretudo no dia inaugural, afastou o público das classificativas. Milhares de adeptos marcaram presença para assistir a um desfile de carros icónicos da história dos ralis, e foram amplamente recompensados com um rali intenso, competitivo e espetacular.

    Latvala imbatível e campeão europeu

    Com um andamento muito superior ao dos adversários, Jari-Matti Latvala (Toyota Celica ST185) confirmou em toda a linha o favoritismo que lhe era atribuído. O piloto finlandês venceu o Historic Rally de Fafe e sagrou-se campeão absoluto do Campeonato Europeu de Ralis Históricos da FIA.

    Latvala, que apresentou um ritmo de “outro campeonato”, beneficiou de um carro que funcionou na perfeição, alcançando o seu objetivo — e justificando perante a Toyota a ausência do Japão, onde seria normalmente o team manager da equipa oficial no WRC. No final, venceu com 4m43,5s de vantagem sobre o italiano Valter Pierangioli (Ford Sierra RS Cosworth 4×4).

    Pierangioli acabou por impedir que Maciej Lubiak (Porsche 911 2.7 RS) — líder do CERH à partida para esta última prova — alcançasse o segundo lugar, comprometendo as suas hipóteses de título absoluto.

    O quarto lugar foi conquistado por Richard Genesca (Subaru Legacy RS), que se impôs ao já campeão da Categoria 3, Jesus Ferreiro (Ford Escort RS 1800). Já Will Graham (BMW E30 M3), outro dos candidatos ao título, começou bem, mas um pião no terceiro troço fez-lhe perder quase um minuto e refrear os ânimos, terminando em sexto, aquém das expectativas.

    Campeões por Categorias

    No fecho da temporada, os títulos do CERH ficaram assim distribuídos:

    • Categoria 1 (Pré-1970): António Parisi (Porsche 911S)
    • Categoria 2 (1970-1975): Maciej Lubiak (Porsche 911 2.7 RS)
    • Categoria 3 (1976-1981): Jesus Ferreiro (Ford Escort RS 1800)
    • Categoria 4 (1982-1992) e Absoluto: Jari-Matti Latvala (Toyota Celica ST185)

    Taça de Portugal de Clássicos e Campeonato Norte de Ralis

    Paralelamente, o Historic Rally de Fafe integrou a Taça de Portugal de Clássicos, vencida por Rui Ribeiro (Ford Escort MK2), seguido de César Fernandes (Ford Escort MK1) e Armando Marques (Toyota Starlet). Entre os concorrentes em disputa pelo cetro nacional, Filipe Madureira e Sofia Mouta (Nissan Micra) foram os mais fortes.

    Na prova de encerramento do Campeonato Norte de Ralis (CNR), disputada apenas no sábado, Mário Castro (Renault Clio RS) conquistou um saboroso triunfo “em casa”, batendo Rafael Cunha (Ford Fiesta R200) por 11,6 segundos — diferença suficiente para se sagrar campeão 2RM (duas rodas motrizes), após um aceso duelo fafense e familiar (Rafael é seu sobrinho).

    O já campeão absoluto do CNR, Tiago Silva (Ford Fiesta R5), terminou em terceiro, a 32,3 segundos do vencedor.
    Em termos absolutos, a prova foi dominada pela dupla fafense Paulo Antunes / Alberto Oliveira (Peugeot 208 Rally4), que competiu extra-campeonato, integrada no Grupo X5.

    Fafe confirma estatuto de “Catedral dos Ralis”

    Em balanço final, nota máxima para a organização e para a aposta em trazer a Portugal o Campeonato Europeu de Ralis Históricos da FIA. O Demoporto e o Município de Fafe voltaram a demonstrar a capacidade de atrair à “Catedral dos Ralis” a elite das competições internacionais.

    Depois de acolher o WRC Rally de Portugal e o CERH, Fafe prepara-se agora para um ainda mais entusiasmante 2026: além de continuar a ser epicentro do WRC, as icónicas especiais em piso de terra do concelho vão marcar o regresso do Campeonato Europeu de Ralis (ERC), mantendo também o CERH no calendário internacional.