Autor: Joaquim Amândio Santos

  • GP de Portugal 2025 em Portimão bate recorde histórico com mais de 183 mil espectadores

    GP de Portugal 2025 em Portimão bate recorde histórico com mais de 183 mil espectadores

    O Autódromo Internacional do Algarve (AIA) viveu no passado fim de semana um dos momentos mais marcantes da sua história ao registar mais de 183 mil espectadores ao longo dos três dias do Grande Prémio de Portugal de MotoGP 2025, um aumento significativo face à edição anterior, com um crescimento de 22% na sexta-feira e 11% no sábado. A penúltima prova do Mundial tornou-se assim o evento com maior afluência de sempre no circuito algarvio, que voltou a encher-se de cor, entusiasmo e apoio aos melhores pilotos do mundo.

    Num fim de semana marcado pela despedida de Miguel Oliveira do MotoGP, muitos adeptos deslocaram-se ao AIA para homenagear o piloto português, que ao longo de quinze anos somou vitórias em todas as categorias do campeonato. A homenagem realizada no domingo, momentos antes da partida do GP, transformou-se num dos pontos altos de todo o evento, com grande emoção nas bancadas.

    Miguel Praia, administrador do Autódromo Internacional do Algarve, destacou o reforço na aposta na experiência do público, com novas zonas de lazer, animação contínua na Fan Zone e uma cerimónia de abertura inédita nos grandes prémios recentes.

    “Trabalhámos para criar a melhor experiência possível para o público, com mais áreas de diversão e uma Fan Zone sempre ativa. A cerimónia de abertura foi única e muito especial, sobretudo num fim de semana marcante para o Miguel Oliveira e para todos os portugueses. Toda a equipa do AIA esteve a um nível fantástico e este recorde de afluência mostra que estamos no caminho certo para eventos cada vez mais apelativos. Foi um grande desafio para todos nós.”

    Também Jaime Costa, CEO do AIA, sublinhou a importância económica do evento para o Algarve e para o país:

    “Este GP voltou a demonstrar o enorme impacto económico para a região e para Portugal, sobretudo por ocorrer em época baixa. O Autódromo Internacional do Algarve é hoje um dos ativos económicos mais relevantes da região e um verdadeiro acelerador para a sua dinâmica. Continuaremos a lutar por trazer eventos de grande dimensão ao nosso circuito.”

    O GP de Portugal encerrou assim o calendário de grandes eventos do AIA em 2025. O circuito já tem confirmada nova edição para novembro de 2026, integrando um conjunto de competições de grande relevância cujo calendário será anunciado brevemente.

  • Team MMA coloca Carlos Gonçalves e Rita Martins no pódio da Divisão no Rali Histórico de Fafe

    Team MMA coloca Carlos Gonçalves e Rita Martins no pódio da Divisão no Rali Histórico de Fafe

    O Team MMA esteve em destaque no Rali Histórico de Fafe, onde a dupla Carlos Gonçalves / Rita Martins, ao volante do Peugeot 206, garantiu um lugar no pódio da sua divisão, numa prova marcada pela regularidade e pela gestão inteligente de esforço por parte da equipa.

    A jornada começou com a primeira passagem pelo troço de Várzea Cova, com 10,754 km, onde a dupla assinou um tempo de 6:58.9, ocupando a 21.ª posição à geral. Seguiu-se a classificativa Queimadela/Travassos 1 (8,98 km), em que o Team MMA voltou a mostrar consistência, registando 6:37.3, o que lhes valeu a 22.ª posição. Na primeira passagem por Vila Cova (7,66 km), Carlos Gonçalves e Rita Martins cumpriram o setor em 6:42.6, mantendo-se próximos dos melhores tempos intermédios.

    A segunda ronda pelos troços começou novamente em Várzea Cova, onde a dupla melhorou ligeiramente, com 6:56.9, classificando-se em 24.º. Na repetição de Queimadela/Travassos, voltaram a marcar 6:37.3, demonstrando grande regularidade ao longo da prova. A derradeira especial, Vila Cova 2 (7,66 km), foi concluída em 6:57.7, encerrando assim uma participação sólida que culminou com o 2.º lugar na Divisão P1-2, resultado que levou o Team MMA ao pódio em Fafe.

    No final, já com o Peugeot 206 em parque fechado, Carlos Gonçalves mostrou-se satisfeito, não apenas pelo resultado, mas pelo significado pessoal da prova:

    “Esta prova foi muito importante para mim. Fui recentemente sujeito a uma intervenção cirúrgica e este rali serviu para perceber o meu estado de saúde. Graças a Deus correu tudo bem; houve uma ou outra dorzinha, como previsto, mas nada impeditivo. Se tudo continuar assim, estaremos na linha de partida do Rali de Murça em dezembro.”

    O piloto destacou ainda o comportamento exemplar da viatura e a postura prudente adotada ao longo do dia:

    “Tecnicamente correu bem, sem problemas. Fiz aquilo que estava ao meu alcance, sem entrar em aventuras, e fomos premiados com o 2.º lugar na divisão.”

    Com este resultado, o Team MMA volta a destacar-se entre os protagonistas do Rali Histórico de Fafe, reforçando a competitividade da estrutura e a capacidade da dupla em enfrentar desafios mesmo em condições físicas especiais.

  • Final dececionante para o Team PEUGEOT TotalEnergies nas 8 Horas do Bahrein

    Final dececionante para o Team PEUGEOT TotalEnergies nas 8 Horas do Bahrein

    A temporada de 2025 do FIA World Endurance Championship (WEC) terminou de forma amarga para o Team PEUGEOT TotalEnergies, que não conseguiu capitalizar a boa qualificação obtida no Bahrein. Os dois PEUGEOT 9X8 partiram da segunda linha da grelha, mas terminaram fora da luta pelo pódio, com o #93 (Di Resta/Jensen/Vergne) em nono lugar e o #94 (Duval/Jakobsen/Pourchaire) na décima posição. Apesar do resultado, a PEUGEOT encerra a temporada com dez presenças no top 10 e ocupa provisoriamente o sétimo lugar no Campeonato de Construtores.

    A prova em Sakhir, disputada 253 dias depois da primeira corrida do ano no Qatar, decorreu sob temperaturas superiores a 40°C, obrigando as equipas a gerir pneus de composto duro no arranque. Após o início competitivo, Loïc Duval e Paul Di Resta mantiveram os dois PEUGEOT dentro do top 5 durante os primeiros stints, antes de entregarem os carros a Jean-Éric Vergne, que liderará o desenvolvimento do 9X8 em 2026, e a Théo Pourchaire, que fez a sua estreia na competição com o protótipo francês.

    A equipa optou por antecipar as paragens nas boxes para ambos os carros, procurando ajustar estratégias para a segunda metade da corrida. Já com pneus médios, os dois 9X8 mantiveram um desempenho discreto à medida que os restantes Hypercars foram alternando paragens. Num dos melhores momentos da prova para a PEUGEOT, Théo Pourchaire chegou a liderar durante duas voltas antes de entregar o #94 a Malthe Jakobsen, enquanto Di Resta, após 127 voltas e 687 km, regressou ao volante do #93 antes de ceder o lugar a Mikkel Jensen para o seu último stint do ano.

    A luta final pela recuperação de posições ficou comprometida por um Virtual Safety Car e um Safety Car surgidos já na última hora da corrida, momentos que permitiram aos rivais ganhar tempo decisivo através de paragens “gratuitas”. Os dois pilotos dinamarqueses lutaram até ao fim, com Jensen a terminar em nono e Jakobsen logo atrás, a apenas dois segundos.

    Para Jean-Marc Finot, Vice-Presidente da Stellantis Motorsport, o balanço final deixa frustração mas também sinais de evolução.

    “Foi uma corrida dececionante, especialmente depois de colocar os dois carros na segunda linha da grelha. Os Safety Cars permitiram aos nossos adversários ganhar tempo e perdemos quatro posições. Isso não retira mérito ao trabalho da equipa; o potencial está lá e estamos ansiosos por mostrá-lo em 2026.”

    Ao longo da temporada, os dois PEUGEOT 9X8 percorreram mais de 25 mil quilómetros em corrida — 12.870 km para o #93 e 12.575 km para o #94 — conquistando dois pódios, dez presenças no top 10 e dez Hyperpoles, números que refletem progresso competitivo. As atenções viram-se agora para os testes finais do ano, que contarão com Nick Cassidy, Mathias Beche, Alex Quinn e Malthe Jakobsen ao volante dos Hypercars.

    O Diretor Técnico da PEUGEOT Sport, Olivier Jansonnie, sublinhou as dificuldades enfrentadas no Bahrein:

    “Apesar de termos ritmo, os Safety Cars surgiram no pior momento e tiraram-nos da volta do líder. Depois disso, era impossível recuperar.”

    Também os pilotos lamentaram o desfecho. Paul Di Resta destacou que a corrida não refletiu o potencial mostrado desde São Paulo, embora considere a temporada positiva e acredita no trabalho para 2026. Já Théo Pourchaire, focado na aprendizagem, reconheceu a frustração provocada pelo último Safety Car, mas garantiu que o ritmo inicial demonstrou que existe margem para evolução.

    Com a época encerrada, o Team PEUGEOT TotalEnergies agradeceu o apoio de todos os parceiros, iniciando já a preparação para uma temporada de 2026 que se revela determinante para o desenvolvimento do novo Hypercar francês.

  • Sports&You realiza sessão de testes no Aeródromo da Maia com dois pilotos madeirenses

    Sports&You realiza sessão de testes no Aeródromo da Maia com dois pilotos madeirenses

    A equipa Sports&You marcou presença ontem numa nova sessão de testes promovida pelo Parallel Velocity Club, no Aeródromo da Maia, numa jornada marcada por muito vento, piso irregular e uma oportunidade especial para dois pilotos provenientes da Madeira.

    Em destaque esteve um Citroën C3 Rally2, o mesmo que tem competido no Campeonato de Portugal de Ralis com José Pedro Fontes ao volante e que, há poucos dias, conquistou a vitória no Rali de Lisboa. Desta vez, o carro foi colocado à prova por Vasco Silva e Américo Gouveia, que aproveitaram o teste para conhecer e avaliar o potencial competitivo do modelo.

    Os dois pilotos madeirenses realizaram três passagens pelos 6 quilómetros do troço, percorrido nos dois sentidos, numa sessão que decorreu com total normalidade. As condições meteorológicas apresentaram-se com céu enevoado, vento forte e um piso misto, com zonas secas e outras húmidas, mas sem registo de chuva ao longo do dia.

    A ação permitiu à Sports&You recolher dados importantes e oferecer aos pilotos uma primeira abordagem às características do Citroën C3 Rally2, num teste que decorreu de forma tranquila e produtiva para todos os envolvidos.

  • Sol, espetáculo e emoção no 2.º Douro Motor Show

    Sol, espetáculo e emoção no 2.º Douro Motor Show

    Peso da Régua viveu no passado fim de semana, em pleno São Martinho, dois dias de grande festa motorizada com a realização da segunda edição do Douro Motor Show, evento organizado pelo Clube Automóvel da Régua com o alto patrocínio da Câmara Municipal de Peso da Régua. Sob um sol a roçar a perfeição e com muito público presente, o certame voltou a afirmar-se como um dos mais entusiasmantes festivais de desportos motorizados do país.

    Durante dois dias, a capital do Douro Vinhateiro transformou-se num verdadeiro palco do motorsport nacional, recebendo dezenas de pilotos e milhares de espetadores nos dois momentos competitivos do programa oficial — a Super Especial em Asfalto, no sábado, e a Demonstração de Rallycross, no domingo.

    Super Especial Régua City Stage

    Na tarde e noite de sábado, um traçado urbano de cerca de dois quilómetros junto ao rio Douro — a Régua City Stage — acolheu 40 pilotos, que proporcionaram três intensas passagens de puro espetáculo.

    Tal como em 2024, Márcio Araújo, ao volante do AG Sport, voltou a ser o mais rápido, impondo-se de forma categórica e vencendo à geral com o tempo de 1m42,424s. O piloto do kartcross não deu hipóteses à concorrência e confirmou a sua superioridade ao longo das três passagens.

    A segunda posição ficou para Nuno Guimarães, no SilverCar S2, que repetiu o lugar obtido na edição anterior, terminando a 1,6 segundos do vencedor. Logo atrás, Tomás Pinto, em BRC CM05 Evo, ficou a escassas 78 milésimas de segundo do seu conterrâneo da Régua, completando um pódio inteiramente dominado por protótipos de montanha.

    António Alves, em AG AG/S, assinou uma notável recuperação até ao quarto lugar, enquanto Sérgio Nogueira, em SilverCar S3, fechou o top 5 depois de uma penalização na última passagem.

    No que toca às categorias, o domínio repartiu-se por vários nomes bem conhecidos do panorama nacional: Pedro Alves, em Citroën Saxo VTS, foi o mais forte entre os Turismos da Categoria 1; Rodrigo Lopes, em Peugeot 205 GTi, impôs-se na Categoria 2; e a dupla José Carlos Magalhães / Eva Laranjeira, em Toyota Starlet KP62, venceu na Categoria 3.

    Nos carros de tração traseira, Miguel Botelho, em BMW Compact, foi o melhor da Categoria 4, enquanto João Sousa, em Toyota Yaris Proto 4X4, triunfou na Categoria 5. Entre os protótipos, Nuno Guimarães, com o SilverCar S2, foi o vencedor da Categoria 7, Márcio Araújo, com o AG Sport, confirmou o domínio absoluto na Categoria 8, e Rui Azevedo, em Seat Ibiza, levou a vitória na Categoria 13.

    Rallycross à beira-Douro

    O segundo dia do evento foi reservado à demonstração competitiva de rallycross, num circuito misto de asfalto e terra com 1.200 metros, também montado junto ao rio Douro.

    O espetáculo voltou a ser garantido, desta feita com a vitória de José Silva, em JRS Demo R, o único piloto a baixar dos quatro minutos na sua passagem mais rápida.

    A dupla José Carlos Magalhães / Eva Laranjeira foi segunda classificada, agora aos comandos de um Mitsubishi Lancer Evolution IV da equipa MNE Sport, enquanto na categoria demonstração brilhou o sempre popular Marco Martins, o “Mago de Porto de Mós”, com o seu espetacular Fiat 600 Proto de motor central e chassis tubular.

    Um evento em crescendo

    O balanço da 2.ª edição do Douro Motor Show é amplamente positivo. O Clube Automóvel da Régua voltou a demonstrar grande capacidade organizativa e ousadia ao promover, já no final da época, um festival que alia a emoção do desporto automóvel ao cenário incomparável do Douro. Tudo indica que o evento tem potencial para crescer e, no futuro, ganhar dimensão nacional ou até internacional.

    Com esta edição, a Régua reforça a sua posição como epicentro do Motorsport no Douro, ficando já a expectativa em alta para o 3.º Douro Motor Show, agendado para 2026.

  • Flávio Sainhas: o tricampeão da Covilhã que fez da Montanha o seu território

    Flávio Sainhas: o tricampeão da Covilhã que fez da Montanha o seu território

    O Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2025 voltou a consagrar um nome incontornável entre os Clássicos: Flávio Sainhas, piloto covilhanense que conquistou o título de Tricampeão Nacional de Clássicos de Montanha, ao volante do seu inconfundível Ford Escort MK1 RS2000.

    Uma época marcada por condições adversas, desafios mecânicos e momentos de pura emoção, culminou numa consagração mais do que merecida.

    Rampa a rampa, a força da consistência

    A temporada começou em Murça, um traçado técnico e exigente, com tempo instável e forte concorrência. “Gosto muito desta rampa. Apesar das dificuldades meteorológicas, conseguimos um 2.º lugar no pódio, que valeu como 1.º em pontos para o campeonato.” Seguiu-se a Penha, novamente com chuva e piso difícil. “Foi mais uma prova complicada, mas optámos por não arriscar. Fechámos em 2.º lugar, sem contratempos.”

    Na Falperra, o desafio foi outro. “Todos os anos prometo não voltar…”, confessa entre risos. “As falhas organizativas e a diferença de tratamento entre pilotos tornam esta prova desgastante. Ainda assim, enfrentámos um tempo instável e conseguimos um 4.º lugar — 3.º em pontos.”

    A Serra da Estrela, “a rampa de casa”, foi um dos pontos altos do ano. “O que sinto em cada subida é indescritível. Ouvir o público, ver rostos conhecidos, sentir aquele apoio é algo que não tem preço.” O momento teve ainda mais significado por marcar a estreia do primo e preparador Miguel Sainhas como piloto. “Partilhar o pódio com ele logo na primeira subida foi um orgulho enorme.” Apesar da emoção, a falta de pneus condicionou o resultado: 2.º lugar.

    Em Santa Marta, uma das provas preferidas da equipa, os problemas mecânicos voltaram a aparecer. “Fizemos a prova toda com uma roda travada. Mesmo assim, terminámos em 3.º, 2.º em pontos para o campeonato. A organização foi, como sempre, exemplar.” O Caramulo trouxe o renascimento competitivo. “Fomos determinados a ganhar. Tínhamos o carro no ponto e quatro pneus novos. Gosto muito do traçado e conseguimos o 1.º lugar, sem contratempos.”

    Finalmente, em Boticas, tudo se decidiu. “Precisávamos de um grande resultado para sonhar com o título. A prova correu na perfeição e, sem esperarmos, conseguimos os pontos necessários para garantir o tricampeonato logo ali.” A Arrábida foi pura celebração: “O título já estava garantido, mas quisemos festejar com a ‘família da montanha’. Foi uma prova para desfrutar e terminámos em 2.º, com o sentimento de dever cumprido.”

    Um título com significado especial

    “Este título de Tricampeão Nacional teve um sabor muito especial”, admite Flávio Sainhas. “Nem sempre as coisas correram como esperava. As corridas são feitas de altos e baixos, e esta época foi um exemplo disso. Mas chegar ao fim do campeonato e vencer é a prova de que, com esforço, resiliência e fair play, tudo é possível.”

    Mais do que números, este título representa a consolidação de uma carreira feita de trabalho, humildade e paixão. “As vitórias passam, mas o respeito pelos adversários e a amizade que encontramos na montanha ficam para sempre.”

    Para o próximo ano, o futuro está em aberto. “Os planos ainda não estão definidos. Quero mudar de carro e de categoria, sinto que já fiz tudo o que podia com este Escort. Se não surgir a oportunidade certa, faremos apenas as provas que mais gostamos e logo veremos o que o futuro nos reserva.”

    O tricampeão não esquece quem o acompanha nesta jornada: “Sou muito grato a todos os meus apoiantes, sponsors e à equipa pelo apoio incondicional. Sem eles, nada disto seria possível. A A. Sainhas Racing Team e os parceiros — A. Sainhas – Comércio e Reparações Auto, Câmara Municipal da Covilhã, M. Xavier da Costa Lda, Tabacaria Express, Sildicons, Padarias Dias, Creat Business by JF Peças, Tacofrota Lda, Junta de Freguesia de Orjais, Graph&Co Design de Comunicação, FUCHS Lubrificantes Portugal, Oficina Manuel Gonçalves Sainhas, Auto Dionísio e Correntes de Luz, são parte essencial deste sucesso. Dedico-lhes todas as vitórias e títulos. Este tricampeonato é tanto deles como meu.”

    Uma carreira forjada na montanha

    A paixão pelas corridas nasceu cedo. “Comecei aos 18 anos, em autocross, com um Ford Escort RS1600 que eu próprio preparei, o eterno ‘laranjinha’.” Em 2014, herdou o Ford Escort MK1 RS2000 com que o pai foi campeão em 2008. “A partir daí, passei a competir regularmente no Campeonato de Portugal de Clássicos de Montanha.”

    Em 2017, disputou pela primeira vez o campeonato completo, conquistando o título de Vice-Campeão Nacional, feito que repetiu em 2018. Depois de várias evoluções no carro, chegou o momento alto: Campeão Nacional em 2023, bicampeão em 2024 e agora tricampeão em 2025.

    Flávio Sainhas é hoje um dos nomes de referência dos Clássicos de Montanha. Da Covilhã para o topo do país, fez da resiliência e da consistência a sua marca pessoal. Três títulos depois, continua a acelerar com a mesma paixão de sempre, porque, para ele, a montanha não é apenas um campeonato: é a sua segunda casa.

  • Soc. Com. C. Santos com oportunidades únicas nos “4 Dias Mercedes-Benz Certified”

    Soc. Com. C. Santos com oportunidades únicas nos “4 Dias Mercedes-Benz Certified”

    Evento decorre de 13 a 16 de novembro no novo showroom da Maia, com mais de 500 viaturas disponíveis.

    A Sociedade Comercial C. Santos realiza, entre 13 e 16 de novembro, mais uma edição dos 4 Dias Mercedes-Benz Certified, um dos eventos de vendas mais aguardados do ano. Durante quatro dias, o novo showroom da empresa na Maia, situado junto ao Aeroporto do Porto, receberá mais de 500 viaturas Mercedes-Benz e smart — de passageiros e comerciais ligeiros — com condições exclusivas e preços de oportunidade.

    O evento decorre num ambiente premium e confortável, com cerca de 2000 m² de área coberta, permitindo que quase todas as viaturas estejam expostas no interior. A comodidade estende-se ainda ao amplo parque de estacionamento para clientes, reforçando a aposta da empresa numa experiência diferenciadora para o público. Entre os modelos disponíveis estarão automóveis a combustão (gasolina e gasóleo), híbridos plug-in e 100% elétricos, todos com garantia Mercedes-Benz Certified. As viaturas contam ainda com condições especiais de financiamento e avaliação imediata da retoma.

    O acesso ao evento é exclusivo para convidados com marcação prévia, podendo o agendamento ser efetuado através do site diascertified.soccsantos.pt, por e-mail (diascertified@soccsantos.pt ou telefone (918 079 851). O horário será das 10h00 às 20h00, de quinta-feira a domingo.

    Type=N, Mode=P, DE=None

    Para Jorge Fernando, responsável pelo departamento de usados da Sociedade Comercial C. Santos, o evento é já uma referência no setor: “Os eventos exclusivos de vendas são uma tradição de sucesso e uma imagem de marca da Sociedade Comercial C. Santos. Isso foi construído pela qualidade e pelo preço de oportunidade das viaturas disponíveis, mas também pela dedicação das equipas. O facto de o evento se realizar no novo showroom é uma mais-valia, já que os visitantes valorizam o conforto e a comodidade das zonas cobertas”, sublinha.

    Mais de 100 pontos de verificação

    A Mercedes-Benz Certified é a insígnia de usados de qualidade da marca alemã, distinguindo-se por critérios rigorosos de seleção, inspeção e certificação. Cada automóvel passa por mais de 100 pontos de verificação, assegurando que cumpre os padrões da marca.

    As viaturas contam com até 36 meses de garantia, quilometragem certificada e manutenções realizadas em oficinas autorizadas, exclusivamente com peças originais Mercedes-Benz. Além disso, todos os automóveis são entregues com a manutenção efetuada, garantindo que o cliente não terá qualquer intervenção programada nos primeiros 7.500 quilómetros ou seis meses após a compra.

    Com esta nova edição dos 4 Dias Mercedes-Benz Certified, a Sociedade Comercial C. Santos reforça o seu compromisso com a qualidade, a confiança e o serviço premium, consolidando a sua posição como uma das principais referências Mercedes-Benz em Portugal.

  • FPAK anuncia alterações regulamentares para o Ralicross e Kartcross em 2026

    FPAK anuncia alterações regulamentares para o Ralicross e Kartcross em 2026

    A Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK) anunciou as principais alterações regulamentares para o Campeonato de Portugal de Ralicross (CPRx) e o Campeonato de Portugal de Kartcross (CPKx) da temporada de 2026, introduzindo mudanças significativas no formato das provas, pontuações e estrutura técnica de ambas as modalidades.

    No caso do Ralicross, o campeonato contará com sete provas, entre o final de março e outubro, numa cadência de uma competição por mês, e terminará com a realização da Taça de Portugal, que encerrará oficialmente a época. Em termos de classificação, cada piloto poderá eliminar o pior resultado obtido ao longo da temporada, o que permitirá maior equilíbrio competitivo.

    As provas passam a ter um programa composto por treinos livres, quatro corridas de qualificação, meias-finais e finais, sendo abolidos os treinos cronometrados. Os treinos livres mantêm o regulamento de 2025, e as grelhas de partida da primeira corrida de qualificação serão determinadas por sorteio, enquanto as seguintes dependerão da classificação obtida na corrida anterior. Não haverá warm-up no domingo, e o número de voltas passará a ser de quatro nas qualificações, cinco nas meias-finais e sete nas finais.

    Entre as novidades mais relevantes está a abolição dos corredores de partida e das linhas de Joker Lap, sendo agora permitido cumprir a Joker Lap na primeira volta, exceto nas pistas de Sever do Vouga e Mação. O aquecimento de pneus na pré-grelha passa a ser expressamente proibido, e as partidas serão realizadas através de sequência de semáforo com quatro luzes vermelhas, desaparecendo assim a tradicional bandeira vermelha e a placa dos cinco segundos. Os treinos privados nas pistas das provas serão permitidos até 15 dias antes de cada evento.

    Em termos técnicos, o regulamento de 2026 introduz também a criação da nova Divisão 1.6 para a categoria de Iniciados, destinada a viaturas com cilindrada entre 1001 e 1600 cm³, de acordo com o regulamento técnico de 2023, mantendo-se em simultâneo a atual Divisão 1.0.

    No Campeonato de Portugal de Kartcross (CPKx), as alterações seguem uma linha semelhante. O calendário contará igualmente com sete provas, de março a outubro, e uma Taça de Portugal no fecho da temporada. Tal como no Ralicross, os pilotos poderão descartar o pior resultado obtido durante o ano. O programa das provas será idêntico, com treinos livres, quatro corridas de qualificação, meias-finais e finais, sem treinos cronometrados.

    As grelhas de partida da primeira corrida de qualificação serão definidas por sorteio, e nas seguintes aplicar-se-á a ordem inversa da classificação anterior. Cada série das corridas de qualificação será composta por cinco pilotos com partida em linha, sendo reorganizadas de acordo com a classificação obtida na corrida anterior. As meias-finais serão disputadas pelos 20 melhores classificados após as quatro qualificações, com 10 viaturas em cada uma, e os cinco melhores de cada meia-final garantirão o acesso à final, que contará assim com 10 carros.

    Tal como no Ralicross, não haverá warm-up no domingo, e o número de voltas será ajustado: cinco nas corridas de qualificação, seis nas meias-finais e sete nas finais. Mantém-se a proibição do aquecimento de pneus na pré-grelha, e as partidas também passam a ser efetuadas exclusivamente com semáforo de quatro luzes vermelhas, eliminando-se os antigos sinais manuais. Os treinos privados continuarão autorizados até 15 dias antes de cada prova.

    Do ponto de vista técnico, a regulamentação de 2026 confirma a utilização de motores 600 e MT09 de série, reforçando a aposta na competitividade e fiabilidade das viaturas.

    Com estas alterações, a FPAK pretende reforçar a dinâmica desportiva, a igualdade de oportunidades e a sustentabilidade técnica das duas competições, tornando o Ralicross e o Kartcross mais acessíveis, equilibrados e atrativos para pilotos, equipas e público.

  • Honda revela novas propostas elétricas e híbridas no Japan Mobility Show 2025

    Honda revela novas propostas elétricas e híbridas no Japan Mobility Show 2025

    Marca japonesa apresenta o novo Honda Super-N Prototype e reforça a aposta na mobilidade sustentável.

    A Honda marcou presença no Japan Mobility Show 2025, realizado entre 30 de outubro e 9 de novembro, onde apresentou a sua visão para o futuro da mobilidade e uma série de estreias mundiais que refletem o compromisso da marca com a inovação, eletrificação e sustentabilidade.

    Entre as novidades, destacou-se a estreia mundial do Honda Super-N Prototype, um veículo elétrico compacto desenvolvido para proporcionar o verdadeiro prazer de condução. Equipado com o inovador modo BOOST, este sistema aumenta a potência disponível e simula a mudança de velocidades, oferecendo uma experiência de condução mais envolvente — algo inédito num modelo deste segmento. O Honda Super-N Prototype será lançado no Japão e em mercados globais selecionados, incluindo o Reino Unido, a partir de 2026.

    Outro grande destaque foi o Honda 0 α (alfa), o mais recente SUV da Honda 0 Series, que adota a filosofia de desenvolvimento “fino, leve e inteligente”. Este modelo deverá chegar ao mercado global em 2027, com especial foco no Japão e na Índia. No certame estiveram também expostos os protótipos Honda 0 SUV e Honda 0 Saloon, que completam a gama da nova série elétrica.

    Os visitantes puderam ainda conhecer o Honda Prelude e:HEV, que marca o regresso de um nome icónico à gama da marca, agora equipado com a mais recente tecnologia híbrida da Honda. A apresentação incluiu também o Acura RSX Prototype, um modelo 100% elétrico da divisão premium da Honda. Este é o primeiro veículo a integrar a nova plataforma elétrica de próxima geração da Honda, associada ao sistema operativo ASIMO OS.

    Durante o evento, Toshihiro Mibe, Presidente e CEO da Honda Motor Co., sublinhou a importância deste momento para a marca:

    “A Honda é uma empresa que sempre colocou o coração e a alma na concretização dos seus sonhos e dos sonhos dos seus clientes. Continuamos a enfrentar novos desafios à medida que trabalhamos para um futuro em que os nossos produtos continuarão a ser a força que move as pessoas. Esperamos que o público possa experienciar o futuro que idealizamos através da diversidade de produtos e tecnologias que apresentamos.”

    A Honda aproveitou o certame para mostrar também a sua versatilidade tecnológica em áreas além do setor automóvel. Um dos destaques foi a Honda e-MTB Prototype, uma bicicleta elétrica de montanha com quadro em fibra de carbono, concebida para proporcionar uma experiência fora de estrada dinâmica e desportiva.

    Outros produtos em exposição reforçaram o alcance e a diversidade tecnológica da marca, como o HondaJet, o jato executivo ligeiro mais vendido do mundo, e o foguetão sustentável testado em Hokkaido, no Japão, desenvolvido para ser reutilizável e com baixo impacto ambiental.

    Com estas apresentações, a Honda reafirma o seu papel de liderança na transição para uma mobilidade elétrica e sustentável, em linha com o seu lema global “The Power of Dreams – How We Move You”, demonstrando mais uma vez a sua capacidade de inovar, evoluir e inspirar o futuro da mobilidade.

  • Alexandre Pinto no Dakar Rally 2026 defendendo o título de Campeão do Mundo

    Alexandre Pinto no Dakar Rally 2026 defendendo o título de Campeão do Mundo

    Alexandre Pinto vai, no início do próximo ano, disputar o Dakar Rally 2026 na qualidade de Campeão do Mundo de Rally Raid SSV, ostentando por isso o nº 400 no Polaris RZR que será uma vez mais inscrito pelo Old Friends Rally Team.

    Navegado por Bernardo Oliveira, também ele Campeão do Mundo, Alexandre Pinto encabeça a lista de participantes na competição SSV onde se encontram anteriores campeões do mundo, nomes consagrados do desporto motorizado mundial e alguns dos melhores pilotos portugueses.

    “No ano passado fizemos um Dakar de sonho. Foi a nossa estreia e, por isso, encarámos a prova com muita cautela onde o principal objetivo era terminar a prova. O ritmo esteve lá e o resultado no final apareceu. O que aprendemos nesse Dakar foi que o Dakar é muito longo e há muitas situações imponderáveis que podem deitar tudo a perder. Ambicionamos de novo a posição mais alta do pódio, mas a palavra de ordem volta a ser cautela, prudência nesta edição. São muitos dias de competição, mas temos feito uma boa preparação, estamos com o novo carro, o Polaris, muito mais competitivo do que o carro que tínhamos o ano passado, o que é positivo. Nas últimas provas conseguimos ver que estamos com um bom ritmo, identificámos algumas questões a resolver e temos trabalhado nelas. A equipa tem estado a trabalhar bem, eu e o Bernardo também temos tentado preparar-nos da melhor forma possível e é assim que nos queremos manter para chegar ao Dakar o mais bem preparados possível”, salienta Alexandre Pinto, vencedor da edição de 2025 do Dakar Rally e que nesta segunda participação no Dakar estará aos comandos do Polaris RZR Pro com o qual disputou as duas últimas etapas do World Rally Raid Championship, a bp Ultimate Rally Raid Portugal e o Rally du Maroc.

    De notar que a vitória no Dakar Rally 2025 foi o primeiro passo de uma época brilhante por parte de Alexandre Pinto que incluiu ainda o Abu Dhabi Desert Challenge, o South African Safari Rally, o bp Ultimate Rally Raid Portugal – onde o piloto da Old Friends Rally Team venceu todas as etapas – e o Rally du Maroc. Nestas 5 etapas do W2RC, Alexandre Pinto subiu por 14 vezes ao pódio no final de etapas, conquistando as respetivas medalhas que juntou ao título de Campeão do Mundo de Rally Raid SSV.