Autor: Joaquim Amândio Santos

  • Polestar 5 apresentado no Gran Turismo 7

    Polestar 5 apresentado no Gran Turismo 7

    A Polestar, a marca sueca de automóveis elétricos de performance, anuncia a entrada do novo Polestar 5 no Gran Turismo 7, para a PlayStation 4 e Playstation 5. Apresentado este fim de semana, no GT World Series em Los Angeles, o Polestar 5 terá o seu lançamento oficial no Gran Turismo 7 no mês de Dezembro de 2025.

    Tanto a Polestar como a Polyphony Digital, uma subsidiária da Sony Interactive Entertainment, concederam acesso mútuo sem precedentes às suas instalações e às suas equipas de desenvolvimento. O resultado desta colaboração entre as duas marcas foi a criação de uma representação digital totalmente fiel do Polestar 5.

    Kazunori Yamauchi, Gran Turismo Series Producer, comenta: “Já há muito tempo que estou impressionado com os modelos da Polestar pelo seu design avançado, limpo e elegante, por isso fiquei muito feliz por poder colaborar com a marca para trazer o Polestar 5 para o Gran Turismo. Esta foi a primeira vez que trabalhámos juntos, e foi uma experiência muito positiva. A equipa de desenvolvimento da Polestar fez um grande esforço na criação da experiência de condução do modelo, e por isso tenho a certeza de que os jogadores irão desfrutar da experiência de conduzi-lo no Gran Turismo.”

    Ao colaborar de forma muito próxima com o piloto profissional e sim-racer Igor Fraga, conhecido pela sua experiência e pelas suas voltas competitivas no Gran Turismo, as equipas conseguiram transportar, de uma forma fiel, as qualidades dinâmicas do Polestar 5 para o jogo. Fraga teve acesso especial ao protótipo Polestar 5 e aos especialistas em I&D nas instalações da Polestar na Suécia antes da etapa final no circuito de Brands Hatch, na Inglaterra.

    Os especialistas da Polyphony Digital transportaram depois esse feedback do veículo no mundo real para o simulador, conseguindo criar uma representação digital precisa. Com o piloto certo ao volante, os tempos de volta no jogo e na vida real são diretamente comparáveis.

    Joakim Rydholm, Head of Driving Dynamics da Polestar, afirma: “Trabalhar com a equipa do Gran Turismo para assegurar que a sensação digital do Polestar 5 fosse o mais próximo possível da real foi muito importante para nós. O resultado final significa que a versão digital do Polestar 5 consegue replicar a 100% a experiência real atrás do volante, ou seja, os pilotos do Grand Turismo irão conseguir ter tanta diversão ao volante como os nossos clientes reais.”

    O franchise Gran Turismo é considerado, quer visualmente, quer dinâmicamente, uma das simulações mais precisas tendo ultrapassado recentemente, as 100 milhões de unidades vendidas. A parceria da Polestar com a Polyphony Digital irá continuar nos próximos anos, começando com a inclusão do Polestar 5 no Gran Turismo 7 através de uma atualização de software em dezembro. Irá decorrer, em simultâneo, um evento especial de contra-relógio da Polestar no Gran Turismo 7, onde o vencedor ganhará uma viagem exclusiva para Fukuoka, no Japão, para assistir à Final Mundial da GT World Series de 2025.

    A Polestar irá lançar no YouTube, um documentário sobre esta parceria quando a prova de contrarrelógio for lançada. Este documentário destina-se a quem quiser saber mais sobre a interação entre o Polestar 5 físico e o digital.

  • Historic Rally de Fafe: Latvala foi o mais rápido no shakedown

    Historic Rally de Fafe: Latvala foi o mais rápido no shakedown

    O finlandês Jari-Matti Latvala, principal favorito à conquista do título absoluto no Campeonato Europeu de Ralis Históricos da FIA (CERH), em Toyota Celica ST 185, foi o mais rápido, na tarde desta quinta-feira, no Shakedown do Historic Rally Fafe, a prova de encerramento da temporada.

    Nos 3,03 quilómetros de extensão do troço de Gontim, o piloto do Toyota deixou o rival mais próximo, o polaco Maciej Lubiak (Porsche 911 2.7 RS), atual líder do CERH, a 3,4s de diferença.

    Neste ensaio das “máquinas” para o Historic Rally Fafe que tem início na manhã de sexta-feira, o italiano Valter Pierangioli (Ford Sierra RS Cosworth 4×4) registou o terceiro tempo, na frente do francês Richard Genesca (Subaru Legacy RS).

    A dupla Rui Madeira/Nuno Rodrigues da Silva (Mitsubishi Lancer Evo III), única equipa portuguesa participante nesta última prova do CERH, deixou boas indicações ao averbar o quinto tempo absoluto, aos comandos do carro que lhe permitiu, em 1995, sagrar-se campeão mundial de Produção.

    Recorde-se que este Historic Rally Fafe vai decidir a atribuição do título europeu, num duelo entre os já referidos Maciej Lubiak, Jari-Matti Latvala e Will Graham (BMW M3).

    Shakedown (3,03 km)

    1º, Jari-Matti Latvala/Topi Luhtinen (Toyota Celica ST 185), 1m56.5s

    2º, Maciej Lubiak/Grzegorz Dachowski (Porsche 911 2.7 RS), a 3.4s

    3º, Valter Pierangioli/Michela Baldini (Ford Sierra RS Cosworth 4×4), a 5.7

    4º, Richard Genesca/Florent Sompayrac (Subaru Legacy RS), a 7.4

    5º, Rui Madeira/Nuno Rodrigues da Silva (Mitsubishi Lancer Evo III), a 12.3

    6º, Hervé Guignard/Jean-Jacques Collinet (Alpine A 310), a 12.8

    7º, Will Graham/Karen Graham (BMW E30 M3), a 17.9

    8º, Ernie Graham/Anna Graham (Ford Escort Escort RS 1800), a 19.3

    9º, Eric Guignard/Didier Mefre (Renault 5 Turbo Cevennes), a 19.7

    10º, Gregory McCormack/Rhodri Evans (Ford Escort RS 1800), a 20.1

  • Rui Madeira: “Queremos andar entre os melhores, mesmo com um carro de Grupo N”

    Rui Madeira: “Queremos andar entre os melhores, mesmo com um carro de Grupo N”

    Depois da participação no Rally de Lisboa, Rui Madeira e Nuno Rodrigues da Silva regressam este fim de semana à competição para disputar o Fafe Historic Rally, prova pontuável para o European Historic Rally Championship (EHRC). A dupla vai estar ao volante do lendário Mitsubishi Lancer Evo III, máquina com que o piloto conquistou o título mundial de Produção em 1995.

    O shakedown, realizado esta quinta-feira, decorreu de forma positiva, servindo para ultimar detalhes de afinação antes do arranque da prova que, uma vez mais, promete atrair milhares de adeptos às míticas especiais de Fafe.

    “Estamos focados em efetuar bons tempos, embora limitados, já que o nosso carro, do Grupo P2, é um Grupo N. Gostamos muito das especiais da primeira etapa e esperamos que o São Pedro nos ajude, assim como à organização”, começou por referir Rui Madeira, que destaca a forte ligação emocional à região e à prova.

    As condições meteorológicas adversas durante os reconhecimentos poderão, paradoxalmente, jogar a favor da experiência da dupla: “Os reconhecimentos foram sempre com muita chuva, e nesse caso até podemos ter um pouco mais de experiência numa prova com muitas especiais. Utilizámos o shakedown fazer o acerto total do carro.”

    Rui Madeira fez questão de sublinhar o esforço da equipa técnica na preparação do mítico Mitsubishi, que foi completamente revisto nas últimas semanas: “Agradeço à equipa de assistência pelo fantástico trabalho ao montarem o carro todo em apenas três semanas. Esperamos um bom rali, num ambiente fantástico e com o apoio dos nossos fãs e amigos e logo numa das catedrais dos ralis em Portugal, que é Fafe. Vamos tentar lutar pelos lugares cimeiros, mesmo perante grandes pilotos e carros muito mais competitivos.”

    O Fafe Historic Rally marca o encerramento da temporada de Rui Madeira, num regresso às origens e às emoções que ajudaram a construir a sua carreira, agora, com o mesmo espírito competitivo e a mesma paixão pelos ralis que o tornaram uma referência do automobilismo português.

    O Historic Rally Fafe 2025 contará com um percurso de cerca de 130 quilómetros cronometrados em asfalto, num total de 351 quilómetros de extensão.

  • Mário Castro parte para o Historic Rally Fafe com o objetivo de manter viva a luta pelo título das 2 Rodas Motrizes

    Mário Castro parte para o Historic Rally Fafe com o objetivo de manter viva a luta pelo título das 2 Rodas Motrizes

    O Historic Rally Fafe marca este fim de semana o regresso à ação de Mário Castro, piloto Liber Jeans, que será navegado por Ricardo Cunha. A dupla entra em prova com um objetivo muito claro: manter acesa a esperança na conquista do título das 2 Rodas Motrizes (2RM) no Campeonato Norte de Ralis, que se disputa em simultâneo com o Campeonato da Europa de Ralis Históricos.

    A instabilidade meteorológica que tem marcado os últimos dias promete acrescentar dificuldade a um rali já de si exigente. “Com o tempo tão incerto, este pode ser um rali ainda mais complicado. Uma simples escolha errada de pneus pode deitar por terra um bom resultado”, reconhece Mário Castro, que encara a prova com prudência, mas também com ambição.

    O piloto admite que o tipo de piso poderá influenciar o seu desempenho, mas mostra confiança na preparação feita. “Se tivermos um rali seco, acredito que conseguirei imprimir um ritmo forte. Caso venha a chuva, será mais um desafio, pois ainda não tenho experiência com este carro nessas condições. Mas estamos prontos para tudo.”

    Fafe é uma prova especial para o piloto, que considera jogar em casa uma motivação acrescida: “Conheço bem as classificativas e sei que isso pode ser uma vantagem. Este é o nosso rali de casa, e não será por desconhecimento do terreno que deixaremos escapar um bom resultado.”

    Com a mira apontada ao título, Mário Castro e Ricardo Cunha sabem que uma vitória em Fafe poderá selar o campeonato. “O nosso objetivo é claro: vencer entre as 2 Rodas Motrizes. Se conseguirmos esse resultado, carimbamos já o título. Caso contrário, teremos ainda a oportunidade de o garantir em Murça, já que basta terminar em quarto lugar nas duas provas para sermos campeões.”

    Com o apoio da Liber Jeans e o entusiasmo do público fafense, Mário Castro parte determinado em “dar tudo em prova” e, se possível, fechar o título ainda este fim de semana.

  • Fernando Barreiros vence prólogo da Qatar International Baja na categoria Stock

    Fernando Barreiros vence prólogo da Qatar International Baja na categoria Stock

    Piloto português estreia-se com vitória ao volante do Nissan Patrol e começa da melhor forma a quinta etapa da Taça do Mundo de Bajas FIA

    Fernando Barreiros, acompanhado por José Sá Pires, começou da melhor forma a sua participação na Qatar International Baja, ao vencer o prólogo da categoria Stock. A prova, que integra a Taça do Mundo de Bajas FIA, arrancou esta quinta-feira com um percurso técnico de 10,66 km, onde o piloto de Loures fez uma adaptação rápida e eficaz ao Nissan Patrol, carro com o qual se estreou oficialmente em competição.

    Com este triunfo inicial, Fernando Barreiros reforça o objetivo de lutar pelo título mundial da categoria Stock, iniciando de forma promissora a sua presença nesta exigente etapa disputada no deserto do Qatar.

    “Hoje tivemos um dia muito bom. O prólogo era técnico, mas com muita condução. Adaptei-me bem ao carro, apesar de algumas falhas, porque conduzir um motor diesel é diferente de um gasolina. Fiz um bom tempo e vencemos o prólogo. Consegui aprender bastante, não falhámos nada e o resultado apareceu. O carro esteve muito bem — há apenas pequenas afinações a fazer. O José esteve excelente na navegação e estamos preparados para entrar amanhã na competição com o pé direito”, afirmou Fernando Barreiros, já no bivouac da Qatar International Baja.

    A Qatar International Baja é uma das etapas mais prestigiadas da Taça do Mundo de Bajas FIA, reunindo alguns dos melhores pilotos internacionais num desafio marcado por longas especiais em terreno desértico, grande exigência técnica e forte componente de navegação. A competição prossegue amanhã com o Setor Seletivo 1 (SS1), que contará com 219,28 km cronometrados, sendo determinante para a definição das posições de topo antes das derradeiras etapas da prova.

  • Team PEUGEOT TotalEnergies quer fechar a melhor temporada de sempre em alta nas 8 Horas do Bahrein

    Team PEUGEOT TotalEnergies quer fechar a melhor temporada de sempre em alta nas 8 Horas do Bahrein

    Equipa francesa aposta na continuidade da boa forma e despede-se de Mikkel Jensen, dando as boas-vindas a Théo Pourchaire no PEUGEOT 9X8 n.º 94

    Depois de um período de forte ascensão, com o sexto lugar em São Paulo, o terceiro em Austin e o segundo em Fuji, o Team PEUGEOT TotalEnergies chega ao Bahrein determinado em manter a dinâmica positiva e encerrar a temporada 2025 do FIA World Endurance Championship (WEC) com mais um grande resultado.

    Num traçado onde subiu ao pódio há um ano, a equipa francesa volta a enfrentar as 8 Horas do Bahrein, a última ronda do campeonato, disputada num circuito abrasivo e exigente de 5,412 km, onde a gestão dos pneus será decisiva. “Esta será a nossa quarta participação neste evento longo e exigente difícil tanto para os carros como para os pilotos — realizado num circuito muito abrasivo, onde a gestão dos pneus é crucial”, explicou Olivier Jansonnie, Diretor Técnico da PEUGEOT Sport.

    Em 2024, o PEUGEOT 9X8 n.º 93 protagonizou uma recuperação notável, subindo da 18.ª à 3.ª posição final, graças ao desempenho excecional de Jensen / Müller / Vergne e a uma estratégia impecável da equipa. Um ano depois, o Bahrein marca também um momento simbólico: será a última corrida de Mikkel Jensen com o PEUGEOT 9X8, naquela que será a sua 26.ª presença ao volante do Hypercar francês.

    “O Mikkel está connosco desde o início da jornada do Team PEUGEOT TotalEnergies no FIA WEC, em 2022. Ele ajudou a construir este projeto, manteve-se firme nos momentos difíceis e, com os seus companheiros, conquistou três pódios a nível mundial. Quero agradecer-lhe pelo desempenho consistente e profissionalismo ao longo destes quatro anos”, destacou Jean-Marc Finot, Vice-Presidente da Stellantis Motorsport.

    Enquanto Jensen se despede, o jovem Théo Pourchaire, de 22 anos, faz a sua estreia oficial em corrida ao volante do PEUGEOT 9X8 n.º 94, carro que já testou há um ano no “Rookies Test” no mesmo circuito. O Campeão de Fórmula 2 de 2023 junta-se a Malthe Jakobsen e Loïc Duval. “Estou muito feliz por disputar a minha primeira corrida do FIA WEC com a PEUGEOT. Sinto-me pronto. Passei muito tempo no simulador ao longo do ano e também participei em várias corridas como piloto de testes, o que me permitiu aprender e preparar-me com os engenheiros e os pilotos”, afirmou o jovem francês.

    As 8 Horas do Bahrein arrancam esta quinta-feira, 6 de novembro, com duas sessões de treinos livres de 90 minutos. Amanhã, sexta-feira, disputa-se uma terceira sessão de 60 minutos e, depois, a qualificação dos 18 protótipos Hypercar, que terão 12 minutos para garantir um lugar no top-10 e o acesso à sessão de Hyperpole. A corrida, a 101.ª da história do FIA WEC e última da temporada de 2025, terá início no sábado, 8 de novembro, às 14h00 locais (11h00 em Portugal Continental).

    No domingo, dia 9, o Team PEUGEOT TotalEnergies permanecerá no Bahrein para participar no “Rookies Test”, uma sessão destinada a novos talentos, com Nick Cassidy, Mathias Beche e Alexander Quinn ao volante do PEUGEOT 9X8.

    “O Team PEUGEOT TotalEnergies chega ao Bahrein com grande impulso após dois pódios consecutivos nos EUA e no Japão. Queremos continuar a provar a nossa competitividade e terminar em alta a nossa melhor temporada de sempre no Campeonato do Mundo FIA de Resistência, embora saibamos que nada é garantido no automobilismo. O Mikkel fará a sua última corrida com o 9X8 n.º 93 e toda a equipa deseja-lhe o melhor. O Théo fará a sua estreia com o 9X8 n.º 94, e já mostrou o seu potencial nos testes. Toda a estrutura está unida na preparação para 2026”, concluiu Jean-Marc Finot.

    Malthe Jakobsen, companheiro de Pourchaire e Duval no 9X8 n.º 94, reforçou o espírito competitivo da equipa: “Já é a última corrida da temporada, num ano fantástico para mim, especialmente com o primeiro pódio no Mundial de Resistência, em Austin. Vamos dar tudo para terminar no pódio novamente no Bahrein e começar 2026 com o pé direito. O Théo traz energia renovada e isso é ótimo para o grupo.”

    Com ambição e confiança redobradas, o Team PEUGEOT TotalEnergies chega ao Bahrein focado em fechar com chave de ouro a sua melhor época desde o regresso ao Mundial de Resistência, antes de iniciar um novo ciclo de desenvolvimento rumo à temporada de 2026.

  • Filipe Nogueira fecha temporada no Top 10 da Peugeot Rallye Cup Portugal

    Filipe Nogueira fecha temporada no Top 10 da Peugeot Rallye Cup Portugal

    Piloto de Baião conclui época de 2025 com balanço “extremamente positivo” após participar pela primeira vez em todas as provas da competitiva competição monomarca.

    O Rali de Lisboa marcou o encerramento da época 2025 para Filipe Nogueira, piloto de Baião que este ano assumiu o desafio de disputar pela primeira vez todas as provas da Peugeot Rallye Cup Portugal, competição monomarca organizada pela Peugeot Portugal e Espanha com os competitivos 208 Rally4.

    O balanço final não podia ser mais positivo: 10.º lugar na classificação geral, num pelotão com 24 pilotos pontuantes, e a sensação de dever cumprido num projeto que aliou competição, aprendizagem e responsabilidade social.

    “Sabia que esta temporada seria um enorme desafio”, reconhece Filipe Nogueira. “Era a minha primeira época completa com o 208 Rally4, um carro exigente e com muitos pilotos experientes ao volante. Entrei sem criar grandes expectativas em termos de resultados. No final, o sentimento é de orgulho: fizemos o que prometemos e estivemos sempre à altura.”

    O piloto sublinha que esta temporada foi “um projeto montado de raiz”, com limitações orçamentais e uma preparação concentrada em poucos dias antes da primeira prova. “Comecei a época praticamente com uma folha em branco, mas com uma equipa motivada e parceiros que acreditaram em nós. Cumprimos tudo o que nos propusemos fazer e participámos nos melhores eventos do calendário nacional.”

    Cinco provas, cinco histórias

    A aventura começou no Rali do Algarve, onde o projeto foi confirmado apenas na véspera da prova. “Fizemos um pequeno teste em terra no fim de semana anterior e, mesmo com tão pouco tempo de preparação, conseguimos um resultado positivo”, recorda Nogueira.

    Seguiu-se o Rali Terras D’Aboboreira, “a prova de casa”, onde as condições meteorológicas voltaram a ser um fator determinante. “Há três ou quatro anos que não fazemos um Aboboreira sem chuva. Foi um rali com lama, muito difícil, onde passámos praticamente até sábado à hora de almoço a tentar encontrar um ‘set-up’ adequado para o carro. Mas, estar a correr em casa tem sempre um sabor especial.”

    Com o fim das provas em terra (as preferidas do piloto) começou a fase de asfalto, com o Rali Vinho da Madeira, uma das grandes clássicas do calendário. “Foi uma experiência fantástica. Tínhamos preparado bem a prova e fizemos um teste importante, mas um suporte solto logo na primeira especial de sábado obrigou-nos a parar e fez-nos perder cerca de 10 minutos. Depois a organização cancelou três especiais, o que foi lamentável, pois impediu-nos de completar a totalidade dos quilómetros planeados. Mesmo assim, a adaptação ao asfalto evoluiu muito.”

    Em Chaves/Verín, essa evolução ficou evidente: “Foi um rali onde conseguimos mostrar o nosso ritmo e registámos tempos muito interessantes, terminando com uma sensação muito positiva.”

    A época terminou no Rali de Lisboa, disputado em condições particularmente difíceis. “Os pisos estavam extremamente traiçoeiros e a meteorologia não ajudou, mas mantivemos a regularidade e conseguimos fechar a temporada com um 5.º lugar, que acabou por compensar as dificuldades enfrentadas.”

    Aprendizagem, resiliência e reconhecimento

    O balanço final é claramente positivo. “Este foi um ano de enorme aprendizagem. Estar entre os dez primeiros da Peugeot Rallye Cup Portugal, com um carro novo, contra adversários de grande experiência e equipas bem estruturadas, é algo que nos deixa orgulhosos. Mais do que o resultado, importa a evolução e a capacidade de cumprir o projeto do início ao fim.”

    O piloto destaca também a importância do apoio técnico e humano: “Tivemos sempre um carro irrepreensível preparado pela Fernando Costa Motorsport, com o empenho do Bruno Cunha e do Carlos Carneiro. E não posso deixar de agradecer ao Pedro Figueira, que aceitou o desafio de sair da Madeira para disputar pela primeira vez provas no Continente e logo no Campeonato de Portugal de Ralis. Foi um parceiro incansável.”

    Um projeto com dimensão social

    Para além da vertente desportiva, Filipe Nogueira continua a associar a sua presença nos ralis ao projeto de Prevenção Rodoviária desenvolvido no Município de Baião, que este ano foi também levado a Amarante.

    “Mais uma vez conseguimos acrescentar valor e inovação, usando o desporto motorizado como veículo para transmitir mensagens de segurança rodoviária e responsabilidade ao volante. É algo que nos orgulha muito e que queremos continuar a fazer crescer.”

    Filipe Nogueira faz questão de agradecer a todos os parceiros que tornaram a época possível: Go Shop, Visit Baião, Kamoka, PHC Serralharia, WTL, Fielnorte, Glassdrive, Yellow MotorLobos, Proteu, Solgás, Marantauto, Freguesia de Teixeira e Teixeiró, CEIB Informática, Petrofregim, Tasca do João, Pestana Automóveis, CSP, RN Design, Protoitures, Mondim Conta e Fernando Costa Motorsport. “A todos os que acreditaram, colaboraram e ajudaram a concretizar este projeto, o meu profundo obrigado. Com pouco fizemos muito, e isso é motivo de grande orgulho.”

    Num registo mais pessoal, o piloto dedicou ainda a temporada ao pai, falecido em agosto: “Foi ele quem me transmitiu, desde criança, a paixão pelos carros de rali, nas encostas da Serra da Aboboreira. Esta época é, acima de tudo, uma homenagem à sua memória.”

    Filipe Nogueira admite que gostaria de dar continuidade ao trabalho realizado: “Seria extremamente positivo poder fazer uma segunda época com o 208 Rally4, agora com a experiência acumulada. Sinto que temos margem para evoluir e para continuar a representar com dignidade Baião, os nossos parceiros e todos os que nos acompanham.”

  • RACAR Motorsport – AMR Partner Team sagra Mathieu Martins Campeão em Jerez

    RACAR Motorsport – AMR Partner Team sagra Mathieu Martins Campeão em Jerez

    Piloto francês conquista os títulos de Pilotos GT e GT4 Pro do Supercars España e assina fim de semana histórico para a equipa portuguesa

    A RACAR Motorsport – AMR Partner Team viveu um fim de semana memorável no Circuito de Jerez Ángel Nieto, onde Mathieu Martins se sagrou Campeão de Pilotos GT e GT4 Pro do Supercars España, assinando um resultado histórico para a equipa e confirmando a consistência competitiva da estrutura ao longo de 2025.

    Com um nível técnico e desportivo de excelência, a formação portuguesa voltou a demonstrar a solidez que a tem mantido na luta pelos títulos em todas as frentes, transformando regularidade e desempenho em vitórias e ceptros.

    Em Jerez, a equipa apresentou uma formação de pilotos ligeiramente diferente, com Mathieu Martins e Henrique Ventura Oliveira a dividirem o volante de um Aston Martin Vantage AMR GT4, enquanto Vasco Oliveira e Francisco Carvalho mantiveram o habitual Aston Martin Vantage AMR GT4 EVO. A nova dupla respondeu de forma imediata com grande competitividade, conquistando a pole-position para a primeira corrida através de Mathieu Martins e um quarto lugar na grelha da segunda corrida garantido por Henrique Ventura Oliveira, sinal da eficácia técnica e da afinação do carro perante as exigências do traçado andaluz.

    Na primeira corrida, a dupla Martins/Ventura Oliveira rubricou uma exibição exemplar, com ritmo forte e gestão estratégica irrepreensível, terminando no terceiro lugar do pódio e com a volta mais rápida da prova assinada por Mathieu Martins. Na segunda corrida, o desempenho manteve-se ao mais alto nível, com novo terceiro lugar final, resultado que selou matematicamente os títulos de Pilotos GT e GT4 Pro do Supercars España para o piloto francês. Uma conquista que premeia a regularidade, rapidez e maturidade competitiva demonstradas ao longo da época.

    Para a dupla Vasco Oliveira / Francisco Carvalho, o fim de semana foi mais atribulado. Após um sexto posto na divisão GT4 Bronze na primeira corrida, problemas de travões na segunda manga obrigaram ao abandono. Ainda assim, a equipa evidenciou potencial e consistência técnica que voltará a ser posta à prova nas próximas rondas.

    O CEO da RACAR Motorsport – AMR Partner Team, Gonçalo Antunes, sublinhou a importância histórica do resultado:

    “Os títulos conquistados pelo Mathieu em Jerez são uma enorme conquista para a equipa e validam o trabalho que temos vindo a desenvolver ao longo deste ano. A dupla com o Henrique esteve a um nível de grande exigência competitiva, convertendo performance em pódios nas duas corridas. Quero também destacar o papel do Roberto Faria, que, embora não tenha estado presente neste fim de semana, foi determinante para este sucesso.”

    O responsável lamentou o infortúnio técnico que afetou Vasco Oliveira e Francisco Carvalho, mas reforçou o foco da equipa nas próximas metas:

    “Mantemo-nos firmemente na luta pelos títulos do Iberian Supercars e do Campeonato de Portugal de Velocidade. Vamos continuar a trabalhar com o mesmo rigor e ambição para transformar oportunidades em resultados e fechar a época com os ceptros ainda em disputa.”

    A RACAR Motorsport – AMR Partner Team centra agora esforços na derradeira jornada da temporada, que se realiza de 28 a 30 de dezembro no Autódromo do Estoril. Determinada em prolongar o ciclo de bons resultados, a equipa portuguesa parte para a última prova com ambições reforçadas e a confiança de quem já inscreveu o seu nome entre os campeões de 2025.

  • AF & V Motorsport triunfa em Jerez com Dylan Pereira e reforça liderança da categoria AM com André Fernandes

    AF & V Motorsport triunfa em Jerez com Dylan Pereira e reforça liderança da categoria AM com André Fernandes

    A AF & V Motorsport voltou a destacar-se no fim de semana de competição da Porsche Sprint Challenge Ibérica, realizado no Circuito Jerez Ángel Nieto, somando duas vitórias e três pódios entre as categorias ProAM e AM.

    O destaque maior foi para Dylan Pereira, que voltou a mostrar todo o seu talento ao vencer à geral e na categoria ProAM na primeira corrida, consolidando a sua candidatura ao título. Já André Fernandes reforçou a liderança da categoria AM, com um segundo lugar na primeira corrida e uma vitória na manga de endurance, garantindo pontos importantes rumo à consagração final.

    Vitória de Pereira e consistência de Fernandes

    Na primeira corrida, André Fernandes entrou em pista determinado a defender a sua posição na tabela da categoria AM e terminou na segunda posição, sem grandes percalços. A exibição sólida deixou boas perspetivas para a corrida de endurance que encerrava o programa. Por sua vez, Dylan Pereira não deixou margem para dúvidas: venceu à geral e na categoria ProAM, confirmando o estatuto de um dos pilotos mais rápidos do pelotão e colocando-se novamente na rota do título.

    Na prova de endurance, disputada em formato mais longo e exigente, Pereira e Fernandes não conseguiram repetir o triunfo absoluto, mas garantiram posições de relevo — terceiro lugar à geral, com Dylan Pereira a ser terceiro entre os ProAM e André Fernandes a vencer entre os AM.

    O balanço global do fim de semana foi altamente positivo para a estrutura liderada por Luís Veloso: duas vitórias e três pódios, resultados que mantêm viva a luta pelos títulos em todas as frentes.

    A dupla José Barros / Nuno Baptista também assinou um bom desempenho em Jerez, somando pontos importantes para a equipa. José Barros garantiu dois pódios na categoria ProAM, com um segundo lugar na corrida 1 e um terceiro posto na endurance, além de um quarto lugar na segunda corrida. Já Nuno Baptista dividiu o volante com Barros e juntou ao currículo um terceiro lugar na categoria AM, reforçando o saldo global positivo da jornada.

    Equipa chega ao Estoril na luta por todos os títulos

    Com estes resultados, a AF & V Motorsport chega à derradeira ronda da temporada — marcada para os dias 22 e 23 de novembro, no Autódromo do Estoril — com possibilidades reais de conquistar todos os troféus da Porsche Sprint Challenge Ibérica.

    “Foi um fim de semana de sucesso para a equipa, com pódios e vitórias que nos devolvem à luta pelos títulos”, destacou Luís Veloso, CEO da Veloso Motorsport. “Depois de Navarra, onde as coisas não correram como esperávamos, Jerez trouxe-nos o impulso certo. Agora vamos preparar o Estoril com total foco para tentarmos trazer para casa os ‘canecos’”, acrescentou o responsável.

    Um fim de semana de vitórias, consistência e ambição para a AF & V Motorsport, que reafirma assim o seu estatuto como uma das equipas mais bem-sucedidas da história da Porsche Sprint Challenge Ibérica.

  • Kris Meeke regressa à Irlanda para o Killarney Historic Rally ao volante de um BMW M3

    Kris Meeke regressa à Irlanda para o Killarney Historic Rally ao volante de um BMW M3

    Kris Meeke será a grande atração do Killarney Towers Hotel Historic Rally, marcado para 29 de novembro. O norte-irlandês fará uma participação especial ao volante de um BMW M3 E30 preparado pela equipa MATS, dos Países Baixos.

    Vencedor de cinco provas do WRC, Meeke regressa a casa depois de uma época completa no Campeonato de Portugal de Ralis, onde venceu cinco ralis ao volante de um Toyota GR Yaris Rally2.

    A presença de Meeke é uma homenagem a Maurice Nagle, fundador do rali em 1996 e pai do seu antigo navegador no Mundial, Paul Nagle. Durante os anos em que competiram juntos, a dupla conquistou cinco vitórias no WRC e uma amizade profunda com a família Nagle. “O Maurice sonhava ver os melhores pilotos do mundo em carros históricos nas estradas de Kerry. É um privilégio poder contribuir para manter vivo esse sonho”, sublinhou Meeke.

    O evento de Killarney marcará também o regresso de Meeke às estradas irlandesas, 16 anos depois da sua última prova no país, e 18 anos após a sua participação no Historic Rally de 2007 — o mesmo ano em que venceu o Rally of the Lakes. A edição deste ano incluirá novas classificativas na região de Kenmare e terminará com uma prova noturna completa por Moll’s Gap. O rali assinala ainda o 35.º aniversário da icónica vitória de Bertie Fisher e Rory Kennedy em 1990.

    “Conduzir um M3 neste rali é um sonho tornado realidade”, afirmou Meeke. “O meu pai, Sydney, que fez 80 anos este ano, trabalhou no BMW de Bertie Fisher na altura. Seria fantástico tê-lo comigo em Killarney. É especial regressar à Irlanda, rever amigos e voltar a competir nas estradas que me inspiraram.”

    A participação é possível graças ao apoio de Paul Ahern, da Ahern’s BMW em Castleisland. Entre os nomes já confirmados no rali estão os campeões em título Donagh Kelly e Rory Kennedy, também num BMW M3 da MATS.

    O navegador Noel O’Sullivan, natural de Killarney, acompanhará Meeke, renovando a parceria que lhes valeu top 10 no Otago Classic Rally, na Nova Zelândia, em 2024 e 2025. “Competir com o Kris na minha terra natal é especial. O M3 promete ser uma máquina fantástica e estamos ansiosos por sentir a atmosfera única deste rali”, disse O’Sullivan.

    Para o diretor de prova Anthony O’Connor, a presença de Meeke confirma “o prestígio internacional do único rali irlandês dedicado a carros históricos”. O Killarney Historic Rally realiza-se a 29 de novembro, com partida cerimonial na noite anterior, no centro de Killarney.