XC40, EX40 e EC40 recebem uma profunda atualização tecnológica, novos sistemas de assistência à condução e um ecrã central de 11,2 polegadas. As versões elétricas anunciam até 584 quilómetros de autonomia.
A Volvo Cars apresentou uma importante evolução da gama 40, abrangendo os XC40, EX40 e EC40, com novidades concentradas em três áreas fundamentais: design, segurança e experiência digital.
No exterior, os três modelos aproximam-se da linguagem estética mais recente da marca, destacando-se os novos faróis Matrix LED com uma interpretação renovada da assinatura Martelo de Thor, nova grelha, para-choques dianteiro, capot e guarda-lamas redesenhados. Na traseira, XC40 e EX40 recebem novos grupos óticos LED, portão da bagageira atualizado e para-choques revisto, enquanto o EC40 mantém a configuração que caracteriza a sua silhueta.
“Criámos as melhores versões de sempre destes modelos”, afirma Akhil Krishnan, responsável interino pelas gamas 30 e 40 da Volvo Cars.
Mais sensores e novas assistências
A atualização inclui uma nova plataforma de software e sensores, com radares dianteiros e de canto, nova câmara frontal, radares traseiros, 12 sensores ultrassónicos e novas câmaras de estacionamento. Entre as funcionalidades disponíveis surgem o Alerta de Abertura de Porta, destinado a proteger ciclistas e outros utilizadores da via, um Pilot Assist melhorado com assistência à mudança de faixa e uma câmara 360º que passa a disponibilizar visualização 3D.
O habitáculo recebe igualmente um novo ecrã central de 11,2 polegadas, com a mais recente interface Volvo Car UX. Outra novidade é a integração do Google Gemini, permitindo uma interação por voz mais natural, incluindo em português, para tarefas como planeamento de viagens, procura de locais ou gestão de mensagens.
Até 584 km nos elétricos
Na vertente 100% elétrica, o Volvo EX40 oferece até 575 quilómetros de autonomia, enquanto o EC40 chega aos 584 quilómetros, com uma única carga. Os três modelos continuarão a beneficiar de atualizações de software over-the-air, permitindo acrescentar novas funcionalidades ao longo do ciclo de utilização.
Em Portugal, a nova gama estará disponível para encomenda a partir da próxima semana. O XC40 terá preços desde 45.436 euros, enquanto o EX40 começa nos 49.579 euros, valores que não incluem despesas nem campanhas comerciais. O início da produção está previsto para o final deste outono, estando também contempladas as versões Black Edition.
A quarta ronda da Porsche Sprint Challenge Ibérica traz uma novidade à formação da AF Motorsport. Chloe Grant terá como novo companheiro o neerlandês Tomas Slootweg no Porsche 992 GT3 Cup da estrutura portuguesa.
A Porsche Sprint Challenge Ibérica regressa à ação no próximo fim de semana e a AF Motorsport apresenta uma novidade importante para a segunda metade da temporada. Tomas Slootweg vai juntar-se a Chloe Grant aos comandos de um dos Porsche 992 GT3 Cup da formação portuguesa. Para o jovem neerlandês será a estreia absoluta na PSCI e o primeiro de três desafios previstos para 2026: Jerez, Navarra e Estoril.
Natural de Haia e com apenas 21 anos, Slootweg chega ao campeonato com um percurso particularmente invulgar. O automobilismo entrou muito recentemente na sua vida e a experiência acumulada é ainda reduzida. Começou a testar automóveis de competição apenas em outubro de 2024, sem qualquer passado no karting ou noutras disciplinas, e realizou a primeira corrida a 15 de julho de 2025, ao volante de um BMW M240i.
Menos de um ano depois, está preparado para enfrentar um dos automóveis mais exigentes da competição GT: o Porsche 992 GT3 Cup.
Seis dias de testes para preparar um novo desafio
Apesar da curta carreira, Slootweg conta já com sete partidas em competição e dois pódios. Em Jerez entrará na Classe Silver, numa participação que assume sobretudo como mais uma etapa de aprendizagem e preparação para o futuro.
O próprio piloto não esconde a dimensão do caminho que percorreu em tão pouco tempo: “Comecei o meu percurso no automobilismo em outubro de 2024, sem qualquer experiência anterior de karting ou competição, e fiz a minha estreia num BMW M240i em julho de 2025. Em 2026 tenho trabalhado intensamente para dar o salto para o Porsche 992 Cup, realizando vários dias de testes com a MDM Motorsport e a AF Motorsport em preparação para a Porsche Sprint Challenge Ibérica.”
O objetivo está igualmente definido. Jerez não será uma experiência isolada. Depois da ronda andaluza, Tomas deverá regressar em Navarra e Estoril, procurando “ganhar o máximo de experiência possível para a temporada de 2027 numa competição monomarca Porsche. Estou muito entusiasmado com este novo capítulo e mal posso esperar por partilhar esta caminhada com todos durante o resto da temporada.”
Chloe Grant chega a Jerez numa nova dimensão
Do outro lado do Porsche estará uma piloto que conhece perfeitamente o significado de ter de acelerar a aprendizagem. Chloe Grant chegou à Porsche Sprint Challenge Ibérica em 2025 depois de uma carreira construída no karting e nos monolugares. Começou a competir aos sete anos, passou sete temporadas no karting, conquistou aos 15 anos uma bolsa que lhe permitiu iniciar a carreira nos automóveis e posteriormente disputou duas temporadas na GB4, antes de integrar a primeira temporada da F1 Academy, em 2023.
Em 2025 fez a transição para os GT e para a PSCI, iniciando uma aprendizagem que a própria britânica considera ter transformado profundamente a sua pilotagem: “Acho que evoluí imenso ao longo do último ano. Passar diretamente dos monolugares para um Porsche Cup foi obviamente um grande desafio, mas penso que ter-me lançado diretamente para uma realidade tão exigente acabou por me beneficiar muito e ensinou-me imenso.”
A mudança para a AF Motorsport em 2026 permitiu dar outro passo. Chloe destaca sobretudo o profissionalismo, a experiência e a relação construída com a estrutura portuguesa: “A AF Motorsport tem sido fenomenal. É uma equipa fantástica para trabalhar. Exigem que eu continue a evoluir e, ao mesmo tempo, tornam toda a experiência muito divertida. Depois de todo o tempo que passámos juntos este ano, tornaram-se verdadeiramente como uma família para mim.”
Dos pódios de Valência para um dos seus circuitos favoritos
A primeira metade da temporada confirmou o aumento de competitividade de Chloe Grant. A britânica deixou progressivamente de lutar apenas pelos lugares de destaque da Ladies Cup e passou a intrometer-se regularmente nas discussões pelos lugares cimeiros da classificação absoluta. Valência constituiu uma das melhores demonstrações dessa evolução. Num fim de semana particularmente exigente devido às elevadas temperaturas, Chloe conquistou um segundo e um terceiro lugares à geral: “Valência foi provavelmente o meu momento favorito da temporada até agora. É um circuito difícil, especialmente quando as temperaturas são tão elevadas, e o nosso fim de semana foi extremamente quente. Gostei muito desse desafio e tivemos também um fim de semana muito forte, conseguindo um P2 e um P3.”
Agora surge Jerez. E dificilmente poderia existir melhor cenário para iniciar esta nova parceria com Tomas Slootweg. Quando questionada sobre os seus circuitos favoritos do calendário da PSCI, Chloe coloca precisamente Jerez ao lado do Estoril: “Temos muita sorte por contar com circuitos incríveis neste campeonato, mas provavelmente escolheria Jerez e Estoril. Tive resultados muito bons nos dois no ano passado e são também bastante diferentes de muitas das pistas onde já corri pelo mundo. São ambos extremamente desafiantes e muito divertidos de conduzir.”
A nova dupla da AF Motorsport reúne, assim, dois percursos muito diferentes. Chloe Grant tem 20 anos, mas acumula já mais de uma década de competição e experiências no karting, monolugares, F1 Academy e Porsche. Tomas Slootweg começou a testar carros de corrida há menos de dois anos e realizou a sua primeira corrida apenas no verão de 2025.
Existe, contudo, um denominador comum: ambos encaram a Porsche Sprint Challenge Ibérica como uma plataforma fundamental para crescer dentro do universo Porsche.
Subsidiária do Grupo Renault e da SUEZ apresenta novas soluções de remanufatura, reparação de baterias e reciclagem, incluindo um motor elétrico 6AM remanufaturado para modelos Renault.
A The Future is NEUTRAL vai aproveitar a Automechanika para mostrar a sua abordagem integrada à economia circular automóvel, reunindo as competências da THE REMAKERS, GAIA, INDRA Automobile Recycling e da parceira OPISTO. A empresa, subsidiária do Grupo Renault e da SUEZ, atua em diferentes etapas do ciclo de vida dos veículos, desde a recolha e tratamento de automóveis em fim de vida até à reutilização de peças, remanufatura de componentes, reparação de baterias e reciclagem de materiais.
Um dos principais destaques será apresentado pela THE REMAKERS, que revelará uma nova solução industrial de remanufatura para o motor elétrico de tração 6AM, destinado aos Renault Megane, Scenic e Master. Segundo a empresa, os motores remanufaturados regressam ao mercado com níveis de desempenho e fiabilidade equivalentes aos de uma unidade nova, mas com um custo cerca de 30% inferior.
Remanufatura reduz impacto ambiental
A The Future is NEUTRAL apresentará também os resultados de novas Avaliações do Ciclo de Vida realizadas pela consultora Quantis sobre oito famílias de componentes remanufaturados. Entre as principais conclusões, os motores elétricos remanufaturados reduzem o impacto ambiental em pelo menos 67% em cada um dos cinco indicadores analisados. Na eletrónica de potência para veículos elétricos, a redução é de, pelo menos, 47%.
Os estudos analisaram fatores como alterações climáticas, utilização de minerais e metais, acidificação, eutrofização da água doce e formação fotoquímica de ozono.
Baterias, reciclagem e peças reutilizadas
A GAIA destacará a sua atividade na reparação de baterias de tração, permitindo prolongar a respetiva utilização nos veículos ou preparar as unidades para uma segunda vida ou reciclagem. Já a INDRA Automobile Recycling apresentará soluções de ecodesign destinadas a melhorar a reparabilidade, desmontagem e reciclabilidade dos automóveis. A empresa aponta para taxas superiores a 85% de reciclabilidade e 95% de recuperação.
A OPISTO mostrará, por sua vez, a sua plataforma dedicada às peças reutilizadas, disponibilizando vários milhões de componentes rastreados, inspecionados e garantidos. Segundo a empresa, estas peças apresentam preços, em média, 70% inferiores aos de componentes novos.
Num setor em que cerca de oito milhões de veículos chegam anualmente ao fim de vida na Europa, a The Future is NEUTRAL pretende demonstrar como esses automóveis podem transformar-se numa fonte de matérias-primas, componentes e novos recursos para a indústria.
CAMI Motorsport confirma em comunicado a realização da prova, apesar da impossibilidade de obter autorização da DGT para utilizar as estradas espanholas. Organização está a reformular profundamente o itinerário em articulação com a FPAK.
O Rali da Água Transibérico Eurocidade Chaves-Verín vai realizar-se nas datas previstas, mas com uma profunda alteração do percurso, depois de a organização não ter conseguido obter a necessária autorização da Dirección General de Tráfico espanhola para utilizar as vias previstas em território espanhol.
Segundo o CAMI Motorsport, foram desenvolvidas até à última hora várias diligências envolvendo a Eurocidade Chaves-Verín, o Município de Chaves e os municípios espanhóis de Verín, Oímbra, Monterrei e Vilardevós.
A organização destaca particularmente o empenho do Alcalde de Verín e do Presidente da Câmara Municipal de Chaves na procura de uma solução, mas a DGT manteve-se irredutível na emissão do parecer necessário. Perante uma decisão conhecida a poucas horas do arranque do evento, o cenário mais simples seria o cancelamento da prova. O CAMI Motorsport recusou, contudo, essa possibilidade.
A organização destaca particularmente o empenho do Alcalde de Verín e do Presidente da Câmara Municipal de Chaves na procura de uma solução, mas a DGT manteve-se irredutível na emissão do parecer necessário. Perante uma decisão conhecida a poucas horas do arranque do evento, o cenário mais simples seria o cancelamento da prova. O CAMI Motorsport recusou, contudo, essa possibilidade.
Em poucas horas foi necessário redesenhar praticamente toda a componente desportiva prevista para Espanha, encontrar alternativas em Portugal, transferir o Shakedown para território nacional e reorganizar horários, segurança, logística e recursos humanos. Todo o processo está a ser desenvolvido em articulação com a Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, estando igualmente a ser preparado o respetivo aditamento ao Regulamento Particular. O novo itinerário e os horários atualizados serão divulgados assim que estiverem formalmente aprovados.
Para o CAMI Motorsport, trata-se de uma contrariedade significativa depois de meses de trabalho na preparação de um rali genuinamente transfronteiriço, mas a prioridade passou imediatamente por garantir a realização da prova em segurança. A mensagem final da organização é inequívoca: “O Rali da Água vai para a estrada.”
Tomás Pinto voltou a assinar uma exibição de gala no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. Na Rampa Internacional de Boticas, o jovem piloto da Famaconcret Racing Team conquistou mais uma vitória entre os Protótipos B, estabeleceu um novo recorde de traçado e, acima de tudo, fechou matematicamente as contas do título da divisão.
Aos comandos do BRC CM05 Evo preparado pela FR Power, o talento duriense confirmou em Trás-os-Montes uma temporada absolutamente excecional, coroando com o título um percurso marcado pela velocidade, consistência e domínio competitivo.
E não ficou por aí. Tomás Pinto deixa Boticas também na liderança da classificação absoluta do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, mantendo viva uma luta que, no início da temporada, parecia quase improvável para um piloto equipado com um Protótipo B. A prestação de Tomás Pinto teve dois momentos distintos. Na primeira Subida Oficial, disputada no sábado, o piloto registou 2:53.038, numa passagem deliberadamente cautelosa: “Optámos por fazer uma subida mais tranquila, em verdadeiro ‘modo passeio’, devido a uma informação transmitida por um comissário de pista momentos antes da partida”, explicou.
No domingo, porém, mudou completamente o cenário. Tomás Pinto entrou determinado a atacar e mostrou de imediato todo o potencial do BRC CM05 Evo. Na segunda Subida Oficial, assinou 2:23.690, estabelecendo um novo recorde de traçado para os Protótipos B. Na derradeira subida voltou a rodar num ritmo fortíssimo, com 2:24.045, completando uma jornada em que venceu todas as subidas de domingo e confirmou, sem margem para dúvidas, a superioridade na divisão.
“Foi um fim de semana fantástico. No domingo foi dia de atacar. Entrámos determinados a mostrar que estamos prontos para a luta, vencemos todas as subidas e ainda conseguimos estabelecer um novo recorde de traçado”, afirmou Tomás Pinto.
Título conquistado. Agora, a luta absoluta
A vitória em Boticas permitiu ao jovem piloto da Famaconcret Racing Team colocar o ponto final numa campanha praticamente irrepreensível nos Protótipos B, transformando em título uma superioridade construída prova após prova. Mais uma vitória. Mais um recorde. E agora, o título.
Mas a temporada está longe de terminada. Com a Divisão Protótipos B já conquistada, Tomás Pinto parte agora para a Rampa da Arrábida com a liderança absoluta do campeonato e a possibilidade real de continuar a discutir o título máximo da Montanha portuguesa: “Saímos daqui ainda mais fortes e seguimos agora para a Rampa da Arrábida na liderança e na luta pelo Título Absoluto. Nada está decidido e vamos lutar até ao fim!”, garante o jovem piloto.
Apesar da ambição renovada, Tomás Pinto não esquece quem o tem acompanhado nesta caminhada: “Obrigado a todos pelo apoio incondicional, à minha equipa, à minha família, aos patrocinadores e a todos os que estão sempre desse lado. Este título é também de todos eles.”
Campeão nos Protótipos B e líder absoluto do CPM JC Group, o “Super Tomás” sai de Boticas com mais um capítulo brilhante escrito numa temporada que continua a superar expectativas e com a certeza de que ainda há muito por disputar até à última subida.
Está de volta o desafio do Campeonato de Portugal de Ralis para Afonso Santos. O jovem piloto da Póvoa de Varzim prepara-se para enfrentar, este fim de semana, o Rali da Água Transibérico Eurocidade Chaves-Verín, prova organizada pelo CAMI Motorsport nas exigentes estradas de asfalto transmontanas e galegas.
Afonso Santos continuará aos comandos do Peugeot 208 Rally4 preparado pela PT Racing, mas terá uma novidade importante no banco do lado direito. Mafalda Santos, sua irmã, assume as funções de navegadora neste rali e manterá esse papel até ao final da temporada.
A dupla já mostrou excelente entendimento competitivo em Vale de Cambra, no APCAR Rallye Series Stars, onde Afonso e Mafalda estiveram em grande plano, discutindo a vitória entre os duas rodas motrizes: “Estou muito feliz por ter a Mafalda comigo. Funcionamos muito bem como equipa, como, aliás, se viu uma vez mais em Vale de Cambra. O nosso entrosamento é bom e ainda vai melhorar”, afirma Afonso Santos.
O Rali da Água Transibérico Eurocidade Chaves-Verín apresenta-se como um desafio particularmente importante para o jovem piloto poveiro, que terá pela frente uma tripla frente competitiva: o Campeonato de Portugal de Ralis 2RM, o Campeonato de Portugal Júnior de Ralis e a Peugeot Rally Cup Portugal.
Apesar da ambição natural em todas as frentes, é no Campeonato de Portugal Júnior de Ralis que Afonso Santos concentra, nesta fase, a maior parte das suas atenções. O piloto da Póvoa de Varzim ocupa o segundo lugar do campeonato e mantém intactas as aspirações de lutar pelo título nacional até ao final da época: “Estamos em segundo no campeonato, com reais hipóteses de lutar pelo título nacional, e vamos dar tudo para estar nessa luta até ao último rali”, sublinha o piloto.
No CPR 2RM e na Peugeot Rally Cup Portugal, Afonso Santos reconhece a força e a experiência da concorrência, mas parte para Chaves e Verín determinado a procurar um resultado sólido, consistente e importante para a sua evolução: “No campeonato reservado às duas rodas motrizes, sabemos que temos muito menos experiência do que os principais candidatos, mas tudo faremos para alcançar um resultado positivo, se possível dentro do Top 5. O mesmo se aplica à Peugeot Rally Cup Portugal”.
O Rali da Água será também mais um teste à maturidade competitiva do “Pocket Rocket”. Afonso Santos sabe que terá pela frente uma prova longa, difícil e disputada em estradas que exigem conhecimento, rigor e grande capacidade de adaptação. Por isso, a estratégia passará por encontrar o equilíbrio certo entre rapidez e controlo.
“Será um rali longo, muito difícil, em estradas que exigem muito conhecimento. Como tal, seremos cautelosos, sem deixar de procurar um andamento rápido, mas sempre controlado. O foco está em terminar a prova com o melhor resultado possível”, assume Afonso Santos.
O programa oficial do Rali da Água Transibérico Eurocidade Chaves-Verín arranca na quinta-feira, 10 de setembro, com a sessão de autógrafos marcada para as 21h00 e a partida simbólica agendada para as 22h00, em Chaves. A competição propriamente dita inicia-se na sexta-feira à tarde, com as especiais de Chaves, percorrida duas vezes, Verín e Rota Termal, esta última em formato Super Especial, prosseguindo no sábado com as duplas passagens por Transibérico, Alto Tâmega e Termas de Chaves, antes do pódio final.
Tomás Gomes protagonizou uma estreia de grande nível em Spa-Francorchamps, nos dias 3 e 4 de setembro, fechando o fim de semana com uma vitória, dois segundos lugares e a melhor volta de todo o evento.
A qualificação começou de forma muito positiva, com o piloto português a garantir o 2.º lugar. Na primeira corrida, apesar de uma partida menos conseguida que o fez cair para sexto, Tomás recuperou várias posições e terminou novamente em segundo. Na Corrida 2, com inversão dos dez primeiros lugares da grelha, arrancou de 9.º e voltou a protagonizar uma forte recuperação até ao 2.º posto.
A vitória surgiu na terceira corrida. Partindo novamente de 9.º, Tomás escalou o pelotão até ao segundo lugar e, quando a chuva começou a cair a meio da prova, conseguiu tirar partido da sua rapidez em piso molhado, mesmo com uma afinação preparada para condições de seco.
“A meio da corrida começou a chover e, como ninguém estava preparado, acabei por sair em vantagem por conseguir correr melhor com um setup de seco numa corrida à chuva”, explicou. O fim de semana ficou ainda marcado pela melhor volta absoluta do evento, com Tomás Gomes a registar 2m46,189s, à média de 151,72 km/h.
“Na qualificação consegui o segundo lugar e isso ajudou. Na Corrida 1, apesar de ter falhado o arranque e caído para sexto, consegui recuperar até segundo. Na Corrida 2 voltei a sair de nono e recuperei até ao segundo lugar. Na Corrida 3 tivemos muitas lutas e, com a chuva, consegui aproveitar melhor as condições”, resumiu.
Na primeira experiência em Spa-Francorchamps, Tomás Gomes sai do traçado belga com uma vitória de grande destaque e a confirmação de um ritmo competitivo muito forte.
Gonçalo Inácio assinou mais uma exibição de elevado nível no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, terminando a exigente Rampa Internacional de Boticas no 2.º lugar dos Protótipos B e numa excelente 7.ª posição da classificação geral absoluta.
Aos comandos do BRC B49 EVO preparado pela Power House, o piloto da Diatosta confirmou uma vez mais a rápida evolução demonstrada na sua primeira temporada ao volante de um protótipo. Num traçado particularmente veloz, técnico e exigente, Gonçalo Inácio apresentou um andamento forte e consistente, mantendo-se ao longo da jornada entre os principais protagonistas de uma das divisões mais competitivas do campeonato.
O resultado alcançado em Boticas prolonga uma impressionante sequência de regularidade: cinco provas disputadas e cinco pódios conquistados nos Protótipos B, com quatro segundos lugares e uma terceira posição.
Números muito positivos para quem, no início da temporada, enfrentou o enorme desafio de trocar os carros de tração dianteira por um protótipo de tração traseira, profundamente diferente em termos de comportamento, exigência e condução: “Termino a Rampa de Boticas no segundo lugar dos Protótipos B e na sétima posição da classificação geral. É um resultado positivo e mais um pódio numa época em que temos sido muito consistentes, mas o nosso objetivo era, naturalmente, vencer.”
Exibição rápida numa batalha de alto nível
A divisão dos Protótipos B voltou a proporcionar uma luta intensa, confirmando o elevado nível competitivo que tem caracterizado toda a temporada. Apesar do andamento demonstrado e do trabalho desenvolvido pela Power House na preparação e afinação do BRC B49 EVO, o desejado primeiro triunfo acabou por voltar a escapar: “Tivemos um andamento rápido e houve, mais uma vez, um enorme trabalho e dedicação por parte da Power House. A equipa deu-me todas as condições para lutar, mas a vitória não foi alcançada.”
Longe de se acomodar perante mais um resultado de grande qualidade, Gonçalo Inácio assume uma postura exigente e coloca sobre si próprio a responsabilidade de encontrar os detalhes que lhe permitam transformar os sucessivos pódios numa vitória: “Fica a certeza de que existiram dedicação e foco, mas também a sensação de que é necessário algo mais da minha parte. Tenho de continuar a trabalhar, perceber onde posso melhorar e encontrar os índices que nos permitam dar o próximo passo.”
Concluída a jornada transmontana, todas as atenções se voltam agora para a Rampa da Arrábida. A próxima prova assume um significado muito especial para Gonçalo Inácio, não apenas por ser a sua jornada de casa, mas também pela possibilidade de fechar as contas do vice-campeonato nacional dos Protótipos B. O piloto da Diatosta promete uma preparação cuidada e a mesma ambição que tem marcado toda a temporada: “Agora é tempo de olhar para a Rampa da Arrábida, a nossa prova de casa, onde vamos entrar determinados a fechar o vice-campeonato. Queremos preparar tudo ao máximo e chegar em condições de voltar a discutir os primeiros lugares.”
Apesar de a consolidação do segundo lugar no campeonato representar o principal objetivo classificativo, Gonçalo Inácio deixa claro que não abdicará de procurar a vitória: “Vamos trabalhar, preparar todos os detalhes e, como sempre, entrar em prova para lutar pela vitória. Queremos muito alcançar esse triunfo e nada faria mais sentido do que consegui-lo na nossa prova de casa, diante do nosso público.”
Potência, emoção e uma sonoridade impossível de ignorar. A parceria entre Rui Madeira e a Ford Lusitana foi um dos ingredientes especiais da presença do consagrado piloto português no Caramulo Motorfestival 2026, proporcionando aos convidados da marca uma experiência privilegiada no banco do lado direito do novo Ford Mustang Dark Horse.
Ao longo de cerca de 16 subidas da Rampa do Caramulo, Rui Madeira explorou o potencial do mais musculado representante da atual geração Mustang, levando consigo convidados da Ford Portugal e da concessão Ford em Viseu, Formartinauto, numa ação concebida para aproximar produto, performance e emoção num dos cenários mais carismáticos do automobilismo português.
E o primeiro contacto deixou marca no próprio vencedor da Taça do Mundo de Ralis Grupo N em 1994: “O Mustang Dark Horse revelou-se uma máquina que superou as expectativas. Naturalmente que o motor é um dos grandes protagonistas e o som deste V8 5.0 sente-se verdadeiramente quando pisamos o acelerador com decisão. Mas surpreendeu-me igualmente a capacidade que o carro tem para curvar a alta velocidade, tendo em conta a sua dimensão e peso. É um automóvel que transmite confiança e que consegue conjugar muito bem eficácia e diversão”.
Com 500 cv extraídos do V8 de 5,0 litros e uma aceleração dos 0 aos 100 km/h em apenas 4,1 segundos, o Mustang Dark Horse revelou no exigente traçado do Caramulo uma personalidade que vai muito além da imagem e da sonoridade que tradicionalmente distinguem o icónico modelo americano.
A multiplicidade de configurações disponíveis permitiu a Rui Madeira adaptar o carro ao caráter muito particular dos co-drives e extrair uma vertente mais exuberante da experiência. “As diversas possibilidades de afinação disponíveis no dashboard deram-me confiança para fazer a rampa de forma rápida e muito eficaz. Utilizámos a configuração de circuito, com o controlo de tração desligado, precisamente para conseguirmos proporcionar ainda mais espetáculo a quem me acompanhava”, explica.
Para um piloto habituado a máquinas de competição, houve também características do Dark Horse que mereceram particular atenção. “O facto de ser um puro tração traseira proporciona muita diversão, mas aquilo que impressiona é perceber que essa diversão não compromete a eficácia. O Mustang consegue colocar toda aquela potência no chão e andar para a frente muito depressa. E a capacidade de travagem é verdadeiramente impressionante”, salienta.
Foi precisamente nas travagens mais fortes que Rui Madeira percebeu, de forma particularmente divertida, o impacto da experiência nos seus passageiros. “Houve momentos em que senti que alguns dos convidados iam literalmente a travar com os pés no habitáculo!”, recorda, com humor.
A experiência permitiu ainda explorar outra das funcionalidades mais exuberantes do Mustang Dark Horse: “Só tive pena de não termos conseguido utilizar mais vezes o Drift Mode. A conjugação da afinação específica com o travão de mão permite brincar bastante com o carro e foi um verdadeiro regalo, tanto para mim como para um dos convidados que teve oportunidade de viver essa experiência”.
Clientes, convidados e influenciadores que participaram na ação puderam sentir diretamente aquilo que os números de uma ficha técnica dificilmente conseguem transmitir: a entrega de potência, o comportamento dinâmico e, inevitavelmente, a assinatura sonora de um V8 atmosférico: “O feedback foi extraordinário. As sensações transmitidas por todos os que fizeram as subidas connosco dizem muito sobre aquilo que o Mustang proporciona. E houve também uma enorme reação nas redes sociais, em especial ao som do V8. Os ‘relinchos’ dos cavalos do Mustang ouviam-se bem alto no Caramulo. V8 5.0, 500 cv e 0-100 km/h em 4,1 segundos… Uau!”, resume Rui Madeira.
Mesmo de regresso ao Porsche 997 GT3 Cup, o campeão nacional dominou a Categoria GT na Rampa Internacional de Boticas e deixou a renovação do título muito perto de ficar matematicamente assegurada.
Nem as contrariedades, nem a mudança de carro, nem um sábado particularmente exigente impediram José Rodrigues de cumprir a missão em Boticas. O campeão nacional em título voltou a impor a sua lei na Categoria GT do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, vencendo sem contestação e dando um passo decisivo rumo ao bicampeonato.
Depois de uma temporada desenvolvida aos comandos do Porsche 992 GT3 Cup, José Rodrigues apresentou-se no traçado internacional de Boticas com o seu “antigo” Porsche 997 GT3 Cup, viatura com a qual já não competia desde 2025. A mudança obrigou a um importante trabalho de readaptação e tornou particularmente exigente a jornada de sábado, durante a qual piloto e equipa procuraram encontrar o setup adequado para responder às características dos 5,11 quilómetros da exigente subida transmontana.
Encontrada a direção certa, a resposta em competição foi inequívoca. A superioridade de José Rodrigues voltou a ser esmagadora. O piloto bracarense mostrou-se completamente senhor dos acontecimentos e construiu uma vantagem suficientemente expressiva para nem sequer necessitar do resultado da terceira Subida de Prova para assegurar o triunfo. A soma dos tempos das duas primeiras subidas oficiais, 5:09,650, foi suficiente para garantir mais uma vitória na Categoria GT e acrescentar um resultado de enorme importância às contas do campeonato.
Mais do que a margem alcançada, Boticas voltou a demonstrar a capacidade de José Rodrigues para responder quando as circunstâncias não são perfeitas: carro diferente, necessidade de reencontrar referências e afinações e um fim de semana que começou longe do cenário ideal: “Foi um fim de semana de muitas contrariedades, antes e durante a prova. Tivemos um sábado complicado no acerto do setup do 997, um carro com o qual já não competíamos desde 2025. Mas, mais uma vez, conseguimos superar todas as adversidades e encontrar um ritmo suficiente para alcançarmos os nossos objetivos”.
A vitória em Boticas deixa assim José Rodrigues muito próximo de concretizar o grande objetivo definido para esta temporada: renovar o título conquistado em 2025 e sagrar-se bicampeão nacional da Categoria GT: “Vencemos e ficámos muito perto de fechar as contas do campeonato. Queremos muito brindar os nossos patrocinadores e toda a equipa com o título nacional a que nos propusemos no início da época. Vamos tentar fechar as contas de 2026 já na Arrábida, para depois começarmos a preparar 2027”, afirmou.
Depois de mais uma demonstração de eficácia, o piloto apoiado pela Repsol e Rodrigues Tyres vira agora todas as atenções para a Rampa da Arrábida. Será aí que José Rodrigues pretende colocar o ponto final nas contas do campeonato e transformar uma temporada de enorme consistência no segundo título nacional consecutivo.