Autor: Joaquim Amândio Santos

  • Final inglório não apaga grande exibição de Adão Pinto em Castelo Branco

    Final inglório não apaga grande exibição de Adão Pinto em Castelo Branco

    Adão Pinto viveu em Castelo Branco um daqueles fins de semana em que o resultado final está muito longe de traduzir a exibição protagonizada em pista. O piloto de Abragão, Penafiel, esteve sistematicamente entre os mais rápidos da Nacional 2RM durante a penúltima jornada do Campeonato de Portugal de Ralicross, mas uma sucessão de problemas na fase decisiva ditaria um inglório 8.º lugar à geral.

    Depois de fechar o sábado no 3.º posto absoluto, fruto de um 4.º lugar na primeira manga e de um 3.º na segunda, Adão Pinto entrou no domingo determinado em continuar a discutir as posições cimeiras. Na terceira manga voltou a ser 3.º da geral, seguindo-se um 4.º lugar na derradeira qualificação, numa corrida particularmente difícil devido ao intenso pó levantado pelas viaturas que seguiam na frente.

    A consistência demonstrada ao longo das quatro mangas permitiu ao piloto do Opel Astra OPC 2.0 terminar a fase de qualificação num excelente 3.º lugar absoluto, garantindo a segunda posição na grelha da sua semifinal: “Até aí estávamos a fazer uma prova muito forte. O andamento esteve sempre entre os melhores e conseguimos ser muito consistentes, apesar de as condições de pista, principalmente por causa do pó, terem tornado algumas mangas bastante complicadas. Estávamos onde queríamos estar para atacar a fase decisiva.”

    Foi precisamente na semifinal que a sorte começou a abandonar definitivamente Adão Pinto. A caixa de velocidades cedeu durante a corrida, mas o tricampeão nacional recusou desistir e conseguiu levar o Opel Astra OPC até à bandeira de xadrez utilizando apenas a terceira velocidade. Mesmo fortemente condicionado, terminou em 4.º lugar, assegurando o tão desejado acesso à final.

    Começava então uma autêntica corrida contra o relógio. A equipa dispunha de apenas 45 minutos para substituir a caixa de velocidades, uma operação extremamente exigente num intervalo tão curto. Mecânicos, elementos da equipa e amigos juntaram esforços e conseguiram aquilo que pouco antes parecia quase impossível: colocar o Opel Astra OPC novamente operacional e Adão Pinto na grelha da corrida decisiva: “Não tenho palavras suficientes para agradecer. Quando partimos a caixa parecia praticamente impossível estarmos na final, porque tínhamos apenas 45 minutos para fazer uma intervenção enorme. Mas ninguém desistiu. Toda a gente meteu mãos ao trabalho, acreditou até ao último segundo e conseguimos colocar o carro na grelha. Foi um momento de enorme orgulho nesta equipa.”

    E durante alguns instantes tudo pareceu finalmente sorrir ao piloto de Abragão. Sem nada a perder, Adão Pinto protagonizou um excelente primeiro arranque e, beneficiando também dos duelos entre os adversários, colocou-se rapidamente no 2.º lugar da final. Contudo, antes de concluída a primeira volta, foi mostrada a bandeira vermelha e todo o trabalho realizado ficou sem efeito, obrigando a uma nova partida.

    No segundo arranque, os semáforos apagaram-se e Adão Pinto voltou a lançar o Opel Astra, mas apenas por escassos metros. O carro desligou-se depois de aproximadamente três metros e não chegou sequer a cruzar a linha de meta. Sem completar qualquer volta na final, o piloto acabaria classificado no 8.º lugar da geral: “Custou muito. No primeiro arranque tudo parecia estar finalmente do nosso lado, estávamos em segundo e sentíamos que podíamos fazer uma grande final. Depois veio a bandeira vermelha e, no segundo arranque, acabou tudo praticamente antes de começar. É difícil aceitar um desfecho destes depois do fim de semana que fizemos, mas as corridas também são isto.”

    O resultado representa um duro golpe numa altura particularmente sensível da luta pelos títulos, mas Adão Pinto prefere retirar de Castelo Branco a competitividade e, sobretudo, a extraordinária união de todos aqueles que estiveram ao seu lado: “A classificação final não mostra aquilo que fizemos em Castelo Branco. Mostrámos velocidade, raça e capacidade para estar na luta pelos primeiros lugares. Quero agradecer do fundo do coração à minha equipa, aos amigos que nos ajudaram e a todos os que acreditaram que era possível colocar aquele carro na final. O esforço que fizeram por mim vale muito mais do que qualquer resultado. Vamos lutar até ao fim.”

  • Castanheira de Pera aquece motores antes da batalha de domingo

    Castanheira de Pera aquece motores antes da batalha de domingo

    Primeiro dia da Ronda #4 do Castrol Portugal Rally Series ficou marcado pela proximidade com o público, pelo shakedown e pela presença de Dani Sordo e Chris Ingram. A competição a sério arranca este domingo às 09h00.

    O Castrol Portugal Rally Series chegou este sábado a Castanheira de Pera para o primeiro dia da quarta ronda da temporada, numa jornada dedicada sobretudo à promoção da modalidade e ao contacto entre pilotos, equipas e público. Com a Praia das Rocas como pano de fundo, a Arena e a Fan Zone concentraram grande parte da atividade, proporcionando aos adeptos uma proximidade privilegiada com as viaturas e os protagonistas da prova.

    As próprias classificativas deixaram boas impressões entre os pilotos. Miguel Carvalho destacou “as paisagens muito bonitas” e um percurso com “curvas que parecem um autêntico carrossel”, enquanto Ernesto Cunha classificou os troços como “muito interessantes, médios e rápidos, com muito ritmo”.

    O momento de maior intensidade surgiu com o shakedown, onde os motores começaram verdadeiramente a aquecer. Dani Sordo, ao volante do Hyundai i20 N Rally2 da Vision Motorsport, foi naturalmente um dos grandes focos de atenção, naquele que foi o seu primeiro contacto competitivo com as estradas de Castanheira de Pera.

    Também Chris Ingram marcou presença, contribuindo para um espetáculo que juntou pilotos nacionais e internacionais e antecipou aquilo que está reservado para a jornada decisiva.

    A noite prolongou a festa na Praia das Rocas e na Fan Zone, com música, animação e forte presença do público, reforçando uma das imagens de marca do Rally Series: aproximar a competição da comunidade.

    Este domingo, desde das 09h00, chegou a competição a sério. Os concorrentes enfrentam duas passagens pelas classificativas O Neveiro e E A Lã, além de quatro entradas na Arena Monster Energy, num total de oito especiais. O pódio final está previsto para as 17h30, na Fan Zone. Castanheira de Pera já aqueceu motores. Agora, é tempo de acelerar.

  • Patrick Cunha: dez dias para decidir, três rondas para chegar à luta pelas vitórias

    Patrick Cunha: dez dias para decidir, três rondas para chegar à luta pelas vitórias

    A participação na Porsche Sprint Challenge Ibérica foi decidida apenas cerca de dez dias antes do arranque da temporada e Patrick Cunha chegou a Monteblanco sem qualquer contacto prévio com o Porsche 992 GT3 Cup e sem conhecer o circuito. Três rondas depois, o piloto bracarense lidera a Classe Bronze, ocupa o segundo lugar absoluto e da Categoria 2 e tem sido determinante para o terceiro posto da Veloso Motorsport na Taça de Equipas.

    O próprio Patrick não procura esconder a dimensão do desafio inicial: “O balanço que faço é positivo, tendo em conta que decidimos fazer o campeonato cerca de dez dias antes e fomos para a primeira corrida de Monteblanco sem qualquer tipo de contacto com o carro e sem conhecer a pista.”

    O que começou inevitavelmente como um processo acelerado de descoberta rapidamente se transformou em algo diferente. A adaptação trouxe velocidade. A velocidade trouxe resultados. E os resultados colocaram Patrick Cunha numa posição que dificilmente poderia antecipar quando chegou a Monteblanco.

    Após as três primeiras rondas, o piloto da Veloso Motorsport lidera a Classe Bronze, ocupa o segundo lugar da classificação absoluta e é igualmente segundo na Categoria 2.

    Da aprendizagem aos pódios absolutos

    Monteblanco serviu sobretudo para conhecer. O Porsche, o campeonato e uma pista completamente nova. Quando a PSCI chegou ao Estoril e, posteriormente, a Valência, a realidade começou a ser substancialmente diferente. Com maior conhecimento do automóvel e competindo em circuitos que já lhe eram familiares, Patrick conseguiu aproximar-se progressivamente da frente: “A partir daí foi uma aprendizagem e tornámo-nos rápidos em pista, ganhando corridas na categoria e estando sempre no Top 3 da geral. Com pistas que já conhecemos, foi mais fácil.”

    Os resultados confirmaram essa evolução. Estoril e Valência colocaram repetidamente Patrick entre os protagonistas dos lugares cimeiros. O próprio piloto reconhece que cada corrida continua a acrescentar algo: “A cada corrida que fazemos ganhamos mais ritmo e conhecimento do carro e iremos sempre tentar a vitória.”

    Os pódios já chegaram. O passo seguinte está perfeitamente identificado. Patrick Cunha quer vencer uma corrida à geral na Porsche Sprint Challenge Ibérica. Não ignora a dimensão do desafio e aponta diretamente para Borja García, protagonista de uma primeira metade de temporada extraordinariamente forte: “Um dos meus objetivos é ganhar uma corrida à geral, sabendo que, enquanto estiver nas mesmas corridas que o Borja, é difícil, porque ele tem cinco anos deste campeonato e de campeonato europeu, onde tem um ritmo e um conhecimento do carro acima da média. Senti-me rápido no Estoril e em Valência, mas, tendo o Borja na mesma corrida que eu, com o ritmo que ele tem, ainda é difícil. Mas, irei tentar!”

    Uma declaração que talvez sintetize melhor do que qualquer classificação aquilo que mudou entre Monteblanco e a pausa de verão. Patrick quer ganhar.

    Veloso Motorsport: uma relação de muitos anos que faz a diferença

    Existe, contudo, uma componente fundamental para compreender a rapidez desta evolução. Se o Porsche e a Porsche Sprint Challenge Ibérica eram novidades, a equipa estava longe de o ser.

    Patrick Cunha mantém uma relação de vários anos com a Veloso Motorsport e esse conhecimento mútuo revelou-se importante numa temporada iniciada praticamente sem preparação: “A Veloso Motorsport é a minha equipa há muitos anos e conhece bem o meu tipo de pilotagem. O nosso trabalho em conjunto e a capacidade da Veloso Motorsport no desenvolvimento e na estratégia, desde os treinos à corrida, têm sido exímios.”

    O trabalho estende-se naturalmente ao setup do Porsche, procurando uma base capaz de permitir aos pilotos explorar as características do automóvel e, simultaneamente, evoluir ao longo de cada fim de semana. Essa eficácia não se traduz apenas na classificação individual de Patrick. Após Monteblanco, Estoril e Valência, a Veloso Motorsport ocupa o terceiro lugar da Taça de Equipas da Porsche Sprint Challenge Ibérica, e os resultados alcançados por Patrick Cunha têm dado uma contribuição decisiva.

    Primeiro os pódios. Agora, a vitória

    Talvez a melhor forma de medir a evolução de Patrick Cunha seja regressar aos objetivos com que começou a temporada. Não existiam proclamações de candidatura ao título. Nem a obrigação de vencer. A prioridade era conhecer o Porsche, adaptar-se a uma competição nova e perceber progressivamente até onde poderia chegar.

    Os pódios eram uma ambição. E já chegaram. Agora, três rondas depois, a realidade permite elevar a fasquia: “O meu objetivo inicial era a adaptação ao carro e tentar pódios, o que já consegui. Irei tentar, na segunda metade da época, ganhar uma corrida à geral e o meu objetivo para este primeiro ano é tentar ganhar a Classe Bronze.”

    A equação para a segunda metade da temporada fica, assim, particularmente clara. Procurar aquela primeira vitória absoluta. E transformar a atual liderança da Classe Bronze num título no final da temporada.

  • Guia do Código Mundial Antidopagem 2027 já está disponível em português

    Guia do Código Mundial Antidopagem 2027 já está disponível em português

    Curso destinado a atletas e restantes interessados pode ser realizado gratuitamente através da plataforma ADEL da Agência Mundial Antidopagem.

    Já está disponível em português o curso “O Guia do Código 2027 para Atletas”, integrado na plataforma de e-learning ADEL da Agência Mundial Antidopagem (WADA). A versão portuguesa permite aos atletas, equipas e restantes agentes desportivos conhecerem de forma simples e acessível as principais alterações introduzidas pelo Código Mundial Antidopagem 2027.

    O curso pretende facilitar a atualização de conhecimentos sobre as regras e responsabilidades associadas à luta antidopagem, contribuindo para uma prática desportiva mais informada, limpa e justa.

    Para aceder, basta entrar na plataforma ADEL, criar uma conta ou iniciar sessão, pesquisar por “O Guia do Código 2027 para Atletas” e efetuar a inscrição. A formação está disponível em: Plataforma ADEL da WADA

    Uma ferramenta útil para atletas e todos os que acompanham de perto a atividade desportiva, especialmente numa fase de transição para o novo Código Mundial Antidopagem 2027.

  • José Correia imperial comanda grande primeiro dia em Boticas

    José Correia imperial comanda grande primeiro dia em Boticas

    A Rampa Internacional de Boticas proporcionou um fantástico primeiro dia de competição, confirmando todas as expectativas em torno da sexta jornada do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. Com 80 pilotos presentes, muita competição, vários incidentes e até a ameaça de chuva e trovoada na fase final do programa, a jornada inaugural foi intensa do primeiro ao último momento.

    No plano organizativo, o Demoporto voltou a demonstrar toda a experiência da sua máquina organizativa. Apesar das várias interrupções provocadas sobretudo por problemas mecânicos, todas as situações foram resolvidas com eficácia, permitindo levar a bom porto as duas Subidas de Treinos Oficiais e a primeira e única Subida de Prova do dia.

    José Correia foi o senhor absoluto de sábado

    Desportivamente, houve um nome acima de todos os outros: José Correia. O piloto bracarense da JC Group Racing Team foi imperial de fio a pavio, dominando claramente as três subidas disputadas e confirmando, na estrada, o favoritismo que lhe era atribuído à partida para Boticas. Na única Subida de Prova, José Correia voltou a extrair todo o potencial da poderosa Osella PA30, assinando 2:18,011 e terminando nada menos que 6,147 segundos à frente de Nuno Caetano. Uma vantagem significativa que coloca o piloto e patrão da JC Group Racing Team, com todo o mérito, na posição de grande candidato à vitória neste domingo.

    Nuno Caetano voltou a estar muito forte com a Osella PA2000 EVO2-PA30 da Power House, mas nunca conseguiu verdadeiramente aproximar-se do ritmo imposto por Correia. O português radicado em Londres terminou o sábado na segunda posição, enquanto o espanhol José López-Fombona colocou o espetacular Audi RS5 DTM no terceiro posto, a 7,008 segundos da liderança.

    Muito positiva está igualmente a ser a prestação de Hélder Silva. No regresso à competição e utilizando uma Osella PA21/S Evo cujo potencial é inferior ao das máquinas mais poderosas presentes, o campeão nacional em título terminou a primeira Subida de Prova no quarto lugar, a 8,666 segundos de Correia. E a fechar um surpreendente Top 5 apareceu Luís Nunes, extraordinário com o Škoda Fabia R5, a 11,946 segundos do líder.

    Chuva tramou Tomás Pinto e relança os Protótipos B

    A grande vítima das condições meteorológicas foi Tomás Pinto. O jovem piloto da Famaconcret Racing Team tinha realizado uma exibição de enorme nível nas duas Subidas de Treinos Oficiais, sendo claramente o mais rápido entre os Protótipos B e chegando mesmo a ocupar o segundo lugar absoluto. Mas, quando os Protótipos B e A se preparavam para enfrentar a derradeira subida do dia, a chuva e a trovoada ameaçaram Boticas. Tomás Pinto acabou por sofrer com as condições encontradas, caindo para o quinto posto entre os Protótipos B na única subida que efetivamente conta para a classificação.

    Quem aproveitou foi um muito forte Gonçalo Inácio, que colocou o seu BRC B49 EVO na liderança dos Protótipos B e num excelente sétimo lugar absoluto, imediatamente seguido por Nuno Guimarães (Silver Car S2), enquanto Sérgio Nogueira (Silver Car S3) terminou em terceiro na divisão.

    Luís Nunes brilha nos Super Challenge, Rodrigues manda nos GT e Delgado ordena nos Turismos

    O extraordinário quinto lugar absoluto de Luís Nunes traduz igualmente o domínio do transmontano nos Super Challenge. Com 2:29,957, colocou o Škoda Fabia R5 na frente da categoria, com José Pires, no imponente Nissan GT-R R35, a 3,438 segundos, e o regressado José Lameiro, em Škoda Fabia MK3, a completar o Top 3.

    Nos GT, José Rodrigues voltou a impor a sua lei. O campeão nacional colocou o Porsche 9997 GT3 Cup que está a utilizar em Boticas no 11.º lugar absoluto e assumiu uma liderança confortável perante Daniel Vilaça – com este a assumir um papel relevante nas duas subidas de treino, onde se superiorizou ao campeão nacional – enquanto Beatriz Correia não registou tempo neste sábado, devido a um atraso no voo que a trouxe de regresso a Portugal, mas amanhã já alinhará no Porsche 992 GT3 Cup da JC Group Racing Team.

    Nos Turismos, Luís Delgado regressou em grande estilo e colocou o Kia Cee’d no comando da categoria e da Divisão Turismo 2, seguido por Daniel Pacheco, no Mitsubishi Lancer Evo X, e Guilherme Silva, com o Audi RS3 LMS. Apenas 72 milésimos separam, por sua vez, Guilherme Silva de Parcídio Summavielle, quarto da categoria. CarlosSIlva (Renault Clio RS) está a dominar os Turismo 3.

    António Barros e Rui Costa comandam Legends e Clássicos

    Nos Legends, o bicampeão nacional em título António Barros assumiu uma liderança clara com o BMW E36 M3, terminando o sábado com 7,763 segundos de vantagem sobre Armindo Correia (Peugeot 306), enquanto Miguel Ângelo (Peugeot 106) ocupa a terceira posição. Joaquim Soares (BMW M3), grande favorito, não arrancou para a subida oficial e Filipe Macedo, outro dos candidatos ao pódio, não a concluiu, com um problema técnico no Citroen Saxo Cup.

    Entre os Clássicos, Rui Costa colocou o Ford Escort RS1600 no comando, sendo 7,309 segundos mais rápido que Ricardo Pereira (Ford Escort RS2000), enquanto Pedro Silva, no Volkswagen Golf 16S, ocupa o terceiro lugar.

    Noventa e um milésimos! 1300 ao rubro em Boticas

    Se há campeonato onde ninguém poderá arriscar prognósticos para domingo é o Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group. A primeira Subida de Prova deixou Diogo Marques e José Carlos Magalhães separados por inacreditáveis 91 milésimos de segundo!

    Diogo Marques colocou o Toyota Starlet na frente com 3:06,687, mas José Carlos Magalhães respondeu com 3:06,778 no Peugeot 205 Rallye da MNE Sport. Praticamente nada os separa após mais de cinco quilómetros de subida. Aliás, Magalhães foi mais forte nas duas subidas de treino do dia.

    Hugo Magalhães, no Suzuki Swift GTI, ocupa o terceiro lugar, a 5,072 segundos do líder. Tudo em aberto para o duplo confronto decisivo de domingo.

    E nos Kartcross são apenas 215 milésimos!

    Não muito diferente é o cenário na Taça de Portugal de Kartcross de Montanha JC Group. Márcio Araújo lidera com o AG Sport, mas o galego Jesús Otero terminou a escassíssimos 215 milésimos! Márcio assinou 2:43,068 contra os 2:43,283 de Otero, prometendo um duelo de altíssima intensidade para domingo. António Alves ocupa a terceira posição, a 8,192 segundos.

    No FPAK Junior Team de Montanha, o líder da temporada Simão Nunes voltou a assumir o comando, deixando António Lopes a 3,586 segundos e Rafael Jorge no terceiro posto. Já na Taça de Portugal de Monolugares de Montanha, o espanhol Gabriel Gutiérrez Siegrist lidera naturalmente, sendo o único participante, mas impressionou ao levar o Tatuus FR2.0 aos 2:27,610, um tempo entre os melhores em termos absolutos.

    Domingo promete Montanha ao ataque

    Depois de um sábado recheado de competição, incidentes, mudanças meteorológicas e duelos ao milésimo, Boticas tem tudo preparado para uma jornada final de grande nível, que incluirá uma subida de treinos oficials, marcada para as dez da manhã, seguindo-se as derradeiras e sempre decisivas segunda e terceira subidas de prova.

    José Correia parte com uma vantagem importante e como homem a bater na classificação absoluta, mas atrás de si há muito por decidir. E se na luta absoluta ninguém poderá facilitar, Protótipos B, 1300 e Kartcross prometem alguns dos grandes duelos do domingo, numa Rampa Internacional de Boticas que está a cumprir tudo aquilo que dela se esperava.

  • WRT Rally1 Spain vai desenvolver motor próprio para o novo WRC27

    WRT Rally1 Spain vai desenvolver motor próprio para o novo WRC27

    Projeto da RMC Motorsport e da RFEDA confirma mais um passo importante para 2027, optando por desenvolver internamente a unidade motriz que equipará o novo carro destinado à futura regulamentação do Mundial de Ralis.

    A WRT Rally1 Spain revelou mais um detalhe relevante do seu projeto para 2027, confirmando que o novo WRC27 terá um motor desenvolvido especificamente pela estrutura espanhola. Em vez de recorrer a uma unidade já existente proveniente de um Rally2, o projeto conjunto da RMC Motorsport e da RFEDA decidiu avançar com o desenvolvimento de um motor baseado numa unidade de produção já homologada em Grupo A.

    A decisão está relacionada, segundo os responsáveis, com as limitações atuais dos fabricantes de motores Rally2, que não estarão preparados para fornecer a um construtor independente a quantidade de unidades necessária para um programa desta dimensão.

    Ao desenvolver o seu próprio motor, a WRT Rally1 Spain ganha maior controlo sobre a evolução técnica, futuras atualizações e, sobretudo, sobre a disponibilidade de unidades ao longo do projeto. A identidade do motor escolhido permanece, para já, em segredo, estando previstos novos detalhes técnicos numa fase posterior.

    A confirmação representa mais um passo na construção do ambicioso programa espanhol para a nova geração de carros do Mundial de Ralis, que deverá começar a ganhar forma de maneira cada vez mais concreta à medida que se aproxima 2027.

  • Leapmotor B05 conquista cinco estrelas Euro NCAP e custa desde 24.445 euros

    Leapmotor B05 conquista cinco estrelas Euro NCAP e custa desde 24.445 euros

    Novo elétrico da Leapmotor alcançou a classificação máxima nos testes de segurança europeus, com destaque para os 92% na proteção contra colisões e resultados máximos em vários ensaios de impacto e assistência à condução.

    O novo Leapmotor B05 conquistou a classificação máxima de cinco estrelas Euro NCAP, reforçando os argumentos de uma proposta que acaba de chegar ao mercado português com preços a partir de 24.445 euros. Nos ensaios realizados pelo organismo europeu, o B05 alcançou 92% na proteção contra colisões, demonstrando elevados níveis de proteção para adultos e crianças em diferentes cenários de impacto.

    Particularmente relevantes foram os resultados de 100% nos testes de impacto lateral contra barreira e contra poste, tendo a Euro NCAP destacado igualmente a eficácia do airbag central na redução do risco de lesões em colisões laterais. O modelo elétrico obteve também 98% na proteção contra impactos traseiros e 89% na segurança pós-colisão, área que avalia, entre outros aspetos, as condições proporcionadas às equipas de emergência após um acidente.

    Segurança ativa também em destaque

    O B05 registou 99% na prevenção de colisões por saída da faixa de rodagem e alcançou resultados máximos na assistência à direção e à mudança de faixa. O equipamento de segurança inclui travagem autónoma de emergência, cruise control adaptativo, deteção de ângulo morto, assistência à manutenção na faixa, monitorização do condutor e um sistema destinado a evitar acidentes com ciclistas provocados pela abertura das portas.

    A classificação de cinco estrelas surge numa fase de expansão europeia da Leapmotor e acrescenta um argumento importante ao posicionamento do B05 como elétrico de preço competitivo e forte componente tecnológica. Em Portugal, o Leapmotor B05 LIFE PRO, equipado com bateria de 56,2 kWh, está disponível a partir de 24.445 euros. A versão topo de gama DESIGN PRO MAX, com bateria de 67,1 kWh, tem preço a partir de 28.165 euros.

  • Joaquim Soares quer repetir vitória na Rampa de Boticas

    Joaquim Soares quer repetir vitória na Rampa de Boticas

    Depois do triunfo alcançado na Rampa Capital do Móvel – Paços de Ferreira, o piloto da Maia chega à sexta jornada do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group determinado a voltar a lutar pela vitória nos Legends.

    Joaquim Soares está pronto para mais um desafio ao volante do inconfundível BMW M3 “laranjinha”, desta vez na Rampa de Boticas, prova organizada pelo Demoporto e sexta jornada da temporada.

    Num traçado particularmente rápido, com cerca de 5,1 quilómetros, o piloto da Maia acredita que as características do BMW M3 poderão ser favoráveis, embora antecipe uma luta muito apertada pela vitória no Campeonato de Portugal Legends: “É um facto que esta rampa é de feição para os BMW M3, onde poderão exercer o seu domínio. Pela minha parte, estou motivado pela vitória alcançada na jornada anterior, na Rampa Capital do Móvel – Paços de Ferreira”, afirma Joaquim Soares.

    O piloto está, contudo, consciente da forte oposição que encontrará em Boticas: “Sei que a vitória vai ser muito disputada, porque todos os adversários estarão presentes. Espero que esteja tudo perfeito com o carro no capítulo técnico e que consigamos encontrar rapidamente as afinações corretas para tirar partido das suas qualidades e alcançar os nossos objetivos.”

    Joaquim Soares e o BMW M3 cumprem as verificações técnicas e documentais na sexta-feira ao final da tarde, estando a primeira subida oficial de treinos marcada para as 10h00 de sábado.

  • Opel Corsa GSE já pode ser encomendado: 281 cv elétricos por 39.990 euros

    Opel Corsa GSE já pode ser encomendado: 281 cv elétricos por 39.990 euros

    Novo “hot hatch” elétrico da Opel acelera dos 0 aos 100 km/h em 5,5 segundos, tem diferencial autoblocante Torsen, travões Alcon e autonomia até 374 quilómetros.

    A Opel abriu as encomendas para o novo Corsa GSE, a versão mais potente e desportiva da gama, com um preço de campanha a partir de 39.990 euros, IVA incluído. Totalmente elétrico, o novo Corsa GSE debita 207 kW (281 cv) e 345 Nm de binário, permitindo cumprir os 0 aos 100 km/h em apenas 5,5 segundos e atingir uma velocidade máxima de 180 km/h. É, segundo a marca, o Opel de produção atual mais rápido em aceleração.

    Para colocar a potência no asfalto, o modelo recorre a tração dianteira com diferencial autoblocante mecânico Torsen, chassis desportivo rebaixado e especificamente afinado, além de travões Alcon de quatro pistões. O condutor pode escolher entre os modos Sport, Normal e Eco. A bateria de 54 kWh, com 51 kWh úteis, proporciona uma autonomia até 374 km WLTP, enquanto o carregamento rápido em corrente contínua permite recuperar dos 20 aos 80% em cerca de 27 minutos.

    Visualmente, o Corsa GSE distingue-se pelos para-choques específicos, guarda-lamas alargados, spoiler traseiro, tejadilho preto e jantes de 18 polegadas com pneus Michelin Pilot Sport 4S. No interior surgem bancos desportivos com Alcantara, cintos amarelos e instrumentação específica com dados de performance.

    Apesar da forte componente desportiva, mantém a versatilidade para utilização diária, oferecendo entre 267 e 1.042 litros de capacidade de carga, bancos e volante aquecidos, câmara traseira de 180 graus, navegação, controlo de velocidade adaptativo e tecnologia V2L. O novo Opel Corsa GSE estará também em destaque no Salão Automóvel de Paris, em outubro.

  • Martim Magalhães aponta a novo pódio na Rampa de Boticas

    Martim Magalhães aponta a novo pódio na Rampa de Boticas

    Piloto da Maia volta à ação no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group determinado a manter-se na luta pelos lugares da frente entre os Protótipos B.

    Martim Magalhães está preparado para enfrentar mais um desafio no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2026, alinhando este fim de semana na Rampa de Boticas, sexta jornada da temporada e prova organizada pelo Demoporto.

    O piloto Feira dos Sofás parte com o objetivo de voltar a lutar pelo pódio, numa categoria Protótipos B marcada por diferenças mínimas e forte competitividade: “É mais um desafio em que quero dar o meu melhor. Espero que esteja tudo perfeito com o carro e que, logo nas subidas de treinos, consigamos encontrar as afinações adequadas para mostrar rapidez e eficiência”, afirmou Martim Magalhães.

    O piloto da Maia destaca igualmente o equilíbrio existente na categoria: “Desde o início, entre os Protótipos B, a luta tem sido muito grande, ao milésimo de segundo, e todos os habituais adversários vão estar presentes. Boticas é uma das rampas mais rápidas do calendário e espero que corra tudo pelo melhor e que consigamos trazer uma alegria para a equipa”, acrescentou.

    Martim Magalhães cumpre as verificações técnicas e documentais na sexta-feira ao final da tarde. A competição arranca no sábado, às 10h00, com duas subidas de treinos e uma subida de prova. No domingo realizam-se mais três subidas, uma de treinos e duas de prova.