Autor: Joaquim Amândio Santos

  • Escape Livre Magazine celebra o verão e os 40 anos do clube

    Escape Livre Magazine celebra o verão e os 40 anos do clube

    Nova edição reúne viagens, aventuras fora de estrada, histórias de competição, gastronomia e turismo, ficando disponível online a partir de 21 de julho.

    A edição de verão da Escape Livre Magazine já está pronta, propondo uma leitura dedicada à atividade recente do Clube Escape Livre e ao seu 40.º aniversário, celebrado ao longo de 2026. A publicação reúne reportagens sobre viagens nacionais e internacionais, experiências fora de estrada, automóveis, competição, turismo, gastronomia e património, oferecendo um retrato dos últimos meses de atividade do clube da Guarda.

    Em destaque está a Expedição Dacia/First Stop Marrocos 2026, apresentada como a maior e mais ambiciosa viagem do clube a território marroquino. A aventura inspira também a capa desta edição, assinada pelo traço criativo de Rui Queirós.

    A vertente internacional prossegue com uma viagem a Itália, durante a qual um grupo de entusiastas visitou os museus da Lamborghini, Pagani e Ferrari. Já em Portugal, a revista passa por Gouveia para dar a conhecer o Museu da Miniatura Automóvel e a respetiva história.

    As aventuras fora de estrada ocupam igualmente um espaço relevante, com a décima edição do She’s Mercedes Offroad Experience, o Raid Beiras e Serra da Estrela e a comemoração dos 15 anos da Aventura Dacia, em terras transmontanas e no universo dos Caretos.

    A competição automóvel surge através de uma reportagem com os pilotos da Guarda Fábio e Gonçalo Cruz, participantes no Campeonato Centro de Ralis. A equipa da revista teve ainda a oportunidade de experimentar o Renault Clio R3 e sentir algumas das exigências enfrentadas por um piloto de ralis.

    A edição inclui também uma conversa com o historiador e arqueólogo Joel Cleto, realizada na Livraria Lello, no Porto, e novas sugestões para descobrir Portugal ao volante. Entre os destinos selecionados encontram-se o Haven Nature Hotel & Villas, na Batalha, o restaurante Solemar, na Praia da Vieira, e a ViniLourenço, na Mêda.

    A revista encerra com um roteiro por Boticas e com mais uma crónica de José Romão de Sousa, desta vez dedicada ao desfecho da sua participação no Great South American Challenge.

    A edição de verão da Escape Livre Magazine estará disponível online a partir de 21 de julho, sendo distribuída no dia seguinte com o Diário de Coimbra e, a 23 de julho, com o jornal A Guarda.

  • Diana Martins regressou para sorrir e voltou a conquistar a família da Montanha

    Diana Martins regressou para sorrir e voltou a conquistar a família da Montanha

    O regresso de Diana Martins ao Campeonato de Portugal de Montanha JC Group ficou marcado por um fim de semana muito positivo na 7.ª Rampa Capital do Móvel. Aos comandos do Peugeot 208 VTi R2 da FM Competition, a jovem piloto famalicense cumpriu plenamente os objetivos definidos para esta participação: recuperar sensações, ganhar confiança e, acima de tudo, voltar a divertir-se ao volante.

    Depois de nove meses afastada da competição, Diana Martins adotou uma abordagem prudente e progressiva ao exigente traçado de 4.100 metros da Serra da Agrela. A “Crazy Mountain Girl” apresentou uma condução segura ao longo dos dois dias.

    A evolução registada nos tempos demonstra bem o trabalho realizado. Na primeira subida de treinos, Diana Martins completou o percurso em 2:47.184, terminando o fim de semana com a melhor marca de 2:33.330. Em apenas seis subidas, conseguiu retirar praticamente 14 segundos ao seu registo inicial, um progresso particularmente significativo tendo em conta o longo período sem competir. E, mesmo não sendo a busca de resultados o foco deste regresso, saiu de Paços de Ferreira com um lugar no Top 10 da Divisão Turismo 3.

    O fim de semana serviu igualmente para comprovar a excelente fiabilidade do Peugeot 208 VTi R2, que respondeu sem problemas às exigências da prova da FM Competition.

    Um recomeço carregado de emoção

    No final da competição, Diana Martins não escondeu a satisfação pelo regresso e pela evolução conseguida ao longo do fim de semana: “Foi um fim de semana positivo. Consegui melhorar subida após subida e ganhar cada vez mais confiança. Sabia o carro que conduzia, mas foram nove meses parada e, mesmo parecendo que não, foi muito tempo sem correr”, começou por explicar.

    A piloto famalicense reconheceu que este regresso representou praticamente um novo começo, obrigando-a a recuperar automatismos, referências e sensações que apenas a competição proporciona: “Agora percebo realmente o meu pai e todas as pessoas que me diziam que, quando se para, voltar é sempre difícil. É quase como começar do zero. No fundo, senti que isto foi exatamente isso: um recomeço. Voltar ao carro, voltar ao lado direito, voltar a vestir o equipamento.”

    Apesar de ter realizado anteriormente algumas passagens pelo traçado, a experiência ao volante de competição revelou-se naturalmente distinta: “Andar ao lado não é nada igual a conduzir. Já tinha feito a rampa este ano num troço de rali com o meu pai, mas este é um traçado técnico e exigente. Eu bem tentei entrar da mesma maneira que o ‘Pai Lipe’ entrou no Rali de Santo Tirso, mas não foi fácil”, comentou, com a irreverência e boa disposição que lhe são características.

    Mais importante do que qualquer resultado, Diana Martins concretizou os dois objetivos que havia estabelecido antes da prova. “Cumpri o objetivo. Diverti-me, e muito, e trouxe de volta à Montanha a minha boa disposição e alegria. Foram muitas as pessoas que me acariciaram e vieram ter comigo porque estavam realmente felizes por eu estar de volta. A frase que mais ouvi foi: ‘Fazes falta à família da Montanha’.”

    O carinho recebido ao longo do fim de semana tornou este regresso ainda mais especial, num ambiente onde Diana Martins voltou a sentir-se verdadeiramente em casa: “Foi muito bom estar de volta. A Rampa foi fantástica, com um público incrível e uma organização de grande nível. Acima de tudo, foi gratificante ver o orgulho nos olhos dos meus por eu ter regressado ao lugar onde sou feliz.”

    Diana Martins terminou assim a Rampa Capital do Móvel com uma prestação em claro crescendo, muitos sorrisos e a certeza de que a “Crazy Mountain Girl” continua a ocupar um lugar muito especial no coração da família da Montanha.

  • FJTM: Simão Nunes foi imperial na Rampa Capital do Móvel e ficou a um passo de conquistar a competição

    FJTM: Simão Nunes foi imperial na Rampa Capital do Móvel e ficou a um passo de conquistar a competição

    Jovem de Valpaços venceu as seis subidas do programa, somou novo triunfo no FPAK Júnior Team de Montanha e poderá fechar as contas da competição já em Boticas.

    Simão Nunes protagonizou uma exibição absolutamente dominadora na 7.ª Rampa Capital do Móvel, quinta jornada da temporada do FPAK Junior Team de Montanha. O jovem piloto de Valpaços foi o mais rápido de fio a pavio na Serra da Agrela, venceu todas as seis subidas realizadas ao longo do fim de semana e reforçou de forma decisiva a liderança da competição.

    Aos comandos do Peugeot 108 preparado pela Befast Motorsport, Simão Nunes não deixou qualquer margem para dúvidas. Foi o mais rápido nas três subidas de sábado e repetiu o pleno no domingo, assinando uma folha de tempos perfeita numa prova marcada pela forte presença de público e pelo elevado nível organizativo.

    Filho de Luís Nunes, sete vezes campeão nacional de Montanha, o jovem transmontano continua a construir o seu próprio percurso e está agora muito perto de garantir a vitória final no FPAK Júnior Team de Montanha. O objetivo poderá mesmo ser concretizado já na próxima jornada, em Boticas, onde chegará com uma vantagem pontual muito confortável. Na classificação final da Rampa Capital do Móvel, Simão Nunes totalizou 5:17,672, resultado das duas melhores Subidas Oficiais de Prova, reforçando um domínio que se estendeu a todo o programa competitivo.

    António Lopes voltou a ser o adversário mais próximo

    António Lopes confirmou novamente o estatuto de principal perseguidor do líder.

    O jovem felgueirense manteve-se como o piloto mais próximo de Simão Nunes ao longo do fim de semana e terminou na segunda posição, com o tempo total de 5:25,744, a 8,072 segundos do vencedor. O piloto do Peugeot 108 da Befast Motorsport voltou a revelar consistência e capacidade para rodar próximo dos melhores registos, consolidando a segunda posição na hierarquia da competição.

    Rafael Jorge completou o pódio, também aos comandos de um Peugeot 108. O jovem piloto manteve uma prestação muito regular ao longo dos dois dias e terminou com o tempo de 5:41,317, garantindo o terceiro lugar na Rampa Capital do Móvel.

    Depois de mais uma vitória e de um fim de semana perfeito, Simão Nunes parte para a próxima jornada cada vez mais próximo de alcançar o grande objetivo da temporada. A prova de Boticas poderá transformar-se no palco da decisão, com o jovem de Valpaços em posição privilegiada para garantir antecipadamente a conquista do FPAK Júnior Team de Montanha.

  • Lourenço Antunes assina recuperação de luxo e vence em Baltar

    Lourenço Antunes assina recuperação de luxo e vence em Baltar

    Piloto da Escola de Karting do Oeste/Birelart Portugal arrancou do 12.º lugar e conquistou a vitória na Final da categoria X30 Mini, na quarta prova do Campeonato de Portugal de Karting.

    A Escola de Karting do Oeste/Birelart Portugal esteve presente na quarta jornada do Campeonato de Portugal de Karting, disputada no Kartódromo de Baltar, com quatro pilotos distribuídos pelas categorias X30 Mini, X30 Sénior e Júnior.

    O grande destaque da formação sediada no Bombarral foi Lourenço Antunes, autor de uma extraordinária recuperação na Final da X30 Mini. Depois de registar o sétimo melhor tempo nos treinos cronometrados, o jovem piloto de Sintra foi obrigado a abandonar a primeira manga de qualificação e terminou a segunda no sétimo lugar. Novo abandono na Pré-Final deixou-o no 12.º posto da grelha para a corrida decisiva.

    Lourenço Antunes respondeu às adversidades com uma exibição de elevado nível. O piloto recuperou sucessivamente, chegou à liderança na sétima volta e, apesar de ter descido momentaneamente ao terceiro lugar, retomou o comando na 11.ª passagem. A partir daí, não voltou a ser superado e recebeu a bandeira de xadrez com 2,271 segundos de vantagem sobre o segundo classificado, completando uma das recuperações mais marcantes da jornada.

    Na X30 Sénior, Diogo Caetano começou por estabelecer o oitavo melhor tempo entre 18 concorrentes. O piloto de Lisboa terminou as duas mangas de qualificação nos sétimo e sexto lugares, respetivamente, antes de alcançar a quarta posição na Pré-Final. O fim de semana terminou, contudo, abaixo das expectativas, com Diogo Caetano a concluir a Final no oitavo lugar.

    A Escola de Karting do Oeste/Birelart Portugal apresentou dois pilotos na categoria Júnior. Na sua estreia absoluta em competições nacionais, Martim Acúrcio foi o 12.º mais rápido nos treinos cronometrados, terminando depois as mangas de qualificação nos quinto e 11.º lugares. O jovem piloto alcançou a sétima posição na Pré-Final e repetiu o resultado na Final, completando uma estreia consistente no Campeonato de Portugal de Karting.

    Francisco Iglésias, igualmente estreante na exigente categoria Júnior, registou o 10.º melhor tempo nos treinos cronometrados e terminou as duas mangas de qualificação nos 10.º e 12.º lugares.

  • Rampa Capital do Móvel operou uma revolução nos 1300

    Rampa Capital do Móvel operou uma revolução nos 1300

    Diogo Marques conquistou a primeira vitória da carreira no Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group após um intenso duelo com Diogo Mendes, enquanto o líder Armando Freitas ficou fora do pódio pela primeira vez em 2026.

    A 7.ª Rampa Capital do Móvel ficará para a história dos 1300 como a prova que abalou por completo a hierarquia da temporada. Depois de um início de época dominado por Armando Freitas, a jornada organizada pelo Targa Clube, com o apoio do Motor Clube Capital do Móvel, assistiu a uma autêntica mudança de paradigma. Pela primeira vez em 2026, o líder do campeonato terminou fora do pódio, encerrando a prova apenas na quinta posição, aos comandos do seu Toyota Starlet, a mais de cinco segundos da vitória.

    Os “Diogos” dominaram a Serra da Agrela

    E se houve revolução, teve dois grandes protagonistas. A prova transformou-se, com inteiro mérito, no verdadeiro “feudo dos Diogos”.

    O jovem famalicense Diogo Marques, uma das mais promissoras revelações do ano, conquistou a primeira vitória absoluta da carreira no Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group. Ao volante do Toyota Starlet da Famaconcret Racing Team, assinou uma exibição de enorme maturidade, rapidez e consistência para superar um adversário que nunca lhe deu tréguas.

    Esse adversário foi Diogo Mendes, também aos comandos de um Toyota Starlet EP71, que discutiu o triunfo até aos derradeiros metros da prova. No final, apenas 2,1 segundos separaram os dois jovens pilotos, num duelo que prendeu a atenção do muito público presente na Serra da Agrela.

    Se os dois Diogo discutiram a vitória, José Carlos Magalhães esteve igualmente na luta praticamente até final. O piloto da MNE Sport voltou a demonstrar toda a competitividade do Peugeot 205 Rallye, terminando numa excelente terceira posição, a apenas oito décimos de segundo de Diogo Marques, num dos pódios mais equilibrados e disputados da temporada.

    Apesar de conservar a liderança do campeonato, Armando Freitas viu a vantagem ser naturalmente afetada por um resultado pouco habitual na sua época. Mais do que isso, a Rampa Capital do Móvel mostrou que a concorrência está cada vez mais forte e que vários pilotos possuem argumentos para discutir vitórias.

    Com três jornadas ainda por disputar, o CPM1300 JC Group entra agora numa nova fase, prometendo uma reta final de campeonato muito mais aberta e emocionante, onde a “revolução” iniciada na Serra da Agrela poderá muito bem marcar o arranque de uma intensa luta pelos lugares cimeiros da classificação.

  • Carolina Martins: «Correr em Vila Real é algo mágico»

    Carolina Martins: «Correr em Vila Real é algo mágico»

    Jovem piloto famalicense recuperou a confiança depois do susto vivido em Portimão e venceu a classificação Ladies nas duas corridas que disputou no Circuito Internacional de Vila Real.

    Carolina Martins protagonizou um regresso muito positivo à competição no Circuito Internacional de Vila Real, conquistando duas vitórias na classificação Ladies durante a jornada do Desafio ANPAC. Na primeira corrida, a jovem piloto famalicense terminou no sétimo lugar do Desafio ANPAC e venceu entre as senhoras. Na segunda prova, voltou a ocupar o lugar mais alto do pódio Ladies, completando o fim de semana com um melhor tempo de 2m48,501s.

    Mais do que os resultados, a passagem por Vila Real representou um momento importante na recuperação da confiança de Carolina Martins, depois do susto vivido na anterior jornada, em Portimão. “O principal objetivo era voltar a sentir confiança no carro e aproveitar este circuito incrível. Foi um fim de semana de recuperação e conseguimos cumprir aquilo a que nos propusemos”, destacou a piloto da FM Competition.

    Carolina Martins não escondeu também o impacto causado pelo ambiente vivido no traçado urbano transmontano: “Correr em Vila Real é algo mágico. O apoio da cidade, sentido em vários pontos do circuito, provoca uma sensação inexplicável e deixa imediatamente vontade de regressar. Vila Real ficou no meu coração”.

    A piloto agradeceu ainda o esforço de todos os que tornaram possível a sua presença na prova, deixando uma palavra especial à T3 Racing e à família. “Eu disse que voltaríamos. Parecia impossível, mas, com as pessoas certas, isso não existe. Tornar este sonho realidade só foi possível graças a um conjunto de pessoas que fez tudo para estarmos presentes”, concluiu Carolina Martins.

  • Márcio Araújo venceu duelo eletrizante com Sérgio Castro na Capital do Móvel

    Márcio Araújo venceu duelo eletrizante com Sérgio Castro na Capital do Móvel

    Líder da Taça de Portugal de Kartcross de Montanha JC Group impôs o AG Sport, mas o piloto da casa brilhou na estreia absoluta aos comandos do novo Semog White Shark.

    A Taça de Portugal de Kartcross de Montanha JC Group proporcionou um dos duelos mais aguardados e mais intensos da 7.ª Rampa Capital do Móvel. Márcio Araújo e Sérgio Castro confirmaram todas as expectativas, discutindo a vitória ao longo do fim de semana e oferecendo um espetáculo de grande nível ao muito público presente na Serra da Agrela.

    Márcio Araújo acabou por levar a melhor aos comandos do AG Sport, somando mais um triunfo importante numa temporada em que se tem afirmado como a principal referência da competição. Rápido, eficaz e consistente, o atual líder da Taça soube responder à forte pressão do adversário e garantiu a vitória com uma margem final de 3,329 segundos.

    Sérgio Castro impressionou na estreia na Taça

    Apesar de não ter alcançado o triunfo, Sérgio Castro foi uma das grandes figuras da prova. O piloto da casa, atual líder do Campeonato de Portugal de Kartcross, fez a estreia absoluta na Montanha e adaptou-se rapidamente às exigências da especialidade.

    Aos comandos do novo Semog White Shark, Castro revelou desde cedo velocidade para discutir a vitória, terminando numa excelente segunda posição. A exibição deixou indicações muito positivas e mostrou que o piloto de Paços de Ferreira poderá ser um sério candidato ao triunfo em futuras participações.

    O duelo entre os dois primeiros marcou toda a competição, com Márcio Araújo a confirmar a sua experiência e Sérgio Castro a demonstrar que a transição do Kartcross em circuito para a Montanha pode ser feita com enorme competitividade.

    O terceiro lugar pertenceu ao galego Jesús Alberto Otero, novamente muito eficaz e regular aos comandos do AG 1000 RR. Sem conseguir acompanhar o ritmo dos dois primeiros, Otero manteve uma prestação sólida ao longo de todas as subidas e foi justamente recompensado com mais um pódio na competição.

    António Alves terminou na quarta posição com o AG AG/S, garantindo simultaneamente a vitória na divisão reservada aos Kartcross equipados com motores até 600 cc.

  • André Pardal faz pleno na Single Seater Series no Estoril

    André Pardal faz pleno na Single Seater Series no Estoril

    Piloto da G Tech venceu as duas corridas disputadas no Estoril Summer Party by NAPA, numa jornada que reuniu 17 monolugares e foi acompanhada por 4000 espectadores.

    André Pardal foi a grande figura da jornada da Single Seater Series disputada no Autódromo do Estoril, conquistando a pole position e vencendo as duas corridas do programa. Ao volante do Fórmula Renault 2.0 da G Tech, Pardal começou por superar o companheiro de equipa Duarte Pires na qualificação, com os dois pilotos a monopolizarem a primeira linha da grelha.

    João Vasconcelos, de regresso à competição cerca de duas décadas depois da participação no Campeonato Britânico de Fórmula Renault 2.0, assinou o terceiro melhor tempo. Fernando Laranjo colocou o Fórmula Novis by Ford no quarto lugar, à frente de Rui Silva. Entre os monolugares sem asas, Fernando Olho-Azul foi o mais rápido da Divisão F, enquanto Carlos Gaspar assegurou o segundo melhor registo. A presença de três carros da classe Kent constituiu também um dos destaques da grelha.

    Pardal resiste à pressão na primeira corrida

    Na primeira prova, André Pardal assumiu imediatamente a liderança e resistiu à pressão constante de Duarte Pires, conquistando a segunda vitória da temporada.

    João Vasconcelos completou o pódio absoluto depois de ultrapassar Fernando Laranjo, vencedor da classe HTG. Rui Silva terminou em quarto, à frente de Carlos Tavares, que venceu a classe CW, e do estreante Manuel Moura Teixeira. Fernando Olho-Azul confirmou o favoritismo na Divisão F, impondo-se a Carlos Gaspar e Gonçalo Matias, que venceu também a classe ZT. Na classe KT, Vítor Sampaio dominou perante Dalmo Pereira Jr. e Carlos Jesus.

    Novo triunfo completa fim de semana perfeito

    Na segunda corrida, André Pardal voltou a assumir o comando desde os primeiros metros. Duarte Pires manteve-se próximo, mas o líder conseguiu construir uma vantagem mais confortável e controlar a prova até à bandeira de xadrez.

    João Vasconcelos e Fernando Laranjo protagonizaram uma das melhores disputas da corrida. Vasconcelos conseguiu ultrapassar o piloto do Mygale, que acabaria por abandonar devido a problemas mecânicos. Rui Silva recuperou até ao quarto lugar após um arranque menos conseguido, enquanto Carlos Tavares terminou em quinto e Manuel Moura Teixeira prosseguiu a adaptação ao Fórmula Renault 2.0 com nova prestação consistente.

    Nas posições intermédias, Vasco Sampaio, Carlos Gaspar, Gonçalo Matias, Frederik Montaigne e João Sequeira proporcionaram várias das ultrapassagens mais animadas da jornada. A principal surpresa surgiu na Divisão F, com Vasco Sampaio a levar o Ray 98K da classe Kent à vitória, superando monolugares da classe Zetec. Carlos Gaspar, vencedor da classe ZT, e Gonçalo Matias completaram o pódio, enquanto Fernando Olho-Azul abandonou devido a um problema na suspensão traseira.

    Depois da pausa de verão, a Single Seater Series regressará entre 30 de outubro e 1 de novembro, no Autódromo Internacional do Algarve, integrada no Algarve Classic Festival.

  • Joaquim Soares conquistou a primeira vitória entre os Legends e Ricardo Pereira dominou os Clássicos

    Joaquim Soares conquistou a primeira vitória entre os Legends e Ricardo Pereira dominou os Clássicos

    Piloto portuense estreou-se a vencer nos Legends na 7ª Rampa Capital do Móvel, enquanto Ricardo Pereira confirmou o favoritismo nos Clássicos.

    Os Legends e os Clássicos voltaram a proporcionar bons motivos de interesse na 7.ª Rampa Capital do Móvel, quinta jornada da temporada. Se entre os Legends o grande destaque foi a primeira vitória da carreira de Joaquim Soares, já nos Clássicos Ricardo Pereira voltou a confirmar o favoritismo e a superioridade do seu Ford Escort RS2000.

    Primeira vitória da carreira para Joaquim Soares

    A ausência do líder do campeonato, João Pires, abriu novas perspetivas na luta pelo triunfo entre os Legends, mas Joaquim Soares teve ainda assim de construir a vitória com uma exibição irrepreensível. O piloto portuense foi sempre o mais rápido ao longo dos dois dias de competição, impondo o seu BMW M3 da Porto Clássico com uma atuação sólida e consistente que lhe permitiu alcançar a primeira vitória da carreira no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. No final, Soares terminou com 5,5 segundos de vantagem sobre o bracarense Filipe Macedo, autor de uma das prestações mais meritórias de toda a prova.

    Impedido de competir durante toda a jornada inaugural de sábado devido a compromissos profissionais, Macedo viu-se obrigado a concentrar toda a sua prova nas duas Subidas Oficiais de domingo. Sob enorme pressão, respondeu com enorme personalidade, levando o Citroën Saxo Cup a um brilhante segundo lugar, numa exibição de grande eficácia que merece aplauso.

    O pódio ficou completo com António Silva, que confirmou a evolução demonstrada ao longo da temporada. O piloto de Vila Real conduziu o seu Honda Civic a uma meritória terceira posição, alcançando um resultado que representa um dos momentos mais marcantes da sua carreira desportiva.

    Nos Clássicos, Ricardo Pereira voltou a demonstrar porque é uma das referências da especialidade. Ao volante do competitivo Ford Escort RS2000, o piloto dominou a categoria de forma clara, somando mais um triunfo na temporada.

    Renato Afonso, em Toyota Corolla, terminou na segunda posição, completando uma prova que voltou a evidenciar a qualidade e o charme dos Clássicos no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.

  • Filipe Freitas encara o Rali da Madeira sem pressão e com ambição máxima

    Filipe Freitas encara o Rali da Madeira sem pressão e com ambição máxima

    Piloto madeirense volta à prova aos comandos do Porsche 991 GT3, determinado a impor um ritmo forte, proporcionar espetáculo e avaliar novos objetivos após o primeiro dia.

    Filipe Freitas prepara o regresso ao Rali da Madeira com uma abordagem assumidamente ofensiva, mas sem estabelecer metas concretas em termos classificativos. O piloto madeirense pretende tirar o máximo partido do Porsche 991 GT3, adotando um ritmo forte desde o início e avaliando a sua posição no final da primeira etapa antes de redefinir os objetivos para o restante rali.

    “É uma prova extensa e o nosso objetivo passa por andar o melhor possível. Partimos sem qualquer meta em termos de resultados, livres de pressão, e queremos andar depressa, de ‘faca nos dentes’”, afirmou Filipe Freitas.

    “Vamos tentar divertir-nos e proporcionar o máximo de espetáculo possível. Adotaremos o nosso ritmo e veremos, no final do primeiro dia, onde nos encontramos. A partir daí, poderemos definir novos objetivos”, acrescentou.

    O piloto destaca igualmente o trabalho desenvolvido pela equipa e assume como prioridade corresponder ao esforço realizado na preparação da prova: “Queremos, sobretudo, conseguir uma boa prestação, que esteja à altura do que toda a equipa merece e que honre o excelente trabalho que tem vindo a desenvolver”, sublinhou.

    Aos 54 anos, Filipe Freitas iniciou a carreira nos ralis em 1998, com um Citroën AX GTi. Nas duas temporadas seguintes destacou-se numa competição monomarca disputada com o Citroën Saxo, antes de evoluir para viaturas mais competitivas. A primeira vitória absoluta surgiu em 2005, aos comandos de um Volkswagen Golf IV Kit-Car. Em 2013 sagrou-se campeão madeirense com um Mitsubishi Lancer Evo X e repetiu o título em 2016, já com um Porsche 997 GT3.

    Desde 2019 utiliza o atual Porsche 991 GT3, com o qual conquistou os títulos regionais do agrupamento em 2020 e 2022. Mais recentemente, venceu duas classificativas à geral no Rali da Calheta, resultado que confirmou a competitividade do conjunto antes do regresso ao Rali da Madeira.