Depois do arranque a norte, o Campeonato de Portugal de Ralis está de armas e bagagens até ao sul do país, para a disputa da segunda prova do calendário, o Rali Casinos do Algarve, na estrada entre a próxima sexta feira e sábado e que promete muita emoção e competitividade entre os candidatos aos lugares cimeiros da classificação.
Armindo Araújo e Luís Ramalho estão motivados e confiantes para conseguirem, na prova algarvia, conseguirem mais um bom resultado para as contas do CPR.
Com um resultado muito positivo em Fafe, Armindo Araújo chega à prova organizada pelo Clube Automóvel do Algarve com a mesma determinação com que iniciou a temporada. “Esperamos voltar a fazer uma exibição ao mais alto nível, numa prova que terá condições bem diferentes daquelas que encontramos em Fafe, e onde sabemos que todos os nossos adversários estarão mais fortes. Acredito que o lote de candidatos a discutir os primeiros lugares será maior, pois alguns pilotos, como é o caso do Ricardo Teodósio e o Rubén Rodrigues, já estarão mais entrosados com os novos carros. Teremos certamente uma grande luta em perspetiva o que torna tudo mais difícil, mas também mais aliciante”,começa por dizer Armindo Araújo.
A ultimar os preparativos, que incluirá um teste com o Fabia RS nas estradas de terra algarvias, o piloto de Santo Tirso não esconde a ambição de lutar pelos primeiros lugares da classificação geral, e para isso “é preciso andar no máximo desde o primeiro quilometro. Fiz pela primeira vez esta versão do Rali do Algarve no ano passado e gostei muito das especiais. Amanhã vamos realizar um derradeiro teste com o carro para encontrarmos o melhor compromisso para as especiais que teremos pela frente e, como sempre, acredito que toda a equipa fará um excelente trabalho para que consigamos estar ao nosso melhor nível”, concluiu.
O Rali Casinos do Algarve terá início na tarde de sexta feira, com a disputa de duas especiais de classificação (Lagos e Barão de São João) que antecedem a City Stage, prova especial espetáculo noturna no centro de Lagos, mas que não contará para a classificação da prova. No sábado dupla passagem por Silves, Messines e São Marcos, serão as classificativas a percorrer antes da City Stage de Portimão que completará o itinerário da segunda prova do Campeonato de Portugal de Ralis.
Tomás Pinto e Luís Silva Jr. viveram um fim-de-semana atribulado na Rampa Porca de Murça, prova inaugural do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. Apesar de todas as vicissitudes, lograram conquistar dois pódios.
A equipa famalicense apresentou-se na prova organizada pelo CAMI Motorsport com uma dupla de jovens talentosos pilotos, notando-se a ausência do ‘patrão’ Luís Silva e da sua filha Catarina.
Luís Silva Jr. começou em Murça a defesa do título conquistado em 2024 no grupo então denominado SC-B que, esta época, passou a designar-se SC-D, continuando a estar incluído na Categoria Super Challenge. O jovem famalicense continua a utilizar o Citroen C1 da equipa e não viveu um fim-de-semana fácil. O craque famalicense lutou sempre com alguma falta de competitividade, mas foi capaz de ir melhorando paulatinamente, conquistando na última subida de prova o 2º lugar e consequente subida ao pódio.
“Não foi um bom fim-de-semana. Más condições meteorológicas, piso sempre traiçoeiro e a minha condução também não esteve bem. Conquistei um lugar no pódio, é certo, mas os tempos que fiz são desapontantes. A luta pelo título será este ano ainda mais dura, com vários candidatos, mas assim é que dá gosto e vamos estar na luta!”, resumiu Luís Silva Jr.
Quanto a Tomás Pinto, o andamento que demonstrou em Murça provou que, não tivesse sofrido o problema técnico no seu Toyota Starlet que, inclusivamente o impediu e fazer a 1ª Subida de Prova no fecho da jornada inaugural de sábado, teria estado claramente na discussão do triunfo nas contas do Campeonato de Portugal de Montanha 1300 JC Group. No domingo, foi sempre o mais rápido, mas a pista molhada na 3ª e derradeira Subida de Prova foi madrasta para que Tomás Pinto conseguisse chegar ao triunfo, tendo de se contentar com o 3º lugar.
“Apesar do resultado, saio de Murça muito feliz com a minha exibição. Fui o mais rápido e fico com o sentimento de que poderia ter ganho se não tivesse sofrido aquele problema mecânico no sábado”, revela Tomás Pinto que assume “ser grande a convicção de que vou estar na luta pelo título nacional!”.
A Famaconcret Racing Team prepara já a Rampa da Penha Paisagem Protegida. Guimarães recebe a 2ª prova do CPM JC Group dentro de menos de duas semanas, a 5 e 6 de abril.
Uma ronda inaugural do Campeonato Portugal bastante atribulada, onde Pedro Silva foi obrigado a desistir, após uma transmissão do Peugeot 208 rally4 ter sucumbido aos exigentes troços de Fafe, a dupla da Beira Baixa ruma até sul para estar a partida no Rallye Casinos do Algarve.
“Fafe não teve de todo o desfecho para o qual nós trabalhámos, mas os ralis são mesmo isto, imprevisíveis”, refere Pedro SIlva. Com o foco máximo na prova organizada pelo Clube Automóvel do Algarve, Pedro Silva não esconde que o objetivo a que se propôs no inicio da época, em nada ficou posto em causa com desaire em Fafe. “Em Fafe escorregámos na lama e caímos, mas com toda a certeza que nos levantámos mais fortes e consistentes, vamos para o Algarve de olhos postos no pódio” Metaforizou o jovem piloto das Terras de Oiro.
Uma prova que se adivinha bastante competitiva e com concorrência muito forte, mas nem por isso Pedro diminui os objetivos. “A concorrência é muita, mas nós também lá estamos e também vamos querer fazer mais e melhor, será sem duvida um grande rali”. Pedro Silva navegado pelo albicastrense Ricardo Moura, contará mais uma vez com o Peugeot 208 rally4 preparado pela Race2Win.
O Rallye Casinos do Algarve 2025 tem o seu arranque na próxima sexta-feira 28 de março, com o shakedown logo pelas 8h00 em Silves e o arranque oficial da prova pelas 16h10 com a primeira de oito especiais, a ser disputada em Lagos.
Ricardo Filipe e Ricardo Faria alinham na edição 2025 do Rallye Casinos do Algarve com a ambição de conquistar um lugar bem dentro do Top 10 do Campeonato de Portugal de Ralis.
O piloto algarvio não esconde a vontade de colocar o capacete e iniciar a edição 2025 do Rallye Casinos do Algarve. É sempre “um dos momentos mais especiais de cada época, pois estarei a correr em casa, em troços que, em grande parte, estão ligados aos primeiros passos enquanto piloto e, claro, é também para mim motivo de grande alegria correr perante a família, os amigos e os meus conterrâneos”.
Depois da grande exibição em Fafe, nada manchada pela desistência forçada por um pequeno problema técnico no Skoda Fabia R5, Ricardo Filipe quer “andar forte no Algarve, cimentando a evolução que, felizmente, temos evidenciado e que tem sido elogiada por muitos. A previsão de bom tempo deixa-me satisfeito. Vamos poder andar rápido e saborear os excelentes troços algarvios!”.
Ricardo Filipe realça “as novidades que o rali apresenta quanto ao percurso competitivo, que será desafiante. Acima de tudo, o Clube Automóvel do Algarve está de parabéns pelo magnífico trabalho que tem feito para fazer evoluir o rali. A edição deste ano tem tudo para ser um sucesso”.
Por outro lado, o piloto da Olha o Cogumelo dá conta “da segurança que sentimos por sabermos que a Racing 4 You preparou bem o carro e nós também vamos preparar o ataque à prova, trabalhando bem nos reconhecimentos e no teste prévio. Tudo faremos para nos batermos por um lugar bem dentro do Top 10”.
Sob a batuta organizativa do Clube Automóvel do Algarve, o rali vai para a estrada nos dias 28 e 29 de março, com um percurso que incluirá 105,65 quilómetros contra o cronómetro, divididos por oito especiais de classificação. O rali incluiu ainda duas City Stage – em Lagos, no final do primeiro dia, e em Portimão, já depois do fecho da parte competitiva do rali, não contando nenhuma delas para a classificação. A cerimónia de pódio e a entrega de prémios terão lugar no Hotel Algarve Casino, na Praia da Rocha, a partir das 19h00.
Numa nova demonstração do seu enorme talento, José Rodrigues iniciou da melhor forma a época 2025 do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, conquistando o 3º lugar da Geral, o 2º posto entre os GT, sendo aqui o melhor entre os que pontuavam para o campeonato, na Rampa Porca de Murça.
Foi de alto nível a exibição de José Rodrigues aos comandos do Porsche 997.2 GT3 Cup preparado pela Monteiros Competição na prova organizada pelo CAMI Motorsport. O piloto de Braga rodou sempre entre os mais rápidos, não apenas da sua categoria, mas também da geral, sendo capaz de suplantar todas as vicissitudes de um fim-de-semana muito exigente.
“Foi uma prova muito difícil para todos. Durante os dois dias de competição enfrentamos alterações contantes das condições climatéricas. No sábado, com chuva durante praticamente todo o dia, fizemos uma excelente exibição, conseguindo mesmo um 2ª posto à geral na única subida de prova. No domingo, a previsão apontava para um dia de sol, mas apenas conseguimos fazer uma das duas subidas de prova com o piso seco e nessa tivemos alguns problemas na bomba de gasolina. Na última, decidimos arriscar e fui com pneus slick. Correu bem e agregando os dois melhores tempos, conseguimos um 3º lugar à geral e o 2º posto nos GT, o que é sempre muito positivo para um Porsche da minha geração”, resumiu José Rodrigues
O rápido piloto bracarense sente-se “muito feliz por ter conseguido extrair o máximo do 997.2 GT3 Cup que utilizamos. Foi uma prova excelente, onde fomos muito competitivos e onde conseguimos arrecadar a pontuação máxima para o campeonato da Categoria GT e os pontos relativos ao 2º lugar entre todos os que pontuavam para a geral, já que o André Fernandes – a quem, desde já dou os parabéns pela vitória na rampa – não está inscrito no campeonato”.
Agora, depois de alcançar todos os objetivos que traçou para Murça, José Rodrigues preparar já a Rampa da Penha: “vamos preparar com todo o afinco a Penha. Vencemos lá em 2024 entre os GT, no meu regresso à Montanha e tudo faremos para repetir o triunfo este ano”.
O CPM JC Group terá a sua 2ª prova já dentro de menos de duas semanas, com a discussão a 5 e 6 de abril da Rampa da Penha Paisagem Protegida, em Guimarães.
Depois de uma estreia impressionante da dupla Kris Meeke e Stuart Loudon, com o GR Yaris Rally2, a TOYOTA GAZOO Racing Caetano Portugal procura repetir a performance no Rallye Casinos do Algarve nos dias 28 e 29 de março.
As primeiras impressões são sempre importantes e a TOYOTA GAZOO Racing Caetano Portugal causou impacto na primeira jornada do Campeonato e Portugal de Ralis. A estreia de Kris Meeke e Stuart Loudon aos comandos do GR Yaris Rally2 não podia ter sido mais auspiciosa, com um triunfo claro no primeiro rali do ano. Mais do que uma vitória, foi uma declaração de intenções: a TOYOTA GAZOO Racing Caetano Portugal quer lutar pelas vitórias, sejam em que circunstâncias for.
Meeke não escondeu a sua satisfação no final do Rallye Serras de Fafe Felgueiras Boticas e Cabeceiras de Basto onde, para além da rápida adaptação ao novo carro, teceu rasgados elogios ao GR Yaris Rally2. Com uma estreia tão prometedora, é difícil não olhar para o Rallye Casinos do Algarve sem apontar a TOYOTA GAZOO Racing Caetano Portugal como uma das favoritas. No entanto, ficou também bem claro que a concorrência está forte, conhece bem os ralis e está preparada para aproveitar todas as oportunidades. Assim, o otimismo é temperado com uma saudável dose de cautela.
É o próprio Kris Meeke que, do alto da sua vasta experiência, reconhece que cada prova tem a sua história e, nos ralis, as surpresas acontecem a cada curva: “Não podia estar mais animado para esta segunda prova do ano. O Rallye Casinos do Algarve é uma prova que já conhecemos e onde tivemos sucesso no ano passado. A estreia com o GR Yaris Rally2 não podia ter corrido melhor, mesmo com troços muito difíceis. Adorei cada metro com o carro e estou ansioso por voltar a pilotá-lo. No entanto, não podemos facilitar. Sabemos que a concorrência é forte e nos ralis tudo pode acontecer. Assim, vamos motivados, com uma boa dose de otimismo, mas com a noção de que será certamente uma prova renhida.”
Foi um fim-de-semana muito atribulado para Vítor Pascoal na Rampa Porca de Murça, prova inaugural do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2025. A braços, no primeiro dia, com um Porsche 991.2 GT3 Cup pouco competitivo, o baionense foi em busca do prejuízo no dia final, almejando alcançar o Top 5 absoluto e a 3ª posição entre os GT.
A prova do CAMI Motorsport foi um verdadeiro ‘caminho das pedras’ para Vítor Pascoal. Para lá das condições meteorológicas inconstantes e que tornaram difícil a abordagem estratégica à rampa, Vítor Pascoal teve de se aplicar a fundo para ultrapassar as dificuldades inesperadas que lhe surgiram ao nível da afinação do seu Porsche.
Não foi o fim-de-semana que esperávamos. E não teve só a ver com a concorrência que, sabíamos de antemão, estaria muito forte. Na jornada inaugural de sábado, debatemo-nos com um setup completamente errado, que tornou o carro muito complicado de pilotar, como demonstraram os tempos. Tivemos de fazer um trabalho muito intenso durante a noite e, na jornada de domingo, aparecemos logo com um andamento completamente diferente”, lamentou Vítor Pascoal.
No entanto, o tetracampeão nacional de GT em título realçou “a capacidade que a minha equipa demonstrou em reagir. Conseguimos provar no domingo que poderíamos ter discutido a vitória nos GT e quem sabe à geral, mesmo sabendo que o carro do André é muito superior. Infelizmente, só uma das subidas de prova de domingo foi feita com o piso seco e isso impediu-nos de fazer melhor que o Top 5 absoluto, que correspondeu ao 3º lugar nos GT. São bons pontos, não o que queríamos, mas sabemos que temos andamento para lutar pela renovação do título. Parabéns ao André pela vitória, que mereceu e lhe assenta bem. Como ele não pontua, por não estar inscrito no campeonato e, como tal, não pontuar, saímos de Murça na 3ª posição da geral e no 2º lugar dos GT, o que acaba por ser uma boa operação”.
Sem tempo para descanso, Vítor Pascoal e o Baião Rallye Team começam já a preparar a Rampa da Penha Paisagem Protegida. Guimarães recebe a 2ª prova do CPM JC Group já dentro de menos de duas semanas, a 5 e 6 de abril.
Aos comandos de um Porsche 992 GT3 Cup, André Fernandes venceu a Rampa Porca de Murça, conquistando pela primeira vez na carreira um triunfo absoluto numa prova do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group. Hélder Silva e José Rodrigues completaram o pódio absoluto.
Disputada debaixo de condições meteorológicas muito instáveis e que foram importantes no desenrolar da competição, A Rampa Porca de Murça consagrou a competitividade do piloto português de origens transmontanas e radicado em Nova Iorque, com a sua força a estar presente independentemente de a pista de 4200 metros estar mais ou menos molhada.
Fernandes venceu a 1ª Subida de Prova, foi 2º na outras duas e, no computo geral, conseguiu estar sempre competitivo e aproveitar as oportunidades que lhe foram surgindo merecendo por completo este triunfo histórico de um carro da Categoria GT.
Hélder Silva, atual campeão nacional absoluto, logrou colocar a sua Norma FC20 no 2º posto da geral, vencendo a Categoria Protótipos e a Divisão Protótipos A, depois de um fim-de-semana em que enfrentou compreensíveis dificuldades de adaptação à sua nova ‘barchetta’.
Hélder Silva beneficiou do facto de André Fernandes não estar inscrito no Campeonato para recolher a pontuação máxima, liderando assim o campeonato à geral, na categoria e na divisão.
Entre os Protótipos A, Hélder Silva foi secundado por José Correia, que estreou uma Osella PA.30 de três litros e pelo seu companheiro de equipa na Power House, Nuno Caetano (Osella PA21/S)
Voltando às contas do pódio à geral, o 3º lugar assentou que nem uma luva a José Rodrigues, que foi capaz de tornar o Porsche 997.2 GT3 Cup da Monteiros Competições numa arma capaz de ombrear com carros bem mais competitivos. O bracarense foi outro dos que beneficiou do facto de André Fernandes não pontuar e saiu de Murça com os pontos máximos na Categoria GT.
Quanto à Divisão Protótipos B, foi palco de mais uma estreia vitoriosa, no caso, a de Sérgio Nogueira (Silver Car S3) quê se impôs na última subida de prova, surpreendendo Nuno Guimarães (Silver S2), relegando o ‘Capitão da Montanha? Para o 2º lugar. O madeirense Miguel Sousa (BRC 05 Evo) estreou-se na slides nacionais com um excelente 3º posto.
Luís Nunes dominou nos Super Challenge
Luís Nunes (Skoda Fabia R5) ficou no 4º posto da geral e assegurou um triunfo imperial na Categoria Super Challenge, enquanto Vítor Pascoal, num Porsche 991.2 GT3 Cup fechou o Top 5 da geral, sendo terceiro entre os GT. Quanto a Nunes, voltou a não ter oposição de monta na refrega pelo domínio na Categoria Super Challenge e no Grupo SC-A.
Nestas duas frentes, quem mais de si se aproximou foi Daniel Pacheco (Mitsubishi Lancer EVO X), enquanto Pedro Alves (KIA CEED) brilhava e colocava o seu carro coreano no 3º lugar do pódio da Categoria, vencendo o Grupo SC-B, frente onde foi acompanhado no pódio por Pedro Cardoso (Seat Leon MKI) e Carlos Pouca Sorte (BMW M3). No grupo SC-A o 3º posto foi obtido por José Lameiro, no Skoda Fabia da Diatosta.
Quanto ao Grupo SC-C, vieram ventos fortes desde o Ralicross para brilhar em Murça. José Artur Teixeira impôs de forma clara o seu Skoda Fabia S1600, face a Bruno Carvalho (Citroen Saxo), habitual dominar destas lides, enquanto um muito rápido Luís Fernandes levava o seu bem preparado Peugeot 106 ao 3º lugar. Nos SC-D, vitória justa de Bruno Santos (Fiat Punto 85 Sport), face a Luís Silva Jr. (Citroen C1) e Horácio Morais (Fiat Punto 85 Sport).
Turismo: Gonçalo Inácio e Joaquim Teixeiraprotagonizaram duelo intenso
Gonçalo Inácio estreou o seu novo Kia CEED com um triunfo suado na Categoria Turismo, tendo disputado taco-a-taco a supremacia na categoria e na Divisão 2 com Joaquim Teixeira (Hyundai Elantra TCR).
Foi um verdadeiro duelo de gigantes, a espaços disputado à milésima, entre dois grandes pilotos de gerações diferentes. Se, por um lado, Gonçalo Inácio não mostrou qualquer fragilidade por ser a primeira vez que competia com o KIA, por outro, Joaquim Teixeira também não sofreu qualquer abalo com o facto de estar parado há um ano.
Foram tremendos na luta, com a vitória a pender para Gonçalo Inácio, por apenas 3,9 segundos. Na Divisão Turismo 2, Inácio e Teixeira tiveram a companhia no pódio da jovem Beatriz Correia, autora de uma prova sólida com o Cupra TCR da JC Group Racing Team.
No pódio da Categoria, o degrau mais baixo foi reclamado por uma jovem estrela em ascensão na Montanha: Martim Pereira. O vencedor da edição inaugural do FPAK Junior Team de Montanha, disputada em 2024 estrou-se ‘entre os grandes’ na Rampa Porca de Murça e fê-lo de uma forma sublime. Integrando o competitivo pelotão da Divisão Turismo 3, Martim Pereira cedo fez perceber que queria colocar o Peugeot 208 VTI R2 da Befast Motorsport na luta pelo triunfo.
E enfrentou uma possível catástrofe no sábado, quando um problema mecânico o impediu de fazer a única Subida de Prova do dia. Forçado a obter tempos nas duas subidas restantes, nem isso o limitou e foi capaz de suplantar toda a concorrência estreando-se com uma vitória brilhante entre os T3. Esta divisão está cheia de ‘sangue novo’ com talento, como comprova o excelente 2º lugar de Gonçalo Macedo (Peugeot 208 VTI R2). Já o consagrado murcense Leonel Brás logrou mostrar, como sempre, a sua rapidez, colocando o seu Honda Civic Type R no 3º posto.
O CPM JC Group terá a sua 2ª prova já dentro de duas semanas, com a discussão a 5 e 6 de abril da Rampa da Penha Paisagem Protegida, em Guimarães.
A ‘batalha’ travada na Rampa Porca de Murça 2025 pelo domínio no Campeonato de Portugal Clássicos de Montanha JC Group foi tendo vários protagonistas ao longo dos dois dias de competição. No final, Rui Costa impôs a potência do seu Ford Escort RS 1600, suplantando a forte oposição de Flávio Sainhas.
As inconstâncias das condições atmosféricas jogaram um papel importante no desenrolar da refrega reservada aos Clássicos de Montanha. Achuva a cair de forma intermitente, fazendo com que as condições de pista fossem variando, mesmo durante cada uma das subidas, sabotou por completo qualquer estratégia, com a escolha de pneus a, de certa forma, deixar de ser uma opção estratégica, para se transformar numa autêntica roleta da sorte.
José Pedro Gomes foi o primeiro comandante da geral dos Clássicos, ao ser o mais lesto na única subida de prova de Sábado, então na frente de Rui Costa e Flávio Sainhas (Ford Escort MKI).
No domingo tudo mudou. Costa e Sainhas começaram a imprimir um andamento que os restantes adversários não conseguiram acompanhar, com Costa a vencer a 2ª Subida de Prova e Sainhas a conquistar a derradeira. Na soma dos dois melhores tempos dos três obtidos nas subidas de prova, Rui Costa venceu, com Sainhas a ser segundo, resultado positivo nesta primeira defesa do seu título nacional.
Entretanto, Ricardo Pereira (Ford Escort) rubricava uma exibição muito forte na jornada de domingo, tendo mesmo vencido a 3ª Subida de Prova e garantia o 3º lugar. Quanto a Pedro Gomes, caiu para quarto, não tendo sido feliz neste dia com a ‘roleta’ da meteorologia.
Nuno Matos e Ricardo Claro participaram, nos dias 22 e 23, na Baja Escuderia, a prova do Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno (CPTT) que marcou o regresso da Baja a Castelo Branco.
Depois de um primeiro dia de superação, com um percurso muito exigente e com um furo a condicionar a prestação da equipa, a dupla portalegrense arrancou para o último setor seletivo com o objetivo de assegurar um lugar no top 10 da classificação. Tudo apontava para uma boa recuperação quando uma avaria numa homocinética forçou Nuno Matos a abandonar a prova.
“O primeiro dia foi muito difícil. Para além da exigência do percurso, o furo e um problema no macaco fez com que perdêssemos demasiado tempo e isso condicionou a nossa prestação, mas sabíamos que podíamos recuperar e os 55 quilómetros que fizemos no segundo dia mostraram que estávamos certos. Diverti-me imenso, consegui imprimir um ritmo muito bom – os tempos mostram isso mesmo – mas infelizmente não foi possível terminar”, relata o piloto.
Apesar do desfecho, Nuno Matos mostra-se otimista em relação ao futuro e destaca a evolução do projeto.
“Sinto-me triste por não ter terminado, principalmente porque íamos realmente muito bem, já dentro do top 10, e a verdade é que, tal como aconteceu em Beja, estamos a conseguir andar com consistência nos 10 primeiros. Há ainda um caminho a percorrer, mas as boas sensações que o Amarok Proto nos tem dado fazem-nos acreditar que estamos no rumo certo”, salienta, destacando o trabalho de Ricardo Claro e de toda a equipa, e agradecendo a todos os parceiros e patrocinadores do projeto.
O próximo desafio do CPTT é já de 25 a 27 de abril, na Baja TT Norte de Portugal.