Autor: VMotores

  • Parcídio Summavielle brilhou em Boticas

    O piloto de Fafe voltou a estar em plano de evidência ao ser segundo na Divisão Turismos 3 do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, após intenso duelo com o seu grande rival, que bateu enquanto o piso da Rampa Internacional de Boticas esteve molhado.

    Parcídio Summavielle voltou a mostrar a sua grande rapidez ao longo do evento da Demoporto, aproveitando ao máximo o potencial do seu Renault Clio RS. “Tive um carro fantástico, ou melhor dois carros fantástico. E aí crédito para a minha equipa. Passo a explicar; tive um carro imbatível em piso seco e depois outro imbatível para o piso molhado. O que diz muito de como me prepararam o Clio”, avalia o piloto fafense sobre a máquina com a qual poderá não continuar num futuro muito próximo. Ainda assim em terras transmontanas Parcídio Summavielle procurou dar o seu melhor, ainda que não arriscando: “Tenho planos para passar a outra categoria, este ano ou no próximo, e por isso tenho o Clio à venda. Assim sendo não pude arriscar tanto como gostaria, pois não posso ter danos no carro quando quero vendê-lo. E isso condicionou-me”.

    “Na competição direta com outros adversários estou em desvantagem em piso seco devido ao peso, o que também limitou o meu desempenho sempre que o traçado não se apresentou molhado”, assinalou o piloto minhoto, que mesmo assim nunca ‘baixou os braços’ para tentar vencer a sua Divisão, considerando no fnal que o resultado obtido foi “positivo, dento das circunstâncias e condicionalismos e deixa-nos na luta pelo título”.

    A passagem por Boticas também foi marcada por um episódio extracompetição que deixou Parcício Summavielle bastante agastado: “Quero aproveitar para repudiar certo tipo de intimidações, ainda por cima numa prova com a organização do Demoporto. Reafirmo que não me vergo nem me vergarei perante certo tipo de atitudes deselegantes e nada condizentes com o saber estar e saber ser em competição”, considerando existir “por parte de alguns oficiais uma atitude totalmente persecutória. Estou, tal como está a PT Racing, totalmente pronto para ver o meu carro ser alvo de qualquer verificação técnica, esperando que o mesmo critério seja aplicado a todos os outros contendores. O meu carro foi alvo de uma profunda verificação no final da prova, aliás foi o único (!) e só me posso sentir orgulhoso por ter sido declarado completamente legal!”.

    ‘Desabafos’ à parte, o piloto de Fafe pretende prosseguir no mesmo nível que tem patenteado até aqui, ainda que admite que o possa fazer em moldes diferentes daqueles em que participou até agora: “Vou continuar a dar o meu melhor até ao final da temporada, sempre com o pressuposto de que tenho um projeto para mudar para outra categoria este ano ou no próximo”. A Serra da Estrela será o próximo desafio do fafense. A 3ª prova do campeonato vai decorrer na Covilhã, no último fim-de-semana de maio.

  • A sorte nada quis com Rui Rijo em Serpa

    Rali Flor do Alentejo – Cidade de Serpa terminou mais cedo para o piloto do Mitsubishi Evo VII MR – já que logo no começo da prova a passagem por uma ribeira danificou o cárter do carro japonês ditando o destino da equipa PoolShop Algarve.

    Rui Rijo e Ricardo Mestre abordavam esta primeira prova do Campeonato Sul de Ralis e Desafio Kumho Sul com o claro intuito de discutirem as primeiras posições, entrando “com tudo, mas dentro dos limites” para alcançar os seus objetivos e que, apesar de tudo quanto aconteceu no arranque do CSR, continuam a ser estar na luta pelos títulos do campeonato e do Desafio Kumho. O piloto queria antes de mais concluir a prova, tendo em conta que o campeonato “é uma maratona pontual e que, como tal, exigirá regularidade”. Mas a verdade é que o rali acabou por correr completamente ao contrário das intenções do piloto radicado no Algarve.

    “Esta prova foi para esquecer. Fizemos cerca de dois quilómetros na especial inaugural de Brinches e eu cometi o erro de ter entrado com muita força dentro de uma ribeira. O motor sugou alguma água e acabou por partir, pelo que não pude continuar. Tive que desistir imediatamente”, conta Rui Rijo, ‘sem filtros’ sobre o que aconteceu na prova alentejana.

    O sentimento é de alguma frustração, sobretudo porque o piloto da PoolShop Algarve queria iniciar a temporada com o ‘pé direito’: “É claro que estamos bastante aborrecidos com a situação, mas pouco podemos fazer. Agora é reparar tudo e preparar o carro para Vila do Bispo e esperar pelo melhor. Estamos com algum azar, mas faz parte dos ralis. Vamos ‘levantar a cabeça’ e ver se na próxima prova, disputada num determinado piso de terra muito arenoso e que me agrada, conseguimos fazer um bom resultado e deitar para trás estas duas desistências seguidas”.

  • José Batista evolui e conquista Top 10 em Serpa

    O piloto do Subaru que habitualmente compete no Campeonato da Extremadura de Ralis voltou à prova onde se estreou na competição concretizando o objetivo de estar à chegada da prova. E fê-lo com garra e sucesso, ficando entre os dez primeiros da geral.

    Juntamente com o seu navegador, Jorge Rita, José Batista tinha em mente no Rali Flor do Alentejo – Cidade de Serpa realizar uma prova onde ia “tentar chegar ao fim” e depois ver como corria. E “correu muito bem. Isto apesar de eu o Jorge só termos feito o reconhecimento do rali no sábado de manhã. Mesmo assim, encaramos este fantástico regresso a Serpa confiantes e com o espírito de entrega habitual”.

    A dupla não tinha propriamente uma ‘fasquia’ em termos de classificação, até porque o Campeonato Sul de Ralis não era a sua ‘guerra’, sendo que se colocar o Impreza WRX a dar espetáculo fosse o mote, a intenção de terminar o rali era ainda mais forte e foi com essa intenção que adotou um ritmo “capaz de ser rápido mas sempre sob controle”.

    “Arrancamos e as coisas começaram a correr bem, tomando algumas precauções nas ribeiras e locais mais perigosos. Ao longo do rali começamo-nos a sentir mais confortáveis com o carro e com o percurso, melhorando desta forma o desempenho e as prestações”, conta José Batista, que mesmo assim foi-se mantendo dentro de certos limites de segurança.

    No final o piloto mostrava-se satisfeito por ter terminado esta prova: “adoramos o rali, andamos mais rápido do que nunca, sem avarias, divertindo-nos ao máximo. Agradeço à nossa equipa, a quem nos segue e nos apoia. Esta é a nossa forma de estar nos ralis e apesar de satisfeito com o bom resultado que alcançamos, acima de tudo fica uma prova muito divertida e onde adoramos competir!”. Fica ainda por saber se o programa deste ano de José Batista e Jorge Rita incluirá mais provas ‘entre portas’, ou se continuará focado em Espanha, com o piloto a dizer que “logo se vê. Por agora não temos nada fechado, para além do Rali de Vila do Bispo, onde é certo que estaremos, mas poderá surgir a hipótese de correr em mais ralis em Portugal”.

  • Paulo Anselmo sobe ao pódio Kumho em Serpa

    Na prova que marcou o arranque do Campeonato Sul de Ralis 2021 o piloto do BMW 316 i esteve na luta pela segunda posição na Divisão 2 do Desafio Kumho Sul, que também tinha em Serpa a prova de arranque, ficando a escassos segundos de o conseguir. O 3º posto final entregou à dupla um pódio Kumho logo a abrir a época.

    Apostados em conseguir um bom resultado no Rali Flor do Alentejo – Cidade de Serpa, Paulo Anselmo e Pedro Dias da Silva queriam sobretudo entrar no ritmo da competição dos melhores carros com duas rodas motrizes desde o começo da prova.  E a verdade é que conseguiram, pois se o líder da Divisão 2 Kumho Sul se mostrou inacessível, um lugar no pódio acabou por estar no ‘radar’, acabando por ser decidido por somente nove segundos.

    Isto apesar de piloto e copiloto praticamente só se terem conhecido neste evento. Pelo que o começo da prova foi um pouco a ‘apalpar terreno’: “entrei no primeiro troço na expetativa de saber como seriam as notas dadas pelo meu novo navegador, pois pessoalmente só o conheci na sexta-feira antes do rali. E também para perceber como se iria portar o carro, uma vez que era o primeiro troço de terra e já não conduzia um carro de tração traseira neste tipo de terreno desde 2016”.

    Não obstante as limitações e as novidades, Paulo Anselmo foi subindo de andamento de forma progressiva. “Nos primeiros dois troços não explorei o máximo que podia o carro. No terceiro troço, na segunda passagem por Brinches, íamos tentar ser mais rápidos devido à confiança no conjunto. Porém um dos amortecedores de trás não quis colaborar e cedeu, embora fosse novo”, explicou o piloto do BMW. A prioridade da equipa foi mitigar os danos, mas isso acabou por não ser possível. O que condicionou a prestação nas últimas classificativas da prova alentejana, como refere Paulo Anselmo: “Tentamos resolver o problema na passagem pela assistência, mas o pouco tempo que tínhamos não nos permitiu fazê-lo. E acabamos por ir para as últimas especiais adotando um ritmo rápido, mas tirando o pé nas zonas mais sinuosas”.

    “O objetivo principal foi cumprido, que era divertir-nos e terminar a prova com uma boa classificação. Obrigado a toda a minha equipa – a Paulo Anselmo Competições – e ao meu novo navegador, o Pedro Dias da Silva, que esteve muito bem”, remata Paulo Anselmo que nas contas do Campeonato Sul de Ralis foi quarto nas duas rodas motrizes, alcançando um excelente terceiro na Divisão 2 do Desafio Kumho Sul, resultados que são “muito motivadores e uma recompensa para todo o esforço que a equipa fez ao longo do rali. Dá-nos alento para enfrentar a época e ambicionar estar na luta pelas posições de destaque!”.

  • José Carlos Magalhães lidera Legends de Montanha

    Não obstante os problemas de diferencial no seu BMW M3 Compact, o piloto nortenho acabou por garantir a segunda posição entre os Legends na Rampa Internacional de Boticas e reforçou a liderança no campeonato.

    O resultado acabou por ser melhor do que o desempenho do carro, pois desta vez a mecânica da máquina bávara decidiu não colaborar e José Carlos Magalhães acabou por sair da prova da Demoporto um pouco frustrado. Mas estes tipos de situação são imponderáveis próprios do desporto automóvel.

    “O carro não quis colaborar logo na primeira subida, pois partiu um diferencial. Tentámos resolver o problema e a nossa equipa deu o litro para tentar colocar o diferencial em condições. Tal revelou-se impossível e restou fazer gestão de danos, a pensar no campeonato. Fomos para as subidas de prova conscientes de que era impossível discutir com o Manuel Pereira a vitória entre os Legends e o objetivo passou de imediato por terminar as subidas de prova de domingo e garantir o 2º posto e preciosos pontos para a conquista do título. Conseguimos assim obter um resultado positivo, que não é aquele que queríamos, mas em termos de desfecho final é suficiente para a manter a liderança”, explica José Carlos Magalhães.

    Mas o contratempo sofrido na prova transmontana tem consequências que vão para além do resultado nesta segunda ronda do Campeonato Legends de Montanha.  Uma vez que o arranjo da transmissão do BMW não será fácil, como faz questão de salientar o piloto: “vamos ver se é possível resolver. Temos três semanas. Este diferencial não é feito cá, tem de ir para fora. Nós temos outro, mas tem uma relação muito longa. Vamos tentar arranjar o que é devido para lá e esperemos que a solução possa ser eficaz. De resto, o carro está perfeito, competitivo e a equipa já merece que tenhamos uma prova sem qualquer sobressalto. A Serra da Estrela é uma rampa que traz desafios diferentes de Boticas e da Arrábida e vamos utilizar as sessões de treino para tentar afinar o BMW e lutar pelo triunfo”. Fica a expetativa de perceber se José Carlos Magalhães poderá dispor do BMW M3 Compact nas condições ideais para a terceira prova da temporada.

  • Problemas mecânicos traem Marco Ferreira em Serpa

    O piloto do Citroën Saxo foi um dos pouco afortunados a serem ‘apanhados’ numa ribeira no começo desta prova inaugural do Campeonato de Ralis do Sul e do 4º Desafio Kumho pregou a uma ‘rasteira’ a vários concorrentes.

    Quando se prepararam para o Rali Flor do Alentejo – Cidade de Serpa, Marco Ferreira e Edgar Gonçalves tinham grandes expectativas, pois os preparativos tinham sido muito cuidados e os reconhecimentos para a prova tinham decorrido de forma tranquila. Só que o rali acabaria por ser tudo aquilo que o piloto não desejava.

    “O início do Campeonato Sul de Ralis não correu como esperávamos. Tínhamos feito bem os reconhecimentos na sexta-feira e tirado boas notas para a prova. Os testes que tínhamos feito na semana anterior também tinham corrido bem, pelo que estávamos confiantes em obter um bom resultado. O que não veio a acontecer”, começa por referir Marco Ferreira bastante decepcionado. O piloto alentejano refere que até começou a prova com muita precaução: “arrancamos para Brinches 1 com algumas cautelas, pois tratava-se de um troço que nunca tínhamos feito e que tinha um início muito lento, estreito e com algumas armadilhas. E terá sido uma dessas armadilhas que não conseguimos contornar. Até ao momento não temos a certeza, mas tudo indica que a passagem na ribeira terá originado os problemas que viemos a sentir logo desde muito cedo. Por diversas vezes, principalmente nas zonas mais lentas, onde a rotação baixava consideravelmente, não conseguíamos que o Saxo respondesse de imediato. O que nos deixou bastante apreensivos e depois até admirados, pois perdemos apenas 10 segundos para os mais rápidos das duas rodas motrizes”, afirma o piloto do Citroën Saxo.

    Mesmo receoso, o piloto de Santiago do Cacém focou-se nas especiais seguintes, mas, infelizmente, os problemas não tinham sido ultrapassados: “na ligação para o segundo troço procuramos alguma coisa de anormal no carro, mas nada detectamos, pelo que assumimos que o problema se tinha dissipado. No primeiro quilómetro de Santa Iria 1 percebemos logo que o problema se mantinha, quando na esquerda do muro o carro praticamente se desligou. Tornou a acontecer a mesma coisa várias vezes, até que tentamos fazer o ‘reset’ à centralina, mas sem sucesso. Fizemos toda a zona mais rápida do troço em três cilindros”.

    A frustração e a preocupação passaram a dominar o pensamento da dupla alentejana, que tudo tentou para prosseguir em prova. “Ainda tínhamos de fazer Brinches novamente antes da assistência em Serpa, que já era só onde queríamos chegar, mas os problemas aumentavam e fomos obrigados a desistir com problemas de motor”, adiantou o piloto, forçado a ‘baixar os braços’ quando tudo fez para evitar este abandono inglório. Assim, Marco Ferreira faz um balanço “negativo. Neste momento estamos frustrados, uma vez que não conseguimos terminar nem pontuar para o CRS. Mas vamos identificar o problema e solucioná-lo, para que possamos estar à partida do Rali de Vila do Bispo”.

  • XX Além Mar Rali TAC marca regresso dos grandes eventos à Terceira

    Foi apresentado no passado sábado o XX Além Mar Rali TAC, a prova que, nos próximos dias 4 e 5 de junho, vai abrir o campeonato açoriano da modalidade, dando igualmente início ao Troféu de Ralis de Asfalto e ao novo Desafio Kumho Asfalto Açores.

    O evento, a cargo do Terceira Automóvel Clube marca ainda o regresso dos grandes eventos públicos à Ilha Terceira, o que, dada a afición dos adeptos locais, faz adivinhar uma enchente nas estradas que, como também se sabe, deverão ter a sua circulação cuidadosamente limitada. É extenso o élan de apoios e consensos que os ralis merecem na ilha lilás açoriana – que dá aliás nome à prova mais antiga do TAC –, fazendo da modalidade um fulcro de orgulho pelo que já foi conseguido.

    O TAC é uma instituição de créditos firmados, condição que também contribuiu para efetivar a candidatura da prova do próximo mês ao Campeonato de Portugal (CPR) em 2022. Essa difícil tarefa terá o lado positivo de mostrar melhor ao país o que se faz de bom a este nível na Ilha Terceira. Também assente nos apoios consagrados pelo Governo Regional dos Açores, pelas duas autarquias locais – Angra do Heroísmo e Praia da Vitória -, assim como das demais autoridades competentes e patrocinadores – neste caso, com a Fábrica de Tabaco Estrela à cabeça -, que se uniram à causa da terra dos bravos ter um rali no CPR do próximo ano.

    Quanto à prova em si, destaque para o aumento de quilometragem em PE – face à já referida candidatura – vai ter 10 classificativas, num total de pouco mais de 90 quilómetros ao cronómetro. O XX Além Mar Rali TAC começa sexta feira (dia 4), com as míticas Veredas (5,33 kms), pelas 18h40, seguindo uma passagem por Viveiros (6,62 kms), às 19h00. Antes disso, e durante a manhã haverá um Shakedown de 2,5 kms, desenhado perto do Parque Industrial da Achada.

    No sábado, dia 5, duas rondas duplas, com a parte matinal, a partir das 10h30, a juntar as PE Ribeirinha (11,96 kms) e Ginjal (9,80 kms), ambas na Bacia Leiteira. De tarde, ida até ao concelho da Praia da Vitória, para se correrem Vila Nova (7,68 kms) e Serra do Cume (9,90 kms), com início às 15h15. Um conjunto de classificativas com seções bastante rápidas e bom piso, prevendo-se um rali fácil de reconhecer e com bons acessos. Mesmo se estarão condicionados pelos já frisados cuidados de saúde pública motivados pela pandemia. A chegada do rali será às 18h05, na Monumental Praça de Toiros Ilha Terceira, a que se vai seguir a entrega de troféus, no mesmo local.

  • Fim de semana atribulado em Boticas para Joaquim Rino

    Problemas mecânicos no BRC BR49 EVO limitaram o andamento do piloto da Articimentos. No entanto, a sua garra permitiu limitar perdas e garantir mais um pódio na Divisão Protótipos B.

    À chegada à Rampa Internacional de Boticas, o piloto de Porto de Mós estava muito focado em dar continuidade à adaptação ao novo protótipo, ciente de que “a condução deste BR49 EVO é muito diferente da do meu carro anterior. Não é apenas mais potente, mas também exige um enorme conhecimento para se conseguir colocar as melhores afinações. Tenho a perfeita noção de que esta será sempre uma época de evolução contínua, mas também e como sempre, quero estar na discussão dos lugares cimeiros e dos títulos. Está no meu ADN!”.

    Mas, logo na jornada de sábado e após ter utilizado as subidas de treinos para a necessária adaptação, aconteceu o pior. Um dos veios do diferencial do BRC BR49 EVO partiu, mercê da quebra de dois parafusos que se meteram entre os carretos, já no decorrer da primeira subida de prova, forçando o piloto a parar de imediato. Uma viagem relâmpago a Braga, permitiu recolher um novo componente e depois coube à equipa técnica da FR Power “dar no duro” e trabalhar noite dentro, para conseguir que Joaquim Rino alinhasse no segundo e decisivo dia de competição.

     A jornada de domingo foi feita com “especial cuidado. Sabia que tinha de realizar dois tempos nas duas subidas de prova para conseguir pontuar. Depois, a chuva, juntamente com alguma cautela para não voltar a danificar a mecânica, fizeram com que eu rodasse sempre abaixo dos limites, garantindo assim o objetivo mínimo, sempre a pensar nas contas do campeonato”, reconheceu Joaquim Rino.

    O piloto sentiu ainda que “o carro não parecia ter ficado a 100%, estando com alguns barulhos no motor que poderá ter ficado danificado. Vamos ver. Agora, a FR Power vai envidar todos os esforços para verificar tudo e preparar o carro ao mais alto nível para a Covilhã, onde espero poder rodar forte, num traçado que me agrada”, realçando que “do mal o menos, já que conseguimos um pódio na Divisão Protótipos e continuamos assim na luta pelo título”. Agora será a jornada “em casa”. No último fim-de-semana de Maio, o CPM JC Group disputará a Rampa Covilhã Serra da Estrela e a FR Power vai dar tudo para dar continuidade a esta senda de sucesso.

  • Nuno Guimarães garante pódio em Boticas

    O piloto da Régua tirou bom partido do seu SilverCar S2 e do seu conhecimento da Rampa Internacional de Boticas para conseguir a segunda posição na Divisão Protótipos e o terceiro do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group e na categoria Protótipos.

    Foi uma participação conseguida para Nuno Guimarães, que conseguiu abordar a prova da Demoporto com uma confiança que não tinha na Rampa Pêquêpê Arrábida. O que acabou por se refletir nos tempos conseguidos nas subidas e no resultado final.

    “Vinha com a confiança em alta, pelo conhecimento da prova e também gosto muito deste traçado. Empenhei-me ainda mais e, felizmente, as coisas começaram a sair desde a primeira subida”, admite o piloto da NJ Racing, enfatizando: “Não entrei tão cauteloso como em Setúbal. Entrei logo a arriscar mais um bocado, apanhei o ritmo mais rápido e, por isso, consegui um lugar no pódio da geral do campeonato em termos de pontos”.

    Para além da exibição, o resultado conseguido nesta segunda prova da temporada serviu bem os propósitos de Nuno Guimarães no campeonato, e abre boas perspetivas para o resto do ano: “Foi uma exibição que a mim me agradou muito. Mesmo com esta mistura chuva/seco consegui manter sempre um ritmo muito perto do Toni (António Rodrigues), meu companheiro de equipa. Para a nossa equipa foi ótimo. Segundo e terceiro deixa-nos muito contentes e premeia, uma vez mais, o esforço da família incrível da NJ Racing!”, vinca o piloto duriense.

    Nuno Guimarães destaca também o facto de se ter sentido bastante mais à vontade na condução do SilverCar S2, não escondendo que a sua ambição é conseguir ser sempre fazer mais e melhor: “Este ano, e pela primeira vez, estou a ver as potencialidades do carro a sério. Começo a ter cada vez mais confiança, a conhecer mais o carro. A ideia é continuar a evoluir como tem acontecido até aqui”, assumindo que agora vai “muito motivado até à Serra da Estrela, uma prova onde não me dou particularmente bem, mas já que estamos num processo de aprendizagem”.

    O piloto sente que “posso subir mais um degrau e ver se consigo até ao final da época ter uma vitória nos Protótipos B, sempre com os olhos no António (Rodrigues) e no (Joaquim) Rino, com respeito, porque somos companheiros de equipa e amigos. Mas estamos aqui para lutar uns com os outros. Uma luta saudável, mas estamos cá para isso mesmo”, acrescenta Nuno Guimarães, já com o pensamento na próxima prova. O Campeonato de Portugal de Montanha JC Group prosseguirá dentro de três semanas. Será no “teto” de Portugal Continental que decorrerá a edição 2021 da Rampa Covilhã Serra da Estrela, sob a égide organizativa do CAMI.

  • António Rodrigues com ‘pé forte’ em Boticas

    O piloto de Santa Marta de Penaguião foi à prova transmontana registar mais uma fantástica vitória entre os Protótipos B e um brilhante 4º lugar absoluto, a que juntou a segunda posição em termos de pontos angariados para a tabela absoluta do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.

    A segunda prova da temporada trouxe até ao palco da refrega um António Rodrigues num nível onde a perfeição está sempre a pairar. A sua velocidade natural alia-se ao instinto competitivo e esses predicados transformam-no num piloto de eleição que está sempre na luta pelo triunfo. Em Boticas conheceu dois dias positivos e que o guindaram à conquista dos objetivos que tinha traçado.

    “Correu tudo bem. No sábado, com o piso seco consegui fazer bons tempos. Foi uma habituação a este traçado. Em 2019 foi a primeira vez que andei aqui com o BRC. Já notei uma grande evolução. O meu primeiro tempo nessa altura foi 2.52, e o meu primeiro tempo aqui já foi 2.34, bem melhor do que o meu melhor tempo na altura. Baixei ainda, ao longo do fim-de-semana, até ter conseguido cravar no cronómetro 2.29 nas duas subidas de prova Por isso acho que estou a evoluir bem”, começou por referir António Rodrigues a propósito da sua prestação na prova da Demoporto.

    O piloto duriense destaca o facto deste ano a Rampa Internacional de Boticas ter sido afetada por uma meteorologia caprichosa, que colocou vários desafios ao nível da condução: ”com o piso molhado estes carros tornam-se difíceis de controlar. Qualquer poça de água fazia o carro desviar-se da trajetória. Mas fui-me habituando, fui conseguindo. Para o fim da prova, já com a pista seca, diverti-me muito e consegui fazer obter um bom registo outra vez, alcançando o primeiro lugar nos Protótipos B e sendo segundo nos pontos recolhidos para o campeonato absoluto. É um resultado fantástico que dedico à minha família, aos patrocinadores, à equipa NJ Racing e à FR Power”.

    António Rodrigues reconhece que “depois dos resultados nestas duas primeiras provas, estamos em condições de lutar por repetir os títulos de 2020 e vamos fazer tudo para o conseguir. Estou feliz por ver o campeonato estar cada vez mais competitivo e isto vai ser uma guerra acesa até final. É assim que gosto de competir!”. O Campeonato de Portugal de Montanha JC Group prosseguirá dentro de três semanas. Será no “teto” de Portugal Continental que decorrerá a edição 2021 da Rampa Covilhã Serra da Estrela, sob a égide organizativa do CAMI.