Autor: VMotores

  • Nuno Guimarães aposta num Silver Car para atacar a Montanha em 2020

    O rápido “capitão” da Montanha “despediu-se do BRC e vai alinhar no campeonato de Portugal de Montanha JC Group com nova “arma” e ambições redobradas.

    Vem de terras durienses, uma das grandes novidades para a Montanha 2020. Após 11 épocas (!) aos comandos do BRC CM 02, que levou mesmo o saudoso Paulo Ramalho a afirmar que “qualquer dia Nuno Guimarães correria com o BRC nos clássicos!”, Nuno Guimarães foi a Barcelona adquirir um Silver Car S2.

    A história desta compra é uma verdadeira saga. O piloto conta que “tudo começou quando em Dezembro vendi o BRC para a Madeira. Nessa altura ponderei se iria ou não adquirir nova viatura, mas os meus filhos quase que me obrigaram a comprar novo carro. Como sempre gostei do Silver Car S2, foi uma questão de procurar em Espanha e há cerca de 15 dias, surgiu esta possibilidade de negócio que, felizmente se concretizou”.

    Numa viagem-relâmpago, o piloto da NJ Racing viajou “no domingo, dia 2 de fevereiro, a Barcelona para testar o carro e, com o negocio realizado, fomos novamente na quarta-feira, dia 5, lá buscar o carro, numa viagem de loucos, onde eu e os meus “manos de guerra”, João Guimarães e Nuno Pinto, fizemos 2000km, em 25 horas, mas valeu a pena!”

    O SilverCar S2 agora de Nuno Guimarães, está equipado com um motor Suzuki K8, caixa sequencial (não precisa de embraiagem), direção com upgrade S3, tendo um peso a rondar os 450kg, para uma potência perto dos 200cv. A tudo isto, junta uma aerodinâmica bastante eficaz, sendo ainda um protótipo com linhas belas e agressivas. Este exemplar oficial, conduzido então por Pedro Roca. Atualmente estava em Barcelona, a fazer o Campeonato de Montanha da Catalunha, com o jovem Toni Arrufat Jr.

    Para o piloto de Peso da Régua, que ostenta no seu currículo a nomeação como “capitão” da equipa nacional na edição 2018 do FIA Hil Clim Masters, agora é tempo de “adaptação a uma máquina infernal, quando comparada com o meu anterior BRC”. Como tal, as suas expectativas para a época 2020 são “um pouco reservadas, visto que há muitos anos que não estreio um carro novo, pelo que este vai ser um ano de adaptação ao Silver Car, sendo o principal objetivo evoluir de forma positiva ao longo do ano e ganhar confiança no carro, para que na segunda metade do campeonato possa almejar a chegar à luta pelos pódios”, não enjeitando que “mesmo com essa reserva, quero chegar ao fim da época bem colocado na tabela absoluta”. Bem-humorado, Nuno Guimarães diz esperar “evoluir como piloto e usar esta bomba para andar mais perto dos outros protótipos e, principalmente, conseguir afastar-me dos turismos mais rápidos. Com o BRC já me era difícil segurá-los!”

    A finalizar um balanço e um desejo.

    Lembrando 2019, considera que “a época foi positiva, visto que cheguei ao fim com o carro inteiro e diverti-me em todas as provas. Foram fins de semana com a família e amigos, com grandes convívios. Desportivamente as provas são mais animadas para mim quando o Joaquim Rino também participa, umas vezes ganha ele outras vezes ganho eu, e em 2019 não foi diferente. Agora, que venha 2020!”.

    O Campeonato de Portugal de Montanha JC Group arranca já a 7 e 8 de março, com a Rampa Porca de Murça, organizada pelo CAMI.

  • DS Techeetah apresentou o seu futuro monolugar

    A Fórmula E irá tornar-se oficialmente num Campeonato do Mundo FIA na próxima temporada vai adotar o Gen2 EVO, uma versão reestilizada do atual monolugar. Como parte dessa evolução aerodinâmica, a DS Automobiles e a sua parceira TECHEETAH apresentam o projeto de design do seu futuro carro. António Felix da Costa é um dos pilotos da equipa sino-francesa.

    A DS Automobiles e a DS Performance, o seu departamento de competição, cumpriram, com sucesso, o processo de transição entre as duas gerações da Fórmula E. Com um aumento de potência no motor para 250 kW e com uma bateria de 52 kWh, a disciplina 100% elétrica sofreu uma profunda transformação entre 2018 e 2019, permitindo que os pilotos completassem a distância total de um E-Prix sem necessidade de troca de carro.

    Inscrito pela equipa DS TECHEETAH, o monolugar DS E-TENSE FE19 conquistou os títulos de Pilotos e Equipas na última temporada. Já na presente época é o DS E-TENSE FE20 que lhe sucede na abordagem aos diferentes circuitos urbanos de todo o mundo, tendo alcançado um pódio em Santiago, no mês passado, numa altura em que a próxima geração está já em desenvolvimento.

    Como disciplina de vanguarda à semelhança da própria DS Automobiles, a Fórmula E irá fazer evoluir o design dos seus monolugares para o Campeonato do Mundo 2020/2021. Destaques para as alterações ao nível dos apêndices dianteiros e traseiros, a adição de uma “barbatana de tubarão” na tampa do motor e supressão das coberturas das rodas dianteiras, para que o Gen2 EVO simbolize a singularidade da disciplina e incorpore a essência do automobilismo elétrico do amanhã.

    Supervisionado pelo DS Automobiles Design Studio, o design do DS TECHEETAH Gen2 EVO integra o facelift desenvolvido para aquela que será a 7ª temporada da categoria, mantendo as cores preto e dourado do atual DS E-TENSE FE20. Através desse novo visual que prevê a sua futura decoração, a marca premium do Groupe PSA, atual Campeã de Fórmula E com os títulos de Pilotos (Jean-Eric Vergne) e de Equipas (TECHEETAH), fortalece a expressão de seu savoir-faire tecnológico e o seu espírito inovador.

    A apresentação oficial do Gen2 EVO da Fórmula E terá lugar a 3 de março de 2020, no stand da FIA no Salão Automóvel de Genebra, na presença da equipa DS TECHEETAH e do seu piloto Jean-Eric Vergne, o primeiro bicampeão de Fórmula E e Embaixador da DS Automobiles.

  • CPTT: Campeão entra a vencer!

    A dupla Tiago Reis / Valter Cardoso, aos comandos de um Mitsubishi Evolution Racing Lancer, entrou a vencer no Campeonato de Portugal de Todo-Terreno.

    A defender o título conquistado em 2019, o piloto famalicense não deixou créditos por mãos alheias e triunfou na Baja TT Vindimas do Alentejo, chegando ao fecho da prova com uma vantagem de 7m30s relativamente ao par Luís Recuenco/Vítor Rodriguez, em Mini.  A fechar o pódio ficou Manuel Correia, navegado por Miguel Ramalho aos comandos de um Mitsubishi HRX Ford.

    Depois de no prólogo ter conseguido o terceiro melhor tempo, a apenas de 3 segundos de Alejandro Martins, o Campeão Nacional de Todo-Terreno 2019, Tiago Reis, fez um primeiro Setor Seletivo muito positivo, no qual efetuou uma recuperação nos últimos 50km da tirada para recuperar os cerca de 30 segundos de desvantagem que tinha para João Ramos, terminando com 26,3 segundos de vantagem para o segundo classificado e na liderança da Baja TT Vindimas do Alentejo.

    “O primeiro Setor Seletivo correu-nos muito bem e conseguimos vencer. Percebemos nos últimos quilómetros que estávamos muito próximos do João Ramos e atacámos confiantes que seria possível recuperar e somar os primeiros pontos neste Campeonato de Portugal de Todo-Terreno. As corridas são mais interessantes quando são disputadas e é também por isso que o nosso Campeonato Nacional é interessante”, começou por dizer o piloto famalicense.

    Já este domingo, Tiago Reis voltou a ser o mais rápido nas pistas do Baixo-Alentejo, dilatando a vantagem para os seus mais diretos adversários e mostrando que o seu objetivo para 2020 é claro: renovar o título de Campeão Nacional. “Este último dia, tal como ontem, foi bastante positivo. Cedo percebemos que, depois do abandono do João Ramos, podíamos gerir a corrida de forma mais tranquila. Não deixámos de atacar e mostrar o nosso andamento. Somos justos vencedores. Espero que seja a primeira de muitas vitórias”, explicou.

    João Ramos, navegado por Vítor Jesus em Toyota Hilux, que à partida para o dia de hoje estava a 26 segundos do vencedor, viu-se obrigado a abandonar a corrida pouco depois do arranque para a especial com um problema no vedante da caixa de velocidades.

    Alexandre Ré, acompanhado do seu irmão Pedro, em Can-Am Maverick, venceu a Classe T3, Francisco Barreto e Carlos Silva, em Nissan Navara, triunfaram na Classe T8, enquanto os jovens João Ferreira/David Monteiro, em Nissan Pathfinder, conquistaram a vitória na Classe T2.

    Na classificação da Taça de Portugal de Todo-o-Terreno venceu Joel Marrazes, navegado por Fábio Ribeiro, em Nissan Navara, que venceu também a classe T8. Entre os T0 a vitória foi para a dupla composta por Bruno Barbosa e João Santos.

    O próximo desafio do campeonato será a Baja TT ACP Santiago – Grândola, que se disputa entre os dias 6 e 8 de Março, numa organização do Automóvel Club de Portugal.

  • Mazda Motor de Portugal comemora 25 anos

    A Mazda Motor de Portugal foi fundada a 8 de Fevereiro de 1995, tornando-se na 2ª Companhia Nacional de Vendas da Mazda Motor Corporation na Europa. Conta hoje com duas dezenas e meia de representantes, entre Concessionários e Reparadores Autorizados, sendo que 4 deles se mantêm desde o início da sua actividade.

    A Mazda Motor de Portugal comemora o seu 25º ano de actividade como Companhia Nacional de Vendas (CNV) oficial da Mazda Motor Corporation, no nosso país, entidade que, por seu turno, está igualmente em época de celebrações, fruto do seu primeiro Centenário, festejado em todo o mundo a 30 de Janeiro último.

    Herdeira, a partir deste mesmo dia do ano de 1995, do anterior importador – a empresa Sociedade Comercial Tasso de Sousa, SA – a Mazda Motor de Portugal está registada sob a forma jurídica de Sociedade por Quotas, tendo um capital social de € 1.995.192.

    “É com um indisfarçável orgulho que comemoramos hoje o nosso 25º aniversário, uma data que, para além de emblemática, ocorre em simultâneo com os festejos dos 100 Anos da Mazda Motor Corporation, representando todo um conjunto de alicerces que nos permitem olhar para o futuro com esperança e enormes expectativas”, referiu Luís Morais, Director Geral da Mazda Motor de Portugal. “São 25 anos em que a Mazda em Portugal tem sabido adaptar-se às diferentes realidades e especificidades inerentes ao nosso mercado, nomeadamente em termos fiscais, acompanhando os seus diferentes ciclos de evoluções, decorrentes de variados factores internos e externos ao sector, ao mercado e, em última instância, ao próprio país.”

    Uma rede sólida e cada vez mais homogénea

    Em termos de representação em Portugal, continental e regiões autónomas, a Mazda Motor de Portugal conta, presentemente, com uma Rede de Concessionários composta por duas dezenas e meia de entidades que asseguram, também, o serviço de após-venda, estrutura bastante homogénea e de semelhantes serviços prestados.

    Numa área de negócio tão dinâmica destaca-se o facto de 4 das actuais entidades manterem a representação Mazda desde a fundação da actual companhia nacional de vendas, transitando do anterior importador: Santos da Cunha 2 (data de início de actividade em 1973, a Nipauto (1983), a M Coutinho Porto (1984, anterior Parauto) e a Santogal (1994, anterior Portelcar). No extremo oposto, as entidades mais recentes são a açoriana Loureiro Almeida & Filhos (2018) e a Litocar H (2016). Ao longo destes 25 anos, o diferente conjunto de entidades tem representado a Mazda no mercado português, contribuindo para a comercialização dos diferentes volumes e quotas de mercado registadas.

    2008: O ano de todos os recordes

    2008 foi o ano de todos os recordes para a Mazda Motor Portugal, período em que a marca oriunda de Hiroshima matriculou 5.155 unidades, volume que lhe garantiu uma significativa quota de mercado de 2 por cento. Mais recentemente e a título de registo, entre 2017 e 2019 a Mazda comercializou 2.766, 2.474 e 3.072 unidades, respectivamente, sendo que a variação neste último caso é positiva e de uns expressivos 24,17%, atribuindo-se uma quota de mercado de 1,39 por cento.

    Para tal têm contribuído os automóveis que fazem parte das suas duas últimas gerações, dos mais recentes Mazda3 (HB e CS) e SUV Mazda CX-30, aos anteriores SUV Mazda CX-3 e CX-5, Mazda2, Mazda6 (berlina e wagon) e o roadster Mazda MX-5 (ST e RF). Neste particular destaquem-se outras viaturas complementares que, ao longo deste quarto de século, fizeram parte dos diferentes catálogos Mazda, como sejam as icónicas pick-ups Mazda BT-50 e B2500, o desportivo RX-8 de motor rotativo Wankel, passando pelo citadino 121, pelas berlinas 323 e 626 e pelos monovolumes Mazda5 e MPV, complementando-se o leque com as gerações originais e/ou sucessores da maioria das propostas actualmente em comercialização.

  • Pedro Almeida e Hugo Magalhães com a The Racing Factory

    Dupla fez já o primeiro teste aos comandos do Peugeot 208 R2 com que vão atacar a época 2020.

    Pedro Almeida e Hugo Magalhães tomaram o primeiro contacto com o Peugeot 208 R2, carro com que o piloto vai disputar as primeiras provas do calendário nacional de ralis. A The Racing Factory é a estrutura técnica que vai assegurar a presença do piloto na competição e que já esteve esta quarta-feira nos primeiros testes realizados com o carro.

    “É completamente diferente do que estávamos habituados mas o primeiro impacto foi muito positivo” começou por referir Pedro Almeida. “Sentimos o prazer da condução depois de feitos os primeiros quilómetros e as sensações com que terminamos este primeiro teste são a de que o carro é muito interessante de conduzir, embora com a perfeita noção de que temos um longo trabalho para fazer e tirar o máximo partido do carro” acrescentou.

    Pedro Almeida e Hugo Magalhães testaram o Peugeot 208 R2 em Fafe, num traçado em muito idêntico ao que vão encontrar na primeira prova do Campeonato de Portugal de Ralis, a disputar no final do mês.  “Apesar de o principal foco deste primeiro teste ter sido a adaptação ao carro e à condução de um duas rodas motrizes, ao longo do dia já foi possível experimentar algumas soluções de afinação ao carro, para entender o que nos pode dar, quer em performance, quer na condução” tenhamos perfeita noção de que precisamos ” disse ainda o piloto depois de terminado o primerio teste com o Peugeot.

    O dia foi também o primeiro dentro do carro com o novo navegador Hugo Magalhães. “Temos feito um exaustivo trabalho de casa, estamos ambos identificados com o que queremos fazer e dentro do carro foi só mais um passo num longo processo que estamos a iniciar e que temos a convicção de que nos vai levar aos objetivos que temos” referiu Pedro Almeida.

    Hugo Magalhães também saiu satisfeito com o trabalho realizado neste primeiro teste. “Há aqui muita margem de progressão e muito trabalho a fazer, na certeza de que o Pedro pode evoluir muito e juntos vamos certamente concretizar os objetivos que estão delineados. A adaptação e o entendimento dentro do carro foi fácil”.

    A temporada de 2020 da dupla vai ter a assistência técnica da The Racing Factory, equipa que vai colocar à disposição do piloto o Peugeot 208 R2. “O Pedro é um jovem piloto, com uma enorme margem de progressão e que muito nos orgulha contribuir para o seu crescimento nos ralis” começou por salientar Aloísio Monteiro, responsável pela estrutura. “Estamos todos muito identificados com tudo o que há para fazer e no que nos diz respeito, vamos procurar colocar à disposição do piloto e nevegador as melhores condições para que no carro possam expressar o seu talento”, acrescentou. “Para nós é mais um projeto ambicioso, com participação em provas do IRC e na Copa Ibérica, e que representa uma responsabilidade acrescida mas também uma demonstração de confiança no trabalho que na The Racing Factory estamos a fazer” disse Aloísio Monteiro.

    Pedro Almeida e Hugo Magalhães fazem a estreia no Rali Serras de Fafe, prova a realizar no final do mês de fevereiro.

  • The Original Sinner: O cocktail do Vogue Café que brinda ao amor

    Provocante e sedutor, como a paixão deve ser. É assim o cocktail de assinatura que o Vogue Café Porto, restaurante bar integrado no Hotel Infante Sagres, criou em exclusivo para o Dia dos Namorados.

    Trata-se de um caso de “amor à primeira vista” – e ao primeiro trago. Frutado e fresco, o The Original Sinner remete para os jardins de Adão e Eva, com sabores irreverentes e um toque indispensável de acidez. A criação combina gin de maçã vermelha, sumo de maçã ácida, licor de toranja e espuma de funcho. É finalizado com apontamentos de funcho e pétalas de flor, que formam um perfumado bouquet. 

    Este cocktail estará apenas disponível no dia 14 de fevereiro, das 12h00 às 02h00, pelo valor de 7€.

    Para os que se deixam ficar e pretendem dar continuidade à experiência, o Vogue Café Porto convida a provar um menu dedicado à ocasião. A abrir o apetite, são sugeridas duas entradas: Dourada curada com citrinos, carabineiro e caviar de esturjão e Ostras de frango com cebola caramelizada, espumante e queijo da Ilha. Segue-se o prato principal de Lombo de veado com aipo fumado, duxelles de cogumelos e romã. A finalizar, o irresistível Petit gâteau de chocolate negro com frutos vermelhos e sorvete. O menu (55€) inclui uma seleção de vinhos, águas e refrigerantes. 

  • Chega a coleção mais artística e intelectual Zara Men, dedicada a Chillida

    A Zara surpreende-nos nesta nova temporada da primavera de 2020, lançando uma coleção inspirada na obra escultórica de Eduardo Chillida. Além das camisas estampadas com algumas de suas obras de arte reconhecíveis, o restante da coleção também está encharcado nas linhas mínimas, na silhueta redonda ou de tamanho grande e um ar de intelectualidade que combina muito bem com a moda.

    A coleção destaca parkas e camisas que nos lembram o tempo nublado e sombrio do norte que viu Eduardo Chillida nascer.

    Eduardo Chillida foi um dos mais famosos escultores e gravuristas modernistas espanhóis. Junto com Jorge Oteiza, Chillida é considerado o escultor com mais destaque no século XX.

    Seguidor da tradição de Pablo Picasso, após abandonar os estudos, ingressa num curso de desenho e começa, enfim, a esculpir ferro. Em 1948 muda-se para Paris, onde se tornou amigo de Pablo Palazuelo, que o influenciou profundamente na sua carreira artística, concedendo-lhe o gosto pelo abstraccionismo.

    No início costumava utilizar materiais como a madeira e o ferro. Porém, quando começa a explorar a arte abstracta, começa a interessar-se por materiais mais diversos como a pedra e a luz.

    Seis anos mais tarde, realiza a sua primeira exposição individual, sendo esta a primeira mostra de escultura abstracta realizada em Espanha.

    Na década de 1970, Chillida dedica-se a observar a Natureza em busca de informação sobre as formas e cores das plantas e de inspiração, e, a partir da década de 1980, passa a conciliar a sua arte com espaços naturais e, minoritariamente, urbanos.

    Em 1987, torna-se académico da Real Academia de Belas-Artes de São Fernando e, dois anos antes da sua morte, concretiza um dos seus sonhos, inaugurando um museu dedicado a si próprio, o Museu Chillida-Leku.

  • Blusão Ford com emojis para melhorar comunicação entre ciclistas e condutores

    A Ford concebeu o protótipo de um blusão dotado deemojis com vista a melhorar a comunicação entre ciclistas e condutores.

    Com os governos cada vez mais empenhados em promover o ar limpo nas cidades, nunca foi tão fácil andar de bicicleta no dia-a-dia, existindo também inúmeras opções de partilha de bicicletas (bike-sharing). Em toda a Europa, milhões de pessoas estão a optar por utilizar a bicicleta para ir trabalhar, praticar desporto ou apenas por prazer. Mas a comunicação entre condutores e ciclistas pode ser difícil,com estes últimos a terem que tirar as mãos do guiador para indicar mudanças na direção ou expressar agradecimentos. Segundo os dados apurados pela Comissão de Segurança Rodoviária da União Europeia, anualmente morrem cerca de 2.000 ciclistas nas estradas da Europa.

    Agora, no âmbito da sua campanha “Share The Road”, a Ford encomendou um protótipo para um Blulsão Emoji. Esta criação única, que não está disponível para aquisição, foi projectada para demonstrar como é possível reduzir a tensão nas estradas, permitindo que os ciclistas mostrem, com mais facilidade e clareza,aos condutores quais são as suas intenções e qual o seu estado de espírito perante as condições na estrada.

  • Nuno Matos de volta à ação no ‘Nacional’ de TT

    Baja TT Vindimas do Alentejo marca início de época. Piloto terá Joel Lutas a seu lado

    A época desportiva de Nuno Matos arranca já no próximo fim de semana com a Baja TT Vindimas do Alentejo, primeira ronda do Campeonato Portugal de Todo-o-Terreno, competição em que o piloto irá estar novamente ao volante do seu FIAT Fullback Proto.

    “Vamos dar início a uma temporada que se espera muito competitiva, numa modalidade que respira saúde e anualmente sai reforçada com a chegada de grandes nomes e máquinas. O plantel está mais forte a cada ano que passa e isso só engradece o campeonato. Por isso, voltar a fazer parte desta festa é um grande motivo de orgulho”, frisou o portalegrense. A seu lado, o campeão nacional de 2016 vai contar com Joel Lutas, reeditando uma dupla que se estreou na última edição da Baja Portalegre 500. “O Joel, a quem agradeço, aceitou este desafio para estar ao meu lado este ano no CPTT. Estamos os dois em sintonia para dar o nosso melhor e aproveitar cada quilómetro, e é isso que vamos fazer.”

    Os desafios começam já no próximo sábado, com a inédita Baja TT Vindimas do Alentejo: “Esta é uma prova nova que nos coloca a todos em pé de igualdade. Da nossa parte, como sempre, tudo faremos para estar entre os mais rápidos, tendo a consciência de que a concorrência está bastante forte e de que iremos lutar ao cronómetro com carros de última geração. Mas claro que, se possível, gostaria de começar a época como em 2019”, brincou o piloto, relembrando a sua vitória na Baja TT do Pinhal, prova que marcou o seu regresso à competição a tempo inteiro.

    Numa altura em que a temporada está presta a começar, o piloto não esquece o trabalho e dedicação de todos os envolvidos: “Queria deixar uma palavra de agradecimento a todos os que me apoiam e tornaram mais uma vez este projeto possível, patrocinadores, equipa, família e amigos. Muito obrigado”, enalteceu Nuno Matos.

  • DS Automobiles celebra o jubileu do SM no Salão Rétromobile

    O SM celebra 50 anos em 2020. Atraente e imponente, o SM foi um grande exemplo de colaboração entre icónicos construtores franceses e italianos. Em 1970, levou o vanguardismo ao seu auge e conquistou um lugar na história da indústria automóvel e no coração dos amantes de carros. No Salão Retromobile 2020, a DS Automobiles e a DS Heritage celebram este feito único, com a exibição de  três SM junto ao DS X E-TENSE, herdeiro desta ousada aventura.

    O DS era já uma lenda quando o “Projeto S” foi lançado na década de 1960. O objetivo era aproveitar a liderança tecnológica e de imagem do DS para criar um veículo desportivo na mesma linhagem. Inicialmente, Jacques Né, o engenheiro responsável pelo projeto, tinha em mira as 24 Horas de Le Mans, mas o Diretor Geral, Pierre Bercot, redirecionou rapidamente o seu trabalho para um carro de prestígio a ser posicionado acima do DS, ainda em produção.

    A nova criação seria baseada no chassis de um DS e construída nas mesmas linhas de montagem de Quai de Javel, em Paris.

    Sob a direção de Robert Opron, uma equipa liderada por Jean Giret e Jacques Charreton finalizou o projeto do que viria a ser o SM. Um modelo à escala real (1:1) foi produzido nas oficinas da Rue du Théâtre. Com a compra da Maserati, a Citroën encontrou novas perspetivas, bem como as bases para um compacto e moderno V6.

    Apresentado no Salão de Genebra de 1970, o SM emergiu como o digno herdeiro do DS. O Grand Tourisme gozava de muitos pontos fortes: uma linha tão fluida como agressiva, um chassis baseado na famosa suspensão hidráulica, um interior futurista, com mostradores ovalizados, e um motor V6 Maserati. O ADN do DS tinha acabado de evoluir.

    Sob o longo capô, o V6 a 90° apresentava duas árvores de cames por bancada de cilindros. A cilindrada foi deliberadamente limitada a 2.670 cc para ficar abaixo da penalizante barreira de 16 cavalos de potência fiscal então em vigor em França. Particularmente compacto (31 centímetros de comprimento) e muito leve (140 kg), o bloco em liga leve é inicialmente alimentado por três carburadores Weber de duplo corpo, desenvolvendo uma potência de 170 cavalos às 5.500 rpm. Posteriormente recebeu um sistema de injeção eletrónica de combustível desenvolvido em conjunto com a Bosch, o que aumentou a potência para 178 cavalos e melhorou a flexibilidade de utilização.

    O SM adotou o sistema hidráulico central que fez do DS um sucesso. O fluido LHM verde alimentava e assistia algumas das principais funções: suspensão, travagem (controlada por um pedal em forma de cogumelo), direção e ajuste vertical dos faróis. O desenvolvimento da suspensão foi especialmente detalhado, com o objetivo de tornar o SM no modelo de tração dianteira mais rápido do mundo. A suspensão era totalmente diferente da do DS, que recorria a um esquema de tirantes, mais simples.

    Cinquenta anos depois, o SM é um modelo mais do que emblemático, tornando-se num verdadeiro objeto de culto. O conforto e comportamento dinâmico fazem do SM um carro muito moderno. As suas linhas, tanto no exterior como no interior, mantêm-se na vanguarda, com destaque para o pedal de travões em forma de cogumelo, o suave sistema hidráulico e a direção assistida variável. A crença popular atribui o fim da sua comercialização ao súbito aumento dos preços dos combustíveis, devido à crise petrolífera, mas a verdade é que o SM continua a ser um dos GTs mais eficientes da sua época.

    Georges Pompidou, Presidente da República Francesa aquando do seu lançamento, mas também Leonid Brezhnev, o Xá do Irão, Haïlé Sélassié (Imperador da Etiópia), Burt Reynolds, John Williams, Johan Cruyff, Bernard Pivot, Line Renaud ou Jay Leno possuiram, ou ainda possuem, um SM. Por sua vez, Daniel Craig elege o SM como o carro dos seus sonhos.

    Sendo um evento anual obrigatório para os entusiastas dos automóveis, o Rétromobile 2020 ocupa uma área total superior a 72.000 m² na Paris Expo, Porte de Versailles. O Salão abre hoje ao público até ao dia 9 de fevereiro (domingo), das 10h às 19h (noites de quarta e sexta-feira até às 22h).