O Circuito da Costilha em Lousada acolheu a última ronda do Campeonato de Portugal de Kartcross, esta que viria a ser também a última vez que iria ser utilizada a configuração atual do traçado, senda esta prova apelidada pela organização como a “Last Lap”.
A equipa JCP Racing e o seu piloto João Pinheiro, chegavam a Lousada com a motivação do bom resultado alcançado na ronda anterior, empenhando-se para tentar manter o ritmo demonstrado. No primeiro dia de competição com condições de aderência muito difíceis, devido à chuva que se fez sentir, o piloto cravava o 7º tempo mais rápido da geral na sessão de treinos cronometrados. Este finalizava o dia na mesma posição da geral e quarta posição da divisão 1, após a primeira qualificação.
No segundo e último dia de competição, na segunda qualificação, após um arranque menos bem conseguido por parte do piloto, fazia com que o mesmo viesse apenas a terminar na 13ª posição da geral e 9ª posição da divisão 1. Na qualificação 3, desta vez João Pinheiro fazia um bom arranque, o que o colocava numa boa posição para recuperar na tabela classificativa, mas a duas voltas do final um problema técnico no acelerador fez com que não terminasse a prova deitando assim por terra as hipóteses de conseguir um lugar direto na final A.
Na final B, onde apenas os dois primeiros classificados teriam acesso à final A, o piloto arrancava da primeira linha da grelha. Logo no arranque e após a primeira curva João Pinheiro mantinha a 3ª posição, vindo posteriormente a colocar-se na 2ª posição e sobre forte pressão ao primeiro classificado, numa tentativa de ultrapassagem este sofreu um toque de outro concorrente que o fez embater no muro de proteção e a fazer com que o mesmo desse algumas voltas a capotar, tendo acabado por ali o fim de semana.
Finalizado está assim o campeonato, a equipa JCP Racing e João Pinheiro terminam esta participação com o 6º lugar na geral e 4º lugar na divisão 1, com João Pinheiro a afirmar que “foi um fim de semana que teve um início complicado devido às condições da pista, demos o nosso melhor para obter um bom lugar na grelha para a final, mas infelizmente aquele problema na terceira qualificação, não nos permitiu o acesso à final A e na final B quando estava mais rápido que o primeiro classificado e a tentar ultrapassar acabei por sofrer um acidente que me pôs fora de corrida. Agora é hora de recuperar, levantar a cabeça e começar a trabalhar no próximo ano pois sabemos que podemos e vamos fazer para dar uma melhor imagem daquilo que foi este ano. Muito obrigado a todos pelo apoio ao longo do ano”.
Pompeu Simões vai cumprir a estreia no Campeonato de Portugal de Velocidade na jornada da competição agendada para os dias 25 a 27 de outubro no Autódromo Internacional do Algarve.
Após algumas participações com o Kia Ceed com que foi campeão da Carbon Neutral Cup 2023, Pompeu Simões está de regresso à competição recuperando o projeto original para 2024 de competir no patamar mais elevado da velocidade nacional, o Campeonato de Portugal de Velocidade.
Mantendo a confiança na Speedy Motorsport, formação de Pedro Salvador, o piloto nortenho vai levar para a pista um muito competitivo Porsche 718 Cayman GT4 onde terá a companhia de Duarte Camelo. O jovem piloto natural de Lousada foi estrela maior no Rallycross ao vencer por duas vezes o campeonato de iniciação. Chegou aos circuitos pela mão da iniciativa FPAK Junior Team e quer dar o passo seguinte na sua carreira, encontrando em Pompeu Simões um excelente parceiro de corridas.
Os objetivos para esta primeira aparição no Campeonato de Portugal de Velocidade são simples e claros. Aprender o mais possível e progredir ao volante de uma máquina desconhecida e muito mais evoluída que o Kia Ceed até agora utilizado pelo piloto. Um automóvel tão mais competitivo exige calma, método e aprendizagem.
Pompeu Simões vai aproveitar o tempo de pista oferecido pelas sessões de treinos livres para evoluir no sentido do projeto de 2025 ficar mais amadurecido e traçar objetivos mais ambiciosos.
A terceira jornada do Campeonato de Portugal de Velocidade decorre no Autódromo Internacional do Algarve incluída no Algarve Classic Festival, comtemplando no programa a realização de três sessões de treinos livres, duas sessões cronometradas e duas corridas, espraiadas entre sexta-feira e domingo. As corridas terão transmissão televisiva nas redes sociais da organização do campeonato e na Bola TV.
Pompeu Simões realça que “após um arranque em falso do projeto de 2024 pela desistência a poucos dias do início do campeonato do piloto que me iria acompanhar nesta odisseia, finalmente vou cumprir a estreia ao volante de um GT4 na prova maior da velocidade nacional. Preparado pela Speedy Motorsport, o Porsche 718 Cayman é bem diferente do meu Kia Ceed pelo que terei de me adaptar rapidamente. As três sessões de treinos livres serão fundamentais para isso. A minha missão é evoluir e ganhar ritmo competitivo no meio de piloto cheios de talento. Será uma oportunidade inesquecível de evoluir ao lado dos grandes pilotos nacionais, não tendo, neste momento, os resultados apurados um peso elevado. Evoluir, divertir-me e melhorar para a próxima jornada e com olhos postos em 2025.”
A jogar em casa, e perante um apoio fantástico por parte dos milhares de apaixonados pelo todo-o-terreno, Nuno Matos chegou à Baja Portalegre 500 com sede de um resultado positivo. Depois de apresentar o Amarok Proto à muita população que aderiu à Cerimónia de Partida do evento, seguiu-se um primeiro dia de competição cauteloso, mas entusiasmante.
O prólogo de sexta-feira deixou desde logo antever uma prova exigente, repleta de adrenalina e com as tradicionais enchentes de fãs da modalidade. E foi com essas boas sensações e muito apoio nas pistas que Nuno Matos e Ricardo Claro partiram para o primeiro setor seletivo da competição.
“Sentimos muito apoio, estávamos muito satisfeitos com o nosso andamento e o Amarok Proto esteve irrepreensível, mas tivemos a infelicidade de ter um problema na escova e, numa prova com tanta água e lama, sentimos que isso condicionou a nossa prestação”,relata o piloto, acrescentando que a situação foi resolvida e que a equipa partiu muito motivada para o segundo dia de competição.
Confiante numa boa recuperação, Nuno Matos acabou por ver repetido o contratempo que já tinha sofrido na Baja de Reguengos, com um problema no veio de transmissão do Amarok Proto a acabar com o sonho de chegar ao fim da prova de Portalegre.
“Acreditávamos que o problema estava resolvido, mas o veio de transmissão voltou a atraiçoar-nos e retirou-nos a hipótese de terminar a prova. Vamos continuar a trabalhar e estamos muito motivados para continuar a melhorar o carro, até porque sabemos que este tipo de problemas é intrínseco a um projeto novo e que tem o seu caminho para percorrer”,afirma.
Agradecendo ao Ricardo Claro pelo trabalho incansável, a toda a equipa pela enorme dedicação, aos parceiros e patrocinadores, e ao público por todo o carinho revelado dentro e fora do percurso da Baja Portalegre, Nuno Matos está já focado na Baja Oeste de Portugal, a última prova desta época no Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno.
Martim Ventura em Husqvarna nas motos, Luis Fernandes em Yamaha nos Quad e Hélder Rodrigues em Can-Am nos SSV foram os grandes vencedores da 38ª edição da Baja Portalegre 500 sexta e penúltima ronda do Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno.
Milhares de espectadores presenciaram no Alto Alentejo a 38ª edição Baja Portalegre 500, evento organizado pelo ACP, sexta etapa do Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno, que percorreu pistas dos concelhos de Alter do Chão, Abrantes, Crato, Chamusca, Gavião, Monforte, Nisa, Ponte de Sor e Portalegre. Os 258 concorrentes inscritos tiveram pela frente um percurso com mais de 500 km de extensão dos quais mais de 360 foram disputados ao cronometro. A Baja Portalegre 500 foi também pontuável para o Campeonato Mini Baja.
Martim Ventura vence nas motos e sagra-se campeão
A mítica prova alentejana arrancou como habitualmente com um prólogo disputado na Herdade das Coutadas próximo de Portalegre e que teve a presenciá-lo milhares de espectadores. Nas motos Bruno Santos em Husqvarna vencedor da edição de 2023 foi o mais rápido terminando à frente de Bernardo Megre em Kawasaki. Terceiro melhor tempo para o campeão nacional António Maio em Yamaha. Posições seguintes para Micael Simão em GasGas e para o líder do campeonato Martim Ventura em Husqvarna.
Seguiu-se SS1 entre Ponte de Sor e o Crato onde António Maio foi o mais rápido assumindo a liderança da corrida no final da etapa inaugural. O campeão era seguido na classificação por Martim Ventura em Husqvarna com mais 15s. Bruno Santos ocupava o 3º lugar a 51s do líder da corrida. Posições seguintes para Micael Simão em GasGas e Bernardo Megre que liderava a Categoria TT1. 6º lugar para Tomás Dias em Honda seguido de Pedro Oliveira em KTM 2º TT1 e na frenta da classificação destinada aos veteranos. O piloto de Enduro Vítor Monteiro igualmente numa KTM da Classe TT1 ocupava a posição seguinte sendo 3º entre os Juniores atrás de Martim Ventura e Tomás Dias e à frente de João Duarte que em Honda encerrava o Top 10. À sua frente em 9º lugar estava João Rato em Yamaha a realizar a sua 25º participação na prova.
No dia seguinte foram disputados 300 km ao cronómetro sendo que ao longo de todo o traçado estiveram milhares de espectadores. Martim Ventura desde cedo impôs a sua Husqvarna e, com este triunfo, sagrou-se antecipadamente campeão nacional. Segundo lugar para Bruno Santos em Husqvarna vencedor da edição de 2023 que terminou a mais de 3m do vencedor. Ao pódio subiu ainda Micael Simão em GasGas, apesar de uma forte queda a poucos metros da linha de chegada. O piloto vencedor da Classe TT2 foi transportado ao hospital após a sua chegada ao parque fechado, mas felizmente não foram detetadas quaisquer lesões. Vítima de inúmeros percalços o campeão 2023 e recordista de vitórias em Portalegre, António Maio em Yamaha, não foi além do 4º lugar. Numa temporada em que se tem notabilizado por um excelente andamento Tomás Dias terminou em 5º lugar e foi o 2º entre os Juniores atrás do vencedor absoluto da corrida. Notável o 6º lugar de Pedro Oliveira em KTM vencedor entre os veteranos e também da Classe TT1. 2º da Classe TT1 e 3º entre os Juniores João Duarte em Honda terminou em 7º lugar. Na sua 25º participação na prova João Rato em Yamaha demonstrou estar em grande forma e foi 3º da Classe TT1. O Top 10 completou-se com mais dois pilotos Juniores e ambos a competirem com motos da Classe TT1 que evidenciaram um excelente desempenho nas duras condições apresentadas pela edição de 2024 da Baja Portalegre. Vítor Monteiro em KTM foi 9º e Afonso Figueiredo em Kawasaki o 10º. Na Classe Promoção vitória para Pedro Carrilho em Yamaha 14º da classificação geral. À sua frente e já fora do Top 10 ficaram três pilotos consagrados. Salvador Amaral em Honda, o líder do mundial de Bajas David Megre em Kawasaki e o regressado Salvador Vargas em KTM. De regresso às provas do CNT Bruna Antunes em GasGas foi a mais rápida de entre as três senhoras participantes. Foi 8ª entre os concorrentes da Classe TT1. O espanhol Gregorio Hernandez Vazquez numa Yamaha Ténéré 700 Rally venceu a Classe TT4.
Luis Fernandes triunfa nos Quad. Três pilotos na luta pelo título
Entre os Quad o melhor tempo no prólogo foi obtido por João Vale em Can-Am piloto que tinha sido o vencedor da prova alentejana em 2023. Segunda melhor marca para o campeão nacional Luis Fernandes seguido do jovem Rodrigo Alves ambos em Yamaha. 4ª melhor marca para Fábio Ferreira em ATV Racing. Posições seguintes para José Gonçalves em Suzuki e para o regressado Filipe Martins em Yamaha. Problemas em SS1 para João Vale que perdeu bastante tempo e o comando da prova após a 1ª etapa a pertencer a Luis Fernandes que dispunha já de uma significativa vantagem de 4m12s para Fábio Ferreira. 3ª posição a 23s do 2º classificado para o jovem Rodrigo Alves. No top 5 após a primeira etapa entravam ainda Filipe Martins e Tiago Gomes em KTM. Se a diferença entre os dois primeiros era bastante larga já do 2º para o 5º classificado distava apenas 1m37s.
No dia seguinte e apesar do esforço de João Vale para diminuir a diferença para o primeiro classificado o certo é que o campeão nacional Quad Luis Fernandes em Yamaha conseguiu em Portalegre uma importante vitória que o relança na luta pela renovação do título. 2º lugar para João Vale que se mantém da liderança do campeonato. Ao pódio subiu ainda Rodrigo Alves em Yamaha que juntamente com Luis Fernandes e João Vale ainda está na luta pelo título de campeão nacional. Rodrigo Alves triunfou entre os Juniores. Completaram o top 5 dois pilotos consagrados que que terminaram já bastante longe do vencedor. 4º lugar para Tiago Gomes em KTM que venceu a Classe Promoção e 5ª posição para Filipe Martins em Yamaha. João Peraboa em Polaris 6º da classificação geral foi o 2º da Classe Promoção. 7º lugar para Carlos Reguinga em Can-Am vencedor da Classe Veteranos. A fechar o Top 10 absoluto Martim Pedroso em Yamaha foi 2º entre os Juniores. O pai Marco Pedroso igualmente em Yamaha foi o 2º dos veteranos.
Bis de Hélder Rodrigues e campeonato será discutido a seis
Nos SSV coube ao vencedor da edição de 2023 averbar o melhor tempo no prólogo. Hélder Rodrigues completou os 3,77 km gastando menos 2,2s que o par Pedro Antunes/Nuno Batalha, ambos em Can-Am. 3º melhor tempo para Arnaldo Monteiro que em Polaris foi ainda o mais rápido do Campeonato Stock dos Veteranos e do Troféu Polaris. Posições seguintes para mais dois Can-Am pilotados por Pedro Grancha e por Nelson Caxias navegados respetivamente por Tomás Neves e João Rodrigues. No SS1 disputado a seguir ao prólogo a dupla Roberto Borrego/Daniel Jordão averbou o melhor tempo e assumiu o comando da prova com 1m14s de vantagem para Pedro Antunes. 3ª posição a escassos 3s do 2º lugar para a dupla Luis Cidade/Pedro Mendonça. Posições seguintes para mais duas equipas Can-Am tal como os três primeiros: André Carita e João Dias navegados respetivamente por Nuno Abrantes e Mário Ourives. Francisco Casemiro com Francisco Luis surgia então na frente do líder do campeonato nacional Pedro Santinho Mendes navegado por Duarte Santos. 8º lugar para Arnaldo Monteiro que continuava a liderar o Campeonato Stock, a Classe Veteranos e o Troféu Polaris.
No derradeiro dia de prova, o dia grande desta Baja Portalegre 500, com o único setor seletivo non stop com 300 km de todo o campeonato, a luta pela vitória foi épica com os três primeiros classificados a terminaram separados por um escasso minuto. Venceu Hélder Rodrigues que optou por efetuar a prova a solo e que aos comandos de um Can-Am repetiu a vitória alcançada em 2023.Numa temporada marcada pela infelicidade Tiago Guerreiro redimiu-se em Portalegre conquistando aos comandos de um Polaris o 2º lugar numa corrida em que foi navegado por Carlos Paulino. Terminou a 48s do vencedor.No derradeiro lugar de pódio terminou André Carita em Can-Am piloto que já vencera em Portalegre, mas na competição Quad. Terminou a 20s do 2º lugar. Outro anterior vencedor de Portalegre igualmente em Quad, Nelson Caxias que chegou a liderar SS2 levou o seu Can-Am ao 4º lugar triunfando entre os Veteranos ascendendo ao 2º lugar no campeonato. 5º lugar para Arnaldo Monteiro em Polaris venceu a Categoria Stock e foi 2º entre os veteranos. Ficou a escassos 8s do 4º lugar. 6º lugar final para a dupla Vasco Martins/Luis Falé que por 22s terminou à frente de Miguel Cunha piloto que a solo completou o pódio da Classe Veteranos. E por falar em veteranos entre os juniores triunfou Gonçalo Guerra navegado por Maria Carvalho a primeira senhora a completar a prova na competição SSV. Foram 8ºs da geral. Mas a vitória na Taça das Senhoras pertenceu a Dorothee Ferreira navegada por Ricardo Pereira no seu habitual Can-Am rosa. O Campeonato Stock teve em Portalegre um pódio exclusivamente Polaris. Vitória como já havíamos referido de Arnaldo Monteiro seguido de Luis Marchante e do par João Conde Humberto Valadas
Entre os SSV o Campeonato Nacional está extremamente renhido e matematicamente são seis os pilotos que ainda podem aspirar ao título. Os três primeiros – Pedro santinho Mendes, Nelson Caxias e Pedro Pinha – estão agora separados por 5 pontos. Sérgio Batista, Luis Cidade e Pedro Antunes também podem ainda ser campeões.
De referir que no muito animado Campeonato de Equipas lidera o Can-Am Offroad Portugal, seguido do Old Friends Rally Team e com a Bitracing no 3º lugar.
Tiago Guerreiro vence Troféu Polaris, Nuno Mendes da Silvatriunfa no Troféu Villain Cup Segway e Luís Caseiro é o melhor português na YXZ1000R European Cup SuperFinale
Os pilotos do Troféu Polaris estiveram em evidência na mítica Baja Portalegre 500 onde se destacou a dupla Tiago Guerreiro/Carlos Paulino que, para além de ser a grande vencedora desta jornada, subiu ainda ao pódio absoluto desta competição do campeonato nacional ao averbarem o segundo lugar. De registar que todos os Polaris RZR inscritos nesta duríssima Baja Portalegre 500 completaram a prova. Destaque também para o facto de a totalidade do pódio do campeonato Stock ter sido preenchido com pilotos Polaris. Arnaldo Monteiro/Farinha Duarte, Luis Marchante e João Conde/Humberto Valadas, respetivamente 2º , 3º e 5º do Troféu Polaris RZR preencheram esses lugares. Juntamente com os vencedores e com o par Sérgio Vaz/Fábio Pires dupla que terminou o Troféu Polaris RZR na Baja Portalegre 500 em 4º lugar, foram cinco os Polaris RZR que completaram a 38ª edição da prova organizada pelo ACP entre os 12 primeiros da classificação geral SSV da prova mais exigente da temporada. De realçar ainda que três pilotos Polaris – Arnaldo Monteiro, Sergio Vaz e João Conde – ocuparam posições no Top 5 da Classe Veteranos. Com o 2º lugar de Arnaldo Monteiro o piloto da Mundimat é já virtual campeão.
No Troféu Villain Cup Segway André Rodrigues realizou o melhor tempo no prólogo e em SS1 liderando após a 1ª etapa, mas no dia seguinte seria forçado a abandonar não conseguiu cumprir a totalidade do percurso descendo para a última posição. Passou então para o comando Nuno Mendes da Silva navegado por Pedro Valentim. João Carvalho com Victor Lopes triunfaram na Classe Stock. No terceiro lugar ficou a dupla Luis Lourenço Ana Isabel Lopes, também eles da Classe Stock
A 38ª edição da Baja Portalegre 500 recebeu a quinta edição da YXZ1000R European Cup SuperFinale e foram muitos os pilotos que aceitaram o desafio lançado pela YAMAHA Motor Europa, tendo estado à partida da mítica prova alentejana 24 pilotos oriundos de Portugal, Espanha, França, Alemanha, Itália e Reino Unido. A vitória absoluta coube ao espanhol Teo Viñaras acompanhado pelo seu irmão Roberto, tendo a dupla inscrita na classe stock conquistado ainda um prémio de €15 000.00, que deverá ser utilizado para competir na Taça da Europa FIA para Bajas Cross-Country. Em segundo lugar ficou Luís Caseiro que, navegado por João Azeiteiro, foi o melhor português e triunfou entre os pilotos inscritos na classe open. A encerrar o pódio absoluto da YXZ1000R European Cup SuperFinale ficou William Buller, navegado por Jonathan Knight, a dupla que em 2023 venceu esta competição monomarca.
Ultrapassando todas as dificuldades de um fim-de-semana agreste, Nuno Guimarães foi à Rampa Serra da Estrela Covilhã, última prova do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group 2024, selar as contas do título na Divisão Protótipos B, façanha que alcança pela quarta vez na sua carreira.
Para o “Capitão da Montanha”, a estratégia a cumprir na prova organizada pelo CAMI Motorsport passava exclusivamente por “focar no resultado necessário para garantir o título. Viemos para a Serra da Estrela mais com a cabeça do que com o coração. Precisávamos de pontuar para garantir o título e foi o que aconteceu. A prova foi muito difícil para todos decorrendo sob condições meteorológicas adversas, forçando-me a não correr riscos, não abusar e concentrar-me em terminar a prova no pódio”, concluindo o ano com um 3º lugar nos Protótipos B.
O quarto título conquistado deixa o líder da NJ Racing “muito orgulhoso e feliz. Fiz aquilo a que nos propusemos no início da temporada e este título é muito saboroso, sobretudo porque foi conquistado num ano em que a concorrência cresceu em força e quantidade. Tivemos de trabalhar muito no carro e na estratégia prova a prova e dar o máximo em todas as subidas”, com Nuno Guimarães a saudar “o aparecimento do Afonso Santos, jovem com um talento incrível e que será o futuro desta divisão, a excelente forma do Joaquim Rino e a evolução tremenda do Sérgio Nogueira. Puxaram por mim e não tenho dúvidas que, em 2025, a luta pelo título será ainda mais intensa e aberta, ainda para mais com a possível entrada do Luís Silva”.
Vestindo a pele de ‘team manager’ da NJ Racing, Nuno Guimarães felicitou “a Rute Brás pela conquista de um magnífico Top 4 na classificação final dos Turismo 3. É a melhor classificação dela, demonstrando toda a sua evolução como piloto. Foi um ano para esquecer para o Nuno Pinto e vamos agora pensar num novo carro para ele. Quanto ao António Rodrigues, nas poucas provas que fez, provou que é um dos melhores pilotos nacionais, com capacidade para lutar à geral e espero que o Toni regresse a tempo inteiro em 2025, quiçá com um protótipo ainda mais competitivo”.
Com o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group cumprido, a NJ Racing tem ainda pela frente um último momento desportivo, participando na 1ª edição do Douro Motorshow, que decorrerá em Peso da Régua, no próximo fim de semana.
A primeira edição do Supercars Jarama RACE está à beira da sua decisão deste ano, que se realizará no Autódromo Internacional do Algarve nos dias 26 e 27 de Outubro, e são diversos os candidatos aos títulos, esperando-se um fim-de-semana de grandes emoções.
Na classificação geral da GT4, Guillermo Aso e Filip Vava, em Mercedes AMG GT4 da NM Racing Team, lideram, mas a concorrência está demasiado próxima para que possam sentir qualquer tipo de conforto. Já com os pontos do pior resultado ‘deitados fora’, a dupla do carro germânico tem oitenta pontos, mais dois que César Machado e Jan Durán, em Toyota GR Supra GT4 da Speedy Motorsport, que são sérios candidatos ao ‘título espanhol’.
Dois pontos mais atrás está a dupla da BMW España Motorsport, Nerea Martí e José de los Milagros, que só dependem de si próprios para poderem celebrar a conquista do ceptro do Supercars Jarama RACE. Salvador Tineo e Luis González, em Mercedes AMG GT4 da Team VRT, estão a vinte pontos dos líderes, tendo ainda possibilidades de ganhar o campeonato, estão cinquenta e quatro pontos em disputa (vinte e cinco por cada corrida, um por pole-position e um por volta mais rápida), mas já não dependem apenas de si, tendo de contar com os azares dos outros. Ainda assim, num campeonato tão disputado e competitivo, terminar entre os três primeiros da classificação geral enriquecerá ainda mais o palmarés do duo da formação de Tortosa.
Com diferenças tão curtas, todos os detalhes vão contar e a interferência de outras duplas de pilotos poderão ser determinantes para os resultados finais.
Tudo muito próximo nas divisões GT4
A situação na divisão GT4 Pro é muito semelhante, mas aqui, é a dupla do BMW M4 GT4 que estão no segundo posto, a apenas dois pontos de Guillermo Aso e Filip Vava, estando César Machado e Jan Durán a três pontos dos lideres.
Na GT4 Bronze, Nil Montserrat e Alberto de Martín, em Mercedes AMG GT4 da NM Racing Team, estão numa posição mais confortável, mas ainda assim, têm Héctor Hernández e Borja Garcia, em BMW M4 GT4 da Autoworks Motorsport, a dezasseis pontos e basta um pequeno deslize para que tudo se possa comprometer. Patrick Cunha e Jorge Rodrigues, Audi R8 LMS GT4 da Veloso Motorsport, com as duas vitórias que conquistaram em Valência colocaram-se na corrida ao título, estando a vinte oito pontos e um pouco mais distantes nestas contas, mas com um pouco de sorte poderão também reverter a situação a seu favor.
Na divisão GT4 dedicada a pilotos menos experientes, a GT4 Am, Keith Gatehouse e Igor Sorokin estão também numa posição privilegiada, com uma vantagem de vinte e seis pontos face a Javier Macias e Smörg, BMW M4 GT4 da Promotion Motorsport. No entanto, a dupla do Mercedes AMG GT4 da NM Racing Team terão de abordar o fim-de-semana do Algarve numa perspectiva de gestão para que não tenha surpresas desagradáveis, até porque os irmãos André e Miguel Nabais, em Porsche 718 Cayman GT4 da Speedy Motorsport, poderão ser um factor, muito embora tenha uma desvantagem de quarenta e sete pontos.
GTC e respetivas divisões por decidir
Na geral da GTC, Rui Miritta é o grande favorito, com os seus cento e vinte pontos e trinta e cinco de vantagem para Simon Moore e Tomás Pinto Abreu. O piloto do Porsche 911 da Monteiros Competição, que já é o virtual campeão GTC no Iberian Supercars, não precisa sequer ficar à frente dos seus oponentes do Ginetta G50 da Tockwith Motorsports para arrecadar o ‘título espanhol’.
Esta é uma situação que se vive também na Cup, divisão onde tem como adversários Marcus Fothergill e Dave Benett, num Porsche 911 preparado pela equipa inglesa Tockwith Motorsports. O piloto português tem mostrado grande competitividade e consistência e se replicar no Algarve as performances que exibiu ao longo de toda a temporada, poderá assegurar o ceptro.
Na divisão GTX, que privilegia os GT4 mais antigos, é um caso a ser resolvido entre os recrutas da Tockwith Motorsports, com Simon Moore e Tomás Pinto Abreu a terem de suster a investida de Steve Kirton e Jonathan Elsworth, que estão a dezoito pontos dos seus colegas de equipa. Os pilotos do Ginetta G50 partem como favoritos, mas basta um mau resultado numa corrida e o duo do Ginetta G55 poderá fazer evaporar a desvantagem pontual que ostenta antes da prova do Algarve.
Estes são motivos mais que suficientes para seguir a etapa do Algarve do Supercars Jarama RACE, que se realiza nos dias 26 e 27 de Outubro, que conta também para o Iberian Supercars e Campeonato de Portugal de Velocidade.
João Ramos e Jorge Carvalho não chegaram, infelizmente, a concluir o prólogo da Baja Portalegre 500, sétima prova do Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno, sendo forçados a desistir, na sequência da entrada de água no motor da Toyota Hilux T1+ EVO, quando a dupla da TOYOTA GAZOO Racing Caetano Portugal passou no ribeiro da Herdade das Coutadas.
Piloto e navegador ficaram desolados, face a mais este imprevisto que ditou a segunda desistência prematura consecutiva no Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno:
“Já não sei mais o que dizer, face a esta sucessão de contratempos. A verdade é que, por precaução, antes desta prova demos indicações à nossa equipa técnica para fechar todo o acesso ao filtro de ar, no sentido de evitar qualquer problema relacionado com a eventual entrada de água, pois iríamos encontrar alguns ribeiros no traçado da prova. Parece incrível, mas, apesar de todas as nossas cautelas na abordagem ao ribeiro, entrou água por algum lado, acabando por danificar o motor. Sinceramente, ser forçado a desistir por razões às quais somos alheios deixa-me sem palavras, mas a realidade dos factos é esta. Agora, há que esquecer esta jornada e trabalhar para, em novembro, na Baja Oeste Portugal, nos apresentarmos na máxima força e discutir a vitória, de modo a concluir a época em beleza”, adiantou João Ramos.
O Rallye RACC Catalunha-Costa Dourada foi a sétima prova pontuável para os pilotos da TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup (TGRIC), a taça monomarca organizada pela Toyota Caetano Portugal, Toyota Espanha e Motor & Sport Instituto. Uma jornada que marcava o regresso dos pisos de terra a esta competição.
Na primeira especial do rali (1,5 km), que se disputou na noite de sexta-feira, depois da partida simbólica no passeio marítimo de Salou, foi Sergi Francolí (CSM Automoció) quem marcou o melhor tempo. Para Francolí, esta participação representava o seu regresso à TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup, da qual foi vencedor em 2022 e vice-campeão em 2023.
Já no sábado, na classificativa mais extensa da jornada, superando os 23 quilómetros, foi Bruno Bulacia (CSM Automoció) o mais rápido, algo que repetiria na “especial” seguinte, logrando uma vantagem relevante face a Sergi Francolí (CSM Automoció), que, embora ganhasse o troço de Gandessa (PEC 4), não conseguia aproximar-se do piloto boliviano e depois do troço de Salou (PEC 5) concluía a primeira metade do rali a 14,9 segundos do primeiro. Mais atrás, e antes do arranque para as três derradeiras classificativas, Isaac Vera (Kobe Motor) era terceiro, a quase dois minutos do líder. Josep Bassas (IPPON Motor Vallés), um dos aspirantes ao título, via partir-se um rolamento na PEC 3 e perdia todas as opções de lutar pela vitória nesta jornada. De tarde conseguia regressar à prova, graças ao sistema super-rallye, com objetivo de somar o maior número de pontos possíveis.
No decurso da tarde de sábado, Bruno Bulacia (CSM Automoció) continuou a marcar o ritmo, somando dois novos “scratch”, para terminar no lugar mais alto do pódio e com uma vantagem de 39,5 segundos face a Sergi Francolí. Isaac Vera (Kobe Motor) foi terceiro, conquistando o seu melhor resultado até ao momento na TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup. Javi Villa (Asturhíbrido) e Pedro Lago (Toyota Caetano Auto) mantiveram um animado despique ao longo do rali e foi, finalmente, o primeiro quem assegurou a quarta posição, por uma diferença de 7.4 segundos em relação ao piloto português. Na sexta posição terminou Manuel Martins e a classificação foi fechada por Josep Bassas (IPPON Motor Vallés).
Bruno Bulacia (CSM Automoció) é o líder da TGRIC, com 142 pontos, enquanto Javi Villa (Asturhíbrido), com 111 pontos, é segundo e Josep Bassas (IPPON Motor Vallés) o terceiro, com 100 pontos. Pedro Lago (Toyota Caetano Auto) é quarto, com 89 pontos, seguido de Miguel Campos (Macedo & Macedo GTW Racing), com 72.
A TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup encerrou a sua época em Espanha, já que a próxima prova e última da temporada se disputará em Portugal, com o Rali de Murça, nos dias 17 e 18 de novembro, também em classificativas de terra.
A BMcar inaugura uma nova loja em Famalicão, resultado de um investimento de 2,2 milhões de euros. Este novo espaço conta com uma área total de 4.500 m², dos quais 3.000 m² são cobertos e irá disponibilizar uma vasta gama de serviços, incluindo venda de viaturas BMW Premium Selection, viaturas MINI NEXT, BMW Service, MINI Service, e os serviços financeiros do BMW Bank.
A BMcar Famalicão integra o plano estratégico “Out of Your Mind”, com o objetivo de garantir uma cobertura geográfica mais próxima, reforçando tanto a qualidade do serviço como a lealdade dos seus clientes atuais e potenciais.
Para Pedro Rodrigues, CEO da BMcar, “A escolha de Famalicão representa um passo estratégico fundamental para a expansão territorial da BMcar. Vila Nova de Famalicão, destacando-se como o maior município exportador do Norte e o terceiro a nível nacional, é reconhecida pelo seu dinamismo económico, social e cultural. Estimamos que a BMcar Famalicão venha a representar 8% das nossas operações em Portugal nos próximos três anos”.
Esta inauguração faz parte do mais ambicioso plano de investimentos da BMcar nos seus 30 anos de existência, alinhado com a estratégia delineada para o período 2022-2024. A escolha de Famalicão, devido à sua posição central face às restantes instalações da BMcar, reforça o seu papel estratégico, posicionando-a como a unidade principal para o recondicionamento e preparação de viaturas dentro do grupo.
Uma Baja Portalegre para a história. Miguel Barbosa e Paulo Fiuza, em Taurus T3 Max, venceram a corrida organizada pelo ACP à Geral.
Um triunfo histórico de uma viatura da nova classe Challenger (T3) em provas do Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno AMI48 e que vem comprovar a competitividade que estas viaturas vinham a demonstrar nas mais recentes provas.
João Ramos, um dos candidatos ao título no arranque para esta prova, desistiu logo no prólogo, João Dias acabaria por desistir no derradeiro setor seletivo e João Ferreira, que somou diversos problemas, terminaria em quinto lugar, ficando agora a apenas 10 pontos da reconquista do título de Campeão Nacional que irá discutir, com João Dias, na Baja TT Oeste de Portugal.
O vencedor da prova não escondeu a emoção logo após o final da corrida. “Uma prova dura como sempre. Portalegre sempre especial, com muito público a apoiar os pilotos ao longo de todo o percurso. Esta era uma vitória muito desejada, já há alguns anos. Ontem tivemos alguns problemas mecânicos que resolvemos para hoje. Estou muito satisfeito e parabéns à organização que voltou a preparar a melhor prova do campeonato e parabéns a todos os pilotos que fizeram desta uma festa bonita. Cá estaremos para o ano novamente!”, destacou Miguel Barbosa, que triunfou na Baja Portalegre pela quarta vez na carreira (2002, 2003, 2007 e 2024), igualando os triunfos alcançados por Ricardo Porém na mítica prova.
Gonçalo Guerreiro – José Sá Pires (Polaris) foram segundos à Geral, triunfando na classe T4, com Paulo Rodrigues/José Sebastian Cesana (Can Am) a terminarem no lugar mais baixo do pódio. Ainda na classe T4, João Monteiro sagrou-se Campeão Nacional. Em T2, Eduardo Rodrigues – António Nunes foram os mais rápidos, enquanto na classe T8 Alexandre Mota-Joaquim Serrão levaram a melhor. Em T9, o triunfo ficou para a dupla Sérgio Mourato-José Pereira.
A derradeira ronda do Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno AMI48 é a Baja TT Oeste de Portugal, que se realiza entre os dias 8 e 10 de Novembro, na região de Torres Vedras.