Autor: VMotores

  • Maria Luís Gameiro no Dakar 2025 com a X-Raid

    Maria Luís Gameiro no Dakar 2025 com a X-Raid

    Maria Luís Gameiro/José Marques vão disputar a edição de 2025 do Rali Dakar. Este é um momento de enorme alegria para o Team Motivo JCB que assim vê materializado o trabalho de vários meses para tornar realidade um sonho que há muito vem sendo alimentado.

    A participação de Maria Luís Gameiro no Rali Dakar representa por si só um marco significativo para o desporto motorizado em Portugal, prolongando a tradição e a paixão do nosso país por uma competição de contornos únicos e que desta feita se disputa entre os dias 3 e 17 de janeiro de 2025. A dupla Portuguesa está inserida da estrutura naquela que é uma das mais cotadas equipas de TT a nível Mundial, a X-Raid, e tripulando a mais recente versão do T3 da equipa alemã, liderada por Sven Quandt. Este é, seguramente, um argumento relevante para esta estreia de Maria Luís Gameiro no Dakar, já que tem consigo uma formação de topo, na qual militam os melhores técnicos, e aos comandos daquele será um dos melhores “side by side” da categoria na atualidade.

    Portugal teve, ao longo dos 46 anos de existência desta prova sonhada e colocada no terreno pelo malogrado Thierry Sabine, muitos e valorosos representantes. O Dakar tornou-se uma das provas mais desafiantes e prestigiadas do mundo, onde a coragem, a resistência e a capacidade técnica são postas à prova em percursos extremos que atravessam desertos, montanhas e terrenos inóspitos. Pois é com este espírito de conquista que Maria Luís Gameiro, acompanhada por José Marques, vai rumar à Arábia Saudita dentro de sensivelmente dois meses.

    Trata-se, paralelamente, do regresso de uma mulher portuguesa ao Rali Dakar, depois de Elisabete Jacinto e, curiosamente, confiando no mesmo navegador… A última vez que Portugal teve uma representante feminina na prova rainha do TT Mundial foi em 2009 (Rali Dakar Argentina/Chile) e, também por isto, este é um momento história para modalidade no que ao nosso país diz respeito.

    As últimas semanas têm sido de aturado trabalho de preparação, destacando-se a presença em dois eventos internacionais, ambos no Reino de Marrocos, um deles pontuável para o Mundial da especialidade (W2RC). A piloto de Cascais recebeu uma “formação” intensiva de TT em deserto, de areia ou pedra, etapas noturnas, às quais juntou ainda alguns episódios que lhe acrescentaram conhecimento, seguramente muito útil para este próximo desafio.

    Ciente do enormíssimo desafio que tem pela frente, Maria Luís Gameiro não esconde, ainda assim, o enorme entusiasmo com quem tem vivido “cada minuto e assim será sempre até chegar o dia da prova. É sabido que temos trabalhado muito para garantir que vamos estar no Dakar 2025. Poder confirmá-lo é uma responsabilidade grande, mas também motivo de uma enorme alegria e orgulho. Tudo se passou de forma muito rápida nos últimos dois anos. Sinto que o empenho com que a equipa tem trabalhado está agora a dar os melhores frutos. Ainda falta decidir muita coisa e temos uma série grande de detalhes para acertar, porém o conteúdo mais relevante está confirmado, vamos para a Arábia Saudita disputar o Dakar 2025.”

    A piloto confessa adicionalmente que “que representar Portugal no Rali Dakar é para mim um grande motivo de orgulho. Nenhum adjetivo que possa usar para classificar a grandeza desta prova lhe fará justiça. Estou à beira de cumprir um sonho e espero, acima de tudo, estar à altura do desafio. É público que temos trabalhado afincadamente e sei que estou melhor preparada do que estava há dois meses. Porém, será tudo novo para mim na Arabia Saudita e não espero facilidades. Estamos a criar condições para que tudo corra pelo melhor.” A pouco mais de dois meses do arranque do Rali Dakar 2025, piloto e equipa entram agora numa fase decisiva neste período de preparação do evento.

  • Manuel Espírito Santos vence European Le Mans Series em Portimão

    Manuel Espírito Santos vence European Le Mans Series em Portimão

    A última corrida do European Le Mans Series que teve lugar hoje no Autódromo Internacional do Algarve viu Manuel Espírito Santo levar o Ligier da Cool Racing ao lugar mais alto do pódio entre os LMP3. O jovem piloto português que faz equipa com Miguel Cristovão conseguiu a tão desejada vitória e logo na corrida em casa onde contou com o apoio de familiares e amigos.

    17 CRISTOVAO Miguel (prt), OLTRAMARE Cédric (swi), ESPIRITO SANTO Manuel (prt), Cool Racing, Ligier JS P320 – Nissan, action during the 4 Hours of Portimao 2024, 6th round of the 2024 European Le Mans Series on the Algarve International Circuit from October 16 to 19, 2024 in Portimao, Portugal – Photo Joao Filipe / DPPI

    Depois de ter conseguido a ‘pole’ ontem, Manuel mantinha a esperança de terminar a época em alta. E volvidas quatro horas de prova, o resultado que lhes tinha escapado nas últimas jornadas acaba por acontecer: “Foi a melhor forma de terminar o ano. Já merecíamos este resultado. Em seis jornadas consegui por três vezes a ‘pole position’ e isso demonstra bem o andamento. No entanto, por uma ou outra razão esse andamento não se traduzia em resultados de destaque, exceção feita a um pódio. Hoje a fechar o pano conseguimos aquilo porque lutámos ao longo do ano. Estou muito feliz por mim, pela equipa e por acabar assim a época”, referiu o piloto de Cascais

    Vitória que tem um sabor especial por ter lugar em Portugal: “Não há sensação melhor do que vencer no nosso país e ter por perto o nosso público, amigos e família. Estou muito feliz por tudo o que fiz nesta corrida, mas também por tudo o que fiz ao longo da época, dei sempre o meu melhor. Acabo o ano com o sentimento de dever cumprido”, concluiu Manuel Espírito Santo.

    O jovem piloto português vai agora centrar-se na definição do seu programa desportivo para a época 2025.

  • PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA: Unai de la Dehesa vence na Catalunha e conquista título

    PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA: Unai de la Dehesa vence na Catalunha e conquista título

    À semelhança das seis anteriores temporadas, a PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2024 teve também associada toda a emoção dos ralis até ao derradeiro confronto, chegando-se à última prova do ano sem uma ideia concreta de quem seria o seu ‘Campeão’, dúvida que, no caso presente, se dividia entre dois representantes dos dois lados da fronteira: o português Hugo Lopes e o espanhol Unai de la Dehesa.

    Para este último embate do ano, o Real Automóvil Club de Catalunya desenhou um terreno de jogo composto por um percurso de 99,88 quilómetros cronometrados, decomposto em 8 Especiais, sendo três troços de características mais tradicionais, todos em terra, e uma Super Especial em asfalto, todos percorridos por duas vezes.

    Iniciado o rali ontem à noite (sexta-feira) nos 1,55 km em asfalto da especial-espetáculo de Salou, a primeira referência foi dada por Giovanni Fariña, impondo-se num troço onde as diferenças foram mínimas, deixando-se os verdadeiros embates para os troços a sério e em terra de hoje (sábado).

    Nos quase 24 km da ES2 foi Unai de la Dehesa o mais rápido, batendo Hugo Lopes por 7,5 segundos, deixando Fariña a uns bem mais expressivos 31,6 segundos. Estava, assim, verdadeiramente em cena a tão esperada luta pela vitória e pelo título do troféu ibérico, vendo-se no troço seguinte – o troço Power Stage – Lopes a ganhar 5 segundos ao seu adversário, com isso roubando-lhe a liderança provisória do rali, acrescentando ao diferencial mais 2,3 segundos na especial seguinte.

    À entrada da repetição da Super Especial de Salou, Hugo Lopes tinha 3,7 segundos sobre Unai de la Dehesa (era o líder do DESAFÍO PEUGEOT espanhol), deixando Giovanni Fariña a uns longínquos 43,6 segundos, piloto que, à semelhança da véspera, voltava a ser o mais rápido no traçado de asfalto.

    Para a tarde estavam guardadas as mesmas três especiais de terra da manhã, na primeira das quais viu-se faltar um nome na tabela de tempos, o de Lopes, que abandonou no troço, arredando-se da luta pela vitória e pela tentativa de alcançar, em 2024 um duplo troféu numa mesma temporada, depois de há menos de um mês ter assegurado o cetro de ‘Campeão’ da PEUGEOT RALLY CUP PORTUGAL.

    Com este inesperado abandono do adversário, Unai de la Dehesa apenas teve que trazer o carro até final do rali catalão, cumprindo as três especiais que faltavam com redobradas cautelas. Foi, ainda assim, o mais rápido em duas delas (numa com um tempo nominativo, fruto de um duplo acidente entre os pilotos da frente do rali), ficando o melhor tempo no último troço para Giovanni Fariña, o ocupante do lugar intermédio de um pódio (e classificação final do troféu) que, neste rali, se completou com a presença do rookie Aleix Arcarons, estreante no troféu ibérico.

    Unai De la Dehesa alcançou, assim, a tão ambicionada vitória no Rally RACC Catalunya / Costa Daurada, que lhe deu o título de ‘Campeão’ da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2024, tendo, ao mesmo tempo, praticamente garantido igual resultado no DESAFIO PEUGEOT 2024.

    Dominador absoluto da presente época da iniciativa, de la Dehesa soma quatro pontuações plenas, correspondentes a 4 vitórias e 4 melhores tempos nas Power Stages, tendo, por isso, quase garantido o respetivo cetro espanhol, bastando-lhe alinhar na quinta prova, o Rally Ciudad de Pozzoblanco, em meados de novembro, para o garantir em definitivo (segundo o Regulamento Desportivo, para que um piloto se sagre ‘Campeão’ de qualquer um dos troféus da PEUGEOT tem que alinhar em todas as provas que compõem os respetivos calendários).

    “Estou naturalmente feliz com esta vitória no Rally RACC, onde tive a oposição do Hugo, numa batalha muito intensa, que se traduziu na conquista do troféu ibérico, no que é o reflexo do intenso trabalho de todo o ano. Temos agora de ir ao Pozzoblanco para assegurar, em definitivo, o cetro do desafio“, referiu no final Unai de la Dehesa, o sétimo ‘Campeão’ do historial da PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA.

  • Emoção e espetáculo no primeiro dia da Baja Portalegre 500

    Emoção e espetáculo no primeiro dia da Baja Portalegre 500

    Muito público, alguma chuva, pisos enlameados, emoção, mas também alguns dramas. Uma Baja Portalegre 500 como manda a tradição, assim foi o dia de abertura da 38ª edição da clássica das clássicas do todo-o-terreno! Hoje, Alexandre Pinto foi o mais rápido. Amanhã (sábado), a maioria das quase 400 equipas ainda em prova têm como desafio um percurso de, cerca de 300 quilómetros cronometrados, disputado nas regiões do Alto Alentejo e Ribatejo. 


    Hoje, ainda não eram oito da manhã e a fila de carros estacionados, nas imediações do prólogo, já era de vários quilómetros. A chuva miudinha e os pisos enlameados não impediam uma imensa moldura humana de viver e sentir as emoções da Baja Portalegre 500. Já na pequena aldeia do Domingão (concelho de Ponte de Sor), há um verdadeiro acampamento montado há alguns dias, apesar dos concorrentes só lá passarem amanhã (sábado). Um dia que promete ser de grandes emoções, pelas muitas lutas que vão ser travadas nas diferentes categorias.

    Alexandre Pinto o mais rápido nos automóveis

    É, este ano que, pela primeira vez, um carro da categoria Challenger vai vencer a Baja Portalegre 500? Ao serem os mais rápidos, respetivamente, no prólogo e no SS1, Tiago Reis e Alexandro Pinto confirmaram que a hipótese é real. O último, aos comandos de um CAN-AM, terminou o dia na liderança, afirmando: “Correu bem. Viemos a atacar, mas também a gerir um bocadinho, uma vez que os pisos estavam bastante traiçoeiros. Muitas vezes com muita aderência, mas também com muita lama nas
    zonas de sombra. Mas, amanhã, é que é a verdadeira corrida de Portalegre”.

    Com uma desvantagem de apenas 16,7s para o líder, João Ferreira (MINI John Cooper Works) foi o segundo mais rápido, o primeiro entre os T1+ e o único representante da categoria entre os nove mais rápidos. “Correu bem, sem excessos, pois havia zonas com muita lama, mas divertimo-nos, que é o mais importante. Está tudo em aberto para o dia de amanhã”, admitiu o piloto de Leiria. João Dias (CAN-AM) terminou o dia na terceira posição, mas lamentando-se do tempo perdido com um furo: “Vínhamos com um ritmo muito bom, mas sofremos um furo. A paragem foi rápida, mas claro que perdemos tempo. No entanto, a prova está muito gira e Portalegre só agora é que está a começar”. Tiago Reis (Taurus) e o sete vezes campeão nacional de ralis, Armindo Araújo (CAN-AM), fecharam o grupo dos cinco primeiros.

    João Ramos, um dos principais candidatos à vitória, foi obrigado a desistir, depois do motor da Hilux T1+ ter “afogado” na travessia de uma ribeira no prólogo.

  • Santag Racing em Portalegre com nove equipas

    Santag Racing em Portalegre com nove equipas

    Desta vez são nove as equipas que vão estar com as cores da Santag Racing na mítica prova do Todo-o-Terreno nacional, a Baja Portalegre 500, que começa esta quinta-feira e se prolonga até sábado, juntando milhares de aficionados na região do Alto Alentejo e do Ribatejo para assistir à 38ª Edição da Baja Portalegre, uma prova marcante do Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno (CPTT) mas também uma referência mundial na modalidade.

    A Santag Racing volta a superar o número de carros inscritos com a marca, são desta vez nove as duplas que nas categorias Challenger (T3) nos SSV (T4) vão vestir a ‘camisola’ da equipa.

    “Portalegre é uma prova marcante do calendário do Todo-o-Terreno e marca sempre quem cá vem. E muitos nos agrada ter cada vez mais pilotos que nos confiam a sua presença nas provas, e nesta em particular. Já antes o disse, é resultado das boas prestações que os nossos pilotos têm alcançado esta temporada, mas também reflexo da confiança e reputação da Santag Racing neste desporto”, refere David Vieira, manager da Santag Racing.

    A Baja Portalegre 500 é também prova da Taça do Mundo FIA de Bajas e são cerca de uma de centena os pilotos que vão estar à partida, numa corrida que pode marcar já algumas das decisões do CPTT. “Portalegre é efetivamente especial e para nós pode decidir já o concretizar de alguns dos nossos objetivos. É para isso que vamos trabalhar nestes três dias, de forma a que sábado possamos aqui estar com todos os nossos pilotos a celebrar o que é esta grande festa do Todo-o-Terreno”, acrescentou David Vieira.

     “Todos os nossos pilotos partem com grande ambição para esta corrida e preparamos cuidadosamente todos os pormenores para que a partir de quinta-feira possam ter à disposição carros bem preparados e que lhes permitam colocar em prática o seu talento”, refere David Vieira.

    A partida para a Baja Portalegre 500 é dada esta noite, com a cerimónia simbólica de partida no Jardim do Tarro, na cidade de Portalegre. Sexta-feira e sábado os pilotos tem pela frente 638 quilómetros de percurso para os automóveis, com 407 quilómetros cronometrados.

  • Luís Martins termina a época com um Top 2 na Serra da Estrela

    Luís Martins termina a época com um Top 2 na Serra da Estrela

    Luís Martins estreou-se na icónica e desafiante Rampa Serra da Estrela Covilhã, rubricando uma exibição consistente e eficaz que o levou ao 2º lugar na Divisão Turismo 3, conquistando assim o melhor resultado nesta temporada de estreia no Campeonato de Portugal de Montanha JC Group.

    A façanha veio coroar todo o empenho colocado ao longo da temporada por parte de Luís Martins e da sua equipa Projeto Automóvel 2015 na evolução do Peugeot 208 VTI R2.

    Na prova organizada pelo CAMI Motorsport, que decorreu sob uma enorme inconstância meteorológica, com a chuva e o nevoeiro a apareceram em grande parte do programa dos dois dias, Luís Martins esteve sempre entre os mais rápidos dos Turismo 2, ficando claro praticamente desde o arranque que o piloto de São Pedro do Sul apoiado pela Visoparts iria lutar pelo topo da classificação.

    Sem receio do desconhecimento do traçado, Luís Martins atacou com eficácia, melhorando progressivamente as suas marcas e seria recompensado com um excelente Top 2, conquistando assim o primeiro pódio da sua carreira na Montanha.

    “Este resultado dá-nos uma grande motivação, sendo um premio para todo o nosso esforço. Esta foi uma época com muitos percalços e vicissitudes, mas nunca desistimos e provamos na Serra da Estrela que conseguimos ser competitivos. Vamos trabalhar para melhorar e fazer melhor no futuro!”, realçou o piloto.

    Agora é tempo de balanço, sendo claro que o piloto e a sua equipa provaram que, na temporada 2025, poderão atacar o título.

  • CNTT com 258 inscritos na Baja Portalegre 500

    CNTT com 258 inscritos na Baja Portalegre 500

    Alter do Chão, Abrantes, Crato, Chamusca, Gavião, Monforte, Nisa, Ponte de Sor e Portalegre. Pela frente os 258 concorrentes inscritos terão um percurso com mais de 500 km de extensão dos quais mais de 360 serão cronometrados. Martim Ventura em Husqvarna na competição Moto, João Vale em Can-Am entre os Quad e Pedro Santinho Mendes igualmente aos comandos de um Can-Am, entre os SSV, lideram os respetivos campeonatos. A Baja Portalegre 500 é também pontuável para o Campeonato Mini Baja sendo igualmente a penuktima prova da temporada de 2024.

    Nas duas rodas assistiremos seguramente ao duelo entre o campeão e o atual líder do campeonato, pilotos que estão na luta pelo título. António Maio, em Yamaha, com 8 vitórias é o recordista de triunfos na Baja Portalegre. O jovem Martim Ventura, em Husqvarna, que já venceu quatro provas esta temporada, lidera o campeonato e em caso de vitória será antecipadamente o novo campeão. enquanto.

    A este duo junta-se, na lista dos favoritos e com merecido destaque, Bruno Santos que, em Husqvarna, tem feito uma temporada internacional fantástica e foi o vencedor da edição de 2023 da Baja Portalegre 500. A prova alentejana apresenta um excelente plantel que compreende ainda diversos pilotos da Honda – Tomás Dias, Gustavo Gaudêncio, João Duarte os irmãos Gonçalo e Salvador Amaral – Micael Simão, em GasGas e os irmãos Bernardo e  David Megre em Kawasaki. De registar o regresso às competições de Salvador Vargas em KTM e a participação e pilotos sempre muito competitivos como é o caso de João Rato em Yamaha e Pedro Oliveira em GasGas.

    Nos Quad a luta pela vitória deverá ser muito animada opondo João Vale, em Can-Am, vencedor em 2023 e atual líder do campeonato, aos dois pilotos Yamaha que o perseguem na classificação: o jovem Rodrigo Alves, que soma dois triunfos esta temporada e o campeão nacional Luís Fernandes. Outros nomes a ter em conta na luta pelas primeiras posições são os de Tiago Gomes em KTM, Tiago Teixeira em Can-Am, Fábio Ferreira em ATV Racing e Filipe Martins em Yamaha.


    A lista de candidatos à vitória nos SSV é sempre extensa. Em 2023 triunfou Hélder Rodrigues que será um nome a ter naturalmente em conta e a quem se juntam os cinco primeiros classificados estão separados por apenas 14 pontos. Pedro Santinho Mendes lidera seguido de Pedro Pinha, Sérgio Batista, Nelson Caxias e Luis Cidade. Outros nomes a ter em conta e todos em Can-Am, tal como os já referidos, são o ex-campeão Roberto Borrego, Pedro Antunes, Pedro Grancha e Herlander Araújo. 

    Entre os SSV destaque ainda para os três troféus monomarca propostos pela Yamaha, Polaris e Segway. No que concerne à Yamaha a Baja Portalegre 500 recebe a YXZ1000R European Cup SuperFinale onde competem pilotos de Portugal, Espanha, França, Alemanha, Itália e Reino Unido. O regressado Troféu Polaris é liderado por Arnaldo Monteiro que é também o líder do Campeonato Stock. No estreante Troféu Segway André Rodrigues ocupa o 1º lugar.

    De referir que no muito animado Campeonato de Equipas lidera o Can-Am Offroad Portugal, seguido do Old Friends Rally Team e com a Bitracing no 3º lugar.

    Depois de um longo período de ausência estão de regresso as participações femininas na competição moto. A Sandra Brás que se estreou na Baja TT Sharish Gin com a particularidade de o ter feito aos comandos de uma Husqvarna da Classe Trail, juntam-se agora a regressada e consagrada Bruna Antunes em GasGas e a estreante equatoriana Maria Taranto em Honda. Um ponto alto nesta 38ª edição da Baja Portalegre 500 será, todavia, o regresso de três nomes grandes do TT nacional da década de 90 que se vão estrear de SSV: Filipe Campos, Luis Costa e Santos Godinho. Os dois primeiros vão partilhar a condução dos seus Can-Am com os filhos Tomás e Luis Pedro, sendo que no caso deste último será uma estreia absoluta em TT, enquanto o consagrado Nuno Rodrigues da Silva navegará Santos Godinho.
    Mini Baja com 34 participantes

    A jornada da 38ª edição da Baja Portalegre 500 incluiu ainda a 4ª etapa do Campeonato Nacional Mini Baja. Domingos Cunha, ocupa a liderança entre os Juvenis. Nos Iniciados o 1º lugar é ocupado por Francisco Porto Nunes. Santiago Pereira regista a 1º posição entre os Infantis. Todos os líderes competem de Yamaha.

    A 38ª edição da Baja Portalegre 500 será a penúltima competição pontuável para o Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno. A prova que percorrerá os concelhos de Alter do Chão, Abrantes, Crato, Chamusca, Gavião, Monforte, Nisa, Ponte de Sor e Portalegre terá um total de 519,56 km, 363,50 dos quais cronometrados, distribuídos por três setores seletivos a disputar ao longo de dois dias. A prova alentejana arranca na sexta-feira, dia 18 de outubro, com um prólogo com 3,77 km e um setor seletivo de 60 km. No sábado cumpre-se o derradeiro troço cronometrado com 300km.

  • TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup: RACC Catalunha-Costa Dourada, penúltima duelo do ano

    TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup: RACC Catalunha-Costa Dourada, penúltima duelo do ano

    O Rallye da Catalunha-Costa Dourada será a sétima prova pontuável da TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup, organizada pela Toyota Caetano Portugal, Toyota Espanha e Motor & Sport Instituto. Um rali que assinala o regresso desta competição monomarca às classificativas em piso de terra depois do Rallye de Llanes.

    A prova catalã está de volta ao calendário da TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup desde que a integrou pela primeira vez em 2022, quando o rali fazia parte do Campeonato do Mundo, ainda que nessa ocasião as classificativas fossem de asfalto.
     
    Bruno Bulacia (CSM Automoció) volta a perfilar-se como o principal favorito, na sequência dos bons resultados do piloto boliviano na terra, muito embora desta vez conte na sua equipa com um duro rival, já que Sergi Francolí reaparece na TOYOTA GAZOO Racing Iberian Cup, depois de ter sido segundo da classificação final em 2023 e de ostentar o título de primeiro campeão desta competição monomarca, em 2022. De qualquer modo, não se antevê uma tarefa fácil para ambos, já que Josep Bassas (IPPON Motor Vallés) corre em casa e tem claras opções de discutir o primeiro lugar final, no seguimento do segundo lugar obtido no Rallye de Llanes, até porque para a classificação final os pilotos descartam, como estipula o regulamento da TGRIC, os seus dois piores resultados,
     
    Javi Villa (Asturhíbrido), que venceu o Rallye de Llanes, é outro dos pilotos com possibilidades de conquistar o título, embora o piloto asturiano possua menos experiência em terra face aos seus rivais e necessite que estes não obtenham um bom resultado, mas não só. Está ainda “obrigado” a subir ao lugar mais alto do pódio no último rali do ano.
     
    O português Pedro Lago Vieira (Toyota Caetano Auto) lutará pela conquista de um lugar no pódio, tanto na prova catalã como na classificação geral do TGCI, em que é atualmente o quarto posicionado.
     
    Manuel Martins, José Carlos Mulero (Labasa) e Isaac Vera, que volta a guiar o carro da Kobe Motor depois de ter reaparecido em Llanes, completam a lista de inscritos.
     
    O Rallye RACC começará na tarde da próxima sexta-feira. A seguir à disputa do shakedown e do troço de qualificação terá lugar a primeira classificativa, uma “especial-espetáculo” em Salou (1,55 km). No sábado, os pilotos enfrentam a etapa decisiva, com um total de 98 quilómetros, divididos por sete troços cronometrados, o mais extenso dos quais será o de La Pobla de M.-Vilalba dels Arcs, com 23,28 quilómetros e percorrido duas vezes.

  • Vítor Pascoal: “Atendendo às condições que enfrentamos, o resultado acaba por ser bom” 

    Vítor Pascoal: “Atendendo às condições que enfrentamos, o resultado acaba por ser bom” 

    Num fim-de-semana atribulado e onde a inconstância nas condições meteorológicas baralhou por completo a classificação final da Rampa Serra da Estrela Covilhã, Vítor Pascoal foi capaz de andar forte e conquistou o 3º lugar da geral.

    E o resultado ainda poderia ter sido melhor, mas os sucessivos eventos, semana após semana, onde o piloto baionense e o Porsche 991.2 GT3 Cup têm participado, impediu a equipa de ter tempo para a necessária revisão geral ao carro e, ao longo dos dois dias de competição da prova organizada pelo CAMI Motorsport, Vítor Pascoal nunca se sentiu confortável com o setup e nem as pequenas alterações que foram sendo introduzidas foram suficientes para que o carro germânico estivesse perfeito.

    A última rampa do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group transformou-se num desafio hercúleo, devido à chuva que caiu com regularidade e ao nevoeiro que, a espaços, foi muito cerrado, tornando difícil a escolha de pneus e afinações e colocando os pilotos à mercê das condições meteorológicas existentes em cada subida efetuada.

    Vítor Pascoal foi suplantando todas as dificuldades e rodou sempre entre os mais rápidos, tendo conquistado o 3º lugar da geral, a que juntou o 2º posto na Categoria GT, resultado muito positivo para fecho de época.

    O piloto do Baião Rallye Team considera que “atendendo às condições que enfrentamos nesta rampa, o resultado acaba por ser bom. É evidente que queríamos ter estado na luta pela vitória entre os GT e na geral, mas o corte de uma das subidas de treinos de sábado e o pouco tempo que tivemos depois do Leiria Sobre Rodas e do Motoshow para trabalhar no carro, fez com que o Porsche não estivesse bem e eu nunca me senti confortável com o comportamento dele. Mas, foi um bom resultado, nestas condições. Quero dar os parabéns ao José Rodrigues pela vitória à geral, pois esteve sempre muito forte”.

    Terminada que está a época competitiva, Vítor Pascoal ainda irá marcar presença na 1ª edição do Douro Motorshow, festival organizado na cidade de Peso da Régua nos dias 26 e 27 de outubro.

  • Baja Portalegre 500 pode decidir títulos

    Baja Portalegre 500 pode decidir títulos

    A luta a três vai ser intensa! João Ferreira, João Dias e João Ramos vão batalhar pelos seus objetivos na Baja Portalegre 500, penúltima ronda do Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno AMI48. Num campeonato sempre em aberto e com várias mudanças na liderança, a mítica prova organizada pelo Automóvel Club Portugal pode ser decisiva.

    João Ferreira, navegado por Filipe Palmeiro num Mini JCW T1+, irá fazer de tudo para reconquistar o título alcançado em 2022. Com 105 pontos somados até ao momento, o piloto de Leiria terá de somar o máximo número de pontos e esperar por uma prestação menos positiva dos seus adversários, em especial de João Dias que, ao volante de um Side-by-Side da Santag Racing, soma até ao momento 96 pontos no CPTT I AM48. Mais atrás na luta pelo título, com 70 pontos, está o portuense João Ramos que, ao volante da sua Toyota Hilux T1+ EVO vai lutar por vencer a prova para se aproximar da dianteira da classificação geral antes da derradeira ronda da competição.

    Numa extensa lista de inscritos, o destaque natural vai para os três candidatos ao título absoluto. Contudo, nas categorias T1, T2, T3, T4 T8 e T9, a luta promete ser também muito interessante de acompanhar, pelos milhares de espectadores que, habitualmente, acompanham esta prova alentejana.

    Se a Classificação Geral já contou com quatro líderes diferentes (Tiago Reis, João Ramos, João Dias e João Ferreira), a categoria T1 está também ao rubro, com Edgar Condenso a superiorizar-se até ao momento, mas com 10 concorrentes ainda com hipóteses de chegarem ao triunfo. Em T2, Eduardo Rodrigues é quem lidera a tabela classificativa, mas Pedro Simões e Tomás Gameiro estão perto e vão batalhar pela sua sorte já em Portalegre. Nos T3, João Dias segue isolado e pode fechar o triunfo em Portalegre, enquanto, em T4, é João Monteiro quem está na mesma situação. Na categoria T8, Kala Sender lidera com a pressão próxima de José Motaco. Já em T9 Sérgio Mourato chega a Portalegre em condições de confirmar a conquista.

    A mítica Baja Portalegre tem início esta quinta-feira, com a habitual cerimónia de partida no Jardim do Tarro, bem no centro de Portalegre. Amanhã, sexta-feira, pilotos e máquina enfrentam o Prólogo que vai ditar as primeiras diferenças na classificação e será determinante na escolha da ordem de partida para o Setor Seletivo a realizar na parte da tarde. Para sábado, os organizadores prepararam dois setores seletivos mais extensos, que vão ditar o rumo dos acontecimentos no Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno AMI48.