Uma Pole-Position no sábado e outra no domingo demonstraram a competitividade da dupla de pilotos do McLaren #188.
No entanto um problema mecânico na Race 1 e um toque de um adversário na Race 2, colocaram a equipa fora da luta pela vitória em ambas as corridas da Sprint Cup no Circuito Alemão de Hockenheim
Para Miguel Ramos, “parece uma malapata. Tivemos dificuldades nos primeiros treinos de sexta-feira, mas depois, tanto no sábado como no domingo, ambas as qualificações correram muito bem, como provam os melhores tempos da Bronze. Contudo tanto numa como noutra corrida, o azar apareceu-nos quando pensávamos que tínhamos as operações na mão e só dependeria de nós levarmos o carro até final, pois os nossos principais adversários na Bronze, estavam muito atrasados. No sábado um problema mecânico tirou-nos a vitória mais que certa e hoje à tarde a pancada que levei tendo feito rodar o carro, mandou-nos para último e muito longe de poder discutir fosse o que fosse. Para a semana voltamos à Alemanha, para as 3h de Nurburgring, prova da Endurance Cup, onde esperamos que este azar nos dê folga”.
Será o primeiro rali de este ano do veterano piloto madeirense.
O piloto do Porsche 991 GT3 pretende nesta participação “sobretudo divertir. Este é o primeiro rali de este ano e teremos que ir, aos poucos, recuperando o nosso ritmo competitivo. Vamos encarar esta prova sem grande ambição, apenas tendo em mente sermos os melhores entre aqueles que utilizam Porsche.Sei que deverão estar à partida dois outros RGT mas não temos essa preocupação pois não como meta o triunfo no grupo. Vamos fazer o nosso rali e, com a disputa das primeiras provas especiais, ver aonde nos situamos em termos de classificação para então decidirmos quais serão a nossa abordagem e os nossos objetivos”.
Filipe Freitas tem 52 anos de idade e alinhou no seu primeiro rali em 1998 com um Citroën AX GTi. O piloto já esteve ao volante de muitas viaturas e tem como melhores resultados na sua carreira a conquista de dois títulos regionais absolutos, em 2013 com um Mitsubishi Lancer Evo X e em 2016 ao volante de um Porsche 997 GT3. Foi também campeão madeirense do grupo RGT em 2016, 2020 e 2022.
Rafaela Barbosa teve a sua primeira experiência no mundo da velocidade, ao volante de um Caterham 310R, no Racing Sound Fest.A jovem piloto de Paços de Ferreira fez apenas os treinos livres e uma corrida, por estar a dividir o carro, mas mostrou que tem muito para dar a esta modalidade. Um toque a três curvas do fim acabou com Rafaela Barbosa fora de pista, naquela que foi a melhor luta do fim de semana.
Uma vez que as quatro jovens selecionadas tinham de dividir dois carros, foram feitas duas duplas. Em cada dupla, uma das pilotos faria os treinos livres, treinos cronometrados e duas corridas neste evento, com a outra piloto a ficar apenas treinos livres e uma corrida. Os papeis inverter-se-ão no segundo fim de semana da Ladies Cup. Calhou em sorte ser a Rafaela a ter menos tempo de pista neste fim de semana, no entanto, foi mais que suficiente para mostrar todo o seu potencial.
A piloto de Paços de Ferreira podia ser a mais jovem do grupo, sem experiência na velocidade, mas está habituada à competição e à intensidade do Ralicross, onde já conquistou a Taça de Portugal em 2RM na época passada.
A sua postura foi de aprendizagem, querendo evoluir a cada ida para a pista, sem olhar a resultados. E depois de uma primeira fase deadaptação, começou a mostrar um ritmo apreciável. Rafaela correu na segunda prova e foi protagonista da melhor luta do fim de semana. Em causa, estava o segundo lugar na Ladies Cup, disputado a cada metro, numa luta intensa. No calor da batalha, deu-se um toque que acabou por atirar a Rafaela para fora de pista, quando estava na segunda posição, a três curvas da bandeira de xadrez. Um final inglório para um belo duelo. Apesar do desfecho não ter sido o desejado, Rafaela Barbosa fez um balanço muito positivo do seu fim de semana:
“Cheguei ao Estoril com a mente aberta, com vontade de aprender e desfrutar desta aventura na Velocidade. Nos primeiros treinos tive de me adaptar a uma nova realidade. Mas na corrida consegui ter um ritmo muito bom e estive na luta pelo segundo lugar. Um toque atirou-me para fora de pista,mas isso não apaga as boas sensações que tive ao longo do fim de semana. Vou usar tudo o que aprendi para estar mais preparada para a segunda jornada, onde terei mais tempo em pista e onde poderei mostrar ainda mais. O balanço é positivo. Podia haver alguma dúvida quanto à minha falta de experiência, mas provei que me consigo adaptar com facilidade e que o Ralicross é uma excelente escola. Estou ansiosa pela segunda jornada e por mostrar ainda mais”.
Rafaela Barbosa vai regressar ao Estoril para a segunda jornada desta competição destinada a pilotos femininas, tentando dar o exemplo a outras jovens pilotos que querem dar o salto para o desporto motorizado.
A tradição cumpriu-se uma vez mais no passado fim de semana com a disputa de mais uma espetacular edição do CISET 4×4 Couço, que regressou novamente à nascente do Rio Sorraia para disputar uma das mais singulares e desafiadores provas de Off-Road de toda a Península Ibérica. Contando com a presença dos principais pilotos que habitualmente lutam pelas vitórias nas provas do CISET 4×4, a prova Ribatejana atraiu ainda algumas duplas que apenas têm feito participações esporádicas, mas eles ainda assim não quiseram ficar de fora da festa.
Esta edição de 2024 ficou marcada por uma adaptação das travessias do Rio , mais curtas e com menos profundidade , respondendo ás solicitações das equipas preocupadas sobretudo com a fiabilidade de alguns componentes elétricos e eletrónicos dos seus veículos. Ao contrário do que esta modificação possa fazer parecer, a espetacularidade da prova manteve-se, pois, as equipas puderam assim cruzar o rio a maior velocidade, erguendo verdadeiras paredes de água.
O prologo disputado no sábado serviu como um pequeno aperitivo para a grande corrida de domingo, pois o traçado escolhido para este primeiro dia continha apenas uma “ida e volta” de uma margem á outra e era isento de obstáculos na parte alta do trajeto. As equipas Ziggaworks (Super Proto), GS Team / Boop (Proto) e F-Performance (Promoção) foram as que realizaram os tempos mais rápidos, conquistando o privilégio de arrancar do primeiro posto da grelha de partida para as longas provas de resistência disputadas no domingo.
Terminada a parte competitiva do primeiro dia de prova, houve oportunidade para alguns momentos de descontração e convívio durante na vila do Couço na qual decorria a 38ª edição da Semana da Arte Cultura e Desporto, e onde teve lugar um concerto do artista David Antunes.
O dia de domingo acordou solarengo e com o calor do verão a fazer sentir-se “o quanto baste”, perfeito para um dia de corridas. A manhã revelou também o percurso da resistência com mil e setecentos metros de extensão, com muita água, areia, zonas de muito pó e vários obstáculos artificiais que inicialmente se mostraram difíceis, mas que como é habitual foram gradualmente tornando-se menos complicados. Agora sim, a prova do Couço começava verdadeiramente, com duas horas de prova de resistência para a classe Promoção, e duas horas e meia para as classes Proto e Super Proto. No entanto o “Couço” é especial por muitos mais motivos, e dois deles são as maratonas CISET Masters e CISET Masters XL. Para a classe Proto, após a resistência regulamentar segue-se mais uma hora e trinta até concluir o total de quatro horas de corrida que compõem a maratona CISET Masters. Já os Super Proto são colocados perante um desafio de seis horas – O CISET Masters XL. Esta é a prova mais dura de todo o calendário, em que o verdadeiro obstáculo é a sua longa duração testando mental e fisicamente as equipas como nenhuma outra, ao mesmo tempo que sujeita as maquinas a uma exigente prova de fiabilidade.
Ás dez da manhã os Super Proto receberam a bandeira verde, arrancando em direção ao primeiro “banho” do dia. Como manda a tradição é primeira volta é sempre algo complicada, quer seja na escolha das melhores linhas para cruzar o rio, na eleição o ponto certo para sair sem ficar atascado, ou no confronto com os obstáculos da parte seca habitualmente nefastos e aptos a causar alguns momentos de emoção. E assim á boa maneiro do Couço tudo correu como esperado: o uso do guincho foi imprescindível para todas, algumas equipas puderam ver a água acima do capot dos seus carros, e houve mesmo quem pudesse verificar o bom estado da parte inferior do seu veiculo depois de capotar dentro de um obstáculo.
Feito o primeiro contacto com a pista, e agora já com todos bem conscientes daquilo que a mesma tinha para oferecer em termos de dificuldades, as equipas foram gradualmente ganhando confiança e a somar voltas, dadas a um ritmo cada vez mais rápido interrompido de vez enquanto por um ou outro atascanço nas areias do rio ou por uma saída de um dos obstáculos secos mais complicada. Para que estava a assistir, o ritmo crescente da corrida permitia assistir a passagens cada vez mais espetaculares dos concorrentes, numa invulgar sequência de banhos de água intercalados com banhos de pó. Uma vez alcançada a marca das duas horas e trinta foi mostrada a bandeira de Xadrez que assinalava o final da prova de Resistência do CISET 4×4 Couço 2024 para a classe Super Proto. A dupla António Henriques e Miguel Costa, ao volante do Proto XS 5 do Team Lucrofusão mostraram não só ser uma das equipas mais espetaculares, mas também a mais eficaz, terminando com dezoito voltas realizadas. Em segundo lugar terminou a equipa TrialCars.pt (João Rebelo / Nuno Silva ) que conseguiu dar dezasseis voltas ao percurso, mostrando que o Crawler Wrangler V8 mesmo sendo a gasolina não teme a água. O pódio provisório ficaria completo com o Team Base Branca 4×4 (Rodrigo Matos / Tiago Campelo), também com um Super Proto a Gasolina que deste inicio mostraram um andamento algo “contido” face aquilo que o seu Crawler Mercedes pode fazer, apostando na regularidade como estratégica vencedora.
A classe Proto arrancou em segundo lugar para este desafio, porém o GS Team / Boop viu-se sem concorrência, e assim optou naturalmente por andar de uma forma mais descontraída, assegurando que retirava o máximo de diversão da corrida e da pista mas sem que isso significasse uma hipotética desistência ou avaria no carro causada por algum momento de maior entusiasmo.
A classe Promoção arrancou em último, mas provavelmente até terá sido a mais espetacular. Os seus carros de características bastante mais normais e prestações bem mais modestas que os Proto ou Super Proto enfrentaram um percurso menor, com menos obstáculos na parte seca, isto apesar de partilharem alguns desses mesmos obstáculos e grande parte da pista na zona do rio. Por estranho que pareça, nesta corrida menos potência é algo bem vindo, pois as travessias do rio foram sempre muito mais fáceis para esta classe uma vez que carros cavam menos a areia e são menos propensos a atascanços dos que os das classes superiores. O problema para alguns é que também atascam e uma vez enterrados certamente desejariam ter pouco da potencia e altura extra sobretudo dos Super Proto.
Espetaculares todos foram, mas algumas equipas realmente entravam nas zonas de água de alma e coração, proporcionando imagens fantásticas. Conseguindo conjugar a espetacularidade com a eficácia, a dupla Luis Silva / Tiago Ramos (Team Bichos do Mato) superou algumas adversidades a nível da mecânica do seu carro e completou umas incríveis vinte e cinco voltas ao percurso vencendo assim na classe. Mais discreta foi a prestação do Evolution Team, que com vinte e quatro voltas terminou a resistência em segundo lugar, mas já o tínhamos dito, que esta equipa é dona de um andamento consistente e eficaz, e este resultado é o espelho dessa postura em pista. O Evolution Team tem ainda as particularidades de ser uma equipa mista com Ricardo Pereira ao volante e Alexandra Pereira como navegadora, e ser também a dupla de “pilotos novos” com mais idade em prova. A completar o pódio provisório da classe Promoção ficou o team F-Performance de Fábio Almeida e Hugo Sobreiro, sempre muito espetaculares em pista e que conseguiram somar 23 voltas.
Feito o somatório dos dois dias de prova, os grandes vencedores do CISET 4×4 Couço 2024 são na Classe Promoção o Team Bichos do Mato, na classe Proto o GS Team / Boop e na classe Super Proto o Team Lucrofusão, que somou ainda a vitória na subclasse Super Proto Diesel. Nos Super Proto a gasolina venceu o Team TrialCars.pt.
Com a prova “principal” resolvida, as equipas Proto e Super Proto continuaram a sua aventura, agora nas provas “Master”. Se na prova “CISET Masters”, a vitória do GS Team / Boop surge com naturalidade, que cumpriu os seus objetivos sem grande sobressaltos, na prova “CISET Masters XL” as coisas foram bem mais animadas. Á medida que o relógio ia dando voltas, também o Team Lucrofusão ia passando uma e outra vez por baixo do arco de meta, num ritmo crescente e sem quaisquer tipo de problemas no seu Proto que parecia completamente indiferente á agua, areia ou buracos. Dizer que somaram quarente a uma voltas poderá significar pouco para quem não assistiu, mas quem esteve presente tem na memoria as fantásticas passagens desta equipa e as suas entradas na agua completamente a fundo que proporcionaram imagens épicas. Ao mesmo nível esteve a equipa Ziggaworks, e caso não fossem os problemas na fase inicial que assolaram proto tripulado por Cristiano Afonso e Miguel Batista , talvez o resultado final tivesse sido outro. O tempo que perderam no inicio da corrida foi determinado, e apesar de uma fase final em força, não conseguiram ir além de trinta e oito voltas ao traçado, o que ainda assim é notável. A fechar o pódio desta “Super-Corrida” ficou a equipa Rafael & Gomes, composta pela dupla Rafael Gomes e Luis Pedro, que durante as seis horas de competição conseguiram completar trinta e seis voltas.
O balanço feito pela organização é à semelhança das edições anteriores positivo considerando que: “Esta é uma das provas mais trabalhosas de todo o calendário, senão a mais trabalhosa de todas. O nivel de exigência é muito alto, e temos que ter tudo muito bem preparado para acolher todas estas equipas e o muito publico nas condições que merecem. Antes da prova ouvimos as equipas, e penso que perceberam que fizemos um esforço no sentido de acolher as suas opiniões. Quero deixar um agradecimento muito sincero ás equipa participantes, aos nossos parceiros todos, a quem nos ajudou nesta edição do CISET 4×4 Couço e a todos aqueles que tiveram disponibilidade para virem até ao Couço assistir á prova. Agora vamos arrumar e limpar todo o recinto, e logo de seguida começar a preparar outra prova emblemática: O CISET 4×4 São Vicente, na Ilha da Madeira”
Claudio Vieira, em Porsche 911 3.0 RS, foi o grande vencedor da primeira edição da SEVENFRIDAY Classic Cup no programa do Estoril Summer Party, prova disputada no fim de semana de 13 e 14 de Julho e que contou com duas dezenas de concorrentes, entre quais alguns pilotos que fizeram a sua estreia na velocidade nacional, e carros espectaculares.
Com uma corrida de 60 minutos de duração, a SEVENFRIDAY Classic Cup, para carros de competição homologados ou produzidos entre 1955 e 2000, teve um pelotão composto por várias máquinas e rostos conhecidos do Iberian Historic Endurance e da Carrera Los 80, duas competições anuais de clássicos organizadas pela Race Ready na Peninsula Ibérica.
Na tarde de sábado, no Autódromo do Estoril, a sessão de qualificação ditou uma grelha de partida “Porsche-BMW”, com Claudio Vieira, em Porsche 911 3.0 RS, e Paulo Lima, em BMW M3, a partilharem a primeira linha da grelha de partida, seguidos pela dupla pai e filho Bruno Santos/Tiago Santos, em Porsche 911 3.0 RS, e Miguel Ferreira, em BMW 3.0 CSL.
Os dois Porsche preparados pela Aurora Motorsport arrancaram melhor, mas Paulo Lima recuperou o segundo lugar ao Porsche da família Santos ainda na primeira volta. Imprimindo um ritmo muito forte desde a primeira volta, Claudio Vieira manteve-se na frente da corrida até à paragem nas boxes, onde desceu para o terceiro lugar.
Nem o peso dos handicap de paragens nas boxes baralharam as contas ao Porsche verde, e Claudio Vieira acabaria por ver a bandeira de xadrez destacado na primeira posição da geral e da classe H-1980. O vencedor da corrida levou para casa um exemplar da SEVENFRIDAY, a marca de relógios que tem na fundação o desejo de desafiar o status quo e fazer diferente, representados em Portugal pela Importempo.
E “fazer diferente” foi o mote da prova, com muitos carros pouco vistos nas pistas nacionais, pilotos que se estreavam na velocidade nacional e um sistema de handicaps durante a paragem nas boxes que premiou os carros mais antigos e de menor cilindrada, com diferenças que chegaram aos quatro minutos de benefício.
Com o Porsche de Bruno Santos/Tiago Santos arredado da luta pelos lugares cimeiros, abandonando a vinte minutos do término, e o espectacular BMW de Miguel Ferreira a sucumbir ainda na volta inicial da corrida, Paulo Lima, inscrito em parceria com José Paradela, optou por não arriscar forçar a mecânica do seu BMW para tentar vencer na geral, finalizando assim no segundo lugar da corrida e primeiro entre os concorrentes da classe H-1990.
José Oliveira, em Ferrari 308 GTB, e a dupla Rui Ribeiro/Rui Salgado, no seu Ford Escort RS2000, tiveram um duelo muito interessante pela terceira posição, com o carro da casa de Maranello, que estava a fazer a sua primeira prova de velocidade em Portugal, a levar melhor sob o Ford Escort quando faltavam apenas dez minutos para o fim.
Seguiram-se nas posições imediatas Moura Teixeira, no seu recém-adquirido Porsche 911 3.0 RS, e a dupla francesa Jean-Philippe e Vincent Imparato, com um BMW M3 preparado pela RodaClássica.
O Volvo 850 da Monteiros Competições, num fim de semana em que foi partilhado por Vitor Costa e Sérgio Moutinho, venceu a classe H-2000, ao terminar no oitavo lugar, uma posição atrás do VW Golf GTi da Keep on Racing do duo Rui Moura e António Duarte.
Nas outras classes, triunfo para o Ford Escort RS1600 para a dupla Filipe Nogueira/Carlos Cruz nos H-1971 e do elegante Jaguar XK 140 de João Mira Gomes e Campos Ferreira nos H-1965, sendo que este último ainda apanhou um susto na última volta, devido a um pião sem consequências para a mecânica do carro inglês. Antes deu ainda para ver uma luta sui generis, e provavelmente única no mundo, entre este mesmo Jaguar XK140 e o Fiat Punto tripulado Oscar Rosmaninho, assim como o duelo esgrimido pelo Golf GTI e o Toyota Carina E ex-troféu monomarca, dividido por Arlindo Beça e Nuno Veiga, que se saldou em várias trocas de posições e momentos emotivos para os muitos espectadores que se deslocaram ao Autódromo do Estoril.
João Saraiva, CEO da Importempo, acrescentou: “Foi para nós um imenso prazer colaborar com a Race Ready nesta fabulosa corrida. Carros e relógios são sempre uma excelente combinação. A SEVENFRIDAY tem uma linha específica, que se chama ENGINES, dedicada ao mundo dos automóveis de competição. Foi uma honra oferecermos ao vencedor o modelo CARBON GREEN. Trata-se dum relógio mecânico todo em carbono e borracha, materiais estes igualmente utilizados nas grandes máquinas de quatro rodas. E curiosamente, a cor do carro vencedor e a cor do relógio coincidiram!”
Para Diogo Ferrão, CEO da Race Ready, esta iniciativa “superou as expectativas, com uma excelente lista de inscritos, onde conseguimos reunir um leque de viaturas de sonho. Dentro de um grande evento como foi o Estoril Summer Party, esta corrida decorreu sem problemas entre participantes que, apesar de categorias diferentes, se divertiram ao volante dos seus carros. Apesar de ser uma prova longa e exigente para as mecânicas, apenas tivemos apenas três abandonos e assim grandes momentos de diversão para quem participou. Experimentamos os handicaps para reduzir a diferenças nos resultados e ser mais ‘justo’, mas ainda temos de trabalhar um pouco mais neste sentido.”
A loja online da Sociedade Comercial C. Santos reforçou a oferta de produtos da Mercedes-AMG na Fórmula 1. Para assinalar esse reforço, decorre, de 20 a 31 de julho, uma campanha de 10% de desconto nos artigos ligados à equipa.
O leque de produtos oficiais Mercedes-AMG PETRONAS F1 Team disponível em shop.soccsantos.pt é muito alargado e tem preços ainda mais apelativos na campanha agora lançada pela Sociedade Comercial C. Santos. De 20 a 31 de julho, todos os artigos da categoria da equipa de Fórmula 1 têm um desconto de 10% no preço.
A oferta Mercedes-AMG PETRONAS F1 Team na loja online da Sociedade Comercial C. Santos é abrangente em termos de variedade de produtos e preços. Desde a sempre útil fita porta-chaves à parka oficial da equipa, são dezenas de artigos disponíveis para aquisição. Os sempre populares, bonés e chapéus panamá estão entre as opções, tal como os calções, as t-shirts e os polos. Quem preferir andar sempre com o produto alusivo à Mercedes-AMG PETRONAS F1 Team, pode escolher um porta-cartões.
Estes são, porém, apenas alguns dos excelentes exemplos de escolha disponível.
Consulte toda a oferta aqui. A campanha de 10% de desconto em todos os produtos alusivos à equipa de Fórmula 1 da Mercedes-Benz na shop da Sociedade Comercial C. Santos termina já no fim do mês.
“Oportunidade para aficionados”
“A paixão pelo desporto automóvel e pela Mercedes-Benz é partilhada por muitas pessoas e esta nossa campanha é uma oportunidade dos aficionados poderem adquirir produtos oficiais Mercedes-AMG PETRONAS F1 Team a um preço especial. É uma boa oportunidade de poderem seguir equipados a rigor as duas últimas provas do Campeonato Mundial de Fórmula antes da paragem de verão”, afirma o diretor do departamento de peças e lubrificantes da Sociedade Comercial C. Santos, Ricardo Soares.
A temporada de 2024 do Campeonato do Mundo de Fórmula 1 tem dois grandes prémios este mês, antes de habitual paragem para férias em agosto. Já este domingo (dia 21) realiza-se o Grande Prémio da Hungria e logo no fim de semana seguinte o Grande Prémio da Bélgica (corrida no dia 28). A Mercedes-AMG PETRONAS F1 Team chegou ao circuito de Hungaroring na busca de um bom resultado, depois de ter vencido os dois anteriores grandes prémios, Áustria (George Russell) e Grã-Bretanha (Lewis Hamilton).
Rafaela Barbosa vai estrear-se no mundo da velocidade, aos comandos de um Caterham 310R, no Racing Sound Fest.A jovem estrela do Ralicross nacional foi uma das selecionadas para a Ladies Cup, uma iniciativa da FPAK e da CRM
A Ladies Cup é uma iniciativa da FPAK e da CRM, aberta a pilotos femininas. Depois de um processo de seleção, 10 pilotos foram mostrar o seu potencial num breve teste, onde foram escolhidas as quatro finalistas. RafaelaBarbosa foi uma das selecionadas para participar em dois eventos (ambos nosEstoril) com o apoio da CRM e da FPAK.
Ciente de que vai enfrentar um desafio diferente do que encontra no Ralicross, a jovem piloto encara esta oportunidade como uma forma de fazer novas aprendizagens, experimentado uma realidade completamente nova para si: “Gosto muito do Ralicross, por ter visto o meu pai a competir nessa modalidade. Admito que é a minha verdadeira paixão, mas adoro tudo o que seja desporto motorizado e tenho muita curiosidade em experimentar novas competições e novos carros. Esta iniciativa da FPAK e da CRM abriu-me aporta para conhecer um novo mundo e estou muito entusiasmada para este fim de semana. Vou de mente aberta, pois não conheço a competição nem o carro. Vai ser um fim de semana de muita aprendizagem, mas é algo que me agrada muito. Sei que o meu estilo de condução, mais agressivo, está muito moldado às exigências do Ralicross, e terei de me adaptar a uma nova forma de pilotar. É uma experiência única e agradeço à FPAK, especialmente à Rute Vieira, que nos acompanhou neste processo e à CRM a oportunidade que me estão a dar, nesta excelente iniciativa, que abre portas a outras pilotos jovens como eu”.
O Racing Sound Fest decorre este fim-de-semana, no Estoril, onde estarão reunidos os campeonatos Caterham Motorsport Iberia, onde correrá a Rafaela Barbosa, além dos TCR Spain.
A preparar a segunda metade da temporada, Maria Luís Gameiro faz balanço positivo de um ano cheio de emoções fortes, muitas novidades e com um crescendo de exibições.
A temporada de 2024 do Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno e do Campeonato de Espanha de Ralis TT trouxe para ribalta uma equipa, um carro e uma dupla piloto/navegador que, sublinhe-se, tudo têm feito para se destacar em ambas as competições. O Team Motivo JCB, a dupla Maria Luís Gameiro/José Marques e o Mini JCW Plus são de quem mais se fala numa disciplina que cada vez mais se assume como o “viveiro” de grandes pilotos a nível Mundial, mas também onde brilham as melhores máquinas.
Portugal e Espanha partilham protagonismo no que ao calendário de eventos diz respeito, e são vários os pilotos que representam o denominador comum em posições de destaque nos dois campeonatos. Entres estes está, seguramente, Maria Luís Gameiro, para quem 2024 será sempre, sem sobra de dúvida, o ano de viragem na sua carreira. A piloto portuguesa tem feito por se colocar em evidência e o modo como o fez foi não apenas pelos resultados obtidos, mas também, e muito, pela postura séria, humilde e altamente profissional com encarou os desafios a que se acometeu. Em jeito de balanço de meio de temporada a piloto reflete sobre o que tudo isto representa, aquilo que conquistou e o tanto que ainda pretende alcançar…
O seu início de ano teve um misto de emoções. Arrancou para o Campeonato de Portugal mais tarde, devido a uma lesão, estreou o novo carro. A verdade é que nada disto parece ter afetado a equipa… Foi assim?
“O arranque do ano foi um pouco um carrossel de emoções. Preparámos tudo, tomámos decisões importantes e com influência em todo o programa da equipa, mas… num treino fraturei uma mão. De repente tivemos que deixar tudo em “stand by” e voltar atenções para a minha recuperação. Este percalço impediu-me de disputar a primeira prova do campeonato, em Beja, e isso fez com que o Rally Raid Portugal representasse a minha estreia com o novo Mini JCW Plus, situação, que, admitamos, colocaria qualquer sob algum nível de stress. Felizmente tenho, de forma permanente e continuada, um enorme apoio de todos os que me rodeiam e isso permitiu que cada momento bom fosse desfrutado e este episódio menos positivo fosse assumido como se de “dores de crescimento” se tratasse, num caminho de aprendizagem que nos levará, como adiante se provou, a patamares mais altos. A verdade é que estou rodeada de profissionais que fizeram parecer que tudo isto era normal e quando regressei á competição, fi-lo com todas as condições.
Guiar um T1+ requer cuidados particulares. Foi difícil tirar partido das vantagens que este carro oferece?
“O Mini JCW Plus é um verdadeiro monstro. Uma besta que eu tive de aprender, antes de tudo o resto a domar. Tive um período relativamente longo para conseguir ter o carro sob controlo, sem que fosse ele a tomar conta de mim ou a minar a minha confiança.
Foi exigente, mas sinto que evoluí. As sessões de testes, as corridas, os mais variados tipos de pista, foram degraus que consegui subir, para alcançar objetivos. Tudo é diferente neste carro: a capacidade de aceleração, a eficácia da travagem, a forma como o carro reage a ultrapassar obstáculos. Tudo é diferente e tudo requer habituação. Sublinho que não foi fácil, também sei que hoje consigo andar melhor e divertir-me mais do que há uns meses, ou até semanas… ”
Sente que está hoje num patamar mais elevado?
“Não escondo que, em termos de resultados está a ser uma temporada que dificilmente esquecerei. É verdade que apostámos forte, estamos melhor equipados, mas, além do “upgrade” nos meios técnicos, também em termos humanos, estamos mais capazes. A aposta que foi feita foi exigente no plano financeiro, mas passou também a exigir mais de nós, mais preparação física, mais cuidado e detalhe nos períodos pré e pós-prova. No seio da equipa existe uma nova realidade, que se reflete em várias áreas e, tudo somado, resulta numa performance mais consistente com reflexo direto na classificação.”
Por tudo isto, o balanço da temporada é francamente positivo. O que lhe merece maior destaque nesta primeira fase do ano?
“Naturalmente, aquilo que estamos a fazer em Espanha é absolutamente espetacular e, acima de tudo único. Sinto que temos conseguido diversas “pedradas no charco” por um lado quanto decidimos alinhar nesta “guerra” com um T1+ e, mais relevante, pela performance que temos vindo a rubricar. Neste momento estamos a apenas 4 pontos de conseguir assegurar o vice-campeonato de Espanha de Ralis TT e isto depois de me ter tornado a primeira portuguesa a abrir a estrada numa prova oficial de todo-o-terreno na península ibérica. Os resultados são importantes por si só, mas sinto que há mais leituras a fazer daquilo que conseguimos atingir até agora. Temos trabalhado muito e não somos conhecidos por descansar “à sombra da bananeira”, portanto o que temos pela frente é uma segunda metade do ano tão ou mais exigente, mas com nós queremos enfrentar com a mesma vontade, abnegação, mas ao mesmo tempo com a humildade de quem sabe que a aprendizagem é um processo continuo e sem fim palpável.Estamos no bom caminho, mas queremos fazer ainda melhor em Portugal e em Espanha…”
Está a poucos dias de mais um grande desafio. Como encara a presença na Baja Aragon?“Vamos para Aragon para fazer o melhor possível num “mar de tubarões”… Vamos defrontar os melhores pilotos, ao volante dos carros mais evoluídos e que, também eles, têm as metas perfeitamente definidas. Tudo o que queremos é manter-nos firmes nos nossos propósitos e ultrapassar mais este desafio da mesma forma que o fizemos até aqui. O trabalho que realizámos na última sessão de destes, aliada ao modo como conseguimos rolar no “Cierzo” são motivo de orgulho, mas também de sensação do dever cumprido. Sinto que estamos mais fortes, ainda mais capazes. Espero poder voltar a provar que isto é realmente assim e, confesso, estou cheia de vontade de regressar à competição.”
A 33ª Rampa do Caramulo foi um desafio intenso para o Caramulo Racing Team. A agremiação sediada na Vila do Caramulo assumiu um importante papel na organização do programa de animação do evento e apoiou ainda de forma intensa Fernando Salgueiro, Ricardo Loureiro e Fernando Francisco. O trio devolveu a confiança com mais um excelente resultado de conjunto entre os Clássicos.
“Estamos bastantes cansados, mas ainda mais felizes!…”, afirmou Nuno Pinto, líder do Caramulo Racing Team, já no rescaldo de um trabalho intenso que os membros do cube desenvolveram no âmbito da parceria estabelecida com o Targa Clube.
Foi feita uma “aposta forte para tornar o evento atrativo para todos, sobretudo para as famílias. Graças ao forte apoio da Câmara Municipal de Tondela e da Junta de Freguesia de Guardão, que, em conjunto com os nossos patrocinadores, Fuchs, Diatosta, Sr. Bacalhau, Construções Longra & Ferreira e Águas do Caramulo, nos proporcionaram os meios logísticos e financeiros para podermos dar um passo gigantesco em frente e transformar a rampa numa verdadeira festa.O resultado excedeu as expectativas e os milhares de espetadores que estiveram cá divertiram-se usufruindo da zona de alimentação e descanso, do espaço infantil, da zona de merchandising e espaços dos patrocinadores, bem como dos dois espaços do paddock e claro, a já icónica bancada na zona de partida. A rampa foi um êxito e estou muito orgulhoso do trabalho voluntário intenso dos nossos associados, em especial do Fernando Salgueiro que entrou para o carro já cansado e mesmo assim brilhou!… Todos foram uma peça essencial para que tudo corresse bem!”.
Em termos desportivos, o trio de pilotos contribuiu de forma significativa para o êxito do clube na ‘sua’ rampa.
Fernando Salgueiro rubricou a melhor exibição da época. O piloto do Caramulo Racing Team lutou taco-a-taco pela vitória na prova reservada ao Campeonato de Portugal de Clássicos JC Group, conquistando o 2º lugar a escassos 138 milésimos de segundo da vitória!
“Estou orgulhoso da minha exibição, lutei pela vitória até ao fim e pude provar que temos andamento para vencer. Quero agradecer à equipa técnica da MNE Sport que está a fazer um trabalho extraordinário com o meu carro. Estou confiante que seremos capazes de continuar a estar na luta pelas vitórias nas próximas provas”, realçou o piloto do Caramulo Racing Team.
Por seu lado, Ricardo Loureiro conquistou mais um pódio, terminando no 3º lugar a prova reservada ao Campeonato de Portugal de Clássicos de Montanha JC Group. O piloto-edil de Guardão apresentou-se com o seu Ford Escort MKII a revelar uma forte melhoria na sua competitividade.
Loureiro realça que “conseguimos ficar no 3º lugar, conquistando mais um pódio. Melhor seria impossível, pois o Fernando Salgueiro e o Flávio Sainhas estão com um andamento de outro mundo. Foi um fim-de-semana em cheio e termos este apoio e este carinho que só no Caramulo sucede, deu-me um alento ainda maior para deixar tudo em pista”.
Fernando Francisco voltou a protagonizar uma prova sem mácula. O piloto do Ford Escort MKI foi evoluindo de forma firme ao longo dos dois dias de competição, conseguindo bater o seu melhor registo no traçado do Caramulo e, mercê do positivo 4º lugar final, amealhar mais uma forte pontuação que cimentou o seu atual 5º lugar na tabela pontual do campeonato.
“Foi uma rampa excelente. Correr em casa é sempre muito bom e com tanto público ainda melhor. O carro esteve impecável, consegui bater o meu melhor tempo e o 4º lugar deixou-me muito feliz, pois é quase certo que terminarei o campeonato dentro do Top 5”, resumiu Fernando Francisco, no fecho da prova. A equipa entra agora num merecido período de descanso de verão. Depois de retemperarem forças, Salgueiro, Loureiro e Francisco voltarão à atividade nos idos do mês de setembro para enfrentarem as últimas duas provas do calendário 2024.
Aníbal Pinto voltou a brilhar nas lides da Divisão Turismo 3, levando o seu novo Renault Clio R3 RS a mais um pódio, ao reclamar com todo o mérito o 3º lugar final.
A façanha só não foi ainda maior por escassos 9 d´cimos de segundo, míngua distância temporal que separou o “gentleman driver” bracarense do 2º posto. Ao longo dos dois dias de competição, Aníbal Pinto demonstrou rapidez e consistência, sendo claro que, desde que fez a opção de comprar o seu novo Renault Clio R3 RS, o bracarense elevou a fasquia e está cada vez mais competitivo.
“Mas que fim de semana vivido na Serra do Caramulo… foi uma rampa verdadeiramente insana, com um nível de competitividade muito alto!…”, exclamou no final Aníbal Pinto que realçou terem sido “dois dias muito intensos, em que consegui aproveitar todo o potencial do nosso Clio R3 RS, que é uma autêntica bala! O piloto da cidade dos arcebispos destacou “a JA Motors que nos colocou o carro sempre pronto e em perfeitas condições para conseguir alinhar em todas as subidas. A eles se deve muito dos bons resultados que estamos a ter”.
Aníbal Pinto termina agradecendo “aos meus patrocinadores, Restaurante 7 Fontes, A. Pedro & Braga, Central de Geradores, Reparadora Das Jantes, Terras De Filipe – Vinho Verde DOC, 4Tours – Your Travel Partner, JC Suspensões, Royal lab, Serralharia Manuel Rocha Lima, H.G. Peixoto Reboques, Doutor Esponja, Ofirodas, The Bolt, Omone Del Caffe, Oh Faz, TIIB – Técnicas de Isolamento e Impermeabilização de Braga, Metalurgia Bracarense e JR Pintos, sem os quais seria impossível estar a viver esta época em cheio. Tudo farei para lhes dar grandes resultados nas duas provas que faltam!”.
O Campeonato de Portugal de Montanha JC Group entra agora na habitual paragem de verão, só voltando à atividade nos idos do mês de setembro. Então, será tempo de a ‘Família da Montanha’ rumar a Trás-os-Montes para disputar, nos dias 21 e 22, a Rampa de Boticas, organizada pelo Demoporto.