Categoria: + Motores

  • Dakar: Miguel Barbosa sobe mais três posições

    Miguel Barbosa, navegado por Pedro Velosa aos comandos da Toyota Hilux T1 Overdrive, completaram sem percalços a quinta etapa, a primeira das duas que se disputam em torno de Riyadh, capital da Arábia Saudita e antes de um merecido dia de descanso. O piloto do BP Ultimate Vodafone Team teve pela frente um setor seletivo de 395 km cuja classificação lhe permitiu subir mais três posições na classificação geral, aproximando-se agora de um lugar no Top 30. 

    ““Mais uma etapa concluída, a primeira em forma de boucle em Riyadh. Hoje não tivemos motas a partir à nossa frente. Tivemos apenas os carros, SSV e camiões. Partimos uma vez mais lá de trás. A etapa foi longa, mas estamos satisfeitos com o dia de hoje. O percurso era composto por pistas rápidas e também dunas. A areia começa a estar mais mole e começa a ser um pouco mais difícil. Foi uma especial limpa. Havia muita pedra, característica das especiais da Arábia Saudita. Tivemos dois furos. Não tivemos registos de outros problemas e o carro também esteve impecável. Estamos quase a meio do Dakar. Amanhã é mais um dia longo a que se segue o dia de descanso. Há que manter a cabeça fria para amanhã tentar fazer uma etapa limpa. Há que procurar chegar a horas para que haja tempo de preparar o carro para a segunda semana de Dakar””, resumiu Miguel Barbosa no fecho da tirada..

    Amanhã, disputa-se a 6ª etapa, a segunda em forma de boucle em torno de Riyadh, com os automóveis a percorrer o troço que no dia de hoje foi trilhado pelas motas. Serão 348 km disputados ao cronómetro. Nesta especial, a comitiva vai poder explorar o oeste da capital, numa etapa que dará por concluída a primeira semana de prova. Será preciso estar atento às muitas interseções que existem na primeira parte da especial. As dunas aparecerão a meio do percurso e terão uma extensão de cerca de 40 km.

  • Luís Portela Morais volta ao Top 10 no Dakar

    Luís Portela Morais voltou a demonstrar um excelente andamento ao terminar na décima posição a quarta etapa do Dakar 2022, composta por 465 km cronometrados sendo por isso a mais longa desta edição da corrida.

    Depois de um dia de ontem azarado, o piloto da BP Ultimate SSV foi o 39º SSV T4 a partir para a especial e tinha pela frente uma dura tarefa no sentido de ultrapassar concorrentes mais lentos. No entanto, a dupla portuguesa imprimiu desde logo um andamento rápido que lhe permitiu recuperar várias posições logo no início do troço tendo registado o 12º tempo no quilómetro 80. 

    Navegado por David Megre, Luís Portela Morais sobe agora ao 12º posto da classificação geral: “a etapa de hoje foi bastante longa, mas correu muito bem. Finalmente conseguimos fazer uma etapa limpa sem qualquer tipo de problema ou erros. Estamos muito contentes. Tivemos uma experiência nova que foi guiar à noite no meio do deserto. Foi aterrador, mas o David fez uma navegação espetacular e não falhámos nada. Para já estamos satisfeitos com os resultados e amanhã queremos voltar a fazer uma etapa sem erros para cumprir o nosso objetivo que é chegar ao final do Dakar”, revelou Luís Portela Morais.

    A quinta etapa do 44º Rali Dakar será mais uma jornada em círculo que se realiza em torno de Riyadh. Na especial, que será composta por um troço cronometrado de 346km, os concorrentes vão enfrentar uma especial onde os trilhos de terra, salpicados de pedra, colocarão os pilotos à prova. Terão que ainda pela frente uma longa seção de dunas, que se estende por quase 80 km, e que os poderão levar a cometer erros.

  • Miguel Barbosa entra no Top 40

    Piloto do BP Ultimate Vodafone Team já recuperou 45 posições.

    Naquela que é a maior etapa desta edição do Dakar, Miguel Barbosa navegado por Pedro Velosa aos comandos da Toyota Hilux T1 Overdrive conseguiu subir mais cinco posições na classificação geral, ascendendo finalmente a um lugar dentro do Top 40. Desde o infortúnio que o piloto do BP Ultimate Vodafone Team teve no prólogo, Miguel Barbosa já recuperou 45 posições.

    ““Esta foi a etapa mais longa do Dakar. Foram quase 470 km de especial e mais de 200 de ligação. Foi uma etapa difícil, muito rápida, com muitas ratoeiras. Houve alguns acidentes, muita gente parada, registo muitos problemas. Foi por isso muito importante para nós poder estar aqui ao final do dia. Já a terminar a etapa passámos num rio, com muita lama e já a escurecer, não foi fácil, mas carro teve impecável, sem registo de problemas, pelo que estamos satisfeitos. Seguem-se dois dias difíceis. Amanhã temos quase 400 km para fazer, com a particularidade de nós irmos para um lado e as motas para outro. Haverá mais dificuldade para quem for abrir pista.  No dia seguinte serão os carros a fazer o percurso das motas e vice-versa”,” referiu o piloto do BP Ultimate Vodafone Team à chegada a Riyadh, capital da Arábia Saudita.

    Amanhã, disputa-se a quinta etapa em torno de Riyadh que terá um setor seletivo de 395 km para os automóveis. A especial marca uma mudança abrupta em relação às anteriores. Aos trilhos de terra salpicados de pedra segue-se uma longa seção de dunas, que se estende por quase 80 km.

  • Miguel Barbosa esforça-se por chegar mais à frente

    Apesar do bom desempenho na navegação e na travessia das dunas, Miguel Barbosa navegado por Pedro Velosa, está com sérias dificuldades em sair da zona desconfortável do pelotão do Dakar onde a dupla e a sua Toyota Overdrive caíram, na sequência de um problema mecânico ocorrido no prólogo. E, como um mal nunca vem só, o piloto não tem passado bem fisicamente, o que torna todos os seus esforços mais difíceis e penosos.

    ““Continuamos a partir de trás. Tenho estado doente ontem e hoje, com dores de cabeça e dores no corpo. Não tem sido fácil manter sempre a toada, mas também não sei se seria muito melhor se assim não fosse, porque não tem sido nada fácil. O andamento está muito forte e estamos um pouco verdes em algumas coisas. A navegação com o Pedro tem corrido muito bem. Não atascámos nenhuma vez. Nas dunas também temos estado bem, mas estamos sempre a perder tempo. Nestes dois dias creio que foram dois os fatores que contribuíram para essa situação: a ordem de partida, lá para trás, é um inferno, e o facto de ontem e hoje me ter sentido debilitado. Não estou a 100%. A estratégia vai ter de ser ir andando, e ir vendo o que se consegue fazer e o que acontece. Creio que também estamos a pagar a fatura de não termos treinado””, explica já no bivouac o piloto do BP Ultimate Vodafone Team.

    Amanhã disputa-se a quarta etapa do Rally Dakar 2022, a mais longa deste rally, que, num total de 707 km, conduzirá a comitiva ao longo de 465 km cronometrados de Al Qaisumah a sul, rumo à capital Riyadh. Esta especial terá de tudo: uma seção de pistas rápidas de quase 200 km, uma parte central com cadeias de dunas de tamanhos variados e um final rochoso, em que os pilotos terão de cruzar um ‘wadi’ após o outro. Esta será uma das etapas de maior resistência da primeira semana.

  • Miguel Barbosa continua enredado no “comboio dos lentos”

    Piloto do BP Ultimate Vodafone Team com dificuldade em progredir na classificação.

    Depois de um primeiro dia a viver a experiência “infernal” de partir da cauda do pelotão, Miguel Barbosa voltou a ter mais um dia angustiante. Rápido e ágil a atravessar as dunas, com Pedro Velosa a navegá-lo com mestria vê, todavia, o seu andamento trancado por concorrentes bastante lentos e que obrigaram a inúmeras paragens.

    ““Arrancámos novamente de trás e arrancar de trás é sempre muito complicado, muito confuso. A etapa de hoje tinha pistas rápidas e muitas dunas. Estamos a dar-nos bem nas dunas, mas, infelizmente não estamos a conseguir recuperar de forma significativa””, refere Miguel Barbosa, que sobre o objetivo para o dia de amanhã, acrescenta: ““O Pedro fez uma boa navegação, mas não foi a etapa que nós queríamos. Esperemos que amanhã seja melhor. Vamos tentar inverter um pouco a ordem de partida porque estamos sempre a ser penalizados por isso. Como também já não estamos na lista de pilotos prioritários não somos puxados para a frente, tal como eles pilotos prioritários o são, o que nos complica muito a vida””.

    Amanhã, a comitiva terá de enfrentar a terceira especial desta edição do Rally Dakar 2022 em torno de Al Qaysumah. Serão 255 km em contrarrelógio e 381 de ligação. A primeira parte da especial incluirá muita areia, enquanto a segunda parte, mais rápida, parece mais fácil do ponto de vista técnico. As intermináveis interseções podem fazer com que os pilotos cometam erros e percam com isso muito tempo fazendo inversões de marcha e tentando encontrar o seu rumo. É fundamental gerir de forma adequada os pneus para terminar a etapa sem surpresas desagradáveis.

  • Miguel Barbosa viveu dia infernal no Dakar 2022

    Mais do que o tempo perdido no prólogo ontem disputado o facto de ser forçado a partir de uma das últimas posições está a obrigar Miguel Barbosa, oito vezes campeão de Portugal de Todo-o-terreno, a uma experiência inédita e absolutamente “infernal”.  Partindo atrás de 218 carros e camiões, para além de todas as motos e quads, o piloto encontrou a pista totalmente destruída e zonas onde era absolutamente impossível ultrapassar.

    “O melhor desta etapa foi que a concluímos, não tivemos problemas e não nos enterramos nenhuma vez. Tirando isso encontrámos uma pista totalmente destruída. Nas zonas mais complicadas os concorrentes que se aglomeravam impediam-nos de tentar qualquer tipo de ultrapassagem e não nos restava outra solução senão esperar que eles conseguissem sair dali. Infelizmente no passado dia 31 perdemos o nosso estatuto de prioritário FIA que nos teria permitido partir de uma posição mais condizente com o nosso andamento. Agora vamos ter de ir tentando melhorar etapa após etapa a nossa posição até conseguirmos entrar efetivamente na corrida”, explica Miguel Barbosa que acrescenta:

    “Foi muito duro de tal modo que fizemos a última hora e meia de dunas já de noite. Amanhã será seguramente melhor”, referiu o piloto do BP Ultimate Vodafone Team que disputa o Dakar os comandos de uma Toyota Hilux T1 e inserido na estrutura a Overdrive.

    Amanhã deveria ser realizada a primeira parte de uma etapa maratona. Devido ao mau tempo e às chuvas que deixaram o local previsto para receber a caravana desta 44ª edição do Rali Dakar sem condições, o bivouac foi alterado de Al Artawiyah para Al Qaisumah e a etapa passou a incluir a normal assistência. Os concorrentes vão ter pela frente o percurso cronometrado de 339 Km que estava previsto para esta 2ª etapa.

  • Dakar abre programação Eurosport em 2022

    O Rali Dakar é a maior e mais importante prova de todo terreno a nível mundial. Em 2022, cumpre a sua 44.ª edição e volta a levar o espetáculo do rali-raid para as magníficas paisagens da Arábia Saudita, onde areia e calor serão novamente o adversário dos pilotos. 

    De 1 a 14 de janeiro, a Arábia Saudita recebe pela 3.ª vez o Dakar para uma maratona que promete ainda mais emoção. Os pilotos dos mais de 430 veículos terão de cumprir um total de 8177 quilómetros, 4258 deles cronometrados, menos 500 do que na edição anterior, mas com mais areia e dunas no caminho. No dia de Ano Novo, a prova arranca com um ‘prólogo’ entre Jeddah e Hail e inclui 19 quilómetros de especial cronometrada. Os campeões serão coroados em Jeddah a 14 de janeiro. 

    Uma das principais novidades do rali é que pela 1.ª vez na história vai pontuar para os Campeonatos Mundiais de Rally da FIA e da FIM. No novo Mundial da FIA, incluem-se ainda corridas em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos (março), Cazaquistão (abril), Andaluzia, Espanha (junho) e Marrocos (outubro).

    Quanto à presença de portugueses, são 20 os inscritos em quatro categorias. Sete estão à partida nas motas (Rui Gonçalves, António Maio, Joaquim Rodrigues Jr., Mário Patrão, Alexandre Azinhais, Arcélio Couto e Paulo Oliveira), quatro nos automóveis (Felipe Palmeiro como navegador do lituano Benediktas Vanagas, Paulo Fiúza como navegador do lituano Vaidotas Zala, e a dupla Miguel Barbosa/Pedro Velosa), quatro na categoria de veículos ligeiros (Rui Carneiro/Filipe Serra e Mário Franco/Rui Franco), quatro nos SSV (Luís Portela de Morais/David Megre e Rui Oliveira/Fausto Mota) e ainda José Martins, nos camiões.

    O Eurosport emite diariamente um magazine de 1hora com os melhores momentos do rali comentado por João Carlos Costa. De 1 a 14 de janeiro acompanhe toda a ação da prova todo terreno mais emocionante do planeta no Eurosport. 

    Percurso Dakar 2022 e horários das emissões no Eurosport

    ·       Sábado, 1 janeiro / Jeddah – Hail (834 km | 19 km) 20h00 – 21h00

    ·       Domingo, 2 janeiro / Há’il – Hail (546 km | 334 km) 20h00 – 21h00

    ·       Segunda, 3 janeiro / Há’il – Al Artawiya (585 km | 339 km) 20h00 – 21h00

    ·       Terça, 4 janeiro / Al Artawiya – Al Qaysumah (554 km | 368 km) 20h00 – 21h00

    ·       Quarta, 5 janeiro / Al Qaysumah – Riyadh (707 km | 465 km) 20h00 – 21h00

    ·       Quinta, 6 janeiro / Riyadh – Riyadh (563 km | 348 km) 20h00 – 21h00

    ·       Sexta, 7 janeiro / Riyadh – Riyadh (635 km | 421 km) 20h20 – 21h20

    ·       Sábado, 8 janeiro / Riyadh (dia de descanso) 20h00 – 21h00 – Resumo

    ·       Domingo, 9 janeiro / Riyadh – Al Dawadimi (700 km | 401 km) 22h30 – 23h30

    ·       Segunda, 10 janeiro / Al Dawadimi – Wadi Ad Dawasir (828 km | 394 km) 22h30 – 23h30

    ·       Terça, 11 janeiro / Wadi Ad Dawasir – Wadi Ad Dawasir  (490 km | 287 km) 22h30 – 23h30

    ·       Quarta, 12 janeiro / Wadi Ad Dawasir – Bisha (757 km | 374 km) 22h30 – 23h30

    ·       Quinta, 13 janeiro / Bisha – Bisha (500 km | 345 km) 22h30 – 23h30

    ·       Sexta, 14 janeiro / Bisha – Jeddah (676 km | 163 km) 22h30 – 23h30

  • Fronteira fez jus à tradição como a grande festa do todo terreno nacional

    A tradição ainda é o que era na vila alentejana de Fronteira… A 23ª edição da BP Ultimate 24 Horas TT Vila de Fronteira confirmou o estatuto ímpar da prova: um ambiente sem paralelo, um incrível espírito desportivo, enormes demonstrações de resiliência das equipas, mas também do público e, claro, um sem número de emoções vividas ao longo dos intermináveis 1.440 minutos de duração da prova. A grande festa do todo terreno nacional terminou às 14h de hoje (domingo) e, a verdade, é que já deixa saudades a todos os que tiveram o privilégio de a viver. E se, como vencedores, até podem ser declarados todos os que aceitaram o desafio da prova organizada pelo Automóvel Club de Portugal, quem subiu ao lugar mais alto do pódio foi uma equipa que continua a fazer história em Fronteira: o conjunto luso-francês liderado por Alexandre Andrade (A.C. Nissan Proto) estendeu o seu recorde para 8 vitórias! 

    Mais de duas centenas e meia de pilotos, de nove nacionalidades, mas também os espetadores espalhados pelos 16 quilómetros de perímetro do Terródromo de Fronteira, voltaram a viver as emoções e as sensações que só a maior prova de resistência da modalidade consegue proporcionar. As 24 horas de Fronteira voltaram para reafirmar a sua reputação. Não apenas de uma luta contra o cronómetro, ou uma prova de superação para homens e máquinas, mas também uma enorme festa, que celebra o verdadeiro espírito do todo-o-terreno. 

    Em grande parte da corrida, a pista foi palco de uma luta entre diferentes conceitos técnicos. De um lado, os protótipos especificamente desenvolvidos para provas de resistência de todo-o-terreno. Do outro, os espetaculares e competitivos SSV. Veículos que originalmente começaram por ser desenvolvidos como utilitários ou de recreação, mas que cada vez são mais vistos em provas TT, devido à extraordinária relação competitividade-preço. 

    Equipa de Alexandre Andrade vence à geral e bate o próprio recorde! 

    Contudo, ainda não foi nesta edição que um SSV se estreou a vencer na prova de resistência organizada pelo Automóvel Club de Portugal. O triunfo ficou a cargo dos suspeitos do costume, a equipa luso-francesa de Alexandre Andrade, Cedric Duple, Yann Morize e Florent Charvot que, noite dentro, assinou um desempenho irrepreensível com o seu Nissan Proto, assumindo às 11 horas de prova uma liderança que nunca mais perdeu. E assim confirmou, de forma categórica, um novo recorde de oito triunfos em Fronteira (2004, 2007, 2009, 2011, 2016, 2018, 2019 e 2021), fruto da receita infalível, velocidade e consistência, que também já tinha imposto no triunfo nas 24 Horas de Paris deste ano. Uma época perfeita, de dobradinha, tal como já tinham feito em 2016! 

    “Queríamos juntar esta vitória ao triunfo nas 24 Horas de Paris. A estratégia foi começar devagar. A nossa especialidade é à noite e foi nesse período que demos todo o gás! Temos um carro espetacular, já com 10 anos, mas muito fiável; temos que agradecer ao Cedric o trabalho que faz. O Cedric é top top top…”, confessou, referindo-se ao desempenho do seu segundo piloto e preparador do carro, Cedric Duple. 

    No segundo lugar, a duas voltas dos vencedores, terminou o Fouquet nº8 dividido entre os franceses Francis Balocchi, Nicolas Martin, Benjamin Bujon e Laurent Fouquet, que assegurou, ao mesmo tempo, o triunfo na categoria T1. E a fechar o pódio ficou o melhor dos SSV, equipa 100% portuguesa constituída por Rui Carneiro, João Ferreira e os irmãos Ricardo e Manuel Porém. Apesar dos problemas técnicos diversos no MMP Can-Am, o terceiro lugar foi seguro com uma volta de vantagem para os quartos classificados e celebrado em festa. 

    “O terceiro lugar soube a vitória! Foi muito difícil, tivemos alguns problemas de transmissão durante a noite, faz parte, mas foi um excelente resultado, um grande trabalho de toda a equipa! Quando nos juntámos e decidimos fazer isto, tínhamos a certeza que só podia dar certo. Este quarteto fantástico, juntamente com toda a equipa, proporcionou o nosso melhor resultado em Fronteira. Vamos agora desfrutar!”, afirmou Ricardo Porém, em permanente registo de celebração. 

    Triunfo em T2… faz pensar em voos mais altos! 

    Na categoria T2, a vitória sorriu à PRK Sport Rally Team. José Rogeira, Marco Sousa, Luís Correia e Flávio Jerónimo levaram a Nissan Navara a cumprir um total de 79 voltas. “São 24 horas! Só se consegue terminar fruto do trabalho dos pilotos, dos mecânicos, do staff e… de tudo o que possa acontecer! Tivemos muitas adversidades, mas que foram transformadas em oportunidades. Foi maravilhoso e no próximo ano será melhor com certeza, numa outra posição e… numa outra classe (risos). Somos merecedores e competentes para tentar uma nova categoria! ”, afirmou José Rogeira.  

    Fronteira consagrou ainda outros vencedores nas categorias de promoção. Na categoria C venceu a equipa de Ulisses Mota (Nissan Navara); na categoria A o triunfo foi para a equipa de Manuel Azevedo (UMM Alter Turbo); e na categoria B venceu a equipa PRK Sport Rally Team (Peugeot 504 Pickup). 

    Carla Gameiro, Cristela Marto, Sílvia Reis e Chantel Neves formaram a equipa que arrecadou o troféu feminino. O exemplo dado pelos companheiros, também participantes em Fronteira, motivou-as para a aventura num Suzuky Jimny, que este ano se estreou num honroso 40º lugar da geral e segundo lugar da categoria A.  

    A prova de Fronteira acolheu, pela primeira vez, uma equipa inclusiva, que incluiu o ciclista paralímpico Telmo Pinão, bem como André Venda, navegadores e ambos deficientes motores. O exemplo de superação marcou a corrida, terminada apesar de problemas de eletrónica no Buggy Astra GTC. “Era um grande desafio, mas foi concluído! Não tinha noção das dificuldades que ia enfrentar, só tinha estado cá enquanto espetador, mas foi de facto fascinante. Obrigado por tudo, vamos seguramente voltar”, disse Telmo Pinão, logo secundado por André Venda: “Foi o sair da minha zona de conforto, uma grande experiência que, quem sabe, posso vir a repetir nos próximos anos. Muito obrigado a toda a gente que esteve envolvida e que nos apoiou”. 

    Classificações Oficiais 24 Horas: http://24horastt.cronobandeira.com/ 

  • Foi inglório o desfecho da presença de Sérgio Dias na Taça de Portugal 2021

    O piloto lousadense do Renault Twingo S1600 preparado pela Set Promotion chegou à derradeira prova desta temporada com legítimas ambições em discutir os lugares de honra da Divisão Super 1600, mas problemas mecânicos deitaram tudo a perder.

    A Escuderia de Castelo Branco recebeu na sua pista erguida em terras albicastrenses a Taça de Portugal de Ralicross 2021, contando com Sérgio Dias e o Renault Twingo S1600 entre os nomes em destaque no plantel da Divisão Super 1600.

    Quanto ao “filme” do fim-de-semana, o lousadense começou por rubricar o sexto tempo nos treinos cronometrados.

    Chegado à fase de Qualificação, puxou dos galões e rodou sempre muito rápido e na contenda pela supremacia. Foi 2º na Q1, concluindo assim a jornada de sábado bem posicionado. Já no domingo de manhã, alcançou o 4º lugar a Q2 e, quando se preparava para dar tudo na última manga, um problema mecânico forçou-o a não alinhar. Mesmo assim, os pontos alcançados permitiram-lhe garantir um lugar na terceira fila da grelha de partida para a Final.

    Só que a sorte nada quis com o consagrado piloto lousadense.

    Nos momentos que antecederam a ida para a pré-grelha, a equipa técnica detetou um problema técnico no Renault Twingo S1600 e tudo tentou para o debelar, mas sem sucesso, forçando Sérgio Dias a abdicar da sua presença na corrida decisiva, encerrando de forma inglória e injusta a sua presença na Taça de Portugal de 2021.

    No final e já conformado com o desfecho, Sérgio Dias destacava “o esforço tremendo da minha equipa para tentar ultrapassar os problemas no carro. Foram incríveis na sua dedicação, mas nada havia a fazer”, com o lousadense a realçar que “fica, no entanto, a nossa certeza de que, uma vez mais, tínhamos andamento para estar na discussão, pelo menos, do pódio final da prova”. Agora, com o pano caído sobre o palco da presente época, Sérgio Dias fica já “na preparação da próxima época. Tem sido notória a nossa evolução e é factual de que, nos dias de hoje, estamos já entre os candidatos aos lugares da frente, em todas as corridas em que participamos. Voltaremos em 2022 ainda mais ambiciosos!”.

  • Rui Nunes assina pódio na Taça de Portugal de Kartcross!

    Rui Nunes fechou de forma muito positiva a sua época de 2021, ao subir ao pódio da Taça de Portugal de Kartcross 2021, que se disputou em Castelo Branco.

    Rui Nunes chegou a Castelo Branco ciente de que, tal como tinha acontecido ao longo de toda a época, ostentava reais capacidades de estar entre os melhores.

    3º nos Treinos Cronometrados, Rui Nunes encarou a Qualificação com todo o foco, mas enfrentou muitas dificuldades durante essa fase da prova. 11º na Q1, devido aos problemas com um tubo de travão e a ter ficado ainda aparado, na sequência de um incidente. Conseguiu melhorar na Q2, terminando no 8º posto e, num enorme esforço para melhorar a sua posição na grelha de partida para a Final, almejou ser 6º na Q3, garantindo assim a oitava posição no alinhamento.

    Chegado aí, Rui Nunes e a sua equipa técnica decidiram “arriscar no setup e felizmente resultou. Desde o arranque que percebi que estava muito rápido e dei tudo para subir o máximo de lugares que me fosse possível”.

    Se bem o decidiu, melhor o executou. Rui Nunes voou no circuito de Castelo Branco e conseguiu, na raça, chegar ao terceiro lugar final, garantindo assim um precioso e merecido pódio. O feito deixou o piloto alentejano “muito feliz. Foi uma boa forma de terminar esta época. Este pódio é um prémio para o esforço de toda a equipa e dos patrocinadores, sendo também dedicado à minha família, que está sempre do meu lado e cujo apoio é fundamental. Agora é tempo de  descansar e, depois, começaremos a pensar em 2022”.