Categoria: + Motores

  • Raid TT de Góis decide títulos do CNTT 2021

    Quinze dias depois de ter disputado a Baja Portalegre 500, o Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno Road to Dakar encerra a temporada 2022 no Raide TT de Góis e com os títulos de campeão em cada uma das disciplinas por decidir. António Maio (Moto), Luís Engeitado (Quad) e João Monteiro (SSV) na liderança

    Nas motos, onde Gustavo Gaudêncio já se sagrou campeão na Classe TT1, o piloto da Honda enfrenta o campeão António Maio em Yamaha que venceu quatro das seis corridas e parte em vantagem para este duelo. Na Classe TT2 a ausência de Mário Patrão assegura à partida o título para António Maio, enquanto na Classe TT3 são nada menos do que cinco os pilotos que matematicamente poderiam aspirar a ser campeões: David Megre, Paulo Santos, Óscar Teixeira, Bruno Santos e Micael Simão.

    Com Bruno Santos lesionado e ausente, este número baixa para quatro. Nas restantes classes e com Filipe Fragoso na Promoção e Salvador Amaral nos Juniores a terem assegurado antecipadamente a conquista dos respetivos Troféus, está ainda por decidir o título nos veteranos que coloca frente a frente Óscar Teixeira e Paulo Santos.

    Nos Quad Luís Engeitado reparte com Luís Fernandes os triunfos: três para cada um. O campeão parte em vantagem pontual, mas já pontou em cinco corridas (o máximo para esta temporada) enquanto o seu adversário tem apenas quatro pontuações. Um duelo que se adivinha extremamente renhido.

    Nas restantes classes Rafael Carvalho irá sagrar-se vencedor na Promoção face à ausência de Nelson Silva, enquanto Marco Pedroso, Carlos Reguinga e José Galhofas disputam o título na Classe Veteranos.

    A categoria SSV promete um final de temporada impróprio para cardíacos. São cinco os pilotos que matematicamente podem aspirar ao título absoluto e de forma igual ao título da Classe TT1: João Monteiro, Roberto Borrego, o campeão João Dias, Alexandre Pinto e Gonçalo Guerreiro. Idêntica disputa envolve Nuno Abrantes, Victor Melo e André Guerreiro na luta pelo título nos navegadores. Os restantes títulos nos SSV já estão decididos. André Rodrigues e Ricardo Porto Nunes são campeões da Classe TT2 e Alexandre Pinto, Romeu Martins e Ruben Rodrigues triunfaram respetivamente nas Classes Júnior, Veteranos e Promoção.

    Por fim está ainda em aberto o título por equipas cuja classificação é liderada pela Benimoto Racing. SGS Car Racing, Team Bianchi Prata – Honda e JB Racing estão também na luta pelo título.

    O 28º Raide Todo-o-Terreno de Góis terá um total de 295.5 km cronometrados num percurso que utiliza pistas dos concelhos de Góis, Pampilhosa da Serra e Arganil. Começa com um prólogo de 6,5 km seguido de dois Sectores Seletivos de 145 e 72 km respetivamente, a disputar no dia de sábado. No domingo os pilotos farão nova passagem pelo setor seletivo de 72 km.

  • Exibição forte traz Sérgio Dias de volta aos bons resultados em Castelo Branco

    A jornada final do Campeonato de Portugal de Rallycross by Diatosta foi um duro desafio para Sérgio Dias, que o lousadense suplantou com mestria. O 4º lugar final reflete o andamento forte que ostentou e foi o fruto apetecido de uma prova onde, finamente, os azares passa ao lado.

    Foi um Sérgio Dias em “modo combate” aquele que se apresentou na pista da Beira Baixa. Vindo de uma autêntica “série negra” de incidentes e resultados menos positivos, o piloto do Renault Twingo S1600 queria muito virar a página nesta última tirada do campeonato.

    Sérgio Dias tem perfeita noção da sua rapidez e capacidade bem como da competitividade do Twingo e o forte binómio que formam ficou uma vez mais patente em Castelo Branco.

    O lousadense esteve simplesmente fantástico a fase das mangas de qualificação. Venceu a primeira e a quarta, assumindo a liderança entre os S1600 à chegada às semifinais. A “faena” de Sérgio Dias continuou aí, voltando a vencer e assegurando assim um lugar na linha da frente da grelha de partida para a Final.

    Claramente com andamento para disputar a vitória Sérgio Dias arrancou forte, mas não saiu bafejado da habitual “molhada” na primeira curva, saindo dela no 6º posto. Mas o piloto não atirou a toalha ao chão. Rodando sempre a fundo, foi capaz de subir duas posições, tudo tendo tentado para chegar ao pódio. Foi uma corrida na raça!

    O resultado foi positivo, mas, no final, Sérgio Dias sentia-se “um pouco dececionado. À chegada aqui, tínhamos clara noção de que eramos capazes de lutar pela vitória e provamos isso ao longo de todo o fim-de-semana. Faltou uma ponta de sorte no arranque da Final, mas temos de também sair daqui contentes com o andamento e com o magnifico trabalho da nossa equipa. Regressamos aos bons resultados e isso é importante. Quero agradecer a todos o apoio e vamos continuar a trabalhar para atingir o sucesso”.

  • Rui Nunes concluiu temporada com mais um pódio

    O piloto alentejano fez esquecer o desaire de Mação na derradeira prova do Campeonato de Portugal de Kartcross by Diatosta, ao conseguir terminar na terceira posição em Castelo Branco.

    Rui Nunes não queria deixar uma má imagem esta temporada, por isso partiu para a jornada da capital da Beira Baixar determinado a tirar o máximo partido do seu Semog Bravo e lutar pelas primeiras posições, sabendo que ainda era possível terminar no pódio absluto do campeonato. Se bem o pensou, melhor o executou, ‘deitando para trás das costas’ os azares das provas anteriores.

    Desde as mangas de qualificação o piloto mostrou um ritmo excelente, compatível com os resultados que lhe permitiram chegar à final, onde se bateu com os melhores, rodando sempre em posição de destaque e cruzando a linha de chegada com um saboroso 3º lugar e consequente subida ao pódio da prova.

    Uma boa forma de concluir a época, que lhe permitiu terminar o campeonato na quarta posição: “não foi a época ideal, mas saímos contentes com este desfecho. Estamos rápidos e com margem de evolução. Foi uma corrida de grande luta, mas que no final culminou com um excelente pódio para nós”, começa por dizer Rui Nunes a propósito da sua exibição em Castelo Branco.

    O piloto diz que “foi uma autêntica batalha, principalmente no dia de domingo com lutas em pista e lutas com a lama, pois ao menor erro deitava-se tudo a perder. Consegui ultrapassar todos os incidentes e circunstâncias de corrida e finalizar num excelente 3º lugar. Obrigado à minha família e à equipa que tanto apoio me deram esta época!”.

  • Tiago Ferreira mostrou “músculo” e termina campeonato em grande

    De volta às lides dos S1600O no Campeonato de Portugal de Rallycross by Diatosta, o lousadense rubricou uma exibição fantástica como Peugeot 208 S1600. Lutou pela liderança e mostrou que esta aposta na divisão mais competitiva foi acertada.

    A pista de Castelo Branco transformou-se no palco para uma grande atuação de Tiago Ferreira. O “rookie” dos S1600 transformou este regresso ao campeonato, após a ausência forçada em Lousada, num momento de total demonstração de toda a sua rapidez e capacidade para ombrear com os mais fortes.

    Aproveitou os treinos “para verificar se tudo estava bem com o Peugeot e cedo percebi que o carro estava fantástico e que o nosso andamento ia ser muito forte”. Provou tal nas duas mangas de sábado, 4º na primeira, “voou baixinho” na segunda, alcançando um saboroso triunfo e terminando a jornada de sábado no comando da divisão.

    Na manhã de domingo, já debaixo de chuva e com a pista enlameada, Tiago Ferreira, manteve-se no comando após a 3ª manga, mas o pior estava para acontecer.

    Na manga final, o piloto lousadense sofreu “um toque que não só me fez abandonar a 4ª manga, como também provocou muitos estragos no Peugeot. A nossa equipa fez tudo para tentar reparar o carro a tempo da semifinal, onde partiria da “pole”, mas foi impossível e ficamos de fora”. Foi um “autêntico balde de água fria. Estávamos com um andamento fortíssimo e com capacidade para lutar, pelo menos, pelo pódio final. Pelo menos, fica a indicação de que estamos cada vez mais competitivos, o que nos cria muitas expectativas no futuro. Vamos continuar a trabalhar para melhorar e estou certo de que os resultados vão aparecer naturalmente”.

  • Vitória e pódio premeiam jornada de luxo da Motofil Sport em Castelo Branco!

    A Motofil Sport saiu de Castelo Branco com mais um magnífico resultado de conjunto. Gonçalo Novo venceu na Iniciação e João Novo foi 2º entre os S1600.

    Gonçalo Novo e João Novo voltaram a demonstrar porque são considerados dos melhores jovens talentos do ralicross lusitano. Em Castelo Branco, na última jornada do Campeonato de Portugal de Ralicross by Diatosta, os dos “jovens lobos” da Motofil Sport assinaram duas exibições notáveis, coroadas com sucesso.

    Na Divisão Iniciação, só deu Gonçalo Novo. Aos comandos do seu Toyota Starlet, exerceu um domínio avassalador, vencendo tudo quanto havia para vencer e chegando a uma vitória tão imperial quanto justa. Para o jovem talento, esta foi uma jornada “magnífica e que me deixa muito feliz. Senti-me forte desde os treinos. O Starlet esteve perfeito e permitiu-me ser sempre muito rápido e dominar os acontecimentos. Foi um fim-de-semana perfeito!”, coroado ainda com a confirmação da segunda posição final no campeonato.

    Na dura “batalha” dos S1600, João Novo voltou a estar tremendo.

    Extraindo todo o potencial do Citroen C2 S1600, o jovem da Motofil Sport rubricou uma exibição sempre em crescendo. Nas mangas de qualificação foi melhorando paulatinamente e terminou essa fase no 4º lugar, mesmo condicionado “por uma penalização que sofri na 2ª manga e que julgo ser injusta, tendo acabado por influenciar negativamente o nosso resultado final na qualificação”, lamentou João Novo.

    Na corrida decisiva, João Novo voltou a estar muito forte e tudo tentou “para chegar à vitória. Dei tudo e foi uma luta muito interessante. O 2º lugar final acaba por ser um prémio para a nossa exibição e para o excelente trabalho da equipa, não deixando de ser mais um pódio na minha carreira e logo nesta divisão tão forte!”, salientava João Novo no fecho da jornada albicastrense.

  • Pedro Rosário brilha em Castelo Branco e fecha a época com uma vitória!

    O piloto de Coimbra não podia ter concluído de melhor forma o Campeonato de Portugal de Kartcross by Diatosta, pois impôs-se de forma contundente na derradeira prova disputada em Castelo Branco.

    Um fim-de-semana “à craque”. Pedro Rosário esteve em grande na prova disputada na capital da Beira Baixa. O piloto de Coimbra mostrou bem cedo ao que ia revelando uma grande determinação para estar entre os gladiadores com capacidade para discutir a vitória nesta última prova do campeonato de 2021.

    Os objetivos do conimbricense eram, como sempre que entra em pista, os de vencer, apesar de ciente da forte concorrência que teria de enfrentar, bem como o facto do fim-de-semana ser marcado pela intempérie e estar prometida chuva e, consequentemente, um piso com muita lama. Esse foi mesmo um dos principais obstáculos colocados aos pilotos.

    Mesmo assim, e apesar das dificuldades, Pedro Rosário não deixou os seus créditos por mãos alheias e com uma final de «garra» venceu, mostrando grande tenacidade na corrida decisiva. Pelo que no final a satisfação pelo triunfo era imensa, até porque a vitória significou ainda garantir o 3º lugar absoluto no campeonato, juntando assim mais um pódio final ao seu vastíssimo palmarés.

    “Conseguimos nesta jornada vencer, provando que temos andamento para estar sempre na discussão. Foi um triunfo justo e saboroso, que se tornou ainda mais importante por nos ter permitido chegar ao terceiro posto do campeonato, que era o grande objetivo desta jornada. Estamos muito felizes por isso!”, confessou Pedro Rosário após esta derradeira ronda do Campeonato de Portugal de Kartcross.

    O piloto de Coimbra agradece à “equipa que sempre acreditou em nós e felicito os campeões desta época. Obrigado e Parabéns a todos os envolvidos. Para o ano cá estamos e sempre para estar na luta”. Um estado de espírito positivo que deixa no ‘ar’ a ambição de regressar em 2022 e fazer ainda melhor.

  • José Lameiro fecha época em beleza com novo triunfo em Castelo Branco

    O piloto de Aveiro voltou a estar igual a si próprio na derradeira prova do Campeonato de Portugal de Rallycross by Diatosta 2021, vencendo na capital da Beira Baixa e confirmando mais um cetro na Divisão Supercar.

    José Lameiro não podia ter concluído da época de melhor forma, pois dominou por completo os acontecimentos na prova organizada pela Escuderia de Castelo Branco. Apesar de ter sido um fim-de-semana chuvoso, foi mais uma excelente jornada para o piloto da Diatosta, que, aos comandos do seu Skoda Fabia, lutou de forma vincada para alcançar o triunfo.

    Não foi uma surpresa a exibição do aveirense, que desde os treinos e das mangas de qualificação mostrou que estava na capital da Beira Baixa para levar para casa mais uma vitória e sobretudo ‘coroar’ o título com o pleno. Objetivo conseguido nos dois dias de atividade em pista, embora José Lameiro reconheça que “nem sempre fomos os mais rápidos, o que só realça o talento e a capacidade dos nossos opositores, principalmente o Bruno Gonçalves que esteve muito forte nesta jornada, mas também o saudado regresso de Joaquim Santos e a estreia com excelente andamento de Tiago Alexandre nesta sua nova aposta na categoria rainha”.

    “No primeiro dia vencemos uma manga e ficamos em segundo na outra com a pista mais ao menos seca. No dia de domingo, a muita chuva e a lama que apareceu em força proporcionaram um espetáculo de atravessadelas, obrigando-nos a trabalho redobrado, garantindo a segunda posição na grelha de partida para a final. Foi fantástico ver que a concorrência esteve muito forte, forçando-me a dar sempre o máximo”, começa por salientar José Lameiro.

    O piloto da Diatosta não esquece o único percalço do fim-de-semana, mas também a forma como deu a ‘volta por cima’ à situação: “tivemos um problema elétrico que nos apoquentou a espaços, mas conseguimos ultrapassar o momento e estar em pleno na hora decisiva. Na final parti em 2º e, desde o arranque, dei tudo para chegar ao comando da corrida. Felizmente o Skoda Fabia esteve sempre perfeito e vencemos novamente, mas quero realçar novamente que foi uma jornada muito aberta e competitiva”. Para José Lameiro foi a forma de “fechar o campeonato da melhor maneira. obrigado a todos pelo apoio, a minha assistência, DM Motorsport e Igvracing, à Mancha Negra e todos amigos e familiares que me apoiaram esta época.”, acrescenta José Lameiro, fazendo pensar que na próxima temporada possa regressar tão forte ou ainda mais motivado, em busca do tricampeonato.

  • Jorge Machado segura vice-campeonato em Castelo Branco!

    O derradeiro fim-de-semana do Campeonato de Portugal de Ralicross by Diatosta foi desafiante para Jorge Machado. Problemas no motor no Citroen C2 S1600 poderiam ter deitado tudo a perder, não fosse o excelente trabalho da equipa técnica que permitiu ao lousadense recuperar e chegar ao pódio final.

    Chegado à prova albicastrense com o firme propósito de garantir o 2º lugar final no campeonato, visto o título já estar entregue, Jorge Machado viveu uma jornada intensa e de nervos no evento organizado pela Escuderia de Castelo Branco.

    Logo na primeira manga, o motor do C2 S1600 cedeu à quarta volta. Para além de ter relegado o consagrado piloto lousadense para o 11º lugar na manga, forçou “a minha equipa de assistência a trabalhar em contrarrelógio para tentar colocar o carro em condições. Foram simplesmente incríveis e não só terminaram a tempo de alinhar na 2ª manga como conseguiram que o C2 ficasse competitivo. Foram uns heróis!”.

    E Jorge Machado retribuiu o trabalho da equipa da melhor maneira. Ao ataque, brilhou nas mangas de qualificação e, apesar da fraca pontuação da manga em que desistiu, logrou terminar esta fase da prova no 4º lugar da geral, garantindo assim uma boa posição para a grelha de partida da meia-final. O piloto realça “a vontade com que fui para a pista para dar tudo e devolver o trabalho da minha equipa. Senti-me seguro e capaz e o carro correspondeu de tal forma que conseguimos ombrear com os mais rápidos, especialmente nas difíceis condições das mangas de domingo de manhã. Fomos sempre muito fortes com a pista enlameada. Adorei conduzir o C2!”.

    Na meia-final, nova dose de talento de Jorge Machado. Arrancou forte, posicionou-se em segundo e assim dobrou a bandeira de xadrez, garantindo uma posição na segunda fila da grelha para a corrida decisiva. Chegado aqui, o lousadense reservou o seu pensamento e a sua estratégia para “tentar evitar qualquer incidente ou problema. Estava muita coisa em jogo e sabia que tinha de fazer uma corrida inteligente para garantir o vice-campeonato”.

    E assim fez. Arrancou bem, rodou sempre rápido e seguro e logrou subir uma posição, terminando a corrida no 3º lugar, subindo assim ao pódio e garantindo o tão almejado objetivo no campeonato.

    No fecho, Jorge Machado sentia-se “Muito feliz. Esta corrida foi o espelho da época: muitas lutas, alguns problemas e muito esforço para estar sempre na batalha. Este 3º lugar é positivo e premeia sobretudo a minha equipa. São notáveis!”, aproveitando o piloto para “lhes agradecer, bem como aos meus patrocinadores e à minha família. Este foi um bom ano e agora há que começar a preparar o futuro!”.

  • Castelo Branco definiu os últimos campeões de Ralicross

    Adão Pinto, Jorge Gonzaga e Hugo Bueno conquistam títulos. Muitas corridas intensas no derradeiro dia de competição.

    Castelo Branco encerrou o Campeonato de Portugal de Ralicross e foi o local onde se conheceram os derradeiros campeões de 2021. O Ralicross de Castelo Branco, prova organizada pela Escuderia Castelo Branco, trouxe inúmeras equipas que encheram o Parque de Desportos Motorizados da cidade para um fim-de-semana de muitas e excelentes corridas.

    Na Divisão Super 1600, uma das categorias com mais participantes, Mário Barbosa, em Citroën Saxo, foi o piloto mais competente na final disputada no Parque de Desportos Motorizados de Castelo Branco. O piloto foi o primeiro a ver a bandeira de xadrez, mas João Novo (Citroën C2) não ficou muito atrás. Cedeu menos de três segundos, enquanto Jorge Machado, também em Citroën C2, ficou em terceiro a mais de cinco segundos do vencedor.

    Nesta jornada iriam ser conhecidos os campeões de Iniciados, de 2 Rodas Motrizes, de Kartcross e de Júnior Kartcross. Na principal categoria do campeonato, essa questão já tinha sido resolvida mas nem por isso houve corridas menos excitantes. A final foi ganha por José Lameiro que impôs o seu Skoda Fabia ao Ford Focus de Joaquim Santos, que se contentou com o segundo lugar. Em Nacional 1.6, Leandro Macedo (Citroën Saxo) foi o mais forte. A prová-lo está o primeiro lugar na final com dez segundos de vantagem sobre o segundo classificado, André Ferreira (Peugeot 106). Pedro Rocha, também em Citroën Saxo, foi terceiro.

    A categoria de 2 Rodas Motrizes era uma que ainda não tinha campeão definido. Na final, Fernando Silva (Seat Ibiza) bateu Andreia Silva (Peugeot 306) por menos de dois segundos. Mas foi Adão Pinto (Opel Astra) que fechou no pódio e, com esse resultado, conquistou o título. Entre os Iniciados, João Novo destacou-se dos demais com a vitória na final.

    Aos comandos de um Semog Bravo, Pedro Rosário foi superlativo e venceu o evento no campeonato de Kartcross. Mas a estrela maior foi para o segundo classificado, Jorge Gonzaga. O piloto do LBS RX01 terminou a jornada albicastrense na segunda posição e sagrou-se campeão nacional. Por sua vez, João Pinheiro, piloto de Castelo Branco, fechou a final em sexto. Entre os júniores, Hugo Bueno (Kincar 600) fechou em segundo lugar e isso foi suficiente para ser campeão no dia em que a vitória na final foi para Rafael Rego (Semog Bravo). Neste particular, Guilherme Matos não foi muito feliz. O piloto acabou a corrida em sétimo.

    No Popcross 2CV, Manuel Ramos mostrou que o sue Dyane é mais forte do que a concorrência de 2CV e outro Dyane. O piloto venceu a final com a superioridade evidenciada pelos 13 segundos de diferença sobre o segundo classificado, Domingos Violante.

    O Ralicross Castelo Branco foi a derradeira prova da Escuderia Castelo Branco pontuável para um dos campeonatos de Portugal e a equipa já está a trabalhar na prova da Taça de Portugal de Ralicross que terá lugar neste mesmo circuito, nos dias 20 e 21 de novembro.

  • Krzysztof Hołowczyc (Mini) vence Portalegre pela terceira vez  

    “Um Portalegre à antiga”, marcado pela chuva, verdadeiramente duro e espetacular, motivou os quase 400 concorrentes a uma competitividade e superação, não raras vezes, levadas ao extremo. No final, vitórias para Krzysztof Hołowczyc (Auto), António Maio (Moto), Luís Fernandes (Quad) e Gonçalo Guerreiro (SSV); e destaque para os títulos da Taça do Mundo FIA de Bajas Cross-Country conquistados pelos irmãos e portugueses Alexandre e Pedro Ré (Categoria T4) e Bianchi Prata (Veteranos/Moto). Uma edição histórica, a 35º Baja Portalegre 500, que, mais uma vez, reforça o seu prestígio e dimensão internacional, enquanto uma das melhores do mundo. 

    A chuva da noite de sexta-feira foi o condimento que tornou ainda mais desafiante a competição nas pistas alentejanas. “É um Portalegre à antiga”, dizia Luís Fernandes (Yamaha), depois de uma manhã de sábado duríssima nos Quads. O pó foi trocado pelos banhos de lama. Nélson Silva (Team Bianchi Prata Honda), que é praticamente cego da vista esquerda, foi forçado a atirar fora os óculos de proteção para conseguir ter alguma visibilidade, terminando o setor matinal em grandes dificuldades. “Vou continuar!”. Este foi só um dos heróis da 35ª edição da Baja Portalegre 500, a exemplo das mais de duas dezenas de jovens, com idades compreendidas entre os 10 e os 16 anos, que também participaram na prova (Mini Baja). 

    Três participações e outras tantas vitórias. É este o percurso de Krzysztof Hołowczycna Baja Portalegre 500. Aos comandos de um Mini, o polaco ex-campeão europeu de ralis e com várias participações no WRC, sentiu-se como “peixe na água” nos pisos enlameados em que decorreu grande parte da prova organizada pelo Automóvel Club de Portugal. Depois de ter terminado o dia de sexta-feira na terceira posição, Krzysztof Hołowczyc iniciou o sábado ao ataque, conquistando uma vantagem que, até final, o pôs a cobro de grandes ataques da concorrência.“É a minha terceira vitória em três participações e isso deixa-me muito satisfeito. Gosto deste rali, com as suas pistas especiais e muito técnicas.” Um resultado que também lhe permitiu assegurar a vitória na Taça da Europa, enquanto Yazeed Al Rajhi (Toyota Hilux) garantiu o triunfo na Taça do Mundo FIA de Bajas Cross-Country. 

    Apesar de ainda ter lançado um ataque à liderança, o português Tiago Reis (Toyota Hilux) teve de contentar-se com o segundo lugar. Um excelente resultado para o virtual campeão nacional, que também garantiu o terceiro lugar na Taça da Europa. “Se não fosse uma manhã muito difícil, sempre a abrir a pista, durante 70 dos quase 150 km, poderíamos ter tido hipótese de discutir a vitória até ao fim. Mas as corridas são mesmo assim e ficamos muito satisfeitos com o resultado”, sublinhou, no final.   

    Depois da vitória no Rali dos Sertões de 2019, não é surpresa a conquista do derradeiro lugar do pódio pelo brasileiro Lucas Moraes. O piloto da Toyota Hilux sublinhou: “Foi muito bom vir a Portalegre com um ´supercarro´, depois de duas participações numa categoria menos competitiva. Correu muito bem, apesar de um furo no primeiro dia. Conseguimos recuperar e é uma honra terminar no pódio, com um plantel tão competitivo”. 

    Em tempo de regresso, Miguel Barbosa (Toyota Hilux) foi o quarto classificado, com o oito vezes campeão nacional de todo-o-terreno a poder queixar-se de um furo, enquanto o brasileiro Cristian Baumgart (Toyota Hilux) fechou o quinteto da frente. 

    Ainda entre os automóveis, natural destaque para a dupla de irmãos portugueses, Alexandre Ré/Pedro Ré, que depois da conquista da Taça da Europa, asseguraram também a vitória na Taça do Mundo FIA de Bajas Cross-Country, na Categoria T4. “Foi uma época fantástica, claro. Estamos muito satisfeitos e… Portalegre voltou a ser Portalegre. Com chuva, mas não demasiada e assim é que tem de ser Portalegre.” 

    Sétima vitória de António Maio nas motos  

    Nas motos, vitória de António Maio (Yamaha WR450) que, com sete sucessos, torna-se o piloto mais bem-sucedido da Baja Portalegre 500 nas duas rodas. “Sair de Portalegre com uma vitória é sempre bom. Ser o piloto mais vitorioso nas Motos era um dos objetivos desta prova e da carreira. Já o perseguia há algum tempo e sabia que acabaria por se concretizar. Foi um final bastante intenso, mas graças à vantagem que ganhei na manhã de hoje (sábado), pude fazer a gestão correta na última parte”, afirmou o piloto.  

    Gustavo Gaudêncio (Honda CRF450RX) foi o segundo classificado, um resultado que lhe permite manter-se na luta pelo título do Campeonato Nacional, enquanto o jovem André Sérgio (Yamaha WRF), apesar de duas quedas, assegurou o derradeiro lugar do pódio, confirmando que há que contar com ele na luta pela vitória das próximas edições. Com boas recuperações durante a segunda etapa, o francês Neels Theric (KTM 450 EXC-F) e Salvador Vargas (Husqvarna FX) fecharam o grupo dos cinco primeiros classificados.  

    Luís Oliveira (o mais rápido da Especial de Qualificação) e Sebastian Bühler (que dominou o SS2), foram obrigados a desistir na segunda etapa. O português com problemas mecânicos e o luso alemão (vencedor das três últimas edições da Baja Portalegre 500) com danos na moto resultantes de uma queda. 

    Uma referência, ainda, para a conquista da Taça do Mundo, na categoria de “Veteranos”, por Bianchi Prata, apesar de ter alinhado com duas costelas partidas. 

    Vitória de Luís Fernandes nos quads  

    Entre os quads, os dois candidatos ao título protagonizaram um interessante duelo pela vitória da Baja Portalegre 500, mas com Luís Fernandes a impor-se, claramente, a Luís Engeitado (ambos em Yamaha YFZ450R) durante o dia de sábado. O vencedor, que se estreou a vencer na Baja Portalegre 500, afirmou: “É fantástico ter ganho, com este ambiente, público e concorrência e só posso dizer que gostei imenso.” 

    Flávio Gonçalves (Yamaha 450 YFZ) terminou no derradeiro lugar do pódio, enquanto Filipe Martins (Yamaha YFZ450R) e Cláudio Fernandes (Yamaha YFZ450R) encerraram o grupo dos cinco primeiros. 

    Entre os espetaculares SSV, Gonçalo Guerreiro (Can Am) foi o quinto vencedor diferente em outras tantas edições em que a categoria tem esse estatuto. À chegada, o piloto de 21 anos não conseguiu conter a emoção, sublinhando entre lágrimas: “Estou muito satisfeito, dei o máximo que podia e agradeço à equipa toda a confiança e apoio.” 

    Na segunda posição, com uma desvantagem de apenas 42,2 segundos, Alexandre Pinto (Can Am) pode lamentar-se de um furo que o impediu de um hipotético sucesso. Na estreia nos SSV, Armindo Araújo (Can Am), foi um dos protagonistas da categoria e nem alguns problemas de travões impediram o seis vezes campeão nacional de ralis de assegurar o último lugar do pódio. Ricardo Domingues (Can Am) foi o quarto classificado, precedendo o vencedor da edição do ano passado, João Dias (Can Am). 

    Depois da vitória de Luís Rodrigues na Especial de Qualificação, foi Raúl Carvalho (KTM 350) que impos a sua lei nos 197,77km do percurso de sábado. Emanuel Léo (Kawasaki KX250F) terminou no lugar intermédio do pódio, com escassos cinco décimos de segundo de vantagem para Gonçalo Leitão (KTM 500 EXC). 

    Com pilotos com idades compreendidas entre os 10 e os 16 anos, a Mini Baja afirmou-se como um concentrado de talento, antecipando a próxima geração de pilotos que darão cartas nas “duas rodas”. E, independentemente do resultado, todos saíram vencedores! 

    Desportivamente, com 73,5 km e duas especiais disputadas ao cronómetro, Vasco Severino (Yamaha YZF) foi quem mais se destacou, assegurando a vitória por 5m18,1s. O jovem piloto foi também o mais eficiente na Classe “Mini 2” (para pilotos entre os 14 e os 15 anos), provando ser uma das mais talentosas promessas das motos. Na segunda posição terminou Nuno Barros (Yamaha YZ125), à frente de Martinho Pais (Yamaha YZ) e Lourenço Lebre (Yamaha YZ 125), cuja diferença não foi superior a 10,2 segundos. 

    Na Classe “Mini 1” (reservada a pilotos de 12 e 13 anos), Domingos Cunha (Yamaha YZ 85) liderou de início a fim, fazendo coincidir o triunfo com o quinto lugar absoluto. Já Manuel Rosa (Yamaha YZ 85) e Bárbara Justino Nunes (KTM 85), a única presença feminina na prova, completaram o pódio.