Categoria: + Motores

  • José Lameiro pronto para a defesa do título!

    O piloto e líder da equipa que representa as cores da Diatosta está ansioso por voltar a colocar o Skoda Fabia SuperCar em pista. É total o seu foco na renovação do título conquistado em 2020.

    Já não existem quaisquer dúvidas de que a época de 2021 do Campeonato de Portugal de Ralicross by Diatosta terá uma Divisão SuperCar ainda mais “musculada”. As confirmações de pilotos nacionais e internacionais, faz subir a fasquia competitiva da divisão onde mandam os carros mais potentes da modalidade. O cenário deixa José Lameiro, campeão em título, mais entusiasmado do que apreensivo pois “fico muito feliz por ver o nosso campeonato subir ainda mais de nível, sobretudo no que concerne aos SuperCar, divisão onde adoro correr”.

    O piloto sabe que “vai ser um campeonato muito competitivo e o objetivo da renovação do título vai exigir muito de mim e da nossa equipa. Será um ano duro, mas muito desafiante”. O Skoda Fabia SuperCar com as cores da Diatosta foi revisto e aguarda “algum material para o evoluir e que ainda não chegou, devido a todos os constrangimentos no transporte que a pandemia tem causado. Estamos a fazer um grande esforço para a corrida de Lousada e, ainda antes dela, vamos realizar um pequeno teste, sabendo, no entanto, que tal não será suficiente para poder retirar todo o potencial do carro”.

    Como tal, será “durante as corridas que evoluiremos, contando sempre com o excelente trabalho da minha equipa técnica, a DM Motorsport, que conta também com o apoio da IGV Racing. Juntos vamos desenvolver cada vez mais o Skoda, fazendo tudo para que eu tenha condições para renovar o título nacional!”. José Lameiro reservou um momento especial para referenciar “a nossa incrível claque, a Mancha Negra, que nos dá um alento extra em todas as provas. Em Lousada rerá de ser à distância, mas vão fazer-se sentir. São incansáveis!”.

    Despindo por momentos a “farda” de piloto, José Lameiro não quis deixar de publicamente assumir “um agradecimento à Go Now, novo promotor do campeonato pela forma como nos soube cativar para colocarmos a Diatosta como naming sponsor, facto que muito nos orgulha e que diz bem do carinho que também temos pela modalidade”.

    O Campeonato de Portugal de Ralicross by DIATOSTA arranca já a 23, 24 e 25 de abril, no Eurocircuito da Costilha, em Lousada, sob a égide do CAL.

  • Ralicross: Nuno Araújo estreou um Audi A1 S1600

    Vindo diretamente da Volland Racing, preparador oficial ligado à marca de Ingolstadt, chegou a Portugal um dos raros exemplares oficiais do Audi A1 S1600, espetacular modelo germânico, cuja competitividade o coloca como a “arma” a abater entre os S1600.

    A aposta foi assumida pelo ENI/EQS Racing Team, equipa que confia no piloto penafidelense Nuno Araújo para tirar todo o partido do carro na época que se avizinha. Durante dois dias, piloto e equipa estiveram no traçado do Eurocircuito da Costilha, cumprindo um intenso programa de testes e permitindo a muitos aficionados que se foram deslocando a Lousada observar a máquina alemã, a rodar em estreia absoluta nas mãos de um piloto português e de uma equipa também lusitana. Sendo o primeiro contacto com o Audi A1 S1600, este foi feito, como é lógico, sob a alçada do preparador alemão, que deslocou ao teste o próprio Team Manager, Rolf Volland, antigo piloto de autocross e ralicross e que brilhou nas idas décadas de oitenta e noventa do século passado nas lides internacionais. Este responsável tem sido o principal protagonista da preparação dos S1600 do grupo VW, primeiro com o Skoda Fabia e agora com o Audi A1, transformando-os em máquinas dominadoras, na respetiva Divisão, das batalhas europeias da modalidade.

    Foram muitos os “stints” de cinco voltas que Nuno Araújo realizou ao longo dos dois dias, indo paulatinamente assumindo mais confiança, que se refletia numa rapidez cada vez mais evidente, sendo ainda enorme o foco do piloto no estudo da telemetria e na troca de impressões com Rolf Volland, aproveitando ao máximo o conhecimento e a experiência do alemão. Os trabalhos incluíram, já no fecho do programa, uma sessão intensiva de arranques simulados, onde também participou o consagrado João Ribeiro, aos comandos de um Skoda Fabia S1600, também construído pela Volland Racing e que também aproveitou o teste para preparar o seu próprio programa desportivo.

    No rescaldo, Nuno Araújo assumiu a sua satisfação com o trabalho desenvolvido, destacando que “foi muito importante ter conseguido estar dois dias a trabalhar com o carro e com a Volland Racing. Para mim e para todos quantos fazem parte do ENI/EQS Racing Team, este é um salto enorme, dado com consciência e responsabilidade, mas que vai exigir muito de nós. O carro é fabuloso, mas tenho um caminho longo pela frente até conseguir retirar todo o partido da sua competitividade”. Para o penafidelense, os dois dias de trabalho representaram ainda “um momento de enorme crescimento enquanto piloto. Quero agradecer ao Rolf Volland todo o empenho e cuidado que tem tido para me ajudar a melhorar e tudo farei para continuar a evoluir!”.

    Quantos às sensações retiradas deste primeiro contacto com a “bomba” alemã, Nuno Araújo salientou ainda que “o carro nada tem a ver com os que conduzi até hoje. É incrível e a sua competitividade vai-nos permitir evoluir muito e poder ambicionar estar na luta pelos lugares cimeiros, sobretudo depois de uma maior habituação às suas características e ao seu potencial. Tudo farei para corresponder à confiança da minha equipa e dos nossos patrocinadores e estou muito motivado para melhorar e dar tudo aos comandos do Audi”.

    Assim, o foco está já na primeira prova do Campeonato de Portugal de Ralicross, cujo arranque acontecerá a 24 e 25 de Abril. Será a mesma pista da Costilha a receber o tiro de partida da época 2021 do PTRX que, no que concerne à Divisão S1600, tem tudo para ser a melhor de sempre, tal a quantidade e a qualidade de “montadas” e pilotos que já confirmaram a sua participação. E entre estes, o novo Audi A1 S1600 de Nuno Araújo vai estar com toda a certeza, no centro das atenções!

  • PTRX: Rui Nunes tem nova “arma” para 2021!

    A contagem decrescente já começou e é enorme a expectativa para a época 2021 de kartcross. Em plena época de defeso ativo, Rui Nunes e a Kincar Competitions dão o máximo na preparação para chegar ao primeiro duelo na máxima força.

    É o caso de Rui Nunes. O craque alentejano chega ao novo ano com o estatuto de vice-campeão nacional conquistado na época passada e não tem qualquer dúvida no seu foco: “2021 é para estar na guerra pelo título nacional!”.

    E não joga pelo seguro ou com hesitações. A aposta passa por uma nova “montada”, respondendo a um desafio “da Kincar Competitions que vai colocar nas minhas mãos um novo kartcross. É uma aposta mútua que, espero, se transforme numa parceria vitoriosa por muitos e bons anos”. Rui Nunes afirma ainda que se sente “muito honrado com a confiança da Kincar e de Joaquim Chamorro, o seu líder, sendo para mim uma honra assumir o papel de piloto oficial da marca, para além de representante em Portugal”.

    A responsabilidade de trazer para o Campeonato de Portugal de Kartcross uma nova marca é, para o piloto, um “enorme desafio, mas sem que sintamos qualquer receio. Sabemos da qualidade da Kincar e também sabemos o que a nossa equipa técnica consegue fazer. Resta-me dar tudo em pista para levar a marca aos triunfos!”.

  • Lourenço Rosa termina Dakar 2021

    Prova superada para Lourenço Rosa e Joaquim Dias que chegaram hoje ao final do Dakar Rally realizado na Arábia Saudita. Está assim cumprido o objetivo que traçaram para esta que foi a estreia de ambos na mais mítica prova mundial de Todo-o-Terreno.

    Tripulando um Can-Am Maverick XRS assistido pela South Racing, conquistaram a 14ª posição da geral reservada aos SSV T4, um resultado que não se vislumbrava nas expectativas iniciais, tendo em algumas etapas  demonstrado andamento suficiente para se imiscuirem nos tempos dos 5 primeiros, sem dúvida uma excelente demonstração das capacidades da equipa que podem validar projetos futuros, e quem sabe, de regresso ao Dakar.

    Não foi uma prova isenta de dificuldades, contudo a fiabilidade do Can-Am preparado exemplarmente para enfrentar as agruras do Dakar, bem como a prestação da equipa e o trabalho prévio de preparação efetuado foram alicerces sólidos que permitiram construir este resultado.

    “Estamos cá, chegamos ao fim, foi duro mas superamos todas as dificuldades. É tempo de agradecer ao Joaquim Dias, o meu navegador que nesta prova nada fácil foi enorme, simplesmente fabuloso. Agradeço à South Racing que me entregou sempre um carro nas melhores condições, um grande trabalho de uma extensa equipa que não deixa nada ao acaso, obrigado igualmente a todos os nossos parceiros que connosco viajaram nesta grande aventura e uma palavra final para todos aqueles que de alguma forma nos fizeram chegar o seu apoio e motivação. Hoje é um dia intenso e pouco mais posso dizer.”

  • Ricardo Porém termina no Top 20 do Dakar 2021

    Terminou hoje em Jeddah, Arábia Saudita, o Rali Dakar 2021. Depois de mais de 8000 quilómetros percorridos, em 12 etapas, a dupla Ricardo Porém – Jorge Monteiro terminou a prova organizada ela ASO na 20.ª posição da Geral.

    No final da prova, Ricardo Porém mostrava-se bastante satisfeito com este feito e com o sentimento de dever cumprido. “Mais um Dakar terminado. Uma prova longa, com 12 dias de ação nas sempre desafiantes etapas sauditas, que terminamos dentro do TOP-20 da Classificação Geral. Apesar do nosso objetivo inicial de terminar no TOP-15 não ser cumprido, sentimo-nos realizados, uma vez que fizemos a corrida possível e o nível esteve bastante elevado, com muitos pilotos rápidos em viaturas de última geração a conseguirem realizar provas bastante positivas”, começou por destacar o piloto de Leiria, que participou pela terceira vez na mais dura prova de Todo-Terreno do Mundo, antes de destacar a importância do seu navegador e equipa neste resultado.: “Muitas dunas, muitas pistas, algumas dificuldades e adversidades que eu e o Jorge, que fez sempre um trabalho de navegação muito profissional e eficiente, fomos superando dia após dia. Para tal, contámos também com o suporte  da Wevers Sport e Borgward Rally Team, que nos preparou uma viatura que conseguiu superar uma prova como o Dakar sem um único problema mecânico nos mais de 8000km de corrida, sendo que todos os problemas que o Borgward sentiu, fruto da dureza das etapas, foram prontamente resolvidos por esta equipa fantástica que me acompanhou na prova.”

    Para finalizar, Porém não esqueceu os portugueses que nunca o deixaram de apoiar ao longos dos últimos dias. “Estamos naturalmente satisfeitos com o resultado alcançado e agora é momento de desfrutar e descansar, aproveitando este momento para agradecer o incansável suporte dado por todos os portugueses através das redes-sociais. Em alguns momentos, foram as mensagens de apoio que nos chegaram, que nos fizeram acreditar que o dia seguinte ia ser melhor. Não posso deixar passar este momento sem agradecer a todos os patrocinadores que permitiram a minha participação nesta prova, em especial à PRF Gas Solutions que fomenta e promove a tecnologia do futuro no Dakar e no Mundo: o Hidrogénio”

    O voo de regresso a Portugal da dupla Ricardo Porém-Jorge Monteiro tem chegada prevista a Lisboa, no próximo sábado, dia 16 de Janeiro, pelas 19 horas.


  • Tony Kart Racing Team e ENI juntos em 2021

    Na temporada que agora se avizinha, a ENI será parceira da Tony Kart Racing Team, equipa que pertence ao grupo OTK, empresa líder no fabrico italiano na indústria do karting.

    Líderes em seus respectivos campos, a ENI e aTony Kart Racing Team, cujos motores são exclusivamente Vortex, assumirão uma parceria intensa na pesquisa e desenvolvimento de novos lubrificantes, específicos para motores de kart.

    A Tony Kart Racing Team utilizou os lubrificantes ENI com grande sucesso nas corridas da temporada de 2020. A equipa venceu o Campeonato do Mundo na categoria OK, alcançando os três primeiros lugares da classificação. Em destaque esteve o lubrificante ENI Kart 2T usado pela Tony Kart Racing Team, produto este que provou ser de máxima qualidade e confiança.

    A ENI e o grupo OTK chegaram a acordo para a recomendação e comercialização exclusiva do ENI Kart 2T, a partir de janeiro de 2021.


  • Kartcross: Rui Nunes esteve a um passo do título, numa época de grande nível que o tornou vice-campeão!

    Dois pontos separaram o piloto da conquista mais almejada. Ciente da grande época que fez, Rui Nunes assume alguma amargura por não ter podido lutar até ao fim pelo título, devido à anulação da última prova.

    Depois da excelente época realizada em 2019, onde reclamou o 2º lugar no campeonato, Rui Nunes partia para a jornada inaugural do Campeonato de Portugal de Kartcross com aspirações a lutar pela vitória, assumindo que a conquista do título seria o objetivo máximo. Mas a prova de Sever do Vouga foi madrasta e o piloto enfrentou vários problemas mecânicos e outros tantos incidentes de corrida que o impediriam de assinar um bom resultado, almejando, no entanto, recolher alguns pontos.

    Passado o longo interregno causado pelo combate ao surto pandémico, piloto e equipa apresentaram-se em Lousada, cenário do regresso à competição, com novidades de relevo: um novo Semog era a “arma” escolhida para retomar o caminho dos êxitos. Piloto e nova “montada” cedo demonstraram um forte entendimento. 3º nos treinos, assinou grandes exibições nas mangas e assegurou um lugar na fila da frente para a corrida de todas as decisões. Na Final, esteve sempre na luta e foi recompensado com um excelente 2º posto, que o recolocava na refrega pelo campeonato.

    A competição rumou depois até Castelo Branco. À chegada à pista instalada na Beira Baixa, Rui Nunes tinha os olhos postos na repetição do pódio conquistado em Lousada. 5º nos treinos, o piloto de Montemor-o-Novo esteve sempre na batalha pela primazia em todas as mangas de qualificação, almejando sair da segunda fila da grelha de partida para a Final.

    E foi com uma exibição notável e com um sentido de oportunidade perfeito que Rui Nunes chegou à primeira vitória da época. Saindo que nem um foguete, subiu a segundo logo na primeira curva e utilizou uma magnífica estratégia quanto ao momento em que escolheu fazer a “joker lap” para saltar para o comando, que já não largou mais até à bandeirada de xadrez. Com este triunfo na corrida da Escuderia, o piloto alentejano entrava cada vez mais na luta pelo título.

    A quarta tirada da época foi disputada em Mação, onde a motivação do piloto e da equipa chegava no nível máximo, mercê do triunfo albicastrense. Mas cedo começaram a surgir algumas dificuldades. Nos treinos, o piloto sentiu dificuldades para afinar o Semog e nunca rodou como desejava. Já nas mangas de qualificação, voltou ao seu melhor nível e logrou garantir o 3º lugar na grelha de partida para a Final.

    No momento da verdade, Rui Nunes não tremeu e voltou a estar a um nível excecional, subindo logo ao 2º posto, onde terminaria, mas não sem antes dar muita luta ao vencedor. O resultado cimentava ainda mais as aspirações do alentejano.

    Rui Nunes seguiu então para Montalegre, com a pista mundialista a ser o traçado da 5ª prova da temporada. E ao longo do fim-de-semana, o piloto alentejano esteve sempre ao seu mais alto nível, rodando sempre entre os melhores e estando no “olho do furacão” da luta pela primazia. 4º classificado nos treinos cronometrados, Rui Nunes almejou ser forte nas mangas de qualificação, garantindo, uma vez mais, um lugar na primeira fila da grelha de partida para a final.

    Na confusão normal da primeira viragem, dentro de um pelotão farto e feroz, Rui Nunes caiu algumas posições, mas encetou uma enorme recuperação que o colocou na luta pelo pódio, que esteve ao seu alcance, não fosse alguma confusão na penúltima volta, que o forçou a corrigir trajetória e a perder velocidade, caindo para um 4º lugar final. Não sendo o resultado ideal, permitiu ao piloto cimentar o 2º lugar na geral do campeonato, mantendo bem firmes as suas aspirações ao título, a uma porva do fim, caso o calendário se cumprisse.

    Mas veio então o momento da desilusão, com o anúncio por parte da FPAK da última prova prevista, que se realizaria em Sever do Vouga, dando a entidade federativa o campeonato por concluído, forçando assim Rui Nunes a ter de se contentar com o 2º lugar final, repetindo o resultado de 2019.

    Mesmo sendo uma posição excelente, este vice-campeonato não tem para o piloto alentejano “o mesmo sabor que o da época de 2019. Sentia-me capaz de lutar em Sever pelo título e ver essa possibilidade esfumar-se desta forma, abala-nos bastante, pois ficará sempre um sabor amargo pela ausência de competição até ao fim, isto sem qualquer crítica para com o campeão, a quem dou os parabéns!”.

    Quanto à sua prestação ao longo da época de 2020, Rui Nunes faz um rescaldo “muito positivo. Fomos sempre muito competitivos e, mesmo tendo alcançado a vitória apenas em Mação, somamos mais dois pódios e estamos perfeitamente cientes de que poderíamos ter ganho mais vezes. A equipa fez um magnífico trabalho ao longo de todo o campeonato. Demos o máximo!”, realçando ainda que “a aposta no novo Semog compensou. Tivemos as dificuldades naturais de adaptação e, por vezes, não foi fácil chegar às melhores afinações, mas conseguimos ser competitivos e voltar a provar que conseguimos sempre estar na luta pelos títulos!”.

    Rui Nunes deixa uma palavra final “para os patrocinadores e para as nossas famílias, que nunca nos regatearam um apoio indispensável”, prometendo que “tudo faremos em 2021 para os recompensar com vitórias, num ano em que queremos estar, uma vez mais, na discussão do título nacional”.

  • Lourenço Rosa ansioso pela estreia no Dakar

    Lourenço Rosa será um dos nomes nacionais a marcar presença na edição do Dakar Rally 2021, e terá a seu lado o navegador Joaquim Dias, formando a única equipa que irá defender as cores lusas na categoria SSV Series T4.Encontram-se já em Jeddah, na Arábia Saudita, o ponto de partida para a edição deste ano do Dakar que se irá desenrolar de acordo com diversas medidas relativas à mitigação dos riscos associados à atual pandemia.

    A dupla apoiada pela Enerre Pharma participou na Baja Hail, prova de Todo-o-Terreno que se disputou á duas semanas atrás também na Arábia Saudita, em condições muito semelhantes ao que vão encontrar no Dakar, inclusivamente com percurso comum em alguns setores, e isso permitiu à equipa testar em condições reais preparando-se para o desafio que se aproxima. Lourenço Rosa e Joaquim Dias tentaram aproveitar ao máximo todos os momentos de que dispuseram ma Baja Hail, para amealhar experiência através da partilha de dados com outras equipas, mais experientes em provas com as características do Dakar e desta Baja Hail, tendo inclusivamente terminado na terceira posição da categoria T4, um resultado que veio aumentar os níveis de confiança da equipa.

    Tripulando um Can-Am Maverick construído e preparado de raiz para este Dakar pela estrutura técnica da South Racing, estão a postos para arrancar no dia 2 de Janeiro para o prólogo, ao que se seguirão doze etapas cronometradas com a habitual exigência e dificuldade características do Dakar Rally, antes do final previsto para dia 15 de Janeiro.

    Lourenço Rosa afirma sobre esta sua estreia numa das mais emblemáticas provas de desporto motorizado a nível mundial que “desde que comecei a correr em todo-o-terreno, com o meu pai Nuno Rosa, que o Dakar era um objetivo. Este ano surgiu a oportunidade e cá estamos prontos para o tornar realidade. É muito diferente correr no Dakar face ás provas que temos em Portugal, muita areia, o desafio das dunas e a extensão e dureza das etapas é algo a ter em conta e para ir aprendendo esperando que a adaptação seja o mais rápida possível.”

    “A adrenalina das corridas é algo de que gosto bastante, da competição, da luta contra o cronómetro, e embora o faça para me divertir, quando corro estou sempre a tentar dar o meu melhor e é isso que vamos fazer também neste Dakar, ciente que as dificuldades e a curva de aprendizagem necessária para se obter resultados é normalmente longa. Vou com muita vontade, e logo veremos o resultado.”
     
    “O objetivo principal passa por dignificar as cores nacionais nesta prova tão dura quanto emblemática, queremos obter uma boa classificação, vamos ajudarmo-nos mutuamente entre todas as equipas, nomeadamente no grupo dos restantes portugueses que vão estar presentes neste Dakar, e agradeço desde já todo o apoio que nos tem sido manifestado nestes dias que antecederam a nossa vinda até à Arábia Saudita para esta aventura. Estamos a postos para dar o nosso melhor”

     
    O Dakar Rally é a maior competição mundial de Todo-o-Terreno e disputa-se este ano na Arábia Saudita de 2 a 15 de Janeiro.


     


     

  • PTRX: Jorge Machado assinou época em grande num ano atípico e difícil

    O craque de Lousada lutou até ao fim pelo título que, pelas exibições e vitórias, esteve perfeitamente ao seu alcance. Aos comandos do seu Citroen C2 S1600, provou, à saciedade, todo o seu talento e foca já na época de 2021, onde quer voltar a estar na luta pelo cetro nacional. Mesmo, assim logrou assegurar o pódio na divisão rainha da modalidade.

    O arranque da época, ainda em fase pré pandemia, foi atribulado para Jorge Machado. Em Sever do Vouga, um conjunto de pequenos incidentes tirou o piloto da decisão da corrida, mas almejou garantir alguns pontos, com um 10º lugar final.

    Depois, o confinamento provocado pelo COVID-19 provocou um longo defeso e o regresso à competição seria remetido já para o início do Verão. Essa fase foi, segundo o piloto lousadense, aproveitada “para alguns testes que validaram uma profunda revisão que fizemos ao C2 e enfrentamos o recomeço com muita ambição, cientes de que poderíamos estar na luta pelos triunfos”.

    No entanto, a sorte nada quis com Jorge Machado. Em plena pista da Costilha, circuito de eleição e “da casa” para o piloto, um problema mecânico forçou-o a baixar os braços na corrida decisiva, quando estava na refrega pelo pódio, registando um 8º lugar final, nada consentâneo com o ritmo que apresentou durante todo esse fim-de-semana.

    O PTRX rumou depois a sul, até terras albicastrenses, com Castelo Branco a receber a terceira prova que foi palco de mais um momento aziago para Jorge Machado. Ao longo de todo o fim-de-semana, o craque de Lousada ostentou um nível competitivo verdadeiramente fora de serie, assegurando a 2ª posição na grelha de partida para a final. E no arranque, o piloto passou das palavras aos atos. Arrancou que nem um míssil, chegando ao final da reta a liderar, “com quase um carro de avanço sobre os outros. Então, pouco antes da abordagem à primeira curva, um toque de outro piloto atirou o C2 contra o muro e os danos levaram-me a abandonar”, recolhendo pontos com o 7º lugar final.

    A série de infortúnios terminou mesmo aí porque Jorge Machado reservou para a fase decisiva da temporada o melhor de si, da equipa e do C2.

    Mação e Montalegre, onde se disputaram, respectivamente, a 4º e a 5º prova do calendário, assistiram a verdadeiros recitais de condução do piloto, que suplantou toda a forte concorrência e colocou no seu palmarés duas fabulosas vitórias consecutivas que, para além de premiarem todo o seu talento e esforço, o recolocaram na luta pelo título nacional, a uma prova do fecho da temporada.

    Mas o balde de água fria estava para ser servido. Depois de indecisões e adiamentos, a FPAK anulou mesmo a última prova, prevista para Sever do Vouga, dando o campeonato por concluído e remetendo Jorge Machado a um positivo, mas agridoce, 3º lugar final no campeonato.

    No rescaldo, o craque lousadense, sente-se “muito orgulhoso da época que conseguimos. Julgo que demonstrei em pista ter andamento para lutar pelas vitórias e pelo título. A equipa esteve fantástica ao longo de toda a época. Nunca virou a cara á luta e fomos sempre trabalhando para melhorar o C2, tendo atingido um excelente nível competitivo. Estou muito orgulhoso das nossas exibições, muito feliz pelas duas vitórias obtidas e pleno de convicção de que seremos ainda mais fortes no futuro!”.

    No entanto, Jorge Machado não esconde alguma “desilusão com a anulação da última prova prevista no calendário. Estávamos em crescendo, a poucos pontos da liderança e tínhamos todas as condições para lutar pelo título. Julgo que a decisão poderia ter sido outra. No entanto, quero dar os parabéns ao Rogério que, pela excelente época que fez, é um campeão com mérito”.

    O lousadense fechou a sua análise da época 2020 com “um profundo agradecimento aos meus patrocinadores, à minha família e à minha equipa. Sinto-me muito apoiado e acarinhado e tudo farei para poder premiar quem me apoia com uma magnífica época em 2021!”.

  • Ricardo Porém no Dakar 2021 com a Borgward Rally Team

    Depois de em 2019 ter participado no Rally Dakar, ainda disputado na América do Sul, aos comandos de um Can-Am e de já este ano ter feito a sua estreia na categoria Auto na mais dura prova de Todo-Terreno do Mundo, aos comandos do Borgward BX7 DKR, Ricardo Porém regressará, em 2021, à Arabia Saudita para participar no Dakar.

    O piloto de Leiria, que na edição deste ano foi colega de equipa de Nani Roma da Borgward Rally Team, assume na próxima edição do Dakar o papel principal nesta estrutura, numa prova que contará com 12 especiais cronometradas, disputadas entre os dias 3 e 15 de janeiro.Para Ricardo Porém esta será uma experiência totalmente diferente das anteriores e assume que parte com objetivos bem definidos. 

    “Voltar ao Dakar é sempre uma boa notícia. Montar um projeto desta natureza durante a pandemia que vivemos é naturalmente muito desafiante e, também por isso, estou muito contente por voltar a contar com o apoio e suporte da Wevers Sport e da Borgward Rally Team nesta aventura. Este ano assumo o papel de piloto principal na equipa e a responsabilidade aumenta, mas também as hipóteses de surpreender. Sei que, mesmo com duas participações neste evento, continuo a ser um dos pilotos com menos quilómetros acumulados nas areias do Dakar e por isso terei de me manter calmo e concentrado para atingir os objetivos, entre os quais terminar a prova.” 

    Quando se fala cada vez mais da real possibilidade de existirem, já em 2024, pilotos a participar no Rally Dakar com viaturas a Hidrogénio, Ricardo Porém leva no seu Borgward BX7 DKR as cores de uma empresa portuguesa, que potencia o desenvolvimento desta tecnologia do futuro, e isso deixa o piloto muito orgulhoso: 

    “Poder levar em 2020 a tecnologia do futuro ao Dakar é um grande orgulho, mas também uma grande responsabilidade. Em Portugal existem empresas que estão na linha da frente no desenvolvimento de produtos inovadores e contar com o apoio da PRF – Gas Solutions em mais uma participação no Dakar é muito importante. Espero conseguir dar o retorno e visibilidade à tecnologia que a PRF – Gas Solutions está a promover, que permita, no futuro, quem sabe, participar no Dakar ao volante de uma viatura movida a Hidrogénio”

    Depois de em 2020 ter partilhado a aventura com o seu irmão Manuel Porém, o piloto de 30 anos volta a contar com Jorge Monteiro na bacquet do lado direito, navegador com quem partilhou a sua estreia no Dakar, em 2019. “O Manuel, por motivos profissionais, não pode acompanhar-me nesta aventura e, por isso, a escolha óbvia recaiu sobre o Jorge Monteiro, um excelente navegador, muito experiente, que já conheço há bastante tempo e com quem já participei no meu primeiro Dakar. Estou certo que serão dias competitivos muito divertidos e que o Jorge me irá ajudar a atingir os meus objetivos”, garantiu.

    A 43.a edição da prova arranca a 3 de janeiro, em Jeddah, terminando na mesma cidade, a 15 de janeiro, depois de 11 etapas e um prólogo, que determinará a ordem de partida para a primeira tirada. O dia de descanso será passado em Ha’il, a 9 de janeiro. O Dakar 2021 terá uma etapa maratona e ainda duas etapas disputadas em loop.