Voltando a afirmar-se como uma das grandes figuras do Campeonato de Portugal de Montanha, Luís Nunes sagrou-se bicampeão nacional de Turismos em 2020 e ainda conseguiu um brilhante top 5 na geral absoluta da competição. O piloto do concelho de Valpaços fez o balanço de uma época atípica, mas que terminou com mais um título para o seu multifacetado palmarés.
Campeão da categoria de Turismos em 2019, a época de Luís Nunes nem começou da melhor forma, em março, devido a problemas mecânicos que o impediram de lutar pela vitória na categoria na Rampa Porca de Murça. Contudo, o piloto do concelho de Valpaços não baixou os braços e impôs a sua rapidez nas provas seguintes, recuperando o comando do campeonato na Rampa da Arrábida, com mais uma vitória indiscutível nos Turismos.
A anulação da Rampa de Boticas, devido à pandemia de COVID-19, definiu os novos campeões nacionais de Montanha com os resultados na Arrábida, tendo Luís Nunes confirmado o seu quarto título nesta disciplina do desporto automóvel, depois de também já ter sido campeão nas Perícias e na Velocidade. Um resultado que o levará a representar Portugal no prestigiado FIA Hill Climb Masters, em 2021.
“Foi uma época atípica, difícil para todos, pelas circunstâncias que estamos a viver. Mas acho que o nosso título é justo”, afirmou o piloto do Ford Fiesta R5+. “Tivemos de recuperar os pontos perdidos em Murça e ser bicampeão acaba por ser uma recompensa por termos sempre acreditado que era possível. Tenho de agradecer à equipa ARC Sport e a todos os meus patrocinadores, em especial ao município de Valpaços, que represento com todo o orgulho. Um obrigado também à minha família, amigos e a todas as pessoas que me apoiam nas provas e fora delas”, referiu Luís Nunes, que além de ter sido campeão nacional de Turismos também venceu a Divisão 3.
O Team Consilcar, de Edgar Condenso e Nuno Silva, disputou este domingo o derradeiro dia da Baja TT Dehesa Extremadura, evento que integra o Campeonato de Espanha de Rallyes de Todo-o-Terreno.
Num dia em que a equipa alinhou em modo Super Rally, por não
ter completado a etapa de ontem, a dupla tinha pela frente um Setor Seletivo
(SS) composto por 150 quilómetros ao cronómetro, que acabaria por ser superado
com sucesso, à luz dos condicionalismos. “Partimos da última posição e por isso foram
muitos os pilotos com quem nos cruzámos e que tivemos de superar, o que obriga
a uma atenção e cuidados extra”, explicou Edgar Condenso, que
acrescenta: “Mas o que nos deixa mais satisfeitos, é que apesar da posição em que
partimos e do muito pó que também apanhámos, rodámos ao longo de todo o SS
entre o quarto e o quinto tempos, um ritmo que nos permitiu estar entre os mais
rápidos do setor neste exigente evento.”
Uma participação que se salda por um balanço positivo: “Depois do toque de ontem, sabíamos que hoje o dia não iria ser fácil, mas felizmente conseguimos terminar, que era o nosso objetivo, e com uma prestação, em termos de andamento, muito satisfatória”, frisou Nuno Silva. “Esta foi a nossa prova de encerramento de mais uma época de história do Team Consilcar. Muito obrigado a todos os nossos parceiros, equipa, família, amigos e adeptos. É graças a todos vocês que a nossa longevidade no todo-o-terreno é possível e o nosso desejo é que a temporada de 2021 chegue o quanto antes. Até para o ano!”, finalizou a equipa portuguesa.
A TOYOTA GAZOO Racing (TGR) irá arrancar para a 43ª edição do rali Dakar com quatro Hilux. O Dakar 2021, irá decorrer, pelo segundo ano consecutivo na Arábia Saudita, com a partida prevista para 3 de janeiro. As quatro duplas TGR são compostas por Nasser Al-Attiyah e o navegador Mathieu Baumel; Giniel de Villiers e o navegador Alex Haro; o estreante Henk Lategan e o navegador Brett Cummings; e por fim, por fim Shameer Variawa e o navegador Dennis Murphy.
A Toyota participa no Dakar desde 2012 e este ano compete na mítica prova com 4 duplas com uma mistura de especialistas experientes na modalidade, juntamente com pilotos recém-chegados à disciplina. Desde a primeira participação da Toyota no Rali Dakar os resultados mostram a fiabilidade e robustez da pickup Hilux, ao terminar em 3º lugar logo em 2012, 2º em 2013, 4º em 2014, 2º em 2015, 3º em 2016, 5º em 2017, 2º em 2018, 1º em 2019 e 2º em 2020.
Tal como em 2020, para a próxima edição da lendária prova, a TOYOTA GAZOO Racing, irá ter como “cabeça de cartaz” o Nasser Al Attiyah e Mathieu Baumel que conquistaram o título em 2019 e que terminaram em 2º o ano passado. Com um palmarés, invejável, até neste ano de 2020 apesar das limitações devido à pandemia, a Al Attiyah venceu o Rali da Andaluzia e procura adicionar mais um vitória, às 3 que já alcançou no Dakar. Giniel de Villiers é outro experiente piloto com quatro vitórias no Rali de Marrocos, a mais recente em 2019, com o seu navegador Alex Haro.
Os sul-africanos Henk e Brett juntam-se à equipa em 2021. Embora este seja o primeiro Rali Dakar da dupla, são talentos reconhecidos ao alcançar o título recente da “South African Cross-Country Series” (SACCS) pela segunda vez consecutiva. O seu objetivo no Dakar será aprender tanto quanto possível. O Navigador Brett já competiu duas vezes no Dakar mas de moto, registando um segundo lugar na edição de 2014 da corrida para motos sem apoio oficial.
Por fim, Shameer e Dennis, também da África do Sul, completam as duplas das quatro Hilux. Shameer, que já venceu campeonatos locais na África do Sul no passado, já participou no Dakar no passado, mas esta será sua primeira vez com a TOYOTA GAZOO Racing. O Navegador Dennis irá estrear-se com navegador no Dakar mas já trabalhou na corrida no passado como técnico da equipa e é várias vezes navegador campeão nacional na África do Sul.
As quatro duplas irão competir na versão mais recente da Toyota Hilux, construída e desenvolvida em Joanesburgo, na África do Sul. A atual Hilux é baseada na última geração da Hilux lançada em 2018 e possui um motor central, suspensão traseira independente e tração às quatro rodas. O carro passou por melhorias significativas ao longo dos anos, e os seus resultados no Dakar servem como prova da fiabilidade e resistência associadas ao modelo Hilux. Na sua estreia, a equipa alcançou o segundo e o terceiro lugar em 2018, seguida de uma vitória em 2019 e um segundo lugar em 2020. A Hilux teve um desenvolvimento substancial graças à equipa que competiu no SACCS. O diretor da equipa TOYOTA GAZOO Racing no Dakar, Glyn Hall, tem desenvolvido a Hilux continuamente, com feedback que recebia de Giniel e Henk durante as provas. Para 2021, o layout geral e a geometria do carro permanecem inalterados, mas refinamentos na suspensão e no motor V8 atmosférico garantem que a versão mais recente da Hilux seja competitiva e fiável como sempre.
A edição de 2021 do Dakar terá lugar novamente na Arábia Saudita, com a saída da cidade de Jeddah a 3 de janeiro. A rota de 2021 terá terreno semelhante ao encontrado na edição de 2020, mas os organizadores prometeram novas seções que garantem mais espetáculo. O tradicional dia de descanso está previsto a 9 de janeiro na cidade de Ha’il, antes do regresso a Jeddah no dia 15 de janeiro. A rota de 2021 também deve apresentar duas etapas que começam e terminam no mesmo local, bem como a tradicional Etapa Maratona onde os pilotos terão que completar o percurso sem o regresso noturno para serviço no bivouac.
Um novo roadbook digital será apresentado para a edição de 2021, com o roteiro disponível apenas um pouco antes do início de cada etapa. Esta abordagem foi testada em etapas selecionadas do Dakar 2020, e passará a ser a norma. Este novo formato não só adiciona um nível extra de imprevisibilidade, como também torna todo o processo mais fácil de administrar e controlar pelos oficiais da corrida.
A
actual situação sanitária obrigou ao adiamento da prova que encerraria a
época de 2020, sendo prevista a realização da mesma para Dezembro, ou
Janeiro próximos.
O Vouga Sport Clube foi forçado a adiar
última jornada da época, agendada para o próximo fim-de-semana de 14 e
15 de Novembro. Este adiamento deve-se à implementação do actual estado
de emergência e ao parecer desfavorável, emitido pela Camara Municipal
de Sever do Vouga, após a Autoridade de Saúde local, ter considerado
elevado o risco de propagação da doença.
Segundo comunicado do Vouga Sport Clube:
“Certos da gravidade da situação e enquanto instituição de Utilidade Publica, cabe também ao Vouga Sport Clube a responsabilidade social de cumprir e fazer cumprir as recomendações da DGS e das Autoridades Concelhias. Desta forma, a FPAK e o Vouga Sport Clube estão já a trabalhar no sentido de reagendar a prova para os meses de Dezembro de 2020 ou Janeiro de 2021, para que o Campeonato de Portugal de Ralicross, Kartcross e Super Buggy se possa cumprir, como inicialmente previsto.”
A pista do Alto do Roçário mantém-se assim como o palco de decisão da maioria dos títulos em jogo, restando esperar pela evolução positiva da situação sanitária, que permitirá a realização da derradeira jornada do PTRX 2020.
Está tudo a postos nas fileiras do PRK Sport Rally Team para a 34a edição da conceituada Baja Portalegre 500, numa organização da divisão ACP Motorsport, do ACP, jornada que conta, uma vez mais, para a Taça do Mundo FIA da modalidade, e que pontuará como a 5a e penúltima prova do entretanto restruturado Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno 2020.
À semelhança das anteriores, serão de novo três as formações inscritas pela equipa nabantina: Pedro Dias da Silva/José Janela apresentam-se nos estradões de terra da capital do Alto Alentejo ao volante da versão mais recente da Ford Ranger EXR05 Proto (no 210), tendo como ‘escudeiros’ Edgar Condenso/Nuno Silva, em pick-up semelhante (no 217), surgindo ambos integrados na baja internacional de TT com o cunho da FIA. Já Michael Braun/Ivo Santos regressam ao activo aos comandos do Porsche Cayenne Proto (no 609), estando inscritos no denominado Evento Nacional.
Quanto a objetivos Pedro Dias da Silva volta a apostar num bom resultado: “Eis-nos chegados à
mais conceituada das provas nacionais de TT, evento onde pretendemos alcançar o resultado que,
por uma razão ou por outra, nos tem fugido ao longo do corrente ano. A aposta recai na Ranger
EXR05 Proto, viatura que estará à altura de nos permitir lutar com os nossos adversários, não só
do habitual e forte leque de equipas do CPTT, como das formações estrangeiras inscritas. Estamos
conscientes da dureza da prova e da validade dos nossos adversários, mas todos queremos
alcançar aqui em Portalegre um resultado de relevo”.
Com centro nevrálgico nas instalações da NERPOR, a Baja Portalegre 500 inicia-se com as habituais
verificações técnicas e documentais da manhã de quinta-feira (5 de Novembro), que culminarão
com a entrada das viaturas concorrentes em Parque Fechado. A secção competitiva desenrola-se
ao longo dos dois dias seguintes, com outras tantas Etapas, contemplando 440 km cronometrados,
integrados num percurso total de pouco mais de 606 km.
A 1a Etapa inicia-se às 09h05 de sexta-feira (dia 6), levando os concorrentes até à Especial de Qualificação (SS1, 5 km), que começa para o primeiro na estrada às 09h30. Findo esse processo haverá um reagrupamento a anteceder o Sector Selectivo no2, troço cronometrado de 85 km e que tem início marcado para as 14h00. Segue-se uma passagem pelo Parque de Assistência (120 minutos), antes do regresso das viaturas ao Parque Fechado (18h10). No domingo (dia 7) corre-se a 2a Etapa, com partida madrugadora pelas 06h10, para depois se cumprirem os restantes dois Sectores Selectivos – SS3 (07h00, com 170 km) e SS4 (12h45, com 180 km) – intervalados por uma visita de 30 minutos às Assistências (09h30). O final desta 5a prova do CPTT 2020 está agendado para as 15h30, logo após o controlo de chegada do último Sector Selectivo.
Depois de um início de época bastante promissor, os azares estão apostados em não largar o piloto do Peugeot 106.
No traçado
transmontano, palco da penúltima corrida desta atribulada época 2020 do
Campeonato de Portugal de Ralicross (PTRX), e depois de todos os problemas
causados pelo prolongado e forçado defeso que encurtaram a época Tiago Ferreira
partia para a prova do Clube Automóvel de Vila Real apostado em não cometer
erros face à enorme competitividade da categoria Nacional 1.6 A, que obriga
sempre os pilotos a andarem no limite.
“Regressar às boas exibições e aos bons resultados” , era o objetivo do piloto, tendo o Peugeot 106 sido alvo de intenso trabalho, com alterações que pareciam ter resultado depois de testadas. Tiago queria estar na“batalha pela vitória”, e impôs um ritmo forte logo na primeira manga, liderando. Porém, na derradeira volta dessa primeira manga o apoio do motor cedeu e o piloto foi obrigado a abandonar. Como consequência já não participou no segundo confronto de sábado. O que iria condicionar as posições no domingo.
No segundo dia de pova Tiago Ferreira partiu disposto a mitigar as perdas, partindo em recuperação, mas tal revelou-se insuficiente para garantir a primeira linha da grelha de partida. Depois fez um grande arranque, conseguiu coloca-se nas posições cimeiras e a rodar rápido. Só que um toque condicionou o seu resultado. A perda de andamento do Peugeot foi imediata, já que a pancada forte arrancou o escape do 106. “Terminamos em terceiro lugar, mas nas contas do campeonato ficamos na segunda posição” , refere Tiago Ferreira, ciente de que esta não era a forma como pretendia sair de Montalegre, determinado em regressar ainda mais forte e com o carro novamente competitivo, já que o percalço sofrido se deveu a ‘fatores externos’.
É nisso que se vai focar na jornada final do PTRX, agendada para Sever do Vouga, nos dias 14 e 15 de novembro.
Se fosse supersticioso, o lousadense estaria preparado para consultar um vidente ou uma bruxa, tal a dose de infortúnio que o tem assolado desde o início da época. Em Montalegre, um incidente na final tirou-lhe uma vitória praticamente “cantada”, depois de ter sido o piloto mais forte dos S1600 durante praticamente todo o fim-de-semana.
Ausente na prova anterior, António Sousa
regressava ao PTRX com a motivação em alta, depois de ter aproveitado o período
que editou desde a sua última participação até este Ralicross de Montalegre
para rever o Peugeot 208 S1600 e introduzir algumas alterações que, depois de
testadas, lhe davam garantias de que seria competitivo no traçado
montalegrense.
Bem, mesmo sem ter saído de lá com o
resultado que almejava e que tudo fez para alcançar, António Sousa tem tudo
para “se sentir orgulhoso de si e da sua equipa”. O piloto
destaca “o andamento incrível que impusemos desde os treinos até às mangas
de qualificação. O carro esteve fantástico e eu senti-me sempre seguro para
atacar e para andar a fundo!”, transformando esse andamento infernal num
domínio avassalador da qualificação, onde venceu as duas mangas de sábado e um
no domingo, colocando o seu marco no espaço reservado ao detentor da “pole position”,
com todo o mérito.
Chegado o momento da verdade, o lousadense transformou o Peugeot num míssil, saindo disparado na reação ao semáforo e abordando a primeira curva na liderança e a salvo de qualquer incidente. Rapidamente, construiu uma vantagem e um domínio sobre os demais que atrevia uma vitória clara e natural, mas a sorte nada quis com ele. Aproveitando o seu avanço, o piloto decidiu cumprir a “joker lap” e, no regresso ao traçado habitual, foi vítima de “um toque que me foi dado por um adversário e que julgo que seria perfeitamente evitável. A minha corrida ficou aí arruinada”. O abandono da corrida colocaria António Sousa num inglório 7º lugar final, que em nada recompensa a colossal exibição do craque da SRT Motorsport.
No fecho, era enorme a “desolação que sentimos. Mas, apesar deste desfecho sabemos que a vitória seria nossa, em circunstâncias normais. mostramos que estamos fortes e que temos talento e potencial para estar sempre na luta pelos triunfos. Vamos tentar seja já em Sever do Vouga!”, na última prova do PTRX 2020, que se realiza nos dias 14 e 15 de novembro.
O Circuito Internacional de Montalegre recebeu, no passado fim de semana, a penúltima prova dos Campeonatos de Ralicross. A que é considerada a divisão rainha, a Super 1600, esteve ao rubro. Em jogo está o título de Campeão de Portugal. Joaquim Machado é um dos candidatos ao primeiro lugar.
O fim de semana começou com azar no sorteio, a sorte insiste em dar ao piloto lousadense um lugar no final da grelha. Mesmo assim, Machado foi amealhando pontos. No sábado, o terceiro e segundo lugares, obtidos nas duas qualificações, eram suficientes.
Dada a partida para a terceira corrida de qualificação, Machado ocupa o primeiro lugar na série. Estava bem encaminhado para a vitória. No entanto, toques durante a corrida levaram a que o Peugeot 208 ficasse sem travões“. Foi uma sensação desesperante. Não me apercebi, continuei a andar ao máximo, sempre a defender a primeira posição”, comentou Machado. “Quando precisei de travar, simplesmente os travões não estavam lá, reduzi ao máximo. Nem sei como o motor aguentou. Os corretores foram fatais e não havia como evitar o capotanço”.
Com a viatura danificada, a Kaxa & Motor teve muito trabalho pela frente. Havia agora que trocar o tubo do travão, danificado devido aos toques. E, acima de tudo verificar os estragos no motor. Uma corrida contra o tempo, onde até a eletrónica teve de ser revista. Tudo pronto para a final, o lugar, ocupado na grelha, não era dos melhores, fruto da ausência na quarta manga. Mas, como sempre, Machado lutou pelo melhor lugar possivel. Conquistou o terceiro lugar na final, o lugar possível e que serve os objetivos.
A decisão sobre o Campeonato foi adiada para a última prova, que será em Sever do Vouga a 14 e 15 de novembro.
O regresso do piloto do Mitsubishi EVO VI ao PTRX ficou marcado pela grande exibição que assinou na pista montalegrense e pela “malapata” que parece continuar a querer impedir Frederico Santos de brilhar. Um toque provocou danos no carro e colocou o piloto fora da final.
Em Lousada, um incidente de corrida
arruinou as pretensões de Frederico Santos e, já então, após uma exibição em
pista que o estava a colocar entre os candidatos ao pódio ou esmo ao triunfo.
Agora e num regresso feito com todo o cuidado e muita ambição, o piloto voltou
a não ter o favor divino do seu lado.
Mas a história da presença de Frederico
Santos no Ralicross de Montalegre vai muito mais além do que o desfecho negativo.
O piloto, nada receoso por ter de enfrentar carros muito mais potentes do que o
seu, rubricou mais uma exibição de fino recorte. Ao longo dos treinos, procedeu
“ao teste do carro, que já não conduzia em competição há quase três meses
e cedo percebemos que estava ótimo. Fizemos as afinações que entendemos
importantes para esta pista e enfrentámos as mangas de qualificação muito
motivados”.
E isso viu-se em pista, nas três primeiras mangas,
jogou forte, bateu-se com os fortes SuperCar e dominou as contas da sua divisão,
mostrando-se capaz de ombrear com os adversários melhor equipados, sem qualquer
receio.
Mas a sorte quis que ainda não fosse desta
vez que Frederico Santos construía o resultado relevante que já merece. Na quarta
manga de qualificação, sofre um toque que “danificou uma peça do meu
Mitsubishi. A sua substituição em tempo útil revelou-se muito difícil e,
perante tal cenário, tivemos que optar por abandonar e começar, de imediato a
preparar a prova de Sever do Vouga”. Aí, o piloto quer “voltar a
dar tudo e, esperamos nós, vamos acreditar que conseguiremos te ruma prova sem
incidentes que nos impeçam de ir à final e aí lutar pelos lugares cimeiros”.
A jornada final do PTRX vai ter lugar em Sever do Vouga, nos dias 14 e 15 de novembro.
O jovem craque esteve imparável entre os SuperCar em Montalegre e conquistou a vitória que tem vindo a perseguir. Já Gonçalo Novo registou mais um pódio entre os iniciados, depois de uma corrida de grande nível que o levou até ao segundo posto.
O Ralicross de Montalegre, penúltima prova da temporada 2020 do PTRX, revelou-se uma jornada onde a equipa Motofil voltou a provar todos os seus pergaminhos e a sua demanda constante pela primazia. Novamente apostando numa dupla frente, ao inscrever João Novo e o Peugeot 206 SuperCar na divisão mais 2musculada e Gonçalo Novo e o Toyota Starlet na Iniciação, a Motofil apresentou-se no circuito raiano ao Gerês com o propósito firme de brilhar.
E se bem o fez e preparou, melhor o executou. A jornada viria a revelar-se um recital de condução e capacidade técnica dos pilotos e da equipa, acrescentando ao palmarés mais um fantástico resultado de conjunto.
E aqui, o destaque vai para João Novo. Cada vez mais sólido na sua condução e na adaptação aos SuperCar, o piloto da Motofil não deu veleidades à forte concorrência que enfrentou e dominou a seu belo prazer as mangas de qualificação, garantindo a pole position para a corrida de todas as decisões. Aí, a luta foi árdua, transformando a corrida num fantástico espetáculo e, apesar da forte oposição que só valoriza a sua exibição, João Novo resistiu e chegou solidamente à bandeirada de xadrez no comando, reclamando um triunfo tão justo quanto brilhantemente alcançado.
No fecho da prova, o piloto estava “muito feliz por ter chegado a esta vitória, que vinha perseguindo e que só não aconteceu ontem por pequenos incidentes. Estou a evoluir e sinto-me muito capaz de discutir os triunfos em todas as circunstâncias. Vamos a Sever do Vouga para tentar vencer de novo”.
Gonçalo Novo conquista mais um pódio
Por seu lado Gonçalo Novo voltou a rubricar uma exibição bem conseguida nas lides da Iniciação. Desde o início do programa do fim-de-semana, que conseguiu colocar o seu Toyota Starlet na luta pelos lugares cimeiros, chegando à final em condições de garantir o pódio, feito que alcançou com talento e naturalidade, registando mais um excelente 2º lugar, que se transforma numa boa operação pontual para as contas finais do campeonato. O piloto sentiu-se “sempre muito bem, ao longo de toda a prova. Não cometi erros, o carro esteve excelente e consegui sempre estar na luta. Saio de Montalegre muito motivado para terminar em beleza o campeonato”.
A jornada final do PTRX 2020 vai ter lugar em Sever do Vouga, nos dias 14 e 15 de novembro.