Categoria: + Motores

  • X-Adventure traça o mapa de 2026 do Troféu X-Trophy

    X-Adventure traça o mapa de 2026 do Troféu X-Trophy

    A X-Adventure já definiu as linhas mestras da edição 2026 do Troféu X-Trophy, com um calendário-base de cinco provas e a forte possibilidade de a temporada poder crescer até sete jornadas, caso as negociações em curso venham a ser concluídas com sucesso.

    A época volta a arrancar em Ferreira do Zêzere, que mantém o estatuto de prova inaugural do troféu. A abertura da temporada está agendada para 1 de fevereiro, numa pista desenhada nas imediações do Aeródromo Municipal de Ferreira do Zêzere, cenário que se tem afirmado como um dos pontos de referência do X-Trophy.

    Outra data já confirmada é a jornada de Barcelos, marcada para 4 de outubro, com organização da Associação Clube Moto Galos de Barcelos. A prova terá lugar nas pistas de Paradela, prometendo, uma vez mais, forte competitividade e grande envolvimento do público local.

    Calendário provisório 2026

    As restantes datas já estão reservadas no calendário, aguardando apenas a confirmação das localizações:

    • 1 de fevereiro — Ferreira do Zêzere (imediações do Aeródromo Municipal)
    • 15 de março — local a anunciar
    • 4 de outubro — Barcelos (Paradela)
    • 1 de novembro — local a anunciar
    • 13 de dezembro — local a anunciar

    Com esta estrutura-base definida, o objetivo da organização passa por assegurar uma temporada consistente, com margem para crescimento, mantendo o ADN competitivo do X-Trophy: corridas intensas, acessíveis e focadas na verdadeira essência do Todo-o-Terreno.

    Classes e ligação ao Mini-Baja

    Em pista estarão, como habitualmente, as classes Moto, Quad, Iniciados Moto e Iniciados Quad. Está ainda prevista a possibilidade de pelo menos uma das provas contar para o Campeonato de Mini-Baja, sob a égide da Federação de Motociclismo de Portugal, estando essa validação dependente da confirmação oficial das datas federativas.

    Luís Pirralho, diretor da X-Adventure e principal responsável pelo troféu, mostra-se confiante quanto ao futuro imediato:

    “Estou bastante entusiasmado com a temporada, que arranca já no início do próximo mês. Se todas as negociações em curso chegarem a bom porto, pela primeira vez poderemos ter sete corridas no calendário. É um objetivo exigente, mas também um enorme motivo de orgulho.”

    Em termos de participação, o responsável antecipa números semelhantes aos de 2025 nas classes Sénior, mas admite expectativas positivas para os Iniciados, cuja adesão tem vindo a crescer de forma sustentada. Para Luís Pirralho, o X-Trophy consolidou-se como “a principal porta de entrada de pilotos no Todo-o-Terreno”, destacando a capacidade única de juntar em pista pilotos consagrados e amadores, num ambiente competitivo, acessível e formativo.

    O Troféu X-Trophy é promovido pela X-Adventure e disputado sob a égide da Federação de Motociclismo de Portugal, afirmando-se como uma das plataformas mais dinâmicas do Todo-o-Terreno nacional.

  • Art of Speed confirma ascensão com título da Stock Cup em 2025

    Art of Speed confirma ascensão com título da Stock Cup em 2025

    A temporada de 2025 marcou um ponto de viragem na trajetória da Art of Speed, culminando com a conquista do título da Stock Cup e confirmando a afirmação da estrutura de Coimbra como uma equipa sólida e competitiva no panorama do automobilismo nacional e ibérico.

    Liderada por Frederico Formiga, a Art of Speed esteve presente em várias frentes do desporto automóvel ao longo da época, combinando projetos próprios com colaborações em estruturas clientes. Uma presença transversal que envolveu pilotos experientes e estreantes, em contextos competitivos distintos, e que reforçou a imagem da equipa como uma realidade consolidada, capaz de entregar resultados, fiabilidade e consistência.

    No balanço global da temporada, Frederico Formiga destaca 2025 como um ano estruturante, tanto do ponto de vista desportivo como organizativo: “2025 foi, acima de tudo, um ano de confirmação e de crescimento. Estivemos presentes em frentes muito diferentes e isso provou duas coisas: que temos capacidade técnica e humana para competir em níveis distintos e que conseguimos ser consistentes na preparação e na operação em pista. A Art of Speed deixou de ser apenas ‘uma equipa que aparece’ para passar a ser uma estrutura reconhecida, que entrega resultados, fiabilidade e consistência.”

    Esse processo de crescimento refletiu-se também internamente: “Consolidámos processos, reforçámos a equipa e a rede de parceiros, e criámos uma base sólida para projetos de longo prazo, tanto com pilotos experientes como com quem está a dar os primeiros passos. Foi um ano exigente, mas que nos trouxe maturidade, visibilidade e confiança para continuar a crescer”, sublinha o responsável máximo da formação de Coimbra.

    A maturidade operacional da Art of Speed ficou particularmente evidente na capacidade de gerir desafios competitivos muito distintos ao longo da época. Para além do título da Stock Cup, conquistado com o Honda Jazz de Frederico Formiga, a equipa esteve também envolvida no Supercars Endurance, bem como em provas de ralis, enfrentando exigências técnicas e logísticas muito diversas.

    “O grande ganho do ano foi precisamente essa diversidade”, explica Formiga. “O título valida a competitividade, mas operar em simultâneo no Supercars Endurance obrigou-nos a elevar o nível em tudo: método, detalhe, organização e capacidade de gestão. São campeonatos com exigências muito diferentes. Na Stock Cup o foco está na eficiência e na execução; no Endurance entram variáveis como estratégia, gestão de pneus e consumos, fiabilidade e uma operação de pista muito mais complexa. Dominar estes dois mundos fez-nos crescer enquanto equipa.”

    A conquista do título da Stock Cup, selada com dois triunfos decisivos na derradeira jornada, foi um dos momentos altos da época e um reflexo direto da filosofia de trabalho implementada ao longo de todo o ano: “Um campeonato destes não se ganha num pico de performance. Ganha-se ao longo da época, com método, consistência e decisões certas no momento certo. É exatamente isso que temos vindo a construir”, afirma Formiga.

    Paralelamente, a Art of Speed teve um papel ativo no Supercars Endurance com o Porsche 991.1 GT3 Cup, em contexto de estrutura cliente nas rondas de Vila Real e Valência. Um projeto que voltou a demonstrar a competitividade e fiabilidade deste modelo na divisão Cup.

    “O 991.1 GT3 Cup tem uma base técnica muito sólida. Quando bem preparado e bem gerido, é extremamente consistente e fiável, algo decisivo num contexto de endurance. É uma plataforma muito interessante para diferentes perfis de pilotos e projetos”, sublinha o líder da equipa.

    A época de 2025 ficou ainda marcada por um forte investimento na vertente humana. Para além de Frederico Formiga, alinharam com a Art of Speed pilotos como Sinan Nasir, terceiro classificado da Stock Cup, João Castanheira, Frederico Castro, Gonçalo Josué Lopes e Diogo ‘Movemind’, na sua segunda experiência no automobilismo. A equipa integrou ainda Paulo Mota, José António, Eduardo Marques e Tomás Bastos, todos inseridos em projetos de aprendizagem e evolução. Nos ralis, destaque para Raúl Aguiar, que levou o Mitsubishi Lancer Evo IX ao pódio do Rally Legends Luso-Bussaco.

    Olhando para o futuro, Frederico Formiga aponta 2026 como um ano de consolidação e ambição acrescida: “A prioridade é solidificar o crescimento nos campeonatos de velocidade. 2025 mostrou que estamos preparados para operar em vários contextos e com diferentes níveis de exigência. Queremos projetos cada vez mais ambiciosos, que aliem performance e profissionalismo. Em 2026 queremos dar mais um passo em frente, com ambição e com uma identidade Art of Speed ainda mais forte.”

  • Motociclismo: CNV e CNMV rapresentam profundas novidades para a época de 2026

    Motociclismo: CNV e CNMV rapresentam profundas novidades para a época de 2026

    Novas classes, percursos de evolução para jovens pilotos, incentivos à participação e calendários com seis rondas marcam uma temporada ambiciosa.

    O Campeonato Nacional de Velocidade (CNV) e o Campeonato Nacional de Mini Velocidade (CNMV) apresentam um conjunto alargado de novidades estruturais para a época de 2026, reforçando a integração entre ambos os campeonatos e criando um percurso de progressão mais sustentado para pilotos jovens e em desenvolvimento.

    A próxima temporada contará com calendários provisórios de seis rondas para cada campeonato, com o CNMV a iniciar a atividade competitiva mais cedo, enquanto o CNV arrancará apenas em maio, mantendo o modelo anunciado no final da época de 2025.

    Horários, treinos e incentivos à participação

    Tal como em 2025, as provas do CNV e do CNMV manterão horários idênticos. No CNV, as jornadas continuarão a integrar treinos oficiais de sexta-feira, com preços especiais a partir de 170 euros, ajustados consoante a data de inscrição, premiando quem se inscrever mais cedo.

    Complementarmente, a FMP prevê a realização de uma sessão de treinos oficiais do CNMV em março, no Kartódromo do Bombarral (KIRO), aberta também a pilotos do CNV e de outras modalidades federadas, promovendo um ambiente de convívio e partilha entre diferentes disciplinas.

    Treinos FMP para captação de novos pilotos

    No âmbito do CNV, a FMP irá promover os Treinos FMP, maioritariamente no Estoril e também em Portimão, num formato semelhante aos treinos oficiais de sexta-feira. Estes treinos permitirão a participação de aspirantes ao CNV, através de licenças especiais emitidas pela FMP, com o objetivo de atrair novos pilotos para as grelhas nacionais.

    Os participantes terão acesso a formação teórica em mecânica de competição, condução em pista e nutrição. As motos deverão cumprir os limites sonoros do Regulamento Nacional de Velocidade e as Especificações Técnicas Gerais, com requisitos simplificados para os aspirantes.

    CNV Jr: a grande ponte entre campeonatos

    Uma das grandes novidades de 2026 é a introdução da classe CNV Jr, presente em simultâneo no CNMV e no CNV, funcionando como classe de transição para motos com roda de 17”. Esta categoria irá eleger dois Campeões (um no CNMV e outro no CNV) e um Vencedor Absoluto, determinado pela soma de pontos obtidos em ambos os campeonatos

    Sem coincidência de datas entre CNMV e CNV, os pilotos desta classe terão até 24 oportunidades de pontuar, tornando-se um verdadeiro eixo central de progressão desportiva.

    Evolução das classes no CNMV

    No CNMV, a estrutura geral mantém-se, com algumas alterações relevantes: A classe Minimotos 4.2 passa a designar-se apenas Minimotos, alinhando o regulamento técnico com o praticado em Espanha. A MiniGP110 mantém-se inalterada. As classes FIM MiniGP 160 e 190 passam a denominar-se MotoMini Portugal 160cc e 190cc, seguindo a nova identidade do “Caminho para o MotoGP”

    Estas classes continuam a permitir o acesso às finais mundiais em Valência, com apoio reforçado, incluindo um estágio intensivo em Benidorm para os campeões e vice-campeões.

    As equipas licenciadas passam também a disputar um Campeonato de Equipas do CNMV, somando pontos de todas as classes com Campeonatos Nacionais.

    Profundas alterações no CNV

    No CNV, a reorganização é significativa: A Classe CNV Jr integra as antigas Moto5, As antigas PréMoto3 passam a denominar-se Moto4, alinhadas com o novo modelo internacional, As Honda NSF250R passam a utilizar centralina e cablagem únicas Athena. É criada a nova classe MiniGP160, com jante de 12”, facilitando a transição técnica e surge também a nova classe SportBikes (SPB), que integrará motos como Aprilia RS660 Factory, CFMoto 675 SR-R, Triumph Daytona 660, Yamaha R7 e Suzuki GSX-8R, mantendo motores em configuração stock.

    SuperSport e Superbike com novas gerações

    A antiga Superstock 600 passa a SuperSport (SSP), permitindo a entrada de motos de nova geração, incluindo Ducati Panigale V2, Yamaha R9 e Triumph 765 RS. Na Superbike (SBK) passam a ser aceites motos 1100cc, como Ducati Panigale V4, Aprilia RSV4 1100 e BMW M1000RR, alinhando o CNV com práticas internacionais.

    Aprilia, Honda e Yamaha reforçam o compromisso com o CNV, oferecendo preços-competição para motos novas elegíveis, mediante inscrição à época (Epc). A FMP aceitará inscrições Epc com preços de 2025 até final de janeiro. Após esse período, os valores serão ajustados progressivamente, sendo que a partir da primeira ronda apenas serão aceites inscrições Prova-a-Prova.

    A partir de 2026, os capacetes utilizados no CNV deverão cumprir homologação FIM (fase 01 ou 02). Na última ronda do CNV, a pontuação será reforçada em 5 pontos, aumentando a competitividade até ao final da época.

    Com um calendário publicado antecipadamente, maior envolvimento das marcas, novas classes e uma clara aposta na formação e progressão, a Comissão de Velocidade acredita que 2026 será uma época de crescimento, com grelhas mais preenchidas e maior qualidade competitiva.

  • Sandro Pinto triunfa na categoria Turística do Rally de Fim d’Ano da Figueira da Foz

    Sandro Pinto triunfa na categoria Turística do Rally de Fim d’Ano da Figueira da Foz

    Ao volante de um BMW E36 318 IS, Sandro Pinto, navegado por Sílvia Ferreira, conquistou a vitória na categoria Turística do Rally de Fim d’Ano da Figueira da Foz, beneficiando de um desfecho inesperado na derradeira classificativa, que afastou da liderança a dupla Pedro Mariano / Daniel Jordão.

    A terceira e última secção da prova revelou-se particularmente ingrata para a formação figueirense que até então liderava a categoria. Pedro Mariano e Daniel Jordão, aos comandos de um Porsche 912, viram a sua prestação ser abruptamente comprometida na última prova especial, quando foram obrigados a parar devido à presença de uma viatura alheia à competição na Serra da Boa Viagem, situação que lhes custou tempo decisivo e a vitória praticamente assegurada.

    O episódio acabou por espelhar o que sucedera também na categoria Desportiva, com uma interferência externa a alterar de forma decisiva o rumo da classificação. Desta feita, a penalização acabou por “oferecer” o triunfo a Sandro Pinto e Sílvia Ferreira, que concluíram a prova com um total de 1.435 pontos, garantindo assim o lugar mais alto do pódio na categoria Turística.

    Pedro Mariano, dirigente da Federação Portuguesa de Motociclismo (FMP) e da Federação Internacional de Motociclismo (FIM), e o navegador Daniel Jordão terminaram no segundo posto, com 1.473 pontos. Refira-se que Daniel Jordão prepara-se para alinhar já entre 3 e 17 de janeiro no Dakar Rally 2026, fazendo equipa com João Dias, em Polaris, numa das edições mais exigentes da prova rainha do todo-o-terreno mundial.

    No degrau mais baixo do pódio terminou a dupla conimbricense Luís Castro Caseiro e Luís Caseiro. Aos 73 anos, o advogado de Coimbra celebrou com especial satisfação a sua primeira presença num pódio, partilhada com o filho, também advogado, de 43 anos. Aos comandos de um Mazda MX-5, a dupla somou 4.001 pontos, numa prestação marcada pela regularidade e consistência.

    Às portas do pódio ficou a formação composta por Carlos Oliveira e João Neto, em BMW 320i, com 4.650 pontos, enquanto Tiago Carvalho e João Pereira, em Porsche Boxster, fecharam o “top five” da categoria Turística, com 5.370 pontos.

    No total, mais oito equipas concluíram a competição na categoria Turística, contribuindo para o sucesso de mais uma edição do Rally de Fim d’Ano da Figueira da Foz, prova organizada pelo Clube de Automóveis Antigos da Figueira da Foz e promovida pelo Clube Automóvel do Centro.

  • José Carlos Pouca Sorte evoluiu na Montanha e brilhou nos ralis numa época de afirmação

    José Carlos Pouca Sorte evoluiu na Montanha e brilhou nos ralis numa época de afirmação

    O piloto líder da equipa Megamotors, José Carlos Pouca Sorte, encerrou a temporada de 2025 com um balanço claramente positivo, num ano repartido entre o Campeonato de Portugal de Montanha JC Group e a participação em provas de ralis.

    Na Montanha, Pouca Sorte protagonizou uma evolução consistente ao longo da época, afirmando-se progressivamente na competitiva Categoria GT. Apesar de ter participado apenas em quatro das oito provas do campeonato, o piloto do Porsche GT3 Cup terminou a temporada no Top 5 da classificação final, um feito assinalável face à elevada concorrência e ao calendário incompleto.

    A adaptação ao comportamento do Porsche em contexto de prova foi um processo exigente, mas os resultados acabaram por surgir na fase final do campeonato, com dois lugares de pódio, confirmando a crescente competitividade do piloto e da equipa Megamotors na luta pelos lugares cimeiros.

    Paralelamente, 2025 ficou também marcada pelo regresso aos ralis, uma disciplina que continua a entusiasmar José Carlos Pouca Sorte. O grande destaque foi a estreia no Rali de Porto Santo, no arquipélago da Madeira, onde o piloto alcançou um excelente 2.º lugar entre os RGT, deixando uma impressão muito positiva numa prova exigente e tecnicamente desafiante.

    Fazendo o balanço da temporada, José Carlos Pouca Sorte sublinha o lado construtivo do ano vivido: “Acima de tudo foi uma participação positiva. Não correu tudo como eu gostaria, sobretudo na Montanha, onde a habituação ao Porsche GT3 Cup continuou a ser um processo de aprendizagem, mas a verdade é que quase no final da época os frutos começaram a aparecer com um pódio. Nos ralis houve um pouco de tudo, alguns contratempos técnicos, mas sempre que possível foram superados. No meio disto tudo, estou satisfeito.”

    Com os olhos já postos em 2026, o piloto natural de Resende mantém prudência quanto às decisões futuras: “Para já uma coisa é certa: parado não fico. Estamos a começar a planear a próxima época, mas só mais para o final de fevereiro deverei ter decisões definitivas. Nessa altura as novidades serão anunciadas.”

    Antes de fechar o ano, José Carlos Pouca Sorte fez ainda questão de agradecer a todos os que tornaram possível a época de 2025: “Quero agradecer a toda a equipa, aos mecânicos, aos nossos patrocinadores, sem os quais nada seria possível, à minha família e, em especial, à minha mulher, Vera Sequeira, que foi também a minha navegadora nos ralis. Não esqueço os amigos e os fãs que sempre apoiaram a Megamotors. A todos, muito obrigado. Agora é pensar em 2026, desejando um excelente Natal e um novo ano cheio de sucessos.”

  • MotoStudent FEUP testa novamente a MS01 no Aeródromo da Maia e prossegue desenvolvimento do projeto elétrico

    MotoStudent FEUP testa novamente a MS01 no Aeródromo da Maia e prossegue desenvolvimento do projeto elétrico

    A MotoStudent FEUP, equipa de estudantes da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), realizou na passada semana mais um teste em pista da sua moto elétrica de competição MS01, desta vez no Aeródromo da Maia, numa ação desenvolvida em estreita colaboração com o Parallel Velocity Club.

    Este ensaio inseriu-se numa nova fase do desenvolvimento e afinação do protótipo, permitindo à equipa recolher dados técnicos fundamentais em condições reais. Durante a sessão, os pilotos percorreram cerca de dois mil metros em ambos os sentidos, avaliando parâmetros como comportamento dinâmico, estabilidade, resposta do acelerador, travagem e fiabilidade dos sistemas eletrónicos.

    O teste assumiu particular importância por permitir validar soluções após a experiência competitiva internacional, funcionando como um passo adicional na evolução técnica da MS01. A recolha de dados em pista revelou-se essencial para identificar ajustes finos ao nível da eletrónica, da gestão energética e da interação entre piloto e máquina.

    Para o Parallel Velocity Club, parceiro neste ensaio, a iniciativa destacou-se pelo seu caráter inovador. O presidente do clube, Jorge Manuel Galhardo, sublinhou a importância do momento: “Foi algo bastante diferente daquilo a que estamos habituados. Um projeto inovador, que correu muito bem do nosso lado. Este teste foi claramente positivo para a equipa da FEUP e esperamos que este tipo de colaboração volte a repetir-se.”

    Um projeto académico que já passou pela apresentação oficial e pela estreia internacional

    Este teste no Aeródromo da Maia surge como mais uma etapa no percurso de desenvolvimento da MS01, um projeto que resulta de quase dois anos de trabalho interdisciplinar e que envolve 42 estudantes das áreas de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores, Engenharia Mecânica e Engenharia e Gestão Industrial.

    A apresentação oficial do protótipo teve lugar em setembro passado, no Auditório José Carlos Marques dos Santos, na FEUP, marcando o primeiro momento público da primeira moto elétrica de competição desenvolvida pela MotoStudent FEUP.

    Posteriormente, entre 15 e 19 de outubro de 2025, a equipa viveu um momento histórico ao participar na competição internacional MotoStudent, em Aragão, Espanha, onde a MS01 fez a sua estreia absoluta em provas internacionais, num evento que reuniu mais de 80 equipas universitárias de todo o mundo.

    No plano técnico, a MS01 distingue-se por integrar uma bateria de alta tensão desenvolvida especificamente para competição, composta por mais de 300 células cilíndricas de iões de lítio, com 114 V de tensão máxima e 5,7 kWh de capacidade nominal. Todo o sistema de gestão e segurança é assegurado por placas eletrónicas (PCBs) projetadas internamente, garantindo fiabilidade e integração total com os restantes sistemas da mota.

    O protótipo inclui ainda uma dashboard digital desenvolvida pela equipa, que fornece ao piloto informação em tempo real sobre o comportamento da moto, permitindo decisões em pista baseadas em dados precisos.

    Com este novo teste realizado na Maia, a MotoStudent FEUP demonstra que o projeto MS01 continua em evolução contínua, consolidando a experiência adquirida em competição e reforçando o seu compromisso com a inovação, a engenharia aplicada e o desenvolvimento da mobilidade elétrica em ambiente de alto desempenho.

  • Filipe Maia fecha 2025 no pódio do Campeonato de Portugal de Novas Energias

    Filipe Maia fecha 2025 no pódio do Campeonato de Portugal de Novas Energias

    O piloto vilacondense Filipe Maia, em representação da ADA – Associação do Desporto Automóvel de Vila do Conde, concluiu a temporada 2025 do Campeonato de Portugal de Novas Energias com um meritório 3.º lugar da classificação geral, garantindo um lugar no pódio da principal competição nacional dedicada à mobilidade elétrica.

    Aos comandos de um Polestar 4, e navegado por Tiago Caio, Filipe Maia protagonizou uma época marcada pela regularidade, consistência e competitividade, enfrentando um calendário exigente que incluiu provas nacionais e internacionais sob a égide da FIA.

    Entre os destaques da temporada contam-se participações em eventos de referência como o E-Rally de Monte Carlo, bem como as provas da Corunha, Valência, Madeira e Oeiras. Para além do pódio nacional, a dupla alcançou igualmente o 3.º lugar da Iberian Cup – Classe 2, consolidando a sua posição entre as equipas mais competitivas do panorama ibérico da mobilidade elétrica.

    O projeto contou com o apoio da Triauto – Polestar Porto e da Polestar Portugal, afirmando-se como um exemplo claro da conjugação entre performance, sustentabilidade e inovação tecnológica, valores que definem a nova era do automobilismo elétrico.

    O encerramento da época aconteceu no E-Rally de Lisboa, disputado nos dias 29 e 30 de novembro e pontuável para a Taça de Portugal de Novas Energias, onde a equipa terminou na 5.ª posição, confirmando o elevado nível competitivo demonstrado ao longo de todo o ano.

    No final da temporada, Filipe Maia sublinhou a satisfação pelo percurso realizado: “Tem sido uma temporada fantástica. Estar entre os melhores num campeonato em crescimento e representar a Polestar com resultados consistentes é um grande orgulho. Fechar o ano com um top-5 na Taça de Portugal, aliado ao 3.º lugar na Iberian Cup, reforça o excelente balanço desta época.”

    Com 2025 concluído de forma positiva, Filipe Maia já se encontra totalmente focado na preparação da temporada de 2026 do Campeonato de Portugal de Novas Energias, com o objetivo de reforçar a competitividade do projeto e consolidar a sua presença entre os protagonistas da mobilidade elétrica em Portugal.

  • Afonso Santos: quando o talento nasce no virtual e se confirma nas estradas reais

    Afonso Santos: quando o talento nasce no virtual e se confirma nas estradas reais

    Com apenas 18 anos, Afonso Santos, natural da Póvoa de Varzim, é já um dos nomes mais promissores do automobilismo português. A sua história foge por completo ao percurso tradicional da maioria dos pilotos e, talvez por isso mesmo, desperta atenção e curiosidade.

    Sem passagem pelos karts, sem escolas clássicas de formação, Afonso construiu o seu ADN competitivo num território durante muito tempo subestimado: o simulador. Um ponto de partida improvável que, ao longo de poucos anos, se transformou em resultados reais, títulos discutidos até ao último metro e uma maturidade competitiva surpreendente para a idade.

    A sua época de 2025, dividida entre a Montanha e os Ralis, foi a confirmação de que o talento que muitos viam como precoce é, afinal, sólido, sustentado e preparado para desafios cada vez maiores.

    Uma paixão que começou antes de saber o que era competir

    A ligação de Afonso aos carros surgiu numa idade em que a maioria das crianças ainda descobre brinquedos. O ambiente familiar foi decisivo e o papel do pai absolutamente determinante nesse primeiro contacto com o mundo automóvel: “Lembro-me perfeitamente de ter três ou quatro anos e já gostar imenso de carros, muito por causa do meu pai. Nós tínhamos um simulador em casa e, sempre que tinha algum tempo livre, era ali que eu estava. Era o meu espaço, onde passava horas e horas.”

    Aquilo que para muitos poderia ser apenas uma brincadeira tornou-se, com o passar dos anos, uma verdadeira escola. Afonso não via o simulador como um jogo, mas como um ambiente onde aprendia, errava e corrigia: “No simulador conseguimos aprender muita coisa: perceber o comportamento do carro, antecipar reações, sentir limites. Aprende-se a ler a pista, a ser progressivo, a não forçar quando não é preciso. Tudo isso ficou muito natural”. Esse longo percurso virtual acabou por moldar uma base técnica invulgar, que mais tarde facilitaria uma transição que muitos imaginariam difícil.

    A passagem para o mundo real: natural, intuitiva e sem medo

    Depois de anos de aprendizagem no mundo virtual, o grande momento chegou aos 16 anos, pilotou, pela primeira vez, um carro de competição real. O que poderia ser um choque revelou-se surpreendentemente simples. “Achava que ia ser um impacto enorme, mas foi exatamente o contrário. Tudo foi muito natural e intuitivo. As referências estavam lá, o controlo estava lá, e senti-me confortável desde o primeiro momento.”

    Essa adaptação rápida abriu a porta ao passo seguinte. Em 2024, surgiu a oportunidade de competir oficialmente no Campeonato de Portugal de Montanha, ao volante de um BRC B49 preparado pela Power House. Para um jovem em ano de estreia absoluta, o desafio era enorme, mas a resposta foi à altura. Afonso mostrou consistência, ritmo e uma capacidade notável de aprendizagem, terminando o campeonato como 2º colocado entre os Protótipos B: “Foi um ano muito positivo para mim. Era tudo novo, mas consegui crescer prova após prova e terminar como vice-campeão deu-me ainda mais motivação para continuar.”

    2025: lidar com dificuldades e competir em dois mundos

    A entrada em 2025 foi feita com plena consciência de que o nível de exigência iria aumentar. Afonso sabia que dividir a época entre a Montanha e os Ralis implicaria um esforço físico, mental e logístico considerável: “Desde o início sabia que não ia ser uma época fácil. São dois campeonatos muito diferentes, com abordagens completamente distintas.”

    No Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, voltou a ser um dos protagonistas da Divisão Protótipos B. Num total de oito provas, venceu duas, subiu ao pódio em seis. A luta pelo título foi intensa e só terminou na última fase do campeonato, com Afonso a fechar a época no 2.º lugar, a apenas 1,5 pontos do campeão. Paralelamente. conquistou o 3.º lugar absoluto e o 1.º lugar na Taça de Portugal de Montanha – Protótipos B, e alcançou um feito histórico no Caramulo Motorfestival. Ao vencer este evento à geral, tornou-se o piloto mais jovem de sempre a conquistar essa prova emblemática.

    “Tivemos alguns problemas mecânicos, inclusive uma prova sem pontuar devido à cedência do motor, e isso acabou por nos dificultar muito o caminho. O objetivo era ser campeão, mas apesar de tudo considero que o balanço é positivo. Fomos rápidos, fomos competitivos e mostramos ritmo ao longo de toda a época.”

    O desafio dos ralis: aprender depressa num ambiente de elite

    Em 2025, Afonso viveu também uma das experiências mais marcantes da sua jovem carreira: a integração no FPAK Junior Team de Ralis. Entre cerca de 600 candidatos, foi um dos cinco selecionados, destacando-se ainda por ser o mais novo, o único menor de idade e o único sem carta de condução no início do projeto.

    Ao volante de um Peugeot 208 Racing (Rally6), preparado pela MNE Sport, participou em cinco ralis, terminando todos no pódio, com exceção do Rali de Chaves, onde um acidente ditou a desistência: “Foi um projeto muito importante para mim. Deu-me muitos quilómetros, muita experiência e obrigou-me a evoluir rapidamente. O nível era altíssimo e o ritmo muito elevado.”

    O resultado foi o 3.º lugar no FPAK Junior Team de Ralis, numa classificação decidida apenas na última prova: Até ao fim estava tudo em aberto. Tivemos um pequeno toque numa especial que nos obrigou a reduzir bastante o ritmo e isso acabou por nos tirar a possibilidade de lutar pelo segundo lugar. Ainda assim, não encaro 2025 como uma derrota, mas como uma enorme aprendizagem.”

    2026: ambição controlada e um passo bem pensado

    Com apenas 18 anos e já recém-encartado, Afonso Santos olha agora para o futuro com ambição. O objetivo passa por dar o salto para os ralis a tempo inteiro, apostando no Campeonato de Portugal de Ralis 2RM, na Copa Peugeot Portugal e na Copa Peugeot Ibérica, ao volante de um Peugeot 208 Rally4: “Gostava muito de dar o passo para o Campeonato Nacional de Ralis. A melhor forma de o fazer seria na classe Rally4. Apesar de me adaptar bem a carros de quatro rodas motrizes, sei que esse salto implica um orçamento muito maior.”

    Ainda assim, a estratégia passa por crescer de forma sustentada: “Estamos neste momento a tentar reunir o maior número de apoios possível para viabilizar este projeto. Queremos garantir retorno máximo a quem nos apoia, seja em visibilidade nacional, ibérica, redes sociais, eventos ou impacto mediático. E levar o nome da Póvoa de Varzim além-fronteiras.”

    Aos 18 anos, Afonso Santos já provou que o talento não tem apenas um caminho possível. Do simulador às rampas, das rampas aos ralis, construiu um percurso consciente, sólido e sustentado, sempre com uma leitura madura do desporto e dos passos a dar: “Nada disto seria possível sem o apoio da minha família, amigos, equipa e patrocinadores.”

    O presente confirma o potencial. O futuro, a manter este ritmo, promete consistência, crescimento e uma carreira construída com cabeça, talento e ambição.

  • TH Clothes Super SSV Ponte de Sôr 2025: Tomás Neves domina a final e o troféu encerra a época em alta

    TH Clothes Super SSV Ponte de Sôr 2025: Tomás Neves domina a final e o troféu encerra a época em alta

    A quinta e última prova do Troféu TH Clothes Super SSV 2025 disputou-se no sábado, 13 de dezembro, novamente em Ponte de Sôr, palco habitual das grandes decisões do troféu. A etapa final reuniu 30 equipas inscritas, num encerramento de temporada marcado por elevada competitividade e pela presença de várias estreias, confirmando o crescimento sustentado da competição.

    A prova integrou um prólogo e oito passagens cronometradas por um troço desenhado na zona florestal junto à área industrial de Ponte de Sôr. Rápido, técnico e particularmente exigente, o percurso apresentou dificuldades acrescidas devido à chuva intensa registada na sexta-feira anterior, que deixou várias zonas escorregadias e com acumulações de água. As condições obrigaram a uma leitura muito cuidada do terreno e proporcionaram alguns momentos de maior tensão ao longo do dia.

    Na classificação absoluta, Tomás Neves / Leonor Durão, aos comandos de um Can-Am X3 (SSV T1), impuseram um ritmo forte e consistente desde as primeiras passagens, acabando por conquistar a vitória com o tempo total de 1h07m45s. Este resultado garantiu também o triunfo na categoria Federados T1, confirmando o domínio da dupla nesta derradeira jornada.

    O segundo lugar absoluto foi alcançado por Bernardo Passanha / Vasco Areia, em Can-Am X3 (Hobby T1), que realizaram uma prova muito regular, mantendo-se sempre próximos do ritmo dos vencedores. Já Bruno Martins / Eurico Adão, em Polaris Pro R, fecharam no terceiro lugar absoluto e foram segundos classificados entre os Federados T1, com Joaquim Dias / Patrícia Dias, em Can-Am X3, a completarem o pódio da categoria.

    Nos Federados T2, a luta foi particularmente equilibrada até final, com Luís Lourenço / Ana Lopes, em Segway Villain, a assegurarem a vitória após uma prova sem erros, seguidos por Rui Abreu / Gonçalo Guedes e Jorge Cipriano / Pedro Cipriano, numa categoria decidida por margens muito curtas.

    Entre os Hobby T1, Bernardo Passanha / Vasco Areia confirmaram o excelente desempenho demonstrado à geral, vencendo a classe à frente de Vítor Dias / Carla Palma e Ruben Rosa / Paulo Lopes. Já nos Hobby T2, o triunfo sorriu a Diogo Francisco / Daniel Andrade, em Yamaha YXZ1000, seguidos por Márcio Silva / Afonso Silva e Ricardo de Melo / Gonçalo de Melo.

    Na categoria Buggy, Yuri Alves, em Rage Comet R, foi o vencedor da prova, enquanto nos Mini-SSV, Mariana Laranjeira / Marco Laranjeira conquistaram o primeiro lugar na classe Mini B.

    Destaque ainda para a classe T0, onde Beatriz Martins / Catarina Plácido, em CFMOTO 550, venceram e assinaram também a volta mais rápida de toda a prova, com o tempo de 3m25,388s, superando inclusive os melhores registos das categorias superiores. Entre os Federados, o melhor tempo de volta pertenceu a Tomás Neves / Leonor Durão, reforçando o domínio exibido ao longo de toda a jornada.

    No final do dia, Luís Pirralho, diretor do Super SSV, fez um balanço muito positivo deste encerramento de época: “Foi uma final à altura do crescimento do Super SSV, com uma excelente adesão de equipas, incluindo várias estreantes, o que demonstra bem a evolução do troféu.” O responsável deixou ainda uma palavra de agradecimento a todos os envolvidos:
    “Quero agradecer a todos os participantes, parceiros, patrocinadores e entidades que ajudaram a tornar este evento memorável. O envolvimento de todos foi determinante para o sucesso desta prova e abre-nos excelentes perspetivas para 2026.”

    Com a final de Ponte de Sôr, fica oficialmente encerrada a temporada 2025 do Troféu TH Clothes Super SSV, num ano marcado por elevada competitividade, crescimento do número de equipas e consolidação de um formato cada vez mais sólido no panorama do todo-o-terreno nacional.

  • Changan Automobiles celebra a produção de 30 milhões de veículos e destaca evolução tecnológica do grupo

    Changan Automobiles celebra a produção de 30 milhões de veículos e destaca evolução tecnológica do grupo

    A Changan Automobiles, marca representada em Portugal pelo Grupo Auto-Industrial, assinala um marco histórico do China Changan Automobile Group (CCAG), que atingiu uma produção acumulada de 30 milhões de veículos. Este número simbólico reflete a evolução do grupo enquanto fabricante global de mobilidade inteligente, sustentada por décadas de inovação tecnológica, foco na qualidade e orientação para o utilizador.

    O veículo que assinalou este feito foi um AVATR 12 Quad-Laser Edition, produzido na AVATR Digital Intelligence Factory, em Chongqing, considerada uma das unidades fabris automóveis mais avançadas do mundo. Esta fábrica representa o expoente máximo da plataforma CHN, que combina a experiência industrial da Changan Automobile, a arquitetura digital e os sistemas inteligentes da Huawei e a tecnologia de baterias da CATL.

    Altamente automatizada, a unidade integra tecnologias de inteligência artificial, 5G e Big Data, permitindo uma monitorização contínua e grande flexibilidade produtiva. A linha de montagem é capaz de produzir um automóvel a cada 60 segundos, suportando a produção mista de vários modelos e entre 1.200 e 1.280 configurações personalizadas numa única linha, garantindo elevados níveis de eficiência e precisão.

    A segurança mantém-se como um dos pilares centrais da estratégia da Changan. Desde 1999, o grupo tem reforçado a sua liderança neste domínio, sendo responsável pelo único Laboratório Nacional de Segurança de Veículos Inteligentes da indústria automóvel chinesa. Através do sistema de verificação CA-ITVS, são desenvolvidas soluções avançadas de segurança ativa e passiva, permitindo que os modelos da marca alcancem classificações de topo nos principais mercados internacionais.

    A própria AVATR Digital Intelligence Factory desempenha um papel fundamental neste compromisso, integrando sistemas de inspeção avançados que detetam e corrigem, em tempo real, qualquer desvio aos padrões exigidos. Com mais de cinco milhões de quilómetros de testes acumulados, os veículos da Changan cumprem metas de durabilidade de até dez anos ou 260.000 quilómetros.

    Na atual era da mobilidade inteligente, a Changan reforça a proteção dos seus veículos com a nova plataforma de Inteligência DAS, desenvolvida internamente. Esta tecnologia vai além da segurança física, introduzindo um ecossistema digital holístico que protege veículos, ocupantes e dados, garantindo uma experiência de condução segura e integrada. O futuro Changan E06, com lançamento previsto na Europa no próximo ano, será um dos primeiros modelos a beneficiar desta plataforma.

    O compromisso com a segurança já se reflete em resultados concretos, como as classificações máximas de cinco estrelas Euro NCAP atribuídas aos Changan Deepal S07 e Deepal S05, desempenho que a marca pretende manter nos futuros lançamentos para o mercado europeu.

    Paralelamente, o grupo acelera a sua estratégia de crescimento através de dois eixos fundamentais. O Green Plan foca-se na eletrificação, na segurança avançada das baterias e no desenvolvimento de ecossistemas sustentáveis para veículos eletrificados. Já o Plano Inteligente impulsiona a evolução da condução autónoma, da conectividade e da experiência do utilizador. Entre as principais inovações destacam-se o sistema de baterias Golden Shield, a tecnologia de aquecimento por impulsos de alta frequência para melhor desempenho em climas frios e o sistema de propulsão BlueCore 3.0, que alia eficiência energética a baixas emissões.

    A ambição global do China Changan Automobile Group é clara. Até 2030, o grupo pretende alcançar vendas anuais de cinco milhões de veículos, com mais de 60% correspondendo a modelos de novas energias, e assegurar que 30% das vendas tenham origem fora da China. Esta estratégia passa por uma forte expansão internacional, incluindo a abertura de operações em vários países europeus, como Espanha e Itália, e por investimentos superiores a dois mil milhões de euros no continente europeu.

    A produção do veículo número 30 milhões representa, assim, muito mais do que um marco industrial: simboliza um novo capítulo na afirmação da Changan como protagonista global da mobilidade do futuro, sustentada na inovação, na segurança e na tecnologia inteligente.